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* A INERRÂNCIA DA BÍBLIA


Textos: Jr. 1.12 – Sl. 119.89-99
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que a Bíblia é a fiel e verdadeira Palavra de Deus, digna de aceitação por ter sido inspirada pelo Espírito Santo, além disso, os textos que dispomos atualmente são dignos de confiança, e, uma das provas cabais é o cumprimento das profecias bíblicas.

INTRODUÇÃO: A Bíblia, ao longo desses últimos anos, tem sido objeto de ataque do liberalismo teológico. Alguns questionam a fidelidade e infalibilidade dos textos bíblicos. A fim de refutar essas teorias, veremos, no estudo desta semana, que a Bíblia é digna de total confiança. A princípio, mostraremos que a razão primária dessa confiança está na inspiração do Espírito. Em seguida, ressaltaremos confiabilidade que podemos ter nos textos bíblicos que dispomos na atualidade. Por fim, apontaremos o cumprimento de algumas profecias bíblicas que demonstram a fidelidade do texto bíblico.

1. A INERRÂNCIA E INFALIBILIDADE BÍBLICA: O doutrina da “inerrância” tem sido instrumento de forte embates teológicos nesses últimos anos. Em sentido geral, esse termo dá idéia de que a Bíblia é completamente isenta de erros. Os estudiosos da Bíblia concordam que a inerrância se refere fundamentalmente à confiabilidade e à autoridade das Escrituras como Palavra de Deus, a qual informa ao homem, conforme II Tm. 3.16,17, a necessidade de Cristo para a salvação. Para alguns outros, esse termo deva ser estendido, abarcando também os aspectos científicos e históricos da Bíblia. O fundamento primordial para a autoridade bíblica está em sua inspiração sobrenatural, provida pelo Espírito Santo (II Pe. 1.21). Mas a Bíblia não é de autoria apenas divina, Deus usou os escritores sacros, respeitando seus estilos e conhecimentos próprios, ainda que supervisionando-os na composição do texto sagrado (II Tm. 3.16,17). O livro dos salmos traz uma série de revelações a respeito da eficácia da Palavra de Deus. É dito que ela é correta (Sl. 33.4), perfeita (Sl. 19.7; pura (Sl. 119.140). De fato, o Deus que fala na Bíblia não mente, não erra e não falha (Nm. 23.19; Tg. 1.17), por isso, Jesus afirmou que a Palavra de Deus é a verdade (Jo. 17.17). Para Paulo, ela é fiel e verdadeira, digna de toda aceitação (I Tm. 4.9; Tt. 3.8). Por isso, conforme o testemunho de Jesus, cremos que ela é infalível (Jo. 10.35), pois Deus cumpre os seus propósitos através dela (Is. 55.10,11; Jr. 1.12), sendo comparada a fogo e martelo (Jr. 23.29) e a uma espada cortante de dois gumes (Hb. 4.12).

2. A CONFIABILIDADE NOS TEXTOS BÍBLICOS: O texto bíblico é de total confiança da igreja, isso porque, primeiramente, não se trata de um livro meramente humano, mas de autoria divina. Ainda que os relatos humanos nela existentes reflitam o estilo e conhecimento dos autores, dentro de um determinado contexto histórico, o Espírito Santo os direcionou para que a mensagem do evangelho nos fosse revelada. Um questionamento que alguns céticos tendem a fazer é se o texto bíblico que temos em mãos, nos dias atuais, seria o mesmo dos tempos primitivos, do punhos dos escritores, haja vista que, conforme sabemos, os originais não mais estão à disposição. Para isso, existe uma ciência cuja preocupação primordial é a comparação e a identificação da fidedignidade do texto bíblico. A crítica textual da Bíblia, quando analisa os manuscritos antigos das Escrituras, tem observado que não existe diferenças significativas entre os textos antigos e os que dispomos atualmente. A descoberta dos manuscritos do Mar Morto, as citações nos livros dos Pais da Igreja, as várias cópias existentes nas diversas partes do mundo, nos dão confiança no texto bíblico. Em relação ao Novo Testamento, basta citar que:

1) as diferenças entre os manuscritos gregos totalizam menos de dois terços de uma página;
2) existem cerca de 5.300 manuscritos de parte ou de todo o Novo Testamento, comparados e que não têm distanciamentos significativos;
3) existem diferentes versões do Novo Testamento ainda do século II e III, os quais, quando comparados, estão em consonância com o texto que dispomos nos dias atuais. Em relação ao Antigo Testamento, basta ressaltar o cuidado com que os escribas tinham na reprodução do texto sagrado. Caso o escrito ficassem envelhecido, eles preferiam descarta-lo a continuarem usando-o e comprometer a fidelidade do texto.

3. O CUMPRIMENTO DA PROFECIAS BÍBLICAS:Jesus disse que os céus e a terra passariam, mas as suas palavras permaneceriam para sempre. O cumprimento das profecias bíblicas, de fato, é uma das provas da fidedignidade da Palavra de Deus. Existem várias profecias bíblicas que já se cumpriram, algumas delas ainda se cumprirão no futuro. Para efeito de exemplificação, destacaremos, as profecias bíblicas já cumpridas: -Sl 22: 1,7,8,18, escrito em 1000 a. C., se cumpriu em Mt. 27.35-40, no ano 33 d. C., -Is. 7.14, escrito em 720 a. C., se cumpriu em Mt. 1.18-25; no ano 5 d. C., -Is. 53.4-6,12, escrito em 700 a. C., se cumpriu em Mt. 8.17,26,63,27 e 27.57, em 33 d. C., muitas outras profecias se cumpriram em relação a Cristo. Sobre Israel, destacamos: -a escravidão no Egito (Gn. 15.13-15) profetizada em 2000 a. C, tendo seu cumprimento em 1700 a 1300 a. C., registrado em Ex. 14.26-31 e At. 7.1-36; o cativeiro de Israel (Jr. 25.11), profetizado em 610 a. C., cujo cumprimento se deu em 588 a. C., registrado em Jr. 39.1-8; o retorno do Exílio (Jr. 29.10), profetizado em 610 a. C. e com cumprimento em 518 a. C., registrado em Ed. 1.1-5. Essas são apenas algumas das várias profecias para Israel e de outras que ainda haverão de se cumprir. Para as nações, em Dn. 2.31-45, é profetizado, em 590 a. C., o surgimento de quatro impérios mundiais, o que aconteceu em 780 a 550 a.C.550 a 380 a.C.380 a 100 a.C.100 a.C. a 300 d.C., em relação à Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma., a destruição de Ninive também fora profetizada em 660 a. C., (Naum 3.1-7) cujo cumprimento se deu em 612 a. C., pelos babilônios e os medos. Para não nos alongar-nos, apontamos, aqui, apenas algumas das muitas profecias que comprovam a fidedignidade do texto bíblico.

CONCLUSÃO: Diante de tudo que estudamos, podemos ter a firme convicção de que a Bíblia é digna de total confiança. Os autores bíblicos foram guiados e supervisionados na inspiração pelo Espírito Santo. Ao longo da história, aqueles que foram responsáveis pela transmissão do texto foram cautelosos a fim de preservar o conteúdo original, a prova disso são os achados arqueológicos. O cabal cumprimento das profecias bíblicas alardeiam, em alto e bom som, que o Deus da Bíblia fala, e nenhuma das suas palavras deixarão de se cumprir. PENSE NISSO!

* A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS


Textos: Is. 40.8 – Sl. 119.1-12
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que, através da Bíblia, o Deus Todo-Poderoso comunica, ao homem, Sua vontade e Seu amor em Cristo.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, estudaremos a Bíblia, que é, de fato, a Palavra de Deus. Veremos que, por se tratar de uma palavra inspirada pelo Espírito Santo, faz-se necessário que nos submetamos à voz dAquele que fala na Escritura. Refletiremos um pouco a respeito da composição da Bíblia, em seguida, trataremos da sua inspiração, e por fim, da importância de sua leitura.

1. A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS: A palavra Bíblia é derivada do grego “biblion”, que significa rolo ou livro (Lc. 4.17) ou “bíblia”, conjunto de livros. Atribui-se, também, a esse livro, o nome de Escritura, especialmente quanto o Novo Testamento se refere ao Antigo Testamento (II Tm. 3.16; Rm. 3.2), expressão utilizada, também, para fazer alusão a outras porções do próprio Novo Testamento (II Pe. 3.16). A declaração mais amplamente usada em relação à Bíblia, e aceita pela igreja, é a de que ela é a Palavra de Deus (Mt. 15.6; Jo. 10.35; Hb. 4.12). Há diferentes perspectivas a respeito da abordagem bíblica:

1) Liberalismo – nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural, estando essa sujeita à razão humana;
2) Romanismo – assume que essa é produto da igreja, portanto, não é autoridade final, e sim a tradição eclesiástica;
3) Neo-ortodoxia – a Bíblia seria o testemunho da Palavra de Deus, a saber, Jesus Cristo, ela, por assim dizer, torna-se a Palavra de Deus;
4) Misticismo – põe a experiência pessoal acima ou em igual posição à revelação bíblica;
5) Ortodoxia – A Bíblia é a Palavra de Deus, única base de autoridade, carecendo, porém, de interpretação apropriada (At. 8.30-34; II Pe. 1.20).
É milagre divino saber que a Bíblia, escrita ao longo de aproximadamente 1500 anos, por cerca de 40 autores, continua atuando na vida de pessoas em todas as épocas e em todos os lugares, revelando a salvação em Jesus Cristo (II Tm. 3.16,17).

2. A INSPIRAÇÃO PLENÁRIA DA BÍBLIA: Esse tema tem sido alvo de controvérsias e críticas, principalmente, pelos adeptos da Teologia Liberal, uma vez que, para esses, a Bíblia não passa de meros relatos humanos. Em resposta à essa declaração, lemos em II Tm. 3.16, o ensino de Paulo dizendo que “Toda Escritura é inspirada por Deus” . Merece destaque, nessa passagem, o termo Escritura, graphê, em grego, que fala do material como um todo "pasa", dizendo ser toda a Bíblia, isto é, o Antigo Testamento, produto do theopneustos, ou seja, do sopro de Deus, que seria a tradução mais apropriada para o termo inspirada. Em consonância à essa idéia, em II Pe. 1.21, Pedro afirma que “homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo”. Entendemos, então, que “homens falaram”, assim, Deus não desconsiderou suas personalidades (Rm. 10.20; I Co. 2.13; 14.37). Eles foram impelidos, que em grego é "pheromene", uma metáfora marítima usada para se referir a um navio levado pelo vento, no caso da Bíblia, pelo Espírito Santo. Em relação ao Novo Testamento, Paulo tinha consciência de que as cartas que escrevia deveriam ser lidas e obedecidas (Cl. 4.16; II Ts. 3.14). Não podemos, portanto, esquecer da promessa do Espírito Santo que lembraria, ensinaria e guiaria os apóstolos a toda a verdade (Jo. 14.26; 15.26; 16.13). João, no Apocalipse, declara que aquilo que escreve é a Palavra de Deus, a qual não se pode acrescentar ou subtrair (Ap. 1.1,2,11; 22.18,19). Com base nesses textos, concluímos que a Bíblia não é resultante da mera inspiração humana, mas é, de fato, a verdade de Deus (Jo. 17.17), cabe a nós, portanto, ler o livro e obedecê-lo. No mais, conforme nos adverte Pedro, em II Pe. 3.14-18, o problema não se encontra nas Escrituras, mas nos falsos mestres e em suas compreensões equivocadas da Escritura.

3. A LEITURA CONSTANTE DA BÍBLIA: Quando os discípulos encontraram Jesus no caminho de Emaús, é dito que o Senhor lhes explicou as Escrituras. Na medida em que o fazia, o coração deles ardia ao ouvirem o ensino do Mestre (Lc. 24.32). Esse episódio aponta para o que acontece quando lemos a Bíblia constantemente, ouvindo a voz dAquele que fala. Muitos lêem a Bíblia apenas para extrair doutrinas, e, preferencialmente, para aplicar somente à vida dos outros. Mas se quisermos crescer espiritualmente como filhos de Deus, devemos meditar nas Escrituras, aplicando-a, inicialmente, às nossas vidas, na busca por alimento (I Pe. 2.2). Para isso, a Bíblia deva ser o espelho diante do qual podemos avaliar nossa condição e a necessidade de transformação a fim de nos aproximarmos mais de Deus (Tg. 1.21-25). Quando lemos a Bíblia com o intuito de ouvir a Palavra de Deus e a ela nos submetermos, somos comparados, por Jesus, a um homem que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.21,24). A análise lingüística e contextual de um determinado texto bíblico pode fazer parte da leitura, mas não deva ser o fim último. Toda leitura bíblica deve ser devocional na medida em que tem como objetivo central nos aproximar da revelação de Deus (Rm. 4.23,24; 15.4), a fim de que Cristo seja manifestado em nós (Ef. 3.16-19).

CONCLUSÃO: Após o pecado de adultério e homicídio de Davi, o profeta Natan lhe trouxe a Palavra de Deus. O rei ouviu a parábola contada pelo profeta (II Sm. 12.1-7), mas não a identificou como se fosse para ele. Essa é uma demonstração do que acontece com aqueles que lêem a Bíblia, mas se esquivam de aplicarem-na às suas próprias vidas. Uma leitura adequada da Bíblia deve ter como alvo primordial ouvir ao Deus que fala (Hb. 1.1,2). É bem possível que, como Samuel, queiramos associá-la à palavra a homens. Se estivermos atentos, e deixar que o testemunho interno do Espírito atue em nossas vidas, veremos que é o Senhor que quer falar conosco. Para tanto, estejamos de mente e coração abertos e submissos para dizer: “fala conosco, Senhor, que o teu servo ouve” (I Sm. 3.9,10). PENSE NISSO!

* A REDELIÃO CONTRA O DEUS DA BÍBLIA

Textos: Jd. V. 15 – I Co. 10.1-9,11

irmaoteinho@hotmail.com


OBJETIVO: Mostrar que o homem tem se rebelado contra o Deus da Bíblia, por isso, será julgado e condenado contra toda desobediência contra a Sua Palavra.

INTRODUÇÃO: Deus criou o homem e a mulher para que vivessem em plena harmonia com Ele. A Bíblia, porém, nos revela que eles se rebelaram contra o Criador, optaram por guiar suas vidas por conta própria. A Escritura denomina essa rebelião de pecado, isto é, a decisão de viver distante de Deus, e, em alguns casos, como no ateísmo, como se Ele não existisse. Diante dessa realidade, estudaremos esta semana, a origem do pecado enquanto rebelião humana. Em seguida, trataremos a respeito do ateísmo, bastante em voga nos dias atuais, haja vista a expansão do fundamentalismo ateísta. E ao final, mostraremos, na Bíblia, as conseqüências nefastas da rebelião contra o Deus da Bíblia.

1. PECADO: A REBELIÃO HUMANA: A palavra “rebelião”, no hebraico do Antigo Testamento, é “pesá”, sinônimo de “ofensa, pecado e transgressão”, e está geralmente atrelada à rebelião das tribos de Israel contra o Senhor (Is. 1.2; 43.27; 48.8; 66.24; Jr. 2.8,29; 3.13; Ez. 20.38; Os. 7.13; Jr. 33.8). Outra palavra hebraica para rebelião é “marad”, que se encontra em Nm . 14.9 e Js. 22.29, ordenanças para que os filhos de Israel não se rebelassem contra o Senhor. Em Jó 24.13 esse mesmo termo é apresentado, metaforicamente, para descrever a rebeldia das pessoas contra a luz. O uso imediato desse vocábulo está associado aos atos de rebelião contra Deus em diversos contextos, em especial, à rebeldia contra os mandamentos do Senhor (Nm. 20.24; 27.14; Dt. 1.26,43; Js. 1.18; I Sm. 12.14; Sl. 105.28; 107.11; Lm. 1.18). Um evento significativo de rebelião no Antigo Testamento é o dos filhos de Corá, contra Moisés, e consequentemente, contra Deus (Nm. 17.10). O princípio de todas essas rebeliões se encontra em Satanás, aquele que se opôs inicialmente ao Senhor (Ez. 28.24; Is. 14.12-14). Posteriormente, sob a influência de dele, Adão e Eva também tomaram a decisão de seguir seus próprios caminhos ao invés da vontade de Deus (Gn. 3). No grego neo-testamentário, o termo “parapikrasmo” é encontrado apenas duas vezes, em Hb. 3.8,15, em ambas as ocasiões para se referir à rebelião de Israel contra Deus nos tempos da peregrinação pelo deserto. Esse vocábulo grego também remete ao sentido de transgressão, e, na verdade, é isso que é rebeldia: pecado, errar o alvo estabelecido por Deus para nossas vidas. Desde Adão e Eva, homens e mulheres preferem fazer a vontade deles mesmos e não a de Deus (Rm. 5.12).

2. ATEISMO, O HOMEM FOGE DE DEUS: Em sua opção pela rebeldia, homens e mulheres seguem vários cursos em suas existências. Uma delas é o ateísmo, isto é, a negação de que Deus de fato exista. O salmista denomina o ateu de néscio (Sl. 14.1), e vai mais além, mostra que o motivo da opção pelo ateísmo está atrelado à moralidade (v. 2). Isso quer dizer que muitos preferem negar a existência de Deus ao invés de conviver com a realidade que um dia se apresentarão perante Ele para prestar contas de como viveram. Nos dias modernos, o ateísmo se transformou numa espécie de religião, com adeptos, cultos e publicações. Os ateus mais extremados são denominados de fundamentalistas, haja vista que, como muitos religiosos, são irredutíveis em seus posicionamentos, defendendo que apenas eles estão certos e que todos estão errados. Richard Dawkins, autor de Deus, um Delírio, e Michael Onfray, entre outros, tornaram-se expoentes do fundamentalismo ateísta. Em seus livros, argumentam que a fé em Deus somente trouxe males à sociedade, colocam a ciência como verdade única e incontestável, e propõem a difusão do ateísmo. O pensamento desses autores, contudo, remete a pensadores antigos, dentre eles, Feuerbach, Friederich Nietzsche, Karl Marx, Charles Darwin e Sigmund Freud, todos eles materialistas, que acreditavam na matéria como única realidade existente. O posicionamento dos ateístas fundamentalistas é um ato de rebelião contra Deus, incita a humanidade a viver distante do Seu Criador. Os cientistas mais moderados reconhecem que atitudes dogmáticas como a de Richard Dawkins é um desserviço para a ciência, na medida em que deixa de perceber suas limitações diante dos mistérios divinos (Ec. 3.11).

3. AS CONSEQUÊNCIAS DA REBELIÃO CONTRA DEUS: Em certo sentido, Richard Dawkins tem razão ao argumentar que a religião fez muito mal à sociedade. Mas a ciência também contribui para muitos males que testemunhamos nos dias de hoje. Basta citar, por exemplo, a utilização da tecnologia com vistas à produção de armas nucleares, as quais, nas guerras, ceifaram muitas vidas. Podemos, assim, afirmar que o problema não está, inerentemente, na religião e/ou na ciência, mas nas pessoas, que em rebeldia contra Deus, agem contra o Criador e o próximo. Patrocinar o ateísmo em nada contribui para o bem da humanidade. Nesses dias tão materialistas, em que as pessoas somente acreditam no que vêem e no que pegam, o resgate da ética, pautada no amor de Cristo, é fundamental para que vivamos em paz. Enquanto os seres humanos escolherem o caminho da rebeldia as conseqüências serão as mais horríveis, pois ficamos à mercê da ira e da condenação divina. Paulo revela esses resultado em sua Epístola aos Romanos (Rm. 1.18-32). Nessa passagem, o Apóstolo trata, principalmente, do ateísmo prático, isto é, daqueles que acreditam na existência de Deus, mas preferem viver como se Ele não existisse. O homem moderno quis livrar-se da ética cristã, patrocinou o ódio e a competitividade, acabou reduzindo-nos a meros animais. Vagando nas selvas de pedra, ficamos desorientados, tornamo-nos escravos dos prazeres, da ganância, do ódio e do poder. Estamos colhendo os frutos podres daquilo que estamos plantando, pois o que homem plantar isso certamente ceifará (Gl. 6.7,8).

CONCLUSÃO: A solução para a humanidade está na rendição de nossas própria vontades à vontade boa, perfeita e agradável de Deus (Rm. 12.1,2). Precisamos nos voltar para Aquele que nos amou de tal modo que deu Seu Filho Unigênito em sacrifício pelos nossos pecados (Jo. 3.16). Rendidos aos Seus pés, poderemos encontrar a paz que nossas almas tanto almeja, a satisfação plena que somente pode ser encontrada nEle (Jo 14.1,27) que é o Reconciliador entre Deus e os homens (II Co. 5.19). PENSE NISSO!

* O DEUS QUE COMANDA O FUTURO


Textos: Jr. 29.11 – Is. 44.6; 46.9-13
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o Deus da Bíblia tem o tempo em Suas mãos e que Ele conhece o passado, controla o presente e anuncia o futuro.

INTRODUÇÃO: Neste trimestre já estudamos que Deus intervem na história. No estudo desta semana, mostraremos que Ele tem o futuro em suas mãos ainda que, nos dias atuais, haja quem diga que o homem é o construtor da história. A Bíblia, no entanto, nos revela que o Senhor sabe o que faz e tem um plano glorioso para o futuro do Seu povo. Ao longo do estudo, faremos um passeio escatológico pelos principais eventos que haverão de acontecer (Ap. 1.1,19).

1. O ARREBATAMETO DA IGREJA E A MANISFESTAÇÃO DO ANTICRISTO: A igreja aguarda, a qualquer momento, o seu arrebatamento para se encontrar com Cristo. Esse é um mistério que somente será compreendido quando vier a acontecer (I Co. 15.51). Sabemos que os santos, aqueles que já dormem no Senhor, ressuscitarão, e os vivos, serão transformados (I Ts. 4.13-17). Isso acontecerá num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta (I Co. 15.51,52). Jesus virá:

1) para levar a Sua igreja para si (Jo. 14.3); 2) para consumar a salvação dos seus (Rm. 13.11); 3) para glorificar os seus (Rm. 8.17); 4) para reconhecer publicamente os seus (I Co. 4.5); 5) para julgar o trabalhos dos crentes (I Co. 3.8,14,15; II Co. 9.6) ; 6) para revelar mistérios que ainda não foram desvendados (I Co. 4.5).

Após o arrebatamento da igreja, dar-se-á, na terra, o início da apostasia através do reino do Anticristo (II Ts. 2.3). Esse será um personagem agirá com a eficácia de Satanás e conseguirá exercer forte influência sobre as massas (Dn. 8.25; 9.27; II Ts. 2.9-12). O seu número, de acordo com João, 666 é (seiscentos e sessenta e seis) (Ap. 13.17,18), e é número de homem.

2. A GRANDE TRIBULAÇÃO E O JULGAMENTO DAS NAÇÕES: O período de intenso poderio satânico, por meio do Anticristo, é denominado de Grande Tribulação (Mt. 24.21; Ap. 7.14). Esse tempo será especificamente para os judeus, mas o mundo inteiro será afetado por essa época de dores (Jr. 25.29-32). A duração da Grande Tribulação se encontra em Dn. 7.25; 9.27 e Ap. 11.2; 12.6,14; 13.5, de modo que, o tempo total da tribulação será de 7 anos, a metade desta, 3 anos e meio, será a Grande Tribulação propriamente dita. Baseado em Ap. 7.14 é possível saber que haverá salvação durante esse dias difíceis. O Anticristo, ou a Besta, estará dominando durante esse tempo (Jo. 5.43). O povo de Israel, depois de ser cúmplice com o governo do Anticristo, terá o pacto rompido e buscará ao Senhor Deus e será salvo, pois Satanás será expulso do céu (Is. 14.12; Ez. 28.16). Haverá, nessa ocasião, a batalha do Armagedom quando as nações da terra se ajuntarem contra Israel (Zc. 12.3,9; 14.2). Jesus virá, em glória e todo o olho o verá (Mt. 24.30; At. 1.7), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). As nações serão julgadas, não os indivíduos (Mt. 25.32) de acordo com o tratamento dispensado a Israel (Jl. 3.2; Mt. 25.41-43).

3. O REINO MILENIAL DE CRISTO: Após o julgamento nas nações, acontecerá o Milênio, isto é, o reinando de Cristo na terra pelo período de mil anos (Ap. 20.1-6) que tem sido aguardado pelo povo judeu (Lc. 2.38; At. 1.6,7). O objetivo do Milênio é fazer convergir em Cristo todas coisas (Ef. 1.10), estabelecer a paz na terra, eliminando toda rebelião contra Deus (I Co. 15.24-28), fazer Israel ocupar toda a terra que lhe pôr como liderança entre as nações (Is. 11.10); cumprir as profecias a respeito do reino do Messias (Dn. 9.24; At. 3.20-21). O lugar do Milênio será a terra na qual os santos, com Cristo, reinarão (I Co. 6.2). O governo será teocrático (Fp. 2.10,11; Zc. 14.9), pois o Senhor governará toda a terra (Is. 16.5; Lc. 1.32,33). O conhecimento de Deus será universal (Is. 11.19; Jr. 31.34; Hc. 2.14), a piedade prevalecerá (Sl. 22.27; Is. 60.3. Jr. 3.17), bem como a paz e a justiça (Mq. 4.3; Zc. 9.10; Is. 2.4). Para os que estiverem vivos, a vida será prolongada (Is. 65.20,22; Zc. 8.4) e não haverá paralíticos, nem aleijados (Is. 35.5,6) e a fertilidade do sol será maravilhosa (Am. 9.13,14), os desertos desaparecerão (Is. 35.1,6; 40.19) e abundância de água (Is. 30.25; Jl. 3.18). Ao final do milênio, acontecerá uma rebelião de Satanás, a sua última (Ap. 20.7-10; Mt. 25.41) a fim de provar aqueles que nasceram no Milênio.

CONCLUSÃO: A primeira ressurreição se deu antes do Milênio, para aqueles que foram salvos. Após o Milênio, acontecerá a segunda ressurreição, daqueles que serão condenados (Mt. 10.28; Ap. 20.11-15). Os livros serão abertos a fim de incriminar os que negaram o nome de Jesus (Jo. 3.18). Os mortos serão julgados segundo as suas obras, conforme se achava escrito nos livros. Os salvos, poém, desfrutarão dos novos céus e terra (II Pe. 3.7-12; Is. 51.16; Ap. 21.1). Como diz o autor sacro da Harpa Cristã “nesse tempo céu e terra serão a mesma grei”. ALELUIA! - PENSE NISSO!