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A FIDELIDADE DE DEUS



Texto Áureo: Fp. 4.13– Leitura Bíblica: Fp. 4.10-20



INTRODUÇÃO
Na última aula destacamos que Paulo aprendeu a se contentar com o que tinha em todas as circunstâncias, tendo em vista que a fonte da sua alegria era Cristo, não as condições materiais, nem mesmo a oferta dos filipenses. Hoje nos voltaremos para a apreciação do Apóstolo em relação à contribuição daqueles irmãos. Mostraremos que ele recebeu o suprimento como um sacrifício agradável a Deus, colocando o foco não nele mesmo, mas em Deus, sendo Este o Único digno de honra e glória.

1. O RECEBIMENTO DA OFERTA POR PAULO
Paulo recebeu a oferta dos crentes filipenses com gratidão, não com um espírito de ganância, como fazem alguns evangélicos contemporâneos. Como ele mesmo expressou em Fp. 4.17, seu foco não estava nos presentes. Ele havia aprendido o segredo do contentamento, esse mistério que se encontra em Cristo, a fonte da verdadeira alegria. Essa é uma demonstração de maturidade, nem todos a alcançaram. Há obreiros totalmente dependentes das circunstâncias, que se distraem com qualquer tribulação. Esses certamente passarão por muitas provas, até que sejam capazes de tirar as lições dadas por Deus através do Apóstolo. A escola de Deus é o inverso da humana, primeiro passamos pela prova, depois extraímos a lição. Somente aqueles que passam por esse aprendizado podem dizer como Paulo: “tudo posso em Cristo que me fortalece” (Fp. 4.13). Quando o cristão chega a esse nível de maturidade, então é capaz de depender de Deus, e colocar nEle sua confiança. Tal como o salmista, poderá afirmar: o Senhor é o meu pastor e de nada tenho falta (Sl. 23.1). Essa é a tradução aproximada do texto no hebraico, o Senhor, de fato, é nosso Pastor, mesmo que falte alguma coisa, Ele é nossa suficiência. Para o obreiro que confia em Deus, as ofertas que chegam às suas mãos são sacrifícios, agradáveis a Deus. Primeiramente porque sabe que se trata de uma provisão de Deus, a expressão de renúncia dos irmãos. Além disso, é uma demonstração de generosidade, atitude pouco comum, em virtude da natureza egocêntrica do ser humano. Paulo diz aos crentes filipenses, e por extensão, a nós, que Deus supre as necessidades daqueles que contribuem para a obra do Senhor. De vez em quando alguém quer se apropriar indevidamente de Fp. 4.19, requerendo o suprimento das necessidades, sem predisposição para o sacrifício da oferta. O agricultor investe alguns grãos na terra, a fim de, no futuro, possa colher os seus frutos, assim acontece com aqueles que contribuem para o crescimento do Reino de Deus (II Co. 9.6). Em uma sociedade que endeusou Mamom, curvando diante do Mercado, é um sacrifício ofertar, mas essa é uma demonstração de submissão ao senhorio de Cristo (Mt. 6.24).

2. COMO SACRIFÍCIO AGRADÁVEL A DEUS
Deus ama aqueles que entregam suas ofertas com alegria, não porque são coagidos a fazê-lo, mas com generosidade (II Co. 9. 7). Paulo reconheceu que a atitude dos crentes filipenses era um exercício de sacrifício. Esse é um sentimento que precisa ser cultivado pelos obreiros do Senhor. Nem todos atentam para o fato de que muitos abrem mão do pouco que ganham para investir no Reino. Em uma sociedade de consumo, na qual todo dinheiro é pouco, somente os que são fiéis a Deus podem ser generosos. Os obreiros, ao invés de coagir os crentes à doação, devem orientá-los, ao desprendimento. Ao mesmo tempo, serem compreensíveis, e motivando aqueles que têm dificuldade para tal. Eles precisam ser ensinados que na medida em que doam ao outro, menos colocam o foco em neles mesmos. É o que faz Paulo em Fp. 4.17, inicialmente revela que seu propósito maior não é a dádiva, mas o aumento da conta espiritual dos crentes. O Apóstolo faz uso de uma metáfora contábil, o verbo grego pleonazein, traduzido por “que aumente”, mostra que os crentes têm um banco espiritual no qual precisam investir. Jesus também ensinou Seus discípulos a depositarem não apenas o dinheiro, mas a fé, na eternidade (Mt. 6.19,20). A oferta é um ato espiritual que tem uma dimensão escatológica. Aqueles que o fazem com alegria estão mostrando, não apenas a Deus, mas a eles mesmos, que miram em riquezas eternas. Os líderes da teologia da ganância têm explorado essas passagens bíblicas para explorarem seus adeptos. A teologia da barganha tem campeado nos arraias pseudopentecostais. Os cristãos evangélicos precisam ter cuidado com esses lobos devoradores (II Co. 12.14-18). Por outro lado, não podem deixar de reconhecer que aqueles que ofertam ao Senhor, exercitam a generosidade, se o fizerem com alegria. Dízimos e ofertas devem ser entregues à igreja, mas isso não exime o crente de atentar para os necessitados. Lembremos, pois, da orientação do sábio: “quem se compadece do pobre ao Senhor empresta” (Pv. 19.17), e que “mais bem-aventurado é dar do que receber” (At. 20.35).

3. PORQUE DEUS É FIEL
Descansamos na certeza de que Deus é fiel, em todas as circunstâncias da vida, mesmo diante das crises. Sendo assim, somente aqueles que desfrutam da paz de Deus, podem sossegar suas almas diante das intempéries que nos assola. E porque Ele é fiel, e prova Seu amor para conosco, tendo entregue Seu Filho por nós, devemos também demonstrar amor para nossos irmãos (Jo. 3.16; I Jo. 3.16). Os tempos de crise são oportunidades para que demonstremos generosidade, e nos voltemos para os outros, a fim de ajudar aqueles que estão em necessidade (Mt. 22.34-40). O amor cristão exige desprendimento, ou seja, disposição para abrir mão do que tem em prol dos outros (I Co. 13). Vivemos em uma sociedade extremamente individualista, cada um faz o que lhe agrada, na maioria das vezes, sem se preocupar com o próximo. O capitalismo selvagem está lançando as pessoas cada vez mais para longe uma das outras. O consumismo também faz com que as pessoas queiram sempre mais. Essa doença está adentrando até mesmo as igrejas evangélicas. Tais atitudes são totalmente contrárias àquelas dos crentes de Jerusalém do primeiro século, que eram sensíveis às carências uns dos outros (At. 4.34-37). Paulo não sofria dessa enfermidade espiritual, antes de qualquer coisa, aprendeu a estar contente, independentemente das situações (Fp. 4.12). Por isso, tanto sabia ter fartura quanto padecer necessidade, nada o tirava do centro, que é Cristo. Ele é Aquele que o fortalecia, mesmo na prisão em Roma, e passando por momentos de privações (Fp. 4.13). Há líderes evangélicos que citam esse texto indevidamente, sem atentar para o contexto, eles preferem apenas com o “tudo posso naquele que me fortalece”. No contexto, Paulo mostra que tanto podia viver em fartura quanto em necessidade. É bom saber viver a partir da porção acostumada, como disse o sábio judeu (Pv. 30.7-10).

CONCLUSÃO
As crises políticas e econômicas são cada vez mais contundentes porque a sociedade elegeu valores invertidos. Os políticos, ao invés de governarem para o povo, buscam locupletarem-se, enriquecendo-se ilicitamente. O dinheiro, configurado no mercado, se tornou um deus, diante do qual as pessoas se dobram. O desafio da igreja, nessa sociedade materialista e consumista, é o de viver para as pessoas, e se sacrificar em amor, a fim de que o nome de Jesus seja glorificado. Como Paulo, devemos aprender a viver em contentamento, e saber fazer a diferença entre o que nos é essencial e supérfluo, somente assim seremos alegres.

A SABEDORIA DIVINA PARA A TOMADA DE DECISÕES


Texto Áureo Pv. 2.6 – Leitura Bíblica I Rs. 4.29-34



INTRODUÇÃO
A aula de hoje terá como tema central a importância da sabedoria divina para a tomada de decisões. O personagem central do estudo será Salomão, e a capacitação que ele recebeu de Deus, para conduzir Israel. Inicialmente mostraremos que essa foi uma sabedoria do alto, em seguida, destacaremos a figura do monarca, ressaltando suas habilidades diante do reino, e ao final, refletiremos sobre sua capacidade administrativa para tomar decisões.

1. A SABEDORIA DIVINA
A sabedoria de Salomão não era meramente humana, ela tinha uma procedência sobrenatural, fora dada pelo próprio Deus. Não estamos afirmando que tudo que esse rei fez foi correto. Longe disso, diferentemente do seu pai Davi, Salomão foi um rei extravagante, que impôs um jugo pesado sobre o povo, e um político que se fiou em seus acordos. Mesmo assim, Deus esteve com ele, auxiliando-o nos momentos difíceis. Ele é reconhecido nas Escrituras, especificamente na genealogia de Jesus (Mt. 1.6,7), e tido como um exemplo de esplendor (Mt. 6.29) e sabedoria (Mt. 14.22). A identificação mais comum em relação a Salomão diz respeito à construção do templo (At. 7.47), um símbolo da religiosidade israelita. O nome Salomão vem do hebraico “shalom” que quer dizer “paz”. A vida desse monarca está repleta de paradoxos, uma demonstração desses é a construção do templo, que durou sete anos, e de um palácio para ele, que demorou treze anos (I Rs. 6.37 – 7.1). Ao mesmo tempo em que Israel alcançou um considerável poder político, experimentou uma derrocada espiritual. O próprio rei é uma demonstração desse retrocesso, pois por causa das suas alianças políticas, e dos seus casamentos com mulheres pagãs, precisou ser disciplinado pelo Senhor (I Rs. 11). Ele começou bem, andando nos preceitos de Davi, seu pai (I Rs. 3.3), de modo que o Senhor lhe ordenou: “pede-me o que queres que eu te dê” (I Rs. 3.5). Ele reconhecendo que não seria fácil suceder a Davi, condição que carregaria ao longo da existência, pediu ao Senhor sabedoria, para conduzir o povo de Israel.

2. DADA POR DEUS A SALOMÃO
Em duas ocasiões o Senhor se revelou a Salomão em sonhos, e em uma dessas situações, o monarca se apresentou humildemente perante Deus, reconhecendo-se como “servo”. Ele sabia que teria o desafio de construir um templo, que seria dedicado ao Deus de Israel. Diante desse desafio, confessou suas limitações, e buscou a graça de Deus (I Rs. 3.6-9). Por fim, em sua oração, Salomão pede ao Senhor que lhe dê sabedoria para governar a nação (I Rs. 3.9). Não se trata de uma sabedoria para a vida espiritual, antes de um conhecimento prático, a fim de tomar as decisões acertadas. Esse tipo de sabedoria pode ser identificada no livro de Provérbios, boa parte deles escritos por Salomão, no qual encontramos ditos que revelam a praticidade do conhecimento do rei (Pv. 3.1-18). No contexto de um governo teocrático, Salomão reconheceu que não poderia desempenhar sua função a contento a menos que fosse direcionado pelo Senhor. Uma demonstração dessa sabedoria nos é dada em I Rs. 3.16-28, no caso do julgamento de duas mulheres que discutiam a maternidade de uma criança. Cada uma delas defendia ser a mãe de uma criança, era a palavra de uma contra a outra. Na verdade, uma delas havia roubado o filho da outra, e dizia ser seu. Elas foram até o rei, para arbitrar aquela situação complicada, mas Salomão, dependendo da sabedoria de Deus, propôs dividir a criança ao meio, e entregar uma parte a cada uma delas. Através dessa estratégia, a verdadeira mãe se revelou, o nome do Senhor foi glorificado, e a fama do rei se espalhou.

3. PARA A TOMADA DE DECISÕES
Assim como seu pai Davi, Salomão ficou conhecido como um grande administrador (II Sm. 8.15-18; 20.23-26). Ele escolheu as pessoas apropriadas para auxiliá-lo na condução dos trabalhos (I Rs. 4.1-6). Um líder sábio é capaz de perceber outros líderes, e mais que isso, de demonstrar humildade, para ouvir a opinião dos outros. Ele também não teve receio de dividir as atribuições, demarcar territórios administrativos, e delegar pessoas de confiança para governa-los (I Rs. 4.7-28). A liderança eficaz, sobretudo nos momentos de crise, acontece por meio da divisão de responsabilidades. O líder que não confia nas pessoas, e que sempre se sente acuado, dificilmente terá êxito em seus intentos. Por outro lado, Salomão falhou onde a maioria dos líderes fracassam, no orgulho e na prepotência, ao se colocar no centro das atenções. Ele começou a se vangloriar dos presentes que recebia das nações vizinhas. E contrariando a lei de Deus, multiplicou os seus cavalos (Dt. 17.16), chegando mesmo a construir cidades especiais, somente para abrigá-los (I Rs. 4.26). No período da meia idade, Salomão substituiu a sabedoria de Deus pelo conhecimento humano. Ele se transformou em um “mero” cientista, ao invés de atentar para o Criador, centrou sua atenção apenas na criação. Os escritos dos Provérbios, boa parte deles escritos por esse sábio, servem de orientações práticas para a vida, se interpretados adequadamente, sem fazer generalizações. Salomão, a fim de manter-se no poder, acabou fazendo uma série de alianças, algumas delas bastante prejudiciais, tanto para ele, quanto para o povo de Israel.  

CONCLUSÃO
A redenção de Salomão se encontra no livro de Eclesiastes, nas páginas daquele livro sapiencial acompanhamos a análise de um homem que se tornou rei, e que colocou seu coração em coisas que não agradavam a Deus. No final de tudo, chegou a uma conclusão que deve ser observada por todos aqueles que querem encontrar a verdadeira sabedoria: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; por isto é o dever de todo o homem” (Ec. 12.13). Essa é a sabedoria que vem de Deus, esse é, de fato, o princípio da sabedoria (Pv. 1.7).

O SOCORRO DE DEUS PARA LIVRAR O SEU POVO


Texto Áureo Sl. 34.17 – Leitura Bíblica Et. 5.1-6



INTRODUÇÃO
O Deus de Israel se revela como Aquele que socorre, Ele não está deixa Seu povo à deriva (Sl. 46.1). Na aula de hoje, estudaremos a respeito da providência divina diante da adversidade. Nos voltaremos para a atuação da rainha Ester, como escolhida de Deus, para livrar os judeus da exterminação. Aprenderemos que podemos continuar confiando no Senhor, que sempre tem um plano maravilhoso, a fim de preservar o Seu povo, consumado através de Cristo. 

1. ESTER, A RAINHA ESCOLHIDA
Assuero é o nome hebraico, de Xerxes, filho de Dario I, neto de Ciro, o Grande. Como era costume, gostava de oferecer banquetes, e ostentar seus pertences para os subalternos. Depois de se exceder no vinho, o rei decidiu que a rainha Vasti deveria exibir sua beleza aos convidados. Essa, porém, se opôs à vontade do monarca, que “se enfureceu e se inflamou de ira” (Et. 1.10-12). Com o ego ferido, e preocupado com a decisão da rainha, o rei decide, juntamente com os seus sábios, substitui-la. Após algum tempo, a escolhida foi Ester, prima e filha adotiva de Mordacai. Seu nome persa significa “estrela”, seu nome hebraico, Hadassa, que quer dizer “murta”. Muito embora ela fosse judia, e de certo modo, houvesse proibição para aquele tipo de casamento, Deus o permitiu, a fim de preservar o Seu povo. Além disso, ela não teria como se opor a um monarca da estirpe de Assuero, sem que antes fosse condenada à morte. O rei escolheu Ester, e ela foi nomeada a nova rainha do império. Mordacai, o primo de Ester, a acompanhava de perto, ciente do propósito divino em tudo aquilo que estava acontecendo. O processo de escolha de Ester nos faz refletir sobre a soberania e providência divina. Deus tem seu propósito, e como bem expressa Paulo, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e são chamados segundo os seus desígnios (Rm. 8.28). O Senhor trabalha apesar das circunstâncias, muitas vezes não conhecemos seus caminhos misteriosos. 

2. O POVO DE DEUS DIANTE DA ADVERSIDADE
Por aquele tempo o rei decidiu nomear Hamã como seu primeiro ministro, ainda que o real merecedor fosse Mordacai, que havia salvado a vida do rei. Mas na política, como se sabe, a justiça nem sempre prevalece, e às vezes, os reconhecidos são os que menos merecem. Para conseguir tal cargo, é provável que Hamã tenha se utilizado do artifício da bajulação. Esse era um homem obcecado pelo poder, e que não media esforço para alcançar seus objetivos, o principal deles era destruir o povo de Deus. Às vezes, as pessoas erradas ocupam cargos que deveriam ser destinados às pessoas certas. Por causa disso existe tanta opressão, e os pobres costumam ser os mais prejudicados. Há pessoas que esperam apenas ocupar uma posição de destaque, para manifestar quem realmente são. A doença megalomaníaca de Hamã fez com que ele desejasse ser o próprio Deus. Ele exigiu adoração dos seus súditos, mas não esperava ser contrariado por Mordacai. Por causa da objeção desse homem de Deus de adorá-lo, Hamã escolheu um dia para que o povo de Deus fosse dizimado (Et. 3.7). Ele detestava os judeus, e justificou perante o rei que eles deveriam ser destruídos, por causa das suas leis, que não se coadunavam com as dos persas (Et. 3.8). Após pedir a permissão do rei para perseguir o povo, recorrendo à influência política, se utilizou da estratégia da propaganda, para espalhar a notícia de que os judeus deveriam ser mortos. É interessante observar como isso se repete, os governantes se utilizam dos meios políticos para perseguir os justos, e fazem uso da propaganda para justificar suas atitudes. 

3. O SOCORRO DE DEUS
Mas Deus não abandona o Seu povo, Ele é socorro bem presente na angústia (Sl. 46.1). Justamente para esse propósito Ester foi escolhida como rainha, a fim de ser instrumento para a salvação dos judeus. Mas Ester precisava atentar para esse desígnio, ela deveria saber o motivo da sua ascensão social. Há pessoas que pensam que ocupam determinadas posição apenas para elas mesmas, diferentemente do que constatou José, após ser preservado no Egito (Gn. 50.20). A ocupação dos cargos públicos deveria ter como propósito fundamental a melhoria das vidas das pessoas, sobretudo das mais pobres. Ester precisou ser lembrada por Mordacai a respeito do intento de Deus ao permitir que ela fosse escolhida rainha. E ela agiu na hora certa, mas não sem sacrificar-se, e correr risco de morrer. Enquanto a rainha entrou a presença do rei, a fim de interceder pelo seu povo, os judeus jejuavam e oravam (Et. 4.3). O nome de Deus não é citado no livro de Ester, mas podemos perceber Sua mão direcionando as situações, a fim de salvar os judeus. O socorro de Deus pode chegar desse modo, através de pessoas que ele levanta para ajudar os necessitados.   A intervenção da rainha foi exitosa, e o povo teve a oportunidade de se defender, a fim de que não viesse a perecer. Hamã foi desmascarado diante do rei, e todos perceberam seus intentos maquiavélicos. Os planos de Deus sempre prevalecem, ainda que não compreendemos sua maneira de trabalhar. Tudo cooperou para que o nome do Deus de Israel fosse glorificado. 

CONCLUSÃO
A preservação do povo judeu fazia parte de um plano maior, o cumprimento da promessa de que o Messias viria daquela linhagem. É importante não perder Deus de foco, e deixar que Ele intervenha em nossa história. Não compreendemos, na maioria das vezes, a atuação silenciosa do Senhor. Mas podemos descansar seguros, convictos de que Ele está no comando das situações. A esse respeito lembramos a declaração de Jesus: “o que faço agora, compreenderás depois” (Jo. 13.7). 

ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE




Texto Áureo Sl. 136.1 – Leitura Bíblica II Cr. 20.1-12



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito do reinado de Josafá, o quarto rei de Judá que foi entronizado aos 35 anos de idade, sendo co-regente com seu pai, Asa, por três anos (I Rs. 22.41-50). A partir da crise política que se estabeleceu nesse reinado, podemos extrair orientações a respeito de como a política dos homens interfere na vida das pessoas, favorecendo seu bem-estar, ou resultando em dificuldades. Ao final, destacaremos a importância de buscar o Reino de Deus, diante das limitações dos governos humanos. 

1. A POLÍTICA DE JOSAFÁ
Quando estudamos a respeito da política de Josafá, constatamos que não se diferencia muito do que temos visto na política mundial. Mas é preciso, antes de qualquer comparação, destacar que Israel e Judá, no contexto das Escrituras, estavam diante de uma teocracia. Por esse motivo, não podemos fazer aplicações indevidas para qualquer país, tendo em vista que Deus, nos dias atuais, não tem preferência por uma nação específica. O tratamento do Senhor, na conjuntura atual, é com Sua Igreja, a qual foi comprada e remida pelo precioso sangue de Cristo. Mas naqueles tempos, é dito que Deus era com Josafá, pois “andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai” (II Cr. 17.3). Como um rei que estava a serviço do Senhor, Josafá ordenou aos levitas e sacerdotes que fossem às cidades de Judá, e ensinassem o livro da Lei do Senhor. Constatamos, assim, que seu reinado possibilitou um avivamento nacional, na medida em que as pessoas se voltavam para Deus, e abandonavam seus ídolos (II Cr. 17.8,9). A política de qualquer governante deve possibilitar a liberdade de culto. É isso que se espera de uma país laico, que todas as confissões de fé sejam respeitadas, contanto que essas não desrespeitem a dignidade humana. Não devemos ter a menor pretensão de ter uma nação evangélica, se assim fizermos, estaremos, em tese, apoiando as nações que se dizem islâmicas. Os países que fizeram opção por uma religião, findaram por perseguir os grupos religiosos minoritários. O estado laico, e a liberdade de culto, inclusive de evangelismo, deve ser o marco legal no qual nos fundamos. 

2. O CONTURBADO GOVERNO DOS HOMENS
A política dos homens, desde os tempos bíblicos, é bastante conturbada. Josafá tornou-se rico e próspero, e posteriormente, deixou de confiar em Deus, e passou a depender das suas capacidades. No contexto da teocracia judaica, essa seria uma opção desastrosa, pois traria sérias consequências sobre a nação. Josafá findou por fazer alianças indevidas, com governantes como Acabe, que juntamente com sua esposa, Jezabel, estabeleceu o culto a Baal no Norte. A política dos homens não costuma buscar o bem-estar comum das pessoas, a maioria dos governantes está interessada apenas em se beneficiar dos recursos públicos. As alianças entre os partidos são feitas, não para a suposta governabilidade, mas como balcão de desvio de verbas. É isso que temos testemunhado na política brasileira nesses últimos anos. Independentemente dos partidos políticos, e das tendências mais à esquerda ou direita, predomina os interesses privados, e a pressão das grandes corporações e da mídia que são por elas patrocinadas. Se meditarmos na história de Israel, registrada nos livros de Reis e Crônicas, veremos que a ciclo se repete. Os reis foram conduzidos pelo desejo desenfreado pelo poder, e para se manter em seus postos, fizeram conchavos com os sacerdotes, que apoiavam suas causas. Mas Deus sempre levantou seus profetas, a fim de denunciar os males morais, espirituais e sociais dos monarcas. Nos tempos de Josafá Deus usou Jeú para repreendê-lo, e para mostrar os riscos da aliança feita com Acabe (II Cr. 19.2).

3. A ESPERANÇA NO REINO DE DEUS
Nos dias atuais, não devemos pactuar com qualquer governo, a Igreja não deve ser confundida com um partido político. O partidarismo político dentro da igreja pode dar vazão à carne, e promover divisões. Como cristãos, temos o direito de votar individualmente em qualquer candidato. Ninguém deve ser constrangido dentro da igreja por causa da sua opção política. Há crentes que rotulam os irmãos entre aqueles que são de direita e os que são de esquerda. Nesses últimos dias surgiu até uma forma pejorativa de se referir a alguns crentes: “esquerdopatas”. Esses sequer têm direito de se posicionarem nos contextos eclesiásticos, sem que sejam repreendidos. Há quem os considerem “desviados” da fé cristã nas postagens das redes sociais. Existem “sacerdotes” que estão incitando esse tipo de ódio, talvez porque estejam recebendo algum benefício dos “monarcas”.  É preciso ressaltar que os cristãos não devem ser de direita, muito menos de esquerda, antes de cima, não devemos nos comprometer com ideologias humanas, somente assim seremos “profetas”. Como cristãos, devemos continuar orando em prol do Reino de Deus, e vivendo a partir dele. Enquanto isso não acontece, vamos investindo em práticas que descontruam o império injusto e ganancioso das trevas. Como cidadãos, devemos usar do direito de votar, e de ser votado, dependendo sempre da sabedoria do alto, e não deixando que os interesses particulares se sobreponham aos públicos. E o principal, que as necessidades fundamentais do ser humano, sobretudo saúde, educação e segurança, sejam garantidas. 

CONCLUSÃO
Josafá, no contexto de um governo teocrático, se dispôs a andar nos caminhos do Senhor, até que resolveu fazer alianças indevidas, a fim de se manter no poder, e buscar uma falsa segurança. Essa continua sendo uma prática comum na política dos homens. Como cristãos, devemos nos opor às práticas governamentais que visam cercear o direito dos mais pobres. Ao mesmo tempo, faz-se necessário considerar o realismo bíblico, e saber que somente no Reino de Cristo, quando Ele vier em glória, a justiça correrá como um rio (Am. 5.24). 

O MILAGRE ESTÁ EM SUA CASA




Texto Áureo Dt. 10.17,18 – Leitura Bíblica II Rs. 4.1-7




INTRODUÇÃO
Qualquer família pode passar por período de privação, necessariamente isso não decorre de infidelidade, existem causas outras que podem acometer um lar. Na aula de hoje, estudaremos a respeito de uma mulher viúva, que aprendeu a depender de Deus, e a desfrutar da sua benção em meio às crises. O milagre de Deus, conforme estudaremos na aula de hoje, pode estar mais perto do que pensamos. 

1. DIFICULDADES FAMILIARES
No capítulo 4 de II Reis nos deparamos com uma realidade bastante difícil para uma mulher viúva, com dois filhos. Em uma sociedade patriarcal, o provimento vinha do homem, que alimentava esposa e filhos. Por causa da viuvez, aquela mulher, e a sua família, estava passando por momentos de crise. A teologia da ganância tenta estabelecer uma relação de causa e efeito. Para esses, o motivo da privação é sempre infidelidade, mas essa posição não tem base bíblica. Essa posição, na verdade, serve para justificar a falta de responsabilidade com aqueles que se encontram em condição de vulnerabilidade. Mas Deus não esquece dos pobres, Ele “faz justiça ao órfão e à viúva” (Dt. 10.18; Sl. 68.5; 146.9). O Senhor usou Elizeu como instrumento de provimento para aquela viúva. De igual modo, devemos nos colocar na disposição de Deus para contribuir com aqueles que nada têm. A situação da viúva era deplorável, pois seus filhos ainda eram crianças, e esses, certamente, seriam destinados aos credores, caso as dívidas não fossem pagas. Em épocas de crises, há quem se aproveite das condições difíceis das pessoas para tirar proveito financeiro. O individualismo contemporâneo, associado à ganância, faz com que as pessoas não se sintam responsáveis pelos outros. O discurso da meritocracia é usado, às vezes, para justificar a indisposição para ajudar o próximo. Devemos estar cientes que existem casos diferentes, e cada um deles deve ser avaliado distintamente, a fim de evitar julgamentos precipitados.  

2. QUANDO DEUS REALIZA UM MILAGRE
A viuvez no Antigo Testamento era uma calamidade, por isso a preocupação de Deus com as mulheres que estavam em tais condições. A esperança daquela pobre mulher estava em Eliseu, o homem de Deus. A primeira pergunta que ele fez quando a encontrou foi: “que te hei de eu fazer? Declara-me o que tens em casa”. Será que estamos interessados em nos envolver com a situação do próximo? Há cristãos que apenas pensam em suas famílias, as dos outros não lhes interessa. No contexto evangélico, às vezes, o familiarismo pode causar mais males do que bem. As famílias devem se sentir responsáveis não apenas pelos seus membros, mas também por outras famílias em suas necessidades. Ao invés de julga aquela mulher, Eliseu decidiu prover-lhe o necessário, e mais que isso, para que ela e sua família fosse sustentada. A pergunta dele foi bastante: “o que você tem em casa?”. Ás vezes, o milagre está em nossa própria casa. Ela dispunha de uma “botija de azeite”, e foi a partir daquele conteúdo que Deus proveu o necessário para que ela se sustentasse. Essa é uma mensagem que pode ser aplicada àqueles que estão buscando uma saída diante da crise. Investir na formação profissional pode ser uma possibilidade para ultrapassar a crise. O empreendedorismo pode ser uma alternativa viável, contato que os riscos sejam calculados, e o capital seja suficiente. A criatividade e a pesquisa é melhor maneira de investir em negócios, não se pode agir apenas por meio da vontade, sem avaliar a plausibilidade do empreendimento. 

3. A PROVISÃO DE DEUS
Deus pode prover uma solução para a crise pelas vias naturais, e isso é geralmente o que acontece. Não podemos estar dependendo de milagres o tempo inteiro, dedicar-se ao trabalho e investir na formação, é o normal. Milagres, como se costuma dizer, não acontecem todos os dias. Mas assumimos que Deus é capaz de fazer muito mais do que pensamos, e pode agir a partir do pouco que temos. Não sei qual é sua “botija de azeite”, mas se você investir nela, poderá ver o que Deus pode fazer. Precisamos usar o bom senso, e buscar a sabedoria do alto, para tomar as decisões acertadas. Ela foi orientada a buscar muitas vasilhas, pois a provisão de Deus seria sem medida. A preparação espiritual também é necessária para adentrar novos investimentos. Há crentes que não sabem ter muito, diferentemente de Paulo (Fp. 4.13). José é um exemplo de alguém que confia em Deus em todas as circunstâncias. E mais que isso, sabe desfrutar da provisão do Senhor na abundância, e também passar por momentos de adversidades. Mas é preciso atentar para a doutrina bíblica a respeito do sustento financeiro. Deus não nos promete prosperidade, pelo menos do modo que as pessoas desejam, muito menos instrui para que as pessoas vivam em pobreza. A orientação bíblica é a moderação, é a doutrina da provisão, o Senhor quer nos dar “o pão nosso de cada dia” (Mt. 6.11). O contentamento é um ensinamento bíblico que precisa ser resgatado nessa geração, que não consegue se satisfazer com o que é necessário (Fp. 4.11-12; I Tm. 6.6-10). 

CONCLUSÃO
Contentamento nada tem a ver com comodismo, as Escrituras ensinam a diligência, a fim de obter a provisão necessária. Mesmo assim, podemos ser atingidos por situações adversas, que estão fora do nosso controle, como o desemprego. Em todos os casos, devemos buscar saídas naquilo que Deus nos tem dado, e buscar dEle o milagre para viver em tempos de crise. O Deus de toda provisão não nos abandona, e através da Sua igreja, continua ajudando os mais necessitados. 

RUTE, DEUS TRABALHA PELA FAMÍLIA




Texto Áureo Rt. 4.14 – Leitura Bíblica Rt. 1.1-14




INTRODUÇÃO
Na aula de hoje nos voltaremos para a história de uma mulher, Rute. Essa, juntamente com sua nora Noemi, aprenderam a desfrutar da graça de Deus, mesmo diante das crises. Inicialmente, mostraremos como o Senhor protege a família, mesmo quando essa enfrenta adversidades. E ao final, apontaremos a direção bíblica para se enfrentar as situações difíceis, e o mais importante, a aprender a depender de Deus, mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis. 

1. TENTANDO FUGIR DAS CRISES
As crises nos desafiam, e não poucas vezes, nos conduzem ao desânimo. Durante os tempos dos juízes, ficamos atordoados, e corremos o risco de agir como nos tempos dos juízes de Israel: “cada qual fazia o que achava mais correto” (Jz. 17.6). Rute viveu nesse período, marcado por escassez e injustiças. A família de Elimeleque deixou Belém, que seria a “casa de pão”, para habitar em Moabe, na tentativa de fugir da crise. Seus filhos se casaram com mulheres moabitas, Malon se casou com Rute, e Quiliom, com Orfa. É importante ressaltar que era proibido um israelita se casar com mulheres estrangeiras (Dt. 7.1.-11; Ne. 13.1-3; Ed. 9.1-4). A tentativa de encontrar dias melhores se mostrou frustrada, considerando que Elimeleque e seus filhos morreram naquela terra. Noemi, ao saber que a escassez de comida havia findado em Belém, decidiu retornar para casa. Diante daquela situação, decidiu racionalizar sua opção, solicitando as suas noras que não a seguisse (Rt. 1.8, 11,12). Orfa, convencida pelos argumentos de Noemi, resolveu retornar para sua terra, enquanto que Rute, em um ato de confiança em Deus, seguiu sua sogra (Rt. 2.12). A declaração de fé de Rute, que se encontra em Rt. 1.16,17, é uma das mais tocantes das Escrituras. Noemi se deixou abater pelas crises, quis até mesmo trocar o seu nome para amargura (Rt. 1.21). Quando racionalizamos nossas circunstâncias diante das crises, tendemos a agir do mesmo modo. Com Rute somos desafiados a crer no improvável, e às vezes, no impossível, e saber que Deus está no comando das situações. 

2. APRENDENDO A DEPENDER DE DEUS
Deus está interessado no desenvolvimento do nosso caráter, muito mais do que na nossa prosperidade material. Não é fácil viver pela fé em um modo que se torna cada vez mais dependente do visível. Por outro lado, isso não quer dizer que devemos nos deixar vencer pelo marasmo. Rute confiava em Deus, mas foi diligente ao decidir ir a colheita. A iniciativa de Rute oportunizou seu encontro com Boaz, o parente remidor (Rt. 2.1,3). É importante saber que enquanto estamos trabalhando Deus está conosco (Mc. 16.20), em nós (Fp. 2.12) e por nós (Rm. 8.28). Rute aprendeu a desfrutar da graça de Deus, a começar pelo fato de ela ser estrangeira (Rt. 2.2). A graça de Deus foi manifestada em Boaz, como demonstração de que o Senhor usa pessoas para agraciar. Deus trabalhou naquelas circunstâncias para que tudo ocorresse conforme sua soberana vontade. Ele conduziu Rute aos campos de Boaz, e oportunizou aquele encontro. O cristão, diferentemente das pessoas do mundo, é chamado a ter esperança em Deus. A própria Noemi, que inicialmente se mostrou desanimada diante da situação, foi abençoada por meio da fé de Rute (Rt. 2.19,20). Boaz tornou-se uma benção para a vida daquela família, por ser um parente remidor, alguém que poderia salvá-la da pobreza (Lv. 25.25-34). Não podemos perder a esperança, ainda que tudo o mais se mostre fora de propósito, e que nada faça qualquer sentido (Rm. 15.13).

3. DEUS SEMPRE DÁ UMA SOLUÇÃO
A Bíblia revela um Deus de providência, que não nos abandona diante das crises. Na verdade, podemos descansar na certeza de que Jesus é nosso Parente Remidor (Jo. 8.36). Ele derramou seu precioso sangue para remissão dos nossos pecados, ainda que não sejamos merecedores de tamanha graça (Rm. 5.8). A vida de Rute foi transformada depois que ela teve um encontro com Boaz. De igual modo, nossas vidas são modificadas quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, e ouvimos as palavras de Cristo. A descendência de Boaz e Rute teve implicações para a história da salvação. Eles se tornaram bisavôs de Davi, e por sua vez, compuseram a arvore genealógica do Messias. Deus trabalha nas situações, os seus propósitos podem não ser compreendidos, pois Ele sabe o que está fazendo. Os caminhos de Deus são misteriosos, nem sempre podem ser explicados pela razão. Mesmo o dogmatismo religioso é desconstruído pela graça maravilhosa de Deus. Rute, sendo uma estrangeira, entrou na genealogia de Cristo, que era judeu. Em relação à família, devemos aprender, com a narrativa do Livro de Rute, que essa deve permanecer alicerçada na graça. Nenhuma família na terra pode pensar que é perfeita, estamos todos caminhando rumo à glorificação. Até que esse dia chegue, nossas famílias devem estar fundamentadas no favor imerecido de Cristo. Esse deve ser a base dos relacionamentos familiares. Uma família onde a graça não é uma realidade, é uma família desgraçada. 

CONCLUSÃO
Deus está trabalhando pelas famílias, também devemos fazer o mesmo. Cientes, no entanto, que nossas famílias não são perfeitas. Elas precisam ser conduzidas com graça e amor, dependendo sempre de Deus, e não das circunstâncias. Com Rute, devemos aprender que Deus está no comando das situações, e que tudo Ele fará para que estejamos no centro da Sua vontade. As crises não devem pautar nossas vidas, mas a provisão de Deus, que é sempre para o nosso bem, ainda que não O compreendamos. 

JOSÉ: FÉ EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS


Texto Áureo Gn. 39.2 – Leitura Bíblica Gn. 37.1-11



INTRODUÇÃO
Prosseguindo os estudos sobre a provisão divina, na aula de hoje nos voltaremos para a história de José. A vida desse temente servo de Deus tem muito a nos ensinar a respeito da provisão divina diante das injustiças. Inicialmente destacaremos a vida de José, nos momentos que ainda habitava em Hebrom, com seus irmãos invejosos. Em seguida, veremos que Deus é Aquele que dá provisão, justamente porque esse é o significado do nome “José” em hebraico. Ao final, aprenderemos a não perder a confiança em Deus, em um mundo dominado pela injustiça.

1. JOSÉ, O FILHO PREDILETO
Não existem famílias perfeitas na Bíblia, sobretudo quando consideramos o Antigo Testamento. A família de Jacó, muito embora fosse abençoada por Deus, enfrentou vários problemas. Alguns desses também são comuns nas famílias cristãs, dentre eles destacamos a inveja, o ódio e a predileção. Ao que tudo indica, José era um filho exemplar, e dedicado aos interesses do seu pai (Gn. 37.1-4). Por causa disso seu pai demonstrava certa predileção, em relação aos demais filhos, principalmente porque José era filho da velhice, com sua amada esposa Raquel. O favoritismo sempre traz problemas para as famílias, o próprio Jacó conviveu com essa experiência (Gn. 25.28; 29.30). Uma demonstração dessa preferência de Jacó por seu filho José é concretizada no presente de uma “túnica talar”, de várias cores (Gn. 37.3). Alguns estudiosos interpretam que talvez essa tivesse um significado em termos de herança. Esse teria sido o principal motivo da inveja dos irmãos de José. Acrescido a isso, Deus deu ao jovem vários sonhos, que revelavam sua atuação futura, diante da família. Os irmãos de José ficaram tomados pelo ódio, que é um sentimento destruidor, pois excita contendas (Pv. 10.12), e conduz as pessoas para as trevas (I Jo. 2.9). Talvez tenha faltado sabedoria a José, ao revelar os sonhos aos seus irmãos. Nem sempre devemos dizer aos outros tudo o que sonhamos, e nem todos os sonhos podem ser tomados por revelação. Há sonhos que são induzidos pela própria pessoa, produto de perturbações inconscientes, ou mesmo influenciados por Satanás (Jr 23.25-28). Aqueles sonhos incitaram o ódio dos irmãos de José, que associado a inveja, foi uma combinação mortal, que resultou, incialmente, na tentativa de matá-lo, e posteriormente, acabaram por venderem-no como escravo. 

2. JOSÉ, E O DEUS QUE FAZ PROSPERAR
José foi comprado pelos mercadores, e levado para o Egito, sendo vendido a Potifar, um dos oficiais de Faraó. Aquele jovem era a manifestação da prosperidade divina, inclusive para aquele oficial. Está escrito que “o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José (Gn. 39.5). Mas nem tudo seria fácil, a esposa de Potifar se interessou por José, pois esse, além de temente a Deus, também era formoso. Ela passou a tratar o jovem como um objeto do seu desejo, querendo abusar dele. Mas José fugiu da tentação, por algumas razões: a mulher era esposa do seu senhor, que confiava bastante nele, e o mais importante, aquela traição seria contra o próprio Deus (Gn. 39.9). José deixou o exemplo a respeito do qual Paulo instruiu a Timóteo, o jovem pastor de Éfeso: Foge das paixões da mocidade” (II Tm. 2.22). A temperança é uma das virtudes do fruto do Espírito (Gl. 5.22), e uma demonstração de caráter, pois “como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio”. José foi vítima de injustiça, ao ser caluniado pela esposa de Potifar, e por causa disso foi preso injustamente. Ele teria motivos para se desesperar, principalmente durante o período em foi esquecido na prisão. Não podemos esquecer que é por meio da fé e da paciência que herdamos as promessas de Deus (Hb. 6.12; 10.36). Durante o período em que esteve cativo, José estava sendo preparado por Deus para ter grandes revelações, que demonstrariam a provisão do Senhor, não apenas para ele e sua família, mas também para todo o Egito. Depois de interpretar os sonhos do padeiro e do copeiro, iria mostrar o significado do sonho de Faraó, sendo, por causa disso, chamado a ocupar o posto de governador do Egito. 

3. JOSÉ, VENCENDO AS INJUSTIÇAS
Como José, também podemos ser injustiçados, mas precisamos aprender a confiar, e esperar em Deus. Até mesmo depois de se revelar a seus irmãos, e depois ao seu pai Jacó, José não demonstrou ressentimento, pois sabia que tudo havia acontecido para bem (Gn. 50.20). Um dos filhos de José se chamou Manassés que quer dizer “esquecimento”, isso mostra como esse homem de Deus decidiu reagir em relação as injustiças dos seus irmãos. Seu outro filho se chamou Efraim, que significa aquele que é duplamente próspero. É importante que aprendamos a passar pelas injustiças deixando as mágoas para trás. De vez em quando é preciso fazer uma avaliação de consciência, e nos despir da nossa arrogância, inclusive das prerrogativas humanas. Para tanto, devemos nos revestir de uma nova atitude de fé e de amor, mesmo diante das contrariedades (Ef. 4.20-32; Cl. 3.1-17). Somente assim as feridas dos relacionamentos podem ser saradas, as famílias que foram quebradas pelo ódio e inveja precisam fazer concessões e depender da orientação divina. José sabia o propósito do seu chamado, a função da preservação da sua vida. Ele não se envaideceu em nenhum momento, não utilizou sua função pública para se vingar, sabia que a prosperidade vinha de Deus, e com o propósito bem definido. Precisamos aprender a viver nesse mundo tão injusto, e marcado por relacionamentos interesseiros. A graça de Deus, demonstrada através do perdão, deve prevalecer na vida das pessoas. Se continuarmos plantando injustiças, e revidando na mesma moeda, terminaremos ainda mais feridos. 

CONCLUSÃO
A vida de José é uma demonstração do que Deus pode fazer para as pessoas que confiam nele. Esse homem de Deus se tornou próspero, a fim de mostrar que tudo coopera para o bem daqueles que são chamados segundo os desígnios de Deus (Rm. 8.28). Até mesmo as injustiças humanas podem fazer parte de um plano maior, que haverá de ser revelado quando Deus descortinar suas verdades espirituais (Jó. 42.3). 

DEUS: O NOSSO PROVEDOR




                              Texto Áureo Gn. 26.2 – Leitura Bíblica Gn. 26.2-6


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito da provisão de Deus nas situações difíceis pelas quais Isaque passou. Inicialmente destacaremos que Isaque seguiu o exemplo de Abraão ao se refugiar diante da fome. Em seguida, ressaltaremos o desafio do filho do velho patriarca, diante dos vizinhos descrentes, que demonstraram inveja da sua prosperidade. Ao final, mostraremos que as crises também criam oportunidades, e como fez Isaque, precisamos aprender a “cavar poços”, mesmo que os tempos não sejam favoráveis. 

1. ISAQUE, FUGINDO DA FOME
A história de vez em quando se repete, não necessariamente do mesmo modo. Em se tratando de provações, nenhuma pessoa está livre de passar por elas (Tg. 1.1-18). O próprio Jesus declarou que no mundo teríamos aflições (Jo. 16.33), mas que deveríamos ter ânimo, e depositar nossa confiança em Deus. Isaque, o filho do patriarca Abraão, seguiu os passos do seu progenitor. A palavra “pai” é repetida seis vezes ao longo desse texto. Isso nos ensina que, de certo modo, somos tentados a repetir os equívocos dos nossos ancestrais. Isaque, assim como aconteceu com Abraão (Gn. 12.10-13.4), também enfrentou o problema da fome. Aquele desceu para o Egito, Isaque, de igual modo, fugiu para Gerar, a capital dos filisteus, a fim de buscar o auxílio de Abimeleque. Ao que tudo indica, Isaque e Rebeca estavam habitando em Beer-Laai-Roi (Gn. 25.11), sendo assim, viajaram cerca de cento e dez quilômetros noroeste, a fim de encontrarem melhores condições de vida. A fuga das adversidades é uma tendência normal para os seres humanos, mas não há outra maneira de crescer na fé, a não ser por meio das adversidades. Conforme destacou Paulo, “a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência (Rm. 5.3,4). É bem verdade que durante o sofrimento desejamos, como o salmista Davi, “asas como da pomba”, para poder voar “e achar pouso” (Sl. 55.6). Mas se quisermos deixar de ser simples pombas, e nos tornar águias que voam mais alto, precisamos subir cada vez mais (Is. 40.31).

2. CONVIVENDO COM OS VIZINHOS
As pessoas são tentadas a se moldarem às circunstâncias, sobretudo nos momentos de aflições. A fim de nos ajustar às situações, somos tentados a nos acomodar ao ambiente no qual nos encontramos. Isaque, para sobreviver as pressões e riscos diante dos vizinhos, fez concessões em relação a verdade, optando pela mentira. Faltar com a verdade, na maioria das vezes, é um escape para fugir da realidade. Quando perguntaram a Isaque se Rebeca era sua esposa, imitando a seu pai Abraão, respondeu que era sua irmã. A situação se tornou embaraçosa para Isaque quando a verdade veio à tona. É constrangedor quando a mentira de um servo de Deus é desmascarada por um incrédulo. Devemos lembrar, como ensinou Jesus, que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). Isaque precisou aprender a conviver com a inveja dos seus vizinhos (Gn. 26.12), isso porque o Senhor o fez prosperar, mesmo em tempos difíceis. Aqueles que estão debaixo da providência divina têm a promessa de que serão preservados pelo Senhor, e que não lhes faltará o essencial para a sobrevivência (Hb. 13.5). Certamente isso causará inveja em muitas pessoas, e fará com que esses tenham um sentimento maldoso. Mas não devemos nos deixar abater com aqueles que não temem ao Senhor, e que estão dominados pelo sentimento tóxico da inveja, que é podridão para os ossos (Pv. 14.30).

3. CAVANDO POÇOS
Por causa da inveja, os vizinhos de Isaque queriam se apropriar dos poços do patriarca. Os filisteus, tomados pela maldade, taparam os poços que Isaque herdou de Abraão (Gn. 26.19). Os homens de Gerar, dominados pela inveja, não davam trégua a Isaque, e o perseguia constantemente. A inveja é um sentimento doentio, as pessoas que são dominadas por ele, às vezes, nem se apercebem. Isaque, diferentemente dos seus vizinhos invejosos, decidiu confiar em Deus, e continuar cavando outros poços. Aprendemos lições importantes com esse episódio: 1) Deus cumpre as suas promessas, e abençoa aqueles que trabalham (Gn. 26.3,5); 2) A benção de Deus não nos livra dos invejosos (Gn. 26.14-17); 3) a prosperidade tem seus benefícios, mas pode também trazer problemas, contenda e ódio (Gn. 26.18-22); 4) Berseba, lugar do “poço do juramento”, é onde encontramos segurança, descansemos na certeza de que Deus é conosco (Rm. 8.31-39); 5) precisamos aprender a lidar com os conflitos, e se demonstramos a sabedoria do alto, poderemos obter reconhecimento dos opositores (Gn. 26.26-33); e 6) o acordo com os vizinhos de Isaque foi uma conquista, que possibilitou a convivência pacífica entre eles. Isaque, cujo nome significa “riso”, passou por muitas aflições, mas sabia que a provisão de Deus estava sobre ele. Devemos seguir seu exemplo, firmes na convicção que o Senhor está no comando de todas as situações.  

CONCLUSÃO
As aflições são comuns, até mesmo entre aqueles que servem a Deus, mas essas podem ser oportunidades. Nas dificuldades encontramos “largueza”, desfrutamos da misericórdia do Senhor (Sl. 4.1). É na escola da adversidade que crescemos em confiança, aprendendo a depender cada vez mais de Deus (Sl. 25.17). A busca por espaço físico, e as adversidades dela decorrente, pode resultar em sofrimento, que nos levam para mais perto de Deus (Sl. 18.19).

AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS PRECIPITADAS


Texto Áureo Pv. 14.29 – Leitura Bíblica Gn. 13.7-18



INTRODUÇÃO
No mundo todas as pessoas passam por circunstâncias adversas, e a todo momento são pressionadas a fazerem escolhas. Mas é preciso ter cautela, sobretudo confiança em Deus, para não tomar decisões precipitadas. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse assunto, tomaremos por base o relacionamento entre Abraão e seu sobrinho Ló, a fim de extrairmos lições para nossas vidas. Ao final da aula aprenderemos que as escolhas precipitadas podem trazer consequências drásticas, e em alguns casos, irreparáveis. 

1. CIRCUNSTÂNCIAS ADVERSAS 
Abraão respondeu ao chamado do Senhor, e partiu de uma terra estranha, do meio da sua parentela. Talvez para se sentir mais seguro, levou consigo seu sobrinho Ló, que viria a lhe trazer problemas. Somos tentados, a todo instante, a confiar em nós mesmos, ou a depender das pessoas mais próximas. Mas a caminhada do cristão, na maioria das vezes, é existencial, ele não pode transferi-la a quem quer que seja. As decepções da vida, seja com pessoas ou instituições, servem para nos mostrar que somente em Deus temos plena segurança. Abraão tomou a decisão de descer para o Egito em um momento de privação de alimento (Gn. 12.10). A expressão “descer para o Egito” tem a ver com dúvida diante das promessas de Deus (Nm. 11; 14; Is. 30.1,2; 31.1; Jr. 42.13). Não podemos colocar nossos olhos nas circunstâncias, se assim fizermos seremos reprovados pelo Senhor (Mt. 14.30). Somos lembrados pelo profeta Isaias que “aquele que crer não foge” (Is. 28.16). Durante o período em que esteve no Egito, Abraão aprendeu uma lição importante, nunca é tarde para voltar ao caminho correto (Gn. 13.1). Ainda bem que a fé do cristão é constituída de recomeços, ninguém deve permanecer prostrado depois do fracasso. Sabemos que temos um Advogado perante o Pai, Jesus Cristo que é a propiciação pelos nossos pecados (I Jo. 1.9). É sempre bom voltar a casa do Pai, pois a desobediência traz resultados desastrosos, a vontade de Deus não é para mal, muito pelo contrário, é para o bem daqueles que a seguem (Rm. 12.1,2). Arrependimento é uma palavra que não pode sair do dicionário do cristão, devemos estar sempre dispostos a reconhecer nossos erros, e buscar do Senhor o perdão para as decisões equivocadas, como fez o filho da parábola (Lc. 15.21). 

2. OLHANDO PARA PESSOAS E COISAS
O ambiente familiar, ao contrário do que se costuma idealizar, está susceptível a conflitos. É preciso reconhecê-los, e o mais importante, aprender a lidar com eles, com amor e graça. As posses materiais parece ser uma das principais causas dos desentendimentos familiares. É digno de destaque que quanto mais prospero Abraão se tornou, mais problemas familiares ele passou a ter. A riqueza necessariamente não traz felicidade para a família, pode resultar em conforto, mas não é bem-estar. O dinheiro não pode comprar a paz tão almejada pela família, é possível viver bem com muito menos do que imaginamos. Os pastores de Ló, o sobrinho de Abraão, começaram a disputar território. A narrativa bíblica revela que Ló estava tomado pelas posses das coisas. Nesse particular Abraão demonstrou ter maior confiança em Deus, e não se deixou controlar pela pressão das circunstâncias. Deu liberdade a Ló para que esse escolhesse a porção que mais agradasse aos seus olhos. O sobrinho do patriarca, por falta de visão espiritual, fez opção pelas campinas para as bandas do Jordão. Abraão demonstrou ser um pacificador, ou melhor, um apaziguador, alguém que buscava conciliação. Ló, ao contrário, buscava a riqueza desse mundo, que continua sendo a raiz de todos os males, e tem conduzido muitos à ruina (I Tm. 6.10). 

3. QUANDO CONFIAMOS EM DEUS
As escolhas equivocadas, e precipitadas, de Ló trouxeram consequências sobre a vida dele e da sua família. Por causa da sua opção, ao deixar se conduzir pelas aparências, situações adversas sobrevieram sobre o sobrinho do patriarca. Quatro reis decidiram atacar a região na qual Ló se encontrava, sendo esse levado como cativo e todos os seus bens (Gn. 14.8). A própria cidade de Sodoma por fim foi destruída por causa dos pecados que seus habitantes cometiam contra Deus (Gn. 19.24). A cobiça tem feito muitos estragos na vida de cristãos, inclusive de obreiros que trabalham na seara do Senhor. Por causa do dinheiro as pessoas mentem (Pv. 21.6), maltratam os outros (Pv. 22.16), se utilizam de meios desonestos (Pv. 28.8) e afligem a família (Pv. 15.27). Com Abraão precisamos aprender a colocar nossa confiança exclusivamente em Deus. Ao invés de tomar uma decisão pensando apenas em si mesmo, o patriarca se voltou para Deus, e deixou que Ló fizesse sua escolha. O mundo seria bem diferente se as pessoas percebessem mais pessoas e menos coisas, e olhassem mais para os outros, e menos para elas mesmas (Fp. 2.4). Aprendamos também a não colocar nossos olhos apenas no aparente, deixemos que Deus ocupe o primeiro lugar em nossas vidas (Mt. 6.33). Abraão tinha convicção de que não passava de um peregrino na terra, e que seu maior tesouro era o Senhor, que o havia chamado. Mas Ló resolveu se estabelecer na terra, primeiramente olhou para Sodoma (Gn. 13.10) depois partiu para aquela região (Gn. 13.11,12), e por fim, para ali se mudou (Gn. 14.12).  

CONCLUSÃO
O imediatismo contemporâneo, e sobretudo as pressões pelas quais passamos, demandam uma decisão urgente. Quando não confiarmos em Deus, e colocamos o foco em nós mesmo, podemos ser tentados pela cobiça, e tomarmos decisões precipitadas. Aprendamos com Abraão a buscar o Senhor em todas as circunstâncias, o colocar os olhos exclusivamente nEle (Gn. 13.14), somente assim poderemos percorrer a terra na qual Ele temporariamente nos colocou (Gn. 13.17).