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* CRISTO, A PERFEITA PAZ


Textos: Jo. 14.27 – Ef. 2.11-19
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que Cristo, a Perfeita Paz, é uma providência divina, e que, através dEle, e, pelo Seu Espírito, desfrutamos da verdadeira paz.

INTRODUÇÃO: A sociedade contemporânea não consegue desfrutar a verdadeira paz, na verdade, como disse certo pensador, a paz dos homens é um intervalo entre duas guerras. A ausência de paz, contudo, é resultado da falta de um encontro pessoal com Cristo, a Perfeita Paz. Esse será o tema do estudo desta semana, o qual será dividida nos seguintes tópicos:
1) definição bíblica de paz;
2) Cristo, a fonte da paz perfeita;
3) a produção da paz pelo Espírito.

1. DEFINIÇÃO BÍBLICA DE PAZ: A palavra “paz”, em hebraico, é “shalom” e tem vários sentidos, dentre eles, o de uma saudação (I Sm. 25.6), bem-estar e o de prosperidade (Jr. 6.14; 8.11; Sl. 72.3). No nível espiritual, a paz está relacionada à presença de Deus (Sl. 85.8; Is. 26.3). Por isso, Deus prometeu fazer uma aliança de paz com o povo de Israel (Nm. 25.12; Is. 54.10; Ez. 34.25; 37.26). Toda paz vem de Deus, pois, na verdade, Ele é o fundamento da paz (I s. 2.33; Mq. 5.5). Essa paz resulta da restauração da justiça (Is. 32.17; 48.18; 53.5; 60.17). Numa perspectiva escatológica, o profeta antecipa a vinda daquele que é, de fato, o Príncipe da paz (Is. 9.6). No Novo Testamento, a palavra grega para “paz” é “eirene”, usada também como saudação (Mt. 10.13). Antes de sua partida, Jesus prometeu dar paz aos seus discípulos (Jo. 14.27; 16.33; 20.19,21,26). Cristo, nesse sentido, é o mediador da paz divina, por meio de quem se instaurou a reconciliação com Deus (Ef. 2.14-18). Por causa disso, não devemos viver em paz apenas com os fiéis, mas, se possível, com todos (II Tm. 2.22; Hb. 12.14). Jesus ressaltou que seriam bem aventurados os pacificadores, isto é, aqueles que promovem a paz (Mt. 5.9).

2. CRISTO, A PERFEITA PAZ: Em Jo. 14.25-31, Jesus promete, aos seus discípulos, uma paz que o mundo não conhece. Diz assim o Senhor no versículo 27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. As palavras de Jesus, nessa passagem, são em tom de despedida. Seus seguidores sabem que aqueles serão seus últimos momentos entre eles na terra. O Mestre percebe o sentimento de insegurança e desolação na face daqueles com quem andou nos últimos anos. Em resposta ao temor da solidão, o Senhor promete não os deixar sozinhos, antes enviar um Consolador para que estejam sempre com eles. A paz de Jesus, nesse sentido, é a própria presença do Seu Espírito em nós. O mundo não conhece essa paz, por isso, aqueles que seguem seus princípios, fiam sua fé no dinheiro, na autoconfiança e/ou no poder. Os homens desejam obter a paz, mas, infelizmente, esses meios os distraem daquele que é, verdadeiramente, o príncipe da paz. A busca desenfreada por riquezas faz com que os seres humanos jamais se satisfaçam, querendo sempre mais, nunca desfrutam do contentamento que produz a paz (I Tm. 6.6). A autoconfiança também gera frustração, pois, destarte todo o avanço tecnológico, o pecado continua destituindo o homem de Deus, e da sua paz (Rm. 6.23). A ânsia agonizante pelo poder é sinal de alguém que quer está no controle, mas toda a autoridade só pertence a Jesus (Mt. 28.18; Jo. 19.10,11).

3. A PAZ PRODUZIDA PELO E COM O ESPÍRITO: Ao invés de buscarmos as distrações do poder, da autoconfiança e do dinheiro, que nos direcionam as obras da carne, busquemos, antes, andar no Espírito. Em Gl. 5.22, uma das virtudes do fruto do Espírito, é a paz. Essa paz é uma produção espiritual, não é um dom, portanto, é resultado de um andar contínuo do cristão com o Espírito. Este está disposto o coração dos homens da paz que excede a todo o entendimento. É necessário, no entanto, que valorizemos o que é do Espírito. A menos que coloquemos nossa confiança em Deus, estaremos fadados a conhecer somente a “paz” do mundo. Viver essa paz é um contra-senso para o mundo moderno que valoriza apenas o que é visível. A paz do Espírito não se abate perante as circunstâncias, não se deixa levar pelas vicissitudes da vida. Jesus antecipou que no mundo nos teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo e que dependêssemos da Sua paz (Jo. 16.33). As tentações para construirmos a paz por caminhos meramente humanos estarão sempre à porta. O desafio, para todos os que seguem a Cristo, é viver a partir dos princípios do Seu reino, cultivando o fruto do Espírito. Andando nEle, e com Ele, nada há a temer, nada nos tirará do amor de Cristo, nem mesmo a morte (Rm. 8.31-37).

CONCLUSÃO: O mundo não tem paz porque desconhece a Jesus, o Príncipe da paz. Há uma procura incessante de paz, por todos os lados, e de todas as formas. Somente podem desfrutar da paz de Cristo aqueles que estão sob a direção do Espírito Santo. Andando com Ele, nada nos tira do centro, descansamos na certeza de que o Senhor está sempre no controle total de nossas vidas. A “shalom” de Deus nos mantém seguros, independente das circunstâncias, podemos descansar nos braços dAquele que tem todo o universo em Suas mãos e que, verdadeiramente, a Perfeita Paz. PENSE NISSO!