RÁDIO CRISTÃ - 24 HORAS NO AR! - Pedidos de Oração e-mail: teinho@teinho.com, WhatsApp: (75)98194-7808
   
 

* DISCIPLINAS DA VIDA CRISTÃ


Textos: I Tm. 4.7,8 – II Tm. 2.3-12


Objetivo: Meditar a respeito do exercício da disciplina com vistas ao aprimoramento da vida cristã.

INTRODUÇÃO: Ao longo estudaremos a respeito das DISCIPLINA DA VIDA CRISTÃ. Nos dias atuais, marcados pelo corre-corre da modernidade, teremos a ampla oportunidade de aprender e vivenciar a prática da piedade. O primeira estudo, a partir dos exemplos de Paulo, em II Tm. 2.3-6, veremos como o soldado, o atleta e o agricultor servem de inspiração para a disciplina do cristão.

1. A PIEDADE COMO DISCIPLINA: A palavra “disciplina”, de acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, vem do latim “disciplina”, que, em sua etimologia, tem a ver com o ato de instruir e educar. Na definição do termo, alguns outros vocábulos estão atrelados, entre eles: obediência, ordem, bom comportamento, castigo e penitência. O termo grego, em I Tm. 4.7,8, é “eusebeia”, comumente traduzido como “piedade”. Essa palavra ocorre, primordialmente, nas epístolas pastorais de Paulo e na II Epístola de Pedro, bem como em uma declaração de Pedro em At. 3.12. Nesses contextos, “eusebeia” tem a ver com o modo devoto e particular do crente viver com e para Deus. É nesse sentido que Paulo instrui a Timóteo para que se exercite na piedade, elegendo-a como prioridade, ao invés de se deixar levar pelo amor ao dinheiro (I Tm. 6.11). O exercício na piedade, por conseguinte, é muito mais valioso do que o físico (I Tm. 4.8). Os meios principais para se alcançar um padrão de vida piedoso são: a sã doutrina (I Tm. 6.3), o conhecimento da verdade (Tt. 1.1), mas, sobretudo, o conhecimento de Deus (II Pe. 1.3).

2. A DISCIPLINA CRISTÃ:
2.1 - Como a de um soldado (II Tm. 2.3) – como bons soldados de Cristo, precisamos buscar uma vida disciplinada. O uso dessa metáfora de guerra é recorrente na perspectiva paulina (I Co. 9.7; II Co. 10.3; I Tm. 1.18; Fp. 2.25; Fm. v.2). Reconheçamos que estamos numa luta espiritual e recorramos, disciplinarmente, às armas celestiais (II Co. 10.4; Ef. 6.11-13).

2.2 - Como a de um atleta (II Tm. 2.5) – a figura do atleta também inspira o crente à disciplina. Basta lembrar de toda a prática, principalmente, em relação à renúncia daquele que participa de competições. Paulo conhecia a vida regrada dos atletas das arenas grego-romanas, e com base nela, recomenda que os cristãos treinem a vida espiritual (I Co. 9.24-27).

2.3 - A disciplina como um agricultor (II Tm. 2.6) – podemos aprender bastante com a figura do agricultor. Ele se desprende do grão para lançá-lo à terra, aguarda o momento em que a planta haverá de produzir, e só então, colhe os frutos. Semeemos espiritualmente, se quisermos colher frutos dessa mesma semente (I Co. 9.7-11).

3. ALCANCE DA DISCIPLINA CRISTÃ: A disciplina cristã envolve vários aspectos da vida diária. Abordaremos os seguintes:

1) o amor ao Senhor;
2) a oração;
3) a leitura devocional da Bíblia;
4) o culto cristão;
5) o serviço cristão;
6) os dízimos e as ofertas;
7) o louvor a Deus;
8) as tentações;
9) o testemunho cristão;
10) o jejum e a oração pela pátria;
11) a unidade cristã; e
12) a confiança em Deus.

Existem muitos outros elementos da disciplina cristã, cabe, no entanto, ao crente, em seu relacionamento com Deus, consagrando sua vida a Ele, a partir de uma prática contínua de leitura da Bíblia e de oração, descobrir os pontos nos quais precisa investir mais na piedade.

CONCLUSÃO: A prática da piedade, ou da disciplina, na vida do cristão poderia também ser comparada ao treinamento de um músico. Quanto mais ele se dedica ao seu instrumento, melhor será sua atuação, e, proporcionalmente, quanto menos ensaia, menor será seu desempenho. Na medida em que se distancia do instrumento, ele mesmo vai percebendo que já não o executa do mesmo modo. Depois, seus colegas, as pessoas que estão ao seu redor, verão que Ele já não é mais o mesmo. Até que, finalmente, a audiência notará que a execução musical não se realiza como antigamente. Essas colocações também se aplicam à vida cristã. A quantidade de tempo investida na piedade – disciplina espiritual – refletirá, proporcionalmente, no caráter e testemunho do cristão. PENSE NISSO!

* JESUS, O REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES

Textos: I Tm. 6.15 – Ap. 19.11-19

Objetivo: Mostrar que chegará o dia no qual todos reconhecerão que Cristo é o Rei dos reis e o Senhor dos Senhores.

INTRODUÇÃO: O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, diz o apóstolo João (Jo. 1.14). Esse ato de encarnação representou uma humilhação para Deus, chegando ao extremo na crucificação, tema estudado em uma das lições anteriores. No estudo desta semana, veremos que Aquele que fora humilhado, um dia virá para governar sobre todos, e então, será reconhecido como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

1. O RETORNO GLORIOSO DE JESUS: Após o arrebatamento da igreja (I Ts. 4.17) e o período da tribulação, sob o governo do anticristo (Dn. 7.24,25; Mt. 24.21; II Ts. 2.3-6; Ap. 7.14; 13.1-8), Jesus virá em glória para julgar as nações (Mt. 24.30; Zc. 14.4,5; Ap. 1.7; 19.11-16). A respeito desse evento futuro, Daniel (Dn. 2.34-45) revela que os reinos dos mundos serão esmiuçados pelo impacto da pedra que desceu da montanha. Nessa ocasião, se dará a batalha do Armagedom, apresentada em Zc. 12.3,9; 14.2. Essa batalha, de acordo com o relato bíblico, de Jr. 31.35,36; 46.48; Am. 4.14,15 acontecerá porque os judeus se encontrarão ameaçados e lutarão bravamente pelo período de um dia (Zc. 14.6,7,14). Diante da investida dos seus inimigos, o remanescente israelita buscará o socorro do Senhor e Ele virá corporalmente como para o Céu subiu (Lc. 24.39; At. 1.1). Nessa vinda, que deva ser diferenciado do arrebatamento, que terá ocorrido anteriormente (I Ts. 4.13), Cristo virá em glória e todo olho O verá (Mt. 24.30; At. 1.7). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta, que atuaram durante a Tribulação, serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).

2. O REINO MILENIAL DE CRISTO: Em subseqüência a esses acontecimentos, Cristo, por fim, será reconhecido, nacionalmente, pelos judeus como o Messias Prometido (Is. 4.3; 59.20.,21; 60.21; Os. 3.5; Zc. 12.10-14; 13.1; Rm. 9.27; 11.25-27). Jesus, então, reinará sobre eles pelo período de mil anos (Ap. 20.1-6). Esse momento sempre fora aguardado com ansiedade pelo povo israelita (Lc. 2.38; At. 1.6,7). O Milênio será uma teocracia, isto é, o governo de Deus na terra. Cessará, portanto, todo o governo humano que dará lugar ao domínio do Senhor (Zc. 14.9). A igreja de Cristo integrará esse novo governo (I Co. 6.2; Ap. 2.26,27) voltado, predominantemente, ao contexto judaico. É por isso que de Jerusalém o Senhor exercerá o Seu comando (Zc. 14.4). Não apenas a terrestre, mas a Celestial, que se encontrará nas alturas (Is. 2.2; Mq. 4.1). A igreja estará glorificada com Cristo (Rm. 8.17,18,30; Cl. 3.4; I Pe. 5.1). Esse será um período de plena manifestação da glória de Cristo. A respeito desse evento, diz o hino sacro: “Quando o povo israelita, com Jesus se concertar, dando glória ao Seu nome, sem cessar. Nesse tempo, céu e terra hão de ser a mesma grei, entoando aleluias ao meu Rei" (HC. 3).

3. JESUS, REI E SENHOR: O reinado de Cristo será diferente de muitos que vemos nos dias atuais. O conhecimento de Deus, ao invés de ser repreendido, será ampliado em dimensões universais (Is. 11.19; Jr. 31.34; Hc. 2.14). As guerras e interesses egoístas darão lugar à piedade que prevalecerá entre as nações (Sl. 22.27; 102.15,22; Is. 60.3; 66.23; Jr. 3.17). As pessoas não se oporão à vontade de Deus, antes buscarão os mandamentos do Senhor (Is. 2.3; Zc. 8.20-23). A manifestação divina será tão explícita, nesse período, que não haverá lugar para a incredulidade e a rebelião (Is. 65.20; Zc. 14.17; Ap. 19.5). No reino de Cristo, diferentemente do que vemos atualmente no planeta, prevalecerá a paz e a justiça entre os povos (Mq. 4.3; Zc. 9.10; Is. 2.4; 32.16). Nos queixamos das injustiças sócias e da insegurança que assolam as nações e oprimem aos pobres, isso, no entanto, será mudado, sob o domínio do Príncipe da Paz (Is. 9.6; 11.4; 32.17). As doenças que abundam nos dias atuais darão lugar à saúde, que prolongará a vida das pessoas (Is. 33.24; 65.20,22; Zc. 8.4), não mais haverão paralíticos nem aleijados (Is. 35.5,6), pois existirá, ali, um rio que trás saúde que fluirá de debaixo do templo (Ez. 47.1-12). A destruição ambiental também cessará, dando lugar à fertilidade (Am. 9.13,14; Is. 35.1,6; 40.19), a escassez de água não será problema (Is. 30.25; Jl. 3.18). As moradias não serão privilégios de poucos, todos terão casas onde poderão viver (Is. 65.21,22), por isso, alugueis e dívidas serão coisas do passado (Mq. 4.4; Zc. 3.10).

CONCLUSÃO: Chegará o dia em que, finalmente, Jesus aparecerá em glória, e mais especificamente os judeus, os quais, se dobrarão perante Ele, reconhecendo-O como Rei dos reis e Senhor dos Senhores. A igreja, no entanto, já vive sob o domínio do senhorio de Cristo (Lc. 17.21). Como seus súditos, devemos buscar ouvir e obedecer a Sua voz (Jo. 10.27). Portanto, quando os padrões seculares vierem de encontro à vontade soberana de Cristo, importará, sempre, obedecer a Deus do que aos homens (At. 5.29), orando e agindo, na expectação da manifestação completa do reino de Cristo (Mt. 6.10). PENSE NISSO!

* A RESSURREIÇÃO DE JESUS


Texto Áureo: At. 1.3 – I Co. 15.1-9

Objetivo: Meditar a respeito da ressurreição de Jesus, reconhecendo ser, essa, uma das principais doutrinas do Novo Testamento.

INTRODUÇÃO: A Bíblia nos revela que Deus não apenas veio à terra como homem para morrer pelos nossos pecados (Rm. 6.23), mas que, também, ressuscitou de entre os mortos (I Co. 15.12-19). A veracidade e as implicações da ressurreição de Jesus serão analisadas no estudo desta semana. Apresentaremos, algumas evidências que comprovam a historicidade desse acontecimento e suas conseqüências para aqueles que nele crêem.

1. OPOSIÇÕES E OBJEÇÕES À RESSURREIÇÃO DE CRISTO: Existem algumas teorias que são comumente propaladas e que objetivam negar que Cristo tenha ressuscitado de entre os mortos. Nas linhas a seguir, apresentaremos algumas delas, bem como as respectivas objeções cristãs:

1) o corpo teria sido roubado do túmulo – os discípulos seriam cúmplices. Eles teriam retirado a pedra do túmulo e levado o corpo de Jesus. Por essa razão, os restos mortais de Cristo não estariam lá quando as mulheres, Pedro e João chegaram. Objeção: Os discípulos não teriam como passar pelos guardas para roubar o corpo de Jesus; e se isso tivesse acontecido, os guardas teriam pago com suas próprias vidas;

2) as autoridades tiraram o corpo de Jesus – sabendo que os discípulos poderiam se interessar pelo corpo, as autoridades romanas e judaicas teriam retirado o corpo do sepulcro. Objeção: por que as autoridade teriam interesse em retirar o corpo de Jesus do sepulcro? Isso apenas convalidaria a promessa de que Ele haveria ressuscitado de entre os morto;

3) Os discípulos de Jesus teriam ido ao túmulo errado – os discípulos teriam ficado desolados, por isso, foram incapazes de encontrar o sepulcro correto, indo para outro túmulo vazio. Objeção: Será que várias pessoas iriam ao mesmo túmulo errado? Então, como o manto de Jesus, encontrado por Pedro e João, fora parar nesse outro túmulo;

4) Jesus não teria morrido, mas apenas desmaiado – Cristo não teria morrido na cruz, ele tão somente desmaiou. Objeção: José de Arimatéia, após a retirada de Cristo da cruz, constatou que Ele, de fato, havia morrido. Além disso, não seria racional que Jesus, após várias horas crucificado, tenha tido forças para, sozinho, se desfazer das amarras e retirar a pedra;

5) Jesus não ressuscitou, tudo não passou de alucinação dos discípulos – os discípulos nunca teriam visto Jesus ressurreto, eles apenas pensaram ter visto. Objeção: Como a mesma alucinação poderia ter atingido 11 pessoas ao mesmo tempo? E o que dizer de cerca de 500 pessoas que Paulo diz terem visto a Cristo ressuscitado. Todas essas teorias, por conseguinte, não suportam as objeções racionais apresentadas, mas nossa fé não se baseia na razão, mas no testemunho bíblico dos apóstolos.

2. O TESTEMUNHO BÍBLICO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO: Vejamos, então, o testemunho bíblico a respeito desse acontecimento. A morte de Jesus é atestada por todos os evangelistas (Mt. 27.50; Mc. 15.37; Lc. 23.46; Jo. 19.30). Após a Sua morte, Jesus foi sepultado em um sepulcro, que, em virtude de Sua ressurreição, os discípulos o encontraram vazio (Jo. 16.5,6). Jesus apareceu, ressurreto, pelo período de 40 dias aos seus discípulos, até que ascendeu ao Céu (At. 1.1-11). Algumas pessoas, individualmente e coletivamente, viram a Jesus: 1) Maria Madalena – no túmulo (Jo. 20.11-18); 2) Várias mulheres – próximas ao túmulo (Mt. 28.9,10); 3) dois discípulos – no caminho de Emaús (Lc. 24.13-32); 4) Pedro – em localização indefinida (lc. 24.33-35); 5) aos dez discípulos – no salão superior (Lc. 24.36-43); 6) aos onze discípulos – no salão superior (Jo. 20.26-31); 7) a sete homens – no Mar da Galiléia (Jo. 21.1-25); 8) aos onze discípulos – no monte (Mt. 28.16-20), e talvez, nesse mesmo lugar, aos 500 irmãos de I Co. 15.6; 9) aos discípulos – próximo a Betânia (At. 1.9-12). Vários líderes religiosos deixaram suas marcas e ensinamentos na história da humanidade. Todos morreram e seus restos mortais ainda se encontram na sepultura. Somente o sepulcro de Jesus se encontra vazio, a respeito dEle, os anjos disseram: “Ele não está aqui, porque já ressuscitou” (Mt. 28.6). Esse é motivo de grande surpresa, como o foi para os oficiais romanos (Mt. 28.2,4), para todos nós também. Os discípulos, por sua vez, passaram a ter plena convicção daquele acontecimento, o que lhes trouxe coragem e ousadia, no Espírito. Homens que, outrora medrosos, passaram a anunciar o evangelho de Cristo, sacrificando, se necessário fosse, suas vidas por amor a Cristo (Jo. 20.28; At. 2.24,32; 3.15; 5.30).

3. IMPLICAÇÕES DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO PARA A VIDA CRISTÃ: A letra do hino 545, da Harpa Crista, revela a alegria e contentamento daqueles que crêem na morte e ressurreição de Jesus. A letra dessa canção retrata o gozo cristão a partir da convicção de que Ele não está mais entre os mortos. Essa verdade encontra coro no contexto bíblico, haja vista o significado que a ressurreição de Cristo tem para todos nós. Em I Co. 15.12-19, bem como em II Co. 5.6-9, Paulo mostra que se Cristo não tivesse ressuscitado, vá seria a pregação cristã, o testemunho dos apóstolos, o esforço feito para que fôssemos libertos do pecado, a esperança dos que dormem em Cristo, e nós, os cristãos, seríamos os mais infelizes de todos os homens. Porque Ele, como diz a letra do citado hino, “posso crer no amanhã, porque Ele vive, temor não há, mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida, está nas mãos de meu Jesus, que vivo está”. (HC 545). Diante de tão maravilhoso acontecimento, que nos impulsiona a produzir frutos (Rm. 7.4), não podemos agir de outro modo, senão, como Tomé, cair prostrados aos pés de Cristo, deixando de lado a incredulidade, e afirmando que Jesus, o Ressuscitado, é Senhor Meu e Deus Meu (Jo. 20.28).

CONCLUSÃO: De acordo com os costumes judaicos, o sacerdote, no dia da expiação, entrava nos Santíssimo, para sacrificar pelo povo. Para isso, fazia-se necessário que ele se encontrasse purificado perante Deus. Havia, então, muita expectativa para que esse homem retornasse daquele Santo Lugar. Quando isso acontecia, a multidão celebrava, pois sua saída representava a aceitação do sacrifício. A ressurreição de Cristo tem, para nós hoje, esse significado. Ele está vivo, seu retorno de entre os mortos e a comprovação da aceitação do Pai do Seu sacrifício vicário. Aleluia! PENSE NISSO!

* A MORTE VICÁRIA DE CRISTO

Texto Áureo: I Co. 15.3 – Lc. 23.33; 45-53

Objetivo: Refletir a respeito da morte vicária de Cristo, por meio da qual, fomos libertos das culpas e do castigo do pecado.

INTRODUÇÃO: A morte de Cristo teve um significado vicário para todos aqueles que O recebem como Salvador. Ciente da importância de tal sacrifício estudaremos, algumas profecias que fazem alusão a esse momento, sua realização plena em Cristo, bem como suas implicações reais para a vida cristã.

1. PROFETIZADA NO ANTIGO TESTAMENTO: A morte de Cristo, em sacrifício pela humanidade, fora, várias vezes, profetizada no Antigo Testamento. Uma dessas se encontra em Is.53.4, assim diz o texto sagrado:“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido”. Atentemos para alguns detalhes dessa passagem:

1) Verdadeiramente – eis aqui um fato incontestável, seu sacrifício não foi uma fraude;
2) Ele tomou sobre si mesmo – não se tratou de algo imposto, mas em uma disposição voluntária para o sacrifício (Mt. 8.17);
3) Levou sobre si – essa é a demonstração ativa do ato vicário, substitutivo (Is. 53.5,6,8,12), por nós (Is. 63.9; Hb. 4.15);
4) as nossas enfermidades – cuidemos para não absolutizar a relação entre pecado e enfermidade (Jo. 9.2,3), mas não podemos descartá-la por completo (Is. 33.24; Sl. 103.3; Mt. 9.2; Jo. 5.14; Tg. 5.15);
5) Ferido de Deus e oprimido – não pelos seus pecados, pois ele não os teve (Hb. 4.15; 9.28), mas pelos nossos (I Pe. 2.24). Outras passagens bíblicas vaticinam, direta ou indiretamente, a morte de Cristo são: Sl. 22; Is. 52.12; Sl. 69.21; Zc. 12.10; Sl. 22.18; e Sl. 34.20.

2. A MORTE VICÁRIA DE CRISTO: A palavra “vicário”, de acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, vem do latim “vicarius” e significa “o que faz às vezes de outro ou de outra coisa” ou “o que substitui outra coisa ou pessoa”. Essa definição se coaduna, perfeitamente, com a explicação bíblica e teológica que costumamos dar à morte expiatória de Cristo no Calvário. Alguns textos bíblicos consolidam a fé no sacrifício vicário, isto é, substitutivo da morte de Jesus. Em Rm. 3.25 e 5.6, Paulo diz que, pelo sangue de Cristo, Deus propôs propiciação pelos nossos pecados a fim de que fôssemos reconciliados com Ele. Ainda em Ef. 1.7 e 5.2, fora escrito, pelo mesmo apóstolo, que Jesus ofereceu a si mesmo, como oferta agradável a Deus, pelos nossos pecados. Em C.l 1.14,20,22 é dito que temos paz pelo sangue da cruz. Em I Tm. 2.6 e Tt. 2.14, sabemos que Cristo a si mesmo se deu em resgate por nós para nos remir de toda iniqüidade. O autor da Epístola aos Hebreus reforça essa doutrina, Hb. 9.27 e 10.10, dizendo que Cristo é a oferta que tira os pecados de muitos. A morte de Cristo, no entanto, ocorreu não por um mero capricho divino, mas por causa da Sua santidade e da gravidade do pecado, cuja conseqüência é a manifestação da ira de Deus (Rm. 1.18,24,26,28), a qual, permanece sobre aqueles que não receberam, pela fé, o Cristo crucificado (Jo. 3.36).

3. EFEITOS DA MORTE DE CRISTO: Quando recebemos a morte de Cristo, Seu sacrifício vicário, nós tornamos aceitos nEle, que é o Amado do Pai (Ef. 1.6). A justiça dEle nos é imputada, de modo que somos justificados, já que essa é lançada em nossa conta (Rm. 3.21). Em prosseguimento a isso, somos levados à santificação e ao desenvolvimento do caráter de Cristo por meio da produção do fruto do Espírito (Gl. 5.22,23). A morte de Cristo torna o relacionamento com Deus algo possível e real, não mais circunscrito às exigências da Lei, cujo ministério é o da condenação, mas, conforme nos instrui Paulo, em Cl. 3, para uma vida modificada em união com Aquele que não só morreu, mas também ressuscitou de entre os mortos (Cl. 1.20; I Co. 15.25-28; Jo. 7.38; 16.7; 14.16; At. 2.33; Gl. 3.13,14). Agora, temos o perdão de Deus, a purificação do pecado (Rm. 3.25; 4.7; At. 2.38; 3.19; I Jo. 1.2-2.2). E, por fim, a esperança da redenção total, quando o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54) e a trombeta soar, e, enfim, mortos e vivos subirão para o encontro com o Senhor nos ares (I Ts. 5.13-18).

CONCLUSÃO: É por meio do Espírito Santo (Rm. 8.29) que a morte de Cristo adquire uma caráter real na vida daqueles que crêem. Assim, do prisma individual, a menos que haja conversão, o sacrifício de Jesus não terá o devido efeito na vida dos pecadores. Paulo esclarece em Rm. 5.9,10 que a morte de Cristo tem, de fato, um caráter substitutivo, todavia, faz-se necessário que essa justificação, por meio de Sua morte, seja operada pelo Santo Espírito (II Cr. 3.18). Portanto, sejamos cautelosos para não levar Cristo ao vitupério, deixando de atentar para essa tão grande salvação (Hb. 2.3), sem a qual, estaríamos fadados à condenação eterna (Jo. 3.16; Rm. 3.23; 6.23). PENSE NISSO!

* OS MILAGRES DE JESUS


Textos: At. 2.22 – Mt. 11.1-6; 20.30,31


Objetivo: Mostrar como Jesus, a fim de glorificar o nome de Deus, realizou e ainda realiza milagres.


INTRODUÇÃO: A existência de milagres é parte constitutiva da verdade bíblica, de modo que, se os desconsiderarmos, não restará outra coisa do livro sagrado a não ser as capas. Jesus, o Filho de Deus, realizou muitos milagres nos tempos em que pisou o solo palestino. E mais que isso, prometeu que muitos outros seriam feitos, por Ele, por meio daqueles que O seguissem.


1. MILAGRES: DEFINIÇÃO: Podemos definir “milagre” como uma intervenção divina, no mundo natural, operado pela vontade divina, com pouca possibilidade de discernimento por meio dos sentidos humanos. Trata-se, portanto, de um evento, uma ocorrência que se encontra além da natureza e do homem. Fato fora do comum que Deus realiza a fim de confirmar o Seu poder, Seu amor e Sua mensagem. É a demonstração da atuação de um Deus Poderoso e Criador que não se confunde com Sua criação, tendo o poder de expandir as leis que Ele mesmo criou (Ex. 7.3; 8.19; Dt. 4.34,35; Jo. 3.2; 9.32,33; 10.38; At. 10.38). No Antigo Testamento, a palavra hebraica para milagre é “palah”, cujo significado primário é “milagres e maravilhas”, fazendo referência às obras extraordinárias de Deus (Ex. 3.20; Js. 3.5). Um outro vocábulo é “óth”, cujo significado básico de “sinal”. O sentido dessa palavra corresponde, em grego, a “semeion”, que tem o sentido de uma intervenção de Deus, como aconteceu antes e durante a saída do povo de Israel do Egito (Ex. 7.3; Nm. 14.22; Dt. 7.19; Js. 24.17; Ne. 9.10; Sl. 78.43; Jr. 32.20). No Novo Testamento, três palavras gregas definem o que seja “milagre”: 1) dynamis – significa, basicamente, “poder”, denotando a habilidade recebida, de Deus, para a realização de “obras de poder” (Mt. 11.20; Mc. 6.2; Lc. 19.37; At. 2.22); 2) semeion – é um “sinal” (Mt. 12.38,39) que distingue, perante os homens, uma assinatura, uma marca que revela a autoridade divina na concretização de Seus propósitos (Mt. 26.48; Lc. 2.12; 23.28 At. 4.16,22; II Ts. 3.17) e 3) Teras – um evento sobrenatural que causa espanto àqueles que o vêem (At. 2.19).


2. OS MILAGRES DE JESUS: O Novo Testamento mostra que Jesus realizou muitos milagres (Mt 8.16-17; 12.15; Lc 7.18-23; Mt 14.34-36}. Os Evangelhos registram 36, alistados a seguir na ordem provável em que aconteceram: a água feita vinho (Jo 2.1-12); o filho de um funcionário público (Jo 4.46-54); uma pesca maravilhosa (Lc 5.1-11); o endemoninhado de Cafarnaum (Lc 4.31-37); a sogra de Pedro (Lc 4.38-39); o leproso (Mc 1.40-45); o paralítico descido pelo telhado (Mc 2.1-12); o paralítico de Betesda (Jo 5.1-18); o homem da mão aleijada (Mt 12.9-14); o empregado do oficial romano (Lc 7.1-10); o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17); Maria Madalena (Lc 8.2); o endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22-37); a tempestade (Mc 4.35-41); os endemoninhados gadarenos (Mc 5.1-20); a filha de Jairo (Mc 5.21-43); a mulher que tinha hemorragia (Mc 5.25-34); os dois cegos (Mt 9.27-31); o mudo endemoninhado (Mt 9.32-34); a primeira multiplicação dos pães (Mc 6.30-44); Jesus anda sobre as águas (Mt 14.24-33); a filha da siro-fenícia (Mc 7.24-30); o surdo-mudo (Mc 7.31-37); a segunda multiplicação dos pães (Mc 8.1-10); o cego de Betsaida (Mc 8.22-26); o menino epiléptico (Mc 9.14-29); a moeda na boca do peixe (Mt 17.24-27); o cego de nascença (Jo 9.1-41); a mulher encurvada (Lc 13.10-17); o hidrópico (Lc 14.1-6); a ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44); os dez leprosos (Lc 17.11-19); o cego Bartimeu (Mc 10.46-52); a figueira sem frutos (Mt 21.18-22); a orelha de Malco (Lc 22.50-51); outra pesca maravilhosa (Jo 21.1-13). Os milagres de Jesus, diferentemente de alguns propalados nos dias atuais, não tinham um fim em si mesmos, antes objetivavam que aqueles que os testemunhassem viessem a reconhecer que Cristo era o Messias Prometido, o Deus Encarnado, e que, por meio dEle, se relacionassem com Deus (Mt. 11.4,5; Jo. 11.40-42; Mc. 1.27,28; Mc. 2.5-12; 3.10-12; Mc. 2.12; Mc. 4.40,41; Jo. 20.30,31). Em algumas ocasiões, por causa da incredulidade, Jesus deixou de realizar milagres (Mt. 13.58) e foi criterioso a fim de que os milagres distanciassem os religiosos da verdade do evangelho, em Sua pessoa (Mt. 12.39,40).


3. A ATUALIDADE DOS MILAGRES: Conforme vimos anteriormente, a expressão “sinais e maravilhas” é bastante comum no livro de Atos. Essa recorrência revela a existência de milagres operados, por Cristo, por meio daqueles que pregavam a Sua Palavra (At. 2.43; 5.12). Há um argumento teológico que defende a cessação dos milagres, afirmando que esses foram realizados apenas pelos apóstolos. O texto bíblico, no entanto, mostra que foram usados, por Deus, para fazer sinais e maravilhas: Pedro, Paulo, Barnabé, Estevão e Felipe, entre outros. Se os milagres fossem realizados apenas pelos apóstolos, então, Estevão e Felipe deveriam ficar de fora dessa lista. O Deus que curou por meio dos apóstolos, e dos não-apóstolos, continua a usar outras pessoas para curar. É válido ressaltar que também que, em Lc. 10.9,17, Jesus concedeu autoridade aos 72 discípulos para curar os enfermos em sua missão de pregar o evangelho (Mc. 9.38,39). Não podemos esquecer que os dons do Espírito Santo, apresentados por Paulo em I Co. 12, entre eles o de “operação de maravilhas” (v. 10), continuarão até a manifestação gloriosa do Senhor (I Co. 1.7). Alguns cientistas, também, defendem a impossibilidade da ocorrência de milagres. Os tais baseiam seus argumentos no naturalismo, negando, portanto, qualquer intervenção espiritual na matéria. Para eles, as leis da natureza são rigorosamente definidas, por isso, não se pode catalogar a existência de milagres. A Bíblia, a história e os testemunhos, porém, nos revelam que Deus é o Senhor da Natureza. Ele, que a criou, e que está além dela, pode, perfeitamente, intervir, sobrenaturalmente, no seu curso.


CONCLUSÃO: Aqueles que não acreditam em milagres assumem uma posição contrária ao que testemunhamos na Bíblia, na história da igreja e na vida de muitos irmãos. Não sabemos as razões pelas quais Deus intervem em alguns casos e em outros, parece que a maioria das vezes, não. Qualquer explicação, nesse sentido, não passa de especulação. Deixemos, esse quesito, no nível da soberana vontade de Deus. Da parte humana, resta o desafio de continuar crendo que o Jesus que realizou milagres nos tempos antigos “é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb.13.8). PENSE NISSO!