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HISTÓRIA DE ISRAEL

Terra Santa, uma notável herança da história Religiosos ou não, os que visitam esta parte do Oriente Médio costumam voltar impressionados com a sua cultura milenar A escassez sempre foi a marca dos cerca de 30 mil km² da Terra Santa, no Oriente Médio, e motivo de esforços redobrados no trabalho com a terra. Em compensação, o terreno é pra lá de fértil na área arqueológica e histórica. Sem falar na importância religiosa de um lugar que é o berço das três grandes crenças monoteístas do mundo (judaísmo, cristianismo, islamismo).A região exerceu, ao longo de mais de dois mil anos, extraordinária influência sobre a humanidade. Influência traduzida num fantástico legado de cidades históricas romanas, bizantinas e palácios islâmicos. E não é pra menos: por ali passaram todos os grandes impérios do chamado Oriente Próximo. Acima de tudo, a Terra Santa fascina o turista. Lá vivem israelenses, palestinos e parte da população egípcia e jordaniana.Em Israel (país cuja modesta área de 21.900 km² é desproporcional ao seu significado histórico-cultural), há confortáveis acomodações para o visitante e excelente comida. Jerusalém, sagrada para judeus e muçulmanos, é um capítulo à parte. Não bastasse estar definida na Bíblia como o lugar onde Salomão ergueu seu grande templo e Cristo foi crucificado, Jerusalém teria sido visitada pelo profeta Maomé.Para além dos muros desta cidade de 3 mil anos de história, o turista encontra, dentre muitas outras atrações, o Mar da Galiléia, a famosa Fortaleza da Masada, a cabalística Safed, as águas salinas e a lama medicinal do Mar Morto, os beduínos do Deserto de Negev, as aldeias drusas, os mosteiros isolados, os corais multicoloridos do Mar Vermelho e a festiva e moderna Tel Aviv, às margens do Mar Mediterrâneo. Tudo isso percorrendo estradas de um asfalto impecável.
Diversidades de uma terra santa Variados povos deixaram suas marcas na região que é o berço do judaísmo, do cristianismo e do islamismoO que esperar senão um rico turismo de um lugar que há mais de dois mil anos já era habitado por diversos povos, tais como árabes, abissínios, gregos, fenícios, sírios, gente de Sidon, de Tiro, de Alexandria e até alguns africanos? Além, é claro, do judeu e do dominador romano. Assim é a chamada Terra Santa, no Oriente Médio, um mosaico cultural estrategicamente localizado entre três continentes: Europa (oeste), África (sul) e Ásia (leste).A Terra Santa abriga o Estado de Israel, os Territórios Autônomos Palestinos e partes da Jordânia e do Egito. Estende-se do Mar Mediterrâneo aos desertos jordanianos e da Galiléia à Península do Sinai. Praticamente cada palmo deste território é um pedaço precioso da história da humanidade. História relatada no Antigo e no Novo Testamento. Na Terra Santa nasceram o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, as três principais religiões monoteístas.Desnecessário dizer que estas crenças estenderam-se pelo planeta, influenciando muitos povos. O Brasil é oficialmente católico e cresce o número de evangélicos, o que representa forte potencial turístico. Vale lembrar que, após perseguido, o cristianismo tornou-se a religião dominante da sociedade romana no século IV d.C. A máxima “tamanho não é documento” é perfeita para a Terra Santa, de extensão modesta se comparada à sua importância, digamos, espiritual para a humanidade. ROTEIROS – Esta dimensão territorial torna-se uma vantagem para o turista. Percorrendo distâncias relativamente curtas, chega-se aos vales do fecundo Rio Jordão (norte), aos oásis dos desertos de Negev e do Sinai (sul), ao Tiberíades (ou Mar da Galiléia), aos belíssimos arrecifes do Mar Vermelho e ao intrigante Mar Morto (411m abaixo do nível do mar), cuja alta salinidade impede a existência de vida subaquática e faz o visitante flutuar como se estivesse num colchão.Isto sem falar especificamente dos lugares onde, segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo nasceu (Belém), foi batizado (Rio Jordão), pregou, fez milagres, foi preso, interrogado, carregou a cruz, foi crucificado e sepultado (Jerusalém). Alguns desses lugares viram surgir santuários, igrejas e capelas erguidas nos séculos posteriores à morte do chamado Messias. E são importante apelo turístico de uma região tão distante geograficamente, mas tão próxima do coração de muitos povos.Relatos turísticos são antigosA vocação bíblica da Terra Santa atrai turistas há bem mais tempo do que muitos pensam. Um manuscrito do século XI achado na Itália contém a cópia do diário de viagem de uma freira européia chamada Egéria que, em visita realizada do ano 380 ao 415, citou lugares como Jerusalém e Sinai. Suzan Klagesbrun, carioca radicada em Israel e diretora de Marketing do Ministério do Turismo daquele país, destacou a riqueza arqueológica da região.Há poucas semanas, uma aldeia da época romana, possivelmente habitada por judeus, foi descoberta no setor norte da anexada Jerusalém Oriental. O sítio se estende por 1.300 metros da estrada romana que liga a Nablus e parece ter sido habitado até a última revolta hebréia de Bar Kochba (132-135), sufocada por Roma. Há dois meses, por sinal, durante obras de ampliação de uma prisão em Armagedom (Galiléia), descobriram uma das primeiras igrejas católicas da Terra Santa, do tempo em que seu símbolo era um peixe, em vez da cruz.Estas descobertas conferem um fascínio ainda maior à Terra Santa. Em 1986, dois pescadores de um kibutz, os irmãos Moche e Yuval Lufan, descobriram conservado sob uma espessa camada de limo do Mar da Galiléia um barco do tempo de Cristo. Foi durante uma longa estiagem, quando as águas baixaram muito.Chamaram especialistas, que iniciaram um minucioso trabalho de escavação, preservação da estrutura de madeira (8,23m de comprimento por 2,3m de largura e 1,2m de altura) e remoção. O barco está no Museu da História do Homem da Galiléia (Bernardo de Menezes).Subsolo israelense ainda guarda muitas riquezasAo contrário da Mesopotâmia e do Egito, onde muito da história foi retratado através de escritos antigos, há poucos registros da Terra Santa. A única fonte básica é a Bíblia. Mesmo assim, com suas parábolas, adaptações e outras inserções de precisão relativa, em que pese ser um testemunho histórico da maior importância. Mas o que não falta por lá é trabalho para os arqueólogos, cujas escavações chegaram a revelar traços de colônias que remontam a cerca de 10 mil anos a.C., como na área de Jericó, ao norte do Mar Morto. O subsolo judeu surpreende a cada dia. São numerosos os vestígios arquitetônicos romanos, bizantinos, do tempo dos cruzados, sem falar no legado árabe. O islamismo reconhece diversos dos profetas do Antigo Testamento, como Abraão (Ibrahim para o islã), sendo Jerusalém um território sagrado também para os muçulmanos. Eles crêem que o profeta Maomé subiu ao céu partindo da mesma rocha em Jerusalém na qual, segundo a Bíblia, Abraão esteve prestes a sacrificar seu filho e na qual os judeus ergueram suas sinagogas.Assim sendo, os árabes brindaram a milenar Jerusalém com mesquitas, como o magnífico Domo da Rocha (uma das primeiras e mais importantes obras da arquitetura muçulmana – erguida de 688 a 691 d.C.) e a El-Aqsa (erguida 20 anos após o término da primeira). Desta forma, embora as diferenças doutrinárias, lingüísticas e até mesmo os choques culturais, o vocabulário de judeus, cristãos e muçulmanos compartilha nomes que são referência comum: Moisés, Abraão, Jerusalém e Terra Santa. DICAS DE VIAGEM
 Visto – Cidadãos brasileiros não precisam de visto especial para Israel. O visto de entrada é carimbado no próprio passaporte, após o desembarque no aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, a capital.
 Moeda – A moeda israelense é o Shekel Novo (NIS – do inglês New Israeli Shekel), também aceita em territórios palestinos (que ainda não têm moeda própria). Seu plural é skalim. O Shekel equivale a mais ou menos um quarto de dólar.
 Passaporte – Para ser aceito, o passaporte do viajante deve ter validade mínima de seis meses.
 No aeroporto – Não estranhe se antes do check-in lhe forem feitas perguntas sobre o objetivo de sua viagem, se já conhece Israel, se tem parentes ou amigos por lá, se há encomendas de terceiros na sua bagagem etc... É praxe num país onde a segurança é prioridade máxima.
 Revistas – O zelo pela segurança é traduzido também nas revistas à entrada de shoppings, hotéis, cinemas, teatros, museus, supermercados, lugares sagrados e outros pontos movimentados, principalmente das cidades maiores.
 Permanência – O carimbo de entrada no país dá direito a até três meses de permanência, podendo ser renovado se o interessado apresentar com antecedência ao Ministério do Interior um argumento convincente.
 Trabalho – Uma das justificativas geralmente aceitas para a prorrogação da permanência é o desejo de o viajante trabalhar num kibutz, aberto a voluntários entre 18 e 32 anos.
 O que é – Os kibutzim (plural de kibutz) são organizações de estilo socialista onde se trabalha na agricultura, cozinha, lavanderia, linhas de montagem de fábricas etc... O trabalho custeia a permanência do voluntário, que recebe uma remuneração mensal em torno de US$ 50.
 Fronteiras – Não há exigências especiais para se cruzar fronteiras entre Israel e territórios palestinos. Mas a apresentação do passaporte a policiais de ambos os lados é comum, sobretudo no retorno a território israelense.
 Idioma – O inglês é a segunda língua em Israel, cujo idioma oficial é o hebraico. As placas indicativas nas ruas e estradas têm inscrições na língua local, em árabe e em inglês.
 Comportamento – Embora de hábitos ocidentalizados, a sociedade israelense adota certos recatos nos redutos ultra-ortodoxos, o mesmo acontecendo nos territórios palestinos. As mulheres árabes geralmente cobrem os braços, pernas e, às vezes, a cabeça; os homens não usam shorts ou bermudas.
 Lugares sagrados – Para adentrar o pátio do Muro das Lamentações, em Jerusalém, deve-se cobrir a cabeça, seja com um boné, chapéu ou mesmo com um pano. Evite ir a igrejas e templos usando shorts, bermudas ou camisetas sem mangas.

Em busca do prestígio perdido Dirigentes do turismo israelense esperam superar este ano os 2 milhões de visitantes recebidos em 2005Embora de raízes tão antigas, a terra dos judeus só passou a existir como Estado de Israel a partir de 1948. Muito antes disso, inúmeros acontecimentos épicos marcaram sua história e, por que não dizer, a história da humanidade. Entre eles, o cativeiro na Babilônia (século V a.C.), os levantes contra o domínio romano e a Diáspora (após a 2ª Guerra Judaica – 132 a 135 d.C.), com a grande dispersão dos judeus rumo ao Norte da África, Sul da Europa e Ásia Menor.Fatos não menos significativos continuaram a sacudir a Terra Santa, como a invasão pelo exército persa, o domínio muçulmano sobre a Palestina e a chegada dos cruzados (em 1095), que lá ficaram por 200 anos. Teve também o império otomano (século XVI), a chegada dos ingleses a Jerusalém (século XIX) e, é claro, o controverso conflito territorial árabe-judeu, ainda hoje na ordem do dia, com uma incessante busca pela paz. No século XX, árabes e judeus travaram quatro grandes guerras. RETOMADA – A despeito da questão territorial, o turismo em Israel vem sobrevivendo e até recuperando-se do revés sofrido durante o que se chamou de Segunda Intifada. Seu estopim foi uma visita do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, em 2000, à mesquita da Al Aqsa (Jerusalém), gerando violenta reação dos muçulmanos, que consideram a Esplanada das Mesquitas território sagrado. Hoje, com a “poeira assentada”, o governo aposta muitas de suas fichas na retomada do turismo. Os atentados em geral ocorrem mais distantes dos redutos turísticos. Naturalmente, é preciso estar atento ao noticiário internacional e, quando em visita ao país, observar o noticiário local. Hoje, chama a atenção o muro erguido pelos israelenses entre Jerusalém e Belém (território palestino), sob o argumento de dificultar a entrada de agressores palestinos. Um portão guarnecido por Israel controla o trânsito entre as duas cidades, que são pontos de visita obrigatória de qualquer cristão que se preze. Benjamin-Gad Ninnayi, diretor do serviço de receptivo do Ministério do Turismo, lembra que a visita do papa João Paulo II a Israel trouxe 50 mil pessoas diretamente ligadas à programação oficial. O Vaticano aceitou convite do governo ao seu sucessor, Bento XVI, faltando estabelecer a data mais propícia à visita. Muro novo e muro antigo Os turistas têm acesso livre para ambos os lados do muro de concreto entre Jerusalém e Belém. Inclusive porque um dos mais famosos atrativos da Terra Santa está do lado palestino: o local de nascimento de Jesus, na Igreja da Natividade. Já para os judeus, o Muro das Lamentações é a referência mais sagrada. Virou local de peregrinação judaica quando os devotos aglomeravam-se para lamentar a destruição do Segundo Templo (de 70 d.C). O velho muro é o que restou das paredes de contenção do Monte do Templo, construído por Herodes o Grande no ano 20 a.C. Na área frontal, homens rezam à esquerda e mulheres, à direita. Ali são também celebrados o bar mitzvah e o bat mitzvah que representam, respectivamente, o ingresso de meninos e meninas na vida adulta. Muitos devotos lá recitam o Livro dos Salmos e crêem que as orações e pedidos feitos junto ao muro são mais eficientes. Chega-se a colocar bilhetes dobrados entre as junções das pedras. Na lateral esquerda do muro, sob um arco que sustenta um passadiço para o antigo templo, arqueólogos encontraram o Túnel do Muro (impressionante, mas não-recomendado para claustrofóbicos). Esta passagem segue abaixo do nível das ruas, emergindo na Via Dolorosa, caminho percorrido por Cristo rumo ao calvário. Dentro do túnel, há um profundo fosso iluminado que exibe as fundações mais antigas de Jerusalém. A história da velha cidade tem 3 mil anos, mas suas muralhas datam do século XVI. O que é natural diante das conquistas, reconquistas, destruições e reconstruções. Na parte interna da Cidade Velha, estão os bairros cristão, muçulmano, judeu e armênio; a oeste e ao sul, estão, respectivamente, o Monte das Oliveiras e o Monte Sion, últimos locais visitados por Jesus em sua vida pública.Nas colinas da Galiléia, SafedJunto com Jerusalém, Hebron e Tiberíades, Safed é uma das quatro cidades sagradas, segundo o Talmud (codificação da lei judaica desenvolvida no século III d.C.). Destacado reduto de escolas religiosas e de vários intérpretes da cabala (corrente mística do judaísmo), é o povoado mais alto de Israel. Na Idade Média, foi ponto de encontro de judeus sefaraditas expulsos da Espanha, sendo ainda hoje importante centro de estudos judaicos. Artistas transformam suas residências em ateliês e suas ruas estreitas, ornadas por lojas de quinquilharias coloridas e de metais brilhantes, são um convite a um dos principais passatempos dos judeus, a arte de barganhar preços. O guia de turismo Efraim Rushansky, pernambucano radicado há mais de 30 anos em Israel, brinca ao dizer que, se o cliente pagar o preço inicialmente pedido, deixará o vendedor frustrado.E dá a dica: se alguém cobrar, por exemplo, US$ 10 por um produto, comece oferendo US$ 3 para chegar a um bom acordo. E garante que, por mais barato que o valor final da compra lhe pareça, jamais isto significará desvantagem para o vendedor. Se tem uma coisa que judeu sabe honrar é a fama de bom negociante. A receita também vale para os vários souks (mercados abertos) de Jerusalém, como o El Bazar, no Cardo, que começa na saída da Via Dolorosa.Entre arranha-céus e vielas de pedraNão faz muito tempo, alguém “descobriu” que Tel Aviv é o maior centro mundial da arquitetura bauhaus (escola vanguardista que funcionou de 1919 a 1933 na Alemanha e influenciou outros países). Isto resultou num forte apoio financeiro da Unesco e na revalorização de muitos edifícios. A mediterrânea Tel Aviv representa o lado moderno do Estado Judeu, com destaque para seu centro comercial e cultura contemporânea.Modernos hotéis, bares, cafés, lojas e condomínios semelhantes aos de Miami cercam sua orla de areias brancas. Mas o turista pode deixar bruscamente os ares de modernidade de Tel Aviv (“Colina da Primavera”) e entrar na atmosfera milenar de Jafa, que fica bem ao lado. Segundo o Velho Testamento, Jafa foi construída após o dilúvio, por Jafé, filho de Noé. A tese de que seu porto é um dos mais antigos do mundo se reforça na descoberta de vestígios que remontam ao século XX a.C. Jafa abriga um museu/loja de Daniel Kafri, brilhante escultor judeu (Bernardo de Menezes).HEBRAICOFalar a língua bíblica é bem difícil, mas conheça algumas palavras-chave que podem ser úteis numa viagem à Terra Santa:
 Sim - ken
 Não - ló
 Bom - tov
 Bom-dia - bôker tov
 Boa-noite - laila tov
 Muito obrigado - todá
 À saúde - lêhaim
 Até logo - lehitraót
 Agora - archav
 Água - maim
 Água fria - maim hamim
 Pão - lêrhêm
 O preço - hamerrhir
 Muito prazer - naim meod
 Médico - rofé
 Médica - rofá
 Mercado/feira - souk
 Café da manhã - arurrhat-bôker
 Açúcar - sukar
 Almoço - arurrhat-tssohoraim
 Ar-condicionado - mizug avir
 Barato - zol
 Bonita - lafá
 Bonito - lafé
 Cadeira - kissé
 Cama - mitah
 Cartão-postal - gluiá
 Chave - mafteah
 Copo - kos
 Desconto - hanarrhá
 Dinheiro - késséf
 Colher - kaf
 Garfo - mazlêg
 Leite – halav

Palco de civilizações históricas Os arqueólogos estão sempre preparados para descobertas fascinantes numa das regiões mais conturbadas da antigüidadeEstar em Jerusalém é vantajoso não apenas do ponto de vista histórico, mas também geográfico. A milenar cidade é próxima do Mar Morto, distante meia hora. E quem vai ao Mar Morto se vê tentado não só a flutuar em sua água densa e salgada como a conferir as propriedades terapêuticas de sua lama. O que, aliás, explica a presença de vários spas e hotéis de luxo na região, como Sheraton Caesar Palace e Meridien. Quem vai ao Mar Morto não resiste à tentação de visitar um dos maiores monumentos de Israel, erguido 100 ou 200 anos antes de Cristo e ampliado por Herodes o Grande: a fortaleza de Masada. No alto de uma colina, 440 metros acima das margens do Mar Morto, Masada impressiona quem a contempla de baixo e, mais ainda, quem vai até o alto, normalmente via teleférico. Mas muita gente encara a sinuosa Trilha da Serpente, que exige quase uma hora de caminhada.Masada, a “última fortaleza”Mais do que subir a Trilha da Serpente, de tirar o fôlego mesmo é a visão das cisternas gigantescas cavadas na parte alta do rochedo, que eram abastecidas por um engenhoso sistema de represas e canais que captava água da chuva. Fortificação militar que se preza necessita de autonomia no abastecimento de água. Masada inspirou, inclusive, a indústria cinematográfica, com superproduções à altura de seu significado.O rei Herodes também mandou construir na fortaleza o Palácio Ocidental, o Palácio Suspenso (erguido em três níveis), as termas e a sinagoga. A conquista romana da “última fortaleza judaica”, relatada pelo historiador Flávio Josefo em 70-73 d.C., foi algo realmente digno de ser reproduzido no cinema: 10 mil romanos fizeram um cerco que durou dois anos, construindo ao redor um anel formado por 12 acampamentos, cujos resquícios são vistos ainda hoje. Ergueram uma imensa rampa na encosta e uma torre para proteger os invasores, que atacavam com arietes. De pouco adiantou os menos de mil judeus lá acuados erguerem uma muralha defensiva interna, que foi ultrapassada e a fortaleza tomada. Segundo o historiador, os judeus preferiram o suicídio em massa a cair nas mãos das legiões romanas. Mais que isso, cada homem ficou responsável pelo assassinato de sua própria família.Megido é do 3º milênio a.C.O que não falta no território de Israel é relato de batalhas homéricas, o que era natural numa região próxima aos principais impérios. Megido é mais um exemplo. Tantas foram as batalhas por lá que o Livro das Revelações do Novo Testamento a define como ponto de combate final entre o bem e o mal no fim dos tempos. Antiga cidade do Vale do Jezreel, Megido era simplesmente o principal caminho entre o Oriente e o Mediterrâneo, tendo inclusive caído nas mãos do faraó Tutmés III. Oito séculos antes de Cristo, caiu sob o domínio dos assírios. Megido é o mesmo que Armagedon, que deriva de “Har Megedon”, que significa montanha de Megido. Escavações arqueológicas revelaram nada menos que 20 povoações sucessivas no local, onde o turista se impressiona também com um gigantesco reservatório de água, de cuja base sai um túnel ligando a uma fonte secreta localizada fora das muralhas. Megido foi conquistada várias vezes e fortificada outras tantas.Conquistas – Inicialmente habitada pelos cananeus, Beth Shean foi cidade romano-bizantina, passou a próspera cidade helênica e, depois, a cidade judaica. O piso de mosaico de sua sinagoga foi encontrado em perfeito estado após 1.600 anos. Localizada na antiga rota entre a Mesopotâmia e o Mediterrâneo, Beth Shean tem 5 mil anos, tendo os arqueólogos identificado no terreno pelo menos 16 cidades sobrepostas. Nazaré, destino de peregrinaçãoAo lado do Santo Sepulcro e da Igreja da Natividade, a cidade de Nazaré tem especial significado para os católicos por ter sido local da “Anunciação” do nascimento de Jesus e onde ele passou sua infância. Localizada entre o vale do Rio Jordão e a planície Jezreel, tornou-se importante centro cristão durante a conquista dos cruzados, a partir de 1099. A Basílica da Anunciação (erguida sobre ruínas bizantinas e dos cruzados) é o principal ponto de convergência dos peregrinos, o que ajuda o comércio local da chamada Nazaré moderna. Em sua cripta, está a Caverna da Anunciação onde, segundo as escrituras, o Anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus a Maria. Na parte antiga da cidade, vivem cristãos e palestinos muçulmanos enquanto na parte norte, em Nazaré Iliat, fica o grande bairro judeu fundado em 1957. ISRAELCriado em 1948 pelo líder Ben Gurion, o Estado israelense destaca-se hoje no cenário mundial pela produção de alta tecnologia (hi-tech) e investe muito no turismo histórico-religioso:
 Nome oficial: Estado de Israel
 Área: 21.900 km²
 Data cívica: 14 de maio (celebra a criação do Estado, pela ONU, em 1948)
 Capital: Tel Aviv
 População: 6,8 milhões
 Densidade demográfica: 322,5 habitantes por km²
 PIB: US$ 103,7 bilhões
 Composição do PIB: Agricultura 2%Indústria 17%Serviços 81%
 Principais produtos de exportação: diamantes polidos, equipamentos de comunicação eletrônicos, médicos e científicos, produtos químicos, componentes eletrônicos e computadores.
 Embaixada em Brasília: Avenida das Nações, Quadra 809, Lote 38, CEP 70424-900, Brasília, DF. Tel. 61 2105-0500, fax 61 2105-0555, site http://brazilia.mfa.gov.il e e-mail info@brasilia.mfa.gov.il.
 Religião: Judaísmo 81%Islamismo (maioria sunita) 14,5% Cristianismo 2,9%Drusos e outras 1,6%.
 Moeda: Shekel Novo.
 Localização: Oriente Médio, banhado pelo Mar Mediterrâneo a oeste e pelo Mar Vermelho ao sul. Faz fronteira com o Líbano ao norte, a Síria e a Jordânia a leste e o Egito a sudoeste.
 Características: Deserto de Negev (50% do território); região montanhosa (norte); planície costeira (centro).
 Cidades principais: Jerusalém, Tel Aviv e Haifa.

Cultura e fé movimentam Israel Além de católicos, evangélicos, muçulmanos e judeus de outros países, Israel atrai adeptos da fé Bahá’í Na Gruta da Traição, sentado à meia-luz ao lado de um singelo altar, encontramos por acaso um pernambucano que trocou a descontraída Ipojuca pela solene Jerusalém. É o frei Domingos Sávio, 57 anos, que escolheu como lugar ideal para suas reflexões o Monte das Oliveiras (que tem 24 lugares sagrados para os cristãos). Segundo as escrituras, foi na Gruta da Traição, ou Gruta do Getsêmani, que Judas traiu Jesus.Lá dentro, uma antiga cisterna foi transformada em tumba para senhoras de conquistadores bizantinos e cruzados. Sob a fuligem das velas, descobriu-se no teto pinturas também bizantinas. Se o religioso pudesse dar um conselho aos brasileiros interessados em conhecer a Terra Santa, diria: venham. Ele reforça a opinião corrente em Israel de que o noticiário político acaba ofuscando as informações sobre sua importância religiosa e cultural. Concorda que a comunidade internacional deve ser bem informada sobre tudo e isto inclui cultura. A criminalidade não é um problema sério na Terra Santa, sendo difícil o visitante presenciar ou ser vítima de roubos e outros crimes comuns em vários outros países. Há um consenso de que as revistas em locais públicos reforçam a segurança e, com o tempo, passam a ser encaradas com naturalidade até pelos turistas. As áreas que merecem maior atenção são Jerusalém Oriental e cidades da Cisjordânia, como Hamallah e Hebron.Tipos físicos são uma atração à parteDuas coisas chamam logo a atenção do brasileiro que chega a Israel, notadamente em Jerusalém, cidade de 125 km² e 600 mil habitantes: uma delas é o visual singular dos judeus ultra-ortodoxos, sempre de preto, com seus chapéus, barbas e cachos pendurados nas costeletas. Outra é o grande número de jovens soldados, de ambos os sexos, pelas ruas, sempre acompanhados de seus fuzis M-16. Eles têm permissão até de levá-los para casa.O serviço militar obrigatório dura três anos para homens e 18 meses para mulheres. Ao longo da estrada de acesso ao Mar Morto e ao Deserto de Negev, chamam a atenção as aldeias drusas, onde o comércio é intenso e mais barato que nas cidades maiores. Bom para os turistas. Os drusos são o único povo não-judeu obrigado a prestar o serviço militar. Para muçulmanos, o serviço é voluntário. Os drusos falam árabe e, diga-se de passagem, isto ajuda nos interrogatórios de palestinos eventualmente presos pelo Exército israelense. No Deserto da Judéia estão os beduínos, que moram em tendas mais por tradição do que por economia. Na verdade, muitos deles têm bons automóveis, tratores e outros bens cobiçados por qualquer cidadão. Apenas não se sentem bem morando em casas ou apartamentos.Haifa é o centro mundial dos bahaístasHaifa tem o menor metrô do mundo, mas o maior porto de Israel. Para não fugir à regra, esta cidade mediterrânea aos pés do Monte Carmelo também tem em seu subsolo rico potencial histórico. Daí a temeridade nas escavações para obras do seu metrô, que não passa de 700 metros de extensão. Terceira maior cidade israelense, Haifa é também um importante centro industrial e abriga a sede mundial da religião Bahá’í.Fundada em 1844 na antiga Pérsia (hoje Irã), a crença Bahá’í defende que nenhuma religião detém o monopólio da verdade, pois todas vêm do mesmo Deus. Os Jardins Bahá’í são um notável marco de Haifa e visitados por gente de todo o mundo. Já motivaram até congresso mundial de arquitetos para discutir sua técnica de implantação, na encosta granítica do Monte Carmelo. Segundo o representante Bahá’í na Bahia, Edvaldo Andrade, nada menos que 20 anos foram necessários para se construir todo o jardim no Monte Carmelo (o mesmo que “vinha de Deus” e o lugar que mais chove em Israel). O governo tenta agora resgatar a fauna e a flora do tempo bíblico promovendo ações ecológicas. Muitas águias, por exemplo, morreram eletrocutadas em fios ou após comerem ratos envenenados pelo homem.

Boa infra-estrutura para o turista Os escritórios oficiais de turismo de Israel dão dicas importantes sobre compras, preços de hospedagem e roteirosDo esplendoroso Hotel King David de Jerusalém (onde Winston Churchill e Hailé Selassié já se hospedaram) aos hotéis de kibutz, albergues da juventude, albergues cristãos, hospedarias e campings, Israel e a Terra Santa oferecem um amplo leque de opções. Já a mistura étnica de Israel se reflete na culinária com sabores do mundo inteiro. Quem faz questão de conhecer as comidas mais populares não pode voltar sem provar o falafel (bolinhos de grão-de-bico fritos, com legumes e condimentos, servidos dentro do pão pita – assado em forno de barro). Ou então o shawarma, feito com carne de peru ou cordeiro, servido também com porções de salada dentro do pão pita. Falafel e shawarma formam uma dobradinha imbatível, presente em qualquer esquina. A Terra Santa é ideal para quem quer literalmente sair do feijão com arroz sem abrir mão das calorias, do sabor e da boa digestão. Se delicie com os pratos que levam berinjela, gergelim, abobrinha, pistache, carnes de cordeiro, de frango (nunca de porco), trigo integral, amêndoas, repolhos e uma grande variedade de pães. E sobremesas com figos, romãs, tâmaras, doces folheados e recheados com nozes...(Bernardo de Menezes).RITUAL DA PECHINCHAFazer compras na Terra Santa é algo especial, notadamente em Jerusalém, com seus souks, onde ao contrário das lojas de shopping centers, o ritual da pechincha e inevitável. Veja algumas dicas:
 Mercado da Rua Davi – Entalhes em madeira, quadros diversos e outros produtos voltados principalmente para turistas.
 Rua Muristan – Ao sul do Santo Sepulcro, é especializada em artigos de couro (cintos, bolsas e carteiras).
 Rua do Bairro Cristão – Antiguidades, artesanato palestino (bordados, artigos de couro e vidros de Hebron) além de inúmeros itens religiosos.
 Souk Khan el-Zeit – Tem padarias com vitrines repletas de doces e biscoitos, além de restaurantes e mercearias.
 Portão de Damasco – Ambulantes vendem frutas, verduras, broas de milho e petiscos em geral.
 Rua El-Wad – Reúne variados tipos de lojas, com destaque para as que vendem utensílios de cobre e latão, como bandejas, bules, jarros etc...
 Via Dolorosa - Cerâmicas armênias e incontáveis artigos religiosos.
 Cardo - Artigos judaicos, presentes variados, especiarias, gravuras e muitos souvenirs que impressionam o turista.
 Souk Central - Algumas de suas bancas e lojas são abrigadas sob abóbadas da era das cruzadas. Vende especiarias, carne fresca, frutas, verduras e outros alimentos.
 Ruas Ben Yehuda e Nakhalat Shiva - Na Jerusalém moderna, tem muitas lojas, bares, cafés e restaurantes bem movimentados.
 Dica importante - Oficialmente, para sair de Israel com antigüidades e objetos de escavações, é preciso uma autorização da Israeli Antiquities Authority (tel. 02-620- 4690 – Jerusalém e tel. 03-642-4680 – Tel Aviv). Saiba também que é grande a falsificação de objetos em Israel, notadamente moedas e cópias de vidros de Hebron, apresentados como antigos. Se necessário, consulte um especialista.

Autor: Irmão Teinho
Msn:irmaoteinho@hotmail.com
Skype:Clerisvaldo