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* JESUS, O FILHO DE DEUS

OBJETIVO:
Mostrar que Cristo é o Filho de Deus, tendo relação particular com o Pai, por meio do qual, podemos conhecê-LO.

INTRODUÇÃO:
Jesus é o Filho de Deus, mas que tipo de filiação seria essa? Poderíamos assemelhá-la com a filiação dos anjos ou dos homens criados por Deus. Em que sentido Jesus é, particularmente, o Filho de Deus? Quais as implicações desse ensinamento para a vida de cada cristão? Tentaremos, no estudo desta semana, tecer alguns comentários a respeito dessas indagações.


1. JESUS: O FILHO DE DEUS:
Todos aqueles que recebem a Jesus como salvador pessoal se tornam filhos de Deus (Jo. 1.12), como são também filhos de Deus os anjos (Jó1.6; 38.7). Contudo, a filiação dos homens e dos anjos é diferente da de Cristo. Os seres humanos são filhos de Deus por adoção (Rm. 8.15) e os anjos por criação (Sl. 148.5) enquanto que Jesus é Filho de Deus por eleição. Por isso, a relação existente entre o Pai e o Filho, conforme está escrito em Jo. 1.1, é um atestado de Sua plena divindade (Jo. 10.10-38). Assim sendo, muitos são os filhos de Deus, mas apenas Cristo é O FILHO DE DEUS, o Unigênito (Jo. 3.16). Jesus é, assim, o Filho Eterno na relação Eterna com o Pai (Mt. 3.17; Jo. 5.18-40).

2. A PRIMOGENITURA DE CRISTO:
O texto de Hb. 1.5 é uma citação direta do Sl. 2.7, o qual antecipa o reconhecimento revelado de Cristo como o Filho Eterno do Pai. Essa filiação é confirmada pelos sofrimentos pelos quais Jesus passou, e, mais especificamente, pela ressurreição (At. 13.33; Ro. 1.4). Jesus Cristo é o primogênito entre muitos irmãos (Rm. 8.29) e de tudo o que fora criado (Cl. 1.16). Essa aplicação da primogenitura a Cristo pode ser remetida, também, à tradição antiga de coroamento dos reis (Sl. 89.27). Dizer, então, que Jesus é o primogênito ou gerado, do Pai, não quer dizer que Ele tenha tido um início, já que Ele mesmo é o Princípio e o Fim de todas as coisas (Ap. 22.13) e o Pai da Eternidade (Is. 6.9). A palavra primogênito, no grego, é “prototokos” que não apenas significa “o filho mais velho”, bem como aquele que tem a supremacia, preeminência, predomínio e autoridade. A esse respeito, lembremos que Davi, embora não fosse o mais velho (I Sm. 16.11), fora chamado de primogênito (Sl. 89.20,27). É nesse contexto que Cristo é introduzido, em Cl. 1.18, como “o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.

3. A REVELAÇÃO POR MEIO DO FILHO:
A proeminência de Cristo, entre tudo e todos, é explicitamente apresentada por meio do ato revelacional de Deus em Hb. 1.1.2. O autor da Epístola ao Hebreus diz que “Deus falou” e, por isso, podemos ter conhecimento e relacionamento com esse Deus. Ele falou – de muitos modos – isto é, pelo Urim e Tummin, por visões, voz audível e sonhos (ver Nm. 12.6-8). A revelação de “outrora” – dada aos pais hebreus e aos profetas de Israel – era fragmentada e venho a obter plenitude na anunciação do Senhor (Hb. 2.3). Agradou ao Pai, nesses últimos dias, ou melhor, nos dias do Messias, revelar-se, ao mundo, por meio do Seu Filho Jesus Cristo (Jo. 1.3; 18; 15.15). A supremacia da revelação de Cristo é comprovada por ser Ele o Filho (Hb. 1.1,2), superior aos anjos (Hb. 1.4), tendo, sobre estes, a proeminência (Hb. 1.6-9; Gl. 3.16).

CONCLUSÃO:
Jesus é o Filho de Deus. Com essa declaração, não estamos afirmando outra coisa senão que Ele é Deus. Assim entenderam os contemporâneos de Jesus e O quiseram apedrejar, e nós, nos dias atuais, tendo uma tão grande nuvem de testemunhas a favor dessa doutrina não podemos deixar de atentar para essa verdade. Ele é Deus, é o Verbo que se fez carne, enviado, pelo Pai, para revelá-LO. Diante de tão grande salvação, resta-nos, com todos os anjos, dobramo-nos diante dEle, glorificando-O como Senhor de todo o Universo, mas, primordialmente, de nossas vidas. PENSE NISSO!