* MOISÉS, UM LÍDER EFICAZ

Textos: Hb. 11.27 – Ex. 3.1-10

Objetivo: Mostrar os caminhos para uma liderança eficaz a partir de exemplos bíblicos, com destaque, para a atuação de Moisés.

INTRODUÇÃO: Alguém já disse que, nos dias atuais, temos muitas pessoas para mandar, mas poucos com características reais de liderança. A igreja, enquanto instituição, tem sofrido as agruras dessa ausência de pessoas que sejam competentes para dirigir o povo de Deus. Estudaremos a respeito da liderança cristã, o exemplo de Moisés no trato com os liderados e as características fundamentais para a eficácia na condução do rebanho do Senhor.

1. LIDERANÇA: PLANO DE DEUS: A liderança é algo que sempre esteve no plano de Deus em relação ao seu povo. Existem evidências bíblicas que comprovam essa verdade. Os líderes, conforme vemos em Ef. 4.11-16 e Rm. 12.6-8, são dádivas do Senhor para a edificação do Seu corpo. Deus, ao longo da história de Israel, levantou vários líderes a fim de conduzir Seu povo. Destacamos, entre muitos: José (Gn. 37, 41, 43 e 45) para preservar a vida de sua família no Egito; Josué, na conquista da terra prometida por Deus, como também para instruir o povo de Israel (Js. 22); Davi, na expansão do reinado de Israel e nos preparativos para a construção do templo (I Cr. 22.12-15); Neemias, na sábia reconstrução das muralhas de Jerusalém (Ne. 1.2; 2); Éster, na aceitação de responsabilidades a serem desempenhadas para o bem do povo (Et. 4.16).

2. MOISÉS, UM LÍDER: Dentre os vários líderes levantados por Deus na narrativa bíblica, poucos foram tão influentes quanto Moisés. Seu nome significa “tirado” e sua história está registrada nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Era da tribo de Levi (Ex. 2.1), filho de Anrão e Joquebede (Nm. 26.59), durante a perseguição de faraó ele foi ocultado por seus pais enquanto puderam (Hb. 11.23). Finalmente, fora posto nas águas do Nilo e resgatado pela filha do faraó (Ex. 2.10). Durante alguns anos esteve no palácio e sendo educado nas ciências egípcias (At. 7.22), mas negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó (Hb. 11.24). Em solidariedade a um escravo hebreu, mata um opressor egípcio (Ex. 2.12). Deus lhe aparece no meio de uma sarça ardente e o envia como líder para resgatar o povo de Israel que se encontra cativo no Egito (Ex. 3). A partir de algumas situações de liderança de Moisés, é possível extrair lições para todos aqueles que estão diante do povo de Deus: 1) recebeu a direção de Deus para que caminhasse adiante do povo (Ex. 17.5), revelando a necessidade do líder ter iniciativa e observar os direcionamentos de Deus; 2) por meio do conselho de Jetro, seu sogro, Moisés dividiu a responsabilidade com outros líderes (Ex. 18.13-26), mostrando que o líder precisa ouvir conselhos e evitar a centralização do trabalho; 3) apesar das falhas do povo, não se eximiu da tarefa de interceder por eles (Ex. 32.11-14), isso nos mostra que o líder deva ter compaixão pelo povo, interceder por eles, apesar de suas falhas.

3. EFICÁCIA NA LIDERANÇA: Uma liderança eficaz exige alguns procedimentos, dentre eles, destacamos: 1) empatia – o líder deva ser capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros (Lc. 6.31; Hb. 13.3; I Pe. 3.8; Gl. 6.2); 2) concretização dos alvos propostos – o líder deva ser capaz de estabelecer alvos e de esforçar-se até torna-los uma realidade (Fp. 3.14; Ef. 3.1,10,11; II Tm. 3.10); 3) competência – o líder é alguém possuidor das habilidades necessárias para a concretização de seus propósitos (Pv. 12.27; 22.29; 31.10-31; II Tm. 2.15; Tg. 2.14-16; II Pe. 1.5-10); 4) estabilidade emocional – o líder precisa ter controle de suas emoções diante de quaisquer situações (Sl. 27.17; Ef. 4.31; II Tm. 4.5; I Pe. 4.7); 5) participação em grupo – o líder precisa saber trabalhar em grupo (I co. 12; Ef. 4.16); 6) capacidade para partilhar a liderança – o líder trabalha sempre ao lado de outros líderes (Ef. 5.21; Fp. 4.1-3; Cl. 4.7-14; I Ts. 1.2-4); 7) consistente e digno de confiança – um líder deve ser consistente e outras pessoas podem depender dele (Lc. 9.62; I Co. 15.58; Gl. 5.1; Ef. 4.14).

CONCLUSÃO: A liderança sempre esteve nos planos de Deus, isso pode ser constatado nas várias narrativas e instruções bíblicas dadas a respeito. O exemplo de liderança de Moisés nos inspira a tirar algumas valiosas lições com líderes em nossas igrejas. Devemos ser sensíveis às nossas limitações, bem como as do povo que estamos liderando, sem, no entanto, abrir mão do projeto de Deus. Em todas as situações, a máxima da liderança eficaz é sempre o amor, tanto ao Senhor como às suas ovelhas, é a partir dele que os líderes são avaliados (Mt. 22.34-39; Jo. 21.15-17). PENSE NISSO!

* SARA, UMA MULHER SUBMISSA

Textos: Ef. 5.24 – Gn. 12.4,5; I Pe. 3.1-6

Objetivo: Mostrar que a submissão é uma das virtudes capitais a ser desenvolvida por todos aqueles que seguem a Cristo.

INTRODUÇÃO: Ser discípulo de Cristo, conforme o estudo anterior, é mais do que conhecer um conjunto de doutrinas, é um ato de obediência a partir do comando que recebemos do Mestre. Para exercitarmos a obediência, faz-se necessário que cultivemos a submissão, virtude essencial ao verdadeiro discípulo. Neste estudo, voltaremos para os fundamentos bíblicos de uma vida submissa.

1. DEFINIÇÃO BÍBLICA DE "SUBMISSÃO: "A palavra “submissão”, em algumas versões bíblicas brasileiras, é traduzida como “sujeição”. No grego, o termo é derivado do verbo “hypotasso”, associado à hierarquia, por isso, lemos que Jesus, quando criança, esteve submisso aos seus pais (Lc. 2.51). Esse verbo aponta também para o dia em que Deus irá colocar todas as coisas em submissão a Cristo (I Co. 15.27,28; Ef. 1.22; Fp. 3.21; Hb. 2.5,8). Com certa freqüência, esse verbo ocorre, no Novo Testamento, no contexto dos relacionamentos entre estruturas sociais, nas quais, as pessoas devam estar submissas às autoridades seculares (Rm. 13.1; I Pe. 2.13) ou cristãs (I Pe. 5.5). Por conseguinte, os escravos cristãos deveriam estar sujeitos aos seus senhores (Tt. 2.9), e as esposas, aos seus maridos (Ef. 5.24; Cl. 3.18; I Pe. 3.1,5).

2. SARA, UMA MULHER SUBMISSA: O nome Sara significa “princesa”, anteriormente, chamava-se Sarai (contenciosa – Gn. 17.15). Foi esposa de Abraão (Gn. 11.29), casou-se em Ur dos Caldeus (11.28) e era estéril (11.30). Em algumas circunstâncias, fora apresentada, por Abraão, como sua irmã (Gn. 12.10-20; 20.1-18). Em um momento de fraqueza, e seguindo os costumes de sua época, Sara deu uma de suas servas, chamada Agar, para que Abraão gerasse filhos, dessa decisão nasceu Ismael (Gn. 16). Quando Deus prometeu lhe dar um filho, ela riu (Gn. 18.12). Em cumprimento a essa promessa, nasceu Isaque (Gn. 21.2). Com o tempo, Sara desenvolveu inveja de Ismael, filho de Agar (Gn. 21.10), e por isso, passou a perseguir sua serva. Morreu na idade de 127 anos e fora sepultada na caverna de Macpela (Gn. 23.1,19). Em I Pe. 3.6, Sara é tomada como exemplo de uma mulher submissa, obedecendo a Abraão e chamando-o de senhor (Gn. 18.12). A menção de Pedro, à obediência de Sara, em tempos de crise, remete a disposição dessa mulher em aceitar as decisões do patriarca, submetendo-se aos perigos e não temendo as adversidades (Gn. 12.10-20; 20.1-18). O exemplo de Sara faz eco às instruções de Paulo para que as mulheres sejam submissas, em amor e voluntariedade, ao marido (Ef. 5.24), em contraparte, este deva amá-la sacrificialmente (Ef. 5.25-27).

3. CULTIVANDO A SUBMISSÃO: Como ressaltamos no tópico anterior, no texto de Ef. 5.22-23, Paulo aborda, com bastante propriedade, a relevância da submissão no tratamento entre os cristãos. O versículo 21, em particular, nos revela que a sujeição não deva ser uma realidade apenas entre maridos e esposas, e empregados e servos, mas entre todos os cristãos. Esse versículo nos remete a Fp. 2.3, a partir dos qual, somos alertados para não vivermos em partidarismos, vivendo em humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef. 4.2; Cl. 3.12). Tenhamos o cuidado para não cair na tentação de Diótrefes e querer sempre ter a primazia sobre os outros (III Jo. v. 9). Em Rm. 12.10, diz ainda mais o Apóstolo: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. Assim, conforme vemos nessas passagens correlacionadas, a submissão, em amor, é uma virtude que deva ser cultivada por todos aqueles que seguem a Cristo como Senhor e Mestre. Essa é uma atitude bastante apropriada para os dias atuais em que as pessoas fazem de tudo para se sobressaírem, passam por cima dos outros sem o menor escrúpulo, argumentando que essa é a “lei natural” das coisas. A lei de Cristo, para os seus discípulos, não mudou, continua e continuará sendo o amor (Mt. 5.44; 22.39; Lc. 6.27,35).

CONCLUSÃO: Sara e muitos outros homens e mulheres, ao longo da narrativa bíblica, servem de exemplo para uma vida de submissão tanto a Deus quanto a próximo. No entanto, à guisa de conclusão, não podemos deixar de atentar para o maior deles: o de Cristo. Em Fp. 2.7 e 8, Paulo diz que Jesus “esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”. Se Cristo assim o fez, levando os pés dos seus discípulos (Jo. 13.4,5), tenhamos, pois, em nós, “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp. 2.6). PENSE NISSO!