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PARA ANUNCIAR E OUVIR O EVANGELHO

Texto Áureo: Mt. 13.23 – Leitura Bíblica: Mc. 4.3-20

INTRODUÇÃO
A parábola do Semeador é a chave para a compreensão das outras parábolas de Jesus. Ela trata a respeito do coração do homem, destacando sua disposição para receber a semente, que é a palavra de Deus. Na aula de hoje estudaremos a respeito dessa parábola, inicialmente explanando-a, e em seguida, a interpretaremos à luz do contexto da época. Ao final, faremos as devidas aplicações da parábola, com destaque para a importância de semear a palavra de Deus, orando para que essa produza frutos nos corações.

1. A PARÁBOLA DO SEMEADOR
A parábola do semeador se encontra no contexto dos ensinamentos de Jesus a respeito do reino de Deus. No evangelho segundo Marcos, Jesus é apresentado como o Filho de Davi, que foi o maior rei da história de Israel. Mateus destacou que Jesus pregava a respeito do reino dos céus (Mt. 4.17), com destaque para a ética do reino, que se encontra no Sermão do Monte (Mt. 5-7), seus milagres (Mt. 8-12), que demonstram o poder do Seu reino. A parábola do semeador se encontra nessa perspectiva, por isso Jesus inicia sua narrativa afirmando que o semeador saiu a semear (t. 13.3-9). Uma das especificidades dessa parábola é que Jesus oferece sua interpretação, algo que não costuma ocorrer nas demais parábolas. A semente, conforme a explanação do Senhor, é o evangelho do reino, a terra é o coração do homem (v.19), e o que diferencia são os tipos de coração – ou de solos – e sua disposição de aceita ou rejeitar a mensagem de Cristo. Jesus é o próprio Semeador, pois Ele é aquele que sai a pregar a mensagem do Reino, trazendo a boa nova que alcança o coração dos pecadores. O significado do reino de Deus, nas parábolas de Jesus, precisa ser compreendido, e que esse não pode ser confundido com um governo humano. O reino de Jesus se encontra na tensão entre o “já” e o “ainda não”, e encontrará sua plenitude no escathos, quando Cristo retornar para reina, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16,17)

2. A INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA
O primeiro tipo de solo diz respeito ao coração endurecido, e pode ser descrito como a semente que é lançada a beira do caminho (Mt. 13.4), que ao ser pisada pelas pessoas no chão endurecido, além de não frutificar ainda é levada pelas aves, que na parábola são comparadas ao diabo. Esse solo é aquele que é pisoteado pelo pecado, e que se torna inóspito para que a palavra de Deus seja semeada. Corações desse tipo podem ser comparados àqueles descritos por Paulo em Rm. 1.21-31, por tratar-se de pessoas que se entregam à devassidão, acatam o pecado com naturalidade, por esse motivo não se abrem para a Palavra de Deus. O segundo tipo de solo, que nos é apresentado por Jesus na parábola, é o superficial, descrito como a terra que se encontra lugar pedregoso. Essa pessoa até ouve a palavra, e a recebe com bastante alegria, mas se perde em meio ao ativismo, e as muitas preocupações, e as dificuldades da vida. Há pessoas que não conseguem desfrutar da paz de Deus, que excede a todo e qualquer entendimento. Por esse motivo, ficam ansiosas com muitas coisas, e são incapazes de se deixar conduzir pela suficiência que Cristo nos dá (Mt. 6.25-34). O terceiro tipo de solo que nos é apresentado na parábola é aquele que é sufocado pelos espinhos, essas são as pessoas que se apegam às riquezas deste mundo. Na verdade, não podemos deixar de considerar que dificilmente os ricos entrarão nos céus (Mt. 19.23), e que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulho que entrar um rico no reino de Deus (Mc. 10.25).

3. A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA
Mas há um tipo de solo que é receptivo à mensagem de Cristo, esse é o coração aberto à palavra de Deus. Quando a semente cai nessa terra, produz frutos a cem, sessenta e a trinta por um (Mt. 13.23). É digno de destaque que existem diferentes tipos de solos, e que cada um deles tem uma capacidade distinta para a produção do fruto. Isso mostra que nem todos produzem o mesmo fruto, o mais importante, porém, é que haja frutificação. Precisamos considerar, nesse contexto, que existe um Jardineiro Divino, que é capaz de tornar o solo propício para a frutificação. Em Ez. 36.25-27, o Senhor promete dar um novo coração ao povo de Israel, a fim de que esse pudesse se converter, e fazer a vontade de Deus. Um jovem rico indagou a Jesus: o que preciso fazer para ser salvo?  O Mestre destacou a dificuldade dos ricos se voltarem para Deus, pois há uma tendência do coração humano colocar sua confiança nas riquezas terrenas, e mais que isso, transformar Mamom em um Deus (Mt. 6.24). Mas tudo é possível ao Senhor, o que é impossível aos homens, pode se tornar realidade, quando o Agricultor Celestial, com sua graça e misericórdia, prepara o solo para receber a palavra de Deus (Lc. 18.26,27). Vivemos em uma sociedade que se baseia no que vê e no que pega, e que cada vez mais é solapada pelo materialismo. Somos chamados, através dos ensinamentos do Senhor Jesus, a ouvir o que o Espírito tem a nos dizer através da Sua palavra. E assim, a mensagem do evangelho poderá habitar em nós, e produzir muitos frutos, e nos conduzir à obediência para a glória de Deus (Cl. 3.16).

CONCLUSÃO
A boa semente da Palavra de Deus se encontra disponível aos corações, a igreja é comissionada por Cristo a levar essa mensagem até aos confins da terra (At. 1.8). Estamos cientes que nem todos darão o mesmo valor ao conteúdo da pregação, mesmo assim não podemos deixar de anunciar essa boa nova, a fim de que outros também possam se tornar discípulos do Mestre Amado (Mt. 28.18-20), sabendo que compete ao Espírito Santo convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8-11).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The parables of Jesus. LaSalle Boulevard: Moody Publishers, 1983.
SNODRASS, K. R. Compreendendo todas as parábolas de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

PARÁBOLA: UMA LIÇÃO PARA A VIDA

Texto Áureo: Mc. 4.34 – Leitura Bíblica: Mt. 13.10-17

INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos as parábolas de Jesus, nesta primeira aula definiremos a parábola no contexto bíblico. Em seguida, destacaremos que as parábolas nos trazem lições para a vida cristã, com vistas à maturidade espiritual. E ao final, apontaremos a necessidade de uma interpretação adequada das parábolas de Jesus, a fim de evitar equívocos e interpretações indevidas. Esses estudos contribuirão para que possamos compreender o teor da mensagem do Senhor, para a edificação do Reino de Deus.

1. DEFINIÇÃO DE PARÁBOLAS
O termo parábola vem do hebraico masal, que também é usado para designar um provérbio ou um enigma, mas seu significado básico é o de comparação. No grego o termo é parabolê, tendo sido amplamente utilizadas por Jesus, para fins de instrução. A parábola pode ser comparada com outras formas bíblicas, dentre elas, os provérbios (Lc. 4.23), metáforas (Mt. 15.13), símiles (Mt. 10.16), comparações curtas (Mt. 13.31,32), analogias implícitas mais amplas (Lc. 11.5-8), declarações figurativas (Lc. 5.36-38). É importante diferenciar a similitude, a parábola e a alegoria, considerando que as duas primeiras possuem fortes semelhanças, pois cada uma mantém certo paralelismo literal, a fim de enfatizar a ideia central. A similitude, porém, é uma comparação mais direta, com um ou mais verbos no presente, com destaque para experiências comuns. Jesus recorreu às parábolas para ensinar verdades espirituais, pois como destaca o evangelista, “dirigia-lhes a palavra com muitas outras parábolas como essas, e não lhes ensinava sem usar parábolas” (Mc. 4.33,34). As histórias têm um apelo às pessoas, na medida em que essas podem se identificar com as narrativas. O profeta Natan, quando denunciou o pecado de Davi, contou-lhe uma parábola, a fim de que o monarca percebesse a gravidade do que havia feito (II Sm. 12.4-7). Essas narrativas de Jesus, dependendo do contexto nos quais foram proferidas, tinham objetivos distintos e pretendiam, ao mesmo tempo, revelar e ocultar o mistério do reino de Deus, para que as pessoas, dependendo da disposição espiritual, pudessem compreender ou não a mensagem (Mc. 4.11,12).

2. AS LIÇÕES DAS PARÁBOLAS DE JESUS
As parábolas de Jesus trazem lições importantes para a igreja, pois tratam-se de orientações para a vida. Algumas características podem ser identificas nas parábolas: 1) concretude – têm relações com o cotidiano (moeda, ovelha e filho perdido), a natureza (semente de mostarda, joio e trigo), do mundo animal (pássaros, lobos e ovelhas), da agricultura (semeador, vinhedo, ovelha), do comércio (moedas, mordomo) realeza (casamento), hospitalidade (o bom samaritano); 2) concisão – abordam temas de maneira simples e sem muita complicação, com poucos personagens, e um enredo de fácil assimilação. Um exemplo pode ser a parábola do filho pródigo, que trata a respeito de dois filhos, sendo que um pede a herança, enquanto o pai ainda vivia, e segue para uma terra distante; 3) aspectos importantes – a narrativa parabólica tem desdobramentos, mas é preciso identificar os pontos mais importantes da parábola, evitando, assim, que aspectos menos importantes tenham ênfase. Algumas parábolas apresentam alegorias, mas não podem ser alegorizadas, é arriscado abordar uma parábola enfatizando seus aspectos secundários; 4) repetição – há uma estrutura narrativa nas parábolas, apresentando uma introdução, desenvolvimento, com um clímax, e a conclusão, trazendo, ao final, uma lição espiritual. Alguns estudiosos tentarem categorizar as parábolas por temas, o que não é uma tarefa muito fácil, mesmo assim, reconhecemos que, de acordo com o evangelista (Mateus, Marcos e Lucas, já que as parábolas são predominantes nos sinóticos), a parábola tem ênfase diferenciada. Em Mateus, por exemplo, o foco é no reino dos céus, enquanto que em Lucas a ênfase é posta na graça de Deus aos perdidos.

3. A INTERPRETAÇÃO DAS PARÁBOLAS
É importante ter cautela na interpretação das parábolas de Jesus, historicamente esse gênero bíblico foi mal interpretado. Um dos exemplos mais famosos do que não se deve fazer na interpretação de uma parábola é o que Agostinho fez com a parábola do bom samaritano. Para ele, Jerusalém é a cidade celestial, Jericó significa nossa mortalidade, o samaritano é Jesus Cristo, o homem que descia de Jerusalém é Adão e a raça humana, os ladrões é o diabo e seus anjos, o sacerdote e o levita é o sacerdócio do Antigo Testamento, o retorno do samaritano é a ressurreição do Senhor, a hospedaria é a igreja, o animal no qual o samaritano colocou o homem é a carne de Cristo, os dois denários são os mandamentos do amor, o hospedeiro é o apóstolo Paulo, a cura das feridas e o azeite é o perdão dos pecados. Ainda que haja certa engenhosidade em tal interpretação, ela não passa de um recurso alegórico, bastante comum nos tempos de Agostinho, por causa da influência grega. As orientações mais ortodoxas para a interpretação das parábolas devem considerar: 1) o cenário no qual a parábola se encontra, se essa responde a alguma pergunta; 2) os pontos principais da parábola, diferenciando-os dos secundários; 3) se outras passagens bíblicas contribuem para a compreensão do texto; e 4) as aplicações legítimas da parábola com base na intenção de Jesus, no contexto no qual essa foi proferida. As parábolas continua sendo verdades espirituais com profundidade e aplicação para a vida dos cristãos. Uma interpretação apropriada desses textos pode servir para que possamos, por exemplo, compreender o grande amor de Deus pelos perdidos, bem como a expansão do reino de Deus, que se dá de maneira sutil, sem que as pessoas se apercebam.

CONCLUSÃO
A história da interpretação das parábolas de Jesus serve como lição para os riscos de uma análise alegórica dessas comparações, deixando de atentar para o objetivo central de Jesus ao declará-las aos seus ouvintes imediatos. Faz-se necessário, portanto, que estejamos espiritualmente abertos à revelação da mensagem do Senhor, que alcança de maneira graciosa àqueles que ouvem com os ouvidos espirituais. Decerto que as coisas espirituais se discernem espiritualmente, diferentemente do homem natural, que não atenta para as profundezas de Deus, que se encontram em Cristo (I Co. 12.12-14).

BIBLIOGRAFIA
OSBORNE, G. R. A espiritual hermenêutica. São Paulo: Vida Nova, 2009.
SNODRASS, K. R. Compreendendo todas as parábolas de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

ENTRE A PÁSCOA E O PENTECOSTES

Texto Áureo: At. 2.1-4  – Leitura Bíblica: Ex. 34.18-29

INTRODUÇÃO
Nesta última lição estudaremos a respeito da relação entre a celebração da páscoa e do pentecostes. Essas duas festas tinham destaque entre as comemorações judaicas, a fim de ressaltar a libertação e a gratidão a Deus. Estudaremos, a princípio, essas duas festas, em seguida, analisaremos cada uma delas, a fim de mostrar que o pentecostes é fundamental para o empoderamento da igreja, mas que esse somente se tornou possível porque Jesus, o Cordeiro pascoal, foi imolado pelos nossos pecados.

1. A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA
A palavra páscoa quer dizer passagem em hebraico, em alusão à passagem da morte que passaria pelas casas, ceifando as vidas dos primogênitos. Aos hebreus, para escaparam de tal juízo, cabiam observar os procedimentos dados por Deus. Eles mergulhavam os ramos de uma planta denominada hissopo na bacia com o sangue do cordeiro e o colocava nas vergas e umbrais das portas (Ex. 12.22). Em seguida, essa mesma planta era usada para aspergir o sangue que confirmava a aliança de Deus com o Seu povo (Ex. 24.1-8). O cordeiro havia sido assado e comido às pressas, o povo deveria estar pronto para partir logo que fosse dado um sinal (Ex. 12.8,11,46). A refeição consistia do cordeiro assado, pães asmos e ervas amargas, antecipando, assim, o sacrifício vicário de Cristo. O pão era sem fermento porque não havia tempo para que esse crescesse (Ex. 12.39), além de ser este um símbolo de impureza para os hebreus. A Palavra de Deus associa o fermento com o pecado, bem como com os falsos ensinamentos (Mt. 16.6-12; Gl. 5.1-9) e a hipocrisia (Lc. 12.1). A igreja do Senhor não pode se envolver com práticas pecaminosas, antes deve viver em santidade, sem se deixar contaminar com o fermento do mundo (I Co. 5.6-8). Outro procedimento foi usado, qualquer carne que sobrasse da festa deveria ser queimada, aquele cordeiro era especial, não deveria ser tratado como uma alimentação normal. Aquela refeição foi preparada para a família (Ex. 12.3,4), isso mostra que Deus atenta para a proteção dos lares. A igreja, como um todo, é uma família, que se une para lembrar a morte e ressurreição do Cordeiro de Deus (Ef. 2.21; 3.15;4.16).  O caráter memorial da páscoa israelita (Ex. 12.14-43) fora retomado pela fé cristã, a fim de celebrar o sacrifício de Cristo, na cruz do calvário (Mt. 26.26; I Co. 11.23-25). A páscoa israelita era celebrada em nome do Senhor, recordando o cumprimento das Suas promessas (Ex. 11.1-8; 12.31-36). Na noite da Páscoa se cumpriram as promessas dadas por Deus a Abraão, muitos séculos antes (Gn. 15.13,14). De fato, “nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo” (I Rs. 8.56). As promessas de Deus não falham, por isso estamos certos que passarão céus e terra, mas Suas palavras não haverão de passar (Lc. 21.33).

2. CRISTO, CORDEIRO DE DEUS E NOSSA PÁSCOA
Paulo identifica Cristo como a nossa páscoa, isso porque Jesus é o Cordeiro que foi imolado pelos nossos pecados (I Co. 5.7; Rm. 5.8,9). As igrejas locais se reúnem para celebrar a Ceia do Senhor. A Santa Ceia é um memorial, a fim de que, entre muitas atribuições eclesiásticas, não nos esqueçamos do principal, do sacrifício de Cristo na cruz (I Co. 11.23-25). Por ocasião da Ceia, utilizamos, simbolicamente, o pão que representa o corpo de Cristo (I Pe. 2.22-24), e o vinho, o sangue derramado do Senhor (Mc. 14.24). Esses elementos são simbólicos por isso não podem ser confundidos com o próprio corpo e sangue de Jesus (Jo. 6.35; 10.9), trata-se, portanto, de uma linguagem figurada. Essa deve ser uma observância continua para a igreja, ainda que não seja demarcada a frequência em que deve ocorrer (Lc. 22.14-20). A igreja cristã, desde o primeiro século, atentou para a prática do partir do pão (At. 2.42; 20.7; I Co. 11.26). É importante que a igreja mantenha a reverência por ocasião da celebração da Ceia, esse era um problema grave em Corinto, pois muitos membros da igreja não a levavam a sério (I Co. 11.29,30). Esse deve ser um momento solene, sobretudo de reflexão, a fim de demonstrar nossa identificação com o Cristo que por nós entregou Sua vida. Para evitar distorções no ato da celebração da Ceia, recomendamos: 1) sinceridade na apreciação (Lc. 22.17-19), não se trata apenas de alimentação, mas de percepção do valor do sacrifício de Cristo; e 2) autoexame para não nos tornarmos culpados e participantes daqueles que crucificaram o Senhor (I Co. 11.27). Ninguém se torna, por si mesmo, apto para a Ceia, é o sangue de Jesus, que nos torna aptos para tal. Não ceamos por causa dos nossos méritos, pois se assim fosse, ninguém poderia se aproximar da mesa (Ef. 2.8,9). Mas é preciso demonstrar contrição, reconhecimento do pecado, sobretudo arrependimento (I Jo. 1.9). A Ceia do Senhor é também um momento de irmandade, pois ao partir o pão demonstramos que somos um em Cristo (I Co. 10.16,17).

3. PENTECOSTES: O PODER DO ESPÍRITO SANTO
A festa judaica de Pentecostes acontecia no quinquagésimo dia depois da Páscoa, também era denominada de Festa das Semanas, porque ocorria sete semanas depois da Páscoa. Na ocasião celebrava-se a colheita dos primeiros grãos de trigo (Ex. 23.16; 34.22; Lv. 23.15-21). Para a igreja, essa festa passou a ter um significado especial, diz respeito ao momento em que essa recebeu o poder do alto, o batismo no Espírito Santo, prometido por Jesus, para a expansão do evangelho (At. 2.1). Cento e vinte discípulos, que se encontravam reunidos no mesmo lugar, ouviram um som como de um vento, na medida em que esse encheu o cenáculo, línguas repartidas como que de fogo pousaram sobre os presentes (At. 2.2,3). E todos foram cheios do Espírito Santo, o verbo pimplemi – cheios em grego – dá idéia de uma capacitação sobrenatural para o serviço divino. Desse modo, o derramamento do Espírito Santo significa o mesmo que ser batizado no ou com o Espírito Santo ou receber o dom do Espírito (At. 1.5; 2.4; 38). Esse mesmo Espírito habilita sobrenaturalmente os discípulos a “falarem em outras línguas” (At. 2.4), isso quer dizer que eles não estudaram as línguas que falaram, ainda que, pelo contexto, inferimos que essas línguas foram reconhecidas como idiomas (At. 2.6). O falar em línguas é uma evidência física do batismo no Espírito Santo. Esse precisa ser diferenciado do dom de variedade de línguas (I Co. 12.10). Quando o crente fala em línguas, no Batismo no Espírito Santo, demonstra que experimentou o derramamento. Quanto fala em línguas, enquanto dom, edifica a si mesmo, ou, se houver quem interprete, a igreja (I Co. 14.4,13,27).

CONCLUSÃO
O derramamento do Espírito, que aconteceu no dia de Pentecostes, continua disponível para a igreja nos dias atuais. Mas não podemos esquecer que isso somente se tornou possível por causa do sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Portanto, a relação entre páscoa e pentecostes é fundamental para a teologia pentecostal, a primeira sem a segunda compromete a eficácia da evangelização, e a segunda sem a primeira, compromete o sacrifício vicário de Cristo.

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010. 

A ORAÇÃO DOS SANTOS NO ALTAR DE OURO

Texto Áureo: Hb. 4.16  – Leitura Bíblica: Lv. 16.12,13; Ap. 5.6-10

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito do altar do incenso, local no qual se ofertava ao Senhor, que tem simbologia com a oração dos santos. Inicialmente trataremos a respeito do Lugar Santíssimo, em seguida nos voltaremos para a importância do acesso ao Trono da Graça, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Mediador. E ao final, descaremos a importância da oração na vida dos santos. E mais importante, orações que estejam respaldadas em Cristo, em conformidade com aquilo que Ele mesmo ensinou.

1. O LUGAR SANTÍSSIMO
No lugar santo era possível encontrar a mesa de pães da proposição, o castiçal e o altar de incenso. Quando o sacerdote entrava com a bacia de sangue no primeiro compartimento do santuário espargia o sangue sete vezes no altar de incenso, perto da segunda cortina. Os pecados individuais do povo eram transferidos para o santuário. Isso acontecia pelo menos duas vezes por dia durante todo o ano. Em seguida, o sangue era salpicado na cortina, que dividia o primeiro do segundo compartimento e não podia ser lavada. É importante destacar que o sacerdote não podia adentrar ao segundo compartimento, pois isso somente era feito uma vez por ano, ocasião do dia da Expiação.. No Lugar Santíssimo ficava um dos instrumentos mais importantes do Tabernáculo, a Arca da Aliança, dentro dela encontrava-se a tábua dos dez mandamentos, recebidos no Monte Sinai. Havia ainda uma luz irradiava sobre a arca, demonstrando a presença de Deus. O Sumo Sacerdote só entrava no Lugar Santíssimo uma vez por ano, quando se achegava à presença de Deus, diante da Arca da Aliança e aspergia o sangue do cordeiro por cima da tampa da arca, denominada de propiciatório. Nesse dia os pecados do ano inteiro eram expiados – era o Yon Kippur judaico – Dia da Expiação - e a cortina ensopada de sangue que dividia os compartimentos era retirada e colocada uma nova. Esse dia era considerado o dia do juízo divino sobre os pecados da nação, que passava a ser livre dos seus pecados. O Altar de Ouro, enquanto mobília do tarbernáculo, sempre esteve atrelada à oração, e deve servir de estímulo a prática da presença de Deus.

2. CRISTO NO SANTÍSSIMO LUGAR
De acordo com o autor da Epístola aos Hebreus, Cristo tem um sacerdócio superior ao levítico, considerando que “temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus” (Hb. 4.14). Ele não é um sacerdote comum, mas um “grande sumo sacerdote”, e essa é a razão pela qual devemos reter “firmemente a nossa confissão”. E mais, na perspectiva negativa, “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas: porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb. 4.15). A identificação desse Grande Sumo Sacerdote é importante, pois Ele foi tentado em tudo: na concupiscência da carne, na concupiscência dos olhos, e na soberba da vida. E porque Ele foi tentado em tudo “mas sem pecado”, pode nos representar diante do Pai, pois como caímos todos em Adão, em Cristo igualmente somos vivificados. Ele se identifica com cada um de nós, sendo capaz de entrar não apenas no Santo dos Santos, mas no trono do próprio Deus, nos céus. Oportunizando que: “cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb. 4.16). Como Sumo Sacerdote, Jesus “pode compadecer-se”, isso mostra que Ele não desconsidera nossa condição humana, e mais que isso, que ele tem simpatia, no sentido etimológico do termo”, sofre conosco. Ele conhece nossa natureza, e sabe que somos pó, e que dependemos de Deus, inclusive para vencer as tentações/provações. Uma das qualificações de Cristo, em comparação ao sacerdócio levítico, é que o sacerdote levítico deveria oferecer sacrifícios “tanto pelo povo como também por si mesmo” (Hb. 5.3).

3. ORANDO COMO JESUS ENSINOU
A oração do Senhor não deva ser estímulo para a mera repetição (Mt. 6.7), ela deve nos servir de padrão para que façamos as nossas próprias orações. Destacamos, a seguir, alguns princípios para a oração cristocêntrica: a princípio, a intimidade, pois somente em Cristo podemos chamar a Deus de “Pai”, expressão aramaica “Abba”, cujo significado aproximado é o de “papaizinho”. Segundo Paulo, recebemos o Espírito de adoção, pelo qual, clamamos “Abba”, Pai (Rm. 8.15; Gl. 4.6). Ele não é apenas o MEU Pai, mas o NOSSO Pai, ressaltando, assim, a união de todos aqueles que foram chamados, a Igreja (Mt. 16.18), a fim de reconhecer que o  Senhor é Santo e que todos são pecadores, necessitados de Sua graça (Rm. 3.23; 6.23), mas não apenas isso, que também o Seu reino é chegado entre nós (Lc. 10.9; 17.21), ainda que ansiamos pelo dia em que se concretizará em Sua plenitude (Ap. 20.2-6). Que a vontade de Deus, e não a nossa, prevaleça, que ela seja feita na terra como já é no céu. Somente a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12.2). Para que o pão diário nos seja dado e não todas as riquezas do mundo, a fim de que tenhamos o suficiente para vivermos contentes (I Tm. 6.6; Hb. 13.5) e não nos inquietarmos com o dia de amanhã (Mt. 6.34). E não esqueçamos que a maior riqueza que o ser humano pode ter é o perdão divino, ainda que esse precise ser repartido com aqueles que nos ofendem (Mt. 5.7; 6.14,15; 18.21-23). Que Deus não nos deixe cair em tentação, cientes de que também devemos vigiar para não sermos tragados pelo Mal (Mt. 26.41; I Co. 10.13; I Pe. 5.8), e por fim, saibamos que somente a Deus, e não a quem quer que seja, pertence o reino, o poder e a glória para sempre (I Cr. 29.11; I Tm. 1.17; Ap. 19.1).

CONCLUSÃO
O Altar de Ouro no Tabernáculo antigo, e seu cheio suave de incenso, simbolizam as orações dos santos. Por causa do sacrifício de Jesus na cruz do calvário, e da Sua atuação sacerdotal, podemos ter acesso ao trono da graça. Devemos adentrar ao nosso quarto, e buscar constantemente a presença do Senhor, orando conforme nos intruiu o Mestre, ao ser solicitado pelos Seus discípulos, existem muitos tipos de orações, e muitas oração tipológicas, mas nenhuma delas se compara a de Jesus, que serve de modelo, bem como sua instruções em relação à oração, que se encontram registradas no Sermão do Monte (Mt. 6.9-13).

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010. 

OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

Texto Áureo: Jo. 6.47,48  – Leitura Bíblica: Lv. 24.5-9

INTRODUÇÃO
Nesta aula estudaremos a respeito dos pães da proposição, que ficavam dispostos dentro do Tabernáculo, em um dos lugares especiais. Esses pães tinha uma simbologia, pois apontavam para Jesus, aquele que viria a ser o pão descido do céu. Mas veremos também nessa lição que esses pães também simbolizam a Palavra de Deus, que serve de alimento espiritual para as nossas vidas.

1. OS PÃES DA PROPOSIÇÃO
A mesa que tinha os pães da proposição era feita de madeira de acácia, e tinha dois côvados de cumprimento (90 centímetros), um côvado de largura (45 centímetros) e sua altura era de um côvado e meio (70 centímetros). Essas especificações foram dadas por Deus a Moisés, para que tudo fosse feito conforme a sua vontade (Ex. 25.23-30). Essa mesa também era revestida de ouro fino, com adorno da altura de quatro dedos, e tinha argolas que serviam para o transporte. Esses pães eram preparados todos os sábados pelos coatitas (I Cr. 9.32). Em sua composição, usava-se a flor da farinha de trigo (Lv. 24.5), e depois serem cozidos eram postos em fileiras sobre a mesa, ao total eram doze para simbolizar também as doze tribos de Israel. Deus estava presente no tabernáculo, esse era um dos símbolos dos dozes pães da proposição, bem como no meio do seu povo (Jr. 32.38). Como pão era um alimento bastante comum entre o povo hebreu, isso também os fazia lembrar de que Deus era aquele que dava a provisão, pois comer pão era equivalente a fazer uma refeição, e aquilo que vinha à mesa do povo hebreu era proveniente do Deus de Israel, que os havia retirado com braço forte do Egito, para habitar na terra que Ele mesmo havia prometido dar a Abraão.

2. JESUS, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU
Jesus é o pão que desceu do céu, vindo da “casa de pão”, sendo o significado da palavra Belém em hebraico. Várias vezes Ele mesmo se identificou como a água e o pão da vida (Jo. 4.13,14; Ap. 7.17). Como o Pão da vida, Jesus é aquele que nos supre com a alimentação necessária para a vida eterna. Há um episódio bíblico bastante ilustrativo dessa verdade, Jesus alimentou uma multidão faminta, demonstrando assim o Seu poder, e sua provisão para os pecadores. Mesmo assim, os religiosos desacreditaram de Jesus, pois queriam que Ele fizesse o mesmo milagre de Moisés, que alimentou o povo ao longo da jornada pelo deserto. Mas o Senhor tem um alimento muito mais importante e essencial para a vida das pessoas, Ele mesmo é o pão eterno que necessitamos (Jo. 6.31-68). O sacrífico de Jesus na cruz do calvário nos dar vida eterna, o pão normal que comemos diariamente é necessário, mas somente satisfaz temporariamente. Deixar de se alimentar com esse pão é definhar espiritualmente, as pessoas que assim o fazem permanecem mortas em seus pecados (Jo. 8.24), mas é preciso ainda alertar em relação àqueles que seguem a Jesus apenas pela comida que perece (Jo. 6.27). Existem muitos que se aproximam da Igreja apenas para receber bênçãos materiais, mas é preciso buscar o essencial, o Pão da Vida, que nos conduz à vida.

3. O PÃO DA PALAVRA DE DEUS
Jesus é alimento para nossas vidas, Ele é a Palavra de Deus, o Verbo que se fez carne. Por esse motivo declarou ao ser tentado: “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 4.4). Não podemos deixar de nos alimentar por meio da Palavra de Deus, é ela que nos dá a nutrição espiritual necessária, e nos conduz ao crescimento e maturidade. O autor da Epístola aos Hebreus destaca que a Palavra de Deus é fundamental para o crescimento na fé (Hb. 5.11-14). Deus espera que os crentes se desenvolvam espiritualmente, que se alimentem do genuíno leite espiritual (II Pe. 3.18; Ef. 4.15). Os crentes de Corinto se tornaram carnais porque desprezaram a Palavra de Deus (I Co. 3.1-2), de igual modo há muitos crentes que se alimentam apenas de sobremesas, se apartam do pão espiritual que realmente nutre. Por esse motivo são levados pelos ventos de doutrinas (Ef. 4.14), e não conseguem frutificar na igreja (Hb. 10.25). Os crentes que se alimentam da Palavra de Deus se tornam adultos (Hb. 5.14), e desenvolvem o vínculo da perfeição (Cl. 3.14), conseguem dar exemplo na vida prática, e se tornam bem-aventurados (Tg. 1.22-25).

CONCLUSÃO
No culto levítico, encontrava-se disposto no tabernáculo os pães da proposição, nos os crentes em Jesus dispomos dEle mesmo, que é o Pão que desceu dos céu. Por esse motivo, uma vez que nos alimentamos dEle, podemos ter a convicção de que caminhamos para a eternidade. Essa é uma das razões da celebração da Ceia, a fim de lembrar frequentemente, através do pão e do cálice, que Jesus é nossa provisão, e o alimento que nos conduz à vida em Deus.

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010.

A LÂMPADA ARDERÁ CONTINUAMENTE

Texto Áureo: Jo. 8.12  – Leitura Bíblica: Lv. 1.1-9

INTRODUÇÃO
Um dos componentes do interior do tabernáculo era o candelabro de ouro, cuja luz ardia continuamente sobre o altar. Nesta aula estudaremos a respeito desse utensílio, inicialmente sobre sua fabricação e localização no templo. Em seguida, destacaremos que Jesus é a luz que alumia o mundo, e que dissipa as trevas. E por fim, seguindo o exemplo de Cristo, a igreja deve ser sal da terra e luz do mundo, e mais precisamente, como disse Paulo, como astros no mundo.

1. O CANDELABRO DE OURO
O candelabro era uma peça do tabernáculo que foi construída de ouro puro e batido (Ex. 25.31), trabalhada por Bezaleel e Aoliabe, para o qual foi destinado quase 40 quilos de ouro (Ex. 25.39). Essa era uma peça simétrica, cujo fogo era alimentado por azeite puro, sendo colocado no lado esquerdo, ou na parte sul do tabernáculo (Ex. 26.35), a fim de apontar para a presença e a glória de Deus. Para que o brilho fosse constante, e também para que permanecesse aceso, os filhos de Arão deveriam limpa-lo continuamente, mantendo o provimento de azeite necessário para que não se apagasse. O fato de esse candelabro se encontrar aceso, iluminando todo aquele ambiente, era uma prova de que os sacerdotes estavam em trabalho contínua, assumindo todas as suas funções ritualistas. Dentre os trabalhos dos sacerdotes estavam: cortas os pavios queimados, limpar os castiçais e colocar neles o azeite, desde a tarde até a manhã. O próprio povo deveria fornecer o azeite para que a lâmpada fosse acesa, ou para ser mais preciso, as sete lâmpadas que constituíam o candelabro. Na verdade, há uma unidade na diversidade nessa composição, pois ao mesmo tempo em que era uma lâmpada, eram também sete lâmpadas. Esse aspecto aponta para a diversidade das tribos de Israel, ao mesmo tempo que deveriam manter a unidade, sob a orientação de Deus – o Único Senhor.

2. JESUS, A LUZ QUE ALUMIA O MUNDO
A palavra luz aparece 23 vezes no Evangelho segundo João. Dessas, 21 se referem a Jesus.  Em João, luz é uma metáfora acerca de Jesus, por isso, quando Ele diz ser a luz do mundo, quis dizer que é a solução para as trevas em que o mundo está. O mundo jaz em trevas, o diabo é o príncipe das trevas e viver no pecado é andar na escuridão. O diabo cegou o entendimento das pessoas, por isso, aqueles que são prisioneiros do pecado vivem em densas trevas. No princípio desse evangelho, está escrito: “Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” (João 1.4,5). Em Jesus está a vida, a qual, como uma luz, pode tirar os homens das trevas em que vivem. Isso é algo muito poderoso, pois não há como as trevas resistirem à luz. Onde o evangelho é proclamado, a escuridão é vencida. Onde a verdade de Deus prevalece, a alma humana é iluminada. Onde Jesus é anunciado como Salvador, aqueles que vivem presos nas garras do pecado é liberto, isso porque Jesus é a luz que veio ao mundo para alumiar todos os homens. Aqueles que nele creem não andam em trevas. Aqueles que nele confiam sabem para onde vão.

3. A IGREJA: LUZ PARA O MUNDO
Conforme destacamos, Jesus era a luz própria no sentido que, em seu ser e na sua obra de redenção, ele é o fundamento e a fonte da verdade, salvação e iluminação. A luz de Jesus nos livra das trevas da morte espiritual (Ef 2.1). Ele nos salvou das trevas ou cegueira imposta sobre o homem caído pelo pecado (II Co. 4.4), e mais, nos redimiu das trevas da morte eterna e do inferno pelo seu dom de justificação (Ef 2.8-9; Fl 3.8-9). Ee também nos libertou da escravidão ao pecado e do andar nas trevas por seu dom da santificação definitiva. Por esse motivo, quando falamos dos cristãos sendo luz, essa é sempre um espelho que reflete a luz de Cristo já revelada e recebida. Somos luz porque cremos e possuímos a verdade e comunicamos essa verdade sobre Cristo a um mundo em trevas. Como o sal da terra os discípulos eram cruciais em purificar e preservar o mundo; como a luz do mundo eles devem iluminá-lo com a luz de Cristo. Sal é usado para deter a putrefação, enquanto luz é usada para iluminar e dissipar as trevas. Podemos ser luz, portanto, na medida em permanecemos em Cristo (I Jo. 2.20), demonstramos amor uns pelos outros (Ef. 4.3; Cl. 3.14), praticamos boas obras (Tt. 2.7).

CONCLUSÃO
Cada cristão é um astro no mundo (Fp. 2.15), a fim de expressar a luz que emana de Cristo, que é a Luz do Mundo. Por isso, devemos ser luz, que leva às trevas o esplendor da glória de Cristo. É através do fruto que somos conhecidos, e o principal deles é o genuíno amor cristão, que se manifesta através do sacrifício. Uma igreja que verdadeiramente faz a diferença está vinculada à verdade do evangelho, e prega o amor, a misericórdia e o perdão de Cristo.

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010. 

OFERTAS PACÍFICAS PARA UM DEUS DE PAZ

Texto Áureo: Hb. 10.10  – Leitura Bíblica: Lv. 1.1-9

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito das ofertas pacíficas, essas que eram expressão de gratidão e reconhecimento da intimidade com Deus. Destacaremos que por meio das ofertas pacíficas, ainda na Antiga Aliança, o povo de Israel podia ter intimidade com Deus. No Nova Aliança, podemos desfrutas dessa mesma paz, não apenas de Deus, mas também com Deus, que nos propiciou a reconciliação através de Jesus Cristo, por isso podemos oferecer a nós mesmos em sacrifício agradável ao Senhor.

1. AS OFERTAS PACÍFICAS
As ofertas pacíficas era expressão da voluntariedade (Lv. 7.12), por meio dessas o povo de Israel demonstrava gratidão a Deus, e expressava louvor pelos feitos do Senhor (Sl. 106.1). Havia diferentes tipos de ofertas pacíficas, a mais conhecida era a de Ação de graças, pela qual se oferecia bolos e coscorões ázimos amassados com aceite (v. 7.12-15). Também se ofereciam votos, os israelitas entregavam ofertas pacíficas, como manifestação de gratidão pelas providências divinas (Lv. 7.15,16). E por fim, a Oferta movida, que era entregue ao sacerdote, que aspergia o sangue do sacrifício sobre o altar, queimando a gordura em seguida (Lv. 7.30). O principal objetivo das ofertas pacíficas era levar o ofertante a agradecer a Deus pelas grandes coisas que o Senhor havia feito. Além disso, era uma oportunidade para que o ofertante demonstrasse sua intimidade com Deus. Vários personagens da Antiga Aliança ofereceram ofertas pacíficas ao Senhor: Isaque – quando fugiu de Esaú, seu irmão, fazendo votos ao Senhor (Gn. 28.20,21); Ana – que se encontrava aflita por não ter filhos, por isso orou demonstrando disponibilidade de separar aquele que viesse a nascer, para o serviço do Senhor (I Sm. 1.11); e Davi – ao longo dos salmos, identificamos vários louvores de homem segundo o coração de Deus, que por meio dos seus cânticos expressa gratidão a Deus pelo que Ele é.

2. A PAZ DE DEUS E A PAZ COM DEUS
Podemos ter a paz DE Deus porque temos paz COM Deus, e essa foi uma iniciativa dEle que nos reconciliou por meio de Cristo (II Co. 5.18; Rm. 1.18; 5.9-11). Deus estava com Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões (II Co. 5.19). Em Rm. 4.8, tratando do mesmo tema, Paulo cita Sl. 32.2, dizendo: “bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade”. Esse “todos”, no versículo 19, é um recurso estilístico, pois Paulo, em outras passagens, deixa implícito que os pecados dos incrédulos lhes serão imputados (Rm. 1.18-32; 2.5-11; Ef. 5.3-6; Cl. 3.5-6). Agora, reconciliados com Deus em Cristo, somos embaixadores em nome de Cristo, isto é, emissários de Deus em prol da reconciliação dos pecadores. Por esse motivo, rogamos a esses que se reconciliem com Deus (II Co. 5.20). O fundamento da reconciliação é a Pessoa de Cristo, que não conheceu pecado, mas se fez pecado por nós (Jô. 8.46; I Co. 5.21; Hb. 4.15; I Pe. 1.19; 2.22). Nele fomos feitos justiça de Deus, pois Jesus morreu em nosso lugar, portanto, a nós não mais é imputado pecado (Rm. 3.21-26; Fp. 3.7-9). Jesus se tornou maldição por nós (Dt. 21.23; Gl. 3.13), pagando inteiramente o preço da redenção (Cl. 2.14).

3. SACRIFÍCIO AGRADÁVEL
Por causa do ministério da reconciliação em Cristo, agora podemos oferecer nossos corpos como sacrifício agradável a Deus, sabendo que não somos de nós mesmos, pois fomos comprados por alto preço (I Co. 6.19,20). Por esse motivo Paulo admoesta os crentes a se apresentarem ao senhor com base na grande misericórdia de Deus como oferta voluntária (Rm. 12.1,2).  De modo que podemos viver em total consagração a Ele, sendo esse o sacrifício que O agrada, não mais o sangue de animais, como no Antigo Pacto (Hb. 13.15-19). Nossa oferta pacífica a Deus, no contexto da Nova Aliança, são sacrifícios espirituais (I Pe. 2.5), o que Paulo denomina de culto racional (Rm. 12.1,2). Não podemos mais nos conformar, ou seja, “entrar na fôrma” desse mundo. O mundo, aqui, é perverso ou mal (Gl. 1.4) e dominado por Satanás, o seu príncipe, que cega a mente dos incrédulos (II Co. 4.4). Não podemos mais compactuar com esse sistema anti-Deus que prevalece no presente século, haja visto que “as coisas antigas se passaram e eis que tudo se fez novo” (II Co. 5.17). Somos instruídos, portanto, a sermos transformados, literalmente, transfigurados (ver Mt. 17.2; II Co. 3.18), pela renovação da nossa mente. Essa renovação somente pode acontecer na medida em que passamos a pensar com a mente de Cristo, e não com a nossa natureza pecaminosa (II Co. 11.3; Ef. 1.18; I Co. 2.16). Assim, experimentaremos qual boa, agradável e perfeita é a vontade de Deus, não apenas para Ele, mas também para nós, assim, reconheceremos que não vale a pena pecar.

CONCLUSÃO
Reconhecemos que Deus fez coisas grandiosas por nós, muito mais do que merecemos, por isso, como diz o salmista: tomaremos o cálice da salvação e invocaremos o nome do Senhor (Sl. 116.3). Essa é uma expressão de gratidão e reconhecimento pelos feitos de Deus, e o mais importante que nossa oferta pacífica seja sempre uma oportunidade para desfrutar da presença de Deus, e desfrutar de genuína intimidade com Ele.

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010.

JESUS, O HOLOCAUSTO PERFEITO

Texto Áureo: Hb. 10.10  – Leitura Bíblica: Lv. 1.1-9

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, estudaremos a respeito de Jesus, o holocausto perfeito. Destacaremos, a princípio, as limitações do holocausto levítico, em seguida apontáramos o caráter do holocausto perfeito, que se deu em Cristo, o cordeiro de Deus.  Por causa desse sacrifício perfeito, identificaremos com base na Epístola aos Hebreus, as implicações éticas para o viver cristão, considerando que, assim como Ele se sacrificou por nós, devemos entregar-nos incondicionalmente a Ele.

1. AS LIMITAÇÕES DO HOLOCAUSTO LEVÍTICO
Os sacrifícios levíticos eram limitados, isso porque aqueles não passavam de “sombra dos bens futuros” (Hb. 10.1). Jesus é a realidade daquilo que era para os sacerdotes levitas apenas sombras, “não era a imagem exata das coisas”. A Antiga Aliança serviu para preparar os corações dos homens para a realidade. Os próprios rituais de sacrifício na Antiga Aliança não cumpriam com eficácia a condição da consciência do pecado. Por isso, precisavam ser repetidos continuamente, porque era “impossível que o sangue dos touros e os bodes tire pecados” (Hb. 10.4). Eles eram apenas temporários, e apontavam para um sacrifício perfeito, que seria realizado no futuro, pelo Senhor e Salvador Jesus Cristo. O autor da Epístola recorre ao Salmo 40, a fim de ressaltar a obediência do filho de Deus, como condição para tal salvação. Nesse contexto, confiar na Antiga Aliança seria perpetuar a condição de pecado, bem como uma consciência angustiada pela culpa. De modo que Cristo não apenas retira o pecado, mas também favorece o pecador, dando-lhe uma mente tranquila, por causa do perdão conferido.

2. A SUFICIÊNCIA DO HOLOCAUSTO DE JESUS
Não é mais necessária a repetição de sacrifícios, seguindo os moldes da Antiga Aliança, pois a oblação de Jesus foi “feita uma vez” (Hb. 10.10). Esse sacrifício, em virtude da sua perfeição, é capaz de justificar o pecador, e não precisa mais ser continuado “cada dia” (Hb. 10.11). Jesus ofereceu “um único sacrifício”, que é eternamente eficaz (Hb. 10.12), enquanto que o sumo-sacerdote levítico adentrava aos Santos dos santos, uma vez por ano, por ocasião da expiação. Cristo está agora “assentado para sempre à destra de Deus” (Hb. 10.12), e por esse motivo, chegará o dia em que Ele será adorado por todos, até que “seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés” (Hb. 10.13). E por causa desse sacrifício, podemos ter segurança de que somos alcançados pela graça de Deus. E mais que isso, que “nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8.35). Isso nos coloca debaixo de outra condição, pois por meio do sacrifício de Cristo, desfrutamos de uma Nova Aliança, anteriormente profetizada por Jeremias, ao declarar que chegaria o dia no qual Deus faria uma nova aliança com o ser humano (Jr. 31.33). Como essa é uma nova realidade, os sacrifícios levíticos se tornaram obsoletos, e não faz sentido mais retornar a eles (Hb. 10.18).

3. IMPLICAÇÕES DO HOLOCAUSTO DE JESUS
Por causa da perfeição e suficiência do sacrifício de Jesus, o cristão pode agora ter “ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus” (Hb. 10.19). O termo ousadia nada tem a ver com irreverência, trata-se de uma concessão nos dada graciosamente por Deus, através do sangue de Jesus, para que possamos nos aproximar dEle. Essa aproximação é referida pelo autor da Epístola como um “novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb. 10.20). Jesus é o próprio Caminho, bem como a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, a não ser por intermédio dEle (Jo. 14.6). Esse é um Caminho Vivo porque Ele não é um sacrifício morto, antes ressuscitou de entre os mortos, estando vivo para sempre. E por causa dele, podemos nos achegar com “verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência” (Hb. 10.20). Isso tem a ver com o sacerdócio dos crentes, pois agora podemos adentrar ao Santos dos santos, nos aproximando de Deus (Hb. 10.21,22). E porque Deus é fiel, podemos também reter a “confiança da nossa esperança, porque fiel é o que nos prometeu” (Hb. 10.23).

CONCLUSÃO
Como resultado da condição que nos foi dada pela Nova Aliança, devemos considerar “uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia” (Hb. 10.24,25). A igreja, ainda que seja imperfeita, é o contexto no qual cultivamos a koinonia, e exercitamos o genuíno amor cristão, demonstrado por meio do sacrifício.

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010.

A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS

Texto Áureo: Ef. 5.18  – Leitura Bíblica: Lv. 10.8-11; I Tm. 3.1-3

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos a respeito da importância de manter a sobriedade na obra de Deus. Veremos, inicialmente, que o uso da bebida forte, pelo que se infere do contexto, foi a causa de Nadabe e Abiu terem oferecido “fogo estranho” no altar divino. Ao final da aula, destacaremos a necessidade de manter a sobriedade, especialmente aqueles que exercem a liderança, inclusive no contexto eclesiástico.

1. A BEBIDA FORTE NA BÍBLIA
Existem várias passagens bíblica a respeito da bebida forte, e na maioria dos casos se refere especificamente ao vinho, amplamente consumido ainda no Antigo Testamento. A palavra hebraica é shekar que pode ser traduzida como bebida alcoólica destilada, ainda que esse processo somente tenha sido desenvolvido por volta de 500 d. C. Em Lv. 10.9 esse é o termo usado para proibir o uso de bebida forte pelo sacerdote no exercício do ministério. A proibição também era extensiva aos nazireus (Nm. 6.2,3), e especificamente a mãe de Sansao, antes de seu filho nascer (Jz. 13.3,4). Os Israelitas, de maneira geral, deveriam evitar a bebida forte, pois Deus não havia dado essa bebida, durante a peregrinação pelo deserto (Dt. 29.5). Os profetas do Antigo Testamento foram contundentes na condenação da bebida forte – que em alguns casos pode ser traduzida por cerveja. Isaias menciona oito vezes, pronunciando ais sobre aqueles que a tomam (Is. 5.11), o profeta Miquéias observou que as pessoas desejavam precisamente esse tipo de líder, que apoiava o consumo desse tipo de bebida (Mq. 2.11). Nos livros poéticos, especialmente em Provérbios, ocorre o uso da palavra hebraica yayin, com uma conotação negativa, reprovando o uso indiscriminado do vinho. A reprovação ao consumo do vinho está fundamentada nos fins desastrosos: como na embriaguez de Noé (Gn. 9.21); Ló (Gn. 19.32-35), Nabal (I Sm. 25.36,37), Amnon (II Sm. 13.28), Belsazar (Dn. 5.1-3) e Assuero (Et. 1.1-10). Em todos esses casos, o consumo do vinho resultou em efeitos físicos imediatos, identificados em Pv. 23.29-35, por resultar em pobreza (Pv. 21.17) e violência (Pv. 4.17).

2. ADVERTÊNCIA À LIDERANÇA ECLESIÁSTICA
No Novo Testamento, Paulo adverte aos crentes de Éfeso para que não se entreguem aos bacanais daqueles tempos, resultantes da embriaguez do vinho (Ef. 5.18). Ele já havia orientado aos crentes de coríntios para que esses não se deixassem controlar por coisa alguma (I Co. 6.12). E de fato, devemos lembrar sempre que nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo, por isso não deve ser usado para extravagâncias, sejam elas de qualquer natureza (II Pe. 2.19). A esse respeito é importante ressaltar que não apenas bebida forte – por causar a perda da sobriedade – não deve ser consumida, os refrigerantes ou alimentos inapropriados também dever ser evitados. É bem verdade que Jesus transformou algo em vinho (Jo. 2.1-11), é preciso ressaltar que naquele tempo a água não era bem tratada, por isso o consumo de vinho era recomendado em algumas situações, a fim de evitar algum tipo de infecção, talvez essa tenha sido a razão de Paulo ter instruído Timóteo a não beber somente água, também um pouco de vinho (I Tm. 5.23). Os líderes da igreja não devem ser “dado ao vinho” – a expressão hebraica vem do termo grego paroinos – usada pelos judeus para a bebida com teor alcoólico (I Tm. 3.3), e que significa literalmente “colocar-se ao lado do vinho”, aludindo a prática de uma vida controlada pela bebida. Espera-se do líder cristão que se porte com sobriedade, que não se deixar controlar pelo álcool, para não se tornar instrumento de escândalo.

3. MANTENDO A SOBRIEDADE
O consumo indiscriminado de bebida alcoólica tem acarretado sérios danos à sociedade, tendo se tornado um problema de saúde pública. As pesquisas comprovam que o Brasil perde mais de 7% do PIB ao ano por causa de problemas relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas, prejuízos com acidentes de trânsito, é um exemplo desse problema. O alcoolismo atinge cerca de 15% da população brasileira, e é considerada por alguns especialistas uma doença incurável, que apenas pode ser controlada. Ainda que não haja uma passagem específica no Novo Testamento que proíba o consumo de vinho, está claro que aqueles que vivem no temor do Senhor, principalmente os que estão em posição de liderança, não devem “ser dado ao vinho” (I Pe. 4.3; I Tm. 3.3,8; Tt. 1.7; 2.3). É preciso considerar que um dos maiores danos da embriaguez é o comprometimento da espiritualidade (Ef. 5.18; Rm. 13.13), e que aqueles que se entregam dissolutamente à embriaguez serão excluídos do reino de Deus (Gl. 5.21; I Co. 5.11; 6.10). É preciso considerar, no entanto, que algumas pessoas precisam de tratamento, para não serem controladas pela bebida. A tarefa da igreja não é apenas julgar, mas também ajudar aqueles que se encontram em condição de dependência. É válido ressaltar que a filosofia dos Alcoólicos Anônimos (AA) está fundamentada no princípio cristão da graça. Cada pessoa que faz parte desse grupo deve “evitar o primeiro gole”, pois sabe da gravidade de uma recaída. Por outro lado, deve viver um dia de cada vez, e caso venha a “tropeçar”, deve iniciar de onde parou.

CONCLUSÃO
Os textos bíblicos, sobretudo os do Novo Testamento, deixam claro que os ministros da igreja não podem ser controlados pela bebida forte (I Tm. 3.3,8; Tt. 1.7). Para evitar descontrole, de modo geral, a igreja recomenda que os crentes se afastem da bebida alcoólica, pois essa pode comprometer a espiritualidade (Ef. 5.18). E tomando por base o exemplo dos recabitas, nos tempos do profeta Jeremias, e manter nossa tradição evangélica, fugindo da bebida embriagante (Jr. 35.6-10).

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010.