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* INVERSÃO DE VALORES


Textos: II Pe. 3.3 – Mt. 23.13-19,28

OBJETIVO: Mostrar que os valores éticos e morais encontrados na Bíblia são absolutos e insubstituíveis, porque estão fundamentados na Palavra e no caráter de Cristo.

INTRODUÇÃO: A sociedade moderna inverteu os valores morais. Essa condição remete ao contexto israelita dos tempos do profeta Isaias (Is. 5.20). A fim de ressaltar a importância da ética e da moral, estudaremos esta semana, os seguintes tópicos:

1) conceitos de valor, ética e moral;
2) As causas da inversão de valores;

3) o resgate dos valores cristãos.

1. DEFINIÇÕES: VALOR, ÉTICA E MORAL: Aristóteles, o filósofo grego, fazia a distinção entre valor intrínseco e valor extrínseco. Para ele, esse é o fundamento que faz os seres humanos valorizarem ou desvalorizarem determinadas coisas. Diz-se que algo tem valor intrínseco quando a base para seu valor é percebido como estando em sua própria natureza, isto é, quando é valorizado por si só, em vez de por seus efeitos. Ao contrário, algo tem valor extrínseco quando a base para seu valor encontra-se em sua relação com outro valor, isto é, quando é valorizado por seus efeitos. A ética, por sua vez, tem a ver com as questões que envolvem o correto e o impróprio, bem como a determinação do bem humano. A moral envolve a prática real de viver segundo determinada crenças. A ética é a sua contraparte, na medida em que busca identificar o porque de serem algumas práticas morais ou imorais. A ética cristã envolve o modo como as pessoas devem viver. A fonte da ética cristã é a Bíblia Sagrada. Essa ética mostra como deve ser o relacionamento do cristão, com Deus, e em particular, com os outros seres humanos. O que se observa, nesses últimos tempos, é uma inversão dos valores éticos na sociedade. As pessoas não querem dar ouvidos ao que está revelado na Escritura, substituindo tais valores por modelos mundanos (Is. 5.18-25; Cl. 2.8).

2. AS CAUSAS DA INVERSÃO DE VALORES: O relativismo vigente defende que não existem verdades absolutas, por isso, tudo é relativo. Essa parece ser uma declaração contraditória, pois, se tudo é relativo, somos levados, então, também a concluir que “é relativo que tudo seja relativo”. Associado ao relativismo, está a visão pluralista, que aceita, como certo, todo e qualquer posicionamento. É como se não mais existissem fronteiras entre o certo e o errado. Os meios de comunicação em massa, principalmente, a televisão, têm sido amplamente utilizados para difundir os valores invertidos. A programação televisiva, na sua maior parte, encontra-se sob o controle de visões antibíblicas. Até mesmo os telejornais precisam ser vistos à luz da criticidade bíblica, tendo em vista que alguns jornais manipulam as informações de acordo com os interesses humanistas com vistas a denegrir a imagem dos evangélicos. A maioria dos canais objetiva desestruturar as famílias. Nas novelas e filmes, as pessoas que desempenham o seu papel, vivem como se Deus não existisse, e quando nele acreditam, não O concebem de acordo com a revelação bíblica. O padrão bíblico para o casamento é que seja entre homem e mulher (Gn. 2.21-24), em amor e submissão (Ef. 5.31-33), criando os filhos no temor do Senhor (Ef. 6.1-4). Diferentemente dos seculares, os valores de Deus são:

1) absolutos - Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8);
2) imutáveis – Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus preceitos e princípios jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31);
3 ) universais – Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), portanto, seus preceitos e princípios não estão restritos a um determinado país ou região (Mt. 28.18-20).

3. A REAÇÃO À INVERSÃO DE VALORES:

3.1 Moldando-se ao caráter de Cristo: Nós, os cristãos, não podemos viver como vive o mundo, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que conclama à santificação (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7).

3.2 Estimulando vocações cristãs para a vida pública: Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). José (Gn. 50.2) e Daniel (Dn.6.4,28) são dois bons exemplos bíblicos de homens que foram usados por Deus para beneficiar o seu povo e para testemunhar das grandezas de Deus na vida pública. O estímulo às vocações cristãs deve ter como propósito a defesa de uma ética cristã, para isso, faz-se necessário que as pessoas vocacionadas sejam “capazes e tementes a Deus” (Ex. 18.21) e que não busquem o poder apenas para o seu bem pessoal, mas com o propósito de servir (Lc.22.26).

3.3 Mantendo os padrões bíblicos de vida e testemunho: Nada adiantará defendermos uma coisas e vivermos por outra, esse era o grande problema dos fariseus, repreendidos por Jesus em Mt. 23. O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17). Somos reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).

CONCLUSÃO: O relativismo moral solapa o mundo pós-moderno, já que o homem, com base na cosmovisão materialista e existencialista, tende a pôr o errado em lugar do certo. A conseqüência tem sido a destruição dos valores espirituais e morais, levando-o ao afastamento de Deus. Nós, os cristãos, a fim de dar o exemplo, devemos viver, não de acordo com os preceitos e princípios humanistas, mas com a vontade de Deus que é absoluta, imutável e universal (Rm. 12.1,2). PENSE NISSO!

* A SEDUÇÃO DAS DROGAS

Textos: Ef. 5.8 – Pv. 23.29-35

OBJETIVO: Mostrar que somente por meio da graça redentora de Cristo é possível viver sem os vícios que destroem o corpo, o templo do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO: O uso das drogas se tornou um mal não só para o corpo humano, mas também para a sociedade como um todo. Várias pessoas, nos dias atuais, se encontram atadas às correntes dos vícios que resultam não apenas na destruição do corpo, da família e da sociedade. Ciente dos males que as drogas tem causado, nos propomos, no estudo desta semana, o segunite:

1) definir o que seja drogas e refletir a respeito das causas de sua utilização;
2) mostrar o que a Bíblia tem a dizer a respeito do uso de drogas;
3) instruir as pessoas a não se envolverem com as drogas, bem como saídas para aqueles que, por elas, se encontram aprisionados.

1. DROGAS, O QUE É E PORQUE AS PESSOAS AS USAM: De acordo com a Organização Mundial de Saúde, drogas é toda substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções. As drogas costumam ser classificadas em:

1) ilícitas - são aquelas substâncias cuja comercialização é proibida por provocar altíssimo risco de causar dependência física e/ou psíquica (cocaína, maconha, crack, etc);
2) lícitas - são aquelas legalmente produzidas e comercializadas (bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercialização de alguns medicamentos é controlada, pois há risco de causar dependência física / psíquica;
3) bebida alcoólicas - álcool etílico, extraído da fermentação de substâncias açucaradas (uva, cana-de-açúcar, cereais). Em relação à sua utilização, destaca-se, principalmente, os problemas de ordem familiar. Mas não sejamos ingênuos em pensar que apenas a desestruturação familiar seja a única causa do uso de drogas. O uso de drogas são os meios que os indivíduos usam para buscar mais prazer do que a sociedade oferece e para aliviarem suas frustrações e insatisfações com uma sociedade que perdeu seus valores, que se tornou relativista e fragmentária. Os jovens usam drogas porque não há mais rumos pré-estabelecidos, não há mais valores, não há mais limites, somente o que importa é a busca do prazer imediato. Elas produzem um alívio momentâneo, mas potente, que altera o funcionamento bioquímico do cérebro, possibilitando a sensação de prazer, mas que às vezes tem se tornado um caminho sem volta.

2. A BÍBLIA TEM ALGO A DIZER A RESPEITO DO USO DE DROGAS? Muitas das drogas que conhecemos nos dias atuais não faziam parte do universo dos tempos bíblicos. Mesmo assim, os princípios da Palavra de Deus, em relação às drogas de antigamente, se aplicam perfeitamente à modernidade. A começar pelo texto de Ef. 5.18, no qual, Paulo escreve aos crentes de Éfeso, instruindo-os a não se embriagarem com vinho, antes a serem cheios do Espírito Santo. Naquela cidade, era bastante comum o culto a Baco, e, por ocasiões das festividades a esse deus, muitos saiam pelas ruas embriagados. Deus não deseja que o homem se torne escravo das drogas. A vontade do Senhor é que encontremos plena satisfação nEle, não nas drogas como muitos estão fazendo nos dias atuais. Ao invés de encontrar felicidade, estão, na verdade, destruindo suas vidas (Pv. 23.29-35; I Co. 3.17). Principalmente os jovens têm sido presa fácil das ciladas satânicas as quais, por influências e necessidades sociais acabam se deixando levar pelo vício. O Senhor, por outro lado, deseja que a juventude viva debaixo do temor ao Senhor, esse sim é o princípio da sabedoria (I Pe. 5.8; Ec. 12.1). O uso de drogas é pecado porque, conforme já vimos na lição anterior, destroem o corpo, o templo do Espírito (I Co. 6.18-20; I Co. 3.17). O consumo de drogas, no entanto, não traz males apenas ao indivíduo, ele afeta a família e a sociedade inteira (Pv. 4.17; 5.22,23; 23.29-35). As pessoas que entram por esse caminho tornam-se escravas dos seus vícios, e por causa dele, sacrificam o bem-estar dos outros. Para cumprir com sua concupiscência, há quem assassine seus familiares.

3. VIVER SEM DROGAS, UMA CAMINHO NECESSÁRIO: As drogas estão destruindo as vidas das pessoas, e com elas, a paz social. O uso de entorpecentes não é um problema apenas daqueles que os consomem, todos nós devemos estar envolvidos na cura desse mal. Precisamos, inicialmente, investir na prevenção, ensinando aos jovens que existe um caminho sobremodo excelente (I Co. 12.31). Seguir a Cristo é a verdadeira contracultura, andar no Espírito e de acordo com a Palavra de Deus é a melhor alternativa (Pv. 3.1-8; 4.23-27). Para aqueles que, infelizmente, se encontram presos às drogas, é preciso buscar tratamento. Existem muitos centros evangélicos de recuperação de pessoas drogadas. Libertar essas pessoas das drogas é uma responsabilidade não apenas governamental, a igreja também deve se interessar por esse problema.

CONCLUSÃO: Em seu livro A cruz e o Punhal, que também foi transformado em filme, David Wilkerson relata como um grupo de jovens viciados em droga teve suas vidas transformadas através do evangelho de Cristo. Em muitos lugares no Brasil, Deus também está reconstruindo a história de várias pessoas que, através do amor gracioso da igreja, estão sendo libertados do poder do pecado. As drogas não conduzem seus usuários à liberdade, na verdade, elas aprisionam (Rm. 8.34), mas, se o Filho libertar, verdadeiramente, se é livre (Jo. 8.36). PENSE NISSO!

* CUIDANDO DO CORPO COM MODERAÇÃO


Textos: I Co. 6.19 – I Co. 6.12-20
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o corpo do cristão é o Templo do Espírito Santo, portanto, deve ser bem cuidado, de modo a vivermos com equilíbrio.

INTRODUÇÃO: O mundo moderno tende aos extremos, e isso pode muito bem ser verificado no culto ao corpo. As academias de ginástica, muito mais do que as igrejas, estão repletas de pessoas que devotam suas energias ao exercício corporal. Nós, os cristãos, precisamos desenvolver uma visão equilibrada em relação aos cuidados com o corpo, sobretudo, a partir de uma cosmovisão bíblica. Por isso, no estudo desta semana, analisaremos como a modernidade vê o corpo. Em seguida, mostraremos os riscos de pecarmos contra Deus, destruindo o corpo, o templo do Espírito. No final, apresentaremos algumas sugestões práticas para cuidarmos do corpo com equilíbrio.

1. O CULTO AO CORPO NA MODERNIDADE: O homem moderno perdeu a esperança de vida eterna. A existência humana foi reduzida aos dias na terra. Por essa razão, o corpo, e não mais o espírito, passou a ocupar lugar preponderante na cultura atual. Se atentarmos para os discursos da sociedade, seja por meio da propaganda, e mesmo da ciência, não se fala em outra coisa, senão na longevidade e saúde física. Algumas pessoas transformam esses cuidados numa preocupação obsessiva, controlando, pormenorizadamente, todos os movimentos, com a intenção doentia de aumentar seus dias de vida. Como se isso não fosse o bastante, ainda há aqueles que determinam os padrões de beleza para o corpo. De vez em quando os noticiários anunciam a morte de uma modelo que, na tentativa de se adequar às exigências da passarela, deixa de consumir os nutrientes necessários à saúde corporal. Outro fator que reforça o culto ao corpo é o número cada vez maior de pessoas que se submetem às cirurgias plásticas. Algumas delas transformam a busca pela “beleza” numa verdadeira psicose. Essa tentativa doentia para se adequar aos ideais de “beleza” estabelecido pela mídia não passa de uma irrealização pessoal, que violenta a identidade da pessoa humana criada por Deus.

2. O CORPO, TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO: Segundo a Palavra de Deus, o corpo é santuário de Deus, portanto, deve ser tratado como tal, em sacrifício agradável ao Senhor (Rm. 12.1; I Co. 6.20). Não podemos fazer o que bem queremos com ele, pois, na verdade, esse pertence a Deus (I Co. 6.19,20). Tenhamos, então, o devido cuidado para não pecarmos contra o corpo, isto é, de ir além daquilo para o qual fomos criado (I Jo. 3.4). Existem muitas maneiras de pecar contra o corpo, destacamos, com o comentarista da lição, algumas delas: 1) glutonaria – comida além dos limites, na maioria das vezes, valorizando a quantidade sem atentar para os nutrientes necessários. A Bíblia traz sérias recomendações contra esse tipo de pecado em Lc. 21.34; Gl. 5.21; I Pe. 4.3; 2) fornicação – prática sexual entre pessoas que ainda não se casaram. Em Gl. 5.19 e Ef. 5.3 esse pecado é elencado entre as obras da carne. Devido a esse tipo de pecado, contra Deus, a sociedade tem pagado um alto preço, pois é cada vez maior o número de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, bem como de gravidez na adolescência; 3) Adultério – relações sexual realizadas entre pessoas casadas com outras pessoas casadas ou solteiras. O adultério, ainda na Antiga Aliança, era pecado abominável aos olhos de Deus (Ex. 20.14; Lv. 18.20; Dt. 5.18). Jesus também se posicionou contra esse tipo de pecado, indo mais além dizendo que ela pode se concretizar na impureza do coração (Mt. 5.28); e 4) prostituição – trata-se das práticas sexuais ilícitas, realizadas com interesses mercantilistas. A Palavra de Deus nos adverte quanto ao envolvimento nesse tipo de relacionamento (I Co. 6.10,16; I Ts. 4.3).

3. O PROVEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO: Criticamos, no início da aula, o culto exagerado ao corpo, mas não queremos, no entanto, radicalizar, proibindo o exercício corporal. É preciso, a esse respeito, que também tenhamos uma postura equilibrada. Mesmo o apóstolo Paulo fora favorável a esse tipo de prática, ainda que tenha fdestacado que o exercício espiritual seja mais sublime (I Tm. 4.8). Fomos criados para nos movimentar, mas, infelizmente, devido ao sedentarismo moderno, acabamos ficando muito tempo no mesmo lugar. A maioria dos aparelhos com os quais operamos foi fabricado para que fiquemos acomodados, basta citar, por exemplo, o controle remoto da televisão. O cristão, como todas as pessoas, precisa se exercitar fisicamente, e, para tanto, é necessário que consulte um especialista. A prática mais comum, e que costuma ser recomendada pelos médicos, é a de caminhar por aproximadamente meia hora, três vezes por semana. Essa pode ser, inclusive, uma boa ocasião para pôr em prática à sábia recomendação de Paulo de orar sem cessar (I Ts. 5.17). Será interessante caminhar ao ar livre, meditando na Palavra de Deus. Esse poderá tornar-se um momento apropriado de intimidade espiritual com Deus. Uma ótima ocasião tanto para exercitar-se fisicamente quanto espiritualmente. Além da caminhada, não podemos esquecer da importância do sono, dormir o necessário para a manutenção da saúde do corpo é um exemplo deixado por Jesus. O Senhor sabia que havia tempo para todo propósito (Ec. 3), por isso, ficava acordado para orar quando necessário (Mc. 6.46-48; 14.37-40) e dormia quando precisava (Mt. 8.24; Mc. 4.38).

CONCLUSÃO: O argumento dualista de que o corpo é mau e o espírito bom não procede do cristianismo, é proveniente da filosofia grega. Conforme vimos na lição de hoje, e com base em I Co. 6.19, entre outros textos bíblicos, o corpo é templo do Espírito Santo. Por isso, devemos cuidar bem dele, com a devida moderação, e assim, teremos saúde integral, do corpo, da alma e do espírito (I Ts. 5.23). PENSE NISSO!

* CRISTO, A PERFEITA PAZ


Textos: Jo. 14.27 – Ef. 2.11-19
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que Cristo, a Perfeita Paz, é uma providência divina, e que, através dEle, e, pelo Seu Espírito, desfrutamos da verdadeira paz.

INTRODUÇÃO: A sociedade contemporânea não consegue desfrutar a verdadeira paz, na verdade, como disse certo pensador, a paz dos homens é um intervalo entre duas guerras. A ausência de paz, contudo, é resultado da falta de um encontro pessoal com Cristo, a Perfeita Paz. Esse será o tema do estudo desta semana, o qual será dividida nos seguintes tópicos:
1) definição bíblica de paz;
2) Cristo, a fonte da paz perfeita;
3) a produção da paz pelo Espírito.

1. DEFINIÇÃO BÍBLICA DE PAZ: A palavra “paz”, em hebraico, é “shalom” e tem vários sentidos, dentre eles, o de uma saudação (I Sm. 25.6), bem-estar e o de prosperidade (Jr. 6.14; 8.11; Sl. 72.3). No nível espiritual, a paz está relacionada à presença de Deus (Sl. 85.8; Is. 26.3). Por isso, Deus prometeu fazer uma aliança de paz com o povo de Israel (Nm. 25.12; Is. 54.10; Ez. 34.25; 37.26). Toda paz vem de Deus, pois, na verdade, Ele é o fundamento da paz (I s. 2.33; Mq. 5.5). Essa paz resulta da restauração da justiça (Is. 32.17; 48.18; 53.5; 60.17). Numa perspectiva escatológica, o profeta antecipa a vinda daquele que é, de fato, o Príncipe da paz (Is. 9.6). No Novo Testamento, a palavra grega para “paz” é “eirene”, usada também como saudação (Mt. 10.13). Antes de sua partida, Jesus prometeu dar paz aos seus discípulos (Jo. 14.27; 16.33; 20.19,21,26). Cristo, nesse sentido, é o mediador da paz divina, por meio de quem se instaurou a reconciliação com Deus (Ef. 2.14-18). Por causa disso, não devemos viver em paz apenas com os fiéis, mas, se possível, com todos (II Tm. 2.22; Hb. 12.14). Jesus ressaltou que seriam bem aventurados os pacificadores, isto é, aqueles que promovem a paz (Mt. 5.9).

2. CRISTO, A PERFEITA PAZ: Em Jo. 14.25-31, Jesus promete, aos seus discípulos, uma paz que o mundo não conhece. Diz assim o Senhor no versículo 27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. As palavras de Jesus, nessa passagem, são em tom de despedida. Seus seguidores sabem que aqueles serão seus últimos momentos entre eles na terra. O Mestre percebe o sentimento de insegurança e desolação na face daqueles com quem andou nos últimos anos. Em resposta ao temor da solidão, o Senhor promete não os deixar sozinhos, antes enviar um Consolador para que estejam sempre com eles. A paz de Jesus, nesse sentido, é a própria presença do Seu Espírito em nós. O mundo não conhece essa paz, por isso, aqueles que seguem seus princípios, fiam sua fé no dinheiro, na autoconfiança e/ou no poder. Os homens desejam obter a paz, mas, infelizmente, esses meios os distraem daquele que é, verdadeiramente, o príncipe da paz. A busca desenfreada por riquezas faz com que os seres humanos jamais se satisfaçam, querendo sempre mais, nunca desfrutam do contentamento que produz a paz (I Tm. 6.6). A autoconfiança também gera frustração, pois, destarte todo o avanço tecnológico, o pecado continua destituindo o homem de Deus, e da sua paz (Rm. 6.23). A ânsia agonizante pelo poder é sinal de alguém que quer está no controle, mas toda a autoridade só pertence a Jesus (Mt. 28.18; Jo. 19.10,11).

3. A PAZ PRODUZIDA PELO E COM O ESPÍRITO: Ao invés de buscarmos as distrações do poder, da autoconfiança e do dinheiro, que nos direcionam as obras da carne, busquemos, antes, andar no Espírito. Em Gl. 5.22, uma das virtudes do fruto do Espírito, é a paz. Essa paz é uma produção espiritual, não é um dom, portanto, é resultado de um andar contínuo do cristão com o Espírito. Este está disposto o coração dos homens da paz que excede a todo o entendimento. É necessário, no entanto, que valorizemos o que é do Espírito. A menos que coloquemos nossa confiança em Deus, estaremos fadados a conhecer somente a “paz” do mundo. Viver essa paz é um contra-senso para o mundo moderno que valoriza apenas o que é visível. A paz do Espírito não se abate perante as circunstâncias, não se deixa levar pelas vicissitudes da vida. Jesus antecipou que no mundo nos teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo e que dependêssemos da Sua paz (Jo. 16.33). As tentações para construirmos a paz por caminhos meramente humanos estarão sempre à porta. O desafio, para todos os que seguem a Cristo, é viver a partir dos princípios do Seu reino, cultivando o fruto do Espírito. Andando nEle, e com Ele, nada há a temer, nada nos tirará do amor de Cristo, nem mesmo a morte (Rm. 8.31-37).

CONCLUSÃO: O mundo não tem paz porque desconhece a Jesus, o Príncipe da paz. Há uma procura incessante de paz, por todos os lados, e de todas as formas. Somente podem desfrutar da paz de Cristo aqueles que estão sob a direção do Espírito Santo. Andando com Ele, nada nos tira do centro, descansamos na certeza de que o Senhor está sempre no controle total de nossas vidas. A “shalom” de Deus nos mantém seguros, independente das circunstâncias, podemos descansar nos braços dAquele que tem todo o universo em Suas mãos e que, verdadeiramente, a Perfeita Paz. PENSE NISSO!

* OS PERIGOS DA AMBIÇÃO


Textos: Sl. 131.1-3; I Tm. 6.7-12
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que a ambição e a cobiça pelas coisas materiais são alguns dos motivos pelos quais muitos cristãos estão naufragando na fé.

INTRODUÇÃO: A sociedade moderna promove a ambição, a revolução industrial, conforme vimos no estudo anterior, estimula o consumo desordenado de bens. Para tanto, as pessoas precisam desejar aquilo que os outros têm, ou, até mesmo, aquilo que os outros gostariam de ter. No estudo desta semana, definiremos, biblicamente, o que é a ambição. Em seguida, mostraremos que o dinheiro, o sexo e o poder são os principais objetos de desejo dessa sociedade.
E finalmente, mostraremos que o contentamento é a solução bíblica para não naufragarmos nas águas turbulentas da ambição.

1. DEFINIÇÃO BÍBLICA DE AMBIÇÃO: A palavra “erutheia”, no grego do Novo Testamento, significa “ambição egoísta”. Esse termo é alguma vezes incluído na lista dos vícios humanos (II Co. 12.20; Gl. 5.20; Rm. 2.8). Por esse motivo, Paulo orienta aos crentes de Filipos, e a nós também, a não fazer coisa alguma por ambição” (Fp. 2.3). Tiago também adverte os crentes quanto ao perigo desse tipo de doença, que, infelizmente, acomete os evangélicos. Isso acontece porque não estamos isentos das influências dessa sociedade materialista que julga as pessoas não pelo que são, mas pelo que têm. Não são poucos os que, desejando coisas elevadas demais (Sl. 131.1; Hc. 2.9), trazem para si sofrimentos que poderiam ser evitados se tão somente não nos deixássemos levar pela ambição. Essa doença destrói o ser humano porque o leva a idolatrar coisas e, em muitos casos, a coisificar as pessoas a fim de se chegar a determinados fins. É digno de destaque, que, entre os mandamentos, encontra-se um que diz: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex. 20.17). A palavra hebraica, aqui, é “chamad” e diz respeito ao ato de desejar algo que não nos pertence, que é do outro. Ainda que esse tenha sido um mandamento específico para o povo de Israel, seu princípio permanece para a igreja, haja vista que, quando focamos as coisas que as pessoas têm, deixamos de vê-las, e, em decorrência disso, de amá-las, e esse é um mandamento do Senhor (Mt. 22.39).

2. AMBIÇÃO POR DINHEIRO, SEXO E PODER: A humanidade distanciada de Deus e entregue ao pecado (Rm. 3.23) fez opção pelo hedonismo. De modo que a concupiscência foi posta no altar da idolatria moderna. Por isso, as pessoas não falam ou buscam outra coisa a não ser a satisfação nos prazeres carnais (Gl. 5.16; Cl. 3.5). E, a fim de cumprir os desejos desordenados, ou de substituir o vazio que somente pode ser preenchido pelo Espírito Santo, busca conforto vão no dinheiro, sexo e poder. O dinheiro domina os ditames da sociedade moderna. Cada vez mais as pessoas busca acumular riquezas, os bens materiais nunca lhes são suficientes (Sl. 62.10; Pv. 30.15). É preciso ter cuidado para não sacralizar o dinheiro, pois Jesus se expressou de modo bastante realista a seu respeito (Mt. 6.19-21) e Paulo, ressaltou que o amor a ele é a raiz de toda espécie de males (I Tm. 6.10). O sexo também está no pedestal dessa idolatria. A beleza do sexo, em seu propósito divino, dentro do relacionamento conjugal (Hb. 13.4) fora banalizada pela corrupção humana. Associado ao dinheiro, o sexo se transformou em um objeto de consumo, através do erotismo, nas revistas e propagandas para vender mercadorias, da pornografia e da prostituição (Rm. 1.21-27). Os seres humanos, tomados por esse tipo de sexualidade, não se relacionam mais entre pessoas, apenas com órgãos sexuais. A Palavra de Deus, diferentemente do que é apregoado pelos adeptos do sexo “livre”, que na verdade aprisiona, estão distantes dos saudáveis padrões ensinados por Deus (I Co. 6.18-20; I Ts. 4.3-7; 5.23). Atrelado ao sexo e ao dinheiro, vemos a busca desenfreada pelo poder. Em todos os lugares, ninguém mais quer ser o último, as pessoas não se contentam com menos do que serem os primeiros. E, para tanto, não medem esforços, não têm qualquer respeito pelos outros, agem sem considerar quaisquer princípios éticos. Não podemos esquecer de que todo o poder pertence a Deus (Sl. 62.11 66.7; 147.5; Mt. 6.13; I Tm. 6.16). Por isso, o poder não devar, maquiavelmente, ser um fim em si mesmo, servindo apenas para insuflar egos caídos. Quando Deus nos delega alguma autoridade, devemos atuar debaixo de Sua soberana Palavra (Mt. 28.18). O poder do homem é relativo, e deva submeter-se à vontade de Deus. Saibamos que quanto maior o poder, maior também será a responsabilidade, e que Deus pedirá contas de nossas ações. Na política, muitos investem no poder tão somente a fim de ter prestígio, status, e, principalmente, dinheiro, sem qualquer compromentimento social. Nós, os cristãos, devemos ter cuidado com a tentação pelo poder, mesmo Jesus passou por ela (Mt. 4.9). Tenhamos em mente o firme fundamento de que há um poder que transcende ao secularizado, é o poder do Espírito Santo (At. 1.8).

3. A VITÓRIA SOBRE A AMBIÇÃO: O cristão tem, à sua disposição, o remédio contra a doença da ambição. Em I Tm. 6.6-10, o apostolo Paulo, pelo Espírito, nos deixa preciosas lições a fim de que não sejamos dominados pela ambição. A palavra-chave, para vencer esse mal, que também se encontra em Hb. 13.5, é “contentamento”. No grego do Novo Testamento, esse termo é “arkeo”, cujo significado é “estar satisfeito”. O apóstolo dos gentios dá o seu testemunho pessoal, aos crentes de Filipos, que já havia aprendido a contentar-se com o que tinha (Fp. 4.11,12). E, nesse texto de I Tm. 6.6-10, sua preocupação imediata é com os obreiros, para que não se deixem levar pela torpe ganância. Os líderes eclesiásticos estão vulneráveis à ambição. Não são poucos que abandonam a missão que Deus lhe delegou com vistas a uma proposta com motivação financeira. O crente em Cristo precisa aprender a suportar os momentos de adversidade financeira (II Co. 4.16-18). Resistir a tentação de querer o que está além das nossas possibilidades, a obter, honestamente, os recursos necessários à manutenção familiar (At. 20.33-35; Rm. 12.11; Ef. 4.28). Não devemos jamais pensar que, pelo fato de servirmos ao Senhor, e mesmo por ser dizimistas, estaremos imunes aos momentos de privação (Rm. 8.18; II Tm. 3.12). E, em todos os momentos da vida, saibamos que Deus é o nosso provedor (Sl. 23.1; Fp. 4.19). Devemos ser fiel a Ele em todas as circunstâncias, seja na abundância ou na necessidade. Lembremos que, como aconteceu com Jó, podemos ser provados, e, por meio das tribulações, obtemos maturidade espiritual (Tg. 1.2-4; Rm. 8.28).

CONCLUSÃO: O cristão controlado pelo Espírito Santo não ambiciona aquilo que os outros têm. Nem toda riqueza é resultante da benção de Deus, os ímpios também podem prosperar. Por olhar para a prosperidade dos ímpios, Asafe, por pouco, não se desviou dos desígnios de Deus (Sl. 73). Certo pastor fora convidado a visitar um homem muito rico, depois da refeição, aquele homem começou a ostentar tudo aquilo que tinha, mostrou suas riquezas em todas as direções, apontou para o norte, o sul, o leste e oeste. O pastor reconheceu que aquele homem era rico, que tinha muitas coisas, mas quando perguntou se ele tinha alguma riqueza na direção de Cima, como o jovem rico que encontrou Jesus, o homem entristeceu-se. Coloquemos, pois, os nossos olhos nas riquezas celestiais. As coisas materiais têm o seu devido espaço na vida cristã, mas nunca dentro do crente, apenas fora dele, dentro dEle, somente o Senhor deva reinar. PENSE NISSO!