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* VISITAÇÃO – A MISSÃO CONSOLADORA DA IGREJA


Textos: Tg. 1.27 – Lc. 10.1-12

Objetivo: Mostrar que a visitação é um ministério que visa fortalecer a fé em Cristo e consolar os necessitados pela mensagem da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
Quantas igrejas ainda atuam no ministério da visitação? Ainda é possível fazer visitação hoje? Será que a vida privada da sociedade pós-moderna não atrapalha esse tipo de trabalho? O que a Bíblia diz a respeito da visita e como ela deva ser feita no contexto eclesiástico? Essas são algumas das perguntas que se pretende responder neste estudo, culminando com a análise de Tg. 1.27.

1. A VISITAÇÃO NA BÍBLIA
O verbo “visitar”, no Novo Testamento, é episkeptomai, que vem de inspecionar, cuidar, superintender, episkopeo. A visitação, trata-se, portanto, de uma prestação de serviço, uma ajuda (Lc. 1.68,78; 7.16; At. 15.14,36; Hb. 2.6). Há uma nítida preocupação divina com a visita aos aflitos e doentes (Mt. 25.36,43; Tg. 1.27), embora, seja importante ressaltar que a visita pode acontecer em situações de supervisão, não necessariamente porque alguém se encontra em dificuldade (At. 15.36). Os apóstolos desenvolveram a prática da visitação (At. 7.23; 9.32-42; 10.33,34; 20.20,21; Fm. v. 1,2; II Jo. v. 12; III Jo. v. 14). Consoante ao exposto, sabemos que o ato da visita pode ser feito por qualquer cristão, as comissões de visita, formadas por irmãos voluntários. Contudo, os líderes eclesiásticos, pela própria relação do vocábulo grego, com o termo pastor, não podem deixar de perceber que a visitação se trata de uma responsabilidade, primordialmente, episcopal.

2. O MINISTÉRIO DA VISITAÇÃO
Seria interessante que os obreiros, juntamente com os demais irmãos da igreja, tivessem um programa sistemático de visitas. Aqueles que visitam devem ter a preparação necessária para que o ato da visitação não se transforme em algo amargo, como aconteceu com os amigos de Jó. Em certos casos, é melhor que se fique calado, pois, quando se fala, corre-se o risco de, pela falta de amor, fazer com que a visitação se reduza a meras acusações a alguém que já se encontra debilitado (Jó. 2.13; 4.2). Portanto, para que o obreiro exerça a visitação, de acordo com a vontade de Deus, faz-se necessário que recorra à Palavra de Deus, a fim de que, através da orientação bíblica, o visitado encontre conforto em Deus (II Tm. 2.15; II Co. 13.11; I Ts. 4.18; 5.11). Reconhecemos, por outro lado, que há casos em que a visita pode acontecer com um objetivo disciplinar, isto é, a fim de exortar para que alguém volta-se para Deus (Mt. 18.15; Lc. 17.3). Se acontecer de alguém não desejar receber a visita, o visitador deve refletir se é válido persistir (Mt. 10.14; Mc. 7.16; I Co. 11.16). É preciso, também, que se leve em conta aspectos sócio-culturais no ato da visita. Para tanto, a escolha de horas impróprias, o respeito pelos familiares, que nem sempre são cristãos, e uma acompanhamento idôneo, especialmente se a visita for para alguém do sexo oposto. A máxima, nesse sentido, deve ser evitar toda aparência do mal que possa ser instrumento de escândalo ao evangelho (Mt. 18.7; I Ts. 5.22).

3. A VISITAÇÃO EM Tg. 1.27
A sociedade atual é marcada pelo particularismo e individualismo. Antigamente, as pessoas sentavam-se nas calçadas para conversar. A visita era uma prática comum que hoje não mais é cultivada. Devido aos problemas de segurança pública, a televisão que criou uma cultura onde todos se sentam diante dela para serem inculcados por suas ideologias, o diálogo se tornou algo menos freqüente, bem como o interesse pelo outros. A visita tornou-se, nesse contexto, uma prática que pode ser vista como espionagem, invasão de privacidade, e por outro lado, a comodidade também nos distancia dessa prática. O cristianismo é revolucionário nessa questão porque, desde os seus primórdios, enquanto religiosidade, incentiva a visitação aos necessitados. Tiago põe o ato da visitação como critério de reconhecimento da religião verdadeira. Os órfãos e as viúvas, nessa passagem, apontam para aqueles que se encontram desamparados e carentes de auxílio. Depreendemos, assim, que visitar, em algumas situações, não se trata de apenas levar algumas boas palavras, mas também, auxílio para que alguém possa, se for o caso, ter suas necessidades supridas (Mt. 25.34-36; Gl. 6.9,10; I Jo. 3.17-19).

CONCLUSÃO
O ministério da visitação torna-se um grande desafio para a igreja, principalmente, nos dias atuais, marcados pelo particularismo e individualismo. Nesse contexto, a visitação eclesiástica funciona como recurso bastante produtivo no conforto e orientação daqueles que se encontram necessitados. Contudo, aqueles que atuam no ministério da visitação, precisam fazê-lo com amor e sabedoria, em respeito aos padrões sociais, a fim de não se tornarem instrumento de escândalo.