SISTEMA DE RÁDIO

  Sempre insista, nunca desista. A vitória é nosso em nome de Jesus!  

* O BATISMO DE JESUS

Texto Áureo: Jo. 1.31 – Mt. 3.1-6; 13.17
Objetivo: Mostrar que Jesus fora batizado para que a justiça se cumprisse, e nós, também, devemos valorizar o batismo.
INTRODUÇÃO: Jesus quis ser batizado por João Batista, ainda que este tenha se achado indigno de fazê-lo. Jesus fez opção pelo batismo não porque tivesse necessidade de arrependimento, antes para que se cumprisse toda a justiça. Mas, afinal de contas, o que é o batismo? Qual a razão do batismo de João? Tentaremos, na medida do possível, aprofundar algumas dessas questões no estudo desta semana.
1. JOÃO, O BATISTA: João é denominado de Batista porque batizava aqueles que ouviam a sua mensagem de arrependimento, pregada às margens do rio Jordão (Mt. 3.1,6; Mc. 1.4,5; 6.14). Esse João, que não deve ser confundido com o evangelista, teve o seu nascimento predito (Mt. 4.5) em resposta a oração de seu pai, Zacarias (Lc. 1.13). Lucas diz que ele era cheio do Espírito Santo desde o ventre materno (Lc. 1.15-17), haja vista seu grandioso ministério, ser o precursor do Messias (Mt. 3.11). Fora preso, decapitado e sepultado por Herodes (Mt. 14.3-12). Em um dos momentos de fragilidade, João recebeu não só a repreensão, mas o apoio e elogio de Jesus (Mt. 11.1-7). A honra que João recebeu de Jesus deva servir de estímulo para todos nós, principalmente, no que tange à humildade (Mt. 3.11; Jo. 3.30).
2. O BATISMO DE JOÃO: Em Mc. 1.4-8, temos um registro da atuação de João em seu ministério de batizar. É dito, nessa passagem, que se tratava de um “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v. 4). Em Mt. 3.11, João contrasta seu batismo, com água, com o batismo no Espírito Santo, que haveria de ser dado por Jesus. O batismo de João, ao que tudo indica, não deve ser confundido com o batismo ordenado por Jesus. Seu batismo, como o próprio texto o explicita, era de arrependimento, e não fazia alusão à Trindade.
3. JESUS FOI BATIZADO: Jesus precisava ser oficialmente inserido na esfera pública, por isso, veio até João para que fosse batizado. Essa atitude de Cristo justifica-se porque João representava, naquele tempo, a lei e os profetas, isto é, o ritual judaico. O profeta quis, a princípio, eximir-se daquela responsabilidade, por se achar indigno de batizar a Jesus. O Senhor, no entanto, entendeu que Seu ato voluntário, como o da encarnação, carecia de cumprir o ritual religioso. De modo que, para tomar o lugar dos pecadores, Ele fez a opção de ser batizado a fim de que, como Ele mesmo o disse, se cumprisse toda a justiça (Mt. 3.15). Devemos, nesse sentido, fazer a diferença entre o Cristo, sem pecado, e o Seu dever oficial na sociedade judaica, como aconteceu por ocasião de Sua circuncisão (Lc. 2.21-24). Ao submeter-se ao batismo, Jesus, de certo modo, antecipou o outro batismo pelo qual viria a passar no futuro, na cruz, para a remissão dos pecados (Lc. 12.50).4.
4.O BATISMO CRISTÃO: A palavra “batismo”, no grego neotestamentário, remete ao ato de imergir ou submergir alguém, na água, por razões rituais. Após a Sua ressurreição, por ocasião da Comissão aos Apóstolos, Jesus ordenou aos Seus discípulos que batizassem aqueles que viessem a se tornar discípulos. Esse batismo deveria ser em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt. 28.19). Em cumprimento a essa ordenança, Pedro, em At. At. 2.38, instruiu aos ouvintes a que se arrependessem e que fossem batizados em nome de Cristo, isto é, na autoridade que Jesus havia dado aos discípulos. Na prática bíblica, a decisão pelo batismo resultava de um ato de fé em Cristo para a salvação (Mt. 16.16; At. 2.41). Por meio do batismo nas águas, o crente se identifica, simbolicamente, com a morte e a ressurreição de Cristo (Rm. 6.3; Gl. 3.27).
CONCLUSÃO: Jesus decidiu ser batizado não porque tivesse pecado, dos quais precisaria se arrepender. No ato do batismo, Cristo quis identificar-se com a condição humana, com os rituais judaicos a fim de que, como Ele mesmo afirmara: “se cumprisse toda a justiça” (Mt. 3.15). O batismo cristão, ainda que não seja uma condição para a salvação (Mt. 16.16), é uma prática que precisa ser observada, a fim de que, por meio desse ato, possamos demonstrar, simbolicamente, nossa identificação com Aquele que morreu e ressuscitou para que fôssemos salvos. PENSE NISSO!

* A INFÂNCIA DE JESUS

Textos: Lc. 5.22 – Lc. 2.40-51
OBJETIVO: Mostrar que Jesus foi jovem e criança, crescendo em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
INTRODUÇÃO: Os relatos bíblicos a respeito da infância de Jesus são bastantes esporádicos. Lucas, o evangelista, nos apresenta alguns vislumbres desse período da vida do Senhor. Segundo o escritor sacro, Jesus crescia em estatura e graça diante de Deus e dos homens. No estudo desta semana, estaremos estudando a respeito do contexto no qual Jesus nasceu e cresceu, com ênfase primordial em sua infância e juventude, que servem de exemplo para os jovens atuais.
1. O MUNDO QUANDO JESUS NASCEU: Quando Jesus nasceu, os romanos tinham ampla dominação mundial. Os judeus, desde 63 a. C., estavam sob o governo de César. Jesus nasceu durante o império de Otávio Augusto (Lc. 2.6,7). Essa época é conhecida como “pax romana”, pois em virtude da ausência de guerras, o Império pode investir em outras edificações, como estradas, que serviriam, posteriormente, para a expansão do cristianismo. Antes dos romanos, Alexandre Magno, o grego, helenizou as terras que havia conquistado. Esse processo de aculturação foi tão intenso que os romanos, ainda que tenham dominado os gregos politicamente, acabaram absorvendo sua estilo de vida. A língua franca, naqueles tempos, era o grego koinê, que serviu para a pregação do evangelho e a escrita dos textos do Novo Testamento. A religião principal, entre os judeus, herdeiros da promessa de Abraão, os direcionava a ter expectativa por um Messias que libertaria do jugo dos seus inimigos. Nesse período, denominado por Paulo de “plenitude dos tempos”, Cristo veio à terra. “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl. 4.4,5).
2. A FASE INFANTO-JUVENIL DE JESUS: Há apenas alguns poucos textos, na Bíblia, que tratam a respeito da infância de Cristo. Por isso, não devemos especular demasiadamente sobre assunto, sob o risco de fantasiarmos e construir um Jesus que não passa de lenda, produto de narrativas fictícias ou relatos espúrios, carente de legitimidade tanto histórica quanto evangélica. Em sua narrativa, Lucas diz que “o menino [Jesus] crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc. 2.40). O desenvolvemos de Jesus, de acordo com esse testemunho, se deu de modo integral, isto é, envolvendo o físico, o mental e o espiritual (I Ts. 5.23). O fortalecimento físico revela o cuidado do Senhor com o corpo, especialmente com a alimentação e o sono (Jo. 21.9,23; Mt. 8.24). Que isso sirva de exemplo para nós atualmente, já que, devido à influência helenista, e não bíblica, somos levados a pensar que o corpo é algo maléfico, confundindo-o com a natureza carnal e pecaminosa. O corpo é morada e templo do Espírito Santo, e deve ser tratado como tal (I Co. 6.19,20). Jesus também se desenvolvia em sabedoria, isto é, na aplicação apropriada do conhecimento que tinha do Pai. A sabedoria, na Bíblia, não é mero enciclopedismo, mas uma atitude contínua de submissão e temor ao Senhor (Pv. 9.10). O desenvolvimento espiritual de Cristo fora atestado pela aprovação, do Pai, de tudo quanto fazia, desde a sua infância até a idade adulta (Mt. 3.17).
3. A JUVENTUDE DE JESUS: Ainda na juventude Jesus mostrava preocupação com a mensagem do Pai. Isso é explicitado no Seu encontro com os doutores, quando os ouvia e interrogava (Lc. 2.46). Não é dito, no texto, que o Senhor os ensinava, pois a Sua hora não havia ainda chegado (Jo. 2.4). Temos, nessa passagem, mais um exemplo para os jovens dos dias atuais, a fim de que, como Timóteo, se mantenham apegados à Palavra, com disposição para aprender (II Tm. 3.15), meditando sempre nas grandezas do Criador, especialmente, nos dias da juventude (Ec. 12.1). Isso é condição para a sobrevivência espiritual, já que a juventude moderna se esqueceu de Deus, elegendo o prazer egocêntrico como meta de vida. A satisfação se transformou em deus, de modo que aqueles que querem fazer a boa, perfeita e agradável vontade do Deus Vivo e Verdadeiro (Rm. 12.1,2), são rotulados de “quadrados” e “ultrapassados”. Os jovens que se guardam para o casamento e os que se dedicam aos estudos, não são bem vistos pelas “tribos” hedonistas. Jesus é, e continuará sendo, o exemplo para todos os jovens que querem servir a Deus, como O ideal de pureza e santidade, produzido com o Espírito (Gl. 5.22). Para tanto, jovens e adultos devem estar atentos à sábia recomendação do Apóstolo: “Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (II Tm. 2.22).
CONCLUSÃO: Existem muitas narrativas apócrifas da vida e da juventude de Jesus. Esses relatos, no entanto, nada têm de fundamentação histórica, e principalmente, bíblica. O pouco que nos é possível saber a respeito desses períodos da vida de Cristo se encontra nas Escrituras. E, como vimos, é o suficiente para nos motivar a viver em obediência à vontade de Deus, a fim de que, como Aquele Filho, e por meio dEle, desfrutemos do amor do Pai (Mt. 3.17). PENSE NISSO!

* JESUS: VERDADEIRO HOMEM, VERDADEIRO DEUS


Textos: Rm. 9.5 – Rm. 1.1-7; Fp. 2.7
OBJETIVO: Mostrar que Cristo reúne, em si mesmo, tanto a natureza humana quanto à divina, mesmo após a encarnação.

INTRODUÇÃO: Jesus é tanto homem quanto Deus. Por isso, costuma-se dizer que Ele é Deus-Homem. Ao longo dos séculos, surgiram alguns equívocos a respeito da natureza humano-divina de Cristo. No estudo desta semana, abordaremos alguns desses equívocos, mostrando o ensinamento bíblico a respeito, e, por fim, faremos uma análise preliminar da doutrina kenótica do ponto de vista bíblico.

1. EQUÍVOCOS CRISTÓLOGICOS

1.1 Gnosticismo – Escola teológica que surgiu nos primórdios do cristianismo, que se opunha à doutrina dos apóstolos. Seus adeptos, devidos às influências filosóficas platônicas (Cl. 2.8), ostentavam ter um conhecimento perfeito de Deus. Consideravam a matéria como algo inerentemente mau, por isso, diziam que a humanidade de Cristo teria sido aparente, isto é, Ele não teria, de fato, se feito carne. O apóstolo João se opôs frontalmente a essa doutrina (Jo. 1.11;14; I Jo. 1.1).

1.2 Apolinarismo – de acordo com Apolinário, bispo de Laodicéia do Século IV, Cristo não teria assumido por completo a humanidade. Nessa perspectiva, a encarnação se limitaria à indução do Logos a ocupar o lugar da psique humana. Jesus seria, por conseguinte, metade Deus e metade Homem. Os ensino desse bispo foram rechaçados, pela Igreja, no Concílio de Constantinopla, em 381 d. C. Isso porque a Bíblia revela que Jesus é verdadeiramente homem (I Tm. 2.5), a semelhança de qualquer outro homem, mas sem pecado (Hb. 2.14-18; 4.15).

1.3 Monofisismo – doutrina que surgiu no Século V e defendia que Cristo teria apenas uma natureza, a divina; ou, então, uma única natureza composta, sem qualquer distinção entre o divino e o humano. Para seus adeptos, Ele teria absorvido a natureza humana fazendo-a tornar-se divina, assim sendo, o Logos teria se feito carne em Jesus, e, portanto, a carne de Jesus teria se tornado sua própria natureza divina. Não é possível estabelecer um paradigma preciso do Monofisismo porque ele assume formulações e implicações distintas. A Bíblia revela que, em Cristo, estão duas naturezas: divina e humana, distintas, e, ao mesmo tempo, integradas (Rm. 9.5).

2. JESUS CRISTO: DEUS-HOMEM: Como homem, Jesus nasceu da descendência de Davi, segundo a carne (Rm. 1.3), seguindo a linhagem desse rei de Israel (Sl. 22.22; Fp. 2.6-11; I Tm. 2.5; II Tm. 2.8). Uma das provas contundentes da humanidade de Jesus é a apresentação de sua genealogia, remetendo a Abraão, em Mt. 1.1-17, e Adão, em Lc. 3.2-28. Jesus nasceu de uma mulher (Mt. 1.18,20; Lc. 1.35), teve irmãos e irmãs (Mt. 12.47; 13.55-56), sentiu sono, fome, sede e cansaço (Mt. 21.18; Mc. 4.38; Jo. 46; 19.28), sofreu, chorou, angustiou-se (Mt. 26.37; Lc. 19.41; Hb. 13.12) e, finalmente, passou pela morte (Mc. 15.37; Lc. 23.46). Como Deus, Ele é o Verbo que se fez carne (Jo. 1.1), um com o Pai (Jo. 10.30-36), tendo os atributos de onipresença, onipotência, onisciência (Mt. 18.20; 28.18; Jo. 21.17; Hb. 13.8). Ele mostrou ter poder sobre a natureza (Lc. 24.19; At. 2.22), perdoou pecados (Lc. 5.21,24), recebeu adoração (Mt. 8.2; 9.18; Jo. 9.38). Uma das provas contundentes de sua divindade é a declaração, dEle mesmo, dizendo ser O “Eu Sou” (Ex. 3.14; Jo. 8.58).

3. A KENÓSIS BÍBLICA: O verbo “kenoo”, no grego, significa “esvaziar” ou “aniquilar”, e, em Fp. 2.7, Paulo se utiliza desse para falar a respeito da condição de Cristo quando se encarnou. Temos, aqui, um esclarecimento desse mistério, pois Jesus, sendo Deus, não poderia se desfazer de sua natureza divina, por conseguinte, Ele não deixou de ser Deus, antes “tomou” a natureza de servo. Isso poderia ser ilustrado por meio da metáfora de um rei que resolve viver entre os plebeus, e, para tanto, deixa de lado a sua glória, ainda que não perca, com essa decisão, a condição de rei. De igual modo, Jesus teria deixado a Sua glória celestial (Jo. 17.4), posição (Jo. 5.30; Hb. 5.8), riquezas (II Co. 8.9) e direitos (Jo. 5.19; 8.28; 14.10). Essa renúncia teve como objetivo a salvação da humanidade. Cristo tomou, para si, uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém, sem pecado (Hb. 4.15). A abdicação dessas prerrogativas divinas levou-O a depender do Espírito Santo para cumprir Suas responsabilidades (Mt. 12.28; Lc. 4.18; At. 10.38; Rm. 8.11; Hb. 9.14).
CONCLUSÃO: A completa divindade e humanidade de Cristo foi objeto de muitas controvérsias ao longo da história da igreja. A motivação para os equívocos, alguns ainda defendidos nos círculos religiosos nos dias atuais, é a dificuldade para a apropriada interpretação desse tema bíblico. Certamente, por isso, bem disse Paulo, em I Tm. 3.16: “grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”. Por se tratar de um mistério, não tenhamos a pretensão, sob qualquer hipótese, de querer exaurir, por meio da razão humana, uma doutrina que precisa ser, prioritariamente, abraçada pela fé, por se tratar de algo que nos fora revelada, mas não, explicitamente, explicado. PENSE NISSO!

* JESUS, O FILHO DE DEUS

OBJETIVO:
Mostrar que Cristo é o Filho de Deus, tendo relação particular com o Pai, por meio do qual, podemos conhecê-LO.

INTRODUÇÃO:
Jesus é o Filho de Deus, mas que tipo de filiação seria essa? Poderíamos assemelhá-la com a filiação dos anjos ou dos homens criados por Deus. Em que sentido Jesus é, particularmente, o Filho de Deus? Quais as implicações desse ensinamento para a vida de cada cristão? Tentaremos, no estudo desta semana, tecer alguns comentários a respeito dessas indagações.


1. JESUS: O FILHO DE DEUS:
Todos aqueles que recebem a Jesus como salvador pessoal se tornam filhos de Deus (Jo. 1.12), como são também filhos de Deus os anjos (Jó1.6; 38.7). Contudo, a filiação dos homens e dos anjos é diferente da de Cristo. Os seres humanos são filhos de Deus por adoção (Rm. 8.15) e os anjos por criação (Sl. 148.5) enquanto que Jesus é Filho de Deus por eleição. Por isso, a relação existente entre o Pai e o Filho, conforme está escrito em Jo. 1.1, é um atestado de Sua plena divindade (Jo. 10.10-38). Assim sendo, muitos são os filhos de Deus, mas apenas Cristo é O FILHO DE DEUS, o Unigênito (Jo. 3.16). Jesus é, assim, o Filho Eterno na relação Eterna com o Pai (Mt. 3.17; Jo. 5.18-40).

2. A PRIMOGENITURA DE CRISTO:
O texto de Hb. 1.5 é uma citação direta do Sl. 2.7, o qual antecipa o reconhecimento revelado de Cristo como o Filho Eterno do Pai. Essa filiação é confirmada pelos sofrimentos pelos quais Jesus passou, e, mais especificamente, pela ressurreição (At. 13.33; Ro. 1.4). Jesus Cristo é o primogênito entre muitos irmãos (Rm. 8.29) e de tudo o que fora criado (Cl. 1.16). Essa aplicação da primogenitura a Cristo pode ser remetida, também, à tradição antiga de coroamento dos reis (Sl. 89.27). Dizer, então, que Jesus é o primogênito ou gerado, do Pai, não quer dizer que Ele tenha tido um início, já que Ele mesmo é o Princípio e o Fim de todas as coisas (Ap. 22.13) e o Pai da Eternidade (Is. 6.9). A palavra primogênito, no grego, é “prototokos” que não apenas significa “o filho mais velho”, bem como aquele que tem a supremacia, preeminência, predomínio e autoridade. A esse respeito, lembremos que Davi, embora não fosse o mais velho (I Sm. 16.11), fora chamado de primogênito (Sl. 89.20,27). É nesse contexto que Cristo é introduzido, em Cl. 1.18, como “o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.

3. A REVELAÇÃO POR MEIO DO FILHO:
A proeminência de Cristo, entre tudo e todos, é explicitamente apresentada por meio do ato revelacional de Deus em Hb. 1.1.2. O autor da Epístola ao Hebreus diz que “Deus falou” e, por isso, podemos ter conhecimento e relacionamento com esse Deus. Ele falou – de muitos modos – isto é, pelo Urim e Tummin, por visões, voz audível e sonhos (ver Nm. 12.6-8). A revelação de “outrora” – dada aos pais hebreus e aos profetas de Israel – era fragmentada e venho a obter plenitude na anunciação do Senhor (Hb. 2.3). Agradou ao Pai, nesses últimos dias, ou melhor, nos dias do Messias, revelar-se, ao mundo, por meio do Seu Filho Jesus Cristo (Jo. 1.3; 18; 15.15). A supremacia da revelação de Cristo é comprovada por ser Ele o Filho (Hb. 1.1,2), superior aos anjos (Hb. 1.4), tendo, sobre estes, a proeminência (Hb. 1.6-9; Gl. 3.16).

CONCLUSÃO:
Jesus é o Filho de Deus. Com essa declaração, não estamos afirmando outra coisa senão que Ele é Deus. Assim entenderam os contemporâneos de Jesus e O quiseram apedrejar, e nós, nos dias atuais, tendo uma tão grande nuvem de testemunhas a favor dessa doutrina não podemos deixar de atentar para essa verdade. Ele é Deus, é o Verbo que se fez carne, enviado, pelo Pai, para revelá-LO. Diante de tão grande salvação, resta-nos, com todos os anjos, dobramo-nos diante dEle, glorificando-O como Senhor de todo o Universo, mas, primordialmente, de nossas vidas. PENSE NISSO!