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JOSUÉ, UM LÍDER ESCOLHIDO POR DEUS


Textos: Dt. 31.7 – Nm. 27.18-23; Js. 1.1,2
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que Deus escolhe a quem quer, pois só Ele conhece aqueles que possuem as qualidades necessárias para liderar seu povo com justiça.

INTRODUÇÃO: Durante este trimestre, estudaremos o livro bíblico de Josué. Esse é um livro que trata das guerras do Senhor na conquista de Canaã. Passados todos esses anos, poderíamos indagar se há algo, nesse livro, que possa ser proveitoso para a igreja cristã dos dias atuais. Não devemos esquecer que, conforme estudamos no último trimestre, a Bíblia, em sua totalidade, é a inspirada palavra de Deus. O livro de Josué, como veremos a partir de hoje e das lições que se seguem, traz princípios eternos que se coadunam com a realidade contemporânea.

1. ASPECTOS GERAIS DO LIVRO DE JOSUÉ: Esse livro, que narra a história de Josué, é de sua própria autoria (Js. 24.26) e data entre 1405-1375 a. C. O tema principal do livro é a vitória da fé na conquista de Canaã (Hb. 11.30,31). O propósito central é registrar a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas. Podemos dividir o livro em três aspectos estruturais:

1) a entrada em Canaã (1-5),
2) a conquista de Canaã (6-12)
3) a divisão de Canaã (13-24).

Destacamos algumas das principais características desse livro:

1) complementa o Pentateuco – dando prosseguimento aos fatos ali narrados;
2) é o primeiro entre os livros históricos do Antigo Testamento;
3) ênfase posta na conquista e ocupação da terra de Canaã;
4) exposição da palestina como o cenário geográfico dos acontecimentos do livro.

O versículo-chave é “passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo: provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor, vosso Deus, para que a possuais” (1.11). O livro nos ensina algumas verdades a respeito de Deus e do nosso relacionamento com Ele:

1) os passos necessários para conhecemos melhor o Senhor, buscando a direção do Espírito Santo, principalmente diante dos obstáculos e a confiar em Suas promessas (Js. 2.8-11,24; 3.7; 4.19-24; 21.45; 23.14);
2) passos para uma devoção dinâmica - estimula à oração e a tomar decisões de acordo com a vontade de Deus, e instrui ao cuidado na aplicação da Palavra de Deus (9.14; 14.8-9,14; 22.5; 23.6);
3) passos para a santidade – ensina a não cobiçar os bens deste mundo, a ter o devido cuidado para não se deixar levar pelos pensamentos do mundo (6.18-19; 23.7; 24.23);
4) passos para uma vida de piedade – através da prática regular da meditação na Escritura, a manutenção de registros e memórias da jornada espiritual, a partilha das experiências (1.7-8; 4.4-7; 5.2-9; 8.34-35);
5) passos para lidar com o pecado – compreender que o pecado enfraquece aqueles que com ele se envolvem, por isso, precisa ser tratado com seriedade (7.10-13; 11.11) e 6) passos para a conquista da vitória – submissão à vontade de Deus e o reconhecimento que o Senhor pelejará por nós (5.14-15; 17.18).

2. JOSUÉ: UMA BREVE BIOGRAFIA: Josué, cujo nome significa “Jeová é salvação”, foi o líder dos hebreus depois de Moisés e era também denominado de Oséias (Nm. 13.8), filho de Num (Ex. 33.11), da tribo de Efraim (I Cr. 7.27). Destacou-se com um dos mais fiéis companheiros de Moisés (Ex. 24.13; 32.17) e um daqueles espias fiéis que retornou da missão (Nm. 13.26; 14.38). Escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés (Dt. 31.14,23) sendo revestido para tal missão (Js. 1.1). Diante dos israelitas, enviou espias para sondar a terra a ser conquistada (Js. 2.1), atravessou o Jordão através de uma intervenção miraculosa do Senhor (Js. 3.1), destrói Jericó (Js. 6) e Ali (Js. 8). Um dos mais interessantes episódios na vida de Josué é sua oração que faz com que o Senhor detenha o sol (Js. 10.12). Ao final da vida, após sortear a Canaã conquistada entre as tribos (Js. 14), despede-se do povo e morre com idade aproximada de 110 anos (Js. 23,24). A atuação de Josué, diante dos hebreus, foi brilhante e ele se revelou como um exímio estrategista militar. Mas não confiava apenas em seus dotes, na verdade, Josué é um exemplo de alguém que, mesmo dispondo de conhecimentos, não deixa de buscar a orientação do Senhor. Sua biografia nos ensina que a liderança efetiva é produto de uma boa preparação e da influência de boas lideranças (Nm. 27.22-23).

3. A LIDERANÇA DE JOSUÉ: ALGUNS PRINCÍPIOS: Umas das marcas do estilo de liderança de Josué é a interação com os seus pares. Ele é um homem que valoriza as instruções (Js. 2.1; 3.2-4.9; 8.3-8). Teve sempre o cuidado de averiguar se as pessoas tinham ouvido e compreendido os planos traçados a respeito das múltiplas atividades a serem desempenhadas. Por isso, de vez em quando, ouviam-no dizer: “Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus” (Js. 3.9). Diante da clareza de sua mensagem, o povo, a não ser em poucas ocasiões, fazia tudo como Josué ordenara (Js. 4.8). Quando o povo estava desanimado, Josué trazia-lhe mensagens de encorajamento (Js. 3.5; 10.24,25; 23.5). Sempre que possível Ele relembrava as promessas feitas pelo Senhor e isso servia de estímulo para os israelitas. As palavras de encorajamento de Josué fortalecia a fé do povo e guiava-o em sua missão. Valorizava o ensino, por essa razão, em muitas ocasiões o vemos dando ordens ao povo (Js. 6.16), instruções (Js. 24.1-13) e exortações (Js. 23.6-16; 24.14-24). Como todo bom líder, também teve o cuidado de manter relatórios a fim de registrar os acontecimentos históricos daquele povo (Js. 12-20). Além das mensagens escritas, também fez uso de recursos simbólicos, tudo isso com vistas à lembrança das coisas grandiosas que Deus havia feito ao povo de Israel (Js. 4.1-9). Esses aspectos da liderança de Josué servem de inspiração e exemplo para todo aquele que recebe o chamado de Deus para estar diante do Seu povo.

CONCLUSÃO: Conforme veremos ao longo deste trimestre, Josué é um exemplo de líder espiritual, isto é, que depende da orientação do Espírito Santo. Em Dt.34.9 está escrito que o espírito de sabedoria encheu Josué quando Moisés impôs as mãos sobre ele. Essa é uma demonstração da atuação sobrenatural de Deus no ministério de Josué e que esse estava baseado nas instruções do Senhor dadas a Moisés. Esse assunto, porém, será estudado com maior propriedade na lição seguinte, quando trataremos a respeito do momento em que Josué assume a liderança de Israel. PENSE NISSO!

O VALOR DO ESTUDO DA BÍBLIA


Texto: Sl. 119.97 – Sl. 119.11-19
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o estudo da Bíblia é fundamental para conhecermos o Deus do livro e para crescermos espiritualmente.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, a última do trimestre, refletiremos a respeito da importância do estudo da Bíblia. Muitas pessoas dizem que lêem a Bíblia, alguns já a leram várias vezes. Essa é uma atitude louvável, isso porque, infelizmente, conforme comprovam as pesquisas, a maioria das pessoas não têm o costume de ler o Livro Sagrado, nem mesmo os evangélicos. No intuito de contribuir para a mudança dessa triste realidade, objetivamos, com este estudo, estimular os cristãos ao estudo da Sagrada Escritura. A princípio, mostraremos a relevância do estudo da Bíblia, em seguida, apresentaremos alguns encaminhamentos interpretativos, e, por último, destacaremos seus benefícios para o cristão individualmente, bem como para toda a igreja.

1. A RELEVÂNCIA DO ESTUDO DA BÍBLIA: Alguns cristãos pensam que estudar a Bíblia é apenas tarefa de teólogos e pastores. Esse é um equívoco, o estudo da Bíblia não deve ser visto apenas como uma particularidade dos eruditos. Não apenas os pastores ou professores e alunos de teologia precisam estudar a Bíblia. Deus espera que todos nós nos utilizemos dos recursos necessários para o conhecimento de Sua Palavra. Antes de ouvirmos essa Palavra, precisamos primeiramente compreendê-la, e foi justamente isso que o Eunuco de Candace necessitava, e, para tanto, teve o auxílio de Filipe (At. 8.27-31). Não é difícil compreender e interpretar mal as Escrituras, desde o princípio Satanás busca deturpar a Palavra de Deus (Gn. 3.4). Por causa da natureza humana pecaminosa, é comum as pessoas introduzirem sentidos particulares (eisegese) ao conteúdo bíblico ao invés de buscarem o sentido no texto (exegese). As pressuposições humanas, isto é, as visões interesseiras podem influenciar na interpretação do texto. Por isso, não poucas vezes, existem aqueles que se aproximam da Bíblia apenas para comprovar o que já defendem, sem deixar que Deus fale, pelo Seu Espírito, através do texto. Oremos e peçamos ao Senhor que, conforme Ele fez aos discípulos, no caminho de Emaús, possamos compreender, interpretar e aplicar a verdade bíblica de acordo com Sua revelação (Lc. 24.44-45).

2. PRINCÍPIOS INTERPRETATIVOS NO ESTUDO DA BÍBLIA: Do mesmo jeito que há quem defenda que o estudo da Bíblia é apenas para teólogos, há quem argumente que a Bíblia não carece de interpretação. Esse é um outro equivoco, pois, na verdade, todos nós interpretamos a Bíblia quando a lemos. Ainda que seja uma leitura superficial, tenderemos a atribuir algum sentido ao texto. Um problema a esse respeito é que, em algumas ocasiões, não atentamos para o texto, mas apenas para versículos isolados, descontextualizados. Isso faz toda diferença no processo interpretativo e pode conduzir a falácias em relação ao texto bíblico. A fim de evitar que isso aconteça, recomendamos, a seguir, alguns princípios para compreensão e interpretação da Bíblia:

1) o significado do texto é aquele padrão que o autor desejou transmitir através de palavras – precisamos entender o que o autor do texto bíblico quis dizer no contexto imediato no qual ele e seus leitores se encontravam;
2) as implicações são aqueles significados dos quais o autor não estava ciente, mas que, apesar de tudo, se enquadram legitimamente no padrão de significado por ele pretendido – o objetivo da interpretação é compreender não apenas o significado dos autores num determinado contexto, como também as implicações que esse mesmo texto tem para nós nos dias atuais, algumas dessas implicações podem ser legítimas – que tenham o respaldo bíblico, ou ilegítimas – que não se coadunem a revelação bíblica;
3) a significação diz respeito à maneira como nós, enquanto leitores, respondemos ao significado de um texto – durante o estudo de um determinado texto (quiçá de um livro da Bíblia) precisamos nos perguntar: qual a significação desse texto para mim (ou para nós) hoje? Para compreender o que o autor queria dizer num determinado contexto, podemos nos valer de recursos diversos, principalmente de traduções distintas da Bíblia, bem como de dicionários e comentários. Para a interpretação do texto, devemos estar atentos à voz do Espírito Santo, e, em oração, buscar ouvir o que o Senhor tem a dizer e a obedecê-LO (Ap. 2.11,17).

3. BENEFÍCIOS DO ESTUDO BÍBLICO: O estudo da Bíblia é fundamental para a saúde individual do cristão bem como de toda a igreja. Destacamos alguns dos benefícios que o estudo bíblico traz à igreja:
1) o conhecimento – ainda existe algum preconceito em algumas congregações em relação à busca do conhecimento bíblico. É uma pena que isso aconteça, pois, conforme nos instruiu o Senhor, a utilização da mente no conhecimento de Deus é um ato de amor (Mc. 12.30), Paulo também nos orienta quando ao culto racional ao Senhor (Rm. 12.1-2);
2) amadurecimento – a igreja que estuda a Bíblia não se deixa levar pelos ventos de doutrinas e modismos que surgem no seio evangélico (Ef. 4.14; Os. 4.6; 6.3; Pv. 4.7). Por causa da falta de conhecimento, muitas igrejas que já deveriam estar amadurecidas são tomadas por “meninices”, a emoção não se fundamenta na exposição da Palavra, mas em experiências pessoais, algumas delas distanciadas da Palavra de Deus;
3) apologética – uma igreja que estuda a Bíblia tem fundamento para defender a fé que uma vez foi entregue ao santos (Jd. v. 3). As seitas e heresias se espalham como fogo em palha e não poucos estão sendo devorados pelos seus ardis. A igreja que investe na formação bíblica de seus membros não teme as setas inflamados do inimigo, na verdade, ela avança, pois as portas do inferno não a podem resistir (Mt. 16.18).

CONCLUSÃO: O contexto evangélico brasileiro tem sido marcado nesses últimos anos pelo superficialismo. A ausência de conhecimento bíblico tem trazido conseqüências desastrosas a muitas igrejas. Mas nem tudo está perdido, existem muitos que não se dobraram diante dos profetas de Baal. Precisamos resgatar o antigo interesse pelo estudo da Bíblia, seja na Escola Dominical e nos cultos de ensino. O estudo aprofundado da Escritura Sagrada trará benefícios tanto para a igreja em geral quanto aos crentes individualmente. As igrejas mais saudáveis são aquelas que investem no estudo da Palavra de Deus. PENSE NISSO!

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Plano de Leitura da Bíblia

* A IGREJA SERVA DA BÍBLIA


Textos: Jo. 14.23 – Sl. 119.41-50
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que a verdadeira igreja de Cristo tem a Bíblia por fundamento, e a ela se submete em todas as coisas.

INTRODUÇÃO: Um dos problemas cruciais, ao longo da história da igreja, foi a identificação do papel que a Bíblia deveria ocupar em relação à igreja. Ciente dessa problemática, analisamos, no estudo desta semana, a relação entre a Igreja e a Bíblia. A princípio, mostraremos como o Catolicismo Romano abordou essa questão, em seguida, veremos o posicionamento adotado pela Reforma Protestante. Ao final, refletiremos a respeito da importância do resgate a esse princípio reformado, restaurando, à igreja, a condição de serva da Palavra de Deus.

1. A IGREJA E O CÂNON DA BÍBLIA: Ao longo da história da igreja houve uma tensão entre a autoridade eclesiástica e a bíblica, e essa se tornou mais intensa na constituição do cânon. A palavra “cânon” significa “vara de medir”, “regra” e “norma”. No sentido teológico, refere-se à identificação dos livros que de fato foram inspirados pelo Espírito Santo para a instrução e salvação em Jesus Cristo (II Tm. 3.16,17). A igreja, no ano de 397 d. C., a partir de determinados critérios, entre eles, a autoridade do autor do livro e a evidência interna de inspiração, elegeu os livros que deveriam compor a Bíblia. A canonicidade, por conseguinte, é determinada pela inspiração, não pela igreja. É Deus, e não a igreja, quem valida a autoridade da Bíblia. O sentido de “cânon” é aplicado, às Escrituras, em sua acepção ativa, isto é, a Bíblia, e somente esta, é a norma de fé e prática da Igreja. A verdade transmitida pelas Escrituras Sagradas, e por nenhum outro meio, é que constituiu cânon ou fundamento das verdades da fé. Os 29 livros do Antigo Testamento, e os 27 do Novo, que atualmente compõem a Bíblia, baseados em critérios, prioritariamente internos (no texto bíblico), e posteriormente, externos (no contexto eclesiástico), fundamentados na inspiração do Espírito Santo, perfazem os 66 livros da Bíblia.

2. CATOLICISMO: A BÍBLIA SERVA DA IGREJA: Ainda que a Igreja Católica Romana dê certa proeminência à Bíblia, seus teólogos, freqüentemente, a subordinam à tradição. O Concílio Vaticano II afirmou que tanto a Escritura quanto a tradição são sagradas e têm, ambas, procedência divina. Nessa concepção, a Igreja está investida com autoridade para determinar o que deva ser crido, ainda que uma determinada crença esteja em desacordo com a Bíblia. Como resultado dessa posição, muitos dogmas surgiram, ao longo da história do catolicismo romano, que não se coadunam com a revelação bíblica, basta citar, como exemplos, a Assunção de Maria e a Infalibilidade Papal. No período da Idade Média, o conceito de Escritura, dentro do Catolicismo, foi ampliado a fim de abranger não só os escritos bíblicos, bem como os apócrifos e os textos dos país da igreja que eram considerados normativos.

3. REFORMA: A IGREJA SERVA DA BÍBLIA: A Reforma Protestante não rejeitou a tradição cristã, mas a subordinou ao crivo da Escritura. A máxima Sola Scriptura – somente a Escritura – norteou o pensamento dos reformadores, principalmente diante do embate teológico com a Igreja Romana. De acordo com Lutero, “a igreja de Cristo não tem poder para estabelecer qualquer artigo de fé, nunca estabeleceu e jamais estabelecerá qualquer um deles”. O teólogo protestante Karl Barth afirmou, com bastante propriedade, que “a Escritura está nas mãos da igreja, mas não debaixo do poder da igreja”. De modo que, para o pensamento reformado, a igreja deva interpretar a Bíblia sob a direção do Espírito Santo, pois é Ele quem aprofunda, amplia e ilumina a verdade bíblica para a igreja (I Co. 2.10-14). A igreja precisa ter cautela para não impor a sua agenda ao Espírito e a Escritura, manipulando textos em conformidade com seus interesses.

4. A SUBMISSÃO DA IGREJA À PALAVRA: Seguindo o princípio reformado, a Igreja busca na tradição bíblica o alicerce para sua fé e prática. O compromisso da igreja cristã é com a verdade, não aquela resultante de meras discussões humanas, mas da Palavra de Deus (II Co. 4.1,2). A exposição da Bíblia, nos púlpitos das igrejas evangélicas, precisa se tornar prática comum. Essa atitude é necessária porque, em virtude dos movimento pós-pentecostais (denominados por alguns de neopentecostais) estão colocando a experiência acima da Palavra. É tarefa da igreja a proclamação da mensagem do evangelho de Jesus Cristo conforme testemunhado por profetas e apóstolos (Mt. 28.19,20; Mc. 16.16). Faz-se necessário também que se retorne à exposição bíblica, isto é, a prática de ler um texto, melhor ainda, um livro da Bíblia, fazer um explanação versículo por versículo, deixando que Deus fale e aplica a Palavra às igrejas. Algumas igrejas usam a Bíblia, mas a transformam numa “colcha de retalhos”, certos pregadores coletam os versículos bíblicos de acordo com seus interesses pessoais. A submissão à Palavra de Deus se dá através da leitura e exposição textual, sem deixar de considerar o estudo exegético, e, ao mesmo tempo, sem deixar de dar liberdade ao Espírito para falar aos corações.

CONCLUSÃO: A igreja de Jesus não se deixa levar por tradições humanas, não é escrava da razão ou dos interesses subjetivos de quem quer que seja. Ela se dobra diante da Palavra de Deus, é a Bíblia, e não qualquer outro livro ou pensamento, que dita as regras de fé e prática daqueles que estão em Cristo. Toda igreja genuinamente evangélica prima pela exposição bíblica a fim de ouvir o que o Espírito tem a dizer e a obedecê-LO (Ap. 2.7,11.16). PENSE NISSO!

* A COMPLETUDE DA BÍBLIA


Textos: Ap. 22.18 – II Pe. 1.16-21; 2.1
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que na Bíblia, conforme dispomos hoje, é completa, por isso, constitui-se em pecado grave adicionar, subtrair, substituir ou modificar quaisquer de suas partes.

INTRODUÇÃO: Nos dias atuais, como já nos tempos dos apóstolos, muitos se insurgem contra a Bíblia, adicionando, subtraindo, substituindo ou modificando seu conteúdo. Faz-se necessário que tenhamos o devido cuidado para não incorrermos no erro de ir além ou aquém do que nos fora revelado. Partindo dessa premissa bíblica, estudaremos esta semana a respeito da ortodoxia bíblica, em seguida, sobre a completude da mensagem bíblica, e por fim, das formas de deturpação do texto bíblico.

1. A ORTODOXIA BÍBLICA: A palavra “ortodoxia” vem de dois termos gregos, “orto” – correta, e “doxa” – opinião. O significado desse termo, portanto, tem a ver com uma abordagem adequada em relação a determinado conteúdo. Em relação à Bíblia, a ortodoxia bíblica diz respeito à correta aproximação do texto. Devido a condição pecaminosa, o ser humano, desde os tempos antigos busca deturpar os ensinamentos de Deus. Após a revelação expressa do Senhor a Adão e Eva, em Gn. 3, Satanás os levou a interpretar mal a mensagem divina, levando-os a pecar. Eles também tiveram culpa por tomarem a iniciativa de subverter a palavra de Deus com vistas à satisfação de seus interesses egoístas. O Inimigo orientou-os a contradizer aquilo que já havia sido dito por Deus, que se comessem do fruto da árvore certamente morreriam. Eva fez um acréscimo à revelação, afirmando que não poderiam sequer “tocar” no fruto. O resultado de todo esse impasse foi o pecado, o distanciamento de Deus, o Criador. Do mesmo modo, muitos hoje buscam pensamentos humanos, afastando-se da revelação bíblica a fim de cumprir seus prazeres egoístas. São as doutrinas heterodoxas, produto da invencionice humana, que nada tem a ver com aquilo que nos fora dado no evangelho de Cristo.

2. A COMPLETUDE DA MENSAGEM BÍBLICA: A fim de não recairmos nas tendência heterodoxas, isto é, dos ensinamentos contrários à Bíblia, ou melhor, à ortodoxia, é preciso atentar para a completude, a suficiência da Bíblia. Somente podemos conhecer a Deus a partir da Sua auto-comunicação. Não podemos buscar o conhecimento de Deus em qualquer outra fonte senão aquela que Ele mesmo nos legou. Nesse sentido, dizemos que a Bíblia é completa, isto é, nela podemos encontrar tudo o que nos é necessário. Ela nos é suficiente para conhecermos quem é Deus, como Ele se relaciona conosco, e principalmente o que fez para que pudéssemos ser salvos da condenação do pecado. O pecado é uma realidade revelada pela Bíblia, após a criação o primeiro casal caiu, se rebelando contra o Criador (Gn. 3). Por meio da Bíblia podemos saber que existe apenas um mediador entre Deus e os homens, e este é Jesus Cristo, Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo. 14.6; At. 4.12; I Tm. 2.5). Temos a expectação da realização plena da salvação em sua dimensão escatológica, o momento no qual surgirão novos céus e terra (Is. 65.17; II Pe. 3.13; Ap. 21.1). Nós, os crentes em Cristo, aguardamos ansiosamente, e com esperança, o soar da trombeta, dia em que os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados (I Ts. 4.13-17). Enquanto esse dia não chega, a Bíblia nos instrui para que cresçamos em santificação (II Tm. 3.16,17).

3. AS DETURPAÇÕES DO CONTEÚDO BÍBLICO: Infelizmente, a Bíblia tem sido alvo de deturpações, isto é, de abordagens distantes daquilo a que ela se pretende. Algumas pessoas estão adicionando revelações estranhas à verdade bíblica, e, a esse respeito, temos uma contundente advertência em Ap. 22.18. Aqueles que acrescentam, de acordo com seus interesses escusos qualquer conteúdo à mensagem do evangelho, pagarão um preço caro. Outros, ao invés de adicionar, subtraem aquilo que acham ser pesado demais para suportar, principalmente os coniventes com o pecado, que não querem se dobrar diante dos ensinamentos de Deus. Esses também não ficaram impunes diante do julgamento divino, pois Deus não admite que sua mensagem seja alterada (Ap. 22.19). Fiquemos atentos para com aqueles que pregam outros evangelhos nas igrejas, evangelhos esses que Paulo jamais pregaria (Gl. 1.8). Existem hoje muitas traduções da Bíblia, com conteúdos modificados, traduções feitas por pessoas que sequer conhecem bem os idiomas bíblicos – hebraico e grego – cuja função não é outra senão acomodar sua pressuposições ao conteúdo dessas pseudo-bíblias. A deturpação também acontece sempre que acontece uma substituição da revelação bíblica por outra mensagem. Algumas igrejas adotam livros outros, colocando-os em posição de superioridade em relação à Bíblia, ou mesmo pondo seus dogmas e tradições humanas diante do evangelho de Cristo (Mc. 7.13). Nesses dias tão controvertidos para a igreja do Senhor, precisamos ter o cuidado necessário para não decairmos no engano da deturpação da Bíblia, ou mais especificamente, do evangelho genuino de Cristo.

CONCLUSÃO: Não precisamos de revelações outras que não se coadunem com a mensagem do evangelho de Cristo. A Bíblia nos é inteiramente suficiente e, para isso, é válido lembrar a célebre declaração latina dos reformadores - Sola Scriptura – somente a Bíblia deve ser a regra de fé e prática dos cristãos. Isso não quer dizer que não podemos ler bons livros, ouvir mensagens pregadas, mas tudo o que venhamos a ouvir ou ler deva passar pelo crivo da Palavra de Deus, que não pode ser aumentada nem diminuída, pois todo aquele que o fizer prestará contas Aquele vela pela Sua Palavra para cumprir. PENSE NISSO!

A BÍBLIA: O CÓDIGO DE ÉTICA DIVINO


Textos: Sl. 119.105 – Mt. 5.13-19
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que na Bíblia podemos encontrar as normas divinas para orientar a conduta do crente nas esferas social, moral e espiritual.

INTRODUÇÃO: Existem muitos códigos de ética na atualidade, e, cada um deles, diz ser o mais correto. Por outro lado, há os que afirmam que todos estão errados, ou melhor, que não existe um certo, e que tudo é relativo. No estudo desta semana, fazendo um contraponto a essas concepções, mostraremos que a Bíblia, a Palavra de Deus, é a regra de fé e prática dos cristãos. A princípio, definiremos ética, moral e ética cristã, em seguida, trataremos da ética relativa na sociedade moderna, e, por fim, mostraremos a saída ética para esse mundo em crise.

1. ÉTICA E MORAL: CONCEITOS FUNDAMENTAIS: O estudo da ética envolve como os seres humanos devem viver. A ética se concentra em questões que envolvem o certo e o errado, bem como a determinação do que é melhor para o ser humano. A moral envolve a prática real de viver segundo as crenças. A ética se interessa pelo estudo do porquê, isto é, das motivações para as práticas morais e/ou imorais. A ética cristã, por sua vez, é o estudo de como as pessoas devem viver segundo suas convicções bíblicas e cristãs. Esse estudo, dentro de uma cosmovisão cristã, parte, principalmente, da Bíblia. O objetivo central da ética cristã é descrever como os ensinamentos de Cristo concernentes aos relacionamentos de Deus com o mundo e, particularmente, como os seres humanos devem pautar sua moralidade. A base ética para o cristão é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele cumpriu a justiça divina, decorrente disso, somos chamados a imitá-lo, primordialmente, no amor, pois é no “ágape”, o ápice do amor cristão, que a ética cristã se realiza, pois Deus amou o mundo (Jo. 3.16), nós, do mesmo modo, devemos amar aos nossos irmãos (I Jo. 3.16), até mesmo os nossos inimigos (Mt. 5.44; Lc. 6.35).

2. A ÉTICA NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA: O pós-modernismo pode ser compreendido como o período posterior à modernidade que teria se iniciado após os anos 50, com o final da 2ª Guerra Mundial, que é também marcado pelas novas tecnologias, pela expansão da urbanização e pela proliferação das informações e tecnologias. Para o movimento pós-moderno, não faz mais sentido falar num Deus pessoal, e muito menos, numa verdade universal e absoluta. A pós-modernidade é um humanismo, tendo em vista que o homem, e não mais Deus, é, como disse Protágoras, um filósofo grego, “a medida de todas as coisas”. O humanismo filosófico, diferentemente do humanismo cristão (que resguarda a pessoa humana porque acredita ser essa uma forma de glorificar a Deus), coloca o homem como se fosse o centro de todo o Universo. Para a pós-modernidade não existem absolutos, portanto, buscar uma verdade ou um valor moral universal seria perder tempo. Daí, a propensão ao relativismo que pode ser definido como a negação de quaisquer padrões ou absolutos, especialmente, em relação à Ética (o que seja certo ou errado). Um texto bíblico que ilustra bem essa tendência encontra-se em Jz. 21.25. Aos colossenses, Paulo escreveu: “tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl. 2.8).

3. ÉTICA CRISTÃ: A SAÍDA PARA UM MUNDO EM CRISE: O pós-modernismo, além de ser um humanismo, é um pluralismo, isto é, para essa filosofia, o que existem são apenas diferenças éticas, assim, o que é errado para alguém pode não o ser para outro. A esse respeito profetizou Isaias “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is. 5.20) e advertiu o apóstolo Paulo: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl. 6.7). Nós, os cristãos, não podemos viver como vive o mundo, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que conclama à santificação (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7). Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17), somos, portano,reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).

CONCLUSÃO: A ética bíblica é absoluta, pois Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8). Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus valores jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31). Os princípios divinos são universais, já que Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), por esse motivo, sua ética não está restrita a uma determinada região ou país (Mt. 28.18-20). Ao contrário do que pensam muitas pessoas, inclusive alguns cristãos, a ética divina não é para o mal, antes para o bem do ser humano (Jr. 29.11). PENSE NISSO!