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A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL

Textos: I Rs. 16.31 – I Rs. 16.29-34


INTRODUÇÃO: Neste trimestre estudaremos o ministério profético de Elias e Eliseu. Esses dois homens de Deus foram usados com poder em contexto de apostasia. Neste primeiro estudo discorreremos sobre a institucionalização da apostasia no reino de Israel. A principio definiremos o significado bíblico de apostasia, em seguida, seu processo de institucionalização no reino, e ao final, suas consequências.

1. O SIGNIFICADO BÍBLICO DA APOSTASIA: A palavra apostasia vem do grego, e significa “afastamento”, em relação ao abandono da fé. Esse termo é encontrado apenas duas vezes no Novo Testamento, em At. 21.21 e II Ts. 2.3. Trata-se de uma extensão da palavra apostasis que quer dizer “manter-se longe de”. Em II Ts. 2.3 diz respeito ao ato de rebeldia, uma revolta contra os princípios cristãos. A apostasia vai além da mudança de ideias, isto é, da perspectiva doutrinária. Ela revela-se também através de atitudes que não são condizentes com a vontade de Deus. Há no Novo Testamento a distinção entre o apóstata e o herege, este último pode vir a se arrepender, e até voltar-se para Deus (Tt. 3.10). Mas não o primeiro, pois em virtude da sua decisão contra o evangelho, sua situação se torna irreversível (II Ts. 2.10-12; II Pe. 2.17,21; Jd. 11-15; Hb. 6.1-6). Para alguns estudiosos das Escrituras, a apostasia é, de fato, o pecado contra o Espírito Santo, para o qual não existe perdão (Mt. 12.31). Em termos doutrinários, a apostasia se caracteriza pela negação da autoridade bíblica (II Tm. 3.16,17), da realidade do pecado (Rm. 3.23; 6.23), de Jesus como Único caminho para a salvação (Jo. 14.6; At 4.12); e/ou ênfase na salvação pelas obras (Jo. 3.16; Ef. 2.8,9). A apostasia, em termos doutrinários, é uma oposição consciente de alguém que outrora professou a fé cristã, mas que se voltou contra Deus e a Sua palavra, não apenas em teoria, mas também na prática. Ao invés de permanecer na Palavra, o apóstata opta pelas filosofias  e/ou religiões humanas.

2. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA APOSTASIA: Nos tempos de Elias e Eliseu, a apostasia religiosa grassou o Reino de Israel. O povo, influenciado pelas autoridades político-religiosas, se distanciou de Deus. O casamento misto de Acabe com Jezabel é uma metáfora dessa realidade. Ao desposar essa mulher gentia, o rei de Israel, a fim de agradá-la, “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria” (I Rs. 16.32). Como se isso não fosse suficiente, Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu, mas abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel que foram antes dele” (I Rs. 16.33). Acabe e Jezabel representam, nos dias atuais, os governantes que patrocinam práticas perniciosas que desagradam a Deus. Ele “se vendeu para fazer o que era mal perante o Senhor porque Jezabel sua mulher, o instigava” (I Rs. 21.25). A política dos homens, conforme temos acompanhado através da imprensa, serve apenas aos interesses de uma minoria. O povo sofre nas mãos desses governantes que querem apenas enriqueceram através dos cofres públicos. Eles governam com os votos do povo, mas não para o povo, antes contra o povo. Não apenas prefeitos, governadores e presidentes envergonham a nação, os vereadores, deputados e senadores também. Muitas leis desnecessárias são criadas, e que em nada contribuem para o bem social. Há quem se eleja e a única “contribuição” é a de colocar o nome de um parente falecido em uma rua importante da cidade. Eles nada fazem para melhorar a vida das pessoas, destacando ainda aqueles que criam leis desumanas, absurdas e contrárias aos princípios divinos, apenas pelos prazer da contestação.

3. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA: As consequências da apostasia no tempo de Elias e Eliseu podem ser percebidas na perda da identidade espiritual. O povo de Israel tinha um Pacto estabelecido com Deus, sob o qual deveria se pautar. A ruptura dessa Aliança traria consequências drásticas. O povo de Deus havia se tornado de Baal, não adorava mais o Senhor, e sim ao deus cananeu da fertilidade. Mas não podemos incorrer no equívoco de pensar que Deus tem uma nação preferida nos dias atuais. Na verdade, a nação santa de Deus, o povo escolhido atualmente é a Igreja (I Pe. 2.9). É através dela que Deus manifesta o Seu poder e a Sua glória na terra. O plano de Deus em relação a Israel será retomado na dimensão escatológica, por ocasião do Milênio (Ap. 20). Por enquanto, cabe à igreja agir no mundo, testemunhado do evangelho de Jesus Cristo, cumprindo a Grande Comissão (Mt. 28.19,20). Evidentemente, uma nação que se distancia de Deus, como testificamos em alguns países, inclusive no Brasil, compromete princípios valiosos. Além disso, precisamos perceber que a apostasia, no contexto neotestamentário, é um fenômeno individual, ainda que tenha implicações sociais. Na medida em que as pessoas apostatam da fé, outras são influenciadas pela incredulidade (I Tm. 4.1,2), dentro e fora da igreja. Igrejas outrora fervorosas carecem de avivamentos porque a apostasia se espalhou entre seus membros. A principal consequência da apostasia é o descaso em relação às coisas de Deus. A palavra dos homens se sobrepõe à Palavra de Deus, o ativismo toma o lugar da oração, o amor ao mundo substitui o amor a Deus.

CONCLUSÃO: A apostasia de Israel, patrocinada por Acabe e Jezabel, deve servir de alerta para as igrejas. Muitos cristãos, influenciados pelo mundo, estão se distanciado dos princípios escriturísticos. Os valores difundidos na mídia, alguns deles incitados pelo governo, estão sendo absolvidos na pauta da família cristã. Ainda que essa nação não opte por Deus, ou o faça por mero nominalismo, a igreja deve continuar firme em seus fundamentos, como coluna da verdade (I Tm. 3.15), ciente que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18). Por isso, com coragem, deve denunciar o pecado e mostrar profeticamente o caminho da verdade (At. 5.29). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

MALAQUIAS – A SACRALIDADE DA FAMÍLIA



Textos: Gn. 2.24 – Ml. 1.1; 2.10-16


INTRODUÇÃO: A sacralidade(tornar sagradas as coisas profanas) é um dos temas abordados por Malaquias em sua mensagem e que será enfocado no estudo desta semana. Mas outros assuntos são tratados por esse profeta, cujo livro encerra o cânon do Antigo Testamento. A principio destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e ao final, sua contextualização para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS: Malaquias, cujo nome significa “meu mensageiro”, tem como objetivo confrontar o povo em relação aos seus pecados e restaurar o relacionamento com Deus. O destinatário da sua mensagem é o povo de Judá, após o retorno do cativeiro babilônico. Malaquias provavelmente profetizou depois de Ageu e Zacarias, no tempo posterior a Neemias. A data aproximada do escrito é 430 a. C. Mesmo o Templo tendo sido reconstruído, o povo perdeu o ânimo pela adoração ao Senhor. O sentimento comum entre o povo é de apatia e desilusão. O versículo-chave de Malaquias se encontra em Ml. 4.1,2: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como bezerros do cevadouro”. O estilo linguístico de Malaquias é retórico, apelando para o método de perguntas e respostas, sempre de cunho dramático, como em Ml. 3.7,8. O livro de Malaquias pode ser assim dividido: 1) o amor de Deus pela nação israelita (Ml. 1.1-5); 2) o pecado da nação (Ml. 1.6-3.15); 2.1) o pecado dos sacerdotes (Ml. 1.6-2.9); 2.2) O pecado do povo (Ml. 2.10-3.18); 3) as promessas de Deus para Israel (Ml. 4); 3.1) predição da vinda de Cristo (Ml. 4.1-3); 3.2) predição da vinda de Elias (Ml. 4.4-6).

2. A MENSAGEM DE MALAQUIAS: O mensageiro do Senhor inicia ressaltando o amor de Deus pelo Seu povo, amor esse questionado, tendo em vista as múltiplas adversidades pelas quais passou (Ml. 1.1-5). As provações podem fazer com que as pessoas questionem o amor de Deus, mas Ele as ama, o Seu povo não teria motivos para lamentar, pois o Senhor continuava destinando a ele os seus cuidados (Ml. 1.6-14). O problema estava nos sacerdotes, que espelhavam um comportamento vergonhoso perante o povo como nos dias de hoje. A apatia dos judeus era reflexo do descaso dos sacerdotes, que corrompiam a nação (Ml. 2.1-9). Tal corrupção era concretizada nos relacionamentos conjugais. Ao invés de casarem entre si, os judeus estavam investindo em casamentos mistos. Os divórcios estavam se tornando prática comum entre o povo de Deus. A ausência de convicção doutrinária resulta em práticas morais distanciadas dos princípios divinos. Por causa disso, as orações deixaram de ser respondidas (Ml. 1.10-16). A exortação divina é para que Seu povo esteja atento à mensagem dAquele que será enviado. Um profeta virá e trará confronto e advertência, já que o Messias imporá Sua justiça (Ml. 3.1-5). O profeta que preparará o caminho, conforme a narrativa de Mt. 11.10; Mc. 1.2l Lc. 7.27 se trata de João Batista. Outro descaso dos judeus, em relação aos procedimentos divinos, é manifestado na falta compromisso diante dos dízimos e ofertas (Ml. 3.5-10). O povo não trazia mais suas contribuições para a Casa do Tesouro. Apenas alguns poucos se interessavam pelas coisas de Deus, esses são reconhecidos como “particular tesouro” para Ele (Ml. 3.11-18). Malaquias conclui sua mensagem advertindo o povo quanto ao julgamento vindouro. Deus enviará o profeta Elias antes que venha o Dia do Senhor, quando ferirá “a terra com maldição” (Ml. 4.1-6).

3. PARA HOJE: Infelizmente as desilusões da vida podem nos levar a questionar o amor de Deus. Somos tentados, diante das adversidades, a pensar que Ele não mais se interessa por nós. Quando a noite chega, e não há estrelas no céu, perguntamos: Senhor, Tu me amas? Em algumas situações indagamos: Onde está Deus que não responde? Por que Ele não se manifesta? Mas Ele não se esqueceu de nós, ainda que não sintamos Sua presença. Não devemos confiar em nossos sentimentos quando diz respeito à presença de Deus. O amor de Deus pode ter um aspecto subjetivo, isto é, podemos senti-lo, mas seu fundamento é objetivo, Ele provou, em Cristo, Seu amor para conosco (Jo. 3.16; Rm. 5.8). Ao invés de questionarmos o amor de Deus, precisamos aprender a enfrentar as adversidades, sobretudo a viver para Ele. Uma vida dedicada a Deus envolve procedimentos morais. Existem pessoas que acreditam em uma coisa e fazem outra, faz parte da natureza pecaminosa (Rm. 7.17), mas o normal é agirmos em conformidade com nossa fé (Tg. 2.12), nossas atitudes devam materializar a fé que esposamos. O relacionamento conjugal deve ser pautado nos princípios escriturísticos: monogâmico, heterossexual e indissolúvel (Gn. 2.24), o amor ágape deve ser o fundamento cristão para a vida conjugal (Ef. Ef. 5.20-33). A esfera financeira também deve ser influenciada pela nossa fé. Quanto mais confiamos em Deus, menos nos tornamos focados na autossuficiência e mais contribuímos com o Seu reino. É preciso que os líderes eclesiásticos levem a sério o evangelho que pregam, e deem exemplo. Assim o povo será motivado a entregar suas contribuições na casa do tesouro, ao invés de retê-los. Mas não devemos entregar apenas nosso dinheiro para a obra de Deus, o ser, integralmente, deve ser apresentado perante Ele (Rm. 12.1). E vivermos diante da realidade do julgamento divino, que sobrevirá no futuro, o ministério de João Batista antecipou a revelação do Messias. Mas é provável que o próprio Elias retorne, por ocasião da Tribulação, a fim de advertir as pessoas quanto ao Dia do Senhor (Ap. 11.1-14).

CONCLUSÃO: O Deus de Israel não mudou, continua admoestando quanto à sacralidade do casamento. Deus, não o homem, criou o casamento, entre macho e fêmea (Gn. 1.27). Ele olhou para o homem, e, em sua singularidade, percebeu que não era bom que aquele estivesse só (Gn. 2.18). Ele também criou a mulher como auxiliadora, para que estivesse ao lado do homem, para que se multiplicassem (Gn. 1.28). O casamento cristão deve ser monogâmico, heterossexual e indissolúvel, sobretudo no Senhor, a fim de evitar os males decorrentes do casamento misto (II Co. 6.14). Por outro lado, não é pecado o relacionamento conjugal com uma pessoa descrente, contanto que este tenha sido concretizado antes da conversão (I Co. 7.12-16).  PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

ZACARIAS – O REINADO MESSIÂNICO


Textos: Jr. 23.5 – Zc. 1.1; 8.1-23


INTRODUÇÃO: Jesus é o Messias Prometido para Israel, ainda que este povo, no tempo em que Ele veio à palestina, não o reconheceu como tal (Jo. 1.11). Mas há esperança para esse povo, pois o Senhor, o Messias Prometido, virá, para estabelecer o Seu reino. No estudo desta semana, a partir da profecia de Zacarias, destacaremos a natureza messiânica de Cristo. A princípio, apontaremos os aspectos contextuais, em seguida, a mensagem de Zacarias, e ao final, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS: Zacarias, cujo nome significa “Deus se lembra”, é reconhecido como “o profeta da esperança”. Ele profetizou por volta de 520 a 480 a. C., com o propósito de dar esperança ao povo em relação à libertação futura que o Senhor daria através do Seu Messias. A mensagem é destinada aos judeus que retornaram do exílio babilônico para reconstruir o Templo. Ageu e Zacarias conscientizaram o povo de Deus a prosseguirem com o trabalho de reconstrução, encorajando-o a assumir a responsabilidade. Ele foi chamado ainda jovem para o ministério profético, pela sua genealogia, é possível afirmar que era membro de uma família sacerdotal. Quando mais velho, após o retorno do cativeiro, substituiu seu avô Ido, como patriarca da família (Ne. 12.16). O versículo-chave do seu livro se encontra em Zc. 9.9,10: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um as ninho, filho de jumenta. E destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído; e ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até as extremidades da terra”. Entre os profetas menores, este é o que mais tem cunho apocalíptico e enfoca com maior propriedade o reinado messiânico. Seu livro contem uma série de visões a fim de revelar a vitória definitiva de Deus. Dentre os temas messiânicos destacamos: solidão e humildade (Zc. 6.12), traição (Zc. 11.12,13), divindade (Zc. 3.4; 13.7), sacerdócio (Zc. 6.13), e reinado (Zc. 6.13; 9.9; 14.9,16). O livro pode assim ser dividido: chamado ao arrependimento (Zc. 1.1-6); chamado ao retorno (Zc. 1.7-6.15) e o retorno de Deus (Zc. 6.9-14.21).

2. A MENSAGEM DE ZACARIAS: Zacarias conclama o povo ao arrependimento, exortando-o a dar prioridade a Deus, consoante à mensagem de Ageu (Zc. 1.1-6). A mensagem é apresentada a partir de oito visões, as primeiras relacionadas ao futuro de Jerusalém. O povo desfrutará de paz, bonança do Senhor estará sobre ele (Zc. 1.7-17). Mas no futuro o povo passará por aflição, decorrentes dos chifres e demolidores. Essa mensagem é alusiva à visão de Daniel sobre os quatro reinos mundiais que surgirão diante da chegada do Messias (Zc. 1.18-21). Mas um construtor edificará a Nova Jerusalém, a qual Deus reconstruirá no final da história (Zc. 2.1-13). Zacarias vê o sumo sacerdote com vestes sujas, diante do Anjo do Senhor (Zc. 3.1-3), que receberá vestes limpas do Senhor. Isso diz respeito à purificação do pecado através da chegada do Messias (Zc. 3.4-10). Ele também vê árvores que representam funções reais e sacerdotais. A pessoa do Messias unificará essas duas funções, pois será tanto Rei quanto Sacerdote (Zc. 4.1-14). Há também um rolo, que representa a maldição de Deus sobre o pecado (Zc. 5.1-4). O pecado será removido, Babilônia terá o seu fim, e com ela a história humana (ZC. 5.5-11). Em outra visão dois carros são erguidos de dois montes, os quais devem percorrer toda terra, trata-se da chegada do juízo de Deus (Zc. 6.1-8).  Na oitava visão Zacarias contempla uma coroa, representando o triunfo do Messias, que edificará o Templo do Senhor (Zc. 6.9-15). O povo questiona em Betel a respeito do jejum, como consequência da queda do Templo de Salomão (Zc. 7.1-3). Em tom de censura Deus repreende a tristeza do povo (Zc. 7.4-7) e critica as práticas rituais meramente religiosas (Zc. 7.8-14). Nem tudo está perdido, há esperança no futuro, pois Jerusalém voltará a ser o centro, as nações a ela se dirigirão a fim de suplicar o favor do Senhor (8.1-23). Deus cumprirá Suas promessas em relação ao Seu povo, defenderá Jerusalém do ataque das nações (Zc. 9. 1-8), conquistará os inimigos (Zc. 9.11-10.1), julgará os líderes irresponsáveis (Zc.10.2-12), o reinado messiânico será estabelecido (Zc. 11.1-3), o povo finalmente será unificado (Zc. 11.4.-14), enquanto esse dia não chega, líderes insensatos continuarão enganando o povo (Zc. 11.15-17). Quando a história humana terminar, e o Reino de Deus for plenamente estabelecido, o nome de Yahweh terá prioridade (Zc. 12.10-13.9). Israel se voltará para o Senhor, para Aquele a quem transpassaram, pois não terão outra escapatória diante das nações (Zc. 14.1,2). O Senhor aparecerá com as suas hostes angelicais, isso abaterá o monte das Oliveiras (Zc. 14.3-8). Ele estabelecerá Seu reino (Zc. 14.12-15), os sobreviventes das nações farão um pacto com o Senhor (Zc. 14.16-19), todo o povo será “Santo ao Senhor” (Zc. 14.20,21).

3. PARA HOJE: O povo de Israel, como alguns cristãos da igreja, anda distante do Senhor, desgarrado como ovelhas que se afastaram do Seu Pastor (I Pe. 2.25). O Deus de Israel não se esqueceu do Seu povo, Ele se revelou de muitas formas ao longo da história, nesses últimos tempos através de Cristo (Hb. 1.1). A igreja precisa dar ouvidos ao que o Espírito diz, Sua voz pode ser escutada através da mensagem de Jesus (Ap. 1.20). Ele conduz a história da Sua igreja, para tanto, essa precisa segui-lo (Lc. 9.23), a fim de desfrutar da Sua precisa constante (Mt. 28.20). Ao lado de Jesus a igreja é poderosa, não com armas humanas, mas celestiais, para destruir as forças satânicas (II Co. 10.4,5). Ele é o Senhor da igreja, não apenas na eternidade, mas já, é a glória que ilumina sua atuação (Ap. 21.23,24). No futuro, Cristo virá como messias, para reinar entre as nações, mas hoje Ele já reina na igreja (Ap. 19.7,8). Ele intervém por ela, pois é Seu Sumo Sacerdote, que não precisa mais oferecer sacrifícios, pois o Seu foi perfeito (Hb. 7.26,27; 10.12,14). Por causa do Seu sacrifício, o Espírito do Senhor está à disposição de todos aqueles que se voltam para Cristo (Jo. 14.16,17; 15.26; 16.7-15). Um novo templo foi construído, Cristo é a pedra fundamental dessa edificação (Ef. 2.21). No futuro Ele virá, o Rei de Sião se manifestará, se cumprirão as profecias a Ele alusivas (Mt. 21.5; Jo. 12.15), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Ele vencerá os poderes satânicos, o império do anticristo, que será instalado durante a Tribulação (II Ts. 2.1-12; . 2.18-27; 4.1-3; II Jo. 7).

CONCLUSÃO: No futuro a ira de Deus será derramada, inclusive sobre Jerusalém (Ap. 14.9,10; 16.19). Mas o destino de Israel, o povo de Deus, continua debaixo do controle divino (Rm. 11.26). Há esperança, pois após a batalha final, Jesus restituirá o reino a Israel (At. 1.11). Todo domínio humano terá o seu fim, o reino de Deus finalmente triunfará (I Co. 15.24). Antecipando esse tempo, que será de santidade, a igreja deve já viver em conformidade com a vontade do Senhor, sendo santa como Ele é Santo (I Pe. 1.15), pois sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

AGEU – O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA


Textos: Mt. 6.33 – Ag. 1.1-9


INTRODUÇÃO: A ênfase nos interesses pessoais contribuiu significativamente para que as pessoas se esqueçam de Deus. O povo da aliança, depois de retornar do cativeiro, também se esqueceu do seu compromisso com o Senhor. No estudo desta semana, a partir do profeta Ageu, estudaremos a respeito dessa falta descompromisso. Destacaremos, a princípio, os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por fim, sua aplicação para os dias atuais.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS: Ageu, cujo nome significa “festivo”, profetizou por um período de quatro meses, no ano 520 a. C., após o retorno de Judá do cativeiro babilônico. O templo de Jerusalém havia sido destruído em 586 a. C., mas Ciro permitiu que os judeus o reedificassem  em 538 a. C. O problema principal foi a falta de continuidade do trabalho, que havia sido iniciado há 18 anos. Os profetas Ageu e Zacarias tiveram papel preponderante a fim de despertar o povo da aliança para o engajamento naquela obra. O versículo-chave se encontra em Ag. 1.4: “É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta”. Isso porque o povo, ao invés de se voltar para a obra de Deus, se preocupava apenas com o bem-estar pessoal. Ageu foi o primeiro dos profetas pós-exílicos, os demais foram Zacarias e Malaquias. Naquela época, Zorobabel, o governador de Judá, e Josué, o sumo sacerdote, estavam na liderança, tentando reconstruir o Templo. O altar já havia sido restaurado, mas o trabalho do Templo não prosseguia. As razões para a falta de continuidade do trabalho eram diversas, dentre elas a oposição dos inimigos, mas a principal delas era a hostilidade. A mensagem de Ageu encontrou guarida nos corações do povo da Aliança, que se arrependeu e voltou-se para a reconstrução do Templo. Menor que o anterior, mas esse Templo acabou sendo fundamental para a restauração do culto ao Senhor. O livro de Ageu apresenta a seguinte divisão: 1) a ordem para a reconstrução do Templo (Ag. 1); 2) a glória do Templo reconstruído; (Ag. 2.1-9); 3) as bênçãos da obediência (Ag. 2.10-19); e 4) a promessa de benção de Deus (Ag. 2.10-2.23).

2. A MENSAGEM DE AGEU: A mensagem de Ageu é uma denúncia contra o egoísmo humano. O povo da Aliança retornou do cativeiro, preocupando-se apenas com a edificação das suas casas (Ag. 1.2-4). Por causa disso, o povo passou a enfrentar dificuldades financeiras, adquiria muitas coisas, mas não encontrava satisfação (Ag. 1.5,6). Isso porque de nada adianta juntar dinheiro e não colocá-lo debaixo do governo de Deus. É a mesma coisa que juntá-lo em um “saquitel furado”, muito trabalho, mas pouco proveito, e, às vezes, dívidas. Mas o povo de Judá se arrependeu e deu ouvidos à mensagem do profeta Ageu e durante três semanas, a comunidade inteira trabalhou de forma incansável a fim de completar a reconstrução do Templo (Ag. 1.12-15). A dedicação à obra de Deus não é apenas uma ordenança, mas uma necessidade, o ser humano foi criado para servi-LO. Ageu entregou três mensagens de encorajamento para o povo da Aliança. A primeira dizia respeito a uma promessa de que  templo recém-construído, ainda que fosse menor, em comparação com o de Salomão, sua glória seria maior (Ag. 2.1-9). Não é o tamanho do espaço, muito menos a estética, que determina a presença de Deus, mas a disposição espiritual. Esse “segundo Templo”, ainda que tivesse sido reformado por Herodes, teve maior glória, pois Cristo, o Senhor, nele ministrou. A segunda mensagem de Ageu é uma parábola viva. O profeta faz algumas indagações a respeito da lei. Ele pretendia mostrar que a presença de um lugar sagrado não garante a santidade do povo (Ag. 2.10-19). A última mensagem é destinada a Zorobabel, representante da linhagem de Davi, que exercerá autoridade sobre a terra, quando Cristo voltar para reinar.

3. PARA HOJE: Nesses dias tão difíceis para a igreja cristã precisamos ouvir mais mensagem de restauração. A teologia da ganância está formando uma geração de “cristão” que somente pensa neles mesmo. Estão pouco interessados na obra de Deus, a prioridade é a compra da mansão ou do carro importado. Nada há de errado em buscar satisfazer as necessidades familiares com equilíbrio e modéstia. Não é pecado adquirir uma casa ou um veículo, de acordo com os rendimentos da família. Mas é preciso ter cuidado para não ostentar, os bens materiais não podem ter como objetivo a glorificação pessoal. Por causa do consumismo que adentrou as igrejas, muitos cristão estão deixando de viver em paz por causa das dívidas, contraídas a fim de satisfazer o status exigido pela sociedade. A obra de Deus também sofre, pois os projetos eclesiásticos são relegados a segundo plano. É verdade que não dependemos de um templo para adorar a Deus (Jo. 4.21-24), mas isso não exime sua relevância enquanto espaço de encontro para ministração da palavra, oração e adoração (At. 2.44-47). Muitas igrejas locais estão tomadas pelo marasmo, o egoísmo está solapando a comunhão e a unidade. Alguns cristãos estão fracos, outros se tornaram “desigrejados”. A fraqueza desses não deve ser motivo para perder o ânimo, antes devemos ser fortes no Senhor (Ef. 6.10).

CONCLUSÃO: O compromisso da igreja é com o Reino de Deus, que já está no meio de nós, na expectativa por Sua completude (Lc. 17.20,21; 19.11-27). Muitos evangélicos estão interessados apenas no reino deste mundo, não têm interesse de investir no Reino dos Ceús (Mt. 13.44). Essa é uma questão de prioridade, pois Jesus nos ensinou a buscar primeiro de Deus e a Sua justiça, e que as outras coisas (alimento e vestimenta), não “as demais”, seriam acrescentadas (Mt. 6.33). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!

SOFONIAS – O JUÍZO VINDOURO


Textos: Mt. 24.24 – Sf. 1.1-10


INTRODUÇÃO: A injustiça campeia na sociedade, por toda parte predomina a violência. Mas Deus não permitirá que essa realidade subsista para sempre. O juízo vindouro sobrevirá sobre as nações (Mt. 25.31-46), e por fim, no trono branco, para condenação (Ap. 20.11-15). No estudo desta semana veremos a respeito do julgamento futuro com base na mensagem profética de Sofonias. A princípio destacaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por fim, aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS: Sofonias, cujo nome significa “escondido pelo Senhor”, destinou sua mensagem ao povo de Judá, a fim de despertá-lo para o julgamento vindouro, e, ao mesmo tempo, convidarem a retornar para o Senhor. Essa mensagem foi proferida por volta de 640 a 621 a. C., quando foram iniciadas as grandes reformas de Josias. Naquele tempo esse monarca judeu se esforçou para modificar a situação deixada pelos reis anteriores, especialmente Manassés e Amom. Josias tinha apenas oito anos de idade quando começou a reinar em Judá. A principal preocupação do jovem rei foi a de despertar o povo para que se conduzisse no propósito de Deus. Seu reino pode ser dividido em três fases: a pré-reforma (640-628 a. C); a reforma propriamente dita (692-622 a. C.); e a pós-reforma (622-609 a. C.). A profecia de Sofonias teve papel fundamental na concretização das reformas espirituais da nação. Este profeta foi contemporâneo de Jeremias e Habacuque, e tal como eles, fez menção ao juízo que sobreviria sobre Judá. Pouco se sabe a seu respeito, apenas, a partir de Sf. 1.1, que se tratava de alguém da linhagem aristocrática, por isso desfrutava de alguns privilégios. Mas ao invés de se acomodar com sua posição, preferiu se posicionar contra a situação moral e religiosa da sua nação. O versículo-chave de Sofonias se encontra em Sf. 2.3: “Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que pondes por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, sereis escondidos no dia da ira do Senhor”. O livro apresenta a seguinte divisão: 1) O Dia do Senhor (Sf. 1.1-3.8) – o julgamento de Deus sobre a terra (Sf. 1.1-3), o julgamento de Deus sobre Judá (Sf. 1.4-18); o julgamento de Deus para arrependimento (Sf. 2.1-3); o julgamento das nações (Sf. 2.4-15); o julgamento de Jerusalém (Sf. 3.1-7), o julgamento de toda terra (Sf. 3.8); e 2) A Salvação no Dia do Julgamento (Sf. 3.9-20).

2. A MENSAGEM DE SOFONIAS: O profeta de família nobre recebe do Senhor a incumbência de levar adiante a mensagem de juízo, a fim de revelar que o mundo estaria prestes a ser destruído (Sf. 1.1-3). O Senhor é o Juiz de toda terra, por isso todos serão punidos, a começar por Judá, o primeiro reino a receber o peso da mão de Deus (Sf. 1.4-9). Ele destaca que o Dia do Senhor se aproxima, e que ninguém escapara do Seu julgamento (Sf. 1.10-18). A condição para a salvação é o arrependimento, somente assim o povo será preservado da ira de Deus (Sf. 2.1-3). O juízo virá porque Judá optou pela infidelidade ao Senhor (Sf. 1.4-9), todas as camadas sociais serão punidas, pois todos pecaram (Sf. 1.10-13), e triste será esse Dia, tendo em vista a intensidade dos seus horrores (Sf. 1.14-18). A expressão “Dia do Senhor”, no texto profético, diz respeito ao julgamento de Deus. O cumprimento desse Dia se deu em algumas ocasiões do passado sobre Israel, Judá e outras nações. Mas também tem uma dimensão futura, quando o Senhor, por fim, julgará todas as nações da terra, na batalha do Armagedom (Ap. 16.16). No tempo de Sofonias algumas nações seriam julgadas, dentre elas a Filistia (Sf. 2.4-7), Moabe e Amom (Sf. 2.8-11), Cusi (Sf. 2.12) e a Assíria (Sf. 1.13,14). Apesar do juízo iminente, Jerusalém, no futuro, terá papel fundamental (Ez. 48.35). Ela é a capital do Messias, Aquele que descendeu de Davi (II Sm. 7. 4-17; I Cr. 17. 3-15). Mas antes disso, durante o cativeiro babilônico, e por ocasião da Tribulação, Jerusalém será oprimida (Sf. 3.1-8; Mt. 24.15,16). Deus não quer destruir o Seu povo, o propósito de juízo é conduzi-lo ao arrependimento, a dispersão tem o objetivo de trazê-lo de volta para Ele (Sf. 3.9-20).

3. PARA HOJE: O mundo perdeu a dimensão do juízo, as pessoas vivem como se não tivessem a quem prestar contas. Uma célebre declaração de um dos personagens de Dostoievski ilustra bem a situação atual. Se Deus não existe, então tudo é permitido, ninguém a temer, até porque a impunidade humana prevalece. Mas a voz de Sofonias ecoa no tempo presente a fim de chamar a atenção para o julgamento vindouro que se aproxima. Deus julgará a idolatria, os deuses do presente século serão destronados. Ao invés de adorarem o Senhor, as pessoas se voltam ao culto às personalidades, principalmente às riquezas materiais. Não podemos, no entanto, esquecer do grande e antigo mandamento, o de que devemos amar somente ao Senhor (Mt. 22.37) e que não podemos ter outro Deus além dEle (Ex. 20.3). Ainda que as pessoas vivam como se Deus não existisse, a verdade é que o juízo virá (Mt. 3.7), os que se distanciam de Deus têm razões para temê-lo, mas não para os que creem e vivem em santidade (II Pe. 3.11,12). Para os incrédulos, o escape, como nos tempos de Sofonias, é o arrependimento, voltar-se para o Senhor, e para Aquele que Ele enviou (Jo. 6.28,29). O Deus que julga as nações executará seu juízo também sobre as pessoas individualmente, por meio dAquele que instituiu como Juiz (Jo. 5.22-30; At. 17.31). Citamos os trechos de um poema clássico para dizer que somos os mestres das nossas almas, capitães do nosso próprio destino. Mas a verdade é que não temos em que nos gloriar, é tolice acharmos que não precisamos de Deus. A exaltação humana resulta em ruína, a Bíblia, e a própria história, assim o revelam (Is. 14.12-15). Devemos vivem em submissão à Palavra de Deus, para sermos achados de acordo com Sua vontade (Mt. 21.33-40).

CONCLUSÃO: No Sl. 24.3 o poeta sacro indaga: "Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo?" A resposta, no versículo seguinte é: "Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente". Considerando que todos são pecadores (Rm. 3.23; I Jo. 1.10) e que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23), não há outra salvação senão se arrepender (At. 3.19) e se voltar para o Senhor em obediência amorosa (Jo. 14.15). PENSE NISSO!

Deus é Fiel e Justo!