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PECADOS DE OMISSÃO E DE OPRESSÃO

Textos: Tg. 5.1-6


•INTRODUÇÃO
Vivemos em mundo dominado por Mamom, o deus das riquezas, a adoração a essa divindade tem ceifado muitas vidas. No estudo desta semana veremos a respeito desse assunto, ressaltando os perigos de se dobrar diante do dinheiro (Mt. 6.24). Quando se trata de dinheiro, nem sempre os cristãos estão conscientes que podem pecar tanto por omissão quanto por opressão. Por isso, destacaremos neste estud que há um processo de naturalização desse tipo de pecado, de forma que as pessoas julgam normal a opressão, principalmente dos mais pobres.

•1. O PECADO E O PERIGO DAS RIQUEZAS
O mundo jaz no maligno, e o dinheiro pauta as decisões, regidas por Mamom, o deus das riquezas (Mt. 6.24). Há aqueles que querem atenuar o papel do dinheiro nesta sociedade, admitindo que esse é bom. No entanto, a visão de Jesus, em relação às riquezas, é negativa (Mt. 6.19-21), bem como a de Paulo (I Tm. 6.10). Qualquer pessoa sóbria reconhecerá que o dinheiro tem trazido mais mal do que bem à humanidade. Diariamente vidas são ceifadas por causa da busca desenfreada pelas riquezas (Pv. 11.28). Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres. Entre os cristãos há aqueles que admitem essa realidade como se isso fosse normal. Existem até aqueles que se envolvem em negócios escusos, e querem justificar tais procedimentos como se fosse benção do Senhor. Os recursos que deveriam ser investidos nas necessidades básicas da  população, tais como saúde e educação, são desviados para benefício de poucos, resultando em enriquecimento ilícito. As igrejas tem sido cúmplice dessa realidade, considerando seu pecado de omissão. Existem até líderes  que se beneficiam economicamente das alianças políticas. Na medida em que esses auferem lucros por meio da política corrupta, estão contribuindo para a manutenção de  um sistema opressor, que desfavorece os mais pobres. É uma tristeza chegar aos hospitais públicos, e também atestar as dificuldades pelas quais passa a educação do nosso país. Os filhos dos mais abastados frequentam escolas particulares, nem sempre de boa qualidade, enquanto que as escolas públicas se encontram em condição precária. Se refletirmos a respeito dessa condição, chegaremos à conclusão de que somos todos culpados. Nesses dias que antecedem as eleições, precisamos avaliar bem nossos candidatos. Não adianta votar em um candidato apenas porque é cristão, é preciso ponderar sobre seu compromisso social. A agenda moralmente cristão também não é critério suficiente, devemos também averiguar seu preparo para lidar com as demandas dos mais necessitados.

•2. PARA OS PECADOS DE OMISSÃO
Tiago destaca o pecado da ilicitude no trato do dinheiro, especialmente quando pessoas são oprimidas (Tg. 5.1). No meio cristão a famigerada teologia da ganância, geralmente denominada de prosperidade, serve de fomento para propagar a desigualdade social. Existem cristãos que acham normal ver os pobres passar por carências. Os fundamentalistas tentam até encontra justificativas morais, argumentando que as pessoas são pobres porque se distanciam de Deus. Antigamente se explicava a imponência americana com base em sua formação cristã. Mas o que dizer da China, que nunca teve um compromisso com a fé cristã, por também desfruta de prosperidade? A relação entre prosperidade e riqueza é falaciosa, não tem qualquer fundamentação bíblica. Existem pessoas simples nas igrejas, que não dispõem de condição financeira favorável, mas que são verdadeiros servos e servas de Deus. Por outro lado, há alguns que têm contas bancárias vultosas, mas que vivem de maneira descompromissada com a palavra de Deus. Os ricos, tanto aqueles que estão dentro das igrejas, quanto os que estão do lado de fora, irão prestar contas diante de Deus (Tg. 5.4). Ter recursos financeiros é mais do que um privilégio, é também uma responsabilidade. Ecoando as palavras de provérbios, Tiago lembra que existem aqueles que se enriquecem usufruindo das carência dos pobres (Pv. 22.16,22). Desde a Antiga Aliança Deus já havia advertido ao povo de Israel para que esse não se aproveitasse dos mais pobres (Dt. 24.14,15; Lv. 19.13). Tiago denuncia o pecado da ostentação, os ricos pecam quando vivem regaladamente, gastam seu dinheiro em coisas supérfluas, apenas para mostrar seu poder de compra (Tg. 5.4). Até mesmo o tráfico de influência é condenado por Tiago, os juízes serão penalizados pelo Senhor, aqueles que se vendem na coorte, para retirar o direito do mais necessitado (Tg. 5.6). Através do profeta Isaias o Senhor chama a atenção dos juristas que criam leis injustas, tão somente visando o desfavorecimento dos pobres (Is. 10.1). Deus já havia orientado os juízes para que não fossem gananciosos (Ex. 18.21), muito menos parciais (Lv. 19.15), e que não aceitassem suborno (Dt. 19.16-19).

•3. PARA OS PECADOS DE OPRESSÃO
Amós é um exemplo de profeta que não pactua com os pecados de omissão, e denuncia os pecados de opressão (Am. 5.12,13). De igual modo, Tiago chama a atenção daqueles que acumulam riquezas como um fim em si mesmo. Evidentemente isso nada tem a ver com o cuidado previdente, associado à manutenção da família (II Co. 12.14; I Tm. 5.8; Mt. 25.27). Mas devemos ser cautelosos para não confiarmos nas riquezas, o cristão não pode colocar seu coração no dinheiro. Jesus censurou o rico insensato que pensou ser o dono da própria vida (Lc. 12.15-21). A vida é passageira, e as riquezas não podem garantir vida eterna (I Tm. 6.17). Tiago lembra que as riquezas são passageiras (Tg. 5.2,3), com Paulo assume que nada trouxemos para esse mundo, e que dele nada levaremos (I Tm. 6.7). Portanto, devemos investir na piedade com contentamento (I Tm. 6.6). Há pessoas que estão sendo devoradas pelas próprias riquezas, a paixão pelos bens do presente século está correndo as suas almas (Tg. 5.3). Patrões, sejam eles evangélicos ou não, prestarão contas a Deus quanto à maneira que trataram seus empregados. Os empregadores cristãos têm a responsabilidade de tratar com justiça seus empregados. Eles não podem abusar financeiramente dos seus trabalhadores, atentando para as normas trabalhistas do nosso país. Ao invés de exercitar a ganância, somos orientados pela Palavra a viver com generosidade (II Co. 6.10). E mais que isso, devemos também trabalhar para modificar as estruturas sociais arraigadas neste país. Não podemos acatar com naturalidade práticas que são consideradas normais. Existem pessoas que não fizeram opção pela pobreza, elas se encontram em tal condição por causa da injustiça social. Os cristãos devem dar o exemplo, não apenas “dando o peixe”, mas também “ensinando a pescar”. E quando necessário, denunciar atitudes que cerceie o direito dos pobres e necessitados.

•CONCLUSÃO
O pecado é uma realidade, em sua etimologia grega, a palavra significa “errar o alvo”. Fato é que todos pecaram, e por isso foram destituídos de Deus (Rm. 3.23). Mas a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos dá gratuitamente a vida eterna (Rm. 6.23). A salvação em Cristo nos impele à responsabilidade social, não podemos nos furtar da defesa pelos mais pobres.  A naturalização da injustiça pode nos conduzir à omissão, e se não estivermos atentos, à opressão. Como cristão, devemos fazer a diferença na sociedade, auxiliando aos mais necessitados, e contribuindo para a melhoria e funcionamentos das estruturas sociais, para o bem da coletividade. PENSE NISSO! 

Deus é Fiel e Justo!