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A IMORALIDADE EM CORINTO



Textos: I Co. 6.1 - I Co. 5.1-6; 9-11


OBJETIVO: Compreender que Deus repudia ao pecado, e, por isso, a igreja deve intervir na disciplina com vistas à saúde espiritual.

INTRODUÇÃO: A igreja de Corinto, como toda igreja carnal, além das divisões e partidarismos, tinha casos vergonhosos de imoralidade sexual (porneia em grego). No estudo desta semana, estudaremos a respeito da situação imoral na qual se encontrava aquela igreja. Em seguida, mostraremos algumas recomendações bíblicas quanto à disciplina da igreja diante do pecado. Ao final, destacaremos que a disciplina é necessária, e mais que isso, é saudável tanto para a igreja quanto para aquele que é disciplinado.

1. A IMORALIDADE NA IGREJA DE CORINTO: Na igreja de Corinto a imoralidade sexual era comum. Isso acontecia porque a igreja era cúmplice, ou seja, tolerava o pecado. Havia um caso aviltante naquela igreja de relacionamento de um homem com a mulher do seu pai. Paulo deixa claro, em I Co. 5.1,2, que um caso como esse não teria apoio sequer no meio daqueles que não professam a fé cristã. Provavelmente, não se referia a própria mãe, pois se assim o fosse Paulo o teria dito. O ofensor, portanto, teria seduzido a mulher do seu pai, isto é, a madrasta, ainda que não fique explicitado se isso teria acontecido após o divórcio ou da morte do pai. Em todo caso, tratava-se de uma prática sexual ilícita, denunciada pelo Apóstolo e proibida tanto pelas leis romanas quanto judaicas (Lv. 18.8). A esse respeito, destacamos que: 

1) não se pode fazer concessão ao pecado (v. 1) – a igreja havia se acostumado com tais práticas (v. 2); 
2) é preciso chorar e lamentar o pecado – a palavra grega usada é penthein, cujo sentido é de alguém que pranteia num funeral, ao invés de chorar, a igreja estava ensoberbecida; 
3) não se deixar ensoberbecer com o pecado – é triste saber que aquela igreja não apenas apoiava o pecado, mas se jactava dele (v. 6), o politicamente “correto” e a aplicação da tolerância havia chegado ao extremo, é possível que não mais se levasse em conta o absoluto, o relativismo cultural já havia tomado conta da igreja, por isso, essa não mais disciplinava os pecadores (v.2).

2. O VALOR DA DISCIPLINA NA IGREJA: A fim de que não venhamos a entrar pelo caminho do mundo, defendendo que o errado é certo e que o certo é errado (Is. 5.20), a igreja precisa atuar amorosamente na disciplina dos pecados na igreja. Seguindo a admoestação de Paulo para aqueles dias, a igreja deve exercitar a disciplina do transgressor: o referido homem da I Epístola aos Coríntios deveria ser entregue a Satanás (v. 3-5). Essa expressão não é muito comum no Novo Testamento, podemos encontrar relação com I Tm. 1.20. O sentido subjacente em ambos os casos é que fora da igreja se encontra a esfera de Satanás (Ef. 2.12; Cl. 1.13; I Jo. 5.19), por isso, extrair alguém do escopo da igreja seria entregá-lo à região de Satanás. Outra expressão de difícil compreensão, ainda nessa passagem, é a respeito dessa entrega para a “destruição da carne”. Pelo contexto, é possível inferir que Paulo deseja que o ofensor, após a exclusão, tenha consciência das perdas e passe a se lembrar com nostalgia das coisas de Deus, nos tempos que estava na igreja, e, por fim, se arrependa dos seus pecados e se volte para Deus. Para Paulo, a disciplina é um ato de amor, pois, ainda que no momento seja duro tomar a decisão pela exclusão de alguém que tenha pecado, essa atitude pode muito bem redundar em graça e o ofensor poderá vir a ser salvo, e, para maior alegria, poderemos ver aquele que uma vez foi excluído, voltando-se para Deus e a ser encontrado no dia do Senhor, por ocasião do arrebatamento da igreja (v. 5).

3. A ATUAÇÃO DA DISCIPLINA BÍBLICA: Conforme vimos anteriormente, a disciplina tem um valor especial para a saúde da igreja local. Essa, porém, deva ser aplicada a partir de alguns princípios bíblicos: 

1) é um ato imperativo – isso quer dizer que não deva ser uma opção, pois é uma ordem de Deus (I Co. 5.2,13; Mt. 18.17); 
2) é um ato coletivo – não é apenas uma decisão da liderança, mas de toda a igreja, os membros da igreja devam referendar a disciplina (I Co. 5.4); 
3) é um ato restritivo – os crentes estão no mundo, mas não podem pactuar com as coisas do mundo, por isso, devem viver espiritualmente separados das práticas pecaminosas, caso contrário o pecado passará a ser aceito com naturalidade dentro da igreja; 
4) é um ato de julgamento – à igreja foi dada a autoridade para discernir, pela Palavra, o certo e o errado, sendo uma agência do reino de Deus, por isso, quando alguém é disciplinado, deixa de fazer parte desse Corpo, expondo-o, caso não se arrependa, à ação de Satanás; 
5) é um ato preventivo – se o fermento velho não for lançado fora, a massa toda vai ser contaminada (v. 7), a igreja, por conseguinte, precisa preocupar-se com os membros de dentro, pois os de fora Deus os julgará (v. 13); 
6) é um ato de perdão – não se deve excluir a possibilidade do perdão na disciplina, o propósito deva ser sempre o da restauração (v. 5), para tanto, a disciplina deva ser aplicada com lágrimas, e, quando houver arrependimento do ofensor, a igreja deverá amar, consolar e perdoar o pecado, recebendo-o de volta à comunhão.

CONCLUSÃO: A igreja de Corinto, como algumas igrejas da atualidade, toleram o pecado, e o pior, em determinados contextos esse é assumido com naturalidade. A fim de que essa não seja uma prática comum naquela e em nossas igrejas, Paulo instrui a respeito da necessidade da disciplina. Ainda que dolorosa, essa precisa continuar sendo atuante, não somente para a saúde da igreja, mas para a possível preservação da alma do ofensor. Para tanto, a disciplina cristã deva ser feita com lágrimas, sobretudo com amor, na esperança que o pecador se arrependa e se volte para o Senhor que é longânimo para perdoar.

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo em Cores e Pentecostal
Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!

A IMORALIDADE EM CORINTO



Textos: I Co. 6.1 - I Co. 5.1-6; 9-11


OBJETIVO: Compreender que Deus repudia ao pecado, e, por isso, a igreja deve intervir na disciplina com vistas à saúde espiritual.

INTRODUÇÃO: A igreja de Corinto, como toda igreja carnal, além das divisões e partidarismos, tinha casos vergonhosos de imoralidade sexual (porneia em grego). Na lição de hoje, estudaremos a respeito da situação imoral na qual se encontrava aquela igreja. Em seguida, mostraremos algumas recomendações bíblicas quanto à disciplina da igreja diante do pecado. Ao final, destacaremos que a disciplina é necessária, e mais que isso, é saudável tanto para a igreja quanto para aquele que é disciplinado.

1. A IMORALIDADE NA IGREJA DE CORINTO: Na igreja de Corinto a imoralidade sexual era comum. Isso acontecia porque a igreja era cúmplice, ou seja, tolerava o pecado. Havia um caso aviltante naquela igreja de relacionamento de um homem com a mulher do seu pai. Paulo deixa claro, em I Co. 5.1,2, que um caso como esse não teria apoio sequer no meio daqueles que não professam a fé cristã. Provavelmente, não se referia a própria mãe, pois se assim o fosse Paulo o teria dito. O ofensor, portanto, teria seduzido a mulher do seu pai, isto é, a madrasta, ainda que não fique explicitado se isso teria acontecido após o divórcio ou da morte do pai. Em todo caso, tratava-se de uma prática sexual ilícita, denunciada pelo Apóstolo e proibida tanto pelas leis romanas quanto judaicas (Lv. 18.8). A esse respeito, destacamos que: 1) não se pode fazer concessão ao pecado (v. 1) – a igreja havia se acostumado com tais práticas (v. 2); 2) é preciso chorar e lamentar o pecado – a palavra grega usada é penthein, cujo sentido é de alguém que pranteia num funeral, ao invés de chorar, a igreja estava ensoberbecida; 3) não se deixar ensoberbecer com o pecado – é triste saber que aquela igreja não apenas apoiava o pecado, mas se jactava dele (v. 6), o politicamente “correto” e a aplicação da tolerância havia chegado ao extremo, é possível que não mais se levasse em conta o absoluto, o relativismo cultural já havia tomado conta da igreja, por isso, essa não mais disciplinava os pecadores (v.2).

2. O VALOR DA DISCIPLINA NA IGREJA: A fim de que não venhamos a entrar pelo caminho do mundo, defendendo que o errado é certo e que o certo é errado (Is. 5.20), a igreja precisa atuar amorosamente na disciplina dos pecados na igreja. Seguindo a admoestação de Paulo para aqueles dias, a igreja deve exercitar a disciplina do transgressor: o referido homem da I Epístola aos Coríntios deveria ser entregue a Satanás (v. 3-5). Essa expressão não é muito comum no Novo Testamento, podemos encontrar relação com I Tm. 1.20. O sentido subjacente em ambos os casos é que fora da igreja se encontra a esfera de Satanás (Ef. 2.12; Cl. 1.13; I Jo. 5.19), por isso, extrair alguém do escopo da igreja seria entregá-lo à região de Satanás. Outra expressão de difícil compreensão, ainda nessa passagem, é a respeito dessa entrega para a “destruição da carne”. Pelo contexto, é possível inferir que Paulo deseja que o ofensor, após a exclusão, tenha consciência das perdas e passe a se lembrar com nostalgia das coisas de Deus, nos tempos que estava na igreja, e, por fim, se arrependa dos seus pecados e se volte para Deus. Para Paulo, a disciplina é um ato de amor, pois, ainda que no momento seja duro tomar a decisão pela exclusão de alguém que tenha pecado, essa atitude pode muito bem redundar em graça e o ofensor poderá vir a ser salvo, e, para maior alegria, poderemos ver aquele que uma vez foi excluído, voltando-se para Deus e a ser encontrado no dia do Senhor, por ocasião do arrebatamento da igreja (v. 5).

3. A ATUAÇÃO DA DISCIPLINA BÍBLICA: Conforme vimos anteriormente, a disciplina tem um valor especial para a saúde da igreja local. Essa, porém, deva ser aplicada a partir de alguns princípios bíblicos: 1) é um ato imperativo – isso quer dizer que não deva ser uma opção, pois é uma ordem de Deus (I Co. 5.2,13; Mt. 18.17); 2) é um ato coletivo – não é apenas uma decisão da liderança, mas de toda a igreja, os membros da igreja devam referendar a disciplina (I Co. 5.4); 3) é um ato restritivo – os crentes estão no mundo, mas não podem pactuar com as coisas do mundo, por isso, devem viver espiritualmente separados das práticas pecaminosas, caso contrário o pecado passará a ser aceito com naturalidade dentro da igreja; 4) é um ato de julgamento – à igreja foi dada a autoridade para discernir, pela Palavra, o certo e o errado, sendo uma agência do reino de Deus, por isso, quando alguém é disciplinado, deixa de fazer parte desse Corpo, expondo-o, caso não se arrependa, à ação de Satanás; 5) é um ato preventivo – se o fermento velho não for lançado fora, a massa toda vai ser contaminada (v. 7), a igreja, por conseguinte, precisa preocupar-se com os membros de dentro, pois os de fora Deus os julgará (v. 13); 6) é um ato de perdão – não se deve excluir a possibilidade do perdão na disciplina, o propósito deva ser sempre o da restauração (v. 5), para tanto, a disciplina deva ser aplicada com lágrimas, e, quando houver arrependimento do ofensor, a igreja deverá amar, consolar e perdoar o pecado, recebendo-o de volta à comunhão.

CONCLUSÃO: A igreja de Corinto, como algumas igrejas da atualidade, toleram o pecado, e o pior, em determinados contextos esse é assumido com naturalidade. A fim de que essa não seja uma prática comum naquela e em nossas igrejas, Paulo instrui a respeito da necessidade da disciplina. Ainda que dolorosa, essa precisa continuar sendo atuante, não somente para a saúde da igreja, mas para a possível preservação da alma do ofensor. Para tanto, a disciplina cristã deva ser feita com lágrimas, sobretudo com amor, na esperança que o pecador se arrependa e se volte para o Senhor que é longânimo para perdoar.

BIBLIOGRAFIA
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Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!

DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE CRISTO


Textos: I Co. 4.1 - I Co. 4.1-5, 14-16

OBJETIVO: Mostrar que Deus não precisa da ajuda humana, mas permite que seus ministros participem da realização de seus eternos propósitos.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, veremos que Deus revelou seus mistérios à igreja. Para tanto, fomos escolhidos como despenseiros do Seu ministério. Mas, qual o significado do termo “mistério de Cristo”? Qual a missão primordial de todos nós enquanto despenseiros de tal mistério? A fim de responder a essas perguntas, mostraremos, a princípio, o significado bíblico de “mistério”, especialmente no Novo Testamento. Em seguida, apontaremos as características fundamentais dos despenseiros desse mistério. E, ao final, destacaremos a missão e a avaliação do ministério cristão.

1. OS MISTÉRIOS DE CRISTO: No Novo Testamento, a palavra grega “mysterion” denota um segredo ou algo desconhecido. Em Mt. 3.11, Jesus disse que o conhecimento dos mistérios do reino havia sido dado aos seus discípulos, ainda que estivesse oculto aos demais. Há várias passagens bíblicas que aludem aos mistérios de Deus revelados: o mistério do reino de Deus (Mc. 4.11); o mistério de Cristo (Ef. 3.4; Cl. 4.3); o mistério do evangelho (Ef. 6.19), o mistério de Deus (I Co. 2.1; 4.1; Ap. 10.7), o mistério de Deus em Cristo (I Co. 2.7); os mistérios da fé (I Tm. 3.9) e o mistério da piedade (I Tm. 3.16). Todas essas passagens se referem à mesma idéia, isto é, ao conhecimento da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Essa compreensão não se baseia no intelecto humano ou nas investigações filosóficas, conforme já estudamos em I Co. 1.20-31. A única maneira de obtê-lo é através da revelação de Deus, que falou aos antigos e, nesses últimos dias, pelo Filho (Hb. 1.1-3). Por isso, Paulo a respeito do mistério que Deus tornou conhecido pela revelação (Ef. 3.3). Nessa última passagem bíblica, a revelação desse mistério consta na junção de gentios e judeus a fim de que esses se tornem um em Cristo. Essa união é possível porque Jesus, o mistério de Deus, se revelou, nEle estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (I Co. 2.1-3). E esse não é mistério qualquer, trata-se de um grande mistério, pois tem a ver com Cristo e a Igreja (Ef. 5.32).

2. CARACTERÍSTICAS DOS DESPENSEIROS: O termo despenseiro, usado por Paulo em I Co. 4.1, é “oikonomos”. O despenseiro, nos tempos antigos, era o administrador dos afazeres do lar. Era uma espécie de mordomo ou superintendente (nascido livre ou, como era geralmente o caso, um liberto ou um escravo) para quem o chefe da casa ou proprietário tinha confiado a administração dos seus trabalhos, o cuidado das receitas e despesas, e o dever de repartir a porção própria para cada servo e até mesmo para as crianças pequenas. Paulo utiliza essa imagem a fim de ressaltar o papel que os obreiros – servos de Deus – têm no ministério eclesiástico. Não há maiores nem menos, e aqui vale lembrar os partidarismos, nem Pedro, Paulo ou Apolo. Todos não passam de servos – diakonos no grego – que labutam em obediência a fim de que a igreja, família e construção de Deus possa ser edificada. Algumas características são necessárias ao ministro dos mistérios revelados em Cristo: 

1) que sejam verdadeiramente chamados para a obra (At. 13.2; Rm. 1.1; Gl. 1.15; I Ts. 2.4), que não confundam o serviço cristão com emprego ou ganho de vida para enriquecimento; 
2) demonstrar responsabilidade ministerial – para tanto, precisa dar bom testemunho de fé tanto entre os fieis quanto entre os descrentes (I Tm. 3.7; 3 Jo 12);
3) serem piedosos e íntegros – vivendo dignamente, diante de Deus e dos homens (II Co. 8.21; I Tm. 6.11,12), vivendo de modo a ser exemplo para o rebanho em todos os aspectos da vida; 
4) ter comprometimento com a Palavra de Deus – não apenas conhecendo a Bíblia, mas vivendo-a em seu dia a dia (II Tm. 2.15; 4.2), pois de nada adianta a eloqüência, as palavras persuasivas, se não há testemunho de um servo de Cristo (I Co. 2.4).

3. A MISSÃO E A AVALIAÇÃO DOS DESPENSEIROS: Os despenseiros dos mistérios revelados em Cristo têm uma missão a cumprir. Não podem esquecer que foram chamados para o serviço. Pena que essa palavra esteja sendo usada de modo equivocado nos dias atuais. O termo “servo”, em grego, é “doulos”, o mesmo usado para “escravo”. Atualmente, alguns pastores, bispos e apóstolos não aceitam o desafio da serventia cristã. Pior ainda, alguns querem ser donos do rebanho, ditam regras que estão distanciadas da Palavra de Deus, impondo sobre os cristãos fardos pesados que eles mesmos não sejam capazes de carregar (At. 15.10). O despenseiro genuinamente chamado por Deus sabe que é uma dádiva à Igreja (Ef. 4.11) com vistas à edificação do Corpo de Cristo. A Igreja, bem ressaltou Paulo em seu sermão em Éfeso, é propriedade de Deus (At. 20.28) e isso fica claro também em I Co. 15.58. Os despenseiros serão avaliando pelo Senhor, por isso, é preciso que sejam aprovados, que não tenham do que se envergonhar, que manejem bem a Palavra da verdade (II Tm. 2.15). A obra de todos os despenseiros de Cristo será avaliada (I Co. 4.5). O trabalho feito será julgado pelo Senhor, passando pelo seu crivo. Isso acontecerá no Tribunal de Cristo, quando virão, à luz, as intenções do trabalho feito (I Co. 3.13-15; II Co. 5.10; Rm. 14.10,12; I Jô. 3.15). Esse não será um julgamento para condenação, mas das obras (Ap. 14.13), já que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (Rm. 8.1).

CONCLUSÃO: Os despenseiros de Cristo não têm motivos para jactarem-se de suas obras, pois não fazem mais do que devem (Lc. 17.10). Em tudo o que fazem, devem avaliar suas ações e intenções, pois o Senhor adverte: “Eu conheço as tuas obras” (Ap. 2.2,9,13,19; 3.1,8,15). Diante de tamanha responsabilidade, temos, como Paulo, motivos para estar, diante de Deus e da Igreja, em temor e tremor (I Co. 2.3; II Co. 7.15; Ef. 6.5; Fp. 2.12). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo em Cores e Pentecostal
Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!

PARTIDARISMO NA IGREJA


Textos: Sl. 133.1 - I Co. 1.10-13; 3.1-6

OBJETIVO: Mostrar que a igreja de Jesus é um corpo espiritual no qual a unidade do Espírito só pode ser conservada pelo vincula da paz.

INTRODUÇÃO: A igreja de Corinto estava dividida em partidos – schismas em grego (cujo sentido primordial é rasgão, como de um tecido). Apelando à origem da palavra, a igreja de Corinto, como algumas contemporâneas, se encontrava retalhada por divisões, contendas e partidarismos. No estudo desta semana, estudaremos a respeito desse assunto destacando os seguintes partidos: 1) o partido de Paulo, 2) o partido de Apolo, 3) o partido de Cefas, e 4) o partido de Cristo. E, ao final, defenderemos a necessidade da unidade espiritual do Corpo de Cristo.

1. O PARTIDO DE PAULO: O partido de Paulo era o dos fundadores da igreja, pois foi Paulo que levou a maioria dos crentes de Corinto a Cristo (I Co. 4.15). Esses eram os pioneiros da igreja, aqueles que diziam seguir apenas o que Paulo havia dito. Em relação à fé judaica, esses eram mais liberais porque não se deixavam controlar pelas tradições legalistas. Temos boas razões para acreditar que esse partido era formado fundamentalmente por gentios. Aqueles que faziam parte desse grupo deveriam exagerar na prática dos ensinamentos de Paulo, entregando-se à carnalidade. Esse partido “paulino”, contraditoriamente, desobedece aos ensinamentos do próprio Apóstolo, que instruiu a igreja à santificação. Paulo censura esse partidarismo na igreja, dizendo que não deu autorização para as pessoas destacarem-no em relação aos demais apóstolos e, principalmente, para que vivam em santificação (I Co. 6.19).

2. O PARTIDO DE APOLO: O partido de Apolo era formado por aqueles que defendiam uma abordagem filosófica da fé cristã. Apolo é conhecido em At. 18.24 como um homem de fluência na palavra, detentor de conhecimentos retóricos. Por ser de Alexandria, cidade na qual se desenvolveu a interpretação alegórica, é provável que Apolo tenha sido influenciado pela hermenêutica de Filo, entre outros pensadores gregos. Apolo, conforme lemos em At. 18.26, foi discipulado por Áquila e Priscila, os companheiros de Paulo. Segundo Lutero, esse teria sido o autor da Epístola aos Hebreus. O grupo de Apolo era formado por intelectuais, isto é, pessoas que gostavam de um discurso bem elaborado, eloqüente e repleto de beleza retórica, uma espécie de elite cultural dentro da igreja que se contrapunha a Paulo que tinha “presença fraca e palavra desprezível” (I Co. 2.1; II Co. 10.10). Contra esse partido, Paulo destaca que ninguém se apresse a saber além do que está escrito (I Co. 4.6). Em relação a Apolo, tanto Lucas quanto Paulo aprovaram seu ministério (At. 18.27,28; I Co. 6.5,6; 16.12; Tt. 3.13). Assim sendo, é apropriado defender que esse era uma partido que exagerava na ênfase alegórica e filosófica, diferentemente do que fazia Apolo.

3. O PARTIDO DE CEFAS: O partido de Cefas (ou de Pedro – ver Jo. 1.42), ao que tudo indica, era bastante conservador. Era composto pelos judeus e prosélitos que se tornaram judeus através da prática da circuncisão. Essas pessoas eram tementes a Deus, iam à sinagoga, estudavam a lei e observavam os ritos judaicos. Os partidários de Pedro eram tendenciosos legalismo, ainda que não possamos atribuir essa característica a esse apóstolo, principalmente depois da revelação que recebeu do Senhor, que se encontra registrada em At. 10 e da repreensão de Paulo em Antioquia, em Gl. 2.11-14. O partido que recebia o nome de Cefas, em todo caso, pode ser muito bem associado ao grupo de judeus. Seus membros ensinavam que o homem devia observar a lei para a salvação. Eram os legalistas que colocavam a lei acima da graça. Contra esse partido Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas, a fim de defender o evangelho de Cristo contra essa deformação (Gl. 1.6-9). Entre Paulo e Pedro, o ensinamento geral da Bíblia, é de respeito mútuo entre eles, destarte as diferenças pouco significativas (II Pe. 3.15; Gl. 2.7-10; I Co. 9.5).

4. O PARTIDO DE CRISTO: Esse era o partido mais problemático por causa da arrogância e do orgulho. Por usarem o nome de Cristo, esse grupo é tomado pelo exclusivismo, achavam que somente eles tinham a verdade e todos os outros da igreja estavam errados. Podem hoje ser comparados aqueles grupos denominacionalistas que acreditam haver salvação apenas entre eles. O partido desse “Cristo” é formado por quem não se submete a qualquer autoridade. É provável que sejam esses a quem Paulo se referiu como os que diziam ter sabedoria e conhecimento superiores (I co. 8.1), que os tornavam livres de restrições e demandas morais (I Co. 5.1,2; 6.12; 10.23). Eles deturparam o evangelho e argumentavam com espírito de contenda (II Co. 10.7,10,11; 11.4,20,21,23). Esses foram considerados como falsos mestres e inimigos de Paulo (I Co. 4.18,19). Os membros desse partido se assemelham com a doutrina gnóstica, predominante nos tempos neotestamentários e contra os quais os apóstolos, principalmente João (I João) e Paulo (Epístola aos Colossenses), tiveram que se posicionar. Esse grupo constitui-se dos “iluminados”, dos detentores de uma “verdade mística” distanciada do evangelho de Cristo.

CONCLUSÃO: Em Ef. 4.3-4, Paulo admoesta aos irmãos daqueles tempos, e o mesmo Espírito fala hoje às igrejas a fim de que sejamos um no Senhor. Na verdade, é esse mesmo Espírito que trabalha em nós a espiritualidade, para que sejamos um no Senhor (Jo. 17. 21-23). Uma igreja verdadeiramente espiritual está unidade na doutrina e no amor de Cristo, não cultua personalidades, não está edificada em homens. A igreja cristã amadurecida é uma e sabe também lidar com as diferenças, com as diversidade na unidade. A máxima a esse respeito é a seguinte: no essencial, unidade; no secundário, liberdade; em tudo, o amor. Somente o amor pode desfazer os partidarismos na igreja. Sem ele, a carnalidade impera e só há lugar para disputas. O amor é o vínculo da paz, que se concretiza no sacrifício, suportando uns aos outros humildemente (Ef. 4.1,2) e, sobretudo, não esquecendo que Cristo é a Pedra de Esquina sobre a qual a Igreja está edificada (Mt. 16.18; I Co. 3.11; Ef. 2.20; I Pe. 2.1-6). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo em Cores 
Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!


A SUPERIORIDADE DA MENSAGEM DA CRUZ


Textos: I Co. 1.18 -  I Co. 2.1-10

OBJETIVO: Mostrar que a pregação evangélica eficaz não se baseia em pressupostos religiosos ou argumentos filosóficos, mas na cruz de Cristo, loucura para os que perecem, mas para os salvos, poder de Deus.

INTRODUÇÃO: Na igreja de Corinto havia tanto judeus religiosos quanto intelectuais instruídos na filosofia grega. No estudo desta semana, veremos que, como naqueles dias, a religiosidade e a filosofia humana imperam, mas ambas estão distanciadas da verdade do evangelho de Cristo. As palavras do Apóstolo, conforme veremos neste estudo, revelam que o fundamento da fé cristã não repousa nesses dois pólos, mas na centralidade da mensagem da cruz, loucura para os que perecem e o poder de Deus para os que crêem.

1. A MENSAGEM DA RELIGIÃO: A religião é uma tentativa humana de aproximação de Deus. É uma espécie de torre de Babel (Gn. 11.9), de confusão, por meio do qual o homem, através dos seus esforços, de suas vestes de figueira (Gn. 3.7) quer agradar ao Criador. Para tanto, a religião se sustenta numa série de regras e padrões humanos na tentativa de manipular as pessoas (Cl. 2.20-23). Nos tempos de Paulo, especificamente na cidade de Corinto, a religião judaica determinava os procedimentos a serem seguidos a fim de que o ser humano adquirisse sua salvação, essa era uma defesa dos judaizantes (Gl. 1.8,9), que pregavam um outro evangelho distinto do de Cristo. Quando Jesus esteve entre os religiosos de sua época, eles cobravam a realização de milagres (Mt. 12.18-40). O problema dos sinais é que eles, ao invés de fortalecerem a fé, na verdade, viciam as pessoas a sempre quererem mais sinais, como aconteceu com os israelitas quando caminhavam pelo deserto. Há pessoas que não conseguem se distanciar dos sinais, somente acreditam se, como Tomé, avistarem as feridas de Jesus (Jo. 20.25). O pior da religião, no entanto, é a busca pelo mérito divino. Os religiosos estão sempre buscando fazer algo para agradar a Deus, não entendem o milagre do novo nascimento (Jo. 3.3) e que somos salvos pela graça, por meio da fé, isso não vem das obras para que ninguém se glorie (Ef. 2.8,9).

2. A MENSAGEM DA FILOSOFIA: A filosofia em Corinto, quando Paulo escreveu sua Epístola, era um conhecimento valorizado, cujo fundamento era a racionalidade. Tal racionalidade era apregoada pelos filósofos clássicos, com os quais os gregos estavam acostumados. Para esses filósofos, a base do conhecimento estava na “sofia”, isto é, na “sabedoria” humana. Através das reflexões humanas, os pensadores daqueles tempos, como alguns da modernidade, buscam Deus, através das investigações lógicas, trazer provas racionais de Sua existência. Deus, no entanto, nega-se a ser conhecido pelas vias da razão exclusiva. Quanto mais o homem pergunta por Deus através de suas especulações filosóficas, mais deles Ele se distancia. É pouco provável que alguém reconheça o Deus, Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela investigação filosófica. O máximo que podemos apreender é a figura de um Criador poderoso que tudo fez ou de um Legislador Moral que julgará a todos devido a consciência universal do pecado. Para o homem natural, representado pelos materialistas ou existencialistas ateus, Deus não passa de um delírio. Para os filósofos deitas, Deus pode ser comparado a um relojoeiro que criou o mundo e o entregou ao acaso. Para os agnósticos, Deus pode até existir, mas como não se pode saber, resta, como os atenienses dos tempos de Paulo, construir um altar ao Deus Desconhecido (At. 17.23). A filosofia, como área de conhecimento humano, tem o seu devido valor. Não podemos negar a contribuição que o estudo filosófico trouxe a humanidade. Alguns filósofos, na verdade, foram cristãos, tais como Agostinho de Hipona, Anselmo de Aorta, Blaise Pascal, Soren Kierkegaard, entre outros. Mas, em se tratando do evangelho de Cristo, somente podemos conhecê-lo espiritualmente, pois Ele o foi revelado pelo Espírito. O mistério de Deus chegou até nós por meio de Jesus de Cristo (Cl.1.26; 2.2). O estudante cristão de filosofia deve levar cativo todo conhecimento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Caso contrário, o conhecimento filosófico pode acabar distanciando-o da Palavra de Deus (Cl. 2.8).

3. A MENSAGEM DA CRUZ DE CRISTO: Os judeus pedem um sinal, os gregos querem sabedoria (I Co. 1.22) A mensagem do evangelho de Cristo, por conseguinte, é um escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Aprouve a Deus, entretanto, salvar os homens (e mulheres) pela loucura da pregação (I Co.2.14; 3.19). A pregação do apóstolo Paulo, quando esteve em Corinto, não se fundamentou em sofismas, em raciocínios lógicos, mas na cruz de Cristo (I Co. 2.4). A mensagem da cruz é a interdição de Deus tanto aos religiosos quanto aos filósofos. Enquanto a religião quer que as pessoas sejam salvas por meios das suas obras, a mensagem do evangelho de Cristo diz que o homem é salvo pela graça, por meio da fé, e que isso não vem de nós, é dom de Deus (Ef. 2.8,9). Enquanto os homens buscam uma explicação lógica para provar que Deus não existe, Ele, na Sua simplicidade, se faz carne, habita no meio dos homens e, em Cristo, revela-la se como o Deus de amor e graça (I Co. 1.27). A mensagem da igreja cristã não pode ser outra senão a do Cristo crucificado (I Co. 2.2). Não são poucos que atualmente querem sustentar suas mensagem na religiosidade humana ou em argumentos filosóficos. As pessoas somente poderão crer pela fé, e essa resulta da pregação da Palavra de Deus (Rm. 10.17).

CONCLUSÃO: A mensagem da igreja não pode ser religiosa - fundamentada nos méritos humanos, ou filosófica - sustentada na razão pura. A tarefa da igreja é a de se debruçar espiritualmente sobre a Palavra de Deus e proclamá-la em alto e bom som. Essa não agradará a todos os seguimentos da sociedade, continuará sendo escândalo para os religiosos e loucura para os intelectuais. Isso porque os religiosos não admitem serem salvos por outro meio que não seja o esforço pessoal. Os pensadores acham a pregação cristã algo irracional e sem qualquer fundamento lógico. Mesmo assim, com o autor do hino 291 da Harpa Cristã cantamos: “Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor, mas contemplo esta cruz, porque nela Jesus, deu a vida por mim, pecador. Sim, eu amo a mensagem da cruz, té morrer eu a vou proclamar, levarei eu também minha cruz, té por uma coroa trocar”. PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo em Cores 
Lições Bíblica 2º. trimestre, CPAD
Deus é Fiel e Justo!