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* OS EFEITOS DO MUNDANISMO NA FAMÍLIA

Texto Áureo: Js. 24.15 – Gn. 2.18,21-24


Objetivo: Refletir sobre os efeitos do mundanismo na condição espiritual da família cristã.

INTRODUÇÃO: O mundo, em sua dimensão anti-cristã, sempre representou um desafio à espiritualidade familiar. Nos dias atuais, em virtude das influências mais intensas da mídia, a maioria dos valores divinos para a família são questionados. Neste estudo desta semana refletiremos a respeito da força que o mundo exerce sobre as famílias e encaminharemos saídas com vistas à sobrevivência espiritual da família na modernidade.

1. COMPREENDENDO O MUNDANISMO: A palavra mundanismo tem sido amplamente mal-entendida no contexto eclesiástico. Há quem confunda ser mundano com o ato de alguém adotar uma vestimenta ou uma aparência semelhante “as pessoas do mundo”. Contudo, na Escritura, a palavra mundo, em sua dimensão negativa, tem um alcance muito mais amplo. A palavra kosmos – mundo, em grego, diz respeito à atual condição dos assuntos humanos, em alienação e oposição a Deus (Jo. 7.7; 8.23; 14.30; I Co. 2.12; Gl. 4.3; 6.14; Cl. 2.8; Tg. 1.27; I Jo. 4.5; 5.19). Uma outra grega para mundo, é aion, que revela a sistematicidade desse poderio anti-cristão, haja vista ter seus cuidados (Mt. 13.22); seus filhos (Lc. 16.8; 20.34); suas regras (I Co. 2.6,8); seu caráter (Gl. 1.4); seu deus (II Co. 4.4). Assim, o mundanismo, atua diretamente sobre a vida cotidiana das pessoas. A difusão das idéias mundanas se dão através dos pontos de vistas que são instaurados na sociedade. Os meios de comunicação, no contexto tecnológico em que vivemos, age de modo a inculcar, nos indivíduos, e na família como um todo, sua idéias.

2. SEUS EFEITOS SOBRE A FAMÍLIA: Na medida em que a família se deixa influenciar pelos ideais mundanos, ela se distância do padrão divino, o resultado tende a ser desastroso. Destacamos, a seguir, algumas visões mundanas a respeito da família, logo adiante, apontamos uma ou mais referências bíblicas que refutam tais crenças:
1) a família é invenção humana, não divina (Gn. 2.24; 4.1);
2) sendo humana, a família pode ser formada por pessoas do mesmo sexo (Lv. 18.22; 20.13; I Co. 6.9-10; I Tm. 1.10);
3) a infidelidade conjugal faz parte do casamento (Ef. 5.25; Tt. 2.4; I Co. 6.18);
4) o divórcio é algo natural, faz parte do casamento (Mt. 5.31,32; Mt. 19);
5) a família não precisa de Deus, basta ter dinheiro (II Tm. 3.2; Ef. 5.5; I Tm. 6.10);
6) não existe certo e muito menos errado, por isso, as famílias, não a Bíblia, deve decidir como viver e criar seus filhos (Ef. 5.22-29; 6.1-4).
Esses são apenas alguns dos muitos efeitos negativos que o mundo exerce sobre a família. Todos eles se reduzem à desagregação, isto é, ao desmembramento dos indivíduos no seio familiar. Isso se concretiza em práticas simples do cotidiano, como o ato de se alimentar em conjunto, a ausência de orações entre a família, ainda que seja antes da refeições. Os filhos, atualmente, chegam da escola e vão direto para seus respectivos quartos, onde os país não mais têm controle. Ali, são bombardeado pela programação televisiva e pela internet, que difundem, prioritariamente, crenças mundanas contra a família.

3. ESPERANÇA PARA A FAMÍLIA CRISTÃ: Há, porém, esperança para a família cristã, mas que isso não aconteça tarde demais, faz-se necessário resgatar alguns princípios fundamentais retirados da Bíblia, nosso manual cristão de sobrevivência. Apontamos:
1) o reconhecimento de uma identidade cristã, a partir da qual devemos viver (Js. 24.15), não sobre coação, mas em amor (Jo. 14.21-24);
2) valorizar a comunhão eclesiástica (Sl. 122.1; 27.4; 84.10; Ec. 5.1);
3) mostrar os benefícios de temer aos Senhor e guardar Seus ensinos (Sl. 128.1);
4) inserir práticas diárias, na família, de devoção a Deus, tais como a oração e a leitura da Bíblia (Pv. 22.6; I Ts. 17);
5) permitir que Deus tome parte nas decisões familiares, consultando-O antes de tomar decisões (Jr. 33.3).
A esperança para a família cristã é, primordialmente, o regaste à comunhão com Deus, desenvolvendo um relacionamento profícuo entre seus próprios membros, e, ao mesmo tempo, com Cristo, Aquele que precisa ser o Senhor da família. Ele é a rocha sobre a qual a família cristã deve estar alicerçada (Mt. 7.24; Sl. 127.1; Mt. 21.42; Lc. 20.17; I Pe. 2.7).

CONCLUSÃO: Diante das influência mundanas sobre a igreja, é preciso tomarmos todo o cuidado para que nossos lares não estejam fincados sobre a areia movediça (Mt. 7.27). Para tanto, é preciso atentarmos para um padrão de vida consolidado na prática da presença de Deus, num contínuo relacionamento com Ele, em temor, só assim desfrutaremos da verdadeira felicidade (Sl. 128).