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* LOUVOR QUE CHEGA AO TRONO DA GRAÇA

Textos: Sl. 33.2,3 – Sl. 33.1-14
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Estimular a composição de hinos e louvores a Deus através de cânticos reconhecidamente espirituais e que reflitam as verdades bíblicas.
INTRODUÇÃO: Nos dias atuais, quando falamos em músicas evangélicas, poderíamos retratá-las aludindo ao título de uma das peças de William Shakespeare, não passam de “Muito barulho por nada”. Há muita cantoria, mas pouco louvor, muita produção musical, sem, no entanto, qualquer respaldo bíblico. Preocupado com essa triste realidade, e no anseio por mudanças, proporemos, no estudo desta semana, uma reflexão a respeito do papel da música sacra na igreja, ressaltando os princípios bíblicos que devam nortear o louvor reconhecidamente espiritual.
1. MÚSICA E LOUVOR: A palavra “música” é de origem mitológica e diz respeito às canções entoadas às musas. Posteriormente, o termo passou a ser usado com sentido mais genérico, para se referir a qualquer combinação harmoniosa e expressiva de sons. Nos dias atuais, a acepção do que seja “música” envolve uma gama de elementos, dependo da situação na qual ela é executada. Por isso, o Dicionário eletrônico Aurélio define-a como “a arte de se exprimir, por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme a época, a civilização, etc.”. É nesse sentido que é possível dizer que existe uma Música “Sacra”, isto é, uma expressividade musical baseada no sagrado, naquilo ou nAquele que é santo. Numa cosmovisão cristã, diríamos que a música sacra seria aquela que tem como objetivo central o louvor e a adoração a Deus. A música cristã tem como meta primordial o louvor, isto é, a celebração ao Senhor na beleza de Sua Santidade. Não podemos, contudo, pensar que o louvor restringe-se ao canto. Na verdade, podemos louvar a Deus por meio da oração, desde que, por meio dela, reconheçamos quem Deus realmente é. A associação do louvor com a música costuma ser tão recorrente que, na igreja, há uma tendência para reduzi-lo a essa.
2. A MÚSICA NA BÍBLIA
2.1 No Antigo TestamentoO invenção dos instrumentos musicais, de acordo com o relato bíblico de Gn. 4.21, é atribuida a Jubal. Os hebreus, como todos os povos circunvizinhos, sempre estiveram voltados para a música. Podemos destacar alguns exemplos bíblicos dessas manifestações musicais:
1) na repreensão de Labão quando Jacó fugiu de sua casa (Gn. 31.27);
2) após a passagem triunfante do Mar Vermelho quando Moisés e os filhos de Israel cantaram em celebração ao livramento do Senhor (Ex. 15.1);
3) Os tempos de Samuel, Davi e Salomão foram áureos para a música, já que essa fazia parte do treinamento na escola dos profetas (I Sm. 10.5; 19.19-24; II Rs. 3.15; I Cr. 25.6), possibilitando o surgimento dos cantores profissionais (II Sm. 19.35; Ec. 2.8);
4) era no templo que os israelitas exercitavam a música com maior proeminência, usando intrumentos para o louvor e a adoração (II Sm. 6.5; I Cr. 15.1-16; 23.1-32; 5.1-26; I Cr. 25.1-6); 5) a música também ocupava lugar de destaque na vida privada do povo hebreu (Ec. 2.8; Am. 6.4-6; Is. 5.11,12; 24.8,9; Sl. 137.1; Jr. 48.33; Lc. 15.25).2.2 No Novo TestamentoJesus, na noite de sua paixão, conforme está registrado em Mt. 26.30, cantou um hino.
Não sabemos, com precisão, que hino Jesus entoou, mas é bem provável que tenha sido um salmo. Afinal, o saltério – composto pelos salmos – sempre foi o hinário do povo judeu. Mais importante do que saber qual o salmo Jesus teria cantado é reconhecer que o Senhor deu, ao cântico, um lugar de destaque como parte da adoração. O apóstolo Paulo também ressalta o papel dos salmos e hinos na liturgia cristã (Ef. 5.19; Cl. 3.16). Mesmo na vida pessoal, Paulo e Silas nos apresentam o exemplo do que é possível Deus fazer quando Lhe tributamos através do cantico com sinceridade de coração (At. 16.25-31). O apóstolo Tiago recomenda que os momentos de felicidade são motivos para que venhamos a cantar hinos de louvores a Deus (Tg. 5.13). A partir do contexto do grego do Novo Testamento, é possível distinguir os significados de “salmos” (psalmos), “hinos” (hymnos) e “cânticos espirituais” (odais pneumáticos). Os “salmos” são geralmente acompanhados por instrumentos musicais, os “hinos” são louvores dirigidos diretamente a Deus, e os “cânticos espirituais” têm cunho mais geral, podendo ser direcionado ao público.
3. AS MÚSICAS CRISTÃS: A igreja cristã, ao longo de sua história, sempre teve bons músicos que contribuiram com suas composições para a adoração. Destacamos, entre eles, o nome Charles Wesley, irmão de John Wesley, cujos hinos cristãos se encontram nas antologias poéticas dada a sublimidade de seu estilo, beleza, e sobretudo, cultura bíblica. Os compositores dos hinos da Harpa Cristã também nos legaram hinos belíssimos. Emílio Conde e Paulo Leivas Macalão, entre outros, enchem os nossos cultos de alegria, transmitem verdades que se encontram exaradas nas páginas da Escritura. Suas experiências, ratificadas pelo conhecimento bíblico fundamentam suas produções musicais. A justificativa para hinos tão belos, que, infelizmente, são cada vez mais raros nas igrejas, se encontra na letra de um dos hinos da Harpa Crista de autoria de Frida Vingren: “Os mais belos hinos e poesias, foram escritos em tribulação, e do céu, as lindas melodias, se ouviram, na escuradão” (HC 126). Em sua vasta maioria, a geração atual de compositores não sabe o que é padecer por amor a Cristo, sequer têm o esmero de se dedicaram ao estudo bíblico a fim de encontrar no Livro Santo a inspiração para as suas letras. O resultado são melodias sensuais e letras antropocêntricas. A maioria dos hinos cantados nas igrejas atualmente objetiva apenas "animar" os crentes. Muitos deles centrados no “eu”, pautados em promessas carentes de fundamentação bíblica.
CONCLUSÃO: A Bíblia nos presenteia com alguns hinos que eram entoados na igreja cristã primitiva. Apontamos dois deles que se encontram em Rm. 11.33-36 e um outro em I Tm. 3.16. Esses cânticos se caractizam por sua cristocentricidade. Eles têm como objetivo mostrar a grandeza e a soberania de Cristo como Senhor e Salvador da humanidade. Que essas composições, e tudo o mais dito ao longo deste estudo, sirva de motivação para que os compositores cristãos e os líderes eclesiásticos, procurem valorizar mais o conteúdo dos hinos a serem cantados em nossas igrejas. E, ao mesmo tempo, lembrarem-se ainda que hinos são importantes na liturgia, mas não podem ocupar todo ou o maior tempo do culto. É preciso separar o momento sagrado da exposição da Palavra de Deus. PENSE NISSO!