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- A IGREJA DE CRISTO



A IGREJA DE CRISTO

Texto Áureo: Mt. 16.18 – Mt. 16.16-18; At. 4.11,12.


Objetivo: Mostrar que a verdadeira igreja de Cristo é una, santa, universal, apostólica e missionária.

INTRODUÇÃO

Nunca vimos tantas igrejas como nos dias atuais, mas qual delas pode ser considerada,verdadeiramente, de Cristo. Adiante, passaremos a refletir sobre as características da igreja que tem comprometimento com os alicerces da fé cristã. Veremos que a igreja é uma, santa, universal, apostólica, cristã e missionária.

1. DEFINIÇÃO DE IGREJA

Em primeiro lugar, devemos distinguir os vários significadas da palavra igreja: Todo o povo de Deus em todos os séculos, o conjunto total dos eleitos. Os Reformadores falaram disto como sendo a igreja invisível. A comunidade local dos cristãos, reunidos visivelmente para adoração e ministério; este significado abrange a vasta maioria das referências à igreja (ekklesia) do Novo Testamento. Todo o povo de Deus no mundo, em determinada época, talvez melhor definida como a igreja universal. Esse sentido ocorre apenas ocasionalmente no Novo Testamento (1 Co 10.32; Gl 1.13).

Notamos antes a distinção feita entre a edah (toda a congregação visível) e os gahal (aqueles dentro dela que respondem ao chamado de Deus). Jesus ensinou que o reino corresponde a este padrão: o joio está misturado com o trigo (Mt 13.24-30; 36-43). Dentro do grupo identificado com Cristo acha-se o povo de Deus, a verdadeira igreja. Não existe, então, uma igreja pura; em meio a cada igreja pode haver pessoas que não professaram a sua fé e outras cuja profissão será desmascarada no último dia (Mt 7.21-23). Mesmo reconhecendo que essa igreja não é pura, sabemos, ao mesmo tempo, que ela é una, santa, universal, apostólica e missionária.

2. A IGREJA DE CRISTO É UNA

A unidade da igreja procede de seu fundamento do único Deus (Ef 4.1-6). Todos os que pertencem a igreja de Cristo são um só povo e, portanto, a igreja verdadeira será distinguida por sua unidade. Mas essa unidade não implica, necessariamente, uniformidade total. Na igreja do Novo Testamento havia uma variedade de ministérios (1 Co 12.4-6) e de opiniões sobre assuntos de importância secundária (Rm 14:1-15:13). Embora houvesse uniformidade nas convicções teológicas básicas (1 Co 15.11, Jd 3), a fé comum recebia ênfases diversas, segundo as diferentes necessidades percebidas pelos apóstolos (Rm 3.20; cf. Tg 2.24; Fp 2.5-7; cf. Cl 2.9s).

Havia também uma variedade de formas de adoração. O tipo de culto em Corinto (1 Co 14.26) não era comum nas igrejas palestinas, onde a adoração se baseava no modelo da sinagoga judaica e tinha um padrão mais formal, centrado na exposição da palavra escrita. Este modelo tirado da sinagoga justifica o fato de as igrejas do primeiro século serem consideradas um ramo do judaísmo. Tiago 2.2 usa até mesmo a palavra sinagoga para a reunião dos cristãos. Existem também elementos discerníveis de mais de uma forma de governo da igreja.

3. A IGREJA DE CRISTO É SANTA

Pela Sua graça, Jesus faz a Igreja Santa, assim como Ele é Santo. Isto não significa que cada membro é sempre santo. Jesus disse que haveriam bons e maus membros na Igreja (Jo 6:70), e que nem todos os membros seriam salvos (Mt 7:21–23). Esta é a santidade da Igreja: ela foi chamada por Deus para servi-lo. Este serviço, que se origina do chamado de Deus, é a santidade da Igreja. Santa, nesse caso, não pode ser visto de modo meramente moral (sem pecados ou maldades – neste sentido, somente Deus é Santo, ou seja, sem pecado). A santidade da Igreja é o seu serviço: ela está a serviço do Deus que é Santo. Quem quiser encontrar santidade na Igreja olhando para os membros da Igreja e reparando como eles são "santos", certamente terá uma grande decepção. A igreja presta este serviço a Deus no mundo. Ela é separada para servir a Deus e não separada do mundo para ser de Deus. Ela é separada para servir a Deus dentro deste mundo. Se julgar que sua santidade é o seu afastamento do mundo, na verdade afastar-se-á do lugar do serviço de Deus e, por isso, servir-se-á e não ao Deus que a convocou, perdendo, assim, a santidade para qual foi chamada.

4. A IGREJA DE CRISTO É UNIVERSAL

O termo católico significa literalmente abrangendo ao todo. E em seu uso primitivo, significava ser a igreja universal, distinguindo-a da local; mais tarde, veio significar a igreja que professava a fé ortodoxa, em contraste com os hereges. Com o passar do tempo, Roma adotou o termo para referir-se a si mesma como instituição eclesiástica, centrada no papado, historicamente desenvolvida e geograficamente difundida. Os reformadores do século dezesseis procuraram restaurar o significado anterior da catolicidade, em termos do reconhecimento da fé ortodoxa; nesse sentido, argumentavam eles, a igreja católica era de fato eles e não Roma.

O principal aspecto da catolicidade da igreja primitiva estava na sua abertura para todos. Distinta do judaísmo, com seu exclusivismo racial, e do gnosticismo, com seu exclusivismo cultural e intelectual, a igreja abriu seus braços a todos que quisessem ouvir a mensagem e aceitar seu salvador, sem levar em conta cor, raça, posição social, capacidade intelectual e antecedentes morais. Ela surgiu no mundo como uma fé para todos (Mt 28.19; Ap 7.9). A única exigência para admissão era a fé pessoal em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, com o batismo como o rito autorizado de entrada, porque manifestava o evangelho da graça (Mt 28.19; At 2.38,41).

5. A IGREJA DE CRISTO É APOSTÓLICA

O apóstolo é uma testemunha do ministério e da ressurreição de Jesus; é um arauto autorizado do evangelho (Lc 6.12s; At 1.21s; 1 Co 15.8-10). Os arautos tomam posição entre Jesus e todas as gerações subseqüentes da fé cristã; nós só nos achegamos a ele por meio dos apóstolos e de seu testemunho sobre ele, incorporado no Novo Testamento. Neste sentido fundamental, toda a igreja é "edificada sobre o fundamento dos apóstolos" (Ef 2.20; cf. Mt 16.18; Ap 21.14). A apostolicidade da igreja encontra-se, portanto, no fato de ela conformar-se à fé apostólica "que uma vez por todas foi entregue ao santos" (Jd 3; cf. At 2.42). A sucessão apostólica é na verdade a sucessão do evangelho apostólico, quando o depósito original de verdade apostólica é passado de uma para outra geração: "homens fiéis ... para instruir a outros" (2 Tm 2.2). A igreja é apostólica à medida que reconhece na prática a autoridade suprema das escrituras apostólicas.

6. A IGREJA DE CRISTO É MISSIONÁRIA

Nas instruções de Jesus sobre a vida da igreja (Jo 13-16; Lc 10.1-20; At 1.1-8), encontramos um elemento não abordado nas características da igreja identificadas até agora, que é a missão: a responsabilidade de levar as boas novas de Jesus aos confins da Terra. Existe certamente grande significado no fato de a história da igreja do Novo Testamento, o livro de Atos, ter como seu tema principal a expansão sucessiva na pregação do evangelho: Jerusalém, Judéia, Samaria, e, em seguida, o mundo gentio (At. 1.8; 6.7,8; 10.34-38; 11.19-26; 13.1).

CONCLUSÃO

A Igreja (que um dia estará na presença de Deus para sempre) é una,( Jo 17:11,21; Rm 12:5; Gl 3:28.) santa,( 1Co 1:2; Ef 5:26,27; 1Ts 4:3,7; Hb 12:14.) católica (isto é, universal), (Mc 16:15,16,20; Rm 1:8; Cl 1:23) apostólica,( At 2:42; Ef 2:20.), mas não romana.