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* OS PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO

Textos: Gn. 2.7 – Gn. 1.11,12,20,21,24,27.

Objetivo: Refletir a respeito dos perigos de ver o homem como mero produto de uma evolução casual, sem que sido criado por uma intervenção divina.

INTRODUÇÃO:Conforme vimos no estudo anterior, o materialismo tem sido a filosofia que tem determinado os currículos escolares. Por conseguinte, os estudos antropológicos apontam para a crença de que o homem seja produto de uma sucessão evolutiva, sem qualquer intervenção divina.


1. DEFININDO EVOLUCIONISMO:O evolucionismo é uma teoria sobre a o surgimento da vida biológica elaborado por Charles Darwin (1809-1882), cuja premissa é a de que o mecanismo de desenvolvimento evolutivo é o resultado de variações aleatórias e da seleção natural por meio da competição para a sobrevivência e reprodução. A teoria da evolução reduziu dramaticamente a popularidade do criacionismo, principalmente, nas instituições escolares. Alguns pensadores religiosos consideram que seja possível conciliar essa teoria com o conceito de Deus, como criador do universo, partindo do pressuposto de a seleção natural teria sido o meio que Deus teria usado para criar o universo e o ser humano, é o que se costuma denominar de Evolucionismo Teísta. No geral, a teoria da evolução é aceita, em alguns contextos acadêmicos, como se fosse uma assertiva definitivamente comprovada, sem que se dê margem a qualquer questionamento, muito embora, o próprio nome denuncie que se trata não de uma verdade definitiva, antes de uma “teoria”, isto é, uma cosmovisão, um ponto de vista sem a devida constatação da ciência.


2. PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO:2.1 Não se relacionar com o Criador por não acreditar que Ele existaComo o evolucionismo está geralmente atrelado ao materialismo, um dos perigos é o da negação da existência de um Deus, pessoal e inteligente, que tenha projetado a criação do universo e do homem que conduz ao ateísmo. Por se tratar de um fenômeno isolado, e que trás sérias conseqüências ao ser humano, algumas passagens bíblicas se referem ao ateu como néscio (Sl. 14.1; 53.1). O principal problema do ateísmo é que o homem é obrigado a se encontrar só no mundo, enfrentar a vida como algo absurdo, sem sentido, restando-lhe apenas a incerteza e o desespero diante da morte. Em oposição ao ateísmo, cremos que há um Deus que nos ama, que, na verdade é amor (I Jo. 4.8). Que demonstrou esse amor enviando o Seu único filho, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar (Jo. 3.6; Rm. 5.8). Portanto, para o cristão, Cristo é o fundamento tanto da vida presente (I Co. 3.11,12) quanto futura (I Tm. 6.19). Isso nos leva a descansar na convicção de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).


2.2 Não mais perceber o valor da criação divinaA teoria da evolução, ao negar a existência de Deus, percebe a vida humana, e todo o universo, como uma cadeia de ações e reações físicas que funcionam sem os cuidados de Deus. O perigo dessa crença é que o ser humano acaba sendo visto como uma peça, na verdade, uma das menos significativas nessa grande engrenagem denominada universo. Por isso, é comum os adeptos do evolucionismo se referirem ao corpo humano como um amontoado de células que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. É válido destacar que essa abordagem científica contribuiu bastante para a defesa da superioridade ariana por Hitler, na Segunda Guerra Mundial. As raças “inferiores” foram levadas às câmaras de gás. Há o perigo do ser humano ser objetificado, sendo percebido como uma coisa que pode ser dissecada em laboratório. A perspectiva cristã se difere dessas visões por ver a vida em sua grandeza e beleza, proveniente de um Deus Onipotente, criador dos céus e da terra (Sl. 8.1-5; 19.1-4) e que a mantêm (At. 17.28).


2.3 Não mais fazer a distinção entre o que seja certo e erradoA teoria da evolução, por negar Deus, nega também uma ética maior, mais ou menos como afirma um dos personagens do escritor russo Fiodor Dostoieviski, em seu romance Irmãos Karamazov: “se Deus não existe, tudo é permitido”. As pessoas fazem o que acreditam, em comum acordo, que seja o certo e o errado. Vivem como nos tempos dos juizes, nos quais cada um faz o que parece reto aos seus próprios olhos (Jz. 21.25). Como naqueles mesmos tempos, o perigo é que sejamos entregues à devassidão, por negar a Deus e suas verdades absolutas (Rm. 1.21-32). E fazer conforme está escrito em Is. 5.20, chamando as trevas de luz e a luz de trevas, o doce de amargo e o amargo de doce. Para não correr o risco de sermos destruídos pelo relativismo, precisamos ouvir a voz do evangelho de Cristo, certo de que sua palavra é absoluta, imutável e universal.


CONCLUSÃO:A teoria da evolução, sob a égide da ciência, se constitui em um perigo para o indivíduo moderno. O primeiro deles é que afasta o ser humano do seu Criador, impossibilitando um relacionamento necessário com Ele, para o qual fomos criados. Em segundo lugar, podemos acabar tratando a criação, o ser humano e o meio ambiente em geral, como objetos. E por último, a ausência de critérios do que seja certo e errado resulta na destruição de princípios fundamentais para a sobrevivência humana na terra.

* A ORIGEM DO UNIVERSO

Textos: I Tm. 6.20 – Gn. 1.1,2; Sl. 19.1-6; 136.3,5-9; Hb. 11.3

Objetivo: Refletir sobre a criação do universo em uma perspectiva cristã, mostrando que Deus criou os céus e a terra e os sustem como o seu poder infinito.

INTRODUÇÃO: Nos dias atuais, a teoria evolucionista, que será melhor estudada na semana seguinte, adquiriu proeminência nos meios acadêmicos, em virtude da onda materialista – estudada semana passada – que predomina a cosmovisão do homem moderno. Estudaremos, a partir de uma visão bíblico-teológica, a origem criacionista do universo.

1. DEFININDO CRIACIONISMO: O criacionismo cosmológico, de acordo com o padrão bíblico de Gn. 1.1, pode ser definido como a crença de que o começo de todas as coisas ocorreu mediante um ato criativo de Deus. Essa idéia nega que a matéria tenha existido desde a eternidade, tendo sido apenas reformada ou posta em boa ordem. Esse ensino dá a entender que houve um tempo que somente Deus existia. A criação, portanto, teria sido, e como foi, mediante o poder de Sua palavra. Por conseguinte, a vida humana foi criada por um ato especial, da matéria já existente, para em seguida, receber o sopro do princípio espiritual. A referência de Hb. 11.3 reforça a perspectiva cristã de que a matéria não é eterna e que Deus fez o mundo de coisas “que não aparecem”, isto é, de coisas imateriais.
2. CRIACIONISMO E CIÊNCIA: A ciência não tem a última palavra, a sociedade moderna escolheu a ciência como substituta da religião. De certo modo, é possível dizer que a ciência se transformou numa espécie de religião. Sob o escudo da ciência, muitos dogmas têm sido construídos nessa sociedade atual, e é nesse contexto, que se insere a doutrina do evolucionismo. A verdade científica é estabelecida como se fosse eminentemente material, e, diante disso, os ingredientes da receita estão definidos, a forma também, de modo que não se pode chegar a nenhuma conclusão, a não ser, conforme os pressupostos admitidos, que Deus não existe e que tudo não passa de matéria.
A Bíblia não é um livro de ciência por outro lado, há uma defesa de alguns religiosos, no sentido de que a Bíblia é um livro de ciência, que detem todas as verdades científicas. Essa é uma assertiva que a própria Escritura não faz de se mesma. Ela nunca se propôs a ter a última palavra no tocante às questões geográficas, históricas ou sociológicas. A Bíblia é a Palavra de Deus, é lâmpada para os nossos pés, luz para os nossos caminhos (Sl. 119.5). Essa Palavra é inspirada pelo Espírito de Deus (II Pe. 1.20,21) , com vistas a, conforme está bem exposto em II Tm. 3.16, que sejamos habilitados para o serviço de Deus, e principalmente, para que desenvolvamos um relacionamento com Ele (Mt. 22.29; Lc. 24.42-45). Portanto, defender uma visão científica da criação, a partir de Gn. 1., parece ser uma ousadia desnecessária. O mais viável, nesse particular, é entender quais as verdades teológicas que esse texto nos revela a respeito da criação de Deus. É com essa prerrogativa em mente que podemos conduzir o pensamento moderno, cativo nas teias do materialismo, à obediência a Cristo (II Co. 10.5).
3. NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS: No princípio, no momento em que Deus começou a agir sobre o caos, veio à existência à materialidade. Deus criou a matéria – isto é, o material do imaterial. Em Hb. 11.3, o autor da epístola reforça o ensinamento de que as coisas visíveis vieram das invisíveis. Isso nos mostra que não somos objeto do acaso, mas de uma Deus que projetou e propôs a criação. Esse Deus, criou o universo a partir da palavra, com Sua sabedoria (Pv. 3.19). O mesmo Deus que criou os céus e a terra não nos abandonou, como afirmou Paulo, em Atenas, “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” (At. 17.28). O marco central da atuação desse Deus, na história, é quando Ele se faz carne e resolve habitar no meio dos homens (Jo. 1.1,14). O grandioso mistério a respeito da criação do universo, de acordo com o relato de Jo. 1.3, é o de que “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Em termos gerais, a verdade teológica que Gn.1.1 nos trás é a de que existe um Criador, e este é Deus, que, em Cristo, nos amou graciosamente. A criação, nesse sentido, é um ato gracioso, como também o é de Deus ter vindo a terra e nos dado a salvação em Cristo (Ef. 2.8,9).

CONCLUSÃO: Não podemos afirmar, em detalhes, nem do ponto de vista científico muito menos teológico, a respeito de como o universo foi criado. A esse respeito, devemos nos recolher à limitação que nos é própria (Ec. 3.11). Sabemos apenas o que nos é revelado, e o que é essencial, principalmente, o de que Deus é o criador de todas as coisas em Cristo (Is. 42.5; 45.18; Ml. 2.10; Ef; 3.9; Ap. 10.6), mas não somente isso, mas que está no controle de tudo, inclusive de nossas vidas (Lc. 21.18). PENSE NISSO!

* DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

Textos: Sl. 119.105 – Pv.. 22.6; Ef. 6.4; Sl. 119.9-12

Objetivo: Refletir sobre a educação materialista praticada nas escolas e suas implicações para a difusão de uma cosmovisão ateísta.

INTRODUÇÃO
A opção do modernismo, pela distinção entre natureza e graça, tem trazido sérias implicações a uma visão de mundo distanciada de Deus sobre a qual os cristãos precisam se posicionar.

1. DEFININDO EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Existem diferentes visões do que seja educação, mas, em geral, ela é definida como o desenvolvimento e o cultivo sistemático das capacidades para o conhecimento teórico e prático. Essa sistematização se dá por meio institucionalizada, assim, é na família, na escola e na universidade que os indivíduos têm acesso à educação. Por conseguinte, não existe uma educação neutra, isto é, desvinculada de uma visão de mundo. Nos últimos anos, em virtude de várias visões a exemplo de defesa do evolucionismo e o materialismo dialético, as instituições educacionais passaram a moldar seus currículos a partir de uma realidade exclusivamente material. Grosso modo, o materialismo é o conceito sobre a existência única dos objetos materiais, afirmando que tudo se reduz à matéria.

2. OS EFEITOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Como a realidade se reduz à matéria, o principal efeito da educação respaldada nessa abordagem, é a de que Deus não existe. Como Deus não existe, estamos todos sós no mundo e precisamos, nesse contexto, construir nossa própria história. Para explicar a origem do mundo e do ser humano, apela-se para o evolucionismo natural, acreditando que o mundo surgiu a partir de uma explosão casual e que somos produto de uma série de mutações biológicas que teria se iniciado com uma célula, passando pelo desenvolvimento de todos os animais, pelos primatas, até chegar aos seres humanos. A aplicação dessa teoria no processo biológico foi aplicada à visão sócio-econômica de modo a se defender que estamos em uma competição declarada pela sobrevivência e que apenas os mais fortes sobreviverão. O resultado dessa visão, que hoje está atrelada ao capitalismo, é uma vida centrada no acúmulo de riquezas, ao consumo como o prazer último e a incitação ao egoísmo.

3. UMA RESPOSTA CRISTÃ À EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Existem várias maneiras do cristão fazer diferença em relação à educação materialista e depende, também, do contexto no qual está inserido. Nas séries inicias, é preciso que os pais acompanhem o que os seus filhos estão estudando. Como na maioria das vezes não podemos fazer frente às teorias adotadas nos livros didáticos, é o caso de dar uma contraparte, instruindo crianças e adolescentes, no que tange à visão cristã, por exemplo, da criação, da sexualidade, etc. Nessa fase, um saída bastante razoável, e infelizmente pouco acessível, seria dispor de colégios confessionais evangélicos, que integram a ciência e a fé cristã. Isso também se aplicaria às universidades, contudo, no caso dos adultos, a melhor caminho é o do investimento na formação bíblico-teológica, a fim de que, na academia, possam expor, com sabedoria e moderação, a respeito da fé que uma vez foi dada aos santos (I Pe. 3.15; Jd. 3). O mais sensato é buscar uma visão equilibrada das questões, sem pender para o fundamentalismo, acreditando que a Bíblia, necessariamente, tem de ser uma autoridade em assuntos científicos. Ela é a Palavra de Deus, mas útil e proveitosa para que o ser humano cresça em relacionamento com Deus (II Tm. 3.16,17). Existem alguns grupos que atuam, nas universidades, nas escolas, com bastante criatividade, levando a Palavra de Deus a muitos que a desconhecem, e que, por essa razão, agem com preconceito em relação a esta. A preparação bíblico-teológica dos universitários, associada a uma postura amorosa em relação aqueles que discordam da Palavra, pode surtir efeito produtivo na transformação de vidas para o reino de Cristo.

CONCLUSÃO
A ideologia educacional predominante, nos dias atuais, é eminentemente materialista, isto é, parte do pressuposto de que tudo se reduz à matéria. Assim sendo, não há lugar para Deus, um Criador amoroso que se interessa pela criatura nesse imaginário acadêmico. Diante disso, nós, como cristãos, precisamos nos posicionar, como pais, alunos e professores, no processo educacional, mostrando que o cristianismo possibilita uma visão diferente da realidade, direcionando o ser humano ao amor a Deus, ao próximo e a si mesmo (Mt. 22.36-40; Mc. 12.29-31). Pense nisso!

* OS EFEITOS DO MUNDANISMO NA FAMÍLIA

Texto Áureo: Js. 24.15 – Gn. 2.18,21-24


Objetivo: Refletir sobre os efeitos do mundanismo na condição espiritual da família cristã.

INTRODUÇÃO: O mundo, em sua dimensão anti-cristã, sempre representou um desafio à espiritualidade familiar. Nos dias atuais, em virtude das influências mais intensas da mídia, a maioria dos valores divinos para a família são questionados. Neste estudo desta semana refletiremos a respeito da força que o mundo exerce sobre as famílias e encaminharemos saídas com vistas à sobrevivência espiritual da família na modernidade.

1. COMPREENDENDO O MUNDANISMO: A palavra mundanismo tem sido amplamente mal-entendida no contexto eclesiástico. Há quem confunda ser mundano com o ato de alguém adotar uma vestimenta ou uma aparência semelhante “as pessoas do mundo”. Contudo, na Escritura, a palavra mundo, em sua dimensão negativa, tem um alcance muito mais amplo. A palavra kosmos – mundo, em grego, diz respeito à atual condição dos assuntos humanos, em alienação e oposição a Deus (Jo. 7.7; 8.23; 14.30; I Co. 2.12; Gl. 4.3; 6.14; Cl. 2.8; Tg. 1.27; I Jo. 4.5; 5.19). Uma outra grega para mundo, é aion, que revela a sistematicidade desse poderio anti-cristão, haja vista ter seus cuidados (Mt. 13.22); seus filhos (Lc. 16.8; 20.34); suas regras (I Co. 2.6,8); seu caráter (Gl. 1.4); seu deus (II Co. 4.4). Assim, o mundanismo, atua diretamente sobre a vida cotidiana das pessoas. A difusão das idéias mundanas se dão através dos pontos de vistas que são instaurados na sociedade. Os meios de comunicação, no contexto tecnológico em que vivemos, age de modo a inculcar, nos indivíduos, e na família como um todo, sua idéias.

2. SEUS EFEITOS SOBRE A FAMÍLIA: Na medida em que a família se deixa influenciar pelos ideais mundanos, ela se distância do padrão divino, o resultado tende a ser desastroso. Destacamos, a seguir, algumas visões mundanas a respeito da família, logo adiante, apontamos uma ou mais referências bíblicas que refutam tais crenças:
1) a família é invenção humana, não divina (Gn. 2.24; 4.1);
2) sendo humana, a família pode ser formada por pessoas do mesmo sexo (Lv. 18.22; 20.13; I Co. 6.9-10; I Tm. 1.10);
3) a infidelidade conjugal faz parte do casamento (Ef. 5.25; Tt. 2.4; I Co. 6.18);
4) o divórcio é algo natural, faz parte do casamento (Mt. 5.31,32; Mt. 19);
5) a família não precisa de Deus, basta ter dinheiro (II Tm. 3.2; Ef. 5.5; I Tm. 6.10);
6) não existe certo e muito menos errado, por isso, as famílias, não a Bíblia, deve decidir como viver e criar seus filhos (Ef. 5.22-29; 6.1-4).
Esses são apenas alguns dos muitos efeitos negativos que o mundo exerce sobre a família. Todos eles se reduzem à desagregação, isto é, ao desmembramento dos indivíduos no seio familiar. Isso se concretiza em práticas simples do cotidiano, como o ato de se alimentar em conjunto, a ausência de orações entre a família, ainda que seja antes da refeições. Os filhos, atualmente, chegam da escola e vão direto para seus respectivos quartos, onde os país não mais têm controle. Ali, são bombardeado pela programação televisiva e pela internet, que difundem, prioritariamente, crenças mundanas contra a família.

3. ESPERANÇA PARA A FAMÍLIA CRISTÃ: Há, porém, esperança para a família cristã, mas que isso não aconteça tarde demais, faz-se necessário resgatar alguns princípios fundamentais retirados da Bíblia, nosso manual cristão de sobrevivência. Apontamos:
1) o reconhecimento de uma identidade cristã, a partir da qual devemos viver (Js. 24.15), não sobre coação, mas em amor (Jo. 14.21-24);
2) valorizar a comunhão eclesiástica (Sl. 122.1; 27.4; 84.10; Ec. 5.1);
3) mostrar os benefícios de temer aos Senhor e guardar Seus ensinos (Sl. 128.1);
4) inserir práticas diárias, na família, de devoção a Deus, tais como a oração e a leitura da Bíblia (Pv. 22.6; I Ts. 17);
5) permitir que Deus tome parte nas decisões familiares, consultando-O antes de tomar decisões (Jr. 33.3).
A esperança para a família cristã é, primordialmente, o regaste à comunhão com Deus, desenvolvendo um relacionamento profícuo entre seus próprios membros, e, ao mesmo tempo, com Cristo, Aquele que precisa ser o Senhor da família. Ele é a rocha sobre a qual a família cristã deve estar alicerçada (Mt. 7.24; Sl. 127.1; Mt. 21.42; Lc. 20.17; I Pe. 2.7).

CONCLUSÃO: Diante das influência mundanas sobre a igreja, é preciso tomarmos todo o cuidado para que nossos lares não estejam fincados sobre a areia movediça (Mt. 7.27). Para tanto, é preciso atentarmos para um padrão de vida consolidado na prática da presença de Deus, num contínuo relacionamento com Ele, em temor, só assim desfrutaremos da verdadeira felicidade (Sl. 128).

* TEMPOS TRABALHOSOS PARA A IGREJA


Textos: II Tm. 3.1 – I Tm. 4.1-4; II Tm. 3.1-2

Objetivo: Refletir sobre os últimos dias da igreja na terra, nos quais deve estar vigilante e alicerçada na Bíblia Sagrada para combater, eficazmente, as forças do mal que se levantam contra o evangelho de Cristo.


INTRODUÇÃO: Em sua epístolas ao jovem Timóteo, Paulo atenta para os dias trabalhosos que viram sobre a igreja nos seus últimos dias na face da terra. Não sabemos o dia, e muito menos a hora em que Jesus virá arrebatar sua igreja, contudo, vemos, no contexto atual, pistas que mostram que estamos sentindo o peso dos dias trabalhosos a respeito dos quais tratou o Apóstolo em I Tm. 4.1-4; II Tm. 3.1-2.


1. VISÃO ANTI-CRISTÃ DA REALIDADE: A realidade pode ser percebida de acordo com o ponto de vista. Ela é fundamenta naquilo que se costuma denominar de cosmovisão de mundo. Para se determinar uma determinada visão, podemos, por exemplo, fazer as seguintes perguntas: 1) de onde viemos, quem somos? 2) por que o mundo vai tão mal? e 3) é possível fazer alguma coisa para consertá-lo? Nós, os cristãos, temos, a partir da revelação do evangelho, uma cosmovisão que se propõe a dar respostas para as perguntas anteriormente apresentadas. A sociedade anti-cristã, por sua vez, vê a realidade de um modo diferenciado daquele que os cristãos concebem. Essa cosmovisão traz implicações ao cotidiano das pessoas, e, de certo modo, afetam até mesmo as congregações cristãs.


2. IMPLICAÇÕES PRAGMÁTICAS: A cosmovisão anti-cristã de ver a realidade implica numa série de decisões que são tomadas pelas pessoas, coletivamente, no dia-a-dia. As instituições são, paulatinamente, afetadas por sua forma de ver o mundo. Na família, o casamento, nos moldes bíblicos, é questionado. Na educação, a existência de Deus sequer é cogitada, dando vazão a um naturalismo extremo, em que tudo se reduz à matéria. Nas questões éticas, o relativismo é priorizado de tal modo que as pessoas são incapazes de considerar o que seja certo e/ou errado. Vê-se, nesse contexto, uma distorção total de valores, em que, o ter é supervalorizado em detrimento do ser. A sociedade de consumo se impõe, de tal modo, que as pessoas são categorizadas, basicamente, em duas posições: aqueles que se alegram em ostentar o que têm e aqueles que se queixam por não serem capazes de ter, e às vezes, vivem no estágio contínuo, de faz de conta que têm.


3. INFLUÊNCIA NO CONTEXTO ECLESIÁSTICO: Por causa desse modus vivendi anti-cristão, muitos negam sua fé, em busca de desfrutar aquilo que o mundo oferece. A isso o apóstolo Paulo denomina de apostasia, isto é, o abandono premeditado e consciente da fé (I Tm. 4.1). Há situações em que a apostasia não acontece, mas dá lugar à hipocrisia e insensibilidade espiritual. Há muitos que hoje estão na igreja, como o filho pródigo que ficou, que não desfrutam mais da alegria de serem filhos de Deus. Eles mentem para si mesmos e para os outros (I Tm. 4.1,2), são os lobos fantasiados de ovelhas dos quais fala Paulo em At. 20.29,30. A hipocrisia leva, inevitavelmente, ao farisaísmo, isto é, a uma prática de vida dúbia, em que a pessoa é uma coisa na igreja e outra fora dela. Quando estão na congregação, se ensoberbecem quando são glorificados pelos homens (Mt. 6.2), e os tais, recebem a condenação explícita de Jesus (Mt. 23.23). O problema é que suas mentes já estão cauterizadas (I Tm. 4.2), pois perderam a sensibilidade espiritual, e não se dispõem ao arrependimento. O deus deles é a fama e o dinheiro (Cl. 3.5), sendo amantes de si mesmos (II Tm. 3.2) e tendo a presunção de serem mestres, querem extrair lucro fácil dos irmãos (II Pe. 2.3; 1.16) para, depois, vangloriarem-se dos seus bens.


4. RETORNO À PALAVRA: Face à realidade desses dias trabalhosos, a igreja tem um desafio em duas fronteiras: em relação ao mundo e na congregação eclesiástica. Para dar resposta de nossa fé, no contexto de uma cosmovisão anti-cristã, precisamos, com sabedoria, mansidão e amor, mostrar que temos convicções a respeito da mensagem que uma vez foi entregue aos santos (I Pe. 3.15; Jd. 3). Para isso, precisamos estudar mais a Bíblia, ouvir a voz daquele que fala à igreja por ela, entender o tempo atual que nos encontramos, para, no mundo, testemunhar, com poder, do evangelho de Cristo (At. 1.8), revelando um Deus de amor que enviou seu único filho para que tivéssemos vida nEle (Jo. 3.16). Somente após um encontro com Cristo, as pessoas poderão deixar uma cosmovisão anti-crista, a favor de uma vida de serviço a Cristo, não adianta querer impor, à sociedade, um estilo de vida cristão, sem que passem pela experiência do novo nascimento (Jo. 3.3). No contexto eclesiástico, precisamos voltar a alguns princípios básicos, dentre eles, o de valorizar, prioritariamente, a exposição da Palavra de Deus (II Tm. 2.15; 4.2). Que deixemos de alimentar o comércio “evangélico” e o “marketing” que se instauram de modo a levar as pessoas à idolatria de “estrelas” gospel que nenhum comprometimento têm com a verdadeira doutrina, apenas com seus interesses particulares (I Tm. 6.3; II Tm. 3.10; 4.3).


CONCLUSÃO: Os tempos são trabalhosos, mas isso não quer dizer que perdemos as esperanças. Estamos certo que o Senhor Jesus tem uma igreja fiel, poderosa que as portas do inferno não são capazes de detê-la (Mt. 16.18). Para tanto, é essencial que se reconheça o papel da igreja, na sociedade, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.14-16). Para ser luz e sal, essa igreja precisa está em contato contínuo com Aquele que é fonte dessa luz (Jo. 3.19; 8.12; 9.15; 12.35,46).