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A AUTENTICIDADE DA PROFECIA


Textos: Mq. 5.2 - Is. 53.2-9
irmaoteinho@hotmail.com


OBJETIVO: Mostrar a autenticidade da profecia bíblica averiguada através do seu fiel cumprimento, especialmente no que tangue ao Senhor Jesus.

INTRODUÇÃO: As profecias bíblicas se cumprem fielmente, tal cumprimento é uma demonstração da autoridade bíblica. No estudo desta semana, a respeito dessa autenticidade, a fim de consolidar nossa fé. Inicialmente, definiremos o termo autenticidade, em seguida, mostraremos que as profecias se cumprem, e, ao final, destacaremos algumas profecias alusivas a Jesus, o Senhor, que já se cumpriram.

1. DEFINIÇÃO DE AUTENTICIDADE: termo “autenticidade”, conforme dicionarizado, significa tudo aquilo que é legítimo, isto é, verdadeiro, digno de confiança. A profecia bíblica é legítima porque a Palavra de Deus é inspirada pelo Espírito. Isso porque toda “a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Tm. 3.16,17). Assim, “temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pe. 1.19-21).

2. O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS BÍBLICAS
Aproximadamente 2500 profecias aparecem nas páginas da Bíblia, cerca de 2000 delas já se cumpriram. As outras 500 se cumprirão no futuro, de modo que podemos afirmar que as chances dessas não se cumprirem é de menos que um para dez. Somente Deus pode predizer o futuro, o misticismo religioso não tem esse poder. As pesquisas comprovam que as profecias místicas não cumprem, elas caem no vazio, isso porque não têm o respaldo divino. Isso reforça a máxima de Dt. 18.21-22, e, ao mesmo tempo, demonstra a autenticidade das profecias bíblicas.

3. O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS EM JESUS: Existem várias profecias bíblicas catalogadas por especialistas a respeito de Jesus. Dentre elas destacamos:

1) Seria “semente de uma mulher” Profecia: Gênesis 3:15 Cumprimento: Gálatas 4:4; Lucas 2:7; Apoc. 12:5; Mat. 1:18;
2) Seria descendente de Abraão - Profecia: Gênesis 18:18 (12:3) Cumprimento: Atos 3:25; Mateus 1:1; Lucas 3:34; Gálatas 3:16;
3) Seria descendente de Isaque (filho de Abraão) Profecia: Gênesis 17:19 Cumprimento: Mateus 1:2; Lucas 3:34;
4) Seria descendente de Jacó (filho de Isaque) - Profecia: Números 24:17 e Gênesis 28:14 - Cumprimento: Lucas 3:34; Mateus 1:2;
5) Descenderia da Tribo de Judá Profecia: Gênesis 49:10 - Cumprimento: Lucas 3:33; Mateus 1:2-3;
6) Descendente de Davi - Profecia: Jer. 23:5 e 6 - Cumprimento: Mateus 22:41-46;
7) Seria herdeiro do trono de Davi - Profecia: Isaias 9:7 e 11:1-5; II Samuel 7:13 Cumprimento: Mateus 1:1 e 6;
8) O Seu lugar de nascimento - Profecia: Miquéias 5:2 - Cumprimento Mateus 2:1; Lucas 2:4-7; 9) A época do nascimento - Profecia: Daniel 9:25 Cumprimento: Lucas: 2:1-2 e 2: 3-7;
10) Nascido de uma virgem - Profecia: Isaias 7:14- Cumprimento: Mateus 1:18; Lucas 1:26-35; 11) A matança dos meninos - Profecia: Jeremias 31:15 - Cumprimento: Mateus 2:16-18;
12) A fuga para o Egito - Profecia: Oséias 11:1 - Cumprimento: Mateus 2:14 e 15;
13) João Baptista preparando o caminho - Profecia: Malaq. 3:1; Isa. 40:3; II Reis 1:8 - Cumprimento: Mat. 3:3; Marc. 1:4 e 6;
14) O Seu ministério na Galiléia - Profecia: Isaias 9:1 e 2 - Cumprimento: Mateus 4:12-16;
15) O Médico para todas as doenças (físicas, morais e espirituais), levando Ele mesmo os nossos sofrimentos - Profecia: Isaias 53:4 - Cumprimento: Mat. 8:17;
16) Seu ministério na região de Zebulom e Naftali - Profecia: 9:1 Cumprimento: 4:15-16;
17) Seria sacerdote como Melquisedeque - Profecia: Salmos 110:4 - Cumprimento: Habacuque 6:20; 5:5 e 6; 7:15-17;
18) O desprezo por parte do judeus - Profecia: Isaias 53:3 - Cumprimento: João 1:11; 5:43; Lucas 4:29; 17:25; 23:18;
19) Sua entrada triunfal em Jerusalém - Profecia: Zacarias 9:9; Isaias 62:11 - Cumprimento: João 12:12-14; Mateus 21:1-11;
20) Seria traído por um amigo - Profecia: Salmos 41:9 - Cumprimento: Marcos 14:10 e 43-45; Mateus 26:14-16;
21) Seria vendido por trinta moedas de prata - Profecia: Zacarias 11:12 e 13 - Cumprimento: Mateus 26:15; 27:3-10;
22) O dinheiro seria devolvido para comprar um campo de um oleiro - Profecia: Zacarias 11:13 - Cumprimento: Mateus 27:6 e 7; 27:3-5; 8-10;
23) Permaneceria em silêncio quando acusado - Profecia: Isaias 53:7; Salmos 38:13-14 - Cumprimento: Mateus 26:62 e 63; 27:12-14;
24) Seria golpeado e cuspido - Profecia: Isaias 50:6 - Cumprimento: Marcos 14:65; 15:17; João 19:1-3; 18:22;
25) Seria crucificado com pecadores - Profecia: Isaias 53:12 - Cumprimento: Mateus 27:38; 15:27 e 28; Lucas 23:33;
26) As Suas mãos e pés seriam traspassados - Profecia: Salmos 22:16; Zacarias 12:10 - Cumprimento: João 20:27; 19:37; 20:25 e 26;
27) Seria escarnecido e insultado - Profecia: Salmos 22:6-8 - Cumprimento: Mateus 27:30-44; Marcos 15:29-32;
28) Dar-lhe-iam fel e vinagre - Profecia: Salmos 69:21 - Cumprimento: João 19:29; Mateus 27:34 e 48;
29) O Seu lado seria trespassado - Profecia: Zacarias 12:10 - Cumprimento: João 19:34;
30) Os soldados lançariam sortes sobre suas roupas - Profecia: Salmos 22:18 - Cumprimento: Marcos 15:24; João 19:24;
31) Seus ossos não seriam quebrados - Profecia: Salmos 34:20; Êxodo 12:46 - Cumprimento: João 19:33;
32) Seria sepultado com os ricos - Profecia: Isaias 53:9 - Cumprimento: Mateus 27:57-60; 33) Sua ressurreição - Profecia: Salmos 16:10, 110; Isa. 53:8, 10; Zac. 6:12 e 13; Mateus 16:21; Atos 2: 24; 8:32;
33) - Cumprimento: Mateus 28:9; Lucas 24:36-48; 34) Sua ascensão - Profecia: Salmos 68:18 - Cumprimento: Lucas 24:50 e 51; Atos 1:9.

CONCLUSÃO: A inspiração da profecia, isto é, sua theopneustia, é a razão pela qual podemos confiar em seu cumprimento. Jesus, o maior dos profetas, destacou que passará o céu e a terra, mas suas palavras não passarão (Mc. 13.31). A palavra humana é falha, por isso, maldito o homem que confia no homem e faz da sua carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor (Jr. 17.5), mas bem-aventurados aqueles que confiam na Palavra do Senhor, pois serão como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre (Sl. 125.1). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

PROFECIA E MISTICISMO


Textos: Jr. 29.8 - Dt. 13.1-5; 18.10-12
irmaoteinho@hotmail.com


OBJETIVO: Refletir sobre a influência do sobrenatural místico nos dias atuais que não condizem com a revelação da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO: A religiosidade pós-moderna está pautada no misticismo. A crença no relativismo tem levado o ser humano à tentativa de encontrar respostas na experiência. A subjetividade, por estar na moda, está sendo posta como verdade. Em resposta a essa realidade, estudaremos esta semana, esse fenômeno a partir de uma perspectiva bíblica, e, ao final, defenderemos a espiritualidade cristã, pautada na Palavra e no Espírito, e não na mera experiência, como princípio bíblico.

1. MISTICISMO, DEFININDO O TERMO: A palavra misticismo vem do latim “mystica” que quer dizer “espiritual”. No sentido amplo do termo, qualquer pessoa espiritualizada, que esteja envolvida em práticas religiosas, pode ser considerada mística. Partindo desse pressuposto, é possível encontrar referências a determinados cristãos como se esses também fossem místicos. A partir da teologia cristã, a palavra “místico” tem a ver com a experiência religiosa destituída de fundamentação bíblica. Essas experiências remetem aos tempos antigos, já identificados por Moisés, em Dt. 131-5; 18.10-12, textos esses que denunciam a experiência de consulta a entidades cuja revelação não proceda de Deus. A esse respeito, não podemos esquecer que toda religiosidade tem base na necessidade divina de buscar o Outro. Esse, no entanto, não pode ser encontrado por meio da subjetividade, isto é, da experiência do “eu”, sem a mediação da revelação bíblica em Cristo. A consulta aos mortos, as práticas advinhatórias, feitiçarias, encantamentos e magias, bastante propagadas nos dias atuais, inclusive no cinema, através de filmes como Harry Potter, entre outros, não têm respaldo escriturístico. O misticismo, também denominado de ocultismo, é uma Torre de Babel (Gn. 11), pois se trata de uma construção meramente humana, e do mesmo modo daquele, está condenado à ruína, haja vista a numerosidade de experiências que o fundamenta, gerando confusão.

2. O MISTICISMO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS: Quando o povo de Israel estava prestes a adentrar à Terra Prometida, o Senhor advertiu-lhe para que não seguisse à religiosidade das nações vizinhas (Dt. 18.4). Esses povos cultivavam, em sua religiosidade, ritos ainda observados pelos povos atuais, tais como: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologias, levitação, transe, entre outros. As pessoas que se envolvem em tais ritos estão em desobediência ao que apregoa a Bíblia Sagrada. Comumente são chamadas a prognosticarem o futuro em programas televisivos, mas seus vaticínios não se cumprem, ainda que os entrevistadores não “prestem contas” dessas profecias falsas (Dt. 18.21,22). Ao invés de buscarem a instrução na sábia Palavra de Deus, buscam orientação dos espíritos e de supostas adivinhações (Dt. 18.11). As palavras proferidas por esses médiuns (Ex. 20.3,4) não procedem de Deus, mas de ídolos, produto da invenção e religiosidade humana (Dt. 13.1-3). As mensagens místicas se opõem aos fundamentos da verdade bíblica, dentre eles, o principal, a divindade de Cristo (Cl. 2.8,9), bem como a sua humanidade (I Jo. 4.1,2). Além do mais, o centro da profecia não é o próprio Cristo, mas interesses pessoas, que geralmente são revertidos em lucros financeiros (Ap. 19.10). Esse misticismo, já praticado nos tempos de Paulo, instiga os seres humanos à abstinência, cujo fim último é a ostentação de uma pretensa santidade (I Tm. 4.3,4). O misticismo é propenso aos extremismos, por um lado promove a imoralidade sexual (Jd. 4,7), e por outro, encoraja ao legalismo (Cl. 2.16-23).

3. ESPIRITUALIDADE CRISTÃ SIM, MISTICISMO NÃO: O misticismo não é algo novo, mas remendo novo em pano velho. Ele sempre foi praticado na história da religiosidade humana. Na verdade, misticismo e religiosidade andam de braços dados, é como se fossem os dois lados da mesma moeda. O misticismo não se adequa à verdade bíblica, justamente por isso, foge dela, não dá a mínima atenção a estudos bíblicos. As práticas místicas estão respaldas na mera experiência humana. Onde há misticismo, não existe leitura criteriosa da Bíblia. O mais vergonhoso é perceber que no contexto evangélico moderno, os ritos místicos estão substituindo a leitura bíblica e a oração. A comunidade evangélica está repleta de superstições e amuletos. Penso que se os apóstolos e reformadores testemunhassem algumas atitudes de determinadas igrejas pretensamente cristãs ficariam escandalizados. Está na hora de resgatamos a genuína espiritualidade cristã. E essa não se fundamenta na mera subjetividade humana, de quem quer que seja: homens ou anjos (Gl. 1.7-9), mas na pregação comprometida da Palavra de Deus, na oração fervorosa no Espírito e na comunhão na igreja vivida em amor. Uma espiritualidade que não leva em conta a ortodoxia, isto é, a apropriada leitura e interpretação da Bíblia, os momentos de devoção fundamentados na Sagrada Escritura, não passa de misticismo. E não importa onde aconteça, seja dentro ou fora dos arraias evangélicos. A espiritualidade verdadeiramente cristã não se confunde com o misticismo, pois essa, além de partir da revelação de Deus, se concretiza em atitudes condizentes com o fruto do Espírito (Gl. 5.22).

CONCLUSÃO: Neste momento, em que a sociedade começa a negar a redução da existência à materialidade, é compreensível que muitos estejam se voltando ao misticismo. A igreja do Senhor, em resposta a essa carência, precisa assumir uma voz verdadeiramente profética. A enunciação da igreja deva ter como mote o “assim diz o Senhor”, não o “assim digo eu ou qualquer outra entidade”. Para tanto, faz-se necessário que essa busque o caminho da genuína espiritualidade, fundamentada tanto na Palavra quanto no Espírito de Deus. PENSE NISSO!


Deus é Fiel e Justo!

AS FUNÇÕES SOCIAIS E POLÍTICAS DA PROFECIA


Textos: Pv. 29.18 - Jr. 34.8-11,16,17
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Explicitar a função precípua da profecia bíblica: levar o ser humano a amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, a fim de que haja ordem e bem-estar social.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, veremos a respeito das funções sociais e políticas da profecia. Conforme veremos, esses foram temas recorrentes na profecia bíblica. A princípio, definiremos política e sociedade, em seguida, o papel político e social do profeta no Antigo Testamento, e, ao final, o papel político-social da igreja nos dias atuais.

1. O CONTEXTO POLÍTICO E SOCIAL: A palavra política vem do latim politicus e do grego politikus e ambas significam “aquele que reside numa cidade”. A cidade, conforme depreendemos dos estudos no livro do Gênesis, é uma invenção humana, uma tentativa de se organizar e viver por si próprio, sem depender de Deus. Em Gn. 4, Caim, após assassinar seu irmão Abel, fundou a primeira cidade (v. 17). Nesse livro bíblico, a cidade geralmente é um espaço urbano, propício à violência e ao individualismo. Por causa dessa realidade, Deus trouxe o dilúvio sobre a humanidade (Gn. 9). Devido à pecaminosidade humana, a cidade, e por sua vez, a política se tornou necessária com vistas à igualdade social. Mas não podemos esquecer que a sociedade também se encontra em condição de queda. A construção da Torre de Babel, no capítulo 11 de Gênesis, revela a situação da sociedade sem Deus. O resultado da política humana na sociedade se dá através de um processo de confusão, ainda que essa seja necessária, na verdade, uma providência divina para que o homem não chegue às alturas. As políticas publicas aspiram, no contexto social, tomar decisões com vistas ao bem da sociedade. Essa pretensão, porém, é afetada pela Queda humana. Os governantes nem sempre agem para o bem do povo, em alguns casos, acontece justamente o contrário. A política, ao invés de trazer justiça social, gera enriquecimento ilícito (corrupção), a construção e adoração do deus Mamon, a difusão da depravação humana, a cultura da morte ao invés da vida, entre outras misérias. Abrimos um parêntese para reconhecer que a Palavra de Deus, necessariamente, não é contra a cidade, haja vista a descida da Cidade Celestial, cujo Rei é o Senhor Jesus (Ap. 21.1-4).

2. A FUNÇÃO SOCIAL E POLÍTICA DO PROFETA: Os profetas do Antigo Testamento viveram debaixo dessa condição de queda governamental. Por isso, quando lemos os relatos dos reis de Israel e Judá, vemos uma alternância de governantes que andavam nos caminhos do Senhor e outros que seguiam o seu próprio caminho. Os sacerdotes, que eram os líderes religiosos, ao invés de observarem os preceitos de Deus, faziam conchavos com os reis, a fim de obterem algum benefício próprio da parte deles. Diante dessa política humana da barganha, Deus levantava seus profetas a fim de confrontarem essas práticas vergonhosas. Os profetas, naquele contexto, como aconteceram com Nata e Gade (II Sm. 7.17; 24.18,19) assumiram a condição de conselheiros dos governantes para que esses não se desviassem da Palavra do Senhor. Mas nem sempre os profetas tiveram prestígio diante dos governantes, o mais comum era que eles fossem rechaçados, e, no caso de Isaias, serrado ao meio (Hb. 11.37). Jeremias, o profeta das lágrimas, passou por situações extremamente adversas em seu ministério porque se opôs aos líderes de Judá que teimavam em seguir seus próprios caminhos, ao invés de seguirem os caminhos do Senhor (Jr. 1.15; 5.15; 6.22; 10.22; 25.9). A denúncia de Jeremias contra o pecado do povo de Judá não se restringia à moralidade, à idolatria, mas também às injustiças sociais (Jr. 7.5-7; 22.3,4). Ao invés de darem ouvidos a Jeremias, os líderes da nação judaica preferiram buscar os conselhos dos seus próprios profetas, que falavam aquilo que eles gostavam de ouvir (II Cr. 36.12,15,16), tais como o falso profeta Hananias (Jr. 28.11).

3. A QUESTÃO SOCIAL E O PAPEL DA IGREJA: O Deus da Bíblia sempre manifestou preocupação com os problemas sociais. No Antigo Testamento, em Ex. 21.2; Dt. 15.1-18, estão escritas algumas determinações sobre a escravatura. Deus limitou o tempo máximo da escravatura entre os hebreus para 6 anos, mas esse mandamento não era observado nos tempos do profeta Jeremias, esse é entre outros motivos para o Senhor demonstrar sua indignação com os judeus (Jr. 34.8-11). As injustiças sociais também foram denunciadas pelo Senhor, através dos seus profetas: Miquéias (Mq. 6.8), Ezequiel (34.2-4, 20-25), Amós (5.21-24). Mas essa não é particularidade dos profetas do Antigo Testamento, no Novo Testamento encontramos várias passagens bíblicas que revelam a insatisfação do Senhor em relação às injustiças sociais: os fariseus que julgavam as pessoas pelos seus pecados morais, mas não atentavam para os pecados sociais (Mt. 23.1-12); o próprio Jesus demarcou a necessidade do comprometimento social da igreja (Mt. 25.31-46) e se mostrou restritivo em relação à salvação dos ricos, haja vista o amor que eles têm pelo dinheiro (Mc. 10.17-27). Tiago, em sua epístola, traz recomendações diretas à igreja sobre os cuidados com os problemas sociais (Tg. 1.27; 2.14-17). Isso porque a igreja, seguindo o modelo de Jesus e dos apóstolos, vê o ser humano em sua integralidade: corpo, alma e espírito (I Ts. 5.23).

CONCLUSÃO: A igreja do Senhor não pode esquecer que Deus ama a justiça (Is. 61.8) e recomenda que a essa deva ser perseguida (Dt. 16.19,20) em favor dos necessitados (Sl. 83.3). Diante de tais advertências, cabe a igreja, nesses dias cruciais, assumir uma postura profética em relação à política e a sociedade. A agenda evangélica não deva privilegiar apenas o aborto, o homossexualismo e a eutanásia (entre outros temas corriqueiros), mas também a injustiça social e a corrupção política. Para tanto, faz-se necessário que a igreja permaneça em sua condição profética, sem fazer conchavos com políticos, em especial com aqueles que carregam uma ficha suja. PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA


Textos: Hb. 1.1 - Jr. 1.4-6; 9.14
irmaoteinho@hotmail.com



OBJETIVO: Explicitar a freqüência e modalidade da comunicação profética ao povo de Deus.

INTRODUÇÃO: No estudo passado, aprendemos a respeito do ministério profético no Antigo Testamento. No estudo desta semana atentaremos para a natureza da atividade profética. Para tanto, enfocaremos, especificamente, a realidade comunicativa de Deus, os modos da revelação profética, e, ao final, a linguagem profética.

1. PROFECIA: O DEUS QUE SE COMUNICA: O Deus da Bíblia, o de Abraão, Isaque e Jacó, é um Deus que se comunica. Ele se distingue do deus dos deistas, que apenas criou o ser humano e decidiu não se relacionar com este. Também não é o deus dos místicos que, por não ser conhecido, torna-se objeto da experiência meramente humana. Deus se revela, esse é um pressuposto bíblico, Ele é um Deus que fala (Hb. 1.1,2). O “assim diz o Senhor” demonstra um comprometimento revelacional de Deus com a humanidade. Por isso, o profeta é o instrumento e a Palavra de Deus o produto da revelação (II Sm. 23.2). As Escrituras revelam que a palavra profética se origina na boca de Deus (Mt. 4.4) e dali passa para a boca do profeta (Nm. 23.5). Por isso, toda Escritura é divinamente inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 3.16), haja vista essa não ser produto do entendimento humano, mas do impulso do Espírito de Cristo (I Pe. 1.11). O autor da Epístola aos Hebreus diz, portanto, que Deus falou, não apenas uma vez, mas muitas vezes, não apenas de um modo, mas de várias maneiras. Aos pais, pelos profetas, o que não pode ser descartado, todavia, a voz profética, carece, atualmente, de ser interpretada à luz dAquele por meio do qual falou nesses últimos dias, a saber, Jesus Cristo (Hb. 1.1,2). Ele é o Verbo que se fez carne, que habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade, que revelou plenamente a Deus (Jo. 1.1,14; 14.6-11; Cl. 1.15).
2. OS MODOS DA REVELAÇÃO PROFÉTICA: A revelação profética de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é mediada pela Palavra. Por isso, Ele se revela em linguagem humana, através de conceitos, metáforas e analogias humanas. Deus, em sua autocomunicação, utilizou-se de uma linguagem antropomórfica, por meio da qual é possível conhecê-LO. Isso inclui, entre outros elementos, as símiles, metáforas, parábolas, alegorias, símbolos e tipos. As analogias – isto é – dos pontos de convergência entre a linguagem humana e divina, Deus se torna conhecido. Mas essa analogia lingüística precisa ser respaldada pelo Espírito, que, na igreja, testemunha a veracidade da Palavra. Nas Escrituras existiram diversos modos de manifestação espiritual: as sortes (Pv. 16.33; At. 1.21-26); o Urim e o Tumim (I Sm. 25.6); o sono profundo (Jó. 4.13; 33.15); o sonho (Gn., 28.12; 37.9-11); a visão (Is. 1.1); a teofania (Ex. 33.22; Is. 6; Ez. 1; Dn. 7; Ap. 4) e os anjos (Hb. 1.14; Gn. 18.2; 19.1,10; Lc. 24.4; At. 1.10). Pelas passagens destacadas, fica evidenciada a variedade na freqüência e na modalidade profética nos tempos bíblicos. Nos dias atuais, as Escrituras servem como fundamento principal para a revelação profética. O falso profeta deva ser diferenciado do verdadeiro (Dt. 18.20), principalmente quando se trata de perversão do evangelho de Cristo (Gl. 1.6-9). As revelações da necromancias, das bruxarias e dos encantamentos, desde o Antigo Pacto, são terminantemente proibidas pelo Senhor, e, na Antiga Aliança, severamente punidos (Lv. 19.11; 20.6; Is. 8.19; Dt. 18.10).

3. A LINGUAGEM PROFÉTICA: O profeta bíblico utiliza diversos recursos literários para manifestar a revelação divina. Mas a Bíblia não é, prioritariamente, um livro de literatura, antes a Palavra Escrita, a fim de que o homem e a mulher de Deus seja perfeito(a) e perfeitamente instruído(a) para toda a boa obra (II Ts. 3.17). A mensagem profética, nesse contexto, não se pretende ser científica, não prima pela exatidão lógica, se associa muito mais ao texto poético. Deus não busca, através da revelação profética, manifestar seus conhecimentos sobre dados científicos, antes revelar a Sua vontade para que o ser humano O ouça e possa ter um encontro pessoal com Ele. Apesar da Torre de Babel (Gn. 11), o Senhor tornou possível o conhecimento dEle, não apenas intelectivo, também o relacional. A fim de que esse conhecimento se concretizasse, Ele lança mão, através da mensagem profética, da linguagem do ser humano no contexto da época. O Antigo Testamento foi escrito em Hebraico e o Novo Testamento em Grego, as línguas do contexto escriturístico. É, portanto, por meio da língua, e mais especificamente dos textos nessas línguas, que podemos ter um melhor conhecimento da verdade bíblica. Isso, porém, não descarta o papel das traduções, pois, através delas, principalmente as mais conceituadas, a Palavra de Deus é difundida, crida e obedecida. Louvemos, portanto, ao Senhor, por ter se revelado profeticamente através da Palavra Viva, Jesus Cristo, mas também pala Palavra Escrita, através dos profetas – em hebraico – e apóstolos – em grego, bem como aos tradutores que labutam na árdua tarefa da propagação – através dos diversos idiomas - da mensagem cristã.

CONCLUSÃO: O conhecimento da palavra profética é imprescindível para a igreja atual. A igreja, mesmo reconhecendo os dons sobrenaturais do Espírito, não pode desprezar as Sagradas Escrituras. E essas carecem de interpretação apropriada, em especial os textos mais complexos. Os cristãos devem buscar todos os recursos possíveis a fim de melhor conhecer ao Deus que se revela na Bíblia, em especial os dicionários e comentários bíblicos. Mas não podem desprezar, primordialmente, o testemunho do Espírito Santo, a fim de que Esse nos ilumine e traga à luz, o conhecimento necessário para que possamos crescer na intimidade com Deus. PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!