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* DESAFIOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA

Textos: Sl. 119.105 – Pv.. 22.6; Ef. 6.4; Sl. 119.9-12

Objetivo: Refletir sobre a educação materialista praticada nas escolas e suas implicações para a difusão de uma cosmovisão ateísta.

INTRODUÇÃO
A opção do modernismo, pela distinção entre natureza e graça, tem trazido sérias implicações a uma visão de mundo distanciada de Deus sobre a qual os cristãos precisam se posicionar.

1. DEFININDO EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Existem diferentes visões do que seja educação, mas, em geral, ela é definida como o desenvolvimento e o cultivo sistemático das capacidades para o conhecimento teórico e prático. Essa sistematização se dá por meio institucionalizada, assim, é na família, na escola e na universidade que os indivíduos têm acesso à educação. Por conseguinte, não existe uma educação neutra, isto é, desvinculada de uma visão de mundo. Nos últimos anos, em virtude de várias visões a exemplo de defesa do evolucionismo e o materialismo dialético, as instituições educacionais passaram a moldar seus currículos a partir de uma realidade exclusivamente material. Grosso modo, o materialismo é o conceito sobre a existência única dos objetos materiais, afirmando que tudo se reduz à matéria.

2. OS EFEITOS DA EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Como a realidade se reduz à matéria, o principal efeito da educação respaldada nessa abordagem, é a de que Deus não existe. Como Deus não existe, estamos todos sós no mundo e precisamos, nesse contexto, construir nossa própria história. Para explicar a origem do mundo e do ser humano, apela-se para o evolucionismo natural, acreditando que o mundo surgiu a partir de uma explosão casual e que somos produto de uma série de mutações biológicas que teria se iniciado com uma célula, passando pelo desenvolvimento de todos os animais, pelos primatas, até chegar aos seres humanos. A aplicação dessa teoria no processo biológico foi aplicada à visão sócio-econômica de modo a se defender que estamos em uma competição declarada pela sobrevivência e que apenas os mais fortes sobreviverão. O resultado dessa visão, que hoje está atrelada ao capitalismo, é uma vida centrada no acúmulo de riquezas, ao consumo como o prazer último e a incitação ao egoísmo.

3. UMA RESPOSTA CRISTÃ À EDUCAÇÃO MATERIALISTA
Existem várias maneiras do cristão fazer diferença em relação à educação materialista e depende, também, do contexto no qual está inserido. Nas séries inicias, é preciso que os pais acompanhem o que os seus filhos estão estudando. Como na maioria das vezes não podemos fazer frente às teorias adotadas nos livros didáticos, é o caso de dar uma contraparte, instruindo crianças e adolescentes, no que tange à visão cristã, por exemplo, da criação, da sexualidade, etc. Nessa fase, um saída bastante razoável, e infelizmente pouco acessível, seria dispor de colégios confessionais evangélicos, que integram a ciência e a fé cristã. Isso também se aplicaria às universidades, contudo, no caso dos adultos, a melhor caminho é o do investimento na formação bíblico-teológica, a fim de que, na academia, possam expor, com sabedoria e moderação, a respeito da fé que uma vez foi dada aos santos (I Pe. 3.15; Jd. 3). O mais sensato é buscar uma visão equilibrada das questões, sem pender para o fundamentalismo, acreditando que a Bíblia, necessariamente, tem de ser uma autoridade em assuntos científicos. Ela é a Palavra de Deus, mas útil e proveitosa para que o ser humano cresça em relacionamento com Deus (II Tm. 3.16,17). Existem alguns grupos que atuam, nas universidades, nas escolas, com bastante criatividade, levando a Palavra de Deus a muitos que a desconhecem, e que, por essa razão, agem com preconceito em relação a esta. A preparação bíblico-teológica dos universitários, associada a uma postura amorosa em relação aqueles que discordam da Palavra, pode surtir efeito produtivo na transformação de vidas para o reino de Cristo.

CONCLUSÃO
A ideologia educacional predominante, nos dias atuais, é eminentemente materialista, isto é, parte do pressuposto de que tudo se reduz à matéria. Assim sendo, não há lugar para Deus, um Criador amoroso que se interessa pela criatura nesse imaginário acadêmico. Diante disso, nós, como cristãos, precisamos nos posicionar, como pais, alunos e professores, no processo educacional, mostrando que o cristianismo possibilita uma visão diferente da realidade, direcionando o ser humano ao amor a Deus, ao próximo e a si mesmo (Mt. 22.36-40; Mc. 12.29-31). Pense nisso!