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* A PROMESSA DA CURA DIVINA

Textos: Is. 53.4 – Is. 53.2-5; Tg. 5.14-16

Objetivo: Incentivar os crentes a orarem para que se cumpra a promessa da cura divina, sem, no entanto, esquecer que essa depende sempre da soberana vontade de Deus.
INTRODUÇÃO: A promessa de cura divina está espalhada ao longo de toda a Bíblia. Estudaremos, também, que a cura divina faz parte, e de certo modo, antecipa a glória que haveremos de ter quando Cristo se revelar. Mas como se trata de algo que depende da soberania divina, é possível que alguns não sejam curados, portanto, será necessário aprender a lidar com essa realidade.

1. A PROMESSA BÍBLICA DA CURA: Uma análise panorâmica de alguns textos bíblicos nos revela que a cura divina é uma promessa recorrente de Deus para o seu povo. Ela foi estabelecida no Antigo Testamento (Ex. 15.26; Sl. 103.3; 107.20). Em Nm; 21.6-9 ela é tipificada quando o povo de Israel fora mordido por serpentes e Deus providenciou uma salvação, ordenando a Moisés que erguesse uma serpente a fim de que fosse curado aqueles que para ela olhassem. Entre os profetas, destacamos as revelações de Isaias (Is. 53.4,5) e Jeremias (Jr. 33.6) a respeito da cura da realização da cura divina. Cristo, em seu ministério terreno, também atuou na vida das pessoas curando suas enfermidades (Mt. 4.23; 8.16,17). O Senhor também estendeu o ministério da cura divina aos seus seguidores (Mc. 16.16-18; Lc. 9.2; Mt. 10.8). O cumprimento dessa promessa de Jesus é testificado no livro de Atos (At. 3.6-10; 14.8-10). Em suas Epístolas, Paulo fala a respeito dos dons de curar (I Co. 12.9) e Tiago instrui quanto à atuação dos presbíteros da igreja nesse importante ministério (Tg. 5.14-16).

2. A ATUALIDADE DA CURA DIVINA: Existem algumas razões bíblicas para acreditar que Deus continua curando nos dias atuais. A principal delas se encontra em Hb. 13.8, na qual lemos que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”. Além disso, é válido ressaltar que, ao longo de toda a Bíblia, a cura divina faz um paralelo com a salvação. Devemos também lembrar que o ser humano, em sua integralidade (I Ts. 5.23), não é apenas espírito, mas, também, corpo, por isso, quando meditamos no texto de Is. 53.5, vemos que a salvação, provida por Cristo, inclui:

1) O Espírito: “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades”;

2) A Alma: “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”;

3) O Corpo: “pelas suas pisaduras fomos sarados”. A cura divina, que se realiza nos dias atuais, aponta, escatologicamente, para o ato final da glorificação do corpo, quando Cristo vier arrebatar a Sua igreja (I Ts. 4.13-17), naquele dia o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54).

3. A MINISTRAÇÃO DA CURA: A oração para a cura deva fazer parte do ministério da igreja, esse, porém, deve ter como meta a glorificação a Deus (Mt. 28.19,20), jamais a promoção humana. A Palavra de Deus nos instrui a orar com confiança, crendo que o Senhor efetuará a cura, pois a incredulidade pode inviabilizá-la (Lc. 4.23-29). Deixar de valorizar a cura divina é um extremo, do mesmo modo que, deixar de enfatizar o arrependimento dos pecados, para a salvação. Portanto, aqueles que pregam a cura divina não podem esquecer que o maior milagre continua sendo o perdão dos pecados (Mc. 2.10-12). Além disso, é bom saber que nem todos são curados, como no caso de Jo. 5.3-9, há circunstâncias em que apenas um pessoa, em meio a uma multidão, recebe essa dádiva. Isso porque a cura é um ato eminentemente divino e Deus cura a quem e quando LHE apraz. Não existe uma fórmula fixa para a manifestação da cura:

1) em II Rs. 5.1-14, Eliseu ordenou que Naamã mergulhasse sete vez no rio Jordão;

2) em Is. 38.21, o profeta determinou a Ezequias que colocasse um emplastro de figos sobre a ferida;

3) em Jo. 9.6,7, Jesus fez lodo e aplicou nos olhos de um cego, ordenando-lhe, em seguida, que fosse se lavar. A fé, seja daquele que vai ser curado, ou daquele que intercede por um outro, é a única condição para que a cura seja efetivada (Mt. 9.22; At. 3.6).

4. QUANDO A CURA NÃO VEM: A fé do homem, no entanto, é uma condição relativa, não absoluta para o recebimento da cura divina. Há momentos que a resposta de Deus, em relação à cura, é negativa, e, quando isso acontece, devemos aprender a lidar com a soberania divina. Mesmo homens de fé, como Moisés e Paulo, deixaram de ter suas orações atendidas (Dt. 3.26; II Co. 12.8,9). Deus as ouviu, mas, no caso específico desse último, por motivos que estão além da compreensão humana, disse-lhe que sua graça seria suficiente. Paulo fora usado por Deus para que muitas pessoas fossem curadas, no entanto, ao dirigir-se a Timóteo, quanto a uma enfermidade estomacal, recomenda-lhe a ingestão de um pouco de vinho (I Tm. 5.23). Fazemos uma ressalva de que essa é uma recomendação particular de Paulo a Timóteo, que não pode ser transformada em doutrina. Do mesmo modo, não podemos pensar que a busca do auxílio médico seja pecado, devido ao exemplo de Asa (II Cr. 16.12). Asa fora reprovado, nesse sentido, porque preferiu depositar sua confiança nos médicos, e não no Senhor. Há bons médicos, amados como Lucas (Cl. 4.4), que podem atuar como instrumentos de Deus para a obtenção da cura das doenças. A esse respeito disse Jesus: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt. 9.12).

CONCLUSÃO: A cura divina é uma promessa divina que tem se cumprido desde os tempos do Antigo Testamento. A igreja do Senhor deve se envolver nesse ministério, orando pelos enfermos para que esses venham a receber a cura de suas enfermidades. Não podemos, no entanto, esquecer que nem todos são curados, e, quando isso acontece, devemos continuar buscando ao Senhor, suplicando sua intervenção sobrenatural. Enquanto essa não vem, não podemos nos privar dos recursos médicos, contanto que esses sejam buscados em contrição, ciente que o Senhor é a fonte de toda a saúde. PENSE NISSO!

* A PROMESSA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Textos: Mt. At. 2.39 – At. 2.37-43

Objetivo: Motivar os cristãos a buscarem o Batismo no Espírito Santo, uma promessa disponível a todos quantos quiserem ser testemunhas poderosas do evangelho de Cristo.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, veremos que o Batismo no Espírito Santo é uma promessa para todos os cristãos que seguem ao Senhor Jesus Cristo. Mostraremos que o cumprimento dessa promessa se deu, inicialmente, no dia de Pentecostes, quando os discípulos estavam reunidos no cenáculo, quando todos falaram em línguas conforme o Espírito concedia que falassem. Por fim, refletiremos a respeito do propósito bíblico para o recebimento dessa promessa e a necessidade de que ela seja buscada nos dias atuais.

1. O BATISMO NO ESPÍRITO: O Batismo no Espírito Santo é conhecido, biblicamente, por vários termos. Ele é chamado de “enchimento” (At. 2.4); “derramamento” (At. 2.33; 10.45), “recebimento” (At. 2.38; 8.17) e “descida” (At. 10.44; 11.15; 19.16). A expressão “Batismo no Espírito Santo” ocorre com maior proeminência nos evangelhos (Mt. 3.11; Mc. 1.8; Lc. 3.16; Jo. 1.33). Essa variedade de termos mostra que nenhuma palavra resume completamente o que está envolvido nessa experiência. Há, contudo, uma distinção necessária, no Novo Testamento, entre o batismo “do” Espírito (I Co. 12.13), que é realizado pelo Espírito, integrando o indivíduo no corpo de Cristo, diferentemente, do batismo, “no” Espírito, que é realizado por Cristo, revestindo-o com poder. A palavra “batismo”, no grego, é baptizo e, literalmente, significa “imergir”. Assim, quando Cristo batiza o crente no Espírito, na verdade, o está imergindo na força do Espírito.

2. A PROMESSA DESSE BATISMO: As promessas mais explícitas do Batismo no Espírito Santo se encontram no Novo Testamento. João Batista, em Mt. 3.11, profetiza a respeito desse batismo que viria a ser realizado por Jesus. Nessa passagem, a distinção está entre o batismo para aqueles que se arrependem, de um outro para os que se negam a abandonar os seus pecados. Uma análise contextualizada dessa passagem nos revela que o batismo para os crentes é com o Espírito Santo enquanto que, para os infiéis, será com fogo, isso, no entanto, afasta a relação que esse batismo tem com o simbolismo do fogo (At. 2.3; I Ts. 5.19). Depois de João Batista, Jesus, profetizou e prometeu a realização futura desse batismo. Em Jo. 14.16, temos uma promessa indireta, já que, nesse versículo, é tratado apenas da descida do Espírito Santo, e não, especificamente, do Batismo no Espírito Santo. Em Lc. 24.49, encontramos uma promessa mais detalhada, de Jesus, a esse respeito quando ordena aos seus discípulos que aguardem em Jerusalém até que, do alto, sejam revestidos de poder. Em At. 1.5,8, no contexto da Grande Comissão, Jesus faz alusões diretas e específicas sobre o cumprimento futuro dessa promessa.

3. O CUMPRIMENTO DA PROMESSA: Ao ler o livro de Atos, observamos que essa promessa se cumpriu, cabalmente, na vida da igreja primitiva. No capítulo 2, versículo 4 está escrito que “todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. Essa referência mostra como aconteceu o enchimento do Espírito entre os primeiros crentes. Eles falaram numa outra língua, não, necessariamente, uma língua estranha. Entendemos, assim, que é possível que alguém seja batizado no Espírito Santo e fala uma língua estrangeira, contanto que essa seja estranha para aquele que a está falando, pois não pode ser aprendida. Em Atos, o falar em línguas aconteceu em todas as ocasiões desse derramamento, nos levando a concluir que essa é uma manifestação física dessa experiência (At. 8.14-20; 9.17 comp. I Co. 14.18; At. 10.44-48; At. 19.1-7). Esse falar em línguas deve ser distinguido da variedade de línguas, de I Co. 12.10, no contexto em que Paulo elenca os dons do Espírito Santo. As línguas enquanto dom têm como objetivo a edificação de si mesmo e do corpo de Cristo (I Co. 14.4), principalmente, quando há quem interprete (I Co. 14.5) e não podem ser confundidas com as línguas como manifestação visível do Batismo no Espírito Santo. Quanto à extensão, diz Pedro, em At. 2.39: “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.

4. O PROPÓSITO DA PROMESSA: O texto básico que trata do propósito do Batismo no Espírito Santo é o de At. 1.8. Nesse versículo, Jesus diz, aos seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. O batismo no Espírito Santo não objetiva à santificação, para isso há o fruto do Espírito (Gl. 5.22), para a edificação da igreja, os dons espirituais (I Co. 12). O batismo no Espírito Santo é uma capacitação divina, com poder, para que o cristão seja uma testemunha eficaz da morte e ressurreição de Cristo. Como testemunhas, precisamos estar preparados, e para tanto, devemos buscar a revelação profética e apostólica da Escritura. Sem esse conhecimento é improvável que sejamos boas testemunhas. Além disso, é necessário que cultivemos um relacionamento contínuo com o Senhor, para que, em consonância com a Bíblia, testemunhemos do que Ele tem feito em nós. Para que esse testemunho tenha efeito nos que ouvem, devemos fiar nossa confiança, primordialmente, no “dunamis”, isto é, no poder do Espírito Santo.

CONCLUSÃO: Recebemos, do Senhor, a promessa do Batismo no Espírito Santo e Ele a cumpriu, inicialmente, por ocasião do pentecostes e a tem confirmado ao longo da história da igreja. Essa promessa está disponível a todos quantos, nos dias atuais, querem ser testemunhas eficazes do evangelho de Cristo. Para recebê-la, devemos tão somente buscá-la, dando-lhe o devido valor, certos de que o Senhor se compraz em o conceder a tantos quantos o desejam (Lc. 11.13). PENSE NISSO!

* A PROMESSA DA SALVAÇÃO

Textos: Mt. 1.21 – Mt. 1.18-23

Objetivo: Mostrar a realidade do pecado humano e a promessa divina de salvação para todo aquele que crê em Jesus.

INTRODUÇÃO: Neste estudo, trataremos a respeito da promessa de Deus para a salvação do ser humano. Veremos que, em virtude da condição humana de pecado, Deus proveu, por meio de Seu Filho Jesus Cristo, um escape para a humanidade decaída. Todavia, a fim de corrigir alguns equívocos a respeito dessa tão grande promessa, analisaremos algumas das perspectivas que não se juntam com a revelação bíblica.

1. PECADO - UMA CONDIÇÃO HUMANA: A origem do pecado se encontra na livre escolha das criaturas de Deus (Ap. 12.9) que remete a Satanás. Em relação aos seres humanos, o pecado é resultado das escolhas de Adão e Eva, os quais, por meio de suas decisões, passaram a conviver com as conseqüências do pecado (Gn. 3.16-19). De acordo com a Bíblia, por causa do pecado de Adão, todo a humanidade, em solidariedade, ficou destituída da glória de Deus (Rm. 3.23 comp. Gn. 2.17). A razão desse afastamento é que Deus, sendo santo, não poderia tolerar o pecado.

Diante da santidade de Deus, não restava ao ser humano outro julgamento senão a condenação (Rm. 1.18; Hb. 10.31; 12.29; II Pe. 2.9; 3.7). Em termos conceituais, a palavra “pecado”, no Novo Testamento, é a transgressão das leis de Deus (I Jo. 3.4), desvio dos padrões divinos (Is. 53.6; Rm. 3.9-12,23), rebelião deliberada e premeditada contra Deus (Jr. 5.6). Em Rm. 6.23, na primeira parte do versículo, Paulo mostra que a conseqüência da condição humana de pecado é a morte. Essa morte, em seu sentido mais ampliado, é a separação presente e eterna da criatura dAquele que a criou (Tg. 1.13-15), resultando, por fim, na perdição eterna (Mt. 7.13; Jo. 17.12; II Ts. 2.3).

2. SALVAÇÃO - A PROVIDÊNCIA DIVINA: Nem tudo, no entanto, está perdido, pois Deus, que é santo, é, também, amor, e, com seu amor infindo, manifestado em Cristo, solidarizou-se com a humanidade decaída. Ele proveu um plano para salvar os seres humanos da condenação do pecado. Em resposta ao salário do pecado, Deus deu, ao homem, o dom gratuito da vida em Jesus (Rm. 6.23). No Novo Testamento, a palavra para salvação, diz respeito à providência divina de, em Cristo, resgatar o ser humano de sua condição de pecado (Lc. 2.30; 19.9; I Ts. 5.9; Hb. 2.3; 9.28; I Pe. 1.10). O veículo e o poder da salvação não pode ser confundido com a mera religiosidade, pois somente por meio do evangelho o homem pode ser salvo (Rm. 1.16; Ef. 1.13).

Não adianta querer confiar nos méritos próprios, pois somente pela graça, por meio da fé em Cristo, o homem pode ter acesso a essa tão grande salvação (At. 15.1; Ef. 2.8,9; Hb. 2.3). Como conseqüência da salvação divina, o ser humano passa pela transformação espiritual, tornando-se filho de Deus (Jo. 1.12,13; I Jo. 3.1; Rm. 8.15,16). Essa filiação envolve um novo tipo de vida e de caráter, descrita, por Paulo, em Rm. 6.4, como “novidade de vida”, em Ef. 4.24, ele se reporta ao salvo, como “novo homem”. Pedro, em uma de suas epístolas, diz que a salvação nos faz participantes da natureza divina (I Pe. 1.4). Em termos práticos, a salvação também será revelada, na vida do cristão, pelo seu ódio ao pecado (I Jo. 3.9; 5.18), por obras de justiça (I Jo. 2.29), pelo amor fraternal (I Jo. 4.7) e pela vitória sobre o mundo (I Jo. 5.4). Isso, no entanto, não quer dizer que estejamos imunes a pecar, mas, se pecarmos, temos um advogado perante o Pai, Jesus Cristo, justo (I Jo. 2.1).
3. UMA PROMESSA: A salvação, em sua procedência, é eminentemente divina, o homem jamais poderia ter sido salvo por sua própria iniciativa. Alguns estudiosos costumam, no entanto, fazer alguns questionamentos a respeito dessa providência: Quem pode ter acesso a essa salvação divina? Seria ela para todos, mesmo para aqueles que se recusam a receber a Cristo? Teria Deus escolhido alguns poucos para seres salvos e outros para a condenação eterna? Um análise geral dessas perguntas, à luz da revelação bíblica, nos direciona a acreditar que:

3.1 - Mas nem todos serão salvos: Há uma tendência atual, “politicamente correta”, de afirmar que, no final das contas, Deus, em sua graça, salvará a todos os perdidos, mesmo aqueles que jamais responderam (e mesmo rejeitaram) o sacrifício de Cristo. Essa perspectiva teológica, bastante cultivada atualmente, denomina-se de “universalismo”. Esse ensinamento é remendo novo em odre antigo, Orígenes, um dos pais da igreja dos primeiros séculos da igreja, já defendia tal doutrina. Ela não deixa de ser aprazível aos ouvidos daqueles que querem agradar a “todos”, mas ela não condiz com o que nos revela os textos bíblicos. O arrependimento sempre foi e continuará sendo uma prerrogativa aqueles que querem ser salvos (Mc. 16.16; At. 22.16; 16.31; 2.38; 3.19).

3.2 - Não serão salvos apenas os eleitos: Uma outra abordagem teológica, muito citada nos arraiais teológicos, em relação à salvação, é a de que Deus teria elegido apenas alguns poucos. Pena que muitos homens de Deus tenham se deixado levar por essa perspectiva, e, muitos deles, não deixam de merecer nosso respeito, apesar dessa propensão equivocada. Baseados em versículos bíblicos isolados, alguns predestinacionistas, transformam a decisão humana, diante do chamado divino à salvação, em mera ilusão. Uma espécie de “faz de conta” que o pecador recebe a Jesus como salvador e que, Deus, por sua vez, “faz de conta” que acata esse recebimento. A revelação bíblica, no seu contexto geral, conclama o ser humano, constantemente, a responder ao chamado divino, deixando claro que o Senhor deseja que todos se arrependam (Jo. 1.12,13; II Pe. 3.9).

3.3 - Serão salvos todos os que crêem em Cristo: A condição humana para a salvação está bem explicitada em Jo. 3.16, onde lemos, textualmente, que Deus amou o mundo de uma maneira extraordinária e deu Seu Filho Unigênito, “para todo aquele que crê”. Sendo assim, a condição de Deus para a salvação humana é o arrependimento e a fé. Fé, na Bíblia, não é um simples reconhecimento intelectivo, muito embora esse não deixe de ser considerado, mas é, essencialmente, um ato de confiança em Deus, para a salvação (Tg. 2.19; At. 8.13,21). Crer em Deus, para a salvação, é mais do que partilhar um conjunto de doutrinas, é uma decisão contínua de negar a si mesmo e seguir os passos de Cristo (Mt. 16.24). Essa fé é operado, no pecador, através do Espírito Santo, que o convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8) quando este ouve a Palavra de Deus (Rm. 10.17).

CONCLUSÃO: O realismo bíblico nos revela um ser humano decaído, distante de Deus, carente de Seu amor e sua graça maravilhosa. O destino que aguarda, a todos aqueles que se mantêm afastados de Deus, é a perdição eterna. Quando o homem caiu, Deus lhe prometeu um escape, por Cristo, a semente da mulher (Gn. 3.15). Mas para a realização dessa promessa, individualmente, as pessoas precisam se arrepender dos seus pecados, voltando-se para Aquele que, com amor, nos atraiu para si, para que não mais vivêssemos em condenação (Rm. 8.1). PENSE NISSO!

* AS PROMESSAS DE DEUS E A SUA SOBERANIA

Textos: Fp. 2.13 – Fp. 2.5-13

Objetivo: Ressaltar a soberania de Deus e a atuação humana no cumprimento das promessas bíblicas.

INTRODUÇÃO: “Deus é soberano”. Essa é uma declaração comumente citada nas igrejas. Mas qual o conceito bíblico de soberania? Qual é a sua relação com as promessas divinas? A tentativa de apresentar respostas a essas perguntas, inevitavelmente, nos conduzira a outros questionamentos: 1) Ao pronunciar Suas promessas, Deus se torna dependente delas? 2) O homem pode determinar o cumprimento de uma determinada promessa bíblica? Vamos apontar neste estudo, alguns direcionamentos a respeitos desses problemas.

1. A SOBERANIA DE DEUS: Existem diversas acepções teológicas e filosóficas a respeito do conceito de soberania. Na teologia filosófica, Deus é soberano porque existe antes de todas as coisas, conhece todas as coisas e pode todas as coisas, e está também no controle de todas as coisas”. Na Bíblia, o conceito de soberania divina está bastante associado àquele de um rei celestial, cujas abas das vestes enchem o tempo (Is. 6). No Salmo 48.2 o Senhor é chamado de “grande Rei, cujo reino é eterna porque “reina soberanamente para sempre” (Sl. 29.9. O reino de Deus, por conseguinte, não é localizada, mas por a terra Is. 10.16). Vemos, assim, de acordo com as referências bíblicas, que Deus governa sobre tudo e sobre todos (I Cr. 29.11,12). Deus não apenas governa sobre todas as coisas, Ele, também, está no controle delas (Jó. 42.2; Sl. 115.3; 135.6; Dn. 4.35).

2. AS PROMESSAS COMO UM ATO SOBERANO DE DEUS: Sendo Deus livre, Ele mesmo, por sua própria vontade, quando se revelou ao ser humano, nos deu várias promessas. Essas, portanto, manifestam o ato soberano de Deus, que, por Sua Graça, tem nos enriquecido com as bênçãos celestiais em Cristo Jesus (Ef. 2.7; 3.8,16). Assim sendo, ninguém deve, jamais, pensar que é merecedor de qualquer coisa que parta de Deus. Isso deva se aplicar a todos os aspectos da vida do cristão, desde o ar que respiramos, passando pela salvação provida na cruz, ou qualquer outro benefício que venhamos a receber dEle (Tg. 4.13-15). Quando vemos as promessas divinas, como ato soberano de Deus, temos motivos para nos humilhar perante Sua potente mão e reconhecermos que não passamos de homens e mulheres carentes de Sua graça. É uma pena que alguns cristãos não estejam se apercebendo disso, resultando em excessos na oração e nas pregações. De vez em quando, vemos e ouvimos pregadores que oram determinando bênçãos às vidas de seus expectadores. Alguns, mais ousados, querem pôr Deus no “canto da parede”, justificando, não poucas vezes, que Deus, ao prometer, não pode mais voltar atrás, tornando-se, assim, escravo de Sua palavra.

3. PROMESSAS DEBAIXO DA SOBERANIA DE DEUS: Conforme vimos no estudo anterior, algumas promessas de Deus são incondicionais, isto é, elas independem da vontade humana para se cumprirem. Tais promessas fazem parte do plano maior de Deus, e sobre essas, o ser humano não pode intervir. Em relação às promessas condicionais, o relato bíblico nos mostra que Deus tem interesse de que o ser humano coopere com Ele e isso se dá, principalmente, por meio da oração.

3.1 Orar é atuar com Deus - A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que oraram ao Senhor, suplicando mudança de desígnio: Abraão (Gn. 18.23-25), Jacó (Gn. 32.9-12), Moisés (Nm. 14.13-19), Josafá (II Cr. 20.6-12), Daniel (Dn. 9.4-16). Vemos, nessas orações, que Deus se dispõe a ouvir nossos argumentos e os responde. Através do profeta Jeremias, afirma que está disposto a mudar os seus planos, caso o homem venha a se arrepender dos seus pecados (Jr. 18.7-11), destaca ainda que se compraz em exercitar misericórdia (Mq. 7.18). Essas passagens revelam que não devemos ter qualquer receio de orar ao Senhor, solicitando, inclusive, que Ele altere as condições circunstanciais de nossas vidas e de outras pessoas. Porém, não podemos esquecer que, do mesmo modo que Jesus, devemos aprender a nos submeter à vontade soberana de Deus (Mt. 6.10; 26.39).

3.2 Limites na oração - A vontade de Deus é o aspecto fundamental da soberania divina, e, associado a essa, está o reconhecimento da limitação humana. Podemos orar ao Senhor, no entanto, não podemos pensar em determinar sobre Ele nossas próprias vontades. Jesus, sendo Deus, não o teve por usurpação o ser igual a Deus (Fp. 2.6), antes se pôs debaixo da vontade soberana do Pai, ainda que com clamor e lágrimas (Hb. 5.7). Depois da oração no Getsêmane, Jesus se levantou confortado, sabendo o que lhe aguardava (Mc. 14.42). Se Cristo acatou, com submissão a vontade divina, porque nós faríamos diferente? Há quem se apegue ao versículo isolado de Mt. 21.22, afirmando que o “tudo”, expresso nessa passagem, é a chave para que determinemos e obtenhamos o que quisermos. Contudo, é preciso ponderação a respeito desse “tudo”, pois este se encontra no campo relativo, não absoluto. É bom lembrar que a mesma Bíblia que nos instrui a pedir com insistência (Mt. 7.7; Lc. 11.9; Jo. 24), também diz que, algumas vezes, não recebemos porque pedimos mal (Tg. 4.2,3).

CONCLUSÃO: As promessas de Deus, para os crentes, devam servir de estímulo à oração. Lemos, na Bíblia, que Ele se compraz ao nos ver O buscando por meio da oração. É interessante observamos que, em algumas circunstâncias, temos a percepção de que Deus permite que vontade humana seja satisfeita, talvez, porque essa, de antemão, já era a Sua soberana vontade. Mas em algumas circunstâncias, Ele não faz qualquer concessão, como aconteceu com Moisés (Dt. 3.26) e Paulo (II Co. 12.9), nesses casos, a resposta definitiva foi um “não”. Quando isso acontece, não teremos outra alternativa senão acatar com humildade a vontade de Deus, cientes de que Ele nos dará graça (Tg. 4.6). E essa não é apenas um consolo, na verdade, é o melhor para nós, pois a vontade divina, ao contrário da humana, é sempre boa, perfeita e agradável (Rm. 12.1,2). PENSE NISSO!

* O CARÁTER DAS PROMESSAS DE DEUS

Texto Áureo: Is. 55.11 – Is. 55.6-13

Objetivo: Mostrar que as promessas de Deus fundamentam a esperança dos cristãos em todas as circunstâncias da vida, no entanto, elas devem ser apropriadamente interpretadas.

INTRODUÇÃO: A Bíblia está repleta de promessas que fortalecem a fé e a esperança do crente. No entanto, elas carecem de critérios hermenêuticos a fim de que sejam corretamente interpretadas. Estudaremos algumas das principais promessas de Deus, sem deixar de atentar para os fundamentos bíblicos que favorecem a adequada interpretação bíblica. Desse modo, evitaremos os excessos que, infelizmente, têm ocupado os púlpitos de algumas igrejas.

1. AS PROMESSAS BÍBLICAS: Uma promessa pode ser definida como “compromisso oral ou escrito de realizar um ato ou de contrair uma obrigação” (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). Quando levamos esse conceito ao contexto bíblico, percebemos a grandeza das promessas, principalmente, porque vemos que a origem das promessas não são homens, mas Deus. Assim, podemos descansar nas promessas de Deus, porque, conforme nos diz o autor da Epístola aos Hebreus: “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” (Hb. 10.23). A fidelidade de Deus, portanto, é o fundamento das promessas bíblicas (I Ts. 5.24). Deus é Fiel e Justo para cumprir com suas promessas, no entanto, não podemos deixar de perceber que, algumas dessas promessas são condicionais outras incondicionais. As incondicionais são aquelas que não dependem da responsabilidade humana para que Deus leve adiante, dentre essas, destacamos: a vinda de Cristo (II Pe. 3.4; Jo. 14.3); o julgamento final dos pecadores (Sl. 9.17; At. 17.30,31), entre outras. As condicionais são aquelas que dependem de uma resposta humana, isto é, que o homem aja em conformidade com a condição divina. Somente para exemplificar, a vida eterna é uma promessa condicional, pois somente a obterão SE acreditarmos no sacrifício vicário de Cristo (Jo. 3.16).

2. O PROPÓSITO DAS PROMESSAS BÍBLICAS: As promessas bíblicas fundam-se no amor de Deus, e ao mesmo tempo, na necessidade humana. Quando o homem pecou, tornou-se escravo de sua condição, numa terminologia bíblica mais específica, inimigo de Deus (Ef. 2.15; Tg. 4.4). Deus, no entanto, não abandonou Sua criatura caída, antes lhe proveu um plano de escape. Inicialmente, esse projeto fora direcionado a Israel, todavia, esse o rejeitou (Jo. 1.12), sendo reconduzido para a Igreja (II Co. 1.20). Apesar dessa rejeição, Deus prossegue com seus desígnios para Israel, que tomarão lugar no tempo oportuno (Rm. 9-11). Em relação à igreja, o propósito central das promessas de Deus é que não vivemos como os demais, que não têm esperança (I Ts. 4.13). Quando acreditamos nEsse Deus Fiel, Justo e Verdadeiro, que cumpre suas promessas, não precisamos mais nos angustiar quando ao presente e ao futuro. Deus nos, ama, na verdade, Ele é o amor (I Jo. 4.8), por isso, nos conduz ao longo da estrada da esperança (Rm. 5.2-5; 12.12). Ainda que, esse trajeto não esta isento de espinhos (At. 26.6,7). As promessas de Deus, que estudaremos, serão: a salvação, o batismo no Espírito Santo, a cura divina, a paz interior, a prosperidade, um lar feliz, a velhice feliz e produtiva, segurança num mundo inseguro, a volta de Cristo e a entrada no Céu.

3. INTERPRETANDO AS PROMESSAS BÍBLICAS: Para entender todas essas promessas que serão estudadas ao longo das semanas, faz-se necessário que observamos alguns fundamentos hermenêuticos que favorecem uma exegese adequada. Para interpretar as promessas, precisamos: 1) distinguir se uma determinada promessa bíblica fora feita especificamente à Israel e/ou para a Igreja; 2) observar se essas promessas são condicionais e/ou incondicionais, se há um “SE” para que ela se concretize; 3) ter o cuidado de não forçar interpretações escatológicas, isto é, aquelas profecias que terão cumprimento futuro, não nos dias atuais; 4) analisar os aspectos gramaticais, históricos e culturais das promessas, avaliando, inclusive, se se trata de uma promessa já cumprida; 5) observar se o contexto imediato – os versículos próximos – ou remoto – os versículos em outras partes da Bíblia – reforçam uma determinada interpretação da promessa; 6) muito embora essa não seja uma condição determinante, não devemos também esquecer de averiguar se existem exemplos, na Bíblia, que confirmem a promessa; e 7) ter o cuidado de não atribuir a si mesmo, promessas que, originalmente, no texto bíblico, estão direcionadas a um personagem bíblico específico.

CONCLUSÃO: A condição do homem, distanciado de Deus, é de desespero. A menos que olhemos para Aquele que se revelou em Cristo, não teremos qualquer motivo para ter uma expectação por dias melhores. Para o cristão, a esperança nas promessas do Senhor é o fundamento para não nos deixar conduzir pela força das circunstâncias. Essas promessas, no entanto, precisam ser respaldadas pela interpretação bíblica apropriada. Considerado esse aspecto, podemos, com o compositor sacro, cantar: “Firme nas promessas do meu Salvador, cantarei louvores ao meu Criador; fico na dispensação do Seu amor; firme nas promessas de Jesus” (HC 107). PENSE NISSO!