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A NECESSIDADE UNIVERSAL DA SALVAÇÃO EM CRISTO

Texto Áureo: Rm. 3.10  Leitura Bíblica: Rm. 1.18-27; 2.1-21


INTRODUÇÃO
A doutrina do pecado pode ser facilmente comprovada, não apenas através das Escrituras, ao atestar que todos pecaram (Rm. 3.23), mas também pelos noticiários que confirmam a depravação humana. Na aula de hoje destacaremos essa verdade incontestável, mostrando que todos os homens se distanciaram de Deus. Por conseguinte, a salvação de Deus é uma providência universal, para todos aqueles que recebem Cristo como Salvador (Jo. 3.16). Na primeira parte da lição trataremos da ira de Deus contra o mal, e na segunda parte, abordaremos a questão da revelação divina.

I – A IRA DE DEUS CONTRA O MAL
A ira divina - a ira de Deus não é uma forma de emoção humana, ela fala de uma determinação justa e inevitável, de determinadas consequências, no que diz respeito ao pecado, face à santidade de Deus. Trata-se da reação da santidade de Deus contra o pecado. A ira de Deus é geralmente aludida em termos escatológicos, referindo ao julgamento futuro (I Ts. 1.10), contudo, Paulo fala desse julgamento já como algo presente, cuja aplicação já se percebe agora. Deus não se deixa escarnecer, pois tudo que  o homem plantar isto também ceifará (Gl. 6.7), não só no julgamento futuro, mas também agora através das obras da carne (Gl. 5.19-21).
Um Deus perfeito - assim, a ira divina é, na verdade, uma indignação justa e compatível com Sua natureza santa e perfeita. Em Is. 6.3, lemos que os anjos clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. A santidade de Deus, é, portanto, um motivo para temê-lo. Assim indagam os anjos em Ap. 15.4: “Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos”
A revelação da ira divina na cruz - O pecado da humanidade nos torna alvos da ira divina, contudo, essa ira foi posta em Cristo, na cruz do calvário. Cristo foi morto como substituto por homens e mulheres. Nosso pecado fora transferido para Ele, assim, sua vida ou justiça nos é dada (Rm. 8.3; II Co. 5.21; Gl. 3.13). Paulo resume essa doutrina com a seguinte declaração aos crentes de Corinto: “Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Co. 15.3). Mas esse sacrifício precisa ser respondido pela fé no Seu sangue (Rm. 3.25), por isso, a célebre declaração de Romanos: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm. 1.17).

II – A REVELAÇÃO DE DEUS
A palavra revelação significa “lançar luz sobre o que anteriormente se encontrava em oculto”. Há muito tempo atrás, Isaias clamou: “Verdadeiramente tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador” (Is. 45.15). O ato de se fazer revelar, no que diz respeito a Deus, é uma atitude que parte dele, pois como bem expôs ao autor da epístola aos hebreus: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Deus se revelou através da natureza, da consciência humana, das Escrituras e de Seu Filho Jesus Cristo.
Através da Natureza – A revelação de Deus, como criador e mantenedor do universo, é claramente percebida pela natureza. O Salmista canta: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl. 19.1). Paulo reforça essa doutrina em Rm. 1.20: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”.
Através da Consciência – A lei moral, no coração e na mente dos homens, revela Deus como um legislador. O homem é inescusável, haja vista “a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”(Rm. 2.15). A consciência, porém, pode vir a se tornar cauterizada, caso os homens não se arrependam dos seus pecados (I Tm. 4.2).
Através das Escrituras – As Sagradas Escrituras trazem uma revelação sobrenatural de Deus para os homens, pois como atesta Paulo: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (II Tm. 3.16). Isso porque: “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pe. 1.21).
Através de Cristo – Mas Deus quis ir mais além, e se revelou fazendo morada entre nós. João testifica que “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo. 1.14) e o autor da epístola aos hebreus confirma: “nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Hb. 1.1).

III –  O HOMEM ESCRAVIZADO PELO PECADO    
Os homens, escravizados pelo pecado, conheceram a Deus, ainda que de modo limitado (At. 17.27), através da revelação da natureza e da consciência, mas resolveram viver como se ele não existisse. Muitos, atualmente, do mesmo modo, acreditam que Deus existe, mas não querem se submeter à autoridade de Sua palavra. Ao invés de se deixarem levar por esse conhecimento à adoração a Deus, eles “não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm. 1.21.22). Essa atitude resultou na idolatria, pela qual, “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Rm. 1.23). A consequência foi que “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si” (Rm. 1.24). Nada mais trágico para a humidade do que ser entregue a si mesma, é o que atestamos por essa passagem das Escrituras. Paulo argumenta que a humidade, por preferir viver distanciada de Deus, tem que arcar com as consequências das suas opções. Quando assistimos aos noticiários, ou mesmo testemunhamos determinados acontecimentos, verificamos que essa é uma realidade perturbadora. Como nos tempos em que não havia juízes em Israel, cada um prefere fazer o que pensa, sem dar qualquer satisfação a Deus (Jz. 17.6). A ilusão do progresso tem alimentado a humanidade, a partir dos princípios iluministas, no entanto, nada que o homem faça poderá solucionar os problemas sociais. As mudanças também não virão por meio de uma política evangélica, pois essa também está alicerçada em um sistema caído, e em pessoas propensas à corrupção. Além disso, se Deus entregou a humanidade aos seus próprios desejos, a redenção não virá por meio de uma intervenção evangélica na política. Na verdade, não se pode esperar que o mundo se comporte com base em princípios que são específicos para os cristãos, não podemos esquecer que o mundo jaz no Maligno (I Jo. 5.18). A vontade de Deus é que todos se arrependam dos seus pecados, e através da conversão, passem a viver a partir dos princípios bíblicos (I Tm. 2.1-4). O julgamento não compete à igreja, pois Deus estabeleceu o dia no qual julgará as nações, e a cada um, de acordo com suas obras (Ap. 20.11-15).

CONCLUSÃO
O homem se encontra em posição inescusável diante de Deus, isso porque Ele não se manteve oculto nos céus, antes se deixou revelar, seja pela natureza ou pela consciência, seja pela Escritura ou pelo Seu próprio Filho. Mesmo assim, o homem tem optado por uma vida de desobediência em franca rebelião contra o Criador. Essa opção, porém, trará consequência, pois “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça” (Rm. 1.18).