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* AS DOENÇAS DO NOSSO SÉCULO


Textos: II Tm. 3.1 – II Tm. 3.1-19
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o tempo presente está marcado pela descrença e impiedade. E que, diante dessa realidade, o cristão precisa apegar-se firmemente aos princípios da Palavra de Deus.


INTRODUÇÃO:Estamos iniciando mais um trimestre, e com ele, uma série de expectativas em relação ao novo tema. Teremos uma série de estudos bastante atuais que visam diagnosticar e sanar males psicofísicos da modernidade a partir de uma abordagem espiritual. Neste primeiro estudo, mostraremos como o nosso século tem sido solapado pelas forças que se opõem ao homem. Em seguida, destacaremos o aspecto psicossomático das doenças. E por último, destacaremos algumas dessas doenças, que, na verdade, não têm de modernas.


1. O ESPÍRITO DA MODERNIDADE: A modernidade é resultante do avanço científico, da crença racional de que os homens podem resolver seus problemas por conta própriao, sem a ajuda de qualquer força espiritual. Paulo antecipa a situações na qual estamos vivendo atualmente em sua II Epístola ao jovem pastor Timóteo (II Tm. 3.1-19). Dizem alguns filósofos que Deus morreu, e, por conseguinte, nada mais há para esperar. Diante dessa realidade, cabe aos homens, ou melhor, aos “super-homens”, encontrarem a solução para os problemas existenciais. Em oposição a essa defesa, testemunhamos uma série de males que não temos sido capazes de resolver. As últimas guerras mundiais revelaram a ineficácia humana na condução dos ditames do seu destino. O resultado dessa frustração é o acúmulo de doenças, de males, tanto individuais quanto sociais, que se alastram por toda parte. Prometeram que teríamos dias melhores, riqueza e conhecimento, mas ao invés disso, nos legaram a ansiedade, o medo, a depressão, o consumismo, a ambição, as guerras e os vícios.


2. A PSICOSSOMATIZAÇÃO DA DOENÇAS: As doenças humanas, na esfera do corpo, da alma e do espírito, não podem ser desassociadas. Devemos lembrar, o que fora esquecido pela modernidade, que o homem é um ser físico-espiritual (I Ts. 5.23; Hb. 4.12). É preciso nos conscientizar-nos da realidade psíquica (mental), somática (física) e espiritual (pneumática) do ser humano. Fora dessa integralidade, o ser humano está fadado à fragmentação, a não encontrar sua verdadeira identidade, a não saber quem é, e muito menos, para onde vai. Somos bombardeados, todos os dias, por muitos discursos, e, a maioria deles, não tem qualquer relação com a revelação da identidade que Deus apresentou para cada um de nós. Ficamos ansiosos por qualquer coisa, assustados e em pânico, sem coragem mesmo de sair de casa. Esses transtornos nos levam ao adoecimento, as úlceras decorrentes das preocupações é um bom exemplo dessa realidade. A menos que descubramos o centro divino no qual devamos permanecer, ou para ser mais preciso, a não ser que estejamos em Cristo, vivendo a vida que Ele nos ensinou a viver, em contato contínuo com Aquele que nos criou e conhece nossas necessidades, as conseqüências, como já temos testemunhado, serão desastrosas.


3. DOENÇAS ANTIGAS E MODERNAS: A causa das doenças, como bem sabemos, é o distanciamento do homem de seu Criador. Não estamos nos referindo, especificamente, aos pecados individuais, mas à condição pecaminosa, que recebemos dos nossos pais. Talvez, por isso, seja possível dizer que o germe que causa todas essas doenças que vemos neste século, não é tão recente assim. O problema atual é que resolvemos “colocar esparadrapos” nessa ferida que, em face de sua gravidade, carece de uma tratamento mais sério. O homem moderno resolveu dar evasão à natureza carnal, a viver a vida sem qualquer temor a Deus. Como resultado dessa opção, temos: 1) as doenças da área intrapessoal: orgulho (Sl. 4.2; 94.11; 144.4; Jr. 2.5; Ec. 1.2; Mt. 23.2-7; Ef. 4.17-19; Pv. 11.2; 16.18; 21.4), egoísmo e avareza (II Tm. 3.2; Pv. 21.6; I Tm. 6.1; Lc. 12.15-21; Hb. 13.5) e incontinência e desejos desenfreados (Rm. 1.23-32); 2) as doenças da área social: desobediência aos pais e ingratidão (Ex. 20.12; Rm. 1.30; I Tm. 1.9), desamor e crueldade (Ef. 6.1-4; Ex. 1.22; II Rs. 25.7; Pv. 12.10; Nm. 22.27; Gn. 6.5,11), dureza de coração e calúnia (Mt. 5.9,21-26; 11.29; Mc. 11.25; Tt. 2.3; Pv. 16.28), traição e hipocrisia (Is. 32.6; Lc. 12.1; I Tm. 4.2; Mt. 26.47-50; Jo 12.2-6; Mt. 7.15), aversão ao bem (Pv. 28.5; II Tm. 3.13) e abuso de poder (Ez. 28.5-8; Jó 19.10,11; At. 12.20-23; II Cr. 26.18-21; Rm. 12.8; I Tm. 5.17); e 3) na área religiosa: blasfêmia e irreverência (Lv. 24.16; Mt. 12.22-32; 15.19; Mc. 3.28,29), apego aos prazeres mundanos (Lc. 12.19; I Co. 6.20).


CONCLUSÃO: A sociedade moderna está doente, e o pior, não sabe como encontrar o remédio para as suas enfermidades. Enquanto o homem não se dobrar perante a verdade divina, continuará à esmo, perdido em seus próprios caminhos. Diante dessa situação, nos levantamos como voz profética para essa geração, proclamando que Jesus é Aquele que nos supre, que sara os males físicos, mentais e espirituais. Por meio dEle, nEle e com Ele, podemos encontrar nosso verdadeiro “eu”, descobrir nossa genuína identidade, e assim, a cura para os males existenciais tão comuns na modernidade. PENSE NISSO!

* CONFIANDO FIRMEMENTE EM DEUS


Texto Áureo: I Pe. 5.7 – Sl. 37.3-8
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Motivar a confiança em Deus e a convicção de que Ele está no comando de todas as coisas.

INTRODUÇÃO: A sociedade contemporânea motiva as pessoas a confiarem em si mesmas. A Palavra, no entanto, diz em Jr. 17.5, “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!”. Ciente dessa verdade, na aula de hoje, aprenderemos que a confiança em Deus é uma das disciplinas fundamentais do viver cristão. No início do estudo, definiremos o que significa confiar em Deus. Em seguida, mostraremos o fundamento dessa confiança, e por fim, apresentaremos alguns princípios a fim de que vivamos mais confiantes no Senhor.

1. A CONFIANÇA EM DEUS: Uma das palavras hebraicas para “confiança” é “aman” que também significa “acreditar” ou “ter fé”. A outra, mais apropriada e condizente com a lição de hoje, é “batah” que tem a ver com “o senso de depositar confiança completa na segurança de Deus”. Na verdade, a confiança no Senhor é uma das características fundamentais do povo escolhido (Sl. 4.5; 62.8; 115-9-11; 125.1; Is. 26.4). A confiança no homem deva ser comedida (Pv. 31.11), e jamais levada a extremos, pois, conforme ressaltamos na introdução, aquele que põe sua confiança exclusivamente no homem, mais especificamente, em seus próprios méritos, é maldito (Jr. 17.5) ainda que a confiança em si mesmo seja uma tendência normal da natureza pecaminosa. Em relação à salvação, é perigoso acreditar que alguém possa ser salvo pelas suas obras (Ef. 2.8,9).

2. O FUNDAMENTO DA CONFIANÇA: O fundamento da confiança é o reconhecimento de quem Deus é de quem nós somos. Aqueles que têm dinheiro são tentados a confiar em suas riquezas (Pv. 11.28). Aqueles que são politicamente poderosos tendem a confiar em sua influência (Sl. 146.3). Aqueles que são fortes tendem a confiar em seu poderio militar (Dt. 28.52; Jr. 5.17). As pessoas inteligentes podem muito bem ser tentadas a confiar em seu intelecto (Pv. 3.5-6; 28.26). Mas todas essas coisas são insuficientes para nos trazer segurança. Não há qualquer segurança dentro de nós mesmos, pois ela se encontra fora de nós. Confiar em Deus significa reconhecer que o Senhor é Poderoso para nos guardar, que Ele é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl. 46.1).

3. CONFIANDO NO SENHOR: Do mesmo modo, somos convidados a confiar nEle nas situações mais adversas (I Sl. 17; Dn. 3). Lembremos do que aconteceu quando o rei da Assíria quis destruir os israelitas. Ezequias e toda a cidade de Jerusalém depositaram a sua confiança no Senhor (II Rs. 18.30-35). Há outros exemplos de confiança em Deus ao longo da Bíblia, dentre eles destacamos: Abraão (Rm. 4.18; Hb. 11.11,12); Jó (Jó. 19.25) e Paulo (II Tm. 1.12). Do mesmo modo, precisamos aprender a viver pela fé (Hc. 2.4), a controlar nossas ansiedades (Fp. 4.6), a levar todas as nossas angústias em oração ao Senhor (I Ts. 5.17).

CONCLUSÃO: Para concluir, o que nos diz o Salmo 125, versículos 1 e 2 nos são suficientes: Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre”. Confiantes no Deus da providência, seja na vida ou na morte, podemos, como diz o hino sacro da Harpa Cristã, soltar o cabo de nau e navegar com fé em Jesus (HC 467). Saber que a bonança se faz quando Ele está conduzindo o barco. Mesmo as tempestades se calam diante de Sua potente voz (Mt. 8.23-27). PENSE NISSO!

* A UNIÃO CRISTÃ, O VÍNCULO DA PERFEIÇÃO


Textos: At. 2.42 – I Jo. 3.11-20
irmaoteinho@hotmail.com


OBJETIVO: Mostrar que o amor é a característica mais forte do verdadeiro cristão e que o identifica como genuíno discípulo de Cristo.

INTRODUÇÃO: Na lição deste semanae, estudaremos a respeito da comunhão, enquanto vínculo da perfeição da união cristã. Veremos, no início da aula, o significado da palavra “comunhão”. Em seguida, destacaremos como se dava a comunhão dos santos na Bíblia. Por fim, apontaremos algumas disciplinas espirituais para o desenvolvimento de uma comunhão cristã na igreja.

1. O SIGNIFICADO DE COMUNHÃO: A palavra “comunhão”, em grego, é “koinonia” que tem significados variados, dentre eles, destacamos: união, participação e partilha. Diz respeito aos interesses mútuos dos membros da comunidade de fé: a igreja. Essa união mútua é descrita em At. 2.42, onde vemos que uma dos quatros modelos da igreja primitiva era a comunhão. Essa comunhão não envolvia apenas associação de uns com os outros, mas também a partilha de alimentos e de outras necessidades da vida. Paulo usa essa palavra com muita freqüência em suas epístolas, cerca de 13 vezes, principalmente, quando trata da partilha de bens materiais (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para que a comunhão se concretize, faz-se necessário que haja estima uns pelos outros (Fp. 2.1). Paulo também utiliza essa palavra para referir-se à intimidade na igreja de Jesus (I Co. 1.9). Positivamente, esse apóstolo diz que devemos ter comunhão com os sofrimentos de Cristo (Fp. 3.10), participação na celebração da ceia do Senhor (I Co. 10.16) e na divulgação do evangelho de Jesus (Fp 1.5; 4.14-19; Fm. 6). Negativamente, instrui para que não tenhamos qualquer comunhão com as trevas (II Co. 6.14). O apóstolo João fala da comunhão para se referir à unidade que devemos ter uns com os outros (I Jo. 1.3,7). Essa comunhão deva está baseada em nossa união tanto com o Pai quanto com o Filho (I Jo. 1.3,6).

2. A COMUNHÃO DOS SANTOS: Em sentido mais amplo, a palavra “comunhão” pode significar ‘ato de compartilhar ou de ter algo em comum’. A comunhão, do ponto de vista teológico, tem duas dimensões: 1) vertical – com Deus e seu filho Jesus Cristo (I Jo. 1.3); e 2) horizontal – entre os irmãos da igreja local (I Co. 12.12-27). A comunhão na igreja é fundamental a fim de que possamos ser mutuamente ajudados em tempos de crise (Hb. 10.24,25). A experiência de Paulo com os crentes de Roma revela muito bem essa faceta da comunhão (Rm. 1.11,12). Depreendemos desses versículos que a comunhão é uma expressão de humildade, do desejo de ajudar e de ser ajudado, de edificar e ser edificado. Se um cristão como Paulo se dizia carente da comunhão entre os irmãos, o que dizer de nós? Mas, infelizmente, existe, na igreja, algumas práticas que dificultam a comunhão: a auto-suficiência (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3), o formalismo (Mt. 18.20), a amargura (Hb. 12.15) e o elitismo/exclusivismo (I Co. 3.4; Ef. 2.14; Cl. 3.11). Os antídotos contra esses males são: a graça de Deus (Tg. 5.16), o teste de vida (I Jo. 1.7) e o dom de Deus (II Co. 13.13). O alcance da comunhão dos santos envolve: o amor mútuo (I Pe. 1.22), demonstrado na disposição para doar e se doar (At, 2.45) e na disposição para socorrer aos que se encontram em necessidade (Gl. 6.10).

3. VIVA A COMUNHÃO: Lucas, em At. 2.42-47, relata como se portava a igreja de Jerusalém em seus primeiros dias. Alguns princípios desse texto precisam ser revisitados com vistas à busca pela comunhão na igreja. Precisamos exercitar a tolerância para com os mais fracos na fé, a olhar com mais sensibilidade àqueles que necessitam de ajudam. Aprendamos a ser mais humildes, a não nos achar mais santos do que os outros. As famosas “panelinhas” precisam ser desmanchadas para dar lugar àqueles que estão sempre à margem, que não recebem a atenção de quem quer que seja. É preciso investir tempo para freqüentar os cultos a fim de ouvir os ensinamentos apostólicos, orar uns com os outros, celebramos com alegria a Ceia do Senhor. Estar atento para aqueles que estão passando por alguma necessidade para juntos suprir-lhes com o que precisam. Isso, porém, não é suficiente, é precisa investir em momentos nos quais possamos simplesmente estar juntos, conversar a respeito das experiências pessoais, ouvir o que os outros têm a nos dizer – e não querer falar todo o tempo. A integração é um elemento vital para o cultivo da comunhão na igreja, mas para que ela se concretize, será preciso fazer concessões, e esse, certamente, será um desafio a ser vencido.

CONCLUSÃO: Conforme disse o poeta inglês John Donne, ‘nenhum homem é uma ilha’, por isso, Deus nos fez para a comunhão. Wesley costumava dizer que não existe algo mais contraditório do que um cristão solitário. Fomos chamados, por Deus, à comunhão genuína, pautada, inicialmente, na nossa comunhão com o Senhor, através de Jesus Cristo, e, ao mesmo tempo, entre os irmãos. PENSE NISSO!

* JEJUM E ORAÇÃO PELA PÁTRIA


TEXTOS: I Pe. 2.17 – I Tm. 2.1-8
irmoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Ressaltar a necessidade do jejum e da oração a fim de que a pátria se dobre perante Cristo para o bem comum e para que haja justiça e equidade.
INTRODUÇÃO: Na lição desta semana, refletiremos a respeito da participação do cristão nos destinos da pátria. A princípio, mostraremos que a cidadania primordial do cristão é a celestial. Mas isso não quer dizer que devamos desprezar nosso país. Antes reconheçamos a necessidade de orar, jejuar e participar da construção do Brasil. Veremos, também, que, como cristãos, precisamos saber nos portar diante das autoridades de modo equilibrado, sem subserviência extrema, e, ao mesmo tempo, sem atitudes anarquistas.
1. O REINO DE DEUS E A PÁTRIA AMADA BRASIL: No hino nacional brasileiro há um trecho que diz: “dos filhos desse solo és mãe gentil, pátria amada Brasil”. A letra poética dessa composição nos incita a desenvolver um sentimento de bravura em relação ao nosso país. Esse respeito pelo país é benéfico, tendo em vista que essa é a nossa pátria - solo natal - mas, como cristãos, devemos ter ciência de que o Brasil, ou qualquer outro país, não é o Reino de Deus. Esse somente será estabelecido quando Cristo vier reinar pelo período de mil anos (Ap. 20.4). Não podemos, então, pensar que iremos estabelecer um reino governamental teológico nesse país, nos mesmos moldes de Israel no Antigo Testamento. Nos dias atuais, Deus não mais elege países individualmente, antes atua por meio de Sua igreja, escolhida para testemunhar de Cristo na terra (Mt. 16.18; At. 1.8). Isso, no entanto, não nos exime do comprometimento com os interesses da pátria. Na verdade, como servos do reino de Cristo, no qual já nos encontramos, somos desafiados a ser os melhores cidadãos deste país, orando e jejuando pelas autoridades a fim de que tenhamos vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade (I Tm. 2.1,2).
2. JEJUM E ORAÇÃO PELA PÁTRIA: O jejum é uma prática cristã que, infelizmente, tem caído em desuso nos dias modernos. A falta de sabedoria na aplicação dessa disciplina acabou por gerar um descaso em relação à sua prática. Além disso, convivemos num contexto propagandistico que estimula a alimentação farta e contínua, o que, certamente, implica, mesmo entre os cristãos, num distanciamento do jejum bíblico. Precisamos orar e jejuar pela nossa pátria, mas para isso, precisamos fazê-lo corretamente, de acordo com os padrões da Palavra. O jejum, na Bíblia, se refere à abstenção de comida por motivos espirituais. De modo geral, observamos que há uma abstinência de alimento, de água, porém, não é muito comum (Dn. 10.3). Apenas em alguns poucos casos o jejum é absoluto, envolvendo a abstinência de água (Et. 4.16). Os jejuns podiam ser tanto individuais quanto comunitários, como o que era realizado no dia da Expiação (Lv. 23.27). Diante das situações difíceis, o povo judeu sempre orou e jejuou para que Deus livrasse aquele povo (Jl. 2.15,16; II Cr. 20.1-4; Ed. 8.21-23). Nos tempos da igreja cristã, aprendemos que não mais dependemos de um dia específico para jejuar (II Co. 11.27). O jejum, nesse contexto, precisa ser feito com sabedoria e modéstia, para não se transformar em ato de ostentação, e por conseqüência, em carnalidade (Cl. 2.23). Jesus nos instruiu a jejuar (Mt. 6.16-18; 9.15) e, para tal, devemos sempre ter um propósito (Zc. 7.5), sabendo que não se deve ultrapassar os limites do próprio corpo, pois os casos dos jejuns de 40 dias, de Moisés e Elias, foram sobrenaturais (Dt. 9.9; I Rs. 19.8). Por meio da oração e do jejum a realidade que nos cerca pode ser modificada. Não devemos, contudo, ficar de braços cruzados, precisamos transformar essas orações e jejuns em ações que ajudem a melhorar o Brasil.
3. O CRISTÃO DIANTE DAS AUTORIDADES: Orar pelas autoridades é uma recomendação bíblica (I Tm. 2.1-8), a submissão a elas é também um princípio que não pode ser desconsiderado (Rm. 13.1; I Pe. 2.13,14). Esses textos, no entanto, precisam ser contextualizados, e, só então, poderão ser aplicados à realidade atual. Se por um lado não se recomenda a anarquia entre os evangélicos, a revolução armada com vistas à destituição dos poderes constituídos (Jo. 19.11). Por outro lado, não podemos ter uma atitude de sujeição extremada, pois, se considerarmos o contexto bíblico, o próprio apóstolo Paulo recomendou a desobediência às autoridades quando essas se colocassem contra a vontade de Deus (At. 4.19,20; 5.29). Paulo, após ter sido injustamente preso pelas autoridades do seu tempo, pediu satisfações e insistiu em que os danos fossem reparados (At. 16.37). Isso nos revela que, como cristãos, devemos orar, jejuar e nos submeter às autoridades, mas essa sujeição tem limites. Não podemos pactuar com governantes que se distanciam dos ditames da Palavra de Deus. Diante das situações que desagradam a Deus, que ferem os princípios bíblicos – dentro de uma ética cristã - devemos nos opor profeticamente, denunciando, por exemplo, o enriquecimento ilícito, às custas do dinheiro público - que deveria ser investido em saúde, segurança e educação - entre outros descalabros comuns na política.
CONCLUSÃO: Senhor, oro a fim de que mudes os ditames do meu País. Amo este rincão de gente forte e belezas naturais. Essa é a terra na qual me puseste e nela devo atuar a fim de promover a Tua glória. Rogo para que as autoridades sejam mais sensíveis às necessidades dos pobres e necessitados. Transforma a forma de pensar das pessoas deste país para que votem com sabedoria, não trocando favores egoisticamente pessoais. Peço que nos dê governantes que trabalhem para o bem comum, que administrem com justiça e equidade. Levanta homens e mulheres na política que não se dobrem diante dos manjares da corrupção. Desperta-me para orar mais e jejuar pelo meu país e para que eu seja instrumento na concretização da Tua vontade no lugar onde me encontro. Em nome de Jesus, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Amem. PENSE NISSO!

* A BELEZA DO TESTEMUNHO CRISTÃO

Texto Áureo: Fp. 2.15 – I Pe. 3.8-16
irmaoteinho@hotmail.com

Objetivo: Mostrar que o testemunho cristão não deve ser eloquente apenas em palavras, mas também em ações em todas as dimensões da vida.
INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, estudaremos a respeito da beleza do testemunho cristão. Inicialmente, definiremos o significado do testemunho cristão. Em seguida, analisaremos Fp. 2.15 e I Pe. 3.16, ressaltando a necessidade de procedimentos de vida condizentes com a fé que professamos. Por fim, meditaremos a respeito dos objetivos do testemunho cristão não só no Domingo, mas nos outros seis dias da semana.
1. DEFININDO TESTEMUNHO CRISTÃO: A palavra “testemunho”, conforme utilizada nesta lição, pode ser definida, de acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, como “depoimento, prova cabal, plena, sinal e indício”. Assim sendo, entendemos que o testemunho cristão diz respeito às provas visíveis, cabais e plenas, servindo como sinal perante a sociedade na qual estamos inseridos, de que, de fato, cremos no Senhor Jesus Cristo. A esse respeito, devemos lembrar do que disse o apóstolo Tiago: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tg. 2.17,18). Não podemos desprezar o testemunho através daquilo que dizemos. As palavras, no entanto, precisam ser confirmadas pelo modo como agimos. Jesus ressaltou, aos seus discípulos, que seríamos conhecidos pelos frutos (Mt. 7.16-20). O apóstolo Paulo, que equivocadamente é posto em contradição com Tiago, diz em Ef. 2.10, que Deus nos salvou pela graça, por meio da fé, para que andássemos nas boas obras. Somos salvos, portanto, para que sejamos, numa sociedade corrompida pelo pecado, sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14).
2. ANÁLISE TEXTUAL: FP. 2.15 E I PE. 3.16: Em sua epístola ao crentes de Filipos, Paulo, no versículo 15 do capítulo 2, admoesta-os a fim de que sejam irreprensíveis (amemptos, em grego) – que não mereçam qualquer tipo de censura – e sinceros (akeraios, em grego) – com a mente firmada em Cristo, sem mistura com o mundo. Para tanto, não podemos esquecer que somos filhos de Deus (Rm. 8.14-16) e que devemos ter as características espirituais do Nosso Pai Celeste (Mt. 5.44-48). E, em meio a essa geração perversa, injusta e má, sejamos luzeiros que manifestem a glória de Deus neste mundo (Ef. 5.8-13; I Pe. 2.12). Do mesmo modo, Pedro, no versículo 16, capítulo 3 de sua primeira epístola, fala a respeito da importância do bom procedimento em Cristo. A esse respeito, devemos buscar ter sempre uma consciência pura, não só diante de Deus, como também, diante dos homens (At. 24.15,16). Mesmo assim, será possível que muitos queiram falar mal de nós, principalmente, por causa dos valores que defendemos. Nós, todavia, precisamos agir, conforme instrui Pedro, com mansidão (prautes, em grego), que é um dos elementos do fruto do Espírito (Gl. 5.22), e também, com temor (fobos, em grego), que dá idéia de reverência, o que poderia ser entendido, aqui, como respeito. Se assim o fizermos diante daqueles que nos difamam, evitando o enfrentamento (Mt. 5.44; Lc.6.28), eles ficarão envergonhados, e, seguindo o modelo gracioso de Cristo, que amou até mesmo aqueles que o agrediram (Lc. 23.34), faremos, por fim, com que o nome do Senhor Jesus seja glorificado e teremos a confirmação de que o Seu Espírito repousa em nós (I Pe. 4.4,5,5,14).
3. NOS OUTROS SEIS DIAS: Em I Ts. 5.23 Paulo diz que corpo, alma e espírito devam ser conservados em integridade por ocasião da manifestação gloriosa de Jesus Cristo. A integralidade do cristão precisa estar envolvida no processo da santificação. Isso deve levar em conta, também, a totalidade das ações. Em sua epístola ao Romanos, diz o Apóstolo que “tudo o que não é de fé é pecado” (Rm. 14.23) e que tudo o que fazemos deverá glorificar a Deus (I Co. 10.31). Essa é uma verdade fundamental, especialmente nos dias atuais marcados pela fragmentação nos procedimentos cristãos. Existem muitos “crentes” que apenas servem a Deus aos domingos, distanciando-se dEle nos outros seis dias da semana. Há quem seja uma “benção” na igreja, mas tem um péssimo comportamento em casa, com sua família, ou trabalho, dando mal exemplo aos seus colegas. Às vezes, têm até um bom palavreado, pregam com a boca, mas o coração está longe do Senhor (Is. 29.13). O testemunho cristão é belo quando se encontra, conforme citamos I Ts. 5.23, na totalidade do ser. Quando agimos pelo Espírito, todos os momentos de nossa vida são sacralizados pelo Senhor. É inapropriada, inclusive, a conhecida distinção que alguns cristãos fazem entre o trabalho do Senhor e o secular. Na verdade, existem apenas dois tipos de trabalho, aquele que é feito na fé – na igreja ou fora dela, seja no Domingo ou nos outros dias da semana – e o que é feito fora da fé, e esse, nada tem de secular, é profano, pois não agrada a Deus.
CONCLUSÃO: Conta-se que um garoto, na presença do seu pastor, pediu para que a família se mudasse para morar no templo. O pastor não entendeu aquele pedido, o menino, imediatamente, justificou sua solicitação. Seu pai aparentava ser uma benção quando estava diante da igreja, solícito e prestativo. Mas em casa, dava um péssimo testemunho, destratava sua mãe, seus irmãos e a ele mesmo. Tenhamos cuidado para não desenvolvermos uma vida dúbia, agindo de um jeito na igreja e de outro fora dela. Será que temos agido em conformidade com a fé que professamos? Nossas palavras e atos, na igreja, em casa e no trabalho condizem com os procedimentos de um cristão? PENSE NISSO!