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OS DONS ESPIRITUAIS


Textos: I Co. 12.7 - I Co. 12.1-11


OBJETIVO: Refletir a respeito da doutrina dos dons espirituais, ressaltando sua atualidade para a edificação do Corpo de Cristo.


INTRODUÇÃO: A doutrina dos dons espirituais tem total respaldo bíblico. No texto em foco da I Epístola aos crentes de Corinto, Paulo apresenta uma categorização, ainda que seja exaustiva, de alguns dons úteis para a edificação da igreja. No início do estudo, definiremos o que seja os dons espirituais. Em seguida, a partir de I Co. 12, estudaremos a diversidade dos dons espirituais. Ao final, refletiremos, com base em I Co. 14, a respeitos de alguns princípios bíblicos para o uso prático dos dons na igreja local.


1. A DEFINIÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS: A palavra comum, no grego, para dons é charismata que, nos textos bíblicos, referem-se, no plural, às manifestações sobrenaturais provenientes do Espírito Santo para a edificação do corpo de Cristo (I Co. 12.4), tal palavra vem de charis (graça), sendo, portanto, assim como a salvação, dádiva divina, sem que haja merecimento. Esses são dons espirituais - pneumaticos (em grego) - sendo assim, não se pode pensar que sejam resultantes do esforço meramente humano (I Co. 12.7; 14.1). Assim, o estudo desses vocábulos, a partir do grego do Novo Testamento, nos leva a concluir que os dons são dádivas espirituais, concedidas pelo Espírito Santo, sem que haja merecimento humano, a fim de favorecer a edificação da igreja.


2. OS DONS ESPIRITUAIS EM I CO. 12: Neste trecho da Epístola, Paulo trata a respeito das “coisas espirituais” (pneumatikon em grego), o que significa, mais especificamente, os dons espirituais (v. 1). Em seguida, o apóstolo destaca a importância desses dons para a igreja (v. 4-6). A manifestação dos dons do Espírito visa, além da edificação do Corpo, a glorificação de Cristo (v. 11), com vistas à unidade, isto é, para que seja “tudo em todos” (v. 6). Paula dá três listas de dons neste capítulo, os quais são manifestos de acordo com a vontade do Espírito Santo (v. 7). É o Espírito que dá manifestações (revelações, meios pelos quais os se dá a conhecer). Esses dons não são distribuídos para beneficio próprio, mas com vistas, esses dons sequer são individuais, eles devem “ser úteis”. Eles podem ser classificados como:


1) da palavra de sabedoria e palavra do conhecimento;

2) de fé, dons de curar e oração de milagres;

3) de profecia, capacidade para discernir os espíritos, línguas e interpretação de línguas. A diversidade desses dons é fundamental a fim de que a igreja possa ser amplamente favorecida.


Por meio da palavra de sabedoria, Deus trás, à igreja, uma palavra prática para uma necessidade ou problema em questão (At. 6.2-4; 15.13-21) ou diante dos adversários (At. 4.8-14; 19-21; 6.9,10). A palavra de conhecimento é o discernimento sobrenatural quanto à revelação de Deus na Bíblia (At. 10.47,48; 15.7-11). O dom da fé (I Co. 13.2) não é a fé salvadora, mas um dom especial com vistas a beneficiar a igreja local ou para a realização de um milagre (At. 27.25). Os dons de curas (assim mesmo no plural) são manifestados para que Deus intervenha, curando doenças e enfermidades (At. 3.6; 4.30). O dom de operação de maravilha sugere muitas variedades de milagres e ações de poder sobrenatural (At. 13.9-11). A profecia é disponibilizada para todos os crentes (At. 2.17,18) para a edificação, exortação e consolação do Corpo. O discernimento de espírito visa distinguir as operações satânicas da real manifestação do poder divino (At. 5.3; 8.20-23; 13.10; 16.16-18). As variedades de línguas (I Co. 14.2) é uma demonstração da possibilidade da igreja falar em mistério. A interpretação de línguas, por sua vez, capacita os crentes a traduzir, sobrenaturalmente, algo falado em línguas (I Co. 14.6,13,16).


3. A APLICAÇÃO DOS DONS NA IGREJA LOCAL: A igreja deve buscar “com zelo os melhores dons” (I Co. 12.31), mas principalmente o de profetizar. A razão para a prioridade desse dom é a edificação da igreja, considerando que o falar em línguas edifica apenas a si mesmo, a menos que sejam interpretadas (I Co. 14.2). Por isso, aquele que fala línguas deve buscar interpreta-las (I Co. 14.5-14). Paulo dá o testemunho que prefere falar, na igreja, cinco palavras com entendimento, do que dez mil palavras em língua estranha (I Co. 14.19). O culto, por assim, dizer, não pode se restringir a um “festival” de línguas estranhas. O dom de línguas deva ser motivado quando os crentes estiverem sozinhos em suas devoções particulares. Esse é o caminho do amadurecimento espiritual, saber quando se deve ou não falar línguas (I Co. 14.20). As línguas no culto, principalmente quando interpretadas, servem de sinal para os descrentes, para que saibam quão distanciados de Deus estão (I Co. 14.21; At. 2.6). Mas se transformamos o culto num encontro para que todos falem línguas estranhas, os incrédulos não compreenderão a mensagem do evangelho e os crentes, como aconteceu em Jerusalém (At. 2.13), serão chamados de loucos. Por isso, Pedro, em At. 2.14, não falou a multidão em línguas estranhas, mas de forma audível e compreensível, o resultado foi uma conversão de quase três mil pessoas. Assim, que tudo seja feito com decência e ordem, para a edificação do Corpo de Cristo, se não houver quem interprete as línguas, que fique calado ou fale apenas consigo mesmo (I Co. 14.28). Quanto à profecia, que falem dois ou três e outros julguem (I Co. 14.29-31-32), isso mostra que o dom profético não é canônico, como a escritura, infalível, por isso, deva ser julgado à luz da Escritura. Paulo admite que as pessoas podem acrescentar seus próprios sentimentos. Talvez isso tenha acontecido quando os de Tiro, “pelo Espírito”, exortaram Paulo para que não fosse a Jerusalém (At. 21.4,11,12). Aquelas profecias não foram infalíveis porque outras passagens, como a de At. 9.16, 27.23,24, revelam que era a vontade de Deus que Paulo fizesse aquela viagem.


CONCLUSÃO: Os dons espirituais, conforme nos instrui o apóstolo Paulo, são dados para “cada um para o que for útil” (I Co. 12.7) e visam, acima de qualquer coisa, à edificação e à santificação da igreja (I Co. 12.7). Esse dons – charismata - são espirituais – pneumatikon - concedidos de acordo com a vontade do Espírito Santo (I Co. 12.11) a fim de suprir as necessidades da igreja (I Co. 12.31; 14.1). Esse dons não se restringiram apenas aos dias apostólicos, a igreja atual também pode usufruir deles com decência e ordem, de modo que não falte esses e outros dons (Rm. 12.6-8) até a vinda do nosso Senhor Jesus (I Co. 1.7). PENSE NISSO!



BIBLIOGRAFIA:

-Bíblia de Estudo em Cores, Pentecostal
-Nossos arquivos de estudos
-Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!

A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA



Textos: I Co. 11.26 - I Co. 11.23-32

OBJETIVO: Mostrar que a Santa Ceia não é um mero símbolo, mas um memorial da morte e ressurreição redentora de Cristo Jesus e anuncia a Sua volta para arrebatar a igreja.

INTRODUÇÃO: A celebração da Santa Ceia sempre teve um lugar especial como memorial da morte e ressurreição do Senhor. Em Corinto, conforme veremos no estudo desta semana, esse ato tão sublime fora degenerado pela carnalidade. Para não deturpar a ceia do Senhor, atentaremos, neste estudo, para os ensinamentos bíblicos em relação à celebração da Ceia, baseados na Epístola em foco.

1. A CELEBRAÇÃO DA CEIA EM CORINTO: Com base em I Co. 11.21, depreendemos que, em Corinto, a Santa Ceia não era uma refeição simbólica apenas, como acontece em nosso meio nos dias atuais, mas uma refeição de verdade. Fica claro também pelo texto que cada um dos participantes levava uma porção de comida que era compartilhada uns com os outros. Mas em razão dos partidarismos na igreja, os grupinhos se formavam também para comer. Uns comiam primeiro, outros depois, tudo se fazia para evitar contatos. Paulo não tinha motivos para elogiar a igreja por essa desunião e falta de controle (v. 17), pois, além das divisões, havia aqueles que tinham mais condições (v, 18), levavam muita comida e bebida, exageravam, enquanto que outros ficavam com fome, numa nítida demonstração de segregação social e financeira. Comiam antes que os outros chegassem, principalmente os escravos que não podiam chegar mais cedo. Como conseqüência, o Apóstolo chama a atenção dos crentes de Corinto para que não se apropriem indignamente da ceia do Senhor. Essa indignidade, pelo contexto da passagem, não é prioritariamente moral, antes uma ausência de discernimento quanto ao significado do corpo e do sangue do Senhor (v. 27). Antes de se apropriar dos elementos da Ceia, é preciso que o crente examina-se, veja quais são suas reais intenções na participação do pão e do cálice (v. 28), e, principalmente, do seu lugar no Corpo de Cristo (v. 29), quando isso deixa de ser uma regra, o resultado é a morte tanto espiritual quanto física (v. 30-32), portanto, se tão somente para comer, que o faça em casa, pois a celebração da ceia não é apenas comida e bebida (v. 33,34).

2. O ENSINAMENTO BÍBLICO DA CEIA DO SENHOR: A celebração da Ceia foi uma das ordenanças deixadas pelo Senhor (Mt. 26.26-30; I Co. 11.23-25). Os discípulos poderiam se envolver com outras atividades e esquecerem o principal, o valor da morte e ressurreição de Cristo. Por isso, para eles, bem como para nós hoje, a Ceia tem um significado rememorativo. Os elementos da Ceia – o pão e o cálice – são símbolos do sacrifício do Cordeiro de Deus para a nossa salvação (formas figuradas como em Jo. 15; 10.9; 6.35). O pão representa o Seu corpo (I Pe. 2.22-24) e o cálice simboliza o sangue do Senhor (Mc. 14.24). A Ceia deve ter observação contínua (Lc. 22.14-20) como o fizeram os primeiros discípulos (At. 2.42; 20.7; I Co. 11.26). Mas é preciso que haja atenção em relação ao significado dessa celebração, o descaso e a irrelevância dada à Ceia é pecado com graves conseqüências (I Co. 11.30). 

Recomendamos, por ocasião da Ceia do Senhor: 
1) sinceridade na apreciação (Lc. 22.17-19); 
2) auto-exame em reconhecimento dos pecados (I Co. 11.27-29); 
3) comunhão com os irmãos (I Co. 10.16-17); 
4) esperança quanto à manifestação do Senhor, no dia que Ele vier (I Co. 11.25,26).

3. COMO NÃO DETURPAR A CEIA DO SENHOR: 
Reconhecer: 
1) que a Ceia é uma ordenança do Senhor (24,25); 
2) que se trata de um memorial divino (v. 24,25); 
3) que anuncia, profeticamente, a vinda do Senhor (v. 26); 
4) que deve ser precedida de um auto-exame a fim de identificar a real motivação da celebração (I Co. 11.25); 
5) para tanto, o cristão precisa discernir o valor espiritual da celebração da ceia (v. 29);
6) deva ser um momento de gratidão a Deus em reconhecimento pelo seu gracioso amor em Cristo (v. 24); 
7) deve ser restrita aos discípulos de Cristo (Lc. 22.14); 
8) trata-se de um momento de profunda devoção e solene louvor ao Senhor (Mt. 26.30).

CONCLUSÃO: Se atentarmos para I Co. 11.25,26, concluiremos que a celebração da Ceia do Senhor aponta tanto para o passado quanto para o presente e o futuro. Em relação ao passado, ela é um memorial da morte de Cristo na cruz do Calvário, para redimir os pecados dos crentes. No presente, é um ato de renovação da comunhão com Cristo, bem com os demais membros do Corpo (I Co. 10.16,17). Quanto ao futuro, anuncia o dia da manifestação do Senhor quando estaremos com Ele em corpos glorificados (Mt. 8.11; 22.1-14). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA:
-Bíblia de Estudo em Cores, Pentecostal 
-Nossos arquivos de estudos
-Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
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COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS


Textos: I Co. 10.20 - I Co. 8.1-4; 10.14; 18-22.1-5,7,10,11

OBJETIVO: Mostrar que o crente deve usufruir da liberdade cristã, contanto que essa não infrinja o mandamento do amor a fim de evitar que o irmão mais fraco fique escandalizado.

INTRODUÇÃO: O culto aos ídolos costuma ser acompanhado de festejos com farta alimentação. Esses alimentos são dedicados às divindades que são adoradas. No estudo desta semana, veremos que a carne sacrificada aos ídolos se constituiu num problema com o qual a igreja de Corinto não sabia lidar. O apóstolo Paulo traz uma série de recomendações especificando o cuidado que a igreja deveria ter com a carne sacrificada aos ídolos, e, por extensão, trata de como o crente deva exercitar, em amor, a liberdade cristã.

1. O PROBLEMA DA CARNE SACRIFICADA AOS ÍDOLOS: A situação na igreja em Corinto, em relação à carne sacrificada aos ídolos, era bastante problemática. Primeiramente porque era uma prática social, isto é, participar de uma refeição num templo ou qualquer outro lugar associado a um ídolo fazia parte da etiqueta formal daquela sociedade (10.27,28). Além disso, a maior parte do alimento vendido nos mercados, havia sido oferecida aos ídolos em sacrifício (8.10). Segundo o costume, parte do animal sacrificado era distribuída entre o altar ao deus, os sacerdotes e parte aos cultuadores. Os sacerdotes vendiam o que não podiam utilizar, por isso, era muito difícil saber se a comida de um determinado mercado era proveniente de um sacrifício (10.25). Por causa dessa incerteza, os crentes de Corinto queriam saber do Apóstolo se poderiam ou não se apropriar de algum alimento que tivesse sido oferecido aos ídolos pagãos. Ao invés de apresentar uma resposta direta sobre o assunto, Paulo clama para um dos fundamentos centrais da ética cristã: o amor. A princípio, reconhece que o conhecimento inutiliza a força da divindade, com isso, ressalta que o ídolo não tem qualquer valor. Aquele que tem esse conhecimento tem plena liberdade para se apropriar de qualquer comida, até mesmo aquela sacrificada aos ídolos.

2. AMOR, O FUNDAMENTO QUE LIMITA A LIBERDADE CRISTÃ: Conforme vemos em I Co. 8.4, Paulo destaca a existência de um só Deus, por isso, os cristãos fortes tinham fundamentos teológicos suficientes para se apropriarem da carne vendida nos mercados ou oferecidas pelos amigos incrédulos. A resolução do problema, entretanto, não estava no conhecimento, isto é, na teologia, mas na falta de atitude amorosa para com os mais fracos na fé. Paulo diz que o conhecimento, isto é, a gnosis precisa ser balanceada com o ágape, ou seja, o amor. A ética cristã não é governada pelo acúmulo de conhecimento, mas pelo amor genuinamente cristão (I Co. 8.13). Por essa razão, é preciso aprender a abrir mão de certos direitos a fim de preservar a fé do irmão mais fraco, considerando que a vida espiritual do irmão é mais importante que o direito à liberdade. Ainda que Paulo elogie o grupo forte, e mais que isso, se identifique com esses, resolve pôr em suspenso esse direito, abrindo mão do direito de comer carne a fim de não escandalizar os irmãos fracos. Fica evidenciado nas instruções do Apóstolo que o conhecimento, desassociado do amor, ensoberbece (I Co. 8.1). E quando o conhecimento ensoberbece, o caminho para a arrogância está bem próximo, bem como o do sectarismo. Aqueles que conhecem a Deus, e mais importante, que são conhecidos por Ele (I Co. 8.3), não se deixa levar pela arrogância, não tocam trombetas, cultivam a humildade. Como destacou W. Kay, “O conhecimento orgulha-se de ter aprendido tanto, mas a sabedoria humilha-se por não saber mais”. O conhecimento tem a sua serventia, deve ser buscado e estimulado, mas preciso, acima de tudo, ser regido pelo amor (I Co. 8.1). Guiados pelo amor, não vivemos apenas para nós mesmos, mas para o Senhor, e por conseguinte, para o próximo.

3. APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A IGREJA CRISTÃ: O problema da igreja de Corinto era a questão do consumo de carne sacrificada aos ídolos. Dependendo da localidade, e da época, os questionamentos dos cristãos podem ser outros: se é permitido ou não praticar esportes, tomar ou não um pouco de vinho, assistir ou não a televisão, entre outros. O princípio exposto por Paulo em sua I Epístola aos crentes de Corinto se aplica muito bem aos dias atuais. Talvez não seja possível dar as respostas individuais que os crentes desejariam. Isso porque alguns, mais liberais, querem que o crente possa fazer tudo o que deseja. Outros, mais ascéticos, aconselham à privação de tudo. O caminho bíblico em relação à resolução desses problemas na igreja deva ser o bom senso, sobretudo com equilíbrio. Evitar os extremos parece ser a saída mais apropriada. Ademais, é válido destacar que tudo nós é possível, mesmo assim, não nos deixaremos levar por nenhuma delas (I Co. 6.12). É preciso ponderar nas atitudes, considerando que existem em nosso meio alguns irmãos mais fracos, e, por esse motivo, não devamos levar a liberdade cristã aonde bem quisermos. Por causa desses irmãos, isto é, em amor a eles, a consciência fraca que ainda têm, o melhor é privar a liberdade. É salutar também que se leve em consideração o respeito mútuo pelas diferenças no que tange às questões menos significativas. O amor cristão, conforme Paulo instruiu os irmãos de Roma, é o fundamento do relacionamento cristão (Rm. 14.13-23).

CONCLUSÃO: A consciência exerce um papel fundamental na liberdade cristã. Mesmo assim, não é bom pensar que essa, por si só, seja a Palavra de Deus. Devemos levar nossos julgamentos perante o crivo da Escritura, pois há muita gente com a consciência cauterizada pelos seus pecados (I Tm. 4.2). A consciência do crente mais fraco vê pecado em tudo e o demônio em todos os lados (Rm. 14.23; I Co. 8.10). O crente mais forte, por ter conhecimento, não precisa mostrar arrogância perante tais irmãos. Em respeito à consciência deles, é mais sábio instruí-los, com amor e carinho, na verdade cristã, a fim de que, no tempo propício, ocorra o amadurecimento. Enquanto isso não acontece, atuemos com sabedoria, e, se preciso for, aceitemos o desafio de Paulo: “se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (I Co. 8.13). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA:
-Bíblia de Estudo em Cores, Pentecostal e nossos arquivos
-Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!

CONSIDERAÇÃOS ACERCA DO CASAMENTO



Textos: Hb. 13.4 - I Co. 7.1-5,7,10,11

OBJETIVO: Mostrar que o casamento é, desde o princípio, uma instituição social e vitalícia como ponto de origem e suporte da família.

INTRODUÇÃO: A saída apresentada por Paulo aos crentes de Corinto, e também para nós hoje para evitar a imoralidade sexual, é o casamento. No estudo desta semana, aprenderemos o que a Bíblia ensina a respeito dessa importante instituição. Estudaremos a respeito da questão do celibato, suas possibilidades e implicações, e, ao final, meditaremos a respeito do relacionamento conjugal entre cristãos e não-cristãos.

1. O CASAMENTO NA BÍBLIA: No Antigo Testamento a palavra hebraica para casamento é “laqah”, cujo significado básico é o de “pegar pela mão, conduzir”. No Novo Testamente, o termo “gamos”, em grego, significa “casar, celebrar o casamento, ter relações sexuais” (Mc. 6.17; Lc. 14.20; Jô. 2.1-2). A importância do casamento é claramente exposta no Novo Testamento e está baseada nos mandamentos de Deus (Gn. 2.24; Mt. 19.4-5; I Co. 6.16; Ef. 5.31). Jesus, no Sermão do Monte, destacou a natureza sagrada do casamento e reforçou o cuidado em relação ao mandamento de não cometer adultério (Mt. 5.31-32). Ainda que em Dt. 24.1 haja uma possibilidade de divórcio, em Mc. 10.2, Jesus o proibiu, permitindo-o somente nos casos de imoralidade sexual do cônjuge (Mt. 5.32; 19.9). O casamento é tão sublime do ponto de vista bíblico que, para Paulo, esse se assemelha ao relacionamento do homem com Deus (Rm. 9.25). Por esse motivo, o casamento é um mistério que ilustra a relação de Cristo com a igreja (Ef. 5.32). A fidelidade de Cristo pela igreja espelha como deve ser o tratamento do esposo para com a esposa e desta em relação aquele (Ef. 5.21-22, 25-29). Ao contrário do que depreendem alguns estudiosos, a partir do capítulo 7 da I Epístola aos Corintios, a visão paulina do casamento é positiva, não negativa. Conforme veremos nos próximos tópicos, o objetivo de Paulo nesse trecho da epístola é responder a alguns questionamentos da igreja (v. 1), levando em consideração os aspectos contextuais (v. 26).

2. O CASAMENTO E CELIBATO: Ao que tudo indica, na igreja de Corinto havia polos extremos em relação ao casamento e ao celibato. Paulo, no entanto, evita esses dois posicionamentos e mostra que tanto o casamento quanto o celibato são dons de Deus. Por isso, se alguém recebeu o dom de casar, deve se casar, do mesmo modo, se recebeu o dom do celibato, deve permanecer no celibato. O Apóstolo destaca, nesse capítulo, que: 
1) o casamento é puro, por isso a poligamia deva ser terminantemente proibida (7.2); 2) do mesmo modo ele trata a união homossexual (7.2); 
3) o celibato não deve ser uma ordenança, ainda que seja motivado (7.1). O celibato não pode ser uma obrigatoriedade, conforme estipula algumas igrejas, pois só faz sentido caso seja resultado de um dom espiritual (Mt. 19.10-12), na verdade, o casamento é um princípio estabelecido por Deus quando criou o primeiro casal (Gn. 2.18); 
4) há uma mutualidade nos direitos conjugais, portanto, no que tange ao relacionamento, o marido e a mulher devam saber que têm responsabilidades sexuais um com o outro (7.4), é preciso que haja cuidado para que um não prive o outro (7.5); 5) o ato sexual, no entanto, não deva ser endeusado, como costuma acontecer nesta sociedade centrada no sexo, é possível que os conjugues resolva absterem-se, com consentimento mútuo, por algum tempo, para a dedicação à oração (7.5). A razão para um tempo determinado, que não seja muito longo, é para evitar que Satanás entre em ação (7.5). Acima de tudo, é preciso desconstruir a ideia, defendida por alguns, que o sexo é pecado, na verdade, dependendo de como ele é feito, ai sim, pode se tornar pecado (Hb. 13.4).

3. O CASAMENTO ENTRE CRISTÃOS E NÃO-CRISTÃOS: A igreja de Corinto era bastante recente, por isso, algumas pessoas se converteram ao evangelho de Cristo depois de casadas. Como acontece com ainda hoje nas igrejas, é possível que o marido ou a mulher se converta e o cônjuge permanece descrente. O questionamento da igreja era o seguinte: devemos nós permanecer casados com cônjuges descrentes? A resposta do Apóstolo à essa pergunta é: se algum é SIM. Com isso, tal realidade não deva ensejar a separação. A conversão não muda o compromisso social do cristão, a não ser, e ai entre a exceção paulina, que o cônjuge descrente não mais queira viver com o crente (v. 15). Nesse caso, além da possibilidade do divórcio dada por Jesus, no caso da imoralidade sexual (Mt. 19.9), inclui-se também quando houver deserção obstinada da parte incrédula e que não possa por hipótese alguma ser remediada pela igreja. Aos cristãos não casados da igreja de Corinto, Paulo recomenda, tanto aos solteiros quanto às viúvas, que não se casem, a menos que realmente não possam, nesse caso, persiste a máxima, “é melhor casar do que viver abrasado” (v. 8,9). Um entrave para muitos teólogos é tentar entender porque Paulo, que defendera o casamento em tantas outras circunstâncias, parece se opor a esse. A resposta está nas circunstâncias, haja vista que a igreja se encontrava na iminência de ser perseguida, por isso, seria mais viável para os solteiros e as viúvas não se casarem, afinal, no contexto da perseguição, as famílias sofrem mais ainda (v. 28).

CONCLUSÃO: Esse capítulo da epístola não deva ser tomado isoladamente a fim de se construir uma teologia do casamento. Ele precisa ser correlacionado com outras passagens bíblicas, e, principalmente, ser visto a partir das indagações específicas da igreja de Corinto. Algumas verdades, entretanto, são de âmbito doutrinário, isto é, têm alcance universal, dentre elas, destacamos: 
1) o celibato é um dom, portanto, se alguém anseia o casamento é porque não tem o dom do celibato, então, é melhor casar (v. 8,9); 
2) quando for fazê-lo, esteja ciente que o seu futuro cônjuge seja, de fato, um cristão, a fim de que o casamento se dê no Senhor (v. 39); 
3) se a conversão acontecer depois do casamento, todos os esforços devam ser feitos a fim de que o casamento seja mantido; 
4) os cônjuges devam ter o cuidado de cumprir a satisfação sexual um do outro, a fim de que não sejam alvo das tentações satânicas (vs. 3-5).PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA:
-Bíblia de Estudo em Cores e Pentecostal
-Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
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DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS


Textos: I Co. 6.2 - I Co. 6.1-9

OBJETIVO: Compreender que o cristão, no exercício do amor cristão, deve aprender a perdoar, portanto, não devem ler seus próprios irmãos aos tribunais descrentes.

INTRODUÇÃO: Os membros da igreja de Corinto, em decorrência da carnalidade, mais precisamente, da falta de amor, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos a fim de disputarem interesses egoístas. No estudo desta semana, aprenderemos que essas atitudes procedem em igrejas que não mais sabem o que significa a comunhão cristã. Por isso, os litígios e as inimizades tornam-se práticas comuns, mais que isso, naturais. Ao final, veremos que a igreja cristã precisa atentar para a dimensão escatológica do seu chamado. Para tanto, faz-se necessário saber solucionar seus conflitos com sabedoria do alto, e, principalmente, com amor cristão.

1. A FALTA DE COMUNHÃO ENTRE OS CRENTES DE CORINTO: Os membros de uma igreja carnal deixam-se facilmente levar pelos interesses egocêntricos. Por isso, em Corinto, havia quem tivesse “algum negócio contra o outro” (v. 1), e o pior, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos, acionavam os juízes incrédulos para resolverem suas disputas, escandalizando o evangelho de Cristo. Aquela igreja não sabia o significado da palavra comunhão. A koinonia, comunhão em grego, é uma premissa para a congregação que celebra o nome de Cristo. Esse termo significa também a partilha entre os fiéis da igreja. Tal sentimento recíproco é descrito em At. 2.42 em que os cristãos, como discípulos do Senhor, permaneciam juntos em comunhão. A doutrina da comunhão é recorrente nas epístolas paulinas. Para o apóstolo dos gentios a comunhão envolve a partilha de coisas materiais – ao suprimento das necessidades dos santos (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para desenvolver o ministério da koinonia é preciso aprender a abrir mão dos interesses próprios em prol dos outros (Fp. 2.1). Somente quando somos guiados pelo Espírito (Gl. 5.19-22), podemos viver a verdadeira espiritualidade, e, assim fazendo, não daremos lugar aos interesses egoístas. Por essa razão João admoesta os crentes para que vivam em comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). Tal comunhão está fundamentada no Pai e em Seu Filho Jesus Cristo (I Jo. 1.6).

2. OS LITÍGIOS E AS INIMIZADES ENTRE OS CRENTES DE CORINTO: Conforme ressaltamos anteriormente, os crentes de Corinto não sabiam o que era comunhão. Por isso, faziam injustiças uns contra os outros (v. 8). Aqueles que se sentiam penalizados, ao invés de perdoarem e viverem em conciliação, em conformidade com o padrão bíblico (Mt. 5.38-40; Rm. 12.14-21), ia à Corte, demonstrando que, na verdade, alguns deles sequer haviam sido convertidos (I Co. 15.34). A igreja de Corinto se assemelha a algumas igrejas contemporâneas. Estão tão voltadas para o materialismo que os crentes só conseguem ver cifras. Não admitem perder um centavo, acreditam que o dinheiro é a razão da plena felicidade. A doutrina da graça está sendo destruída desses arraiais. Não há lugar para o perdão, a lei do mais forte prevalece. A palavra chave, tomada dos meios empresariais, é o sucesso. Todos que ser vitoriosos, há, inclusive, quem cite Rm. 8.37 “somos mais do que vencedores”, sem atentar para o contexto. Paulo, nessa passagem, está tratando da vitória do crente sobre a natureza pecaminosa. Outros utilizam Fp. 4.13 para defender que podem fazer qualquer coisa, mesmo usurpar o que é do seu irmão em prol de benefícios escusos. Deus nos chamou para a paz, para que vivamos em graça, para o exercício do perdão. A mensagem do evangelho, nesse sentido, é uma espécie de contracultura. O mundo desconhece os princípios do amor cristão, é pelos frutos que somos conhecidos (Mt. 7.18-20), por isso, não podemos esquecer que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13.14). 

3. A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS CONFLITUAIS NA IGREJA: Ao longo do texto, Paulo apresenta algumas soluções para os problemas dos conflitos da igreja em Corinto, e essas se aplicam muito bem aos problemas interpessoais da igreja hoje: 

1) evitar os danos e contendas dentro da igreja, pois o simples fato de existir contendas entre os crentes já é vergonhoso; 
2) mas se elas surgirem, os crentes não devam levar seus problemas aos tribunais fora da igreja, pois isso pode ensejar um escândalo (I Co. 6.1,4); 3) buscar dentro da igreja a solução para o problema por meio de um sábio aconselhamento, os conflitos da igreja devam ser resolvidos internamente (v. 5,6);  
4) dispor a sofrer dano, isto é, a sacrificar-se pelo outro, a proposta do apóstolo está focada não no direito e na justiça, mas no exercício do perdão e da misericórdia (v. 7).

CONCLUSÃO: A justiça dos homens é medida por medida, isto é, olho por olho e dente por dente (Mt. 5.38). Essa também é a lei de Mamon, o deus do dinheiro e da exploração (Mt. 6.24). O cristão, porém, vive debaixo de uma outra lei (Mt. 5.39-42). A lei da graça de Cristo, por isso, é capaz de, por amor, abdicar de seus direitos em prol do evangelho, especialmente quando existe a possibilidade de escândalo (Mt. 18.17). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo em Cores e Pentecostal
Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!