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CORINTO – UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL


Textos Base: I Co. 3.1 - I Co. 3.1-9
irmaoteinho@hotmail.com



OBJETIVO: Mostrar que a igreja de Corinto, como algumas igrejas atuais, deveria buscar o equilíbrio entre os dons espirituais e o fruto do Espírito.


INTRODUÇÃO: Estamos iniciando mais um trimestre, e, desta feita, teremos a oportunidade de estudar a Epístola de Paulo aos crentes de Corinto. Embora essa carta tenha mais de 2000 anos, seu teor continua atual para a igreja. Os temas abordados admoestam quanto aos problemas que a igreja contemporânea enfrenta ainda hoje: falta de espiritualidade e compromisso com a Palavra de Deus, ausência da pregação da mensagem da cruz, partidarismos na igreja, imoralidade sexual, demandas judiciais entre os irmãos, desconsideração do casamento, pouca atenção à celebração da Santa Ceia, descuido quanto ao uso dos dons espirituais, falta de esperança quanto à ressurreição, carência de cuidados para com os irmãos mais necessitados, e, por fim, tudo isso se traduz no pouco cultivo do amor ágape. No estudo desta semana, a primeira do trimestre, trataremos a respeito da falta de espiritualidade genuinamente cristã da igreja de Corinto.


1. CORINTO: A CIDADE E A I EPÍSTOLA DE PAULO: Corinto era uma esplêndida cidade comercial localizada ao sul do istmo de dezesseis quilômetros de largura que liga a Grécia central ao Peloponeso. O grego era a língua falada pelo povo e a cultura grega da qual o povo se orgulhava. O imperador Augusto fez de Corinto a capital da Acaia, que era governada por um procônsul (At. 18.12). Sua situação era de prosperidade o que atraiu grande multidão. No sudoeste da cidade antiga encontrava-se o monte Acrocorinto, numa altura de 574 metros, no qual fora construído um templo dedicado a Afrodite, a deusa do amor. Por isso, a cidade tinha uma moral pagã, corrupta, pautada no culto ao sexo. As competições também eram bastante comuns, não admira que Paulo tenha feito alusão aos prêmios dos atletas (I Co. 9.25). Paulo reconheceu nesse lugar um ponto estratégico para a difusão do evangelho. O Apóstolo chegou ali durante sua segunda viagem missionária, por volta de 50 d. C. Logo após a chegada, conheceu Áquila, um judeu nascido na província romana de Ponto, ao norte da Ásia Menor, e sua esposa Priscila (At. 18.2; I Co. 16.19). Após um ano e meio naquela cidade, Paulo partiu para outras missões, e, estando em Éfeso, durante sua terceira viagem missionária, escreveu uma epístola aos crentes de Corinto, que não nos chegou (I Co. 5.9) na qual ele aconselhava a evitar o companheirismo com pessoas imorais. Posteriormente, por volta do ano 55 d. C., Paulo escreveu uma outra carta aos crentes de Corinto, ainda Éfeso, a qual denominamos de Primeira Epístola aos Corintios.


2. UMA IGREJA FERVOROSA, MAS SEM ESPIRITUALIDADE: A igreja de Corinto era fervorosa, isto é, tinha os dons espirituais (I Co. 1.7), mas faltava-lhe a verdadeira espiritualidade, por isso, Paulo aqueles irmãos de carnais (I Co. 3.1-4). Semelhantemente a Igreja de Corinto, muitas igrejas atuais se encontram na mesma condição de muito fervor, mas de pouca ou nenhuma espiritualidade. Buscam os dons espirituais, falam muitas línguas, profetizam em todos os cultos, mas quando as pessoas saem da igreja, não dão um bom testemunho de fé professam dentro das quatro paredes do templo. Falta a esses crentes fervorosos o fruto da espiritualidade, pois é justamente através dos frutos que somos identificados como cristãos, não pelos dons espirituais (Mt. 5.13-16; 7.22). Os dons espirituais não refletem o nível de espiritualidade do cristão, na verdade, alguém pode ter dons espirituais, como acontecia com a igreja de Corinto, e mesmo assim não ser espiritual, agindo como meninos na fé (I Co. 14.20). Isso acontece porque os dons espirituais, em determinados contextos eclesiásticos, é visto individualmente, ou seja, não lhes é dado o valor coletivo que devam ter. Segundo Paulo, em I Co. 14.3-5,12,26, os dons são dádivas para a igreja, para o desenvolvimento, crescimento e amadurecimento do corpo de Cristo, não para alguém ostentar grandeza diante dos outros.


3. O CULTIVO DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ NA IGREJA: O contrário das obras da carne, uma característica dos crentes de Corinto, é o fruto do Espírito (Gl. 5.22) e nele repousa a verdadeira espiritualidade (v. 19). A base do fruto é o amor – ágape - (I Co. 13; Rm. 5.5; Ef. 5.2; Cl. 3.14), sendo este o sustentáculo dos demais elementos do fruto, os quais são: alegria – chara – baseada nas promessas e na presença de Deus (II Co. 6.10; 12.9; I Pe. 1.8); a paz – eirene – quietude de coração e mente fundamentada em Cristo (Rm. 15.33; Fp. 4.7; I Ts. 5.23; Hb. 13.20); a longanimidade – makrothumia – que não se ira com facilidade ou não se desespera diante das adversidades (Ef. 4.2; II Tm. 3.10; Hb. 12.1); benignidade – chrestotes – indisposição para magoar os outros (Ef. 4.35; Cl. 3.12; I Pe. 2.3); bondade – agathosune – expressa em atos de bondade (Lc. 7.3-50); fé – pistis – confiança constante e inabalável na Palavra de Deus (Mt. 23.23; Rm. 3.3; I Tm. 6.12; II Tm. 2.2; 4.7; Tt. 2.10); mansidão – prautes – moderação para submeter-se a Deus e ao próximo (II Tm. 2.25; I Pe. 3.15); e temperança – agkrateia – domínio sobre os impulsos e paixões, disposição para a pureza (I Co. 7.9; Tt. 1.8; 2.5).


CONCLUSÃO: Muitas igrejas são fervorosas – isto é – têm os dons espirituais, em algumas outras, até mesmo os dons já se foram. Para evitar tais extremos, o caminho bíblico é o do equilíbrio, não podemos desprezar os dons, mas é preciso, também, saber que eles, por si sós, não garantem espiritualidade. Uma igreja genuinamente espiritual busca, além dos dons, o fruto do Espírito. Uma igreja que busca apenas os dons pode acabar como a de Corinto, com muitos dons (I Co. 1.9), mas cheia de problemas e carnalidades (I Co. 3.1-4). O equilíbrio entre fervor e espiritualidade está no contato contínuo com o Espírito Santo, o qual produz em nós, e conosco, o Seu fruto (Gl. 5.22). PENSE NISSO!


BIBLIOGRAFIA:

Bíblia de Estudos em Cores.

A DESPEDIDA DE UM LÍDER


Textos: Js. 24.15 - Js. 24.14-18

OBJETIVO: Mostrar que Deus usa homens e mulheres obedientes à sua vontade e que estejam dispostos a servir, com toda a sua família, ao Senhor.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, veremos que Josué, ciente dos seus últimos dias na terra, se despede do povo. Antes, porém, chama a atenção de todo o Israel a respeito da fidelidade de Deus e dos grandes feitos do Senhor. Como conseqüência disso, reclama lealdade a esse mesmo Deus, convocando o povo para reafirmar o pacto com Aquele que os tirou da escravidão egípcia. Por fim, convida as famílias a estarem diante do altar, adorando-O como Deus e Senhor.

1. JOSUÉ RELEMBRA A FIDELIDADE DE DEUS: No capítulo 24 de Josué, temos o último discurso desse grande líder, realizado em Siquém. Josué aproveita essa oportunidade para trazer à memória do povo os grandes feitos do Senhor. Ele recorda a fidelidade de Deus através de uma retrospectiva da história de Israel. Aproveita também para reconhecer que Deus havia estado ao lado do Seu povo durante toda a caminhada (Sl. 145.13; Is. 41.10; II Co. 1.18; Ap. 19.11). Era necessário ainda que o povo renovasse o concerto com Deus. Por isso, deveriam escolher, não em outro, mas naquele dia, a quem desejariam servir (v. 14,15). É válido destacar que Deus não queria uma obediência forçada. Eles deveriam decidir se iriam servir ao Senhor ou aos outros deuses das nações vizinhas. A adoração a Deus não pode ser dividida com outro, pois a Sua glória não pode ser repartida, nós, como os israelitas, precisamos escolher, hoje, se iremos servir a Deus ou a Mamon (Mt. 6.24). Josué, como líder do povo, deu o exemplo, dizendo que ele e sua casa serviriam ao Senhor (v. 15).

2. O MEMORIAL DO PACTO É LEVANTADO: Em resposta à convocação de Josué, Israel reafirmou sua fé no Deus dos seus antepassados. Rogam, no versículo 16, que “nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servimos a outros deuses”. Reconheceram que Deus, e não eles próprios ou outros deuses, realizara as maravilhas em seu favor (v. 17). Josué destaca ainda que o povo deveria lançar fora os deuses estranhos (v. 23) e que não deveria quebrar, em momento algum, o pacto feito com Deus, pois, se assim o fizesse, as conseqüências seriam desastrosas (v. 20). Por três vezes o povo declarou “serviremos ao Senhor nosso Deus ...” (v. 24), ainda que, conforme sabemos pelos outros livros históricos da Bíblia, os israelitas seguiram o caminho da desobediência. Mas, naquele momento, eles levantaram um memorial, uma pedra do testemunho, como marco de renovação do pacto. É dito que Josué “pôs por estatuto e direito e escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus; e tomou uma grande pedra e a erigiu ali” (v. 25,26) e acrescentou “esta pedra nos será por testemunho (v. 27). Ao final, o líder do Senhor despediu o povo e cada um deles retornou à sua herdade (v. 28). Josué, ao final da vida, é reconhecido como “servo de Deus” (v. 29,30) e não mais de Moisés (Js. 1.1). A duração da sua vida é de 110 anos, maior do que a maioria (Sl. 90.10) mais curta do que a de Moisés (120 anos, Dt. 34.7).

3. AS FAMÍLIAS DIANTE DO SENHOR: No último sermão de Josué, é digno de destaque a posição que ele dá às famílias. Enquanto líder de Israel, propõe em seu coração servir ao Senhor juntamente com sua família (Js. 24.15). Nesses dias atuais, tão conturbados e nos quais as famílias têm sido ameaçadas por valores distanciados da Palavra de Deus, nós, como cristãos, devemos tomar a mesma atitude de Josué e levar nossas famílias ao altar do Senhor. Seguindo os conselhos do apóstolo Paulo, em Ef. 5.22-28 e Cl. 3. 18,19, os maridos precisam ser mais amorosos, e, se necessário for, sacrificarem-se por suas esposas, como o fez o próprio Cristo. As mulheres, por sua vez, devem ser mais submissas em amor aos seus maridos. Os filhos devam ser obedientes aos pais a fim de que tenham vida prolongada na face da terra, e os pais, por conseguinte, não devam levar seus filhos à irritação, antes admoestá-los no temor do Senhor. Não podemos esquecer que a saúde espiritual da igreja, e por que não dizer, da sociedade como um todo, depende da adequada formação familiar. Recorrendo a uma metáfora biológica, a família  é a célula da sociedade, quando ela adoece, o corpo inteiro padece. Por isso, despertemos para uma vida familiar consagrada a Deus, através do exemplo e do amor, da realização de cultos domésticos, da adoração e estudo da Palavra de Deus.

CONCLUSÃO: Concluímos mais um estudo neste trimestre, e, ao longo desses últimos meses, o Senhor nos possibilitou o estudo do livro de Josué. Esperamos que Deus tenha despertado várias pessoas com o coração desprendido para servir como fez Josué. Em especial, neste último estudo, aprendemos o valor de não esquecermos das grandes coisas que o Senhor tem feito por nós (Sl. 126.3), e, em particular, da importância de cuidarmos das famílias a fim de que essas estejam sempre no altar, adorando ao Deus que nos libertou do cativeiro do pecado (Ef. 1.7; 2.1,2).  PENSE NISSO!

Obs.: No próximo trimestre que começa dia 05/04, estaremos estudando sobre I Coríntios - Os problemas da Igreja e suas soluções.  Partice,  vá a escola bíblica dominical, divulgue este site, é para a Glória de Deus!

PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR


Textos: Js. 24.14 - Js. 23.1-6
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que a preservação da palavra do Senhor traz vida e saúde para o povo de Deus.

INTRODUÇÃO: Nesta Semana, estudaremos a respeito da importância de preservar a Palavra do Senhor. Essa é uma necessidade urgente nos dias atuais, marcados pela falta de sólida formação bíblica nas igrejas evangélicas. Veremos, inicialmente, como Josué, um líder comprometido com a Palavra, expôs os decretos do Senhor ao povo israelita. Em seguida, mostraremos como a falta de compromisso com a Palavra de Deus leva o povo à corrupção. Por fim, destacaremos a necessidade da preservação da Palavra a fim de que tenhamos igrejas que gozem de vida e saúde espiritual.

1. JOSUÉ EXPÕE A PALAVRA DE DEUS: Josué se encontrava próximo da morte quando resolveu convocar todo o povo para ouvir a Palavra do Senhor.A preocupação inicial desse líder era com o esquecimento que esse povo viesse a ter em relação às suas origens. Por isso, ressaltou que “o SENHOR, vosso Deus, é o que pelejou por vós” (Js. 23.3). A prosperidade pode levar as pessoas a pensar que são auto-suficientes que não mais precisar da intervenção divina. Por isso, Josué instrui o povo, com uma mensagem esclarecedora, para que viesse a se associar às nações idólatras vizinhas, servindo aos deuses daqueles povos (Js. 23.7). Eles deveriam ser santos para agradar ao Senhor em todas as circunstâncias da vida, atentando, a todo instante, para fazer o que estava escrito no livro da Lei de Moisés (Js. 23.6). Essa obediência, no entanto, não deveria ser forçada, mas em amor (v. 11), pois somente no amor podemos de fato obedecer à Palavra do Senhor. O amor é resultando de um relacionamento contínuo com Aquele que nos chama para andar com Ele. Caso contrário, o resultado de uma vida distanciada dos caminhos de Deus será à condenação (v. 23), a menos que nos arrependamos enquanto é tempo (I Jo. 1.9), reconhecendo que Jesus é o Advogado que por nós intervêm (I Jo. 2.1).

2. POR FALTA DA PALAVRA O POVO SE CORROMPE: Em Pv. 29.18 está escrito que por ausência de ensinamento profético o povo acaba se corrompendo. Josué sabia dessa verdade, por isso, convocou todo o povo de Israel para que ouvisse a Palavra do Senhor. Infelizmente isso não é o que acontece em muitos contextos eclesiásticos hoje em dia. Ao invés de conduzir o povo para a Palavra de Deus, alguns líderes, a fim de aumentar o número de adeptos, investem maciçamente em marketing ou coisas do tipo. O resultado é o que temos testemunhado no “crescimento” evangélico no país. Diferentemente de Paulo, muitos cristãos não sabem no que têm crido (II Tm. 1.12), não passam de massa de manobra, se deixam levar por qualquer movimento que surge. A maioria desses “crentes” não desenvolve o genuíno caráter cristão, resultante do fruto do Espírito (Gl. 5.22). Preferem seguir as “ondas da moda” e caminham léguas atrás de seus ídolos “evangélicos”. Essas pessoas fogem da exposição da palavra de Deus, dizem ser cansativa, não têm qualquer vergonha de afirmar que dormem no culto quando a palavra é pregada. Conforme antecipou o apóstolo Paulo, têm comichão nos ouvidos diante no ensinamento bíblico. Por isso, buscam “pastores” conforme agrado deles (II Tm. 4.3). Tais "pastores" enchem suas “igrejas” de “fiéis”, haja vista transformarem seus "cultos" em mera animação, perdendo, em alguns casos, para os programas televisivos de auditório. Nesses dias cruciais para a fé cristã no Brasil, precisamos retornar à Palavra de Deus. É hora de, como Josué e Esdras, convocar todo o povo para a oração e para a leitura da Bíblia (Ed. 7.10). Se não fizemos assim, o resultado será a corrupção espiritual pela qual muitas igrejas já passam.

3. PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR: Como líderes espirituais, precisamos separar, no culto, tempo suficiente para a exposição da Palavra de Deus. Todo tempo possível deve ser reservado para que a Palavra de Deus seja pregada. Para tanto, os seminários e escola bíblicas devem ser estimuladas. A Escola Bíblica Dominical deve sempre ter proeminência nos trabalhos da igreja. É uma pena que em determinadas igrejas ela tem sido relegada a segundo plano. Qualquer “festinha” é motivo suficiente para retirar o horário do estudo da Escola Dominical. A seqüência das lições da EBD precisa ser preservada, de modo que não haja interrupção do tema estudado no trimestre. Os clássicos cultos de ensinamento (ou de doutrina) também precisam ser estimulados e devem servir ao propósito para o qual foram destinados, à instrução na Palavra de Deus. Os seminários teológicos, ao invés de serem criticados, devem ser estimulados, contanto que estejam em conformidade com a ortodoxia bíblica. O estudo bíblico, em casa, na igreja ou num seminário não esfriará a fé dos crentes, na verdade lhes dará o fundamento necessário para enfrentar evangelizar, ensinar e, sobretudo, viver melhor para o Senhor. O crente verdadeiramente espiritual é aquele que tem equilíbrio, que busca, ao mesmo tempo, tanto o estudo quanto a oração. Muita oração e o pouco estudo conduzem ao fanatismo, por outro lado, o muito estudo sem oração leva ao mero intelectualismo.

CONCLUSÃO: Como Josué, devemos amar a Palavra de Deus, ela deva ser, como diz o Salmista (Sl. 1.1), nossa meditação dia e noite. Josué era sabedor dessa verdade, pois quando fora escolhido, o Senhor advertiu para que ele não se apartasse do livro da lei (Js. 1.8). Que o livro de Deus seja aberto em nossas igrejas, que o lugar reservado à Palavra de Deus seja preservado e não reduzido. Se assim não o fizermos, o resultado será a corrupção geral do povo. Portanto, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 2.29). PENSE NISSO!

AS CIDADES DE REFÚGIO


Textos: Sl. 46.1 - Js. 20.1-6

OBJETIVO: Mostrar que assim como as cidades de refúgio de Israel, Jesus é a nossa segurança, abrigo e socorro em todas as circunstâncias da vida.

INTRODUÇÃO: Vivemos cercados de insegurança, medo e pavores. Em virtude do pecado, o ser humano não consegue ter paz. Alguns desses temores são reais, outros são provenientes da imaginação humana. No estudo desta semana, veremos que Deus preparou, para Israel, algumas cidades de refúgio onde a paz e a tranqüilidade pudessem ser encontradas. Aproveitamos essa temática para meditar a respeito da paz e segurança que desfrutamos em Jesus.

1. O PROPÓSITO DAS CIDADES DE REFÚGIO: Em Nm. 35.11, lemos que as cidades de refúgio, estipuladas por Deus, deveriam abrigar as pessoas que cometessem homicídios involuntários. A fim de justificarem-se, os acusados se apresentariam perante uma corte de anciãos para provar que não tiveram a intenção de cometer assassinato. Para entender essa realidade, é preciso atentar para o sistema judiciário dos tempos antigos. Em Ex. 21.24, Lv. 24.20 e Dt. 19.21, a máxima era a do olho por olho e dente por dente. Os crimes de natureza religiosa (Ex. 20.3-5), material (Ex. 22.1-15), moral (Ex. 22.16-31; Lv. 18.1-29) e pessoal (Ex. 21.12-36) mereciam punição grave. Com o objetivo de evitar a vingança contra alguém que cometesse um homicídio sem que tivesse a intenção. Eram seis as cidades escolhidas para lugares de refúgio (Nm. 35 e Js. 20). Estavam espalhadas por diversas tribos: três achavam-se do lado oriental do rio Jordão, isto é, Bezer em Rubem, Ramote-Gileade em Gade e Golã em Manessés. As outras três que se viam no lado ocidental eram Quedes em Naftali, Siquém no monte Efraim e Hebrom em Judá.

2. OS PERIGOS PELOS QUAIS PASSAMOS: O maior perigo pelo qual o ser humano passa não é o da morte física iminente, de seqüestros e assaltos ou mesmo do câncer ou a Aids. O principal mal que destrói a vida e corrompe a alma é o pecado. O salário do pecado é a morte, pois leva o homem para distante do Seu Criador (Rm. 3.23; 6.23). Como conseqüência do pecado, testemunhamos uma série de outros males. A ganância que leva as pessoas ao materialismo e a crença de que serão felizes apenas se tiverem muito dinheiro. O consumismo exagerado que aprisiona as pessoas numa teia de necessidades construídas, na maioria das vezes, pela propaganda enganosa. Os problemas sociais se agravam porque o mundo jaz no maligno e desconhece Aquele que é a fonte da plena satisfação. Os presídios se encontram superlotados, o sistema de repressão é falho e se agrava ainda mais porque falta o fundamento necessário. Algumas acreditam que a solução para todos esses problemas está na educação, mas a educação também está maculada pelo pecado e muitos valores cristãos não mais são postos na formação educacional dos indivíduos. Mesmo algumas igrejas cristãs assumem um discurso semelhante àquele do mundo e motivam à prosperidade material como razão única de ser da existência. Diante dos males da sociedade contemporânea, temos motivos para perguntar: Ainda é possível viver em paz e segurança? E mais: onde encontrar refúgio e fortaleza?

3. JESUS, NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA: Em Hb. 6.18-20, Jesus nos é apresentado como refúgio e fortaleza. E, de fato, é nEle que encontramos a saída. Inicialmente para a condição de pecado, pois ainda que o salário do pecado seja a morte, o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus (Rm. 6.23). E, conforme destaca o apóstolo João, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jô. 3.16). Lembrando o hino clássico da Harpa Crista, “mas um dia senti, meu pecado e vi, sobre mim a espada da lei, apressado fugi, em Jesus me escondi, e abrigo seguro nEle achei” (HP 15). De modo que, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.1). Ele é a segurança contra o maior mal que debela a sociedade, o pecado. E, diante da insegurança decorrente do pecado, podemos também confiar nEle, não precisamos temer o que nos possa fazer o homem, devemos temer aquele que pode lançar a alma no inferno (Lc. 12.5). Enquanto estivermos na verdade do evangelho, nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, pois “se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm. 8.31-35)

CONCLUSÃO: Em meio aos perigos da caminhada ao longo da peregrinação para o Templo, os peregrinos judeus cantavam: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” (Sl. 121). Lutero, ao ser ameaçado pelos seus opositores, compôs um belíssimo hino que retrata a segurança que há em Cristo, nossa cidade e castelo forte: “Castelo forte é nosso Deus, amparo e fortaleza: com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza” (HC 581). PENSE NISSO!

UMA HERANÇA CONQUISTADA PELA FÉ


Textos: Hb. 10.23 - Js. 14.6-10

OBJETIVO: Mostrar que Deus recompensa, de acordo com Sua soberana vontade, os servos que se mantêm fieis a Ele.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, estudaremos a respeito de um dos principais aspectos do fruto do Espírito (Gl. 5.22), a fidelidade. Essa virtude pode ser exemplificada no caráter de Calebe que se manteve fiel ao Senhor por toda vida. Ao final do estudo, seremos instados a seguir o mesmo modelo, não abrindo mão dos princípios exarados na Palavra de Deus e confiando no Senhor em todas as circunstâncias da vida, mesmo as mais adversas.

1. A FIDELIDADE DE CALEBE: Calebe era filho de Jefoné, o quenezeu (Js. 14.16) e um dos espias enviados para Canaã (Nm. 13.6). Uma das características marcantes do ministério desse homem foi a fidelidade ao Senhor e bem como à liderança por Ele estabelecida. Para tanto se manteve leal aos princípios revelados pelo Senhor e deles não se afastou (Nm. 13.30; 14.6-9). Diante das adversidades da vida, quando se deparou com os gigantes da terra, não se assustou, antes confiou no Deus Maior (Nm. 14.7). Sua vida sempre foi direcionada pelas promessas de Deus, pois sabia que Ele seria fiel para cumpri-las, e, quando chegou à terra prometida, teve disposição e coragem suficiente para enfrentar os gigantes que o povo temeu (Js. 14.11-15). A força de Calebe, no entanto, não provinha dele mesmo, mas do Senhor (Is. 40.31) e, como resultado dessa fidelidade ao Deus de Israel, Calebe foi recompensado, recebendo a terra de Hebrom (Js. 14.6-15). Além disso, ele jamais se deixou acomodar, sua luta constante levou os inimigos do exército de Deus a serem subjugados na medida em que, também, alargava suas fronteiras e conquistava novas terras (Js. 15.13-19).

2. A FIDELIDADE E O FRUTO DO ESPÍRITO: A fidelidade, objeto do estudo desta semana, é um dos aspectos do fruto do Espírito (Gl. 5.22) e não deve ser confundida com a fé salvadora (Ef. 2.8,9; At. 16.30,31) ou com o dom espiritual da fé (I Co. 12.9) ainda que, em grego, o termo seja o mesmo. A fidelidade, enquanto virtude do fruto do Espírito, cresce dentro de nós (II Co. 10.15; II Ts. 1.3). A fidelidade é resultante de uma comunhão íntima com o Senhor. Por isso, “pistis” traz também o sentido de confiabilidade, ou seja, da nossa disposição para acreditar e viver crendo nas promessas de Deus. O fundamento da fidelidade está em Deus, pois Ele se reveste de fidelidade (Is. 11.5; II Tm. 2.13) e é fiel no cumprimento de suas promessas (Hb. 10.23; II Pe. 1.4). Por causa da fidelidade de Deus, que nos justificou em Cristo, temos motivos suficientes para mantermo-nos firmes, sempre constantes na obra do Senhor (Rm. 5.1,2; I Co. 15.58). A fidelidade está atrelada ao amor, pois somente é verdadeiramente fiel aquele que ama (Gl. 5.6), e quem ama está disposto a sofrer (Hb. 6.12) e a viver em coerência com a Palavra de Deus (II Tm. 4.2)

3. O DESENVOLVIMENTO DA FIDELIDADE: Calebe é apenas um dos muitos exemplos bíblicos de fidelidade ao Senhor. Poderíamos também destacar: José (Gn. 37-48), Moisés (Ex. Hb. 11.24), Daniel (Dn. 6) e os discípulos de Jesus (At. 4.18-20). A infidelidade, conforme lemos em Jr. 5.1,11, é pecado, pois leva o ser humano para distante do Senhor. Na verdade, essa fora a causa principal de Israel ter sido levado ao cativeiro babilônico. Por outro lado, aqueles que são fiéis ao Senhor serão galardoados (Pv. 28.20). Para o desenvolvimento da fidelidade a Deus, é preciso ouvir constantemente à Sua voz através da leitura da Bíblia, orar e a exercitar a confiança diuturnamente. A todos os momentos precisamos avaliar como se encontra nossa fidelidade ao Senhor. Para tanto, devemos fazer sempre as seguintes perguntas: 

1) a minha fidelidade a Deus é tão boa quanto a Sua fidelidade para comigo? 
2) Mostro-me fiel na expressão de meu amor por Ele e no cumprimento dos meus compromisssos? 
3) Sofro voluntária e pacientemente por amor ao evangelho de Cristo? 
A resposta a essas indagações deve servir de motivação para que sejamos mais fiéis ao Senhor que vela pela Sua palavra para a cumprir (Jr. 1.12).

CONCLUSÃO: Calebe, bem como um grande número de crentes na Bíblia e na História da Igreja, instiga-nos à fidelidade ao Senhor. Não foram poucos os que dedicaram sua existência ao Deus das preciosas promessas. Alguns foram fiéis ao ponto de entregarem suas próprias vidas em sacrifício a Cristo. De modo que, com o autor da Epístola aos Hebreus, “também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembarançando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb. 12.1). PENSE NISSO!