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O IMPIEDOSO MUNDO DE LAMEQUE


                                 

   Texto Áureo  Gn. 6.5  – Leitura Bíblica  Gn. 6.1-8



INTRODUÇÃO
Na última lição estudamos a respeito de Caim, identificando-o com o Maligno por causa da sua crueldade, ao assassinar seu irmão Abel. Na aula de hoje nos voltaremos para sua descendência, com destaque para Lameque, e seu mundo impiedoso. Mostraremos que o mundo jaz no Maligno, por isso precisamos seguir os passos de Cristo, e como Enoque aprender a andar na presença de Deus, diante de um mundo tenebroso.

1. O MUNDO DE LAMEQUE
Lameque, o descendente de Caim, absorveu a filosofia do seu pai, disseminando impiedade. Ele foi um dos primeiros homens bígamos, contrariando o princípio bíblico da monogamia (Gn. 2.24). Esse padrão se propagou ao longo das gerações, acarretando problemas para as famílias. O casamento, originalmente instituído por Deus, deveria ser monogâmico, um homem para uma mulher (Mt.19.5,6). O mundo atual é um reflexo daquele de Lameque, há um desrespeito pelo modelo divino, e isso tem causado males à sociedade. As pessoas preferem viver como se Deus não existisse, e fazer o que bem entendem. A insubmissão à Palavra de Deus é o principal problema da nossa época. Lameque como o pai também foi homicida, e se gloriava da sua maldade. Ele compôs uma música para divulgar sua crueldade, e para exaltar sua valentia. A mesma coisa acontece hoje, pessoas que incitam a violência, e a celebram através das suas músicas. As composições poéticas, que falam de amor e perdão, estão fora de moda. As músicas que mais tocam são aquelas que denigrem a imagem da mulher. Os ritmos musicais estão a serviço da maldade, da propagação de valores deturpados e contrários à vontade de Deus. Os filhos de Lameque também produziram tecnologia, Tubalcaim dedicou-se à metalurgia, tendo habilidade com o cobre e o ferro. A tecnologia pode ser útil para a sociedade, mas pode também trazer problemas. Estamos nos tornando escravos das maquinas, e essas, cada vez mais, tem sido usada contra os homens, e não a favor deles. A sociedade tecnológica, por causa da ganância desenfreada, traz males para a natureza, destruindo a criação de Deus.

2. A IMPIEDADE DO MUNDO
O mundo no qual vivemos não é muito diferente do mundo de Lameque, pois este continua debaixo do poder do Maligno ( Jo. 5.19). Este mundo, como o daquele tempo, supervaloriza a beleza física, seduzindo até mesmo os filhos de Deus. Os descendentes de Sete foram levados a pecar por causa da formosura das filhas de Lameque (Gn. 6.1,2). A busca pela longevidade também pode se tornar um mal para a sociedade. Quando essa se torna uma obsessão, é uma demonstração que estamos vivendo longe de Deus. Nos tempos de Lameque as pessoas viviam muitos anos, aproximando-se dos mil anos. Isso fazia com que elas não se importassem com Deus, e achassem que Ele seria dispensável. A cultura da vida longeva está impregnada na sociedade contemporânea. Os cosméticos e as cirurgias plásticas são vendidos a preços promocionais. Viver muitos anos transformou-se em um fim em si mesmo, a ciência tem trabalhando para esse fim, com o intuito de evitar a morte, a todo e qualquer custo, ainda que essa seja inevitável (Hb. 9.27). Mas devemos saber que viver muitos anos não deve ser o objetivo último da existência. Amar a Deus e ao próximo deve ser o objetivo de todo aquele que professa a fé em Deus (Mt. 22.37). O hedonismo, levado às últimas consequências, dissemina a cultura do egoísmo, favorecendo o individualismo e o descaso para com o próximo. O acúmulo de riquezas se transformou no maior bem para as pessoas deste século. A raiz de todos os males (I Tm. 6.10), o reino de Mamom, está sendo adorando a luz do dia (Mt. 6.24), ninguém consegue ter contentamento (I Tm. 6.6). A ansiedade, segundo alguns estudiosos, é um mal com o qual temos que conviver, e aceita-lo com naturalidade. Mas Jesus nos ensinou a depender de Deus, e a buscar nEle a satisfação plena ( Mt. 6.27). Os valores do mundo são contrários a Palavra de Deus, e precisamos ter cuidado para não ir após eles.

3. ANDANDO COM DEUS
Mas há uma geração diferente neste mundo tenebroso, que luta com as armas espirituais, disponibilizadas por Deus (Ef. 6.13-17). Como Enoque, esses são chamados a andar com o Senhor,  por isso têm a esperança de serem tomados por Ele (Gn. 5.22-24). A trombeta irá soar, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, os que estiverem vivos serão transformados, e estarão para sempre com o Senhor (I Ts. 4.13-18). Todos aqueles que têm essa esperança devem entrar em uma nova dimensão ética, e purificar a si mesmos, assim como Ele é puro (I Jo. 3.3). É digno de destaque que Enoque passou a andar com o Senhor depois que sua esposa deu a luz um filho, cujo nome era Matusalém. O nascimento desse filho modificou radicalmente a existência daquele homem, que passou a se separar do mundo, e se voltar para Deus. Que cada um de nós venha a descobrir motivações apropriadas para se aproximar do Senhor. Enquanto o mundo decide viver a margem da revelação divina, devemos aprender a crescer na Palavra, sabendo que essa é luz para nossos caminhos (Sl. 119.105). Ainda que o mundo não nos compreenda, e até mesmo nos critique, devemos saber que o melhor é guardar a Palavra no coração, para não pecar contra o Senhor (Sl. 119.11). Não devemos esquecer que o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (I Jo. 2.17). E mais que isso, devemos estar cientes que a vontade de Deus é agradável, boa e perfeita, mesmo que não compreendamos a princípio. Por esse motivo, não podemos nos conformar aos padrões desse mundo, antes oferecer nossos corpos como sacrifício a Deus, sendo esse nosso culto racional (Rm. 12.1,2).

CONCLUSÃO
O impiedoso mundo de Lameque não é outro mundo, mas este mesmo no qual todos nós estamos inseridos, entenebrecido por Satanás (II Co. 4.4). Temos a opção de seguir o exemplo da descendência dele, endeusando a crueldade, a longevidade, a formosura, a tecnologia e o dinheiro. Ou a de andar com o Senhor, seguindo os passos de Cristo, fazendo Sua agradável, boa e perfeita vontade (Rm. 12.1,2). Mais que isso, sabendo que essa é para preservação dos fieis neste mundo tenebroso, para que não venhamos a ser condenados com ele (I Co. 11.3132).

CAIM ERA DO MALIGNO


                            

  Texto Áureo  I Jo. 3.11,12  – Leitura Bíblica  Gn. 4.1-10


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a narrativa de dois irmãos, cujas vidas trazem implicações para a humanidade. A história de Caim e Abel ensina a respeito dos fundamentos das relações humanas, bem como sobre o verdadeiro culto a Deus. Inicialmente compararemos as intenções desses irmãos no que tange ao culto, em seguida, mostraremos que as motivações de Caim eram malignas, acarretando no assassinato do seu irmão, com o qual teve que arcar com as consequências.

1. CAIM E ABEL, DOIS IRMÃOS
O nascimento de Caim trouxe a Eva a expectativa de que esse filho seria a semente da mulher (Gn. 4.1), cumprimento da profecia de Gn. 3.15. Mas esse se tornou um discípulo do Diabo, tornando-se homicida do seu irmão Abel. A criação de filhos é sempre desafiadora, desde o princípio Deus ordenou a procriação (Gn. 1.28), e o ensino a partir da Torah (Dt. 6.4-7). A expectativa dos pais é a de que seus filhos se tornem bênçãos de Deus, e vivam para a glória dEle (Sl. 127.3). Os textos de sabedoria, como em Pv. 22.6, ensinam a orientar as crianças no caminho correto, para evitar que esses se desviem. No entanto, nada garante que um filho ensinado seguirá as orientações dos seus pais. Isso porque eles crescem com livre arbítrio, a possibilidade de buscar o Senhor, como fez Abel, ou de centrarem neles mesmo, como fez Caim. Este se tornou lavrador, enquanto aquele seguiu a profissão de pastor. Aproveitamos para ressaltar que nenhum trabalho deve ser considerado indigno, contanto que esteja de acordo com os princípios divinos,  que seja para a glória de Deus (Cl. 3.22; I Ts. 4.11) As opções profissionais de Caim e Abel não são determinantes para caracteriza-los quanto ao relacionamento com Deus. Tanto Caim quanto Abel viram seus pais cultuar a Deus, e decidiram fazer o mesmo. Cada um deles trouxe o produto do seu trabalho, Deus aceitou a oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim. Segundo o autor da Epístola aos Hebreus, a oferta de Abel foi feita pela fé (Hb. 11.4). Faltou a Caim quebrantamento necessário na presença de Deus (Sl. 51.16,17). Ao invés de buscar a Deus em submissão, Caim seguiu seu próprio caminho, a vontade própria como manifestação da sua incredulidade (Jd. 11). Existem cultos antropocêntricos, que ao invés de glorificar a Deus, enfocam apenas o homem.

2. CAIM, O MALIGNO HOMICIDA
As intenções de Caim eram do Maligno, pois o seu caminho foi aquele de Satanás. Como Caim, muitos estão querendo se aproximar de Deus de forma vã. Ao que tudo indica, Caim ficou rancoroso com seu irmão. Ele não apenas entregou um culto superficial, sem o respaldo divino. O culto de Caim ainda acontece atualmente em muitas igrejas supostamente evangélicas. Há pastores que buscam a mera aprovação pessoal, transformam o culto em um espetáculo. O culto genuíno é feito pelos adoradores que Deus busca, e esses devem fazê-lo em espírito e verdade (Jo. 4.23,24). Algumas igrejas buscam apenas entreter o público, não têm compromisso com a Palavra de Deus, até parecem programas de auditório. Há líderes que fazem concessão dos princípios bíblicos, a fim de angariar mais adeptos, e aumentar seus lucros. O caminho de Caim também é marcado pela contenda, e pelo ódio. Precisamos ter cuidado, pois muitos pastores estão disputando espaço, e na ânsia de agradar ao público, escandalizam o evangelho de Cristo (I Tm. 2.8). A ira de Caim o levou a cometer um crime, premeditando detalhadamente sua ocorrência. Paulo admoesta a irar-se, mas a não pecar, o que não aconteceu com Caim (Ef. 4.26). A ira, ódio e rancor são sentimentos destrutivos, causados pela inveja, e que resulta em pecado. Caim era do Maligno porque ele cultivou a violência, ao invés do amor e sacrifício pelo seu irmão (I Jo. 3.11,12). Essa cultura da morte está impregnada na sociedade contemporânea, que não respeita mais o próximo. Há homicídios acontecendo a todos instante, geralmente por motivos banais. A mídia divulga diariamente crimes que aconteceram por razões torpes, com requintes de crueldade. Mas é preciso ter cuidado, pois o homicídio pode ocorrer também por meio das palavras (Mt.5.21-26). O ódio rancoroso, resultante da inveja, revela distanciamento de Deus (I Jo. 2.9-11).

3. CAIM, O ERRANTE
Caim era do Maligno porque, além de premeditar a morte do irmão, ainda mentiu a esse respeito (Gn. 4.9; I Jo. 3.12; Jo. 8.44). Por causa do seu pecado, tornou-se errante, isso mostra que as decisões erradas trazem consequências. Caim mostrou ser uma pessoa insensível, sem disposição para o arrependimento. Por esse motivo foi amaldiçoado por Deus, para que se torna-se andarilho, sem conseguir encontrar paz. É digno de destaque que ele, a fim de encontrar um lugar de abrigo, construiu uma cidade. O habitat de Deus para o homem começou no Jardim, mas o homem, na tentativa encontrar segurança, construí uma cidade. A cidade é uma metáfora da proposta humana de viver sem Deus. As cidades humanas fracassam porque falta Deus no centro delas. Os cristãos são cidadãos da terra, devem fazer o melhor que puderem para o bem da cidade. Porém,  devem estar cientes que são cidadãos dos céus (Fp. 3.20,21), e não podem perder o foco na cidade celestial (Hb. 11.9-16). A cidade construída por Deus é eterna, e tem como fundamento o próprio Cristo (21.11,23; 22.5). A cidade dos homens é resultante da queda, expressa a vontade de governar sem Deus (Sl. 127.1-5). O resultado, na maioria das vezes, é frustrante, pois, por causa do pecado, a maioria das cidades não funciona. Precisamos orar e trabalhar para o bem das cidades nas quais habitamos, participando do processo de reconstrução do reino de Deus. Mas precisamos ser realistas, e assumir que essas, a menos que sirvam a Deus, estarão fadadas ao fracasso.

CONCLUSÃO
A geneologia de Caim teve um final trágico, termina com Lameque (Gn. 4.19-24), outro homicida prepotente. A maldade humana tem seu fundamento em Satanás, que desde o princípio se opõe a Deus. Caim é um exemplo de todos aqueles que seguem esse caminho, e se distanciam do Senhor. Os cristãos devem seguir o exemplo de Cristo, que é o verdadeiro caminho (Jo. 14.6). A ética de Cristo está fundamentada no amor a Deus e ao próximo, sem o qual nenhuma sociedade se sustenta (Mt. 22.34-40).

A QUEDA DA RAÇA HUMANA


                             

 Texto Áureo  Rm. 5.12  – Leitura Bíblica  Rm. 5.12-19


INTRODUÇÃO
Deus criou o homem e a mulher com livre arbítrio, possibilidade de escolher entre o certo e o errado. Mas como veremos na aula de hoje, eles optarem pela desobediência, trazendo sobre eles consequências drásticas. Inicialmente mostraremos a realidade do Éden, o paraíso perdido pelos nossos pais, em seguida, como aconteceu o processo da tentação e queda. E ao final, as consequências da Queda, mas sem esquecer-se do plano divino para  redenção humana.

1. ÉDEN, O PARAISO PERDIDO
Após a criação dos céus e da terra Deus plantou um jardim, o qual foi denominado de Éden, e ali colocou o homem e a mulher, coroa da Sua criação (Gn. 2.8). Uma das missões de Adão, em relação àquele Jardim, deveria ser guardá-lo, cultivando-o com vistas à produtividade (Gn. 2.15). Alguns estudiosos acreditam que o Jardim do Éden se encontrava onde atualmente está o sul do Iraque, ainda que existam controvérsias quanto a essa localização. O mais importante é saber que esse local deveria ser cultivado, Adão teria a oportunidade de exercitar sua criatividade. Infelizmente, conforme veremos mais adiante, por causa da Queda, o ser humano perdeu o acesso ao Jardim. A terra, como a conhecemos atualmente, sofre as consequências do pecado de Adão e Eva (Rm. 8.22) A destruição do habitat humana é uma demonstração da condição de Queda. Por causa da ganância famigerada do ser humano a criação de Deus está sendo destruída. Os cristãos, que foram alcançados pela graça de Deus, devem se envolver integralmente na construção do Reino de Deus, incluindo a preservação do meio ambiente. Estamos cientes que o Jardim de Deus somente estará completo na dimensão escatológica, pois o próprio Cristo é a Árvore da Vida (Ap. 22.2). Enquanto isso, temos a responsabilidade de preservar a natureza, sem adorá-la como fazem alguns ambientalistas, antes assumindo nosso compromisso com a manutenção do espaço no qual vivemos. O Paraíso começou em um Jardim, mas a consumição dos séculos ocorrerá em uma Cidade. O projeto de Deus envolve tanto a esfera rural quanto urbana, pois na Cidade Celestial também haverá um Jardim, para a saúde das nações (Ap. 2.7).

2. TENTAÇÃO, QUEDA E PECADO
Deus colocou Adão e Eva no Jardim, recebendo de Deus a missão de se multiplicar (Gn. 1.28), antes mesmo da Queda. A esse respeito é importante esclarecer que o pecado original nada tem a ver com o sexo. O relacionamento sexual é uma dádiva de Deus, e deveria ser usufruído pelo homem e pela mulher. Uma ala da filosofia grega que proíbe o casamento, e o relacionamento sexual, foi inserida na igreja, resultando em uma percepção negativa do ato sexual, tal ensinamento nada tem a ver com a Bíblia (I Co. 7.5; Hb. 13.4). O ato sexual é pecaminoso quando esse é praticado fora do casamento, desrespeitando os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus (I Co. 6.18; I Ts. 4.3-5). O homem e a mulher caíram quando decidiram desobedecer ao mandamento divino, ou seja, não poderia comer da árvore do conhecimento do bem e dom mal. O desconhecimento, às vezes, é uma dádiva divina, não precisamos experimentar todas as coisas. Há pessoas que estão envolvidas em vícios, e tem dificuldade para abandoná-los, melhor seria que não tivessem se iniciado em tais práticas. Satanás foi astuto e sagaz, ele se apropriou da serpente, e aproveitou um momento solitário de Eva para tenta-la. Ao que tudo indica, Eva não ouviu o próprio Deus dizer que não deveria comer do fruto, Adão repassou essa informação para ela. A mensagem de Satanás é sempre no intuito de contrariar a Palavra de Deus. Quando Deus diz que não se deve comer, ele diz que se comer não causa mal, e até apresenta vantagens. Eva sabia que não deveria comer o fruto, até exagerou na proibição, dizendo que “não deveria sequer tocá-lo”. Mas não resistiu aos apelos do Inimigo, pois viu que o fruto era “agradável aos olhos”, “desejável”, “comeu” e “deu também ao seu marido”. (Gn. 3.16). O pecado começa causando atração, apelando à concupiscência da carne, à concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo. 3.16).  Em Adão toda a humanidade caiu, os primeiros pais se tornaram responsáveis pela introdução do pecado no mundo, mas isso não quer dizer que nós não somos inescusáveis perante Deus. A humanidade herdou de Adão a natureza pecaminosa, mas cada pessoa é culpada pelos seus pecados (Rm. 5.12).

3. AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA
O pecado trouxe sérias consequências para a humanidade, e para a criação como um todo. A serpente seria obrigada a comer o pó da terra (Gn. 3.14). Ela se tornaria inimiga da mulher, principalmente da Sua semente, uma alusão ao Ungido de Deus, que viria como Salvador do mundo. Maria foi escolhida como a mãe do Salvador (Lc. 1.46-56), e Jesus, no calvário, pisou a cabeça da antiga serpente. Como diziam os reformadores, esse é o primeiro texto profético, que antecipa a vinda de Cristo, uma espécie de protoevangelho. A mulher teria filhos, mesmo antes da Queda, mas por causa da desobediência, o parto se tornaria mais doloroso (Gn. 3.16). Mesmo assim, não podemos deixar de ressaltar a dádiva de se tornar mãe. As filhas de Israel sempre tiveram a expectativa de se tornarem a mãe do Messias prometido. A criação de filhos é uma responsabilidade, pais e mães devem assumir esse papel, ensinando seus filhos a temerem o Senhor (Pv. 22.6). Evidentemente, não estamos isentos das consequências da Queda, os filhos poderão se desviar por outros caminhos, e se distanciarem do Senhor, optando pela desobediência. O homem, que trabalhou desde o princípio, agora comeria o pão do suor do seu rosto. Isso quer dizer que o trabalho se tornaria mais pesado, seus dias de vida também seria diminuídos na terra. É importante ressaltar que em Cristo o trabalho, ainda que seja pesaroso, é uma forma de glorificar a Deus (I Co. 10.31). Em relação aos dias de vida na terra, sabemos que a morte não é o fim, pois aqueles que creem em Cristo, ainda que morram, viverão (Jo. 11.25).

CONCLUSÃO
A Queda foi uma tragédia para os seres humanos, a opção pelo pecado continua acarretando consequências terríveis. O desejo por uma suposta liberdade resulta em libertinagem, ocasionando sofrimento e miséria. Mas nem tudo está perdido, Deus preparou um plano para a salvação da humanidade, para que todo aquele que crê em Cristo não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo. 3.16). Todos aqueles que O recebem tornam-se filhos de Deus (Jo. 1.12), passando a condição de nova criatura (I Co. 5.17), e súdito no Reino de Deus que terá sua completude no porvir.

E DEUS OS CRIOU HOMEM E MULHER


                               

 Texto Áureo  At. 17.26  – Leitura Bíblica  Gn. 2.7-24


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito da criação do primeiro homem e da primeira mulher, e, por conseguinte, do primeiro casamento. Inicialmente destacaremos que o primeiro homem foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus. Em seguida, ressaltaremos a dignidade da mulher, tendo essa sido tirada do homem, para servir-lhe como adjutora. Ao final, mostraremos a importância do matrimônio, a partir dos princípios estabelecidos pelo próprio Deus, para o primeiro casamento.

1. A CRIAÇÃO DO PRIMEIRO HOMEM
A criação do primeiro homem é digna de destaque porque esse foi feito conforme a imagem e semelhança de Deus. Para cria-lo houve um acordo entre as pessoas da divindade: “façamos o homem à nossa imagem” (Gn. 2.26,27). A imagem de Deus no homem permanece, mas a semelhança foi deturpada, por causa do pecado (Ef. 4.18,19). Alguns teólogos explicam que a imagem tem a ver com a capacidade para a comunicação, e a semelhança para a santificação. A semelhança de Deus é recuperada por meio da fé em Cristo (II Pe. 1.4; Ef. 4.20-24; Cl. 3.9; Rm. 12.2; II Co. 3.18). Adão foi criado do pó da terra, mas orquestrado, inteligentemente, por Deus. Essa verdade é importante, pois mostra a dignidade da pessoa humana. Não somos produto do acaso, resultado de transformações evolutivas, mas o desenho de um Criador amoroso e dedicado. Ele não apenas nos criou, mas nas palavras de Paulo aos atenienses, também “nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At. 17.28). A criação do homem por Deus teve vários propósitos, o principal deles é que ele tivesse domínio sobre a terra. Isso não quer dizer que ele deveria subjuga-la, ou melhor, destruí-la. Depois da criação das plantas, Deus decidiu criar o homem, para cultivar a terra, e produzir o alimento necessário. Isso mostra que o homem foi criado para o trabalho, e que esse não é resultante do pecado. É digno de destaque que Deus e o homem trabalhavam juntos, no cultivo do jardim do Éden (Gn. 2.15). Infelizmente, por causa do pecado, e da ganância humana, o trabalho se tornou um fardo pesado. De modo que as pessoas, distanciadas dos princípios divinos, vivem para o trabalho, e não trabalham para viver. O trabalho não deve ser uma maldição, mas uma oportunidade de cooperar com Deus, dando continuidade ao processo criativo (Gn. 3.17-19).

2. A CRIAÇÃO DA PRIMEIRA MULHER
Deus, o mesmo que criou Adão, também criou Eva, a mulher, a sua própria imagem (Gn. 1.27). Isso quer dizer, então, que a imagem de Deus está na completude do homem e da mulher. Tanto um quanto o outro deveria exercer domínio sobre a criação (Gn. 1.29). Enquanto que o homem foi criado diretamente do pó da terra, a mulher foi feita do lado do homem, não necessariamente da costela (Gn. 2.23). A mulher foi criada porque Adão estava sozinho, e sentia a falta de alguém, que lhe completasse. Deus criou Eva para ser auxiliadora idônea, não para ser uma escrava. Como bem destacou Matthew Henry: “Ela não foi feita da cabeça para não governar sobre ele, nem dos pés para ser pisada por ele, mas do seu lado, para ser igual a ele, sob seu braço para ser protegida por ele, perto de seu coração, para ser amada por ele”. Adão não poderia explorar a mulher, antes estar ao lado dela, e trabalharem conjuntamente. A criação da mulher despertou inclusive a capacidade poética de Adão, que compôs para Eva uma canção de amor (Gn. 2.23). Isso deve servir de motivação para que os homens demonstrem afeto e carinho pela esposa. Os maus tratos pelos quais algumas mulheres passam, e são reportados nos noticiários, são resultantes do machismo. Paulo orienta as mulheres a submeterem-se aos maridos, por outro lado, os homens devem se sacrificar pelas suas mulheres, assim como Cristo o fez pela Sua igreja. Como bem destacou Paulo, a mulher é a glória do homem (I Co. 11.7), pois se o homem é a cabeça (I C. 11.1-16; Ef. 5.22-33), a mulher é a coroa. As igrejas cristãs têm motivos para ressaltar o papel da mulher na comunidade de fé. Elas foram feitas participantes da glória que em nós há de ser revelada. Em Cristo não há mais diferença entre homem ou mulher, pois todos, independentemente do sexo, são um, para a glória de Deus (Gl. 3.28).

3. A CRIAÇÃO DO PRIMEIRO CASAMENTO
O primeiro casamento, celebrado por Deus no Jardim do Éden, é o modelo de uma aliança, nos moldes da doutrina judaico-cristã. Não importa o que as leis humanas digam a respeito do casamento, a palavra final sempre será a de Deus (Hb. 13.4; Ap. 22.15). Muitos dos enlaces propalados nos tribunais não passam de meros contratos. O casamento bíblico é uma aliança, cujo fundamento se encontra nas Escrituras. Para tanto deve ser monogâmico, heterossexual e indissolúvel. Existem muitas invencionices humanas no que diz respeito ao casamento, mas como destacou o Senhor, “não foi assim desde o princípio” (Mt. 19.8). Até mesmo nos contextos evangélicos estão fugindo dos padrões bíblicos em relação ao casamento. As pessoas querem se divorciar por qualquer motivo, as influências mundanas estão entrando os portais das igrejas. Repreendemos com veemência a homossexualidade no mundo, mas fechamos os olhos para o adultério dentro da igreja (I Co. 6.9). Aquele é pecado, e é resultante da natureza humana caída (Rm. 1.27), mas também é o divórcio, pois o Deus da Bíblia o odeia (Ml. 2.16). Somente há respaldo bíblico para a dissolução do casamento em casos de morte (Rm. 7.2,3), infidelidade conjugal (Mt. 19.9) e abandono do cônjuge (I Co. 7.17). Diferentemente do mundo, devemos cultivar o relacionamento duradouro, até que a morte separe os cônjuges. O fundamento do casamento cristão é o amor, e esse exige muito mais do que romantismo, requer sacrifício um pelo outro. A sociedade contemporânea, marcada pelo imediatismo e hedonismo, não sabe o significado do amor-agape. Os cristãos, como foram alvos desse amor em Cristo (Jo. 3.16), devem levá-lo ao relacionamento conjugal, experimentando o caminho sobremodo excelente (I Co. 13).

CONCLUSÃO
A narrativa da criação do primeiro homem, da primeira mulher, e do primeiro casamento, revela verdades profundas, para as quais devemos atentar. O homem é a coroa da criação divina, bem como a mulher, ambos são dignos de honra, pois foram criados imagem e semelhança de Deus. O Senhor celebrou o primeiro casamento, fazendo com que homem e mulher se tornassem uma só carne. Essa aliança, entre Adão e Eva, é a base para o casamento cristão: monogâmico, heterossexual e indissolúvel, como reafirmado por Jesus (Mt. 19.5,6).