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AS CIDADES DE REFÚGIO


Textos: Sl. 46.1 - Js. 20.1-6

OBJETIVO: Mostrar que assim como as cidades de refúgio de Israel, Jesus é a nossa segurança, abrigo e socorro em todas as circunstâncias da vida.

INTRODUÇÃO: Vivemos cercados de insegurança, medo e pavores. Em virtude do pecado, o ser humano não consegue ter paz. Alguns desses temores são reais, outros são provenientes da imaginação humana. No estudo desta semana, veremos que Deus preparou, para Israel, algumas cidades de refúgio onde a paz e a tranqüilidade pudessem ser encontradas. Aproveitamos essa temática para meditar a respeito da paz e segurança que desfrutamos em Jesus.

1. O PROPÓSITO DAS CIDADES DE REFÚGIO: Em Nm. 35.11, lemos que as cidades de refúgio, estipuladas por Deus, deveriam abrigar as pessoas que cometessem homicídios involuntários. A fim de justificarem-se, os acusados se apresentariam perante uma corte de anciãos para provar que não tiveram a intenção de cometer assassinato. Para entender essa realidade, é preciso atentar para o sistema judiciário dos tempos antigos. Em Ex. 21.24, Lv. 24.20 e Dt. 19.21, a máxima era a do olho por olho e dente por dente. Os crimes de natureza religiosa (Ex. 20.3-5), material (Ex. 22.1-15), moral (Ex. 22.16-31; Lv. 18.1-29) e pessoal (Ex. 21.12-36) mereciam punição grave. Com o objetivo de evitar a vingança contra alguém que cometesse um homicídio sem que tivesse a intenção. Eram seis as cidades escolhidas para lugares de refúgio (Nm. 35 e Js. 20). Estavam espalhadas por diversas tribos: três achavam-se do lado oriental do rio Jordão, isto é, Bezer em Rubem, Ramote-Gileade em Gade e Golã em Manessés. As outras três que se viam no lado ocidental eram Quedes em Naftali, Siquém no monte Efraim e Hebrom em Judá.

2. OS PERIGOS PELOS QUAIS PASSAMOS: O maior perigo pelo qual o ser humano passa não é o da morte física iminente, de seqüestros e assaltos ou mesmo do câncer ou a Aids. O principal mal que destrói a vida e corrompe a alma é o pecado. O salário do pecado é a morte, pois leva o homem para distante do Seu Criador (Rm. 3.23; 6.23). Como conseqüência do pecado, testemunhamos uma série de outros males. A ganância que leva as pessoas ao materialismo e a crença de que serão felizes apenas se tiverem muito dinheiro. O consumismo exagerado que aprisiona as pessoas numa teia de necessidades construídas, na maioria das vezes, pela propaganda enganosa. Os problemas sociais se agravam porque o mundo jaz no maligno e desconhece Aquele que é a fonte da plena satisfação. Os presídios se encontram superlotados, o sistema de repressão é falho e se agrava ainda mais porque falta o fundamento necessário. Algumas acreditam que a solução para todos esses problemas está na educação, mas a educação também está maculada pelo pecado e muitos valores cristãos não mais são postos na formação educacional dos indivíduos. Mesmo algumas igrejas cristãs assumem um discurso semelhante àquele do mundo e motivam à prosperidade material como razão única de ser da existência. Diante dos males da sociedade contemporânea, temos motivos para perguntar: Ainda é possível viver em paz e segurança? E mais: onde encontrar refúgio e fortaleza?

3. JESUS, NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA: Em Hb. 6.18-20, Jesus nos é apresentado como refúgio e fortaleza. E, de fato, é nEle que encontramos a saída. Inicialmente para a condição de pecado, pois ainda que o salário do pecado seja a morte, o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus (Rm. 6.23). E, conforme destaca o apóstolo João, Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jô. 3.16). Lembrando o hino clássico da Harpa Crista, “mas um dia senti, meu pecado e vi, sobre mim a espada da lei, apressado fugi, em Jesus me escondi, e abrigo seguro nEle achei” (HP 15). De modo que, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.1). Ele é a segurança contra o maior mal que debela a sociedade, o pecado. E, diante da insegurança decorrente do pecado, podemos também confiar nEle, não precisamos temer o que nos possa fazer o homem, devemos temer aquele que pode lançar a alma no inferno (Lc. 12.5). Enquanto estivermos na verdade do evangelho, nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus, pois “se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm. 8.31-35)

CONCLUSÃO: Em meio aos perigos da caminhada ao longo da peregrinação para o Templo, os peregrinos judeus cantavam: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre” (Sl. 121). Lutero, ao ser ameaçado pelos seus opositores, compôs um belíssimo hino que retrata a segurança que há em Cristo, nossa cidade e castelo forte: “Castelo forte é nosso Deus, amparo e fortaleza: com seu poder defende os seus. Na luta e na fraqueza” (HC 581). PENSE NISSO!