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A DEFESA DA AUTORIDADE APÓSTOLICA DE PAULO


Textos: II Co. 1.1 - II Co. 10.1-8,17,18.
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Ressaltar que sem a autoridade ministerial recebida do Senhor, jamais será possível desempenhar com eficácia o serviço cristão.

INTRODUÇÃO: Conforme temos estudado ao longo dos estudos do trimestre, Paulo sofreu forte oposição na cidade de Corinto. Nesses últimos capítulos da Segunda Epístola, o Apóstolo dos Gentios faz uma defesa veemente do seu ministério. Estudaremos, esta semana, a petição de Paulo em relação ao seu apostolado, em seguida, destacaremos sua autoridade perante as críticas que recebeu em Corinto, e, ao final, atentaremos para as credenciais apostólicas de Paulo.

1. UMA PETIÇÃO APOSTÓLICA: Paulo inicia essa seção da epístola rogando aos irmãos pela mansidão e benignidade de Cristo. (II Co. 10.1). A solicitação apostólica está fundamentada na demonstração que Cristo deu da sua mansidão (Mt. 11.29). Essa é uma virtude sublime, constando, também, na relação dos elementos do Fruto do Espírito (Gl. 5.22). A benignidade se encontra no mesmo rol, a qual, no contexto da epístola, significa bondade e brandura. Assim acontecendo, Paulo não precisará ser ousado quando visitar os coríntios, ainda que esse reconheça fazê-lo caso seja necessário (II Co. 10.2). Tal atitude é justificada porque Paulo não está militando na carne. Ele não depende dos sofismas humanos, seu ministério está fundamentado no poder de Deus (II Co. 10.3). As armas da milícia de Paulo não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir as fortalezas (II Co. 10.4; Ef. 6.14-18). A proclamação do evangelho genuíno é a arma poderosa do Apóstolo (I Co. 1.17-25; 2.11-5; II co. 4.1-6; Rm. 1.16). A palavra de Deus é potente para destruir toda altivez que levante contra o conhecimento de Deus. O argumento do cristão é a verdade do evangelho de Cristo, pois esse foi meio que Deus utilizou para a salvação humana (I Co. 1.19; Rm. 1.16). A proclamação do genuíno evangelho de Cristo deva ser feita não com base em argumentos falaciosos e interesseiros, mas em submissão à Palavra, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Esse evangelho também é a base para disciplina da desobediência na igreja. O obreiro que se respalda na Palavra, ao invés de em experiências pessoais, tem respaldo e autoridade sobre a igreja.

2. AUTORIDADE APÓSTOLICA PERANTE AS CRÍTICAS: Nos versículos de 7 a 11 desse capítulo, Paulo responde às críticas dos coríntios. O Apóstolo conclama os crentes para que observem o que está evidente, isto é, para que vejam o que é óbvio. Se alguém confia em si mesmo quanto ao seu pertencimento em Cristo, deva avaliar sua condição à luz da Palavra de Deus, Cristo. A base da autoridade de Paulo está em seu comissionamento, proveniente do Senhor (II Co. 10.6). Não veio dele mesmo, mas de Jesus lhe conferiu essa responsabilidade, não para a ostentação, mas para a edificação, não para a destruição, mas para que os crentes crescessem na fé em Cristo (II Co. 10.7). Paulo tinha consciência da sua missão, de que era um embaixador de Cristo (II Co. 5.7). A consciência do Apóstolo se revelava em sua capacidade de distinguir o que o Senhor o havia revelado das suas opiniões pessoais (I Co. 7.10,25; II Co. 11.17). Com essa expressão, Paulo não quer parecer que escreveu essa carta para intimidar os crentes (II Co. 10.9). Essa era uma resposta àqueles que argumentavam que Paulo era contundente e agressivo em suas epístolas, mas de presença pessoal fraca. De fato, de acordo com os historiadores, Paulo era um homem de pequena estatura, calvo e de pernas tortas, troncudo, de sobrancelhas cerradas e nariz meio torto. Pelas descrições históricas, o Apóstolo não tinha uma presença física que possibilitasse autoridade e carisma, mas tinha a Palavra de Deus e havia sido escolhido por Deus para proclamá-la (I Co. 2.1-2). Algumas igrejas evangélicas modernas seguem esse caminho de Corinto. Ao invés de valorizarem obreiros que falem a Palavra, deixam-se levar pelas aparências (II Co. 10.10). Ainda que sejamos tesouros em vasos de barro, em carta ou em presença física, é em consonância com a Palavra, que temos autoridade da parte do Senhor para proclamar, com ousadia, a mensagem do evangelho de Cristo (II Co. 10.11).

3. AS CREDENCIAIS DO APÓSTOLADO DE PAULO: Paulo, diferentemente dos seus acusadores, evita comparações com outros, principalmente a fim de menosprezá-los. Essa era uma prática comum entre os falsos mestres de Corinto, que investiam no louvor próprio, uma atitude insensata (II Co. 10.12). Ao invés de viver fazendo comparações, Paulo se dedicava ao trabalho que devia ser feito e esperava que o Senhor julgasse as suas realizações (II Co. 10.13) e que o aprovasse, já que o obreiro e suas obras são avaliados por Deus (Rm. 16.10). Do mesmo modo, os obreiros dos dias de hoje devam estar preocupados, não no que é preciso dizer deles mesmos, mas no que o Senhor tem a dizer a respeito deles (I Co. 4.1-5). Os obreiros da igreja devam seguir o exemplo de Paulo e evitar fazerem comparações e jactarem-se dos seus feitos. O marketing pessoal passou a fazer parte do círculo evangélico e naturalizou-se de tal modo que os crentes acham normal o espírito de jactância de determinados obreiros. A política eclesiástica, em alguns casos, beira ao maquiavelismo, alguns “obreiros” fazem de tudo para não perderem o poder. Ficam paranóicos somente em pensar que serão postas em situações de risco. Puxam o tapete de quem se aproximar, receosos de perderem a posição. Mas o genuíno obreiro do Senhor não entra nessas disputas humanas, pois se dedica a manejar bem a Palavra da Verdade, por meio da qual será julgado (II Tm. 2.15). Seu compromisso com a Palavra de Deus é a sua principal credencial. Não importa o que os outros digam dele, contanto que o Senhor o aprove, pois é dEle a Palavra final.

CONCLUSÃO: É bem provável que alguns obreiros sérios, a semelhança de Paulo, não recebam a aprovação humana. Como ele, também sejam incompreendidos e até tachados de radicais ou conservadores. Mas diante do Senhor, receberão as palavras de conforto: bem está, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor (Mt. 25.21; Lc. 19.17). Lembremos das sábias palavras do hino 93 da Harpa Cristã, sobre o trabalho do cristão: “Pode ser humilde, mas se for p’ra Deus. Ele é contemplado lá dos altos céus. E o esforço feito não será em vão. Se tiver de Cristo, plena aprovação!. O obreiro fiel diz como João Batista: importa que Ele, Jesus, cresça, e que eu, diminua (Jo 3.30). PENSE NISSO!


Deus é Fiel e Justo!