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AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS


Texto Áureo Pv. 14.29 – Leitura Bíblica Gn. 13.7-18



INTRODUÇÃO
No mundo todas as pessoas passam por circunstâncias adversas, e a todo momento são pressionadas a fazerem escolhas. Mas é preciso ter cautela, sobretudo confiança em Deus, para não tomar decisões precipitadas. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse assunto, tomaremos por base o relacionamento entre Abraão e seu sobrinho Ló, a fim de extrairmos lições para nossas vidas. Ao final da aula aprenderemos que as escolhas precipitadas podem trazer consequências drásticas, e em alguns casos, irreparáveis. 

1. CIRCUNSTÂNCIAS ADVERSAS 
Abraão respondeu ao chamado do Senhor, e partiu de uma terra estranha, do meio da sua parentela. Talvez para se sentir mais seguro, levou consigo seu sobrinho Ló, que viria a lhe trazer problemas. Somos tentados, a todo instante, a confiar em nós mesmos, ou a depender das pessoas mais próximas. Mas a caminhada do cristão, na maioria das vezes, é existencial, ele não pode transferi-la a quem quer que seja. As decepções da vida, seja com pessoas ou instituições, servem para nos mostrar que somente em Deus temos plena segurança. Abraão tomou a decisão de descer para o Egito em um momento de privação de alimento (Gn. 12.10). A expressão “descer para o Egito” tem a ver com dúvida diante das promessas de Deus (Nm. 11; 14; Is. 30.1,2; 31.1; Jr. 42.13). Não podemos colocar nossos olhos nas circunstâncias, se assim fizermos seremos reprovados pelo Senhor (Mt. 14.30). Somos lembrados pelo profeta Isaias que “aquele que crer não foge” (Is. 28.16). Durante o período em que esteve no Egito, Abraão aprendeu uma lição importante, nunca é tarde para voltar ao caminho correto (Gn. 13.1). Ainda bem que a fé do cristão é constituída de recomeços, ninguém deve permanecer prostrado depois do fracasso. Sabemos que temos um Advogado perante o Pai, Jesus Cristo que é a propiciação pelos nossos pecados (I Jo. 1.9). É sempre bom voltar a casa do Pai, pois a desobediência traz resultados desastrosos, a vontade de Deus não é para mal, muito pelo contrário, é para o bem daqueles que a seguem (Rm. 12.1,2). Arrependimento é uma palavra que não pode sair do dicionário do cristão, devemos estar sempre dispostos a reconhecer nossos erros, e buscar do Senhor o perdão para as decisões equivocadas, como fez o filho da parábola (Lc. 15.21). 

2. OLHANDO PARA PESSOAS E COISAS
O ambiente familiar, ao contrário do que se costuma idealizar, está susceptível a conflitos. É preciso reconhecê-los, e o mais importante, aprender a lidar com eles, com amor e graça. As posses materiais parece ser uma das principais causas dos desentendimentos familiares. É digno de destaque que quanto mais prospero Abraão se tornou, mais problemas familiares ele passou a ter. A riqueza necessariamente não traz felicidade para a família, pode resultar em conforto, mas não é bem-estar. O dinheiro não pode comprar a paz tão almejada pela família, é possível viver bem com muito menos do que imaginamos. Os pastores de Ló, o sobrinho de Abraão, começaram a disputar território. A narrativa bíblica revela que Ló estava tomado pelas posses das coisas. Nesse particular Abraão demonstrou ter maior confiança em Deus, e não se deixou controlar pela pressão das circunstâncias. Deu liberdade a Ló para que esse escolhesse a porção que mais agradasse aos seus olhos. O sobrinho do patriarca, por falta de visão espiritual, fez opção pelas campinas para as bandas do Jordão. Abraão demonstrou ser um pacificador, ou melhor, um apaziguador, alguém que buscava conciliação. Ló, ao contrário, buscava a riqueza desse mundo, que continua sendo a raiz de todos os males, e tem conduzido muitos à ruina (I Tm. 6.10). 

3. QUANDO CONFIAMOS EM DEUS
As escolhas equivocadas, e precipitadas, de Ló trouxeram consequências sobre a vida dele e da sua família. Por causa da sua opção, ao deixar se conduzir pelas aparências, situações adversas sobrevieram sobre o sobrinho do patriarca. Quatro reis decidiram atacar a região na qual Ló se encontrava, sendo esse levado como cativo e todos os seus bens (Gn. 14.8). A própria cidade de Sodoma por fim foi destruída por causa dos pecados que seus habitantes cometiam contra Deus (Gn. 19.24). A cobiça tem feito muitos estragos na vida de cristãos, inclusive de obreiros que trabalham na seara do Senhor. Por causa do dinheiro as pessoas mentem (Pv. 21.6), maltratam os outros (Pv. 22.16), se utilizam de meios desonestos (Pv. 28.8) e afligem a família (Pv. 15.27). Com Abraão precisamos aprender a colocar nossa confiança exclusivamente em Deus. Ao invés de tomar uma decisão pensando apenas em si mesmo, o patriarca se voltou para Deus, e deixou que Ló fizesse sua escolha. O mundo seria bem diferente se as pessoas percebessem mais pessoas e menos coisas, e olhassem mais para os outros, e menos para elas mesmas (Fp. 2.4). Aprendamos também a não colocar nossos olhos apenas no aparente, deixemos que Deus ocupe o primeiro lugar em nossas vidas (Mt. 6.33). Abraão tinha convicção de que não passava de um peregrino na terra, e que seu maior tesouro era o Senhor, que o havia chamado. Mas Ló resolveu se estabelecer na terra, primeiramente olhou para Sodoma (Gn. 13.10) depois partiu para aquela região (Gn. 13.11,12), e por fim, para ali se mudou (Gn. 14.12).  

CONCLUSÃO
O imediatismo contemporâneo, e sobretudo as pressões pelas quais passamos, demandam uma decisão urgente. Quando não confiarmos em Deus, e colocamos o foco em nós mesmo, podemos ser tentados pela cobiça, e tomarmos decisões precipitadas. Aprendamos com Abraão a buscar o Senhor em todas as circunstâncias, o colocar os olhos exclusivamente nEle (Gn. 13.14), somente assim poderemos percorrer a terra na qual Ele temporariamente nos colocou (Gn. 13.17).   

A PROVISÃO DE DEUS NO MONTE SACRIFÍCIO


Texto Gn. 22.8 – Leitura Bíblica Gn. 22.1-6



INTRODUÇÃO
Nenhum cristão está imune às provações, elas chegarão cedo ou tarde. Faz parte do amadurecimento passar por essa escola. Na aula de hoje estudaremos a respeito da prova de Abraão, quando Deus pediu que esse sacrificasse seu filho no monte. Inicialmente destacaremos que as provas virão, e quando isso acontecer, devemos aprender a concentrar-se nas promessas de Deus, e por fim, que se faz necessário depender a provisão divina.

1. AS PROVAS VIRÃO
Abraão passou por várias provas, a primeira foi familiar, quando precisou sair da parentela (Gn. 11). Em seguida, sobreveio a fome sobre Canaã, fazendo com que o patriarca se dirigisse para o Egito (Gn. 12). Outra prova foi a liberalidade, a disposição de aceitar a opção de Ló, quando esse decidiu ir para as produtivas campinas do Jordão (Gn. 13). Como se isso não fosse suficiente, ainda teve que enfrentar lutas, e não aceitar os despojos da guerra, aprendendo a depender exclusivamente de Deus, para seu suprimento (Gn.14). Mas as provas não tinham ainda se acabado, teve que lidar com a falta de paciência de Sara, decidindo ter um filho por meio da serva Agar (Gn. 16), depois teve que se despedir de Ismael, seu filho com a escrava (Gn. 21). As provas sobrevêm sobre aqueles que professam a fé em Deus, em alguns casos são resultantes das escolhas equivocadas que fazemos, em outros, decorrem das condições existenciais, ou mesmo de circunstâncias socioeconômicas, com as quais somos obrigados a sobreviver. É importante também fazer a distinção entre as tentações, que geralmente são resultantes dos desejos humanos (Tg. 1.12-16). As provações, porém, são permitidas, e em alguns casos, providenciadas, por Deus, a fim de nos conduzir à maturidade (Tg. 1.1-6). Há cristãos que se equivocam em relação ao objetivo primordial da vida, muitos mais interessado em nossa prosperidade financeira, Deus quer nos conduzir a uma vida plena, a semelhança do padrão em Cristo, perseguindo seu modelo de santidade (Gl. 5.22).

2. ONDE COLOCAR O FOCO
Diante das provações, devemos colocar nosso foco em Deus, que sempre providencia um escape. Ao mesmo tempo em que não somos tentados para além dos que podemos suportar (I Co. 10.3), podemos enfrentar também provas que parecem insuportáveis (II Co. 8.2). A menos que estejamos focados nas promessas de Deus, perderemos facilmente a rota da jornada espiritual. O pedido de Deus a Abraão pareceu absurdo, considerando que Isaque era o filho da promessa. Como o mesmo Deus que prometeu fazer do patriarca uma grande nação se atreveu a pedir o filho de Abraão em sacrifício? Há momentos em que não compreendemos a lógica de Deus. Na verdade, em casos semelhantes a esse constatamos que as vezes as exigências de Deus não têm lógica. Abraão e Sara aguardaram ansiosamente pelo cumprimento da promessa, pelo momento em que finalmente se tornariam pai e mãe. Então Deus resolve exigir que o velho patriarca sacrifique seu único filho no Monte. Mas Deus tem seus motivos soberanos, às vezes, para purificar nossa fé (I Pe. 1.6-9), para aperfeiçoar nosso caráter (Tg. 1.1-4), para nos proteger do pecado (II Co. 12.7-10). Há momentos que gostaríamos de ter uma explicação, mas a resposta de Deus, na maioria das vezes, é o silêncio. Voltamo-nos para a Palavra, e nela encontramos direções que nos dão paciência. Deus também sofreu na cruz do calvário, talvez essa seja a resposta mais contundente ao problema da provação. A fidelidade de Deus, que sacrificou Seu Filho, por amor aos pecadores, é o fundamenta da fé e esperança do crente (Jo. 3.16).

3. DEPENDENDO DE DEUS
Abraão sabia que poderia confiar nas promessas de Deus, Ele seria fiel para cumprir aquilo que havia revelado. Se Isaque seria a descendência do patriarca, então o Senhor haveria de providenciar o escape (Gn. 21.12). Abraão acreditava que mesmo que Deus permitisse que ele sacrificasse seu filho, poderia ressuscitá-lo e trazê-lo de entre os mortos (Hb. 11.17-19). Devemos estar cada vez mais convictos das promessas de Deus, não adianta querer alicerçar nossa fé em explicações, nem mesmo em fatos. Abraão precisou destronar o filho do seu coração, e deixar que apenas Deus tivesse o comando da sua vida. O Senhor não permitiu que o patriarca sacrificasse Isaque, porque já tinha o feito dentro do seu velho coração. Ele sabia que Deus proveria para si o cordeiro para o holocausto (Gn. 22.8), porque Ele, e somente Ele, é o Senhor da Providência, o Jeová-Jireh (Gn. 22.14). Há momentos que somente podemos depender de Deus, e ninguém mais. Sara havia ficado em casa, os dois servos que ficarem ao pé do monte, não estavam com Abraão. Há uma dimensão existencial na longa caminhada de Abraão até chegar ao Monte. Existem provações que temos que enfrentar sozinhos, sem a ajuda de quem quer que seja, nem mesmo dos membros da família. No caso de Abraão ainda havia o filho, que estava com ele, e “caminhavam ambos juntos” (Gn. 22.6,8), mas esse não compreendia o que estava acontecendo. Mas “depois”, quando tudo havia passado, Abraão recebeu a aprovação de Deus (Gn. 22.12), recebendo novas garantias do Senhor (Gn. 22.16-18), e a descoberta de que Deus é Jeová-Jireh (Gn. 22.14).

CONCLUSÃO
As provações não visam nos distanciar de Deus, muito pelo contrário. Elas fortalecem nossa fé, e nos ensinam a desenvolver um amor mais profundo pelo Senhor. Depois da provação, saímos mais fortalecidos, e principalmente, amadurecidos. A pedagogia de Deus costuma ser diferente da que conhecemos nas escolas regulares. Isso porque Deus dá a prova primeiro para que possamos extrair lições em seguida.

ABRAÃO, A ESPERANÇA DO PAI DA FÉ



Texto Áureo Hb. 11.8 – Leitura Bíblica Gn. 12.1-10


INTRODUÇÃO
Continuamos com nossos estudos sobre a provisão divina, e desta feita nos voltaremos para Abraão e seu exemplo de fé. Inicialmente destacaremos os desafios pelos quais Abraão passou, e em seguida, mostraremos como ele reagiu diante das adversidades. A vida desse patriarca hebreu é um modelo para que permaneçamos fieis a Deus, seja nos tempos de bonança ou de privação. No Novo Testamento ele é denominado de pai espiritual de todos que “andam nas pisadas da fé” (Rm. 4.12).

1. O CHAMADO DE ABRAÃO
Abraão se chamava inicialmente Abrão, e lá ele servia a outros deuses (Js. 24.2), até receber a revelação de Yahweh. Abraão foi chamado por Deus quando se encontrava em uma terra na qual o Senhor ainda era desconhecido. O patriarca que habitava em Ur dos Caldeus ouviu a voz do Todo-Poderoso, e seguiu para Harã. Além da sua mulher Sara, leva consigo seu sobrinho Ló, que viria a causar-lhe problemas. A partir dessa decisão identificamos as limitações de Abraão, diferentemente do idealismo apregoado em muitas igrejas, ele era um homem comum, que demonstrou insegurança em várias ocasiões, mas que aprendeu a confiar em Deus ao longo do percurso. Fez-se necessário que o Senhor reafirmasse Suas promessas várias vezes para estimular Abraão a seguir adiante. Abraão estava nos projetos de Deus, de acordo com Gn. 12.1-3, nEle seriam abençoadas todas as famílias da terra. Essa é a dimensão missionária do chamado de Abraão, que não foi compreendida por alguns religiosos judeus nacionalistas. Eles pensavam que a benção de Deus seria apenas para os judeus. Mas Deus, em Cristo, visitou a humanidade, e atraiu os pecadores para Si, independentemente das fronteiras geográficas. Na verdade, Jesus veio para os que eram seus, mas esses não O receberam, mas a todos quantos O receberam são chamados filhos de Deus (Jo. 1.12). Os religiosos do tempo de Jesus não compreenderam que Jesus era antes mesmo de Abraão, e por isso quiseram apedrejá-lo (Jo. 8.12). Jesus é o cumprimento pleno das promessas feitas ao patriarca da fé, e a razão da esperança que devemos ter em Deus, pois Cristo é a nossa provisão, é a dádiva maior do Pai para nossas vidas (II Co. 9.15).

2. AS ADVERSIDADES DE ABRAÃO
Até que Abraão fosse reconhecido como pai da fé, e modelo de esperança para os fiéis, teve que passar por momentos de adversidade. Inicialmente Ele perdeu seu pai, para aprender que somente poderia depender de Deus (Gn. 12.4-8). Ele teve que acreditar contra toda descrença que o Senhor iria prover uma terra que manava “leite e mel”. De vez em quando Ele fraquejou ao longo da jornada, em alguns momentos escondeu omitiu informações para sobreviver diante dos inimigos. Mas depois de “altos e baixos”, aprendeu a confiar no Senhor, e edificou um altar em Betel, mostrando sua firmeza em Deus (Gn. 12.8). A dependência em Deus é um aprendizado, e na maioria das vezes toma muito tempo. Paulo disse ter aprendido a contentar-se em Deus, mesmo quando as coisas não lhes eram favoráveis (Fp. 4.10-13). Abraão também passou por momentos de escassez, aqueles foram situações de treinamento, a fim de que o patriarca amadurecesse na fé. As adversidades são provas que Deus nos dá para que possamos extrair lições. Quando o crente é afligido, desenvolve um caráter firme, que resulta em fidelidade, a exemplo do que aconteceu com os heróis da fé (Hb. 11). Abraão também se deparou com a esterilidade da sua esposa, o que inviabilizaria o cumprimento da promessa de que ele seria “pai de uma multidão”. O patriarca já estava com quase 100 anos e não tinha herdeiros, e foi mesmo tentado a encontrar um subterfúgio para essa limitação. Essa opção acabou por trazer-lhe consequências drásticas, com as quais teve que conviver posteriormente. Mas Deus cumpriu sua promessa, e lhe deu Isaque, que viriam a lhe dar descendência (Gn. 21.7).

3. A ESPERANÇA DE ABRAÃO
Abraão é considerado o pai da fé, e um modelo para todos aqueles que esperam em Deus. Paulo destaca a fé do patriarca para a salvação, sendo isso imputado por justiça (Rm. 4.2). Nem sempre a realidade nos é favorável, por isso devemos aprender a confiar cada vez mais em Deus. Como Abraão, e os demais heróis da fé de Hb. 11, devemos depositar nossa confiança não no que é visível. A fé, como bem ressalta o autor dessa Epístola, é o firme fundamento das coisas que se esperam, mas que são invisíveis. E de fato, somos desafiados, em Deus, a viver pela fé, e não pela vista (II Co. 5.7). O Deus no qual cremos é o Jeová-Jireh, o Deus de toda provisão, que nos entregou inicialmente Seu Filho, para salvação dos nossos pecados (Rm. 6.23). Essa é a convicção que temos que muito mais Ele nos dará, e que tendo começado a boa obra a consumará (Fp. 1.3). O maior desafio pelo qual Abraão teve que passar foi o de sacrificar seu filho no monte Moriá. Naquele local, depois de vários dias de viagem, o patriarca perdeu toda confiança em si mesmo, e passou a confiar incondicionalmente no Senhor. Cada um de nós temos nossos “isaques” a serem sacrificados, e precisamos nos desvencilhar deles, caso queiramos amadurecer espiritualmente. Abraão precisou retirar de dentro dele aquilo que considerava mais precioso, e só então foi capaz de experimentar a providência divina. Depois de tudo pelo que passou, Abraão compreendeu que sua maior riqueza era Deus, que somente Ele seria a recompensa por toda vida (Gn. 15.1). Enquanto confiarmos em nós mesmos, e nas provisões terrenas, ficaremos decepcionados. Mas os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Sl. 125.1).

CONCLUSÃO
Abraão foi chamado pelo Senhor para uma jornada espiritual, e essa foi fundamental para que o patriarca amadurecesse espiritualmente, e aprendesse a colocar sua esperança exclusivamente em Deus. De igual modo, cada um de nós, diante das adversidades, somos desafiados a esperar contra a esperança, e reconhecer que estamos debaixo da mão potente de Jeová-Jireh (Rm. 4.18; Gn. 22.14).

A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS



Texto Áureo I Jo. 2.17 – Leitura Bíblica Ex. 16.1-15



INTRODUÇÃO
Vivemos em mundo em crise, pautada em valores distorcidos, contrários a vontade de Deus. Diante dessa realidade, estudaremos na aula de hoje a respeito das implicações de viver em um mundo sem Deus. Mostraremos que a fé cristã se apresenta como uma alternativa, a fim de subverter os valores satânicos, que distanciam o homem do Seu Criador. Ao final, ressaltaremos a diferença que o cristianismo faz na vida de todos aquelas pessoas que tomam a decisão de ir após Cristo.

1. UM MUNDO EM CRISE
Vivemos em um mundo em crise, que se estabeleceu desde o princípio, quando a humanidade, em Adão, decidiu trilhar caminhos próprios, longe dAquele que o criara. João, em sua Epístola, destaca que o mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19), esse não é o mundo criado, muito menos a humanidade, mas o sistema anticristão, que se distancia do padrão divino. O modelo diabólico que predomina no mundo é o de roubar, matar e destruir, enquanto que Cristo veio para dar vida às pessoas (Jo. 10.10). O mundo contemporâneo é marcado pela violência, que surge a partir da ganância, motivada pela crença em uma suposta liberdade. A globalização serve apenas aos interesses de uma minoria, que se serve de necessidades que são impostas às pessoas. Na mesma medida em que se globaliza as riquezas entre os mais ricos, também se expande a pobreza entre os mais pobres. O avanço tecnológico, ao invés de libertar as pessoas, está colocando-as em uma redoma de escravidão, da qual não pode sair. Estamos nos tornando cada vez mais dependentes de tecnologia, e o conhecimento científico não traz alento para as pessoas. Muito pelo contrário, as pesquisas científicas são realizadas com interesses econômicos, deixando a margem da sociedade aqueles que não consumir. Existe um humanismo desumano, que não considera a condição humana, na verdade tira proveito desta. Deus não é contra o humano, não podemos esquecer que o Verbo se fez carne (Jo. 1.1). Por isso, devemos defender tudo aquilo que é humano, pois o sábado foi criado por causa do homem (Mc. 2.27), por extensão, a economia, as ciências, a tecnologia. Mas infelizmente o que é humano tem sido colocado em segundo plano, há ainda o humanismo sem Deus, que naturaliza o ser, e o coloca em condição animalesca.  

2. VALORES DISTORCIDOS
Os valores humanistas desumanos, e às vezes, meramente tecnológicos, deturpam a sociedade, elegendo como prioridade o que é secundário. Por causa do relativismo, as pessoas querem viver cada uma como pensam, supervalorizando o individualismo em detrimento da coletividade. Como nos tempos em que não havia juízes sobre Israel, cada uma vez o que bem pensa e deseja, favorecendo, assim, a busca pelo prazer desordenado, sem considerar o outro (Jz. 17.6). Mas Deus haverá de trazer a juízo a distorção dos valores pela humanidade, aqueles que chamam o amargo de doce serão chamados a prestar contas (Is. 5.20). A sociedade contemporânea, através do secularismo institucionalizado, acabou por matar a ideia de Deus. Nietzche, o famoso filósofo, teve a audácia de declarar a morte de Deus. Mas Ele não pode morrer, pois é Eterno, e não vive como vivem os homens. Não podemos deixar de reconhecer, no entanto, que a sociedade optou por viver sem Deus. O resultado tem sido o mais trágico possível, Paulo avaliou essa condição em sua Epístola aos Romanos, constatando que essa opção traz julgamento sobre a humanidade, que convive com as consequências dessa alienação a Deus. O resultado é uma sociedade relativista, dominada pelo secularismo, e voltada para o desejo (Rm. 1.24).

3. A ALTERNATIVA CRISTÃ
A fé cristã continua sendo uma alternativa ao modelo de vida secularizado, pautado pelos valores do mundo. A saída cristã para essa crise está na submissão à vontade de Deus, que é sempre boa, agradável e perfeita (Rm. 12.1,2). Não devemos assumir o padrão deste mundo tenebroso, dominado pelos principados e potestades (Ef. 6.12), evidentemente não podemos sair do mundo – físico (Jo. 17.15), antes influenciá-lo, vivendo como sal e luz (Mt. 5.13,14). Contrariando a lógica individualista da modernidade, devemos valorizar os laços de comunhão na igreja. A comunidade de fé precisa ser um ambiente de integração, de modo que as pessoas partilhem também suas necessidades. As relações dentro da igreja não podem ser mercantilistas, muito menos interesseiras, o amor-sacrificial deve ter de proeminência (I Co. 13). O relativismo ética deve ser questionado, sobretudo quando esse favorecer apenas aqueles que tiram vantagens sobre os outros. É importante reconhecer que somos servos uns dos outros em Cristo. A hierarquia nas relações, tão estimulada na sociedade, não deve encontrar guarida na igreja, antes devemos demonstrar espírito de servidão, como fez Jesus, ao lavar os pés dos discípulos (Jo. 13). Ao contrário do que admitiu Protágoras, o homem não deve ser o limite de todas as coisas, mas Deus. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que Deus é pelos homens, pois os ama e os trata com dignidade. O próprio Deus, dentro de uma lógica secularizada, pode acabar sendo usado para justificar interesses escusos. Isso acontece quando a igreja é transformada em empresa, e aqueles que a frequenta em meros consumidores. Precisamos resgatar a igreja-relacional, e reconhecer que somos todos servos, súditos no Reino de Deus, debaixo do senhorio de Cristo.

CONCLUSÃO
Vivemos em um mundo em crise, controlados por valores desumanos, que se instalaram na sociedade contemporânea. Há quem defenda que a verdade não existe, por conseguinte, cada um faz o que acha melhor, a fim de satisfazer seus interesses, e às vezes, seus desejos desenfreados. As pessoas decidiram viver sem Deus, por isso andam de mal a pior, enganando e sendo enganadas. Nesse contexto, precisamos reafirmar os valores cristãos, sobretudo o amor que é o diferencial de todos aqueles que seguem após Jesus.

A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE




Texto Áureo Jo. 16.33 – Leitura Bíblica Hc. 1.1-17


INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos a respeito do Deus de toda provisão, sobretudo nesses últimos dias, marcados por crises política, econômica e espiritual. No início da aula nos voltaremos para as causas da crise, em segue destacaremos as características dos tempos de crise, e ao final, daremos orientações bíblica para sobreviver as crises. Nossa expectativa é que ao longo dessas aulas sejamos confortados pelo Deus da Palavra, que nos dar força espiritual para enfrentar as adversidades.

1. AS CAUSAS DA CRISES
As crises existem, elas são reais, e a sua causa, ao contrário do que postulam alguns sociólogos, está na natureza pecaminosa dos seres humanos. Há estudiosos que apontam as consequências como se essas fossem a causa das crises. Os problemas com os quais nos deparamos na sociedade contemporânea são apenas a ponta do iceberg. A causa das crises se encontra no pecado, na rebeldia do ser humano ao Seu Criador. No livro de Gênesis compreendemos que Deus criou um mundo perfeito, mas o primeiro homem e mulher optaram por viverem distantes do Senhor (Gn. 3.12-17). Ao invés de se submeterem à vontade de Deus, preferiram dar ouvidos à voz de Satanás, e instigados pelo desejo de serem quem não são, caíram em transgressão. O pecado é a principal mazela da sociedade, é por causa dele que o homem anda a passos largos para a destruição. Paulo é enfático ao declarar que o salário do pecado é a morte, não apenas a física, mas também a espiritual e eterna. É o pecado que incita a ganância, ao orgulho que conduziu Satanás à rebeldia. Umas das características do pecado é que ele cega o entendimento das pessoas. Adão e Eva, por exemplo, ao invés de reconhecerem o mal neles, preferiu transferi-los, ao ponto de um culpar o outro, e por fim, culpar o próprio Deus (Gn. 3.12). Anos atrás uma enquete foi feita, e perguntaram aos principais intelectuais da humanidade qual o grande problema da sociedade. Vários teóricos deram respostas diversas, mas Chesterton, o famoso escritor britânico, teve a coragem de reconhecer que o mal da sociedade poderia ser reduzido a uma palavra: “eu”. A causa das crises são os outros, por que todos pecaram (Rm. 3.23), mas esses outros também somos nós, quando preferirmos trilhar nossos próprios caminhos, ao invés dos caminhos de Deus.

2. OS TEMPOS DE CRISES
O apóstolo Paulo adverte aos crentes que nos últimos dias da igreja na terra sobreviriam tempos trabalhosos (I Tm. 4.1; II Tm. 3.1). Esses tempos são marcados pela apostasia, uma decisão premeditada de contrariar a vontade de Deus. A humanidade caída não reconhece que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm. 12.1,2). Por causa disso, se ver diante de crises que não consegue resolver. A base das crises sociais é espiritual, não necessariamente religiosa, pois a religião pode servir apenas para expressar a condição da queda humana. A religião humana também é uma demonstração da queda, pois ao invés de se submeter a orientação divina, e se deixar guiar pelo Espírito, as pessoas postulam dogmas que para nada servem. A alternativa bíblica para a religião é o “andar no Espírito”, conduzindo-se pela orientação divina (Gl. 5.22). Por causa da natureza, as pessoas tomam decisões equivocadas, no campo da política, ao invés de votarem em candidatos que se propõem a trabalhar pelo bem comum, votam em pessoas que querem apenas se enriquecerem por meio dos recursos públicos. Na economia também identificamos traços da queda, pois ao invés das pessoas investirem no reino de Deus, e buscarem colocar o homem em primeiro plano, veem apenas o lucro, como se esse fosse um fim em si mesmo. A falta de amor, o genuíno elemento do fruto do Espírito, e o fundamento das relações humanas, tem sido a causa principal da iniquidade (Mt. 24.12). Tiago aponta em sua Epístola que a ganância é o mal gerador de todas as mazelas sociais (Tg. 4.4), e essa é incitada pelo amor ao dinheiro, que é raiz de todos os males (I Tm. 6.10). A adoração a Mamom, o deus das riquezas, e não ao Deus da provisão, é a razão das crises (Mt. 6.24).

3. SOBREVIVENDO AS CRISES
Aqueles que creem em Deus pode sobreviver às crises, assim como fez o profeta Habacuque, aprendem a superar as adversidades, ainda que os tempos sejam difíceis (Hc. 3.17). Precisamos aprender a olhar para a realidade a partir do prisma divino, e não se deixar guiar pelas cosmovisões humanas. O dinheiro deve servir para satisfazer nossas necessidades fundamentais, não deve se tornar um ídolo e não podemos viver exclusivamente para ele. Paulo nos orientou a esse respeito, afirmando que havia aprendido a se contatar com o que tinha (Fp. 4.10). É nesse contexto que podemos afirmar com ele: “tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp. 4.13). O contentamento é uma virtude que precisa ser cultivada pelos cristãos, ainda que o mundo não saiba do que se trata (I Tm. 6.6). Esse é o caminho para sobreviver as crises da contemporaneidade, precisamos aprender a desfrutar da provisão divina. Deus sabe do que precisamos, Ele alimenta as andorinhas dos céus, e cuida dos lírios do campo (Mt. 6.25-34). Não temos motivos para viver ansiosos por coisa alguma, temos um Deus que conheces nossas necessidades, e as supre em Sua soberania. Como cidadãos da terra devemos votar, mas com realismo, identificando os limites da política. Também é importante estar atento à direção que a economia tem tomado, colocando o lucro como um fim em si mesmo, deixando de buscar as necessidades humanas. No tocante a espiritualidade, o desafio é o de desenvolver uma fé centrada na Palavra, que tenha Cristo como Exemplo Maior, que nos instigue ao genuíno amor. Longe disso, restam apenas crises, que se aprofundam nas próprias religiões, inclusive as cristãs. A alternativa para esse modelo de vida centrado no eu, que impulsiona ao consumismo e ao hedonismo, é viver para Deus, amando-O e também ao próximo como a nós mesmos (Mt. 22.34-40).

CONCLUSÃO
Vivemos em um mundo em crise, e essa é decorrente do pecado, da natureza caída dos seres humanos. Diante dessa realidade, precisamos de uma revolução espiritual, fundamentada no genuíno amor cristão. Somente o amor-agape é capaz de se sacrificar pelo próximo, tenho Cristo como maior demonstração dessa verdade (Jo. 3.16). Com base na vida e ensinamentos dEle, precisamos aprender a viver em contentamento, e a confiar nos cuidados do Deus de Toda Provisão, que sabe do que necessitamos.