O AVIVAMENTO ESPIRITUAL NO MUNDO

 

Texto áureo

“E a unção que vós recebestes d’Ele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim n’Ele permanecereis” (I Jo.2:27).

INTRODUÇÃO
- Já que estamos estudando o avivamento espiritual no trimestre, entendemos ser oportuno falarmos um pouco dos “falsos avivamentos”.
- Os falsos avivamentos são uma das mais proeminentes facetas do perigo do engano do princípio das dores.

I – FALSOS AVIVAMENTOS: O FOGO ESTRANHO

- Neste trimestre, o título é “Aviva a Tua obra: o chamado das Escrituras para o quebrantamento e o poder de Deus” e nos convida a estudar sobre o avivamento espiritual.

- Ora, o avivamento espiritual sendo uma iniciativa divina para que o Seu povo retome a jornada da fé, intensifique sua vida espiritual e cumpra plenamente o propósito divino a ele estabelecido é, evidentemente, uma atividade que encontra forte resistência por parte do inimigo de nossas almas.
- Assim, como temos visto ao longo do trimestre, notadamente na dispensação da graça, no tempo da Igreja, o diabo e suas hostes espirituais de maldade, diante de um avivamento, apresentam duas armas que se levantam contra a Igreja: a perseguição e as heresias.

- Através da perseguição, o adversário procura intimidar os cristãos, fazê-los recuar no cumprimento da missão evangelizadora, que é o resultado de todo verdadeiro e genuíno avivamento. Inobstante, ao longo dos séculos, a perseguição tem tido um efeito reverso. Como já dizia o pai da Igreja, Tertuliano (160-220), “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.

- Ao lado da perseguição, surgem as heresias, os falsos ensinos introduzidos encobertamente pelos falsos mestres (II Pe.2:1) que, entretanto, são trazidas à tona pelo Espírito Santo, que as faz manifestar, de modo que há a manifestação dos sinceros cristãos e o afastamento dos hereges do meio do povo de Deus (I Co.11:19; Tt.3:10).

- A heresia, deste modo, acaba também contribuindo para a edificação do corpo de Cristo, na medida em que faz um discrimen entre os sinceros e os insinceros no meio do grupo social e traz maior iluminação e compreensão das Escrituras, o que acaba gerando crescimento espiritual.
- O diabo, astuto como é (Cf. Gn.3:1), sendo o enganador por excelência (Ap.12:9), não fica apenas nestas “duas armas” contra o avivamento, mas toma a iniciativa de imitar o avivamento espiritual, criando “falsos avivamentos”, e, com isso, desviar as pessoas de participarem de um genuíno movimento do Espírito Santo.

- Para que identifiquemos os “falsos avivamentos”, precisamos saber quando o avivamento é verdadeiro e genuíno, porque somente conhecendo a verdade é que seremos livres do engano (Jo.8:32).

- O “verdadeiro avivamento” é “verdadeiro” porque está firmado na verdade e a verdade, sabemos todos, é a Palavra de Deus (Jo.17:17). É a própria Bíblia Sagrada quem nos mostra como o Espírito Santo foi enviado para promover o avivamento espiritual, primeiramente em Israel (Ex.33:14-17; Hb.1:1) e, depois, na Igreja, até porque deve Ele ficar com a Igreja até o dia do arrebatamento (Jo.14:16,17).

- Os “falsos avivamentos”, então, é tudo quanto procura se fazer passar por atuação do Espírito Santo em nossos dias mas que não tem base bíblica, que não tem respaldo da Palavra de Deus, que não está de acordo com a verdade.

- O próprio Espírito Santo fez questão de nos alertar de que, nos últimos dias, haveria a ação de espíritos enganadores e de doutrinas de demônios (I Tm.4:1). O Senhor Jesus alertou, em Seu sermão escatológico, contra o perigo do engano, porque surgiriam falsos cristos e falsos profetas que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos (Mt.24:4,12,24).
- Já no limiar do culto estabelecido por Deus para o tempo da lei, vemos que dois dos cinco sacerdotes consagrados, Nadabe e Abiú, levaram fogo estranho para queimar incenso ao Senhor e, por causa disso, morreram carbonizados (Lv.10:1-11), fogo que não tinha origem divina, que não vinha do altar de sacrifícios.

- Assim também não são poucos os que, lamentavelmente, em nossos dias, vão haurir suas manifestações sobrenaturais fora de Cristo, cuja principal testemunha são as Escrituras (Jo.5:39), fora da verdade, trazendo ensinamentos que não têm qualquer base bíblica e que levam à destruição.

- Satanás é astuto e age em duas linhas: primeiro, cria fantasias e mentiras por meio de imitações do que o Espírito Santo realiza, pondo fogo estranho entre os adoradores; segundo, após os inevitáveis escândalos causados por estas manifestações enganosas e deletérias, dissemina entre os salvos um descrédito, a fim de que as pessoas passem a duvidar e a desacreditar da atuação do Espírito Santo, trazendo, assim, fraqueza e frieza espirituais que levam à mesma destruição daqueles que se empolgaram com as falsidades.

- É preciso, neste estado de coisas, agir de forma equilibrada e consoante as Escrituras. Jamais deixar de crer que a atuação do Espírito Santo é idêntica ao dos dias dos apóstolos, sendo até uma necessidade que a Igreja mostre o Evangelho não apenas com palavras persuasivas de sabedoria humana mas com demonstração do Espírito e de poder (I Co.2:4), mas, ao mesmo tempo, vigilante, de modo a impedir que se introduzam em seu meio falsos ensinos que distorçam a verdade.

- O fogo estranho deve ser removido, lançado fora, como foi feito com os corpos carbonizados de Nadabe e Abiú, mas jamais podemos, a título de evitar o fogo estranho, apagar o fogo verdadeiro, deixar que ele se extinga. O fogo deve arder continuamente sobre o altar, jamais pode se apagar (Lv.6:13), o Espírito Santo não pode ser extinto (I Ts.,5:19).

II – CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS AVIVAMENTOS

- A verdade é única, é uma só, as mentiras sempre são muitas e variadas. Diante disso, quando se fala em “falsos avivamentos”, não se pode ir além de um apanhado de ideias e falsidades que já foram disseminadas, sem a mínima pretensão de esgotamento do tema. É o que faremos.

- Temos visto que “avivamento espiritual” é palavra que tem cinco significados: vida espiritual abundante, crescimento espiritual, renovação espiritual, nitidez espiritual e agilidade espiritual.
- Ora, “avivamento” está relacionado com “vida”, “tornar a ter vida”, “tornar a vida mais intensa”, “reviver”. Em sendo assim, trata-se de um movimento em direção à vida e vida, como sabemos, nas Escrituras, não significa existência, mas, sim, comunhão com Deus.

- Ora, o Senhor Jesus disse que Suas palavras são “espírito e vida” (Jo.6:63) e que Ele próprio é a vida (Jo.14:6) e o apóstolo João isto enfatiza quando está a falar do Verbo (Jo.1:4).

- Portanto, não se pode ter avivamento algum sem a Palavra de Deus, sem as Escrituras, que são as testemunhas de Cristo Jesus (Jo.5:39).

- Assim, um primeiro elemento a observamos em qualquer suposto avivamento é o papel da Palavra de Deus neste avivamento, ou seja, se o avivamento teve origem num retorno às Escrituras, se é baseado, ou não, nas Escrituras e se leva o povo às Escrituras.

- Por primeiro, um genuíno e verdadeiro avivamento tem origem nas Escrituras, ou seja, as pessoas são despertadas espiritualmente por causa da pregação e do ensino da Palavra de Deus.
- Em Israel, os profetas que eram levantados pelo Senhor, rememoravam a lei, fazia com que o povo se debruçasse sobre o teor da lei e fizessem uma comparação entre o seu modo de vida e o que Deus havia determinado ao povo.

- Na Igreja, não é diferente. Os movimentos espirituais ocorridos sempre tiveram como nascedouro a pregação e o ensino da Palavra, como se verifica, por exemplo, no dia de Pentecostes.
- Assim, se “avivamentos” têm início em “revelações”, “visões”, “experiências sobrenaturais”, temos aqui, de pronto, uma manifestação espúria que não pode ser admitida nem aceita, pois se trata de um falso avivamento, porque a vida está em Cristo, na Palavra e em nenhum outro lugar.
- Por isso, o avivamento genuíno e verdadeiro “vem do céu”, como vemos seja no batismo de Jesus por João (Mt.3:16), seja no dia de Pentecostes (At.2:2). Já os falsos avivamentos, como não têm origem em Deus e na Sua Palavra, decorrem da imaginação dos homens ou mesmo de manifestações demoníacas, ou ambas simultaneamente.

- Um exemplo disto é a chamada “nova unção”, que também ficou conhecida como “bênção de Toronto”. Sua falsidade está logo na dificuldade de poder se definir o que é esta tal de “nova unção”, de que tantos falam, mas que quase ninguém explica.

- As coisas de Deus são sempre claras e objetivas. Deus não é Deus de confusão (I Co.14:33) e quando exsurge algo supostamente tão importante que ninguém sabe bem definir o que é, tem-se a prova indelével de que se trata de algo que não tem origem divina.

- A ideia de “nova unção” é antibíblica. Isto porque é dito que o salvo tem a “unção do Santo” (I Jo.2:20) e que esta unção permanece no salvo (I Jo.2:27).

- Ora, a “unção do Santo” é o Espírito Santo, porque o Santo é Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Lc.1:35) e Ele é o Cristo, ou seja, o Ungido, o Messias (Mt.16:16). O Senhor Jesus disse que quem n’Ele cresse receberia o Espírito Santo (Jo.7:39), Espírito Santo que habitaria em todo o salvo (Jo.14:17).

- O que a Bíblia nos ensina é que, depois de termos recebido o Espírito Santo quando cremos, também podemos ser revestidos de poder (Lc.24:44), o que ocorre com o batismo no Espírito Santo (At.1:5), como ocorreu a partir do dia de Pentecostes, sendo “cheios do Espírito Santo” (At.2:4).

- Que seria, então, uma “nova unção”? Seria possível que o Espírito Santo fosse imperfeito, envelhecesse ou que, depois de ter havido uma plenitude, com o revestimento de poder, houvesse ainda algo a ser ocupado pelo Espírito Santo no salvo?

- Verdade é que alguns se utilizam da expressão “nova unção” para se referir à “renovação espiritual”, ou seja, alguém que estava enfraquecido na fé, desanimado, reaproxima-se de Deus, é “renovado espiritualmente” e, assim, dizem alguns, recebe uma “nova unção”. Na verdade, o que ocorre é que volta a ter comunhão com Deus e a desfrutar da plenitude do Espírito Santo que havia perdido.

- É este, aliás, o sentido que se dá à expressão no hino 296 da Harpa Cristã, da autoria de Emílio Conde (1901-1971), na quarta estrofe, que transcrevemos: “Renovados em forças seremos, nós teremos u’a nova unção e com Deus no jardim falaremos, se vivermos sempre em oração”. Nota-se aqui, claramente, que a “nova unção” nada mais é que a renovação espiritual decorrente do exercício da oração, um dos meios de santificação.

- Entretanto, os que falam de “nova unção” estão a dizer de um “novo poder de Deus”, de “novidades”, de “coisas novas” que o Espírito Santo estaria trazendo sobre os salvos. Bem se vê que tal pensamento não tem qualquer respaldo bíblico, pois parte de um pressuposto de que as bênçãos espirituais prometidas nas Escrituras teriam “envelhecido” e, como tal, estariam “perto de acabar” (Hb.8:13).

- Ora, o apóstolo Paulo diz que o homem interior se renova de dia em dia (II Co.4:16), de sorte que há qualquer necessidade de que o salvo tenha uma “nova unção”, como se a “unção do Santo”, que permanece em nós, tivesse necessidade de renovação, já que é ela quem nos renova diariamente. Como bem afirma o reverendo Eronides da Silva: “…não existe unção nova ou velha, somente a unção permanente…” (Nova unção. Disponível em: https://www.sepoangol.org/novauncao.htm Acesso em 10 dez. 2020).

- A ideia da “nova unção” surgiu a partir do instante em que, dentro do movimento pentecostal, teve início o chamado “deuteropentecostalismo” ou “segunda onda”, em que se começou, indevidamente, a priorizar a cura divina e os milagres na pregação do Evangelho.
- Não resta dúvida de que o Evangelho deve ser pregado como demonstração do Espírito e de poder (I Co.2:4) e que se tenha a necessidade de confirmação da Palavra com sinais, prodígios e maravilhas (Mc.16:20; Hb.2:3,4).

- No entanto, a pregação tem como cerne, como essência a salvação na pessoa de Jesus Cristo. Temos de pregar que Jesus salva, que Jesus é o Salvador, que veio trazer o perdão dos pecados e que é preciso crer n’Ele para que se tenha a vida eterna.
- O chamado “deuteropentecostalismo” inverteu isso, passando a pregar a cura divina e os sinais, prodígios e maravilhas em primeiro lugar, buscando, assim, chamar a atenção dos incrédulos com estas manifestações sobrenaturais, para que, então, após esta atração, pudesse lhes falar da salvação e da vida eterna.

- Tivemos, assim, uma indevida inversão de causa e efeito. Como ensina o reverendo Eronides da Silva: “...Notem o grande princípio divino e universal: causa e efeito! A causa do calvário trouxe como efeito o perdão e a remissão dos pecados; a causa do advento do Espírito Santo trouxe simultaneamente dois efeitos, a saber: sua habitação no homem perdoado, regenerando-o e guiando-o; e seu derramamento sobre este, capacitando-o com autoridade e poder para serem testemunhas poderosas através das respectivas manifestações impactantes, em libertação, visão do futuro, profunda adoração a Deus, e milagres para glorificar a Divindade em meio a uma humanidade incrédula, secularizada e tedienta do seu Criador! O falar em línguas, o ser curado, o cair debaixo do poder de Deus, o cantar hinos espirituais, o chorar e bater palmas na presença saturada do legítimo poder do Espírito de Deus são indubitavelmente um efeito, e nunca jamais uma causa! Um efeito benéfico, divino, e com fulcros na vera exegese bíblica! Não fomos curados porque caímos; não fomos batizados porque começamos a gargalhar ou rosnar como loucos; não recebemos a visão dos campos brancos porque fomos arrebatados à revelia; não recebemos ministérios porque uma "nova unção" caiu sobre nós; não fomos vocacionados porque um concílio o decidiu fazer. Não, absolutamente, não! Somos, e fomos, porque o Espírito Santo operou, e tem operado entre nós...” (op.cit., end.cit.) (destaque original).

- Esta indevida ênfase nos sinais, prodígios e maravilhas é outra característica dos “falsos avivamentos”. O Senhor já mandava Israel tomar cuidado com sinas e prodígios, pois estes seriam até permitidos como um verdadeiro “teste de fidelidade” a Israel (Dt.13:1-5) e, por quererem sempre sinais, os judeus acabaram rejeitando o Evangelho (I Co.1:22,23).
- Ao dar início a uma pregação que priorizou a cura divina e os sinais, os deuteropentecostais permitiram que se iniciasse uma busca de manifestações sobrenaturais, uma sede por sinais e milagres que permitiu que o engano se introduzisse no meio do povo.

- Esta insaciedade por manifestações sobrenaturais, por “novidades” fez com que se começasse a falar em uma “nova unção”, em novas manifestações espirituais que demonstrassem uma maior porção do poder de Deus, como se se necessitasse de complemento àquilo que já estava previsto nas Escrituras Sagradas.

- Começam, então, a ser difundidas manifestações sobrenaturais como a “risada santa”, o “cair no Espírito”, “cai-cai” ou “arrebatamento de sentidos” e tantas outras manifestações, que começaram a ser tidas como uma “renovação espiritual”, um “aprofundamento no poder de Deus”, mas que ou eram manifestações puramente carnais, despidas de espiritualidade, ou, o que é pior, manifestações demoníacas.

- Além de se ter completa ausência de tais manifestações na Bíblia Sagrada e, mais especialmente, na igreja primitiva, o que já seria o bastante para afastá-las, tem-se que os efeitos produzidos por elas são diametralmente opostos ao que nos ensina a Palavra de Deus a respeito delas.
- Por primeiro, a Bíblia nos fala que os sinais seguirão os que creem (Mc.16:17) e esta afirmação vem logo a seguir da ordem de Jesus para pregarmos o Evangelho por todo o mundo a toda a criatura. Vê-se, pois, nitidamente, que os sinais sempre foram consequência, efeito da pregação, confirmação da Palavra pregada.

- Assim, totalmente fora do contexto bíblico qualquer movimento ou ação que não fale de salvação, mas fale apenas em cura ou milagre, sem que se diga da necessidade de arrependimento dos pecados e da fé em Jesus como Salvador. Apresentar Nosso Senhor e Salvador como mero curandeiro é nitidamente antibíblico e fora do contexto.
- Por segundo, é dito que os sinais são feitos em nome de Jesus (Mc.16:17). Ora, se se trata de manifestações do poder de Deus, têm elas como origem o Espírito Santo, Que tem por missão glorificar a Jesus (Jo.16:13,14).

- Normalmente, tais movimentos acabaram por glorificar ao homem, a trazer até uma idolatria, na medida em que há um “endeusamento” do operador de milagres que, não raras vezes, cria uma denominação para si, gera um culto à personalidade, a indicar que toda a atuação não é guiada nem dirigida pelo Espírito Santo.

- Temos aqui uma outra característica dos “falsos avivamentos”: a glorificação excessiva do homem e o menosprezo à glória de Deus. Quando o movimento não tem origem em Deus, ou tem origem na carne, e ela leva à autoexaltação do homem, ou, então, tem origem no diabo, e, evidentemente, que não será seu resultado a glória de Deus, mas, precisamente, a rebelião contra o Senhor.

- Quando se prega a Cristo, os sinais e maravilhas que se seguem glorificam única e exclusivamente ao Senhor Jesus, como se vê na igreja primitiva, em Samaria, por exemplo (At.8:5-8). Quando, porém, se inicia o movimento com propaganda dos sinais e maravilhas, é inevitável a associação disto a pessoa de quem está alardeando tais manifestações.

- Decorreu daí o surgimento do chamado “movimento apostólico” que procurou justificar este “endeusamento” e este “culto da personalidade”, falando em “revitalização” ou “restauração” dos “dons ministeriais de apóstolos e de profetas”, que teriam sido abandonados ao longo da história da Igreja.

- Na verdade, o que esta doutrina quis fazer foi justificar a ideia de que estes “milagreiros” tinham uma “superioridade espiritual” e, portanto, se passou a identificá-los com os “apóstolos” e “profetas” da relação de dons espirituais, querendo dizer que tais dons se teriam perdido ao longo dos séculos.

- Entretanto, este “movimento apostólico” quer, na verdade, criar “mediadores” entre Cristo e a Igreja, que seria os ditos “apóstolos” e “profetas”, sob cuja “cobertura” deveriam viver os demais membros da Igreja.

- Nada mais antibíblico! Só um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo homem (I Tm.2:5). Todos os salvos são sacerdotes e reis por Jesus (Ap.1:5,6), não havendo qualquer interposição entre Cristo e qualquer membro do Seu corpo.

- A “autoridade espiritual” dos ministros constituídos pelo Senhor na Igreja em momento algum gera uma interrupção entre o relacionamento entre cada salvo e o seu Senhor. Autoridade, na Igreja, significa serviço (Mt.20:25-28; Mc.10:42-45), sendo certo que os apóstolos são os últimos, verdadeiros “escravos de galés” e não “mandões”, como se tem propagado (I Co.4:1,8).

- Como bem disse documento do Presbitério Geral das Assembleias de Deus dos Estados Unidos na sessão de 6 de agosto de 2001: “Na ênfase atual em Efésios 4:11, o versículo 12 está sendo negligenciado: “... para preparar o povo de Deus para as obras de serviço [ou seja, ministério], para que o corpo de Cristo seja edificado.” A ênfase do Novo Testamento está no ministério de todos os crentes. A Reforma Protestante recapturou a verdade bíblica do sacerdócio de todos os crentes. O movimento pentecostal se espalhou como um fogo rápido pelo mundo por causa do ministério dotado do Espírito de todo o corpo. A igreja deve sempre lembrar que os dons de liderança não são dados para a exaltação de alguns, mas para equipar todo o povo de Deus para o ministério.…” (Apóstolos e profetas. Disponível em: https://ag.org/Beliefs/Position-Papers/Apostles-and-Prophets Acesso em 11 dez. 2020) (tradução do Google).

- Por isso, todas as inovações trazidas com base nesta “cobertura apostólica”, como o movimento celular, o falso conceito de “autoridade espiritual”, o “discipulado apostólico” e tantas outras medidas que têm gerado uma subserviência espiritual de uns membros em relação a outros no corpo de Cristo não têm qualquer amparo bíblico e são distorções que devem ser evitadas, pois não podem os salvos se tornar servos de homens (I Co.7:23).

- Razão tem as Assembleias de Deus norte-americanas, quando afirmam que “...As Assembleias de Deus não reconhecem títulos ou ofícios de "apóstolo" e "profeta". No entanto, acredita que existem aqueles na igreja que "exercem a função ministerial de apóstolos e profetas". As funções apostólicas se relacionam com a evangelização de áreas ou grupos de pessoas não alcançados anteriormente, enquanto as funções proféticas "ocorrem quando os crentes falam sob a unção do Espírito para fortalecer, encorajar ou confortar". "A profecia é um dom contínuo do Espírito Santo que é amplamente distribuído conforme a vontade do Espírito nas igrejas pentecostais". A profecia preditiva que se prova falsa, ou profecia que "se afasta da verdade bíblica" é uma profecia falsa. As AD acreditam nos quatro dons de ministério de apóstolos, profetas, evangelistas e pastores / mestres, mas observa que não há instruções bíblicas para a nomeação de apóstolos e profetas hoje.…”

(Assemblies of God USA. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Assemblies_of_God_USA#:~:text=Apostles%20and%20Prophets%3A%20The%20Assemblies,apostle%22%20and%20%22prophet%22.&text=The%20AG%20believes%20in%20the,of%20apostles%20and%20prophets%20today. Acesso em 11 dez. 2020) (tradução Google).

- Por terceiro, os sinais confirmam a Palavra (Mc.16:20; Hb.2:3,4), ou seja, são uma autenticação da presença de Deus em todo o trabalho de evangelização, levando as pessoas a glorificar ao Senhor. Este é o sentido dos sinais e maravilhas: levar a glorificar a Jesus.

- As manifestações do Espírito Santo levam o povo a glorificar a Jesus e têm por finalidade confirmar a Palavra, cuja função é promover a salvação das pessoas. As manifestações espirituais genuínas e legítimas levam à salvação, à transformação, pois confirmam o poder salvífico do Evangelho.

- Não é por outro motivo que Charles Finney, o grande estudioso do avivamento espiritual, define o avivamento como “renovação do primeiro amor dos cristãos, que resulta em despertamento e conversão de pecadores a Deus”, e que John Stott como “uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer intervenção humana…”.

- Ambos enfatizam que o avivamento espiritual se caracteriza pela conversão de pessoas, pela salvação das almas.

- Manifestações genuínas do Espírito Santo redundam em salvação dos incrédulos e aperfeiçoamento dos santos. Não se tendo tais consequências, estamos diante de manifestações espúrias, que não são autenticadas pelo Espírito de Deus.

- Por quarto, as manifestações do Espírito Santo sempre são úteis (I Co.12:7), ou seja, há sempre um proveito espiritual quando ocorre uma manifestação: ou a salvação de alguém, ou o aperfeiçoamento espiritual, o crescimento espiritual de um salvo.

- Manifestações que trazem proveito algum para a espiritualidade da pessoa, que a mantêm num mesmo nível espiritual ou, por vezes, e não poucas, promovem um decréscimo espiritual, misticismo, comportamento antibíblico, são nitidamente “fogo estranho”, que deve ser extirpado do meio do povo.

- Foi precisamente isto que ocorreu com a chamada “bênção de Toronto”, que nada mais foi que a grande difusão desta ideia de “nova unção”, ocorrido na Igreja Vineyard do Aeroporto de Toronto, no início de 1994, onde teria se iniciado um “avivamento”, com manifestações de “unção do riso”, “unções de animais” e “cair do Espírito”.

- Um dos principais envolvidos nela, o pastor Paul Gowdy, relata as consequências deste movimento, relato que transcrevemos na parte pertinente: “…Depois de três anos fazendo parte do núcleo da bênção de Toronto nossa Igreja Vineyard em Scarborough ao leste de Toronto, praticamente se autodestruiu. Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc. Depois de três anos “inundados” orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci. Lembro-me de haver dito ao meu amigo e pastor principal da igreja de Vineyard de Scaraborough em 1997 de que, desde que a bênção de Toronto chegou ficamos esfacelados. Ele concordou.(…) Finalmente a ficha caiu quando eu rolava pelo chão, certa noite, bêbado no Espírito, como costumávamos dizer, e ali, cantando e rolando no chão, comecei a cantar uma canção de ninar: “Maria tinha um cordeiro e seu pelo era mais alvo que a neve”. Cantei esta música infantil de maneira debochada e imediatamente alguma coisa em meu coração sussurrou que aquilo era um demônio. (N.T. Ele se refere a canções de Jardim da Infância, ou Nursery Rhyme, em que, nos contos de fada as crianças aprendem a falar cantando linguagens infantis, e refere-se especialmente a Mary had a little Lamb, uma das mais conhecidas).

Imediatamente me arrependi e fiquei chocado com aquela experiência. Como um demônio entrou em mim? Eu amava a Deus? Não era zeloso pelas coisas de Deus? Não era totalmente louco por Jesus? Percebi que um espírito imundo acabara de se manifestar através de minha vida e era culpado de um grande pecado. Depois disto me afastei da Igreja do Aeroporto (TACF). Não tinha convicção de que deveria denunciar aquelas experiências, mas senti que tínhamos fracassado em pastorear a bênção.…”(GOWDY, Paul. O engano de Toronto. Disponível em: https://www.pastorjoaodesouza.com.br/123/?p=83 Acesso em 22 dez.2020),.
- Diante destas observações, vemos que tudo o que se associa com a “nova unção” é algo que não tem qualquer compatibilidade com as Escrituras, pois não decorrem da genuína pregação do Evangelho, não servem à glorificação de Jesus e não trazem nem salvação de pessoas nem tampouco o aperfeiçoamento espiritual dos salvos.

- Qual o propósito de pessoas ficarem dando gargalhadas por longos períodos de tempo, a chamada “risada santa”, também conhecida como “unção do riso”? O que isto edifica a pessoa ou a igreja? Quantas pessoas alcançam salvação a partir disto? Quando isto ocorreu na igreja primitiva? Onde isto se encontra na Bíblia Sagrada?

- Mas alguém pode dizer que há, no livro que conta a vida do missionário pioneiro Gunnar Vingren, escrito por seu filho, uma passagem em que aquele homem de Deus conta de uma experiência de “risada santa” ocorrida em um culto. Sim, é verdade que há tal relato. Mas Gunnar Vingren alguma vez pregou sobre a necessidade de “risada santa” no meio do povo de Deus? Alguma vez orou para que a “risada santa” viesse sobre os crentes? Uma reação esporádica (e pelo visto única) ao poder de Deus jamais pode gerar uma doutrina.

- Sugerimos, aliás, artigo de nossa autoria, “Gunnar Vingren e a risada santa”, que republicaremos no site Portal Escola Dominical, onde bem se explica isso.

- Ademais, como bem assinala o pastor Ciro Sanches Zibordi: “…Pentecostais sinceros me perguntam por que o “cair no Espírito” e a “unção do riso” não são manifestações genuinamente pentecostais. O motivo da dúvida desses irmãos é compreensível: quando lemos a respeito do avivamento de Azusa Street, em Los Angeles (1906), e acerca do início da Assembleia de Deus no Brasil (1911), são comuns as menções a momentos em que irmãos caíam sob o poder de Deus ou riam sem parar. Como explicar isso? (…) Respeito esses pioneiros do pentecostalismo, porém, ao escrever este artigo, minha fonte de autoridade — primária, inquestionável, primacial, infalível, inerrante — continua sendo a Palavra de Deus.(…) um culto a Deus não deve levar os incrédulos a pensarem que os crentes estão loucos (v.23). O que pensam os não-crentes que assistem a certos “cultos” em que pessoas caem ao chão, riem sem parar, rosnam, latem, mugem, rugem, uivam e rolam umas sobre as outras? O culto coletivo deve ter ordem e decência; tudo deve ocorrer a seu tempo: louvor, exposição da Palavra, manifestações do Espírito (vv.26-28,40). Um culto que não tem ordem nem decência é dirigido pelo Espírito?…” (ZIBORDI, Ciro Sanches. Por que “o cair no poder” e ao “unção do riso” são antibíblicos. Disponível em: http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apologetica-crista/10/por-que--o-%E2%80%9Ccair-no-poder%E2%80%9D-e-a-%E2%80%9Cuncao-do-riso%E2%80%9D-sao-antibiblicos.html Acesso em 18 dez. 2020).
- A bem da verdade, se formos ao livro do filho de Gunnar Vingren em que houve a coletânea dos diários do missionário pioneiro, veremos que, em viagem que fez a Criciúma/SC, em julho de 1920, ao encontrar um grupo de lituanos que servia a Deus, repreendeu-os duramente porque, em seus cultos, havia manifestações que deveriam ser abandonadas, como danças e pulos nos intervalos de oração, sem qualquer racionalidade ou proveito.

OBS: Eis o trecho do livro Diário do Pioneiro Gunnar Vingren onde se conta tal episódio: “...Todos aqui são da Lituânia. Receberam-me muito bem. De noite foi realizado um culto, mas como era em idioma lituano, eu não compreendi nada. Primeiro, cantaram um hino. Depois todos tiraram os sapatos e deitaram no chão, formando um círculo. Depois que todos haviam orado, começaram a pular e a dançar durante mais ou menos meia hora. Depois se puseram de joelhos outra vez e oraram. Eu os exortei a que deixassem essa coisa de dançar, pois isto não está escrito em o Novo Testamento e era uma bobagem que eles deveriam abandonar. No dia seguinte ocorreram as mesmas coisas.. Diziam que eram dirigidos pelo Espírito Santo e um deles era considerado profeta. Eu então falei seriamente com ele e disse-lhe que não é por meio de profecia, de interpretação e de línguas que devemos ser dirigidos. Isso nos foi dado para nossa edificação, mas a direção verdadeira e a instrução necessária vêm da Bíblia, que é a Palavra de Deus clara e infalível. Eles então prometeram acabar com a dança, Porém, fizeram a mesma forma no dia seguinte. Enganaram-me, e no meio da dança mandaram-me embora. Eu então os deixei...” (VINGREN, Ivar.

Diário do pioneiro Gunnar Vingren, 5.ed., p.116).

- Com relação ao “cair no Espírito”, também chamado de “cai-cai”, “repouso no Espírito” ou “dormir do Espírito”, muito oportuno o que nos fala a respeito o pastor Ciro Sanches Zibordi no artigo já mencionado: “...Muitos defensores dos ‘moveres’ em apreço apegam-se a interpretações errôneas da Bíblia, inclusive para compor canções pelas quais dizem que não conseguirão ficar de pé ante a glória do Senhor. Baseiam-se, por exemplo, em 2 Crônicas 5.14 e 1 Reis 8.10,11 e dizem, com a boca cheia: ‘Os sacerdotes não resistiram a glória de Deus e caíram no poder’. Que engano! Veja o que a Bíblia realmente diz: ‘E sucedeu que saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR. E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR’ (1 Rs 8.10,11). Como se vê, a frase ‘não podiam ter-se em pé’ tem sido entendida como ‘caíram no poder’. Mas ela, na verdade, denota que os sacerdotes ‘não puderam permanecer ali’, o que fica ainda mais claro na versão Almeida Revista e Atualiza (ARA). Eles não suportaram permanecer no local ministrando! Não tinham como resistir a glória divina presente ali. Por isso, não permaneceram no local. Onde está escrito que eles caíram no poder?…” (op.cit.end.cit.)

- Qual o propósito de pessoas caírem desmaiadas, perderem os sentidos e depois, ao tornarem a si, ficarem meio abobadas e não saberem descrever o que sentiram durante o tempo em que estavam “adormecidas” ou “arrebatadas”? O que isto edifica a pessoa ou a igreja? Quantas pessoas alcançam salvação a partir disto? Quando isto ocorreu na igreja primitiva? Onde isto se encontra na Bíblia Sagrada?

- Mas alguém pode nos dizer que há diversas passagens bíblicas em que as pessoas caíram por causa da presença gloriosa do Senhor. Sim, indubitavelmente, há narrativas bíblicas que descrevem que, diante da manifestação da glória do Senhor ou da Sua presença, pessoas não puderam suportar a situação e caíram, como no caso de Daniel (Dn.10:9) ou João (Ap.1:17). Isto é uma reação à manifestação da glória de Deus. Mas, pergunta-se: tais pessoas perderam o sentido? Ficaram depois abobadas sem saber o que aconteceu? Evidentemente que não!

- E, mais, tais manifestações da glória de Deus ou da presença do Senhor tinham por objetivo mostrar a presença do Senhor no meio do Seu povo ou, no caso de João na ilha de Patmos, confirmar que o apóstolo estava na companhia do Senhor e que era autêntica a revelação que se seguiria. Casos pontuais e que se esgotam nas próprias Escrituras.

- Qual o propósito de pessoas passarem a agir como animais, urrando como leões, rastejando como cobras ou coisas assim? O que isto edifica a pessoa ou a igreja? Quantas pessoas alcançam salvação a partir disto? Quando isto ocorreu na igreja primitiva? Onde isto se encontra na Bíblia Sagrada?
- Pelo contrário, o apóstolo Paulo diz que nosso culto deve ser racional, com entendimento (Rm.12: 1,2; I Co.14:14-16). Como, então, sabendo que Deus nos fez seres racionais, os únicos dotados de razão na face da Terra, entender que o Espírito Santo nos transforme em animais irracionais? Evidentemente que se trata de um contrassenso, de negação pura e simples do que nos ensina a Bíblia Sagrada.

- Como afirma o pastor Paul Gowdy: “...Hoje, olhando pra trás fico me perguntando como fiquei tão cego assim? Eu via as pessoas imitando cachorros, fazendo de conta que urinavam nas colunas da Igreja do Aeroporto. Observava as pessoas agirem como animais latindo, rugindo, cacarejando, fazendo de contas que voavam, como se asas tivessem, comportando-se como bêbados, entoando cânticos “sem pé nem cabeça”, isto é, sem sentido algum. Hoje fico perplexo em pensar que eu aceitava tais coisas como manifestações do Espírito Santo. Era algo irreverente e blasfemo ao Espírito Santo da Bíblia.…” (op.cit.end.cit.). 

- Qual o propósito de pessoas começarem a vomitar incessantemente ou de se fixarem como lagartixas nas paredes dos templos? O que isto edifica a pessoa ou a igreja? Quantas pessoas alcançam salvação a partir disto? Quando isto correu na igreja primitiva? Onde isto se encontra na Bíblia Sagrada?

- Ainda trazendo o testemunho de Paul Gowdy: “…Depois de um ano na “bênção” preguei num encontro de pastores e falei: “Amigos, temos nos sacudido, nos arrastados pelo chão, rolamos por terra, rimos, choramos e adquirimos as camisetas da igreja. Mas não temos avivamento, nem salvação, nem frutos, nem aumento de evangelização, por isso, qual é a graça?”. Fui repreendido – afinal, quem era eu para anelar frutos quando o Senhor estava curando seu atribulado povo? Durante anos éramos legalistas, e Deus agora estava restaurando as feridas libertando-nos do legalismo. Aconselharam-me a não forçar o Senhor que os resultados apareceriam no tempo certo.

Eu sabia que isto estava errado, pois o Senhor ordenou fazer discípulos de todas as nações. O argumento era: temos direito a um ano sabático, pois, quem sabe por quanto tempo Deus fará coisas novas e diferentes!…” (op.cit.end.cit.).

- Tais manifestações mais representam um aviltamento da pessoa humana e sobre naturalidades que demonstram, claramente, que há nítida influência demoníaca. Tomemos cuidados, amados irmãos.

- O reverendo Eronides da Silva, tantas vezes aqui mencionado, bem salientou que tais manifestações, ditas como sendo de “nova unção”, podem ser oriundas de diversas causas, são fenômenos espirituais, autos sugestivos, telepáticos ou demonológicos, ou seja, respectivamente, são reações pessoais ao Espírito Santo, sugestões da nossa própria mente, atuações em nossa mente por parte de outras pessoas ou manifestações demoníacas.

- Se não fizermos a inversão da mensagem, pregando que Jesus salva, certamente evitaremos todos estes males. Temos de pregar a Cristo e, a exemplo de Felipe e todos os crentes da igreja primitiva, devidamente revestidos de poder e com dons espirituais para que, no momento em que pregarmos, vejamos a confirmação da Palavra com sinais, prodígios e maravilhas.
- É preciso buscarmos o dom espiritual de discernimento dos espíritos para que saibamos, diante das manifestações sobrenaturais que acontecerem, o que realmente está ocorrendo, se trata de manifestação do Espírito Santo, ou não.
- Por fim, devemos sempre buscar a manifestação dos genuínos dons espirituais, dos genuínos sinais que seguem aos que creem, aqueles que estão na Bíblia Sagrada e que trazem salvação dos incrédulos e aperfeiçoamento dos santos, aquelas manifestações que são realmente úteis para o povo de Deus.
PENSE NISSO!


A MAIS ELOQUENTE EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS

 

“NISTO SE MANIFESTA O AMOR DE DEUS PARA CONOSCO: QUE DEUS ENVIOU SEU FILHO UNIGÊNITO AO MUNDO, PARA QUE POR ELE VIVAMOS” (1JOÃO 4:9).

“MAS DEUS PROVA O SEU AMOR PARA CONOSCO, EM QUE CRISTO MORREU POR NÓS, SENDO NÓS AINDA PECADORES”(RM.5:8)

“E, ACHADO NA FORMA DE HOMEM, HUMILHOU-SE A SI MESMO, SENDO OBEDIENTE ATÉ À MORTE, E MORTE DE CRUZ” (FP.2:8).

“PORQUE DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO, PARA QUE TODO AQUELE QUE NELE CRÊ NÃO PEREÇA, MAS TENHA A VIDA ETERNA” (JOÃO 3:16).

A CRUZ DE CRISTO É A MAIS ELOQUENTE EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS POR NÓS. DEUS NOS AMA GRANDIOSAMENTE. ELE REVELOU ESSE AMOR NA CRUZ DO SEU FILHO. DEUS PROVA O SEU PRÓPRIO AMOR PARA CONOSCO PELO FATO DE TER CRISTO MORRIDO POR NÓS, SENDO NÓS AINDA PECADORES.

A CRUZ DE CRISTO NÃO FOI UM ACIDENTE, MAS UMA AGENDA DE DEUS DESDE A ETERNIDADE. CRISTO VEIO PARA MORRER. ELE FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO. VOCÊ É TÃO ESPECIAL PARA DEUS, QUE ELE AMOU VOCÊ DE TAL MANEIRA QUE DEU TUDO, DEU A SI MESMO, DEU O SEU ÚNICO FILHO (João 3:16).

A CRUZ SEMPRE ESTEVE INCRUSTRADA NO CORAÇÃO DE DEUS. SEMPRE ESTEVE DIANTE DOS OLHOS DE CRISTO. ELE JAMAIS RECUOU DA CRUZ. ELE CAMINHOU EM DIEREÇÃO A ELA COMO UM REI CAMINHA PARA A SUA COROAÇÃO.

A CRUZ DE CRISTO FOI O GESTO MAIS PROFUNDO E SIGNIFICATIVO DE SACRIFÍCIO. JESUS CRISTO DEIXOU A GLÓRIA, O TRONO, ESVAZIOU-SE, TORNOU-SE HOMEM, SERVO, FOI PERSEGUIDO, PRESO, AÇOITADO, CUSPIDO, PREGADO NA CRUZ. SENDO DEUS, SE FEZ HOMEM; SENDO SENHOR, SE FEZ SERVO; SENDO SANTO, SE FEZ PECADO; SENDO BENDITO, SE FEZ MALDIÇÃO; SENDO O AUTOR DA VIDA, DEU A SUA VIDA.

AO PROFETA ISAIAS FOI REVELADO ESSE ACONTECIMENTO 700 A.C (Isaias capítulo 53). O REGISTRO DETALHADO, PRECISO E METICULOSO, QUE ISAÍAS FAZ ACERCA DA MORTE DE CRISTO EM ISAIAS 53 É TÃO GRANDE QUE NOS CAUSA ESPANTO. BOA PARTE DOS VERBOS QUE COMPÕEM O TEXTO DE ISAIAS 53 ESTÃO NO PASSADO, COMO SE O PROFETA ESTIVESSE VENDO UM ATO JÁ OCORRIDO, HISTORIFICADO. É GRANDE A PRECISÃO COM QUE ELE REGISTROU E RELATOU O SACRIFÍCIO DE CRISTO, QUE É O PONTO NEVRÁLGICO DO CRISTIANISMO.

VOCÊ E EU NÃO PODEMOS DESCONSIDERAR A GRANDEZA E A PROFUNDIDADE DESTA VERDADE, PORQUE NA MENTE DE DEUS, NOS DECRETOS DE DEUS, O CORDEIRO DE DEUS FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO.

ELE NASCEU PARA SER O NOSSO SUBSTITUTO, REPRESENTANTE E FIADOR. ELE NASCEU PARA MORRER. PORTANTO, A CRUZ DE CRISTO ALEM DE SER UM FATO JÁ PLANEJADO NA ETERNIDADE, EXPRESSA PARA VOCÊ E PRA MIM O GESTO DO MAIOR AMOR DE DEUS.

SE VOCÊ AINDA TEM DÚVIDA DO AMOR DE DEUS, ENTENDA QUE NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE NÓS EXPRESSARMOS DE FORMA MAIS ELOQUENTE E MAIS PROFUNDA O AMOR DE DEUS POR NÓS DO QUE A MANIFESTAÇÃO DA CRUZ. ALI, ACONTECEU O MAIOR DE TODOS OS SACRIFÍCIOS. PORQUE O FILHO DE DEUS DEIXOU A GLÓRIA, DEIXOU O CÉU, DEIXOU A COMPANHIA DOS ANJOS, DEIXOU A GLÓRIA DO PAI, E VEIO E SE HUMILHOU, SE FEZ SERVO, FOI PERSEGUIDO, FOI PRESO, FOI INSULTADO, FOI CUSPIDO, FOI ZOMBADO, FOI ESCARNECIDO, FOI PREGADO NA CRUZ.

MUITAS PERGUNTAS TEM SIDO FEITAS AO LONGO DA HISTÓRIA DA IGREJA:

1. POR QUE JESUS FOI PARA CRUZ? O QUE LEVOU JESUS A CRUZ?

- EM PRIMEIRO LUGAR: A MORTE DE CRISTO NÃO FOI DETERMINADA POR FATORES CIRCUNSTANCIAIS.

·         JESUS NÃO FOI PRA CRUZ PORQUE OS JUDEUS O PERSEGUIRAM.

·         JESUS NÃO FOI PRA CRUZ PORQUE JUDAS O TRAIU.

·         JESUS NÃO FOI PARA A CRUZ PORQUE O SINÉDRIO DE FORMA ILEGAL DECRETOU CONTRA ELE ACUSAÇÕES PESADAS DE SEDIÇÃO E BLASFÊMIA.

·         JESUS NÃO FOI PARA A CRUZ PORQUE PILATOS DE FORMA COVARDE, CONTRA A SUA CONSCIÊNCIA, O CONDENOU.

·         JESUS NÃO FOI PARA A CRUZ PORQUE A MULTIDÃO DE FORMA FRENÉTICA E TRESLOUCADA GRITAVA: CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O. NÃO!

O TEXTO DE ISAIAS 53 DECLARA COM PRECISÃO:

  • QUE ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES E AS NOSSAS DORES” (Isaias 53:4).

-          QUE ”ELE FOI FERIDO PELAS NOSSAS TRANSGRESSÕES E MOÍDO PELAS NOSSAS INIQÜIDADES...” (Isaias 53:5).

-          QUE “... PELA TRANSGRESSÃO DO SEU POVO FOI ELE ATINGIDO” (Isaías 53:8b).

-          QUE “…ELE LEVOU SOBRE SI O PECADO DE MUITOS…” (Isaias 53:12)

PERCEBE-SE, ENTÃO, NESTES VERSICULOS DO CAPÍTULO 53 DE ISAIAS, O QUE LEVOU JESUS A CRUZ: NÃO FORAM OS AÇOITES, NEM OS SOLDADOS; FORAM OS NOSSOS PECADOS. ISTO MOSTRA DUAS COISAS: PRIMEIRO, A MALIGNIDADE DO PECADO. SEGUNDO, A IMENSIDÃO DO AMOR DE DEUS.

- EM SEGUNDO LUGAR: O DEUS PAI LEVOU JESUS À CRUZ. TIRAMOS A CONCLUSÃO ATRAVÉS DOS SEGUINTES TEXTOS DE ISAIAS 53:

-VERSO 4B: “...NÓS O REPUTAMOS POR AFLITO, FERIDO DE DEUS E OPRIMIDO”.

-VERSÍCULO 6: “...O SENHOR FEZ CAIR SOBRE ELE A INIQÜIDADE DE NÓS TODOS”.

-VERSO 10: “AO SENHOR AGRADOU-O MOÊ-LO ...”.

ANOTE ISSO: O PRÓPRIO PAI LEVOU JESUS À CRUZ. O PAI ENTREGOU O SEU PRÓPRIO FILHO. O PAI LANÇOU SOBRE ELE AS NOSSAS INIQUIDADES. NA PESSOA DE SEU FILHO JESUS, O DEUS PAI VINDICOU SUA JUSTIÇA.

PARA DEUS NÃO CONDENAR VOCÊ E EU AO INFERNO ETERNO, ELE PUNIU NO SEU FILHO O NOSSO PECADO. O DEUS PAI ESMAGOU O SEU FILHO, PARA NÃO ESMAGAR VOCÊ E EU. ELE FOI À CRUZ, NÃO FOI PORQUE JUDAS O TRAIU, PORQUE PILATOS O CONDENOU, PORQUE OS SOLDADOS O PREGARAM NAQUELA CRUZ. NÃO. ELE FOI À CRUZ PORQUE O PAI O ENTREGOU, POR AMOR A TODOS NÓS.

PORTANTO, O QUE LEVOU JESUS À CRUZ FORAM OS NOSSOS PECADOS. E QUEM O LEVOU À CRUZ FOI O PRÓPRIO DEUS PAI.

- EM TERCEIRO LUGAR: JESUS, VOLUNTARIAMENTE FOI À CRUZ. CONFIRA O VERSO 4 DE ISAIAS 53: “VERDADEIRAMENTE, ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES E AS NOSSAS DORES LEVOU SOBRE SI...”.

PORTANTO, VOLUNTARIAMENTE, PESSOALMENTE, ESPONTANEAMENTE JESUS FOI À CRUZ. ELE SE DEU COMO OFERTA PELO PECADO. ELE SE DEU; NÃO FOI COAGIDO. NÃO FOI FORÇADO. NÃO FOI OBRIGADO. O VERSICULO 10 DE ISAIS 53 CORROBORA ISSO: ”... QUANDO A SUA ALMA SE PUSER POR EXPIAÇÃO DO PECADO...”.

DIANTE DESTES TEXTOS TAO FIRME E CONTUNDENTES, CONLCUIMOS QUE:

-          JESUS NÃO FOI PRA CRUZ POR CIRCUNSTÂNCIAS IMEDIATAS.

-          ELE NÃO FOI UM MÁRTIR DO CRISTIANISMO.

-          ELE NÃO FOI VÍTIMA DE UMA TRAMA.

-          ELE NÃO FOI UM INDEFESO QUE CAIU NAS MÃOS DE UM SISTEMA CORRUPTO, E QUE SE NÃO HOUVESSE ESSA TRAMA ELE ESCAPARIA. NÃO E NÃO!

-          ELE VEIO PARA MORRER.

-          ELE VEIO PARA IR À CRUZ.

-          ESSE PLANO FOI ESTABELECIDO NA ETERNIDADE.

-          E ELE VEIO PARA CUMPRIR O PROPÓSITO DE DEUS, E VOLUNTARIAMENTE SE ENTREGOU POR NÓS.

2. QUE TIPO DE SOFRIMENTO JESUS SUPORTOU NA CRUZ?

- EM PRIMEIRO LUGAR: MORAL E ESPIRITUAL.

DIZEM AS ESCRITURAS QUE O SEU SOFRIMENTO FOI REPULSIVO. VÊ ISAIAS 53:3: ”ERA DESPREZADO E O MAIS INDIGNO ENTRE OS HOMENS, HOMEM DE DORES, EXPERIMENTADO NOS TRABALHOS E, COMO UM DE QUEM OS HOMENS ESCONDIAM O ROSTO, ERA DESPREZADO, E NÃO FIZEMOS DELE CASO ALGUM”.

ISSO QUER DIZER: QUANDO AS PESSOAS PASSAVAM PERTO DELE VIRAVA O ROSTO. AQUELA SITUAÇÃO GERAVA REPULSA. FOI ASSIM QUE AS PESSOAS REAGIRAM AO VER JESUS. SEU SOFRIMENTO NÃO PRODUZIU COMPAIXÃO NAS PESSOAS - “E DELE NÃO FIZEMOS CASO”. NÃO HOUVE COMISERAÇÃO, NÃO HOUVE DÓ, NÃO HOUVE PIEDADE. NÃO HOUVE NENHUM SENTIMENTO DE SOLIDARIEDADE OU DE COMPAIXÃO.

DIZ A BÍBLIA QUE QUANDO JESUS CRISTO, DEPOIS DE PARTICIPAR DA PÁSCOA, NO CENÁCULO, NAQUELA NOITE QUE JUDAS SAIU PARA TRAÍ-LO, ELE FOI COM OS SEUS DISCÍPULOS EM DIREÇÃO AO MONTE DAS OLIVEIRAS. ATRAVESSOU O VALE DE SEDRON E ENTROU NO HORTO DO JARDIM DE GETSÊMANE. DIZ A BÍBLIA DIZ QUE A SUA ALMA ESTAVA MUITO ANGUSTIADA. ANGUSTIADA ATÉ À MORTE. JESUS, ENTÃO DEIXA PARA TRÁS PARTE DOS SEUS DISCÍPULOS E PROSSEGUE COM PEDRO TIAGO E JOÃO, E DIZ PARA ELES: “VIGIAI COMIGO E ORAI, A MINHA ALMA ESTÁ ANGUSTIADO ATÉ À MORTE”. E JESUS AVANÇA SOZINHO. E DIZ O TEXTO QUE ELE PROSTRA O SEU ROSTO EM TERRA. E LUCAS AFIRMA QUE A BATALHA QUE ELE TRAVOU FOI TÃO INTENSA, TÃO DOLOROSA, TÃO ATROZ, QUE ELE COMEÇOU A SUAR SANGUE. ELE ORA A DEUS PAI E DIZ: “PAI, SE POSSÍVEL PASSA DE MIM ESTE CÁLICE”.

- “PASSA DE MIM ESTE CÁLICE”. ALGUNS IMAGINAM QUE JESUS ESTAVA ANTEVENDO OS AÇOITES, AS HUMILHAÇÕES, AS CUSPARADAS, OS CHICOTES RASGANDO O SEU CORPO E DERRAMANDO O SEU SANGUE. OU QUE JESUS ESTAVA ANTEVENDO AQUELA CAMINHADA VEXATÓRIA PELAS RUAS DE JERUSALÉM, DEBAIXO DO LENHO E DOS GRITOS DE UMA MULTIDÃO SANGUINOLENTA E TRANSLOUCADA. OU QUE JESUS ESTARIA ANTEVENDO AQUELA CRUZ PESADA NA QUAL SERIA SUSPENSO ENTRE A TERRA E O CÉU, SOFRENDO CÂIMBRAS, DORES, FALTA DE AR, ATÉ A SUA VIDA ESVAIR-SE.

NÃO, MIL VEZES NÃO!! JESUS NÃO ESTAVA PEDINDO AQUI QUE O PAI AFASTASSE DELE O CÁLICE DA MORTE, NÃO! O SOFRIMENTO DE JESUS FOI UM SOFRIMENTO ESPIRITUAL. O QUE TINHA DENTRO DAQUELE “CÁLICE” ERA A IRA DE DEUS; A IRA SANTA DE DEUS CONTRA O NOSSO PECADO. DEUS É SANTO E NÃO PODE SE DELEITAR EM NÓS NO MAL. ESSE DEUS SENDO SANTO NÃO PODIA NOS RECEBER PASSANDO POR CIMA DE NOSSOS PECADOS.

MAS, ESSE DEUS SENDO SANTO NOS AMA COM UM AMOR INCOMPREENSÍVEL, INFINITO E ETERNO. E PARA NOS SALVAR ELE TINHA QUE VINDICAR SUA PRÓPRIA JUSTIÇA.

DESDE A ETERNIDADE, JESUS CRISTO SE APRESENTOU COMO NOSSO REPRESENTANTE, COMO NOSSO FIADOR. E NAQUELE MOMENTO ELE ESTAVA PRONTO A BEBER ESTE CÁLICE CHEIO DA IRA DE DEUS. E ELE DISSOLVEU ESSE CÁLICE SOZINHO. ESSE FOI O SOFRIMENTO MAIS CRUEL QUE JESUS SUPORTOU.

3. QUE TIPO DE SOFRIMENTO JESUS SUPORTOU NA CRUZ?

JESUS SUPORTOU UM SOFRIMENTO EMOCIONAL. DIZ ISAIAS 53:3: “ERA DESPREZADO E O MAIS REJEITADO ENTRE OS HOMENS...”.  PRESTE ATENÇÃO: “O MAIS REJEITADO ENTRE OS HOMENS”. NUNCA HOMEM ALGUM FOI TÃO REJEITADO QUANTO JESUS. ELE NÃO FOI APENAS UM REJEITADO ENTRE OS HOMENS. DIZ O PROFETA QUE ELE FOI “O MAIS REJEITADO” ENTRE OS HOMENS.

-          ELE FOI REJEITADO PELO SEU POVO – “VIERAM PARA OS SEUS E OS SEUS NÃO O RECEBERAM”.

-          ELE FOI REJEITADO PELOS RELIGIOSOS DE SUA ÉPOCA, QUE LHE CHAMARAM DE FANÁTICO, DE MENTIROSO DE BLASFEMO, DE PECADOR, DE BEBERRÃO, DE ENDEMONHIADO.

-          ELE FOI REJEITADO PELA MESMA MULTIDÃO QUE O APLAUDIU “HOSANA, HOSANA”, E QUE GRITAVA AGORA: “CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O”.

-          ELE FOI REJEITADO PELAS AUTORIDADES ROMANAS: HERODES QUERIA MATÁ-LO QUANDO ERA INFANTE; PILATOS COVARDEMENTE ENTREGOU-O PARA SER CRUCIFICADO; E HERODES ANTIPAS ESCARNECEU DELE.

-          ELE FOI REJEITADO PELAS AUTORIDADES JUDAICAS – O SINÉDRIO FORJOU TESTEMUNHAS FALSAS PARA ASSACAR CONTRA ELE LIBELO ACUSATÓRIO, ACUSANDO-O DE SEDIÇÃO E BLASFÊMIA. CUSPINDO NO SEU ROSTO.

-          ELE FOI REJEITADO PELOS SEUS APÓSTOLOS: JUDAS O TRAIU; PEDRO O NEGOU; E OS OUTROS O ABANDONARAM E FUGIRAM.

-          O PIOR DE TUDO: ELE FOI ABANDONADO PELO PRÓPRIO PAI. PORQUE LÁ NA CRUZ, QUANDO ELE SE FEZ PECADO, QUANDO ELE SE TORNOU MALDIÇÃO, QUANDO NÃO HAVIA BELEZA NELE, QUANDO A FEIÚRA HORRENDA DA NOSSA INIQUIDADE ESTAVA NELE, ELE GRITOU: “DEUS MEU, DEUS MEU, PORQUE ME DESAMPARASTE?”. O PAI NÃO PODE AMPARÁ-LO, PORQUE JESUS ESTAVA ALI COMO NOSSO SUBSTITUTO. DEUS PAI PUNIU O NOSSO PECADO NO SEU FILHO, PARA NOS AMPARAR ETERNAMENTE.

-          ELE FOI REJEITADO, E AINDA HOJE ELE É REJEITADO. TODAS AS VEZES QUE VOCÊ OPTA PELO PECADO, VOCÊ AMA MAIS O PECADO DO QUE A ELE. QUANDO OCORRE ISSO, DIZ O LIVRO DE HEBREUS, VOCÊ ESTÁ PISANDO NOVAMENTE O SANGUE DE JESUS.

4. QUE TIPO DE SOFRIMENTO JESUS ENFRENTOU?

JESUS FOI HUMILHADO, AÇOITADO, CUSPIDO, DESPREZADO, DIZ ISAIAS 53:3.

-IMAGINE JESUS CRISTO, O CRIADOR DO UNIVERSO, O DEUS DA GLÓRIA, SENDO NESSE MOMENTO CUSPIDO PELO SINÉDRIO!

-IMAGINE O FILHO DE DEUS, QUE PODERIA NUMA ÚNICA PALAVRA DESTRUIR O IMPÉRIO ROMANO, SER AÇOITADO POR UM SOLDADO, COM CHICOTES DE TIRAS DE COURO COM PONTAS DE OSSO E PREGO, ONDE CADA CHICOTADA TIRAVA PEDAÇO DE CARNE!

-IMAGINE O FILHO DE DEUS, CAMINHANDO SOBRE AS RUAS LOTADAS DE JERUSALÉM, PELOS BECOS ESTREITOS DAQUELA CIDADE, CARREGANDO UMA CRUZ DEBAIXO DE VAIAS, DE ZOMBARIAS POR UMA MULTIDÃO ENSANDECIDA!

-IMAGINE JESUS SENDO SUSPENSO PELA CRUZ E UMA MULTIDÃO TRANSLOUCADA GRITANDO: CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O!

-IMAGINE O FILHO DE DEUS TENDO AS SUAS MÃOS RASGADAS, SEUS PÉS CRAVADOS, SENTINDO CEDE, CÂIMBRAS, DORES TERRÍVEIS, SENDO HUMILHADO!

POIS É, JESUS PASSOU POR TUDO ISSO, PARA NOS SALVAR. ELE SUPORTOU TUDO ISSO POR AMOR A TODOS NÓS.

-ELE SUPORTOU A IRA DE DEUS PAI.

-ELE SUPORTOU AS ZOMBARIAS DOS HOMENS.

-ELE SUPORTOU CASTIGOS FÍSICOS INDESCRITÍVEIS. DIZ ISAIAS 53:2 QUE O SEU SEMBLANTE FOI DESFIGURADO. ELE NÃO TINHA APARÊNCIA, NEM FORMOSURA. NÃO HAVIA NELE NENHUMA BELEZA QUE NOS AGRADASSE: “... NÃO TINHA PARECER NEM FORMOSURA...”.

O TEXTO ESTÁ DIZENDO QUE QUANDO ELE FOI PRÁ CRUZ, TODA A NOSSA HEDIONDEZ, TODA NOSSA DEFORMAÇÃO, TODA NOSSA DEGRADAÇÃO, TODA NOSSA INIQUIDADE FORAM COLOCADAS SOBRE ELE.

SEU CORPO FOI FERIDO. SE VOCÊ PERCEBER, AS TORTURAS FORAM CRUDELÍSSIMAS:  ANGÚSTIA, SÊDE, CÂIMBRAS, DORES, FALTA DE AR.

OS NOSSOS PECADOS CRAVARAM JESUS NA CRUZ. ELE FOI OPRIMIDO!  - “VERDADEIRAMENTE, ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES E AS NOSSAS DORES LEVOU SOBRE SI; E NÓS O REPUTAMOS POR AFLITO, FERIDO DE DEUS E OPRIMIDO”.

PENSE COMO ISSO DEVE TER ACONTECIDO:

DESDE O MOMENTO QUE JESUS FOI PRESO NO GETSÊMANE, ELE FOI ACORRENTADO E LEVADO AO SINÉDRIO. LÁ, ELE FOI CUSPIDO NO ROSTO. TESTEMUNHAS FALSAS FORAM FORJADAS. BEM CEDO, FOI LEVADO AO PRETÓRIO ROMANO. OS JUDEUS ACUSAM-NO FALSAMENTE. PILATOS TENTA DEFENDÊ-LO, MAS NÃO QUIS. PILATOS TRANSFERE PARA HERODES A RESPONSABILIDADE.

MAS, HERODES DEVOLVE PARA PILATOS. PILATOS, SEM PRINCÍPIO, DIZ: VOU MANDAR AÇOITÁ-LO, E DEPOIS EU SOLTAREI. DESFIGURARAM JESUS. MASSACRARAM JESUS. ARRANCARAM A CARNE DE JESUS. O SANGUE ESBORRIFAVA.   

E DEPOIS OS SOLDADOS AINDA CRAVARAM NA FRONTE DELE UMA COROA DE ESPINHO. E ZOMBAVAM DELE. ESCARNECIAM DELE. E DEPOIS QUE JESUS ESTAVA DESFIGURADO, PILATOS APRESENTOU JESUS À MULTIDÃO: EIS AÍ O HOMEM, EIS AÍ O VOSSO REI. QUE FAREI DELE? OS JUDEUS DISSERAM: CRUCIFICA-O!

E JESUS, MOLHADO DE SANGUE, ABATIDO, TEM QUE TOMAR AQUELA CRUZ PESADA E CAMINHAR PELAS RUAS ACIDENTADAS DE JERUSALÉM.

IMAGINE O FILHO DE DEUS, O CRIADOR DE TUDO, APANHAR, SER ZOMBADO, SER PREGADO NAQUELA CRUZ!

IMAGINE O QUE ACONTECEU NAQUELE CALVÁRIO! DEBAIXO DE ZOMBARIA! SENDO ELE SUSPENSO NAQUELA CRUZ HUMILHANTE! NAQUELA CRUZ ESTAVA A SÍNTESE DE TODA A JUSTIÇA DE DEUS SENDO VINDICADA. E DE TODO O AMOR DE DEUS SENDO DEMONSTRADO.

A BÍBLIA DIZ QUE O SOFRIMENTO - MORAL, ESPIRITUAL E FÍSICO - DE JESUS FOI TAMANHO, A HUMILHAÇÃO FOI TÃO GRANDE QUE O UNIVERSO INTEIRO ENTROU EM CONVULSÃO, POIS AO MEIO-DIA O CÉU ESCONDEU O SEU ROSTO; AS PEDRAS SE ARREBENTARAM NOS VALES; OS TÚMULOS FORAM ABERTOS; PORQUE O FILHO DE DEUS ESTAVA SENDO FERIDO PELOS NOSSOS PECADOS.

5. E COMO ELE REAGIU A TUDO ISSO?

ELE SE ENTREGOU MANSAMENTE A TUDO ISSO COMO CORDEIRO QUE VAI PARA O MATADOURO: ELE NÃO ABRIU A SUA BOCA. NÃO PÔS EM SEUS EXATORES NENHUMA PALAVRA DE IRA E NEM DE VINGANÇA. E DIZ A BÍBLIA QUE AINDA INTERCEDEU PELOS TRANSGRESSORES: “PAI PERDOA-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”.

PORÉM, HÁ UMA VERDADE QUE VOCÊ PRECISA SABER:

- NA CRUZ, JESUS VENCEU A MORTE. A MORTE NÃO TEM MAIS O ÚLTIMO LUGAR NA VIDA DELE.

ELE MATOU A MORTE COM A SUA MORTE. ELE ARRANCOU O AGUILHÃO DA MORTE. ELE TRIUNFOU SOBRE A MORTE. ELE INSTAUROU A RESSURREIÇÃO, A ETERNIDADE E A IMORTALIDADE. ELE RESSURGIU. ELE ESTÁ VIVO. ELE VENCEU A MORTE. ELE TEM AS CHAVES DA MORTE E DO INFERNO.

- JESUS REMIU UM POVO PARA DEUS. CONFIRA ISAIAS 53:11,12: “O TRABALHO DA SUA ALMA ELE VERÁ E FICARÁ SATISFEITO; COM O SEU CONHECIMENTO, O MEU SERVO, O JUSTO, JUSTIFICARÁ A MUITOS, PORQUE A INIQUIDADE DELES LEVARÁ SOBRE SI. PELO QUE LHE DAREI A PARTE DE MUITOS, E, COM OS PODEROSOS, REPARTIRÁ ELE O DESPOJO; PORQUANTO DERRAMOU A SUA ALMA NA MORTE E FOI CONTADO COM OS TRANSGRESSORES; MAS ELE LEVOU SOBRE SI O PECADO DE MUITOS E PELOS TRANSGRESSORES INTERCEDEU”.

JESUS NOS COMPROU COM O SEU SANGUE. ELE NOS REMIU. ELE NOS RESGATOU PARA DEUS, PARA SERMOS UM POVO ESPECIAL PARA GLÓRIA DE DEUS.

PORTANTO, A CRUZ NÃO É SINAL DE DERROTA. A CRUZ É O MAIOR SINAL DE VITÓRIA, PORQUE QUANDO O DIABO E SUAS HOSTES PENSAVAM QUE ESTAVAM PREVALECENDO SOBRE JESUS, DEUS SABOTA O PLANO DO INIMIGO, PORQUE FOI EXATAMENTE NA RUDE CRUZ QUE JESUS EXPÔS OS PRINCIPADOS E POTESTADES AO DESPREZO E TRIUNFOU SOBRE ELES.

FOI EXATAMENTE NA CRUZ QUE JESUS TOMOU A CÉDULA DE DÍVIDA QUE ERA CONTRA NÓS E A RASGOU, E A ANULOU E A CRAVOU NA CRUZ. AQUELE QUE CRÊ EM JESUS, NÃO DEVE MAIS NADA, ESTÁ JUSTIFICADO.

6. QUANTO CUSTOU A NOSSA REDENÇÃO?

CUSTOU TUDO PARA DEUS. CUSTOU A VIDA DE SEU FILHO. ESSE FOI O PREÇO QUE DEUS PAGOU PARA NOS SALVAR DA MORTE ETERNA. SEM DÚVIDA, A CRUZ DE CRISTO É A MAIOR EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS POR TODA A HUMNAIDADE.

AGORA FAÇO A MESMA PERGUNTA DO PROFETA ISAIAS: QUEM CREU SENHOR, QUEM CREU NA NOSSA PREGAÇÃO? POSSO LHE GARANTIR QUE NÃO EXISTE OUTRO MEIO PARA VOCÊ SER SALVO. NÃO EXISTE OUTRO CAMINHO PARA O CÉU. NÃO EXISTE OUTRA PORTA. NÃO EXISTE OUTRO SALVADOR. NÃO EXISTE OUTRA POSSIBILIDADE DE VOCÊ SER ACEITO POR DEUS. FREQUENTAR UMA IGREJA NÃO É SUFICIENTE. SER BATIZADO NÃO É SUFICIENTE. SER UM LÍDER ESPIRITUAL NÃO É SUFICIENTE. SER UM RELIGIOSO ZELOSO NÃO É SUFICIENTE. DAR ESMOLAS NÃO É SUFCIENTE. A NÃO SER QUE VOCÊ RECONHEÇA QUE JESUS CRISTO PAGOU PELOS SEUS PECADOS, E MORREU NA CRUZ EM SEU LUGAR.

O SEU PECADO É HORRENDO DIANTE DE DEUS. O SEU PECADO MERECE A IRA DE DEUS, E QUE VOCÊ NÃO PODE FICAR DEBAIXO DE SEUS PECADOS SEM SER CONDENADO, A NÃO SER QUE VOCÊ, COM SINCERIDADE, HUMILHADO E TOTALMENTE ARREPENDIDO, ORE AGORA E ENTREGUE A SUA VIDA A CRISTO E PEÇA A ELE PARA SER O SEU SENHOR, REDENTOR E SALVADOR. SÓ ASSIM HAVERÁ ESPERANÇA PARA SUA VIDA. VOCÊ PODE CONFESSÁ-LO COMO SENHOR E SALVADOR DE SUA VIDA. VOCÊ PODE ENCONTRAR NA CRUZ UMA FONTE DE VIDA, DE PERDÃO E DE REDENÇÃO.

VAMOS ORAR:

DEUS, BENDITO É TEU NOME ETERNO. PORQUE NÃO POUPASTE O TEU PRÓPRIO FILHO, ANTES POR TODOS NÓS O ENTREGASTE. BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE TU PROVASTE PARA NÓS O TEU AMOR, PELO FATO QUE CRISTO MORREU POR NÓS SENDO NÓS AINDA PECADORES.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE JESUS CRISTO VOLUNTARIAMENTE VEIO AO MUNDO E SE ENTREGOU PARA MORRER EM NOSSO LUGAR.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE NÃO OBSTANTE AQUELE CÁLICE ESTIVESSE CHEIO DE TUA IRA, JESUS CRISTO PELOS NOSSOS PECADOS SOLVEU AQUELE CÁLICE SOZINHO PARA NOS DAR A FONTE DA VIDA ETERNA.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE PELA MORTE DE JESUS CRISTO UM NOVO E VIVO CAMINHO FOI ABERTO, NOS DANDO A BÊNÇÃO E A POSSIBILIDADE DE RECONCILIARMOS CONTIGO.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE TODO AQUELE QUE CRÊ NO SENHOR JESUS TEM A VIDA ETERNA.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE TODO AQUELE QUE VEM A JESUS ELE NÃO LANÇA FORA.

BENDITO SEJA O TEU NOME PORQUE NESTE MOMENTO HÁ COPIOSA REDENÇÃO PARA AQUELES QUE ESTÃO ACEITANDO A JESUS COMO SENHOR E SALVADOR. SALVA AQUI PARA GLÓRIA DO TEU NOME.

EM NOME DE JESUS, AMÉM!