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O CRENTE E AS BENÇÃOS DA SALVAÇÃO


Textos: Fp. 2.12 - I Jo. 3.6-11
novo e-mail:irmaoteinho@irmaoteinho.com

OBJETIVO: Mostrar que o crente não mais se encontra sobre o poder do pecado, por isso, pode viver em santificação.

INTRODUÇÃO: Conforme estudamos em lições anteriores, o pecado é uma realidade. Ainda que tentem negá-la, ela é evidente não apenas na Bíblia, bastar atentar para a vida cotidiana, ler os jornais para constatá-lo. Tão evidente é o pecado que G. H. Chesterton, famoso escritor cristão britânico, argumentava que entre as várias doutrinas cristãs, a do pecado é a mais fácil de ser comprovada. Ciente da relevância desse assunto, estudaremos, esta semana, a origem do pecado. Em seguida, veremos que o pecado ainda pode atingir o cristão, mesmo que esse não mais viva sob a prática do pecado. Pelo Espírito e pela Palavra, é chamado a uma vida de santificação, e essa, certamente, é uma das bênçãos da salvação.

1. O PECADO E SUA ORIGEM: Para João, “todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei” - anomia no grego (I Jo. 3.4). Com essa verdade, o Apóstolo indica que o pecado, por sua própria natureza, é ilegalidade. Não podemos esquecer que os adeptos do espírito do Anticristo defendiam uma prática de vida imoral. Iam além, argumentando que poderiam cumprir os desejos da carne, pois não estariam transgredindo qualquer lei. Esses são os seguidores do antinomismo, os que se opõem a todo tipo regra. Buscam subterfúgios na Psicologia Moderna para justificarem suas práticas pecaminosas. Esse espírito já atuava nos tempos de João, que se opôs a tal movimento, explicitando que o pecado não é apenas um “errar o alvo” (hamartia) ou injustiça (adikia), antes a transgressão da lei do Senhor que é santa. Portanto, todo aquele que pecado não pode se eximir da culpa. A origem do pecado remete ao Diabo, pois este vive pecando desde o princípio (Jo. 8.44), desde sua rebelião contra Deus (Is. 14.14,15). Por outro lado, se a obra do Diabo é roubar, matar e destruir (Jo. 10.10), Cristo veio ao mundo para destruir suas obras (I Jo. 3.8).

2. O CRENTE E O PECADO: Em relação ao pecado do crente, João destaca que esse “não vive na prática do pecado”. Algumas traduções dizem “não peca”, mas a versão anterior é mais apropriada, principalmente quando atentamos para o verbo grego que se encontra no presente. Além disso, essa afirmação não se coadunaria com a declaração joanina (I Jo. 1.8-10) que o crente pode pecar, ainda que não deva (I Jo. 2.1). O motivo para que o crente não viva em pecado é que “permanece nele a divina semente e porque é nascido de Deus”. É a semente de Deus no interior do crente que faz com que ele ou ela não mais continue vivendo em pecado (II Co. 5.17; II Pe. 1.4). Essa mensagem de João é contrária a que era defendida pelos adeptos do gnosticismo. Tal doutrina tem se instaurado no seio de determinadas igrejas evangélicas atuais. Há quem defenda que Deus perdoa a todos, portanto, o pecado não é problema. Muitos “evangélicos hoje em dia defendem uma vida desregrada entre os cristãos, assumindo que a graça de Deus cobre todos os pecados. Aqueles que têm a semente – a Palavra de Deus – não se deixam corromper, o pecado não mais os atrai, pois foram gerados de Deus e investem na santificação (I Pe. 1.23)

3. O CRENTE E A SANTIFICAÇÃO: João, ao longo de toda sua Carta, conclama os crentes à santificação. Isso porque a fé cristã não se coaduna com a prática do pecado. Por isso é preciso escolher entre uma vida santa e uma vida pecaminosa. Cientes que aqueles que vivem no pecado não podem dizer que são filhos de Deus, antes são filhos do Diabo (I Jô. 3.7). Não podemos esquecer que o Diabo é o Pai da Mentira e Jesus, com muita ousadia, revelou que aqueles que são escravos do pecado são filhos do Diabo (Jo. 8.44). Não existe, por assim dizer, um meio termo, ou se é filho de Deus – nascido de cima, pela Palavra – ou se é filho do Diabo – quando se vive na constante prática do pecado. Devemos observar também que a manifestação da filiação divina se dá através da prática do amor (I Jo. 3.10). Aquele que diz ser filho de Deus só manifesta ódio, discórdia e desavença pelos irmãos ainda está nas obras da carne (Gl. 519-21). Uma vida de santificação é resultado de uma caminhada no Espírito (Rm. 8) que produz em nós o Seu fruto (Gl. 5.22). Essa é uma transformação que ocorre paulatinamente, resultante de um processo de vivência controlado pela experiência com Deus (Gl. 5.16). Esse é o caminho sobremodo excelente do qual Paulo falou aos crentes de Corinto (I Co. 13).

CONCLUSÃO: Como resultado da Queda (Gn. 3), o ser humano tornou-se pecador. Todo, portanto, pecaram (Rm. 3.23) e o salário do pecado é a morte, mas a dom da vida eterna se manifestou gratuitamente em Cristo Jesus (Rm. 6.23). Por que Ele nos deu a vida, nos tornou filhos de Deus (Jo. 1.12), agora, recebemos o Espírito de Adoção (Gl. Rm. 8.15; Gl. 4.5), por meio do qual clamamos Aba, Pai. Como filhos amados de Deus, somos chamados a viver nas boas obras que Ele designou para que andássemos nelas (Ef. 2.10). Somos salvos pela fé, não pelas obras da lei, mas, pela fé, obedecemos a Palavra de Deus, vivemos em santificação (R. 6.19,22; II Co. 7.1; I Ts. 4.3-7; Hb. 12.14). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA
-Bíblia de Estudos Pentecostal
-Bíblia de Estudo em Cores
-Lições Bíblicas 3º. trimestre de 2009.
Deus é Fiel e Justo!

A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO


Textos: Jo. 3.16 - I Jo. 3.1-5; Rm. 8.14-17
irmaoteinho@irmaoteinho.com

OBJETIVO:
Mostrar que somente o imensurável amor de Deus poderia elevar o pecador convertido à condição de santo, justo e filho de Deus para que esse possa ter a vida eterna.

INTRODUÇÃO
: João afirma que o mundo jaz – isto é – está morto no maligno (I Jo. 5.19). Os crentes, por sua vez, têm vida eterna (I Jo. 2.25). A razão dessa vida, conforme estudaremos esta semana, tem a ver com a filiação ao Pai que nos ama em Cristo. Porque Ele nos ama, será um dia transformados (I Ts. 4.13-17). Quando isso acontecer, a morte será tragada na vitória, e glorificados, desfrutaremos da plenitude da vida eterna (I JO. 5.11,13).

1. FILHOS AMADOS DE DEUS: Não por acaso João chama seus leitores de “amados” ao longo da sua carta. Os crentes são amados do Pai, já que agora somos filhos de Deus, nascidos de cima (Jo. 3.3). O Apóstolo assume essa declaração com admiração, pois agora somos não apenas criaturas, mas filhos de Deus. Isso aconteceu porque a todos quantos receberam Jesus deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus (Jo. 1.12,12). A partir de então, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos amados de Deus (Rm. 8.14-17,21; 9.25,26). E esse mesmo Espírito opera em nós, também, por meio dEle fomos adotados e clamamos Aba, Pai (Gl. 4.6). Porque somos filhos de Deus, o mundo nos aborrece, porquanto não conhece o Pai (Jo. 15.18,19; 16.3; 17.25; Cl. 3.3). Conforme estudamos na semana passada, os crentes e o mundo são incompatíveis (I Co. 2.15,16). Como aconteceu com Cristo, enquanto estivermos no corpo a vida estará oculta em Deus (Cl. 3.3). A filiação do cristão é real, mas ainda não é visível (Rm. 8.19).

2. QUE NOS TRANSFORMARÁ: Como filhos amados do Pai ainda não somos o que haveremos de ser (v. 2). O mundo tão somente nos conhece como somos, mas não vê como seremos plenamente. Existem muitas especulações a respeito de como seremos na eternidade. Todas elas são apenas sombras, e, em muitos casos, meras fantasias. Somente sabemos aquilo que o Senhor nos revelou em Sua palavra (Dt. 3.24; I Co. 13.8-12). Nos é revelado que um dia Jesus haverá de se manifestar e quando isso acontecer seremos semelhantes a Ele (Fp. 3.21; I Co. 15.49). Então seremos glorificados com Ele (Rm. 8.17; Cl. 3.4). A Paulo foi revelado que quando esse tabernáculo físico se desfizer, estaremos no céu com Cristo (II Co. 5.8; Fp. 1.23; Cl. 3.4; I Ts. 4.17). Essa é a bendita esperança da igreja do Senhor Jesus Cristo (Tt. 2.13). A volta dEle para arrebatar Sua igreja para estar para sempre com Ele, pois há de vir como para o céu os discípulos O viram ir (At. 1.11). Ele mesmo prometeu que iria prepara lugar para aqueles que O seguem (Jo. 14.1). Nesse dia, quando formos plenamente como Ele é, O veremos face a face (I Co. 13.12).

3. E DARÁ VIDA ETERNA: A vida eterna, nos escritos de João, ressalta sua possibilidade de experiência já na vida presente através de Jesus Cristo (Jo. 5.24; 11.25-26; I Jo. 3.14). O propósito central desse Apóstolo, ao escrever o evangelho, é produzir vida eterna nos seus leitores (Jô. 20.31). Paulo também reforça o ensinamento que a vida eterna pode ser desfrutada já no presente (Rm. 6.4; 8.6,10), ainda que tanto para um quanto para o outro, a plenitude da vida eterna será desfrutada no futuro (II Co. 5.4). O Apocalipse revela que será na nova criação que a vida eterna se manifestará, onde o cristão poderá comer livremente da árvore da vida (Ap. 22.4,14) e beber da água da vida (Ap. 22.7). Tanto a árvore quanto a água da vida apontam para Cristo que, no Novo Testamento, é associado com a vida eterna. Ele é o pão da vida (Jo. 6.35,48), o caminho a verdade e a vida (Jo. 14.6), o autor da vida (At. 3.15), e a vida dos crentes (Cl. 3.4) e Aquele que tem o poder indestrutível da vida (Hb. 7.16). Em Jo. 6.68 está escrito que Jesus tem palavras de vida eterna e em Jo. 17.2 que Ele tem autoridade para dar a vida eterna.

CONCLUSÃO: Que notícia admirável: fomos feitos filhos amados do Pai, agora temos o Espírito através do qual clamamos Aba. Através desse ato de filiação, Deus não apenas nos fez filhos dEle, mas também nos deu a vida eterna em Cristo Jesus, que é a Ressurreição e a Vida. No futuro, na glorificação do corpo, desfrutaremos da plenitude da Vida. Naquele momento, o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade e estaremos para sempre com o Senhor e O veremos como Ele é. PENSE NISSO! ALELUIAS!

BIBLIOGRAFIA
-Bíblia de Estudos Pentecostal
-Bíblia de Estudo em Cores
-Lições Bíblicas 3º. trimestre de 2009.

Deus é Fiel e Justo!

A CHEGADA DO ANTICRISTO

Textos: I Jo. 4.3 - I Jo. 2.18-26 e II Jo. 1.7
irmaoteinho@irmaoteinho.com

OBJETIVO: Mostrar que através do conhecimento bíblico é possível discernir os espíritos a fim de saber se eles de fato são de Deus ou do Anticristo.

INTRODUÇÃO: Nos últimos dias o Anticristo será levantado para atuar sobre a terra. Em suas epístolas João fala a respeito do espírito do anticristo que já impera. No início do estudo trataremos sobre a revelação geral na escatologia bíblico sobre a figura do anticristo. Em seguida, analisaremos o ensinamento a respeito do anticristo nas epístolas de João. Ao final, mostraremos a relevância do discernimento escriturístico das manifestações espirituais anticristãs.

1. ANTICRISTO, UMA REVELAÇÃO ESCATOLÓGICA: Existem várias passagens bíblicas que nos oferecem um vislumbre da atuação escatológica do anticristo (Dn. 7.24,25; II Ts. 2.3-6; I Jo. 2.18; Ap. 13.1-8). A partir de Dn. 11.36, inferimos que o Anticristo será um homem, guiado por Satanás, que se passará por Deus. Será uma personagem com habilidade para inflamar as massas (Ap. 13.5) e exercer influências sobre as nações. Ele é chamado nos textos bíblicos de Homem da Iniqüidade ou do Pecado (II Ts. 2.3), Chifre Pequeno (Dn. 7.8), Príncipe que há de vir (Dn. 9.27) ou o Assírio (Mq. 5.5). Segundo Paulo, em I Ts. 5.3, o Anticristo providenciará um tempo de prosperidade e paz aparente na terra. João, em Ap. 13.1,17,18 diz que seu número será 666 e que ninguém comprará ou venderá a menos que seja detentor desse número. No período da Tribulação o Anticristo será recebido como dominador dos povos (Jo. 5.43). Ele fará um pacto com Israel que será posteriormente rompido (Dn. 9.27; Mt. 24.15; II Ts. 2.4; Ap. 11.2; 13.1-8). O poder do Anticristo será por fim vencido quando Cristo vier em glória (Dn. 2.34; Mt. 24.30), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).

2. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NAS EPÍSTOLAS DE JOÃO: A palavra específica – anticristo – ocorre na Bíblia somente nas epístolas de João (I Jo. 2.18,22; 4.3; II Jo. 7), ainda que essa temática, conforme demonstramos no tópico anterior, possa ser encontrada em outras passagens. Na escatologia Joanina, o aparecimento do anticristo é uma demonstração da proximidade do fim. O Apóstolo argumenta que, embora seja fato que vem o anticristo, como ouvistes, contudo, já agora muitos anticristos têm surgido. Isso quer dizer que o espírito do anticristo” já está em ação no mundo (I Jo. 4.3). Esse anticristo é um adversário de Cristo que se opõe ao Senhor Jesus. Essa oposição é manifestada através da negação dos ensinamentos de Cristo e respaldada em argumentos humanos. Certamente João está se referindo aos hereges que se instauraram no seio da igreja. A proteção contra esses anticristos está na “unção” (v. 20) recebida de Deus. Essa unção se refere ao Espírito Santo (I Co. 1.21,22). A iluminação do Espírito Santo, na direção da Palavra, é o antídoto contra o veneno dos falsos mestres. A gnosis – conhecimento – cristã está fundamentada no Espírito da Verdade, cujo fundamento é a Escritura, a Palavra de Deus (Cl. 1.28). O Espírito confirma pela Palavra a verdade que os cristãos já sabem (Rm. 15.14,15). Aqueles que conhecem a verdade não se deixam enganar pelo espírito da mentira (Jo. 8.44).

3. O DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO DO ANTICRISTO: Em I Jo. 4.1, o Apóstolo recomenda aos cristãos que discirnam os espíritos a fim de saber se esses procedem de Deus ou se são falsas profecias. O verbo grego aqui utilizado é dokimazo e significa testar, examinar, provar e verificar. O espírito do anticristo já opera no mundo, até mesmo dentro de algumas igrejas. Diante de tal realidade, o discernimento desse espírito é condição necessária para a bem estar espiritual. A apologética – a defesa da fé – depende de duas armas com as quais os crentes precisam saber lidar: 1) a Palavra de Deus – isso diz respeito ao evangelho, aos ensinamentos expostos pelos apóstolos (I Jo. 2.22). A esse respeito, atentemos para a recomendação de Paulo a Timóteo. Não devemos nos apartar daquilo que fomos ensinados na Bíblia. A Escritura divinamente inspirada por Deus é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça e para que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitos e perfeitamente instruídos para toda boa obra (II Tm. 3.14-17); 2) o Espírito Santo – somente os ensinamentos apostólicos não são suficientes para os crentes permanecerem na verdade. É o Espírito Santo quem instrui os cristãos pela Palavra. Não existe outro ensinamento necessário à igreja de Cristo, não precisamos de ensinamentos humanos, pois recebemos dos apóstolos, através da inspiração do Espírito, a revelação de Deus (I Jo. 2.27; II Pe. 1.20,21).

CONCLUSÃO: No período da Tribulação o Anticristo estabelecerá seu governo literal sobre a terra. Enquanto isso não acontece, seu espírito impera já através do sistema mundano. A igreja de Jesus precisa estar atenta às manifestações do espírito do anticristo. O investimento no ensinamento da Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, é o antídoto necessário para responder com sabedoria e mansidão (I Pe. 3.15) contra toda doutrina que venha de encontro à fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 1.3). PENSE NISSO!


BIBLIOGRAFIA
-Bíblia de Estudos Pentecostal
-Bíblia de Estudo em Cores
-Lições Bíblicas 3º. trimestre de 2009.

Deus é Fiel e Justo!

O SISTEMA DE VIVER NO MUNDO


Textas:1 João 2.15-19; João 15.18,19
irmaoteinho@irmaoteinho.com

INTRODUÇÃO: Estudaremos esta semana sobre o modo de viver do cristão neste mundo, que é um dos principais temas abordados pelo apóstolo João em sua Primeira Epístola. Além de refutar os falsos ensinos sobre a pessoa de Cristo, o apóstolo demonstra também o desejo de ver seus filhos na fé, que ele carinhosamente os chama de “meus filhinhos”, vivendo nesse mundo de maneira santa e irrepreensível.

I – QUE SIGNIFICA A PALAVRA “MUNDO”? Do grego “kosmos”, significa “ordem”, “beleza”. Este termo pode ter diferentes conotações, dependendo de como é usado. Vejamos três significados diferentes:

1.1 Universo. Algumas vezes este termo refere-se ao universo, como nos textos a seguir: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele...” (Jo 1.10); “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 1.6). Veja também (Jo 9.5; 17.15,18; 21.25; At 17.24).

1.2 Humanidade. O termo pode também referir-se aos homens, de forma geral, como podemos ver nos seguintes textos:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.16,17). Ver também (Jo 4.42; I Jo 2.2; 4.14).

1.3 Sistema corrompido. O terceiro uso principal da palavra é o que envolve a dimensão ética. Este é o sentido mais comum nas Escrituras, como também o mais significativo nos escritos de João. O termo aqui refere-se ao mundo dos homens em rebelião contra Deus, e assim caracterizado por tudo o que está em oposição a Ele. Envolve os valores do mundo, seus prazeres, suas atividades e aspirações. João diz sobre esse “mundo” que ele está no maligno (I Jo 5.19), que rejeitou a Jesus quando Ele veio (Jo 1.10c), que não O conhece (I Jo 3.1). É nesse sentido que João fala sobre o mundo na passagem que aqui analisamos.
No primeiro sentido em que citamos (universo), os cristãos devem ser gratos por ele, pois é um presente de Deus; no segundo sentido (humanidade), os cristãos devem amá-lo e evangelizá-lo; e, no terceiro sentido (sistema), os cristãos devem rejeitá-lo e conduzir suas vidas de maneira completamente oposta.

II – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O MUNDO? O “mundo” é mencionado diversas vezes nas Escrituras, principalmente nos escritos do apóstolo João. Vejamos:

2.1 O mundo está sob o domínio de Satanás. Ele é o príncipe deste mundo (Jo 12:31; 14:30; 16:11), o que significa dizer que o mundo está sob o seu poder e domínio (I Jo 5.19). O diabo é intitulado "aquele que está no mundo" (I Jo 4:4), pois o mundo é a sua esfera de atuação e influência. Semelhantemente, "o espírito do anticristo já está presente no mundo" (I Jo 4:3), e "muitos falsos profetas tem se levantado no mundo" (I Jo 4:1). Assim, o diabo, por meio do espírito do anticristo, mantém o mundo na incredulidade (II Co 4.4).

2.2 Deus ama o mundo (humanidade). Este mundo, embora pecaminoso, é alvo do amor de Deus. Sua compaixão envolve toda humanidade, pois ele ama a todos, incondicionalmente (Rm 5.8,39). O apóstolo João diz: “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (I Jo 4:9,14); e que Jesus "...é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2.2).

2.3 O cristão não pertence ao mundo. Os cristãos foram escolhidos do mundo (Jo 17.6), ainda estão no mundo (universo) (I Jo 4:17; Jo 17.11,15), no entanto, não lhes pertence mais (Jo 17.14,16). Por esta razão, o apóstolo João diz: “Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia” (I Jo 3.13; cf Jo 15:18, 19; 17:14). O ódio é característico deste mundo, como o amor o é do cristão (I Jo 3:14). O mundo e a igreja são dois grupos inteiramente separados e distintos de pessoas: um sob o domínio de Satanás, o outro, nascido de Deus e sob o domínio dEle. Por isso, o crente deve morrer para o mundo (Gl 6.14).

2.4 O cristão é enviado ao mundo. Em sua oração sacerdotal, o Senhor Jesus disse: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). E, após a sua ressurreição, Ele disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). A missão do servo de Deus, neste mundo, é arrebatar aqueles que estão nas mãos do maligno (Pv 24.10), salvando-os do fogo (Jd 23), conforme a Grande Comissão (Mt 28.19,20; At 1.8).

III - QUAL DEVE SER A ATITUDE DO CRISTÃO NO MUNDO? Na Bíblia, nossa regra de fé e prática, encontramos princípios divinos que direcionam e guiam a vida do cristão, independente de sua cultura, status, época etc. (Sl 119.9,11,105; Jo 17.17). Vejamos, então, qual deve ser nossa atitude neste mundo:

3.1 Não devemos amar o mundo (I Jo 2.15). A palavra mundo, neste texto, não se refere a humanidade, e sim, ao sistema corrompido e perverso. Por isso, como cristãos, não devemos amar as coisas deste mundo, tais como:

 A concupiscência da carne. Inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a sensualidade (I Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
 A concupiscência dos olhos. Refere-se a cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, tais como cobiçar a mulher do próximo (Êx 20.17; Mt 5.28). Nesta era moderna, muitos crentes carnais são dominados por esta cobiça, através da televisão, periódicos, imoralidades, etc. A Bíblia descreve alguns exemplos de pessoas que pecaram contra Deus por causa dessa cobiça, tais como: Eva (Gn 3.6), Acã (Js 7.21) e Davi (II Sm 11.2).
 A Soberba da Vida. Significa o espírito de arrogância, orgulho e auto-dependência, que não reconhece a Deus como Senhor, nem a Sua palavra como autoridade suprema, além de se julgar independente de todos (Tg 4.13-16). Devemos orar como Davi, que disse: "Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão." (Sl 19.13).
Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e se opõe a Ele. Quem ama a Deus deve opor-se a este sistema corrompido pelo pecado, pois, a Palavra de Deus nos diz: "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (l Jo 2.17).

3.2 Não devemos nos conformar com o mundo (Rm 12.2). A expressão “não vos conformeis” tem o sentido de “não tomar a forma” ou “não ser igual”. Em outras palavras, o apóstolo Paulo estava dizendo: “não queira ser igual ao mundo”.
O cristão deve reconhecer que o presente sistema mundano é mau (At 2.40; Gl 1.4) e que está sob o controle de Satanás (Jo 12.31; I Jo 5.19). Aquele que é nascido de Deus deve aborrecer aquilo que é mau, e amar aquilo que é justo, pois, Jesus disse que nós somos o sal da terra e a luz do mundo; e, como luz do mundo devemos resplandecer diante dos homens (Mt 5.13-16).

3.3 Não devemos ser amigos do mundo (Tg 4.4). Ser amigo do mundo significa acatar e aceitar os pecados, valores e prazeres mundanos. Por isso, Deus não aceita tal amizade (Mt 6.24). Ser amigo do mundo significa compartilhar como o modo de viver deste mundo que jaz no maligno (I Jo 5.19). O apóstolo Tiago nos adverte que “qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”.

3.4 Devemos vencer o mundo. Todo cristão enfrenta, no seu dia-a-dia, três grandes inimigos: o diabo (I Pe 5.8), a carne (Gl 5.17) e o mundo (I Jo 5.4); que tentam deter sua jornada espiritual e distanciá-lo de Deus. No entanto, devemos saber que é possível vencê-los, se fizermos uso de nossas armas espirituais, tais como: a Fé (Mt 17.20; 21.21; Hb 11.1,6; I Jo 5.4); o Jejum (Et 41.16; II Cr 20.3; Ed 8.21; Jn 3.5); a Oração (I Sm 1.12; At 12.5; Tg 5.17; Rm 12.12); e a Palavra de Deus (Sl 119.16,28,50,107; Hb 4.12). Em sua epístola, o apóstolo João diz: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (I Jo 5.4,5).

CONCLUSÃO: A palavra “mundo” frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, dominada por Satanás. Consiste não somente nos prazeres malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também ao espírito de rebelião que nele age contra Deus. Por isso, o cristão não pertence ao mundo (Jo 15.19), não deve se conformar com o mundo (Rm 12.2), nem amar o mundo (I Jo 2.15), pois, é impossível amar ao Pai e ao mundo, ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; Tg 4.4). PENSE NISSO!

BIBLIOGRAFIA:
-Bíblia de Estudos Pentecostal
-Bíblia de Estudo em Cores
-Lições Bíblicas 3º. trimestre de 2009.
Deus é Fiel e Justo!