* O DEUS QUE INTERVEM NA HISTÓRIA

Textos: Is. 46.9,10; 3.8 – Gn. 6.1-7

OBJETIVO: Mostrar que o Deus da Bíblia interveio na história da humanidade, desde a criação, após a queda, na redenção de Israel e na salvação por meio de Cristo.

INTRODUÇÃO: No estudo anterior vimos que Deus se comunicou com os seres humanos. Essa manifestação de Deus fora já uma demonstração do Seu amor gracioso. No estudo desta semana, estudaremos a respeito da intervenção de Deus na história da humanidade. Ele é o Criador dos céus e da terra, e, quando o homem caiu, Ele, de pronto, interviu em Sua redenção, continuada na escolha de Israel como nação eleita, na encarnação do Verbo para a salvação da humanidade, e por fim, no arrebatamento e manisfestação em glória para reinar por mil anos.

1. A INTERVENÇÃO DIVINA NA CRIAÇÃO: No princípio criou Deus o céu e a terra, assim inicia o relato bíblico do Gênesis (1.1). Deus, nesse sentido, não seria uma invenção humana, sua existência é tomada como pressuposto. Por conseguinte, a matéria não seria eterna, ela teria sido criada num momento dado do tempo. O que é criado não surgiu aleatoriamente, Deus, o Criador, planejou a existência de todas as coisas, de modo que o mundo visível veio do que não é visível (Hb. 11.3). O homem, diferentemente do que defendem os materialistas, não é o resultado de uma evolução casual, não veio de uma ameba, antes é resultado do propósito de Deus (Gn. 1.3-14,27). Deus tem liberdade plena e poderia, de fato, não ter criado o céu e a terra, nem mesmo os seres humanos, mas Ele interviu, e, como resultado dessa intervenção, podemos ver, hoje, a criação, contempla-la em sua beleza, e testemunhar a sabedoria, grandeza e providência de Deus (Sl. 8; 19).

2. A INTERVENÇÃO DIVINA NA QUEDA: O homem foi criado para glorificar a Deus, ele não se realizada em nenhum outro a não ser nEle (Is. 43.7). Deus não, no entanto, não o criou como uma máquina, para obedecer cegamente, sem que tivesse livre-arbítrio. Adão e Eva, ao invés de usarem a dádiva da escolha para a glória de Deus, optaram por satisfazerem a eles mesmos. Sonharam em ser deuses, ambicionaram a árvore do conhecimento do bem e do mal, ficaram com o mal, como resultado, cairam, desobedeceram, tornaram-se rebeldes pecadores diante de Deus. Naqueles tempos, como também hoje, o pecado traz conseqüências angustiantes para a humanidade (Gn. 3.15). O Senhor, contudo, não desprezou a humanidade a qual havia criado com tanto amor. Ainda que o pecado tenha se espalhado avassaladoramente, a violência e a corrupção (Gn. 4.8-16; 6.1; 5-7). Deus encontrou graça em um homem chamado Noé, e, como também é justiça, enviou o dilúvio sobre a humana, mas antes revelou seu plano ao patriarca, e esse, por fé, foi preservado com a sua família (Gn. 7.7).

3. A INTERVENÇÃO DIVINA NA ESCOLHA DE ISRAEL: Depois do dilúvio, Deus chamou um homem, chamado Abraão, e prometeu que dele faria uma grande nação (Gn. 12.1,2). Mesmo em sua velhice, esse patriarca gerou um filho, cujo nome dado fora Isaque (Gn. 17.19). Isaque gerou Jacó e a partir dele as doze tribos de Israel (Gn. 25.26-34). Após um período de escravidão no Egito, Deus levantou Moisés, como Libertador, para ir àquela terra, retirar o povo que Ele havia escolhido da servidão (Ex. 3.2-4). Nesse evento, o Senhor se revelou a Moisés como o EU SOU. A retirada e a caminhada de Israel, desde o Egito e ao longo do deserto, são marcadas pela atuação sobrenatural de Deus (Ex. 12.37-51). O Senhor fez grandes proezas para libertar o Seu povo, a morte dos primogênitos, a abertura do Mar, o Maná do céu, a água da rocha. Na religiosidade judaica, Deus manifestação sua redenção ao povo através do derramamento do sangue dos cordeiros que eram imolados como sacrifício pelo perdão do pecado (Lv. 9.3). Essa revelação divina apontava para Aquele que seria, definitivamente, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29).

4. A INTERVENÇÃO DIVINA NA ENCARNAÇÃO DO VERBO: Na abertura do Evangelho que trás o seu nome, João diz que “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”. Mais adiante, acrescenta que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo. 1.1,14). Há aproximadamente dois mil anos, Deus resolveu fazer morada no meio dos homens. Mais do que isso, decidiu se tornar um deles. Como disse um certo pregador, esse é o maior evento histórico de todos os tempos. Maior do que a ida do homem a lua em 1969. O Emanuel, Deus conosco, colocou os seus pés aqui na terra, viveu entre nós, tornou-se um vizinho. Com essa atitude, Deus condescendeu plenamente em sua revelação, manifestando-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, afirmando que quem quisesse conhecer ao Pai deveria olhar para Ele (Jo. 14.1-10). Essa intervenção mudou significativamente o relacionamento dos homens com o Deus, podemos, agora, chamá-lo de Aba, pois somos seus filhos (Rm. 8.15; Gl. 4.6). Isso porque fomos regenerados (I Jo. 5.18; Jo. 3.5-7; II Pe. 1.4), justificados (Rm. 3.22-28; 4.3,16; 5.1), santificados (Hb. 12.14; I Pe. 1.15).

5. A INTERVENÇÃO DIVINA NOS ÚLTIMOS DIAS: Vivemos já, em parte, o tempo escatológico de Deus, pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm. 8.1). Mesmo assim, temos ainda a expectativa quando ao dia em que o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade (I Co. 15.53,54). Nessa ocasião, o Senhor virá dos céus para arrebatar a Sua igreja, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e os vivos serão transladados (I Ts. 4.15-17). Haverá um tempo de Tribulação, o qual findará com a Volta Gloriosa de Jesus Cristo, como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Haverá um período de mil anos, no qual Cristo reinará entre as nações a partir de Israel (Ap. 20.3-7). Até que, enfim, serão feitos nova terra e céus, onde habitarão justiça e paz (II Pe. 3.16). Após o Juizo Final (Ap. 16.11-15), descerá a Nova Jerusalém, e, com Deus, habitaremos para todo o sempre. E todo aquele que tem essa esperança purifique-se a si mesmo, assim como Ele é puro (I Jo. 3.3).

CONCLUSÃO: O Deus da Bíblia não é um deus ausente, o qual Elias ironizou em seu confronto com os profetas de Baal. É um Deus que intervem na história da humanidade e isto Ele tem feito desde o princípio, no ato da criação. Esse Deus Vivo e Verdadeiro também separou uma nação, da qual nasceu Aquele que é a Promessa. No final, Ele que é Esperança Nossa, virá dos céus para reinar, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ao Deus que intervém seja a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém. PENSE NISSO!

* O DEUS QUE SE COMUNICA COM O HOMEM

Textos: Gn. 3.8 – Sl. 29.1-10
irmaoateinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o Deus da Bíblia se relaciona com o homem a fim de comunicar-lhe seu amor, cuidados e salvação eterna.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana veremos que Deus se comunica com o homem. O princípio da comunicação, ou da revelação divina, repousa no relato bíblico de que Deus falou. Partindo desse pressuposto, definiremos e distinguiremos a revelação divina geral e especial. Em seguida, trataremos a respeito da revelação divina na história da salvação. E por fim, da resposta divina diante dessa revelação.

1. REVELAÇÃO: GERAL E ESPECIAL: Neste estudo, os termos “comunicação” e “revelação” serão usados de forma intercambiável. Assim sendo, podemos dizer, consoante ao título da aula, que Deus se comunica ou se revela ao homem. A revelação se faz necessária porque o homem é finito e não pode conhecer a Deus por meios próprios. Por isso, num ato de livre graça, Deus se revelou para nós. Ele rompeu o silêncio e se deu a conhecer. Essa revelação acontece, tanto nos tempos antigos quanto atuais, pela manifestação geral e/ou específica: 1) geral – Deus comunicando a respeito de si mesmo a todas as pessoas de todos os tempos e lugares; e 2) especial – a manifestação de Deus para pessoas específicas em épocas específicas. Os meios da revelação geral são: a natureza, a história e a constituição do ser humano (Sl. 19.1; Rm. 1.18-21,25; At. 14.15-17; 17.22-31). A revelação geral, no entanto, tem suas limitações por causa da queda do ser humano (Rm. 1.21; II Co. 4.4; Rm. 10.14). Ademais, por meio dessa revelação, é possível identificar um Deus Criador e Poderoso, mas não Amoroso e Salvador. Diante de tal limitação, o Deus da Bíblia resolveu se revelar especialmente à humanidade. Primeiramente, a Israel (Ex. 3.14), revelando-se como o EU SOU. Posteriormente, pela Bíblia, por meio da palavra profética, conhecida hoje, entre os cristãos, como Antigo Testamento (Jr. 18.1; Ez. 12.1; Os. 1.1; Jl. 1.1; Am. 3.1). O Novo Testamento, desde os tempos dos apóstolos, é também considerado revelação divina, Palavra de Deus (II Pe. 3.15; Ap. 22.18,19).

2. CRISTO, A PLENITUDE DA REVELAÇÃO DIVINA: A plenitude da revelação divina, no entanto, está em Cristo, o Verbo que se fez Carne (Hb. 1.1-3). A revelação como Pessoa, por conseguinte, se junta à Palavra Escrita, de modo que, pela Bíblia, temos o testemunho fiel e verdadeiro dos apóstolos a respeito de Cristo (Jo. 19.35; 21.24; I Jo. 1.1). Em Hb. 1.1 está escrito que “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. A esse respeito, entendemos:

1) que Deus falou antigamente – assim sendo, não podemos incorrer no erro de pensar que somente há revelação em Cristo e/ou depois dele, a Lei, também tem o seu papel em relação com o Evangelho;
2) Deus falou não apenas um vez, mas “muitas vezes” – não continuamente, em fragmentos e intervalos;
3) não apenas de um modo, mas de “muitas maneiras” – por anjos, Urim e Tumin, sonhos e visões (Nm. 12.6-8);
4) ao pais – Noé, Abraão, Isaque, Jacó, entre outros - pelos profetas – Moisés, Davi, Elias, Jeremias, entre outros – essa revelação fora dada em porção, isto é, nenhum desses detinha a plenitude da revelação divina (I Co. 10.1);
5) nos últimos dias, isto é, nos dias de Cristo na terra, Deus falou-nos pelo Seu Filho, Jesus Cristo, que é a expressão completa, ininterrupta da revelação divina, pois nEle habita a plenitude da deidade (Jo. 1.16; 3.34; Cl. 2.9). Em Jesus Cristo repousa todo o espírito da profecia, a graça e a verdade do Evangelho (Ap. 19.10; Jo. 1.17; 5.46; 14.9; Hb. 1.3).

3. A RESPOSTA HUMANA À REVELAÇÃO DIVINA: Deus falou, e como resultado dessa revelação, desse apocalipse, manifestação, parousia, somos todos postos diante dEle. Cabe ao homem, diante de Cristo, responder a Deus, aceitando-O ou rejeitando-O. A todos quantos O receberam, deu-lhes a autoridade de serem chamados filhos de Deus (Jo. 1.12). Em virtude do pecado, a condenação eterna está imposta a todos os homens, pois todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm. 3.23). As obras são insuficientes para trazer a salvação dos homens (Ef. 2.8,9). Na verdade, nada há que o homem possa fazer para encontrar a justiça divina, a não ser por Jesus Cristo (Is. 57.12). A religiosidade ou a moralidade também não garantem a salvação, pois necessário se faz que o homem nasça de novo (Jo. 3.3). Não há outro caminho pelo qual os homens possam ser salvos, somente Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6; I Jo. 5.20). Não há outro nome, além do de Cristo, por meio do qual possamos ser salvos (At. 4.12). Aos que recusam o Filho de Deus, permanece sobre eles a ira divina (Jo. 3.36). Segundo a revelação bíblica, estão entesourando ira para si, que se manifestará no juízo de Deus (Rm. 2.5-8; Rm. 12.19).

CONCLUSÃO: O Deus da Bíblia não é como um pai que se ausentou dos seus filhos e não mais resolveu dar notícias. Ou mesmo, como dizem os deístas, a um relojoeiro que deu cordas na sua criação e a abandonou ao acaso. O Deus da Bíblia, ciente das limitações humanas decorrentes da Queda, resolveu falar. Ele se revelou, a princípio, através da natureza – mostrando o seu poder criador, e da consciência – revelando na constituição humana o seu pecado. A ápice dessa revelação é Cristo, Aquele que revelou a face de um Deus de justiça e de amor. Essa é a grandeza da revelação divina, que, ao contrário do que se dizem, não é excludente, na verdade, é includente, pois Deus, em Cristo, forneceu um escape à humanidade outrora condenada à perdição eterna (Jo. 3.16). PENSE NISSO!