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* ESTER, UMA RAINHA ALTRUÍSTA

Textos: Pv. 31.10 – Et. 3.12,13; 4.13-17

Objetivo: Mostrar que o altruísmo deva fazer parte do caráter cristão, mesmo nas circunstâncias adversas.

INTRODUÇÃO: O que significa altruísmo? É possível que alguém seja altruísta numa sociedade governada pela ambição? Qual a relação entre altruísmo, amor e egoísmo? Essas são algumas perguntas que pretendemos responder, considerando, além do exemplo maior, em Jesus, o da rainha Éster.

1. DEFINIÇÃO DE ALTRUÍSMO: A palavra “altruísmo” vem do latim “alter”, e significa “outro”, assim, já em sua etimologia, altruísmo diz respeito à direção desinteressada que se deva ter pelos outros. No campo da Ética Filosófica, a abordagem altruísta surgiu como resposta ao hedonismo psicológico defendido por Thomas Hobbes (1588-1679). Para este, o homem serve a si mesmo, mediante variadas formas de prazer. Do ponto de vista de Hobbes, toda e qualquer atitude humana, teria, como meta, o prazer pessoal, tornando, assim, o altruísmo improvável. O ponto de vista bíblico se opõe radicalmente a essa perspectiva, uma vez que o altruísmo ocupa lugar central nas virtudes espirituais (Gl. 5.22), na verdade, ele é prova da verdadeira espiritualidade (Jo 14.21; I Jo. 4.7-8), portanto, o altruísmo, no cristianismo, é algo perfeitamente possível, já que temos, em Cristo, o maior exemplo (Jo. 13.15,34; 15.12; 17.23-26 ). Na verdade, as recomendações de altruísmo cristão são vitais e recorrentes no evangelho de Cristo (Rm. 12.10). Ademais, não podemos esquecer que o próprio Cristo viveu para o serviço do próximo, deixando, assim, o exemplo (Mt. 20.28; Mc. 10.45; Jo. 12.26).

2. ALTRUÍSMO, AMOR E EGOÍSMO: O altruísmo, conforme adiantamos acima, tem uma nítida relação bíblica com o amor ágape. Deus nos amou de tal maneira que nos deu Seu Filho Amado em sacrifício pelos nossos pecados, sem que nada fizéssemos por merecê-lo (Jo. 3.16; Rm. 5.8). Do mesmo modo, devemos nós, também, exercitar esse amor (I Jo. 3.16; I Co. 13). O amor cristão é o gume principal do fruto do Espírito (Gl. 5.22). A alternativa, para o cristão, é, ou viver no Espírito, e andar pelo caminho do altruísmo (ou do amor), ou andar na carne e seguir o caminho do egoísmo (o das obras da carne). Por causa da natureza pecaminosa, existe uma inclinação natural em direção aos interesses próprios. Uma espécie de propensão ao egoísmo, por que não dizer, ao não-altruísmo. É por isso que, como nos instruir Jesus, para seguir o caminho após ele, o do altruísmo, é preciso tomar a cruz, negar a si mesmo (Mt. 16.24), dizer não para o egoísmo, para a ganância e para a inveja. Não é fácil ser altruísta nos dias de hoje, já que a cultura consumista e individualista costuma valorizar mais os que têm muito, ou os que dizem que o tem e não os que servem mais, o que é modelo cristão. Na política, a falta de altruísmo é um problema sério, haja vista que, a meta da política deveria ser o bem comum, não o particular como costuma acontecer. Para se ter um exemplo de não-altruísmo, basta dar uma olhada na política de Absalão (II Sm. 15.1-7).

3. ESTER, UM EXEMPLO DE ALTRÍSMO: Ao longo da Bíblia, temos vários exemplos clássicos de altruísmo. Esses exemplos devem fazer eco, em nossas vidas, pois, na verdade, essa é a marca registrada do cristão (Mt. 7.16-20). Aqueles que ocupam cargos de liderança devem cumprir o desafio que lhe é requerido em relação ao altruísmo. Atualmente, muitos são os que querem obter um cargo que lhes dê reconhecimento público, mostrarem que podem mandar nos outros, mas não querem pagar o preço sacrificial do altruísmo. Fazem tudo em função do desenvolvimento dos seus interesses particulares, do bem-estar pessoal. O altruísmo da rainha Éster serve de provocação para que desenvolvamos uma atitude cristã mais direcionada aos outros, e menos a nós mesmos. Ela se pôs em situação de risco (Et. 7.5-10) a fim de salvar seu povo da destruição iminente, com cautela (Et. 2.10,20) e paciência (Et. 5.2,3,4; 7.1-6). Essa disposição de sofrer pelo seu povo deve inspirar aos cristãos (bem como aos políticos, crentes e não-crentes) a servirem ao seu povo (Et. 4.16). É evidente que, ao servir a Deus, sejamos postos em situação de risco, como aconteceu com Éster e muitos outros, mesmo assim, descansamos na certeza de estar no centro da vontade de Deus e gozar da Sua segurança providencial.

CONCLUSÃO: Somos todos servos de Deus, e um dos outros, em Cristo, portanto, não nascemos para nós mesmos. O alvo principal da vida cristã, e do ministério, não é a felicidade pessoal, mas o amor, e, principalmente, o sacrifício. Sendo assim, é preciso que haja, em nós, “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”. (Fp. 2.5-8). Se isso não fosse o bastante, vejamos ainda o que diz o versículo anterior, o 4: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. PENSE NISSO!