JOSÉ, O PAI TERRENO DE JESUS – UM HOMEM DE CARÁTER

Texto Áureo Mt. 1.24  – Leitura Bíblica: Lc. Mt. 1.18-25


INTRODUÇÃO
Jesus é o Filho de Deus, mas não podemos desprezar que, na condição de totalmente homem, foi filho de José. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse servo de Deus, que se sacrificou, a fim de preservar sua família. Inicialmente destacaremos sua biografia, com destaque para sua relação com filho e esposa. Ao final, apontaremos algumas virtudes do caráter de José que são dignas de destaque, e servem de exemplo para os cristãos da atualidade.

1. JOSÉ, O PAI DE JESUS
Existem várias pessoas nas Escrituras com o nome de José, sendo este o significado de “Deus faz prosperar”. O José ao qual nos referimos é o marido de Maria, a mãe de Jesus. Este entrou na genealogia de Jesus contribuindo para o cumprimento das profecias, que indicavam o nascimento do Messias da descendência de Davi (II Sm. 7.12,16). Conforme já estudamos anteriormente, Jesus não teve um pai biológico, considerando que Aquele foi gerado pelo Espírito Santo, no ventre de Maria (Lc. 1.35). Por esse motivo, assumimos que José foi o pai adotivo de Jesus, tendo sido aquele da descendência real de Davi (Lc. 1.27). De acordo com as tradições daquela época, Maria estava prometida para se casar com José. Mas este, ao saber que aquele se encontrava grávida, tratou logo de se afastar da moça, resguardando-a para que não viesse a ser incriminada. Essa atitude de José mostra seu caráter, sua disposição para perdoar as pessoas. Ele não teve a intenção de prejudicar Maria, ainda que as ordenanças fossem favoráveis. Isso nos ensina que, na maioria das vezes, não precisamos agir com base naquilo que está estabelecido nas leis. Podemos muito bem depender de Deus, permitindo que Ele mesmo aja em nosso favor. E foi justamente isso que aconteceu, pois ao pensar em deixar Maria em segredo, Deus lhe deu um sonho, no qual revelou que Aquele que se encontrava no ventre daquela mulher não era outro, mas o Salvador prometido a Israel, e que Ele havia sido gerado pelo Espírito Santo. É maravilhoso perceber como Deus age em nossas vidas, Ele é capaz de fazer muito mais do que pensamos (Ef. 3.20).

2. JOSÉ, UM HOMEM OBEDIENTE
José se destacou pela obediência, pois ao receber a ordem de Deus para não deixar Maria, acreditou que tudo estava acontecendo de acordo com a vontade do Senhor (Mt. 1.24). Nem sempre é fácil acreditar na Palavra que Deus dirige a nós, principalmente quando as circunstâncias não são favoráveis. O sonho que recebeu não foi mera especulação, resultado de um significado latente, mas a revelação do Senhor. Precisamos, a partir das Escrituras, atentar para a voz de Deus, pois Ele continua falando conosco. No princípio Ele falou aos pais pelos profetas, e nesses últimos tempos, tem nos falado pelo Seu Filho, Jesus Cristo (Hb. 1.1,2). Mesmo assim, não podemos descartar a manifestação profética. A doutrina escrituristica inclui o dom de profecia, que está incluída dentro dos dons de revelação. É nesse contexto que acreditamos que Deus pode se revelar através de sonhos. Mas é preciso ter cuidado para não construir uma teologia baseada exclusivamente em sonhos. Alguns deles, conforme ressalta a autor sacro, não passam do resultado de muitas preocupações (Ec. 5.3). Os sonhos devem ser confirmados pela Palavra de Deus, e mais importante, nem todo sonho pode ser considerado uma revelação. Por esse motivo, há sonhos que somente podem ser interpretados como elucubrações humanas, e necessariamente não têm significado espiritual. É preciso ter cuidado com aqueles que querem aplicar um significado para todo e qualquer tipo de sonho. Pior ainda, há aqueles que querem controlar a vida das pessoas por meio de supostos sonhos espirituais.

3. JOSÉ, UM PAI E MARIDO
Muito embora tenhamos poucas informações a respeito desse José nas Escrituras, as informações são suficientes para atestar que se tratava de um homem piedoso, e que revelou ser bom pai e marido. Nos momentos mais difíceis na vida de Maria, José esteve ao lado da sua esposa, ajudando-a tanto no período da gravidez quando do nascimento de Jesus (Lc. 2.4-7). Os maridos devem aprender com o exemplo de José, e a partir das orientações de Paulo, a se sacrificarem por suas esposas (Ef. 5.25). Nos dias atuais, muitos casamentos estão fundamentados apenas em interesses particulares, alguns deles são pautados pela influencia midiática. Há maridos que casam com mulheres jovens, mas começam a descartá-las quando o tempo passa. E mais, substituem o termo “amor” por um sentimento aventureiro, que nada tem a ver com o ágape bíblico. O amor-agape é muito mais do que um sentimento, é uma decisão que se toma para a vida, uma disposição a viver e se sacrificar pelo outro. Além de ser um marido exemplar, José também nos deixa um legado em relação à criação de filhos. Ao que tudo indica, este e sua esposa Maria, se responsabilizaram pelo ensino da Palavra de Deus aos filhos. Essa era uma atribuição que não poderia ser esquecida pelos pais, a orientação bíblica deveria ser diária (Dt. 11.18-21). O evangelista destaca que todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém, à festa da Páscoa, indo Jesus com eles (Lc. 2.41,42). As Escrituras são enfáticas ao destacar que devemos ensinar os filhos no caminho que devem andar, para que esses não venham a se desviar dele no futuro (Pv. 22.6). Evidentemente, no contexto do livro de Provérbios, não se trata de uma promessa, mas de uma orientação prática para a vida.

CONCLUSÃO
A vida de José, o pai adotivo de Jesus, aponta um modelo de caráter que deve ser imitado. Ele, como um piedoso homem de Deus, estava aberto à revelação do Senhor, e se dispôs a obedecer Sua vontade. Nessa disposição, se prontificou ao sacrifício, a fim de preservar a reputação de Maria, sua futura esposa. E mais que isso, ao saber que Jesus era o Salvador, tomou as diligências necessárias para que esse fosse preservado, e também para que crescesse no conhecimento da Palavra do Senhor.

BIBLIOGRAFIA
DURHAM, F. Joseph: the carpenter from Nazareth. Bloomingtom: Westbow Press, 2015.
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

MARIA, IRMÃ DE LÁZARO, UMA DEVOÇÃO AMOROSA


                         Texto Áureo Jo. 12.3  – Leitura Bíblica: Jo. 12.1-11

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito de Maria, uma das irmãs de Lázaro, que habitava em Betânia. Nesta lição nos voltaremos para a vida dessa mulher que nos legou o exemplo de devoção, e de desprendimento ao Senhor Jesus. Inicialmente faremos uma comparação sobre as atitudes das duas irmãs, Marta e Maria, em relação a Cristo. Em seguida, destacaremos a atitude de liberalidade de Marta, ao lavar os pés do Mestre, e enxugá-los com seus cabelos. Ao final, refletiremos sobre a necessidade de cultivar a devoção de Maria, em um mundo conturbado, como o de Marta.

1. MARTA E MARIA, IRMÃS DE LÁZARO
Marta e Maria eram irmãs de Lázaro, um amigo do Senhor, que residia em Betânia, uma aldeia que distava a três quilômetros de Jerusalém, na estrada que leva a Jericó. Ao que tudo indica, sempre que Jesus por ali passava, aproveitava a oportunidade para ficar na casa de Lázaro. Em uma dessas vezes, conforme relato de Lucas, Maria se pôs aos pés do Mestre, a fim de ouvir Seus ensinamentos. O evangelista narra que Maria estava absorta diante daquelas verdades, o mesmo não aconteceu com Marta, que estava bastante atarefada. Lucas diz que “Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude (Lc. 10.40). É compreensível que Marta estivesse ocupada, pois os discípulos de Jesus ali estavam, e todos deveriam participar da refeição. Não que a tarefa que ela estava desenvolvendo não tivesse importância, mas o tempo para o que ela estava fazendo, e a prioridade que lhe dava, não era adequada. Muitas vezes estávamos envoltos pelo ativismo eclesiástico, fazemos muitos trabalhos para a obra de Deus, mas não para o Deus da obra. Marta pensou mesmo que estivesse correta, pois pediu ao Senhor que censurasse Maria. Mas Jesus sabia que esta havia escolhido “a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc. 10.41,42). Como diz o sábio de Eclesiastes, há tempo para todo propósito debaixo do céu, e não podemos desprezar as oportunidades de estar aos pés de Jesus. Às vezes, estamos por demais atarefados, e sob a justificativa do trabalho, não temos mais tempo para orar, e meditar na Palavra de Deus. Precisamos avaliar nossas prioridades, e considerar se estamos desprezando o exercício da piedade (I Tm. 4.8).

2. MARIA, A MULHER QUE UNGIU OS PÉS DE JESUS
Além de ser uma mulher piedosa, Maria demonstrou também liberalidade, ao se desfazer de um vaso de nardo puro, despejando-o nos pés do Senhor, e enxugando-os com seus cabelos (Jo. 1.21,2). Certa feita, provavelmente na casa de Lázaro, “fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele” (Jo. 12.2). Maria tomou uma decisão de desprendimento, “tomando uma livra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (Jo. 12.3). Certamente aquela mulher estava antecipando a morte do Senhor, reconhecendo que Ele viria a ser sacrificado. Aquele perfumo custava cerca de “trezentos denários”, um valor altíssimo para a época, equivalendo a vários meses de trabalho. Isso nos inspira à consagração dos nossos bens para o reino de Deus. Os bens materiais não devem servir apenas aos nossos interesses pessoais. Mas é preciso também ter cuidado com a assistência social hipócrita. Há pessoas que, como Judas Iscariotes, querem “ajudar os pobres”, a fim de tirarem proveito “do dinheiro”, que pode ser desviado para fins pessoais. Existem muitos judas traindo o país, pessoas que com um discurso da assistência social, estão surrupiando o dinheiro público, que deveria ser investido em saúde, educação e segurança. Jesus atenta não apenas para os atos, mas para as intenções daqueles que agem. Em uma sociedade midiática, há muitos que estão fazendo apenas para aparecer, por isso o Mestre advertiu: “Tu, porém, quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda, o que faz a direita” (Mt. 6.3). Boas ações, que são propaladas aos quatro ventos, geralmente têm intenções escusas, por isso não agradam a Deus.

3. A DEVOÇÃO DE MARIA, EM UM MUNDO DE MARTA
A vida devota de Maria, e sua liberalidade, devem motivar a todos os cristãos, principalmente na sinceridade das ações. Vivemos em um mundo que enseja a hipocrisia, e que está contaminado pela autojustiça, e sentimento de ostentação. Precisamos ter cuidado com o fermento dos fariseus (Lc. 12.1). As igrejas evangélicas estão repletas de pessoas que não têm compromisso com o reino de Deus. Há aqueles que aderem às igrejas evangélicas, mas não ao evangelho de Jesus Cristo. Elas querem apenas tirar proveito dos cristãos, assim como pensou Judas, diante da atitude de Maria. Como esta mulher piedosa, devemos nos aproximar cada vez mais de Cristo, e não nos deixar controlar pela preocupação, e ansiedade dos tempos modernos (Mt. 6.24,25). Algumas pessoas transformaram o dinheiro em um Deus, se prostram com facilidade diante de Mamom, e profanam por causa dele o nome do Senhor. Não podemos esquecer que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, por isso devemos aprender a viver contentes (I Tm. 6.6-10). Como bem destacou o Senhor, em uma das suas preciosas lições: de que adianta ganhar o mundo inteiro, e perder a alma pela ganância desenfreada? (Mt. 8.36). O cristianismo ocidental foi cooptado pelo materialismo naturalizado pela sociedade, de tal modo que muitos cristãos estão consumindo suas vidas, agindo a partir da cosmovisão de Marta. Há aqueles que correm tanto que não têm mais tempo para Deus. Ganhar dinheiro, em muitos casos, é a principal motivação da existência. Essas pessoas não sabem o que é desfrutar da presença de Cristo, não conseguem ficar aos seus pés, e parar para ouvir suas palavras.

CONCLUSÃO
Vivemos em um mundo conturbado, o frenesi da modernidade está levando muitos à angústia, e por fim, ao desespero. Precisamos tomar cuidados para não nos deixar controlar pelos “muitos serviços” que nos são impostos, principalmente nessa sociedade tecnológica. Quase não encontramos mais tempo para Deus, e já não sabemos mais o que significa desfrutar da Sua presença. Que Deus nos guarde da inversão de prioridades, que saibamos, como Maria,  valorizar os momentos com Jesus.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEAVER, J. Como ter o coração de Maria em mundo de Marta. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

HULDA, A MULHER QUE ESTAVA NO LUGAR CERTO


Texto Áureo II Cr. 34.24  – Leitura Bíblica: II Cr. 34.22-28



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito de mais uma mulher da Bíblia, desta feita a profetiza Hulda. Essa será uma oportunidade para destacar a atuação feminina direcionada por Deus, principalmente quando a pessoa que Ele escolhe se encontra no lugar certo. Inicialmente apresentaremos algumas informações a respeito dessa mulher; em seguida, sua contribuição para o avivamento espiritual em Judá. E por fim, destacaremos como Hulda foi usada por Deus, e se tornou um instrumento para que o povo se voltasse para o Deus que o escolheu.

1. HULDA, UMA MULHER DE DEUS
Hulda foi uma daquelas mulheres de Deus que demonstrou caráter firme, principalmente em tempos difíceis, quando o povo havia se desviado dos caminhos do Senhor. De acordo com o relato bíblico ela era esposa de Salum, filho de Tocate, que era guardador das vestimentas, e habitava Jerusalém (II Rs. 22.14). Ela é comumente conhecida como uma profetiza, ou seja, uma mulher que recebia os oráculos de Deus. Hulda testemunhou a ascensão e a queda do reino de Ezequias, bem como a decadência de Judá, nos tempos tumultuados de Manassés e Amom (II Cr. 33.11-25). Hulda foi colocada por Deus no cenário judaico entre os anos de 639 a 609 a. C., a fim de tornar conhecido o desígnio do Senhor. Nesse período foi levantado um jovem rei, denominado Josias, que foi usado para favorecer um grande avivamento. É válido destacar que Hulda foi contemporânea de Jeremias, mesmo assim, Josias enviou emissários a Hulda, para que essa revelasse o propósito de Deus. A atuação de Hulda como profetiza em Israel é uma demonstração de que Deus, mesmo em uma sociedade patriarcal, como aquela dos tempos antigos, usava mulheres para cumprir seus intentos. Destacamos que antes de Hulda, Miriã profetizou (Ex. 15.20). Hulda teve papel preponderante no avivamento de uma nação, chamando a atenção do povo para seu pecado, e a necessidade de arrependimento. Deus tem levantado muitas mulheres para o ministério eclesiástico. Mulheres de oração, e do ensino da palavra, têm cumprido uma missão no reino de Deus, foi assim desde o princípio da Igreja. É bem verdade que não há respaldo explícito na Bíblia para o pastorado feminino, mas isso não quer dizer que as mulheres não podem ser usadas por Deus, como tem acontecido nas Escolas Bíblicas Dominicais.

2. HULDA, UM CHAMADO PARA O AVIVAMENTO
Ao receber a consulta do rei Josias, Hulda trouxe uma mensagem contundente, a fim de que o povo se voltasse para Deus. Ele profetizou a respeito da destruição da destruição de Judá por causa da idolatria (II Rs. 22.14-17). Em seguida, antecipou a restauração do reinado de Josias (II Rs. 22.28-20), e que esse seria um instrumento de Deus, para a instauração de um avivamento espiritual em Judá. É digno de destaque que as autoridades se dirigiram até essa profetiza para saber o que Deus haveria de realizar em Judá. Como mensageira de Deus, declarou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dizei ao homem que você enviou a mim: Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar e sobre os seus habitantes (II Cr. 34.23). Certamente se referia aos tempos futuros, nos quais o povo seria levado para a Babilônia, que aconteceu por volta de 586 a. C. A respeito do ministério profético de Hulda, é preciso ponderar que esse não dá margem para uma atuação profética da mesma natureza nos dias atuais. Não existe mais profetas e profetizas nos moldes do Antigo Testamento. Aqueles traziam uma mensagem diretamente de Deus, expresso na declaração “Assim diz o Senhor”. Na atualidade dispomos do dom de profecia, que está à disposição de toda a igreja (I Co. 12.7). E essa precisa ser avaliada à luz das Sagradas Escrituras, não tendo mais a prerrogativa de ser infalível (I Co. 14.29). A Palavra de Deus é o crivo para o dom de profecia nos dias atuais, e esse deve ser exercido na Igreja, a fim de evitar os excessos que temos testemunhado em alguns arraiais evangélicos.

3. HULDA, NO LUGAR ESCOLHIDO POR DEUS
Hulda foi usada por Deus naquele momento crucial para a história do povo judeu. Ela percebeu como Josias, o rei de Judá, se dobrou diante da Lei do Senhor, reconhecendo o perigo de se encontrar distante da vontade de Deus. Após ouvir a mensagem profética, o rei convocou toda a nação para a mudança, a começar pela liderança. É importante destacar que não nos encontramos mais debaixo de uma monarquia. Por isso, não podemos esperar que o avivamento aconteça por ordem de um governante. Em tese o estado é laico, e o sistema é democrático, portanto, o povo escolhe seus governantes. O avivamento, no contexto neotestamentário, deve partir da igreja, que deve influenciar o mundo, sendo sal e luz (Mt. 5.13-16). O exemplo de Josias, nesse contexto, deve ser seguido pela igreja, que deve se dobrar diante da Palavra do Senhor: “e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do concerto, que se tinha achado na Casa do Senhor” (II Cr. 34.30). Não existe verdadeiro avivamento sem a exposição das Sagradas Escrituras, é através dela que o povo se envergonha dos seus pecados, como aconteceu nos tempos de Esdras e Neemias (Ne. 8.2). No contexto daquela monarquia teocrática, o rei deu o exemplo: “E pôs-se o rei em pé em seu lugar e fez concerto perante o Senhor [...] com todo o seu coração e com toda a sua alma, cumprindo as palavras do concerto, que estão escritas naquele livro (II Cr. 34.31). E o povo seguiu seu exemplo, pois “todos quantos se acharam em Jerusalém e em Benjamim; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme o concerto de Deus, do Deus de seus pais”. (II Cr. 34.32). A liderança cristã deve ser um exemplo para seus liderados, e um modelo para toda a igreja.  

CONCLUSÃO
Hulda foi uma mulher usada por Deus no ministério profético, e contribuiu para levar seu povo ao avivamento através da Palavra. Nos dias atuais o mesmo Deus tem chamado mulheres valorosas para o ministério do ensino, algumas delas também sendo instrumentos de Deus no dom de profecia. Como Hulda, devemos nos colocar na disposição de Deus, e nos aprofundar na Sua Palavra, para que possamos manifestar os desígnios de Deus, nestes tempos tão trabalhosos.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
WEIRSBE, W. W. Be distinct: 2 Kings & 2 Chronicles. Colorado Springs: David C. Cook, 2010.