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- A MISSÃO ÉTICA DA IGREJA


Texto Áureo: I Co. 10.32 – Mt. 5.13-16,20; Lc. 14.34,35; 17.20,21.

Objetivo: Mostrar que o comportamento ético da igreja perante o mundo deve ser um referencial na conduta para todas as instituições humanas existentes.

INTRODUÇÃO
A igreja é chamada para estar no mundo, nós, enquanto discípulos de Cristo, a ser modelo no amor, andando como sal da terra e luz do mundo. Na lição de hoje, faremos, inicialmente, uma breve incursão pela definição do termo “ética”, e, por fim, enfocaremos o amor como o princípio ético cristão, enfatizando, também, o texto de Mt. 5.13-16.

1. DEFINIÇÃO DO TERMO
A palavra ética vem do grego ethos e significa “costume e hábito”, e do latim, moris, “vontade, costume, uso e regra”. Em geral, na filosofia, a ética é a teoria da natureza do bem e como ele pode ser alcançado, isto é, o que deve ser ou não feito. Para Aristóteles, a ética seria o alvo da conduta ideal do homem, baseado no desenvolvimento de sua virtude especial para o bem do indivíduo e da sociedade. O princípio ético cristão é o de que Deus se revela ao homem através de Cristo, cujo testemunho se encontra na Escritura, portanto, o bem maior não é resultado das especulações humanas, mas de Deus que sabe o que é melhor para os seres humanos que Ele mesmo criou. Assim, para o cristão, a base é “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (I Co. 12). O bem maior, nesse sentido, para a igreja, significa submeter-se à vontade boa, perfeita e agradável daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (Rm. 12.1-2; Ef. 5.8,13).

2. ÉTICA NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, o pecado é uma realidade e os filhos de Deus não podem mais viver entregue a ele (I Jo. 5.18). A liberdade do pecado se dá através do amor (Gl. 5.22,23) que é o fundamento comportamental para o cristão através do fruto do Espírito. Assim, uma vez salvo pela graça, por meio da fé (Ef. 2.8,9) nos devotamos ao amor que é o cumprimento total da lei (Rm. 13.8; Jo. 4.7). É a lei do amor que nos liberta do pecado e da morte, não há outra saída para o verdadeiro cristão que não seja através do amor a Deus e ao próximo (Mt. 22.37-39). A ética de Cristo proíbe não apenas o matar, mas até o mesmo o odiar (Mt. 5.21). O amor diz que não se deve adulterar, mas nem mesmo cobiçar (Mt. 5.28). O amor não somente diz que não se deve provocar a violência, mas ser uma pacificador ativo (Mt. 5.9). O alvo da ética cristã não é outro senão o próprio Deus (Mt. 5.48). Em amor, podemos alcançar tal perfeição, não se trata de algo que se queira atingir por força humana, mas pelo Espírito de Deus (Rm. 8.12-25; I Jo. 4.18).

3. O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO
No texto de Mt. 5.13-16, Jesus nos instrui a respeito de uma ética que deva ser a meta de sua igreja. Antigamente, quando o sal perdia a sua pureza para os ritos do sacrifício, era lançado fora e servia para ser pisado pelos homens. Do mesmo modo, a religião sem amor (I Co. 13; Jo. 3.16; I Jo. 3.16) não tem qualquer serventia. Devemos ser luz, e, como tais, precisamos olhar para a fonte que é Jesus (Jo. 1.9; I Jo. 1.5), nos não passamos de “luzeiros” (Fp. 2.15) daquele que é a verdadeira luz (Jo. 8.12). Como luzeiro do Senhor, a igreja deve brilhar constantemente como uma candeia. Essa luz é refletida através das boas obras (Mt. 5.16). O objetivo das obras não deva ser a vanglória da igreja, a ostentação, mas à glorificação de Deus. Embora sejamos salvos pela graça, por meio da fé, devemos viver andar nas boas obras (Ef. 2.8-10; II Co. 5.17). Lembremos, pois, que somos conhecidos não pelos grandes edificações que somos capazes de erguer, pela poderio político que somos capazes de arregimentar, mas pelos frutos (Mt. 7.16), demonstrados em amor.

CONCLUSÃO
Há um título de um livro antigo do saudoso hinógrafo e escritor assembleiano, Emílio Conde, cujo título é “Igrejas sem brilho”. Infelizmente, algumas congregações locais não mais se constituem luzeiros que seja capaz de iluminar um mundo em trevas. A igreja do Senhor, por outro lado, permanece como baluarte e coluna da verdade (I Tm. 3.15). As portas do inferno não podem resistir ao seu testemunho profético de uma igreja que não compactua com os valores mundanos (Mt. 16.18), antes se apresenta como sal e luz.