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* A SUBLIMIDADE DO CULTO CRISTÃO


Textos: I Co. 14.26 – Cl. 3.12-17
irmaoteinho@hotmail.com


Objetivo:Mostrar que o culto cristão é sublime, e como tal, precisa traduzir-se em comprometimento espiritual.

INTRODUÇÃO: O culto cristão é sublime, isto é, tem um caráter elevado. A sua nobreza se justifica porque tem como meta central a adoração a Deus. No estudo para a nossa reflexão desta semana, meditaremos a respeito do significado do culto na Bíblia, seus objetivos e encaminharemos algumas disciplinas necessárias para que possamos adorar a Deus em Espírito e em verdade.

1. O CULTO, UMA TENTATIVA DE DEFINIÇÃO: A palavra “culto”, de acordo com o Dicionário eletrônico Aurélio, vem do latim “cultus”, a qual deu origem à palavra “cultura” e ao verbo “cultivar”. Essa, nesse sentido, seria uma prática religiosa, que, no caso específico do cristianismo, estaria alicerçada tanto na revelação quanto na tradição. É digno de destaque que, em inglês, a palavra que os cristãos usam para se referirem ao culto é “service” (serviço), o que aponta para um sentido mais amplo do culto cristão. Cultuar a Deus, nesse sentido, não se reduz apenas a alguns momentos dentro de quatro paredes, trata-se de um estilo de vida. Isso, no entanto, não retira a importância de separarmos alguns momentos para que, reunidos, adoremos a Deus. Nesses encontramos, temos a oportunidade de louvá-LO, expor a Sua palavra, e também, cultivar a unidade entre os irmãos da igreja. Esses são os aspectos básicos e fundamentais do culto, no que tange aos demais, em virtude das múltiplas possibilidades de manifestações congregacionais, fica, de certo modo, difícil defini-lo, principalmente, se considerarmos que existe, em suas realizações, componentes culturais, os quais, precisam ser reconhecidos, e, se estiverem em conformidade com o ensinamento bíblico, respeitados.

2. O CULTO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

2.1 - No Antigo Testamento

Na Bíblia, o culto tanto pode ser individual quanto coletivo. No Antigo Testamento, o culto pressupõe relacionamento entre Deus e o Homem, assim, começando com Adão e Eva.
Posteriormente, o culto oferecido a Deus por Caim e Abel, neste caso, observamos que os rituais foram os mesmos, mas só um foi aceito. Destacamos, também, os cultos realizados por Melquizedeque, Noé, Abraão, Jacó e tantos outros. Com o povo de Israel já liberto do Egito, sob a liderança de Moisés, Deus dentre este povo escolhe uma tribo para ministrar de forma exclusiva tudo que envolveria a relação de culto entre os homens e Deus (Nm. 3.6-10). No deserto, o Tabernáculo foi erigido com todos os objetos colocados no seu lugar, a nuvem da glória do Senhor desceu sobre aquela casa e a Sua presença encheu todo aquele ambiente. Este era o selo que tudo foi feito de acordo com as ordens de Deus e que, a partir de então, Ele se manifestaria nesse lugar preparado para sua habitação (Ex. 25.8).

2.2 - No Novo Testamento

No Novo Testamento, vemos que, no primeiro século da era cristã, os participantes da igreja primitiva não conseguiram entender em sua totalidade que todos os rituais e atos no Antigo Testamento eram símbolos para cumprimento em Cristo. Com o decorrer dos dias, vindo o derramamento do Espírito Santo, o crescimento numérico assombroso e a perseguição dos judeus; a igreja começou a se reunir nas casas e ainda constantemente iam ao templo (At. 2.42-47), a base agora era oração, doutrina, comunhão e evangelização (At. 4.23-35). Os apóstolos não estavam preocupados com o estilo de culto, próprio de cada igreja, mas sim com a doutrina e com a permanência do entendimento dos símbolos do Antigo Testamento, com cumprimento total em Cristo, os novos cristãos teriam que compreender a importância dos símbolos, para compreenderem em sua essência o significado do culto. Em I Co. 14.26, Paulo fala sobre a ordem do culto em Cristo. Segundo o Apóstolo do Gentios, a parte humana tem uma participação fundamental na ordem do culto, ou seja, deve-se ter um cuidado enorme para organizar um culto espiritual, mas que tenha uma liturgia definida ou uma ordem de seqüência, sem, contudo, perder a direção do Espírito Santo, que é o Agente principal para levar até Deus o nosso louvor, adoração e oração.

3. O CULTO VERDADEIRAMENTE ESPIRITUAL: O culto cristão tem muitos componentes litúrgicos, cujos valores a eles atribuídos, dependem da tradição eclesiástica. Algumas igrejas supervalorizam em demasia os cânticos, as coreografias, apresentações de peças teatrais, entre outras práticas. Esses elementos têm o seu lugar dentro da liturgia cristã, contudo, não podem ocupar o lugar central que deva ser dado à exposição da Palavra de Deus, afinal, não podemos esquecer que a igreja se reúne, fundamentalmente, em torno da Verdade. Por isso, ao ser perguntado pela Samaritana em qual lugar se deveria adorar a Deus, o Senhor lhe respondeu que o “onde” não é o mais importante, mas “a quem” e “como”. Diante disso, entendemos que um culto genuinamente cristão deve ter como meta central a adoração a Deus (quem), não os que o fazem de qualquer jeito, mas os adoradores buscados por Ele, que se prostram diante do Altíssimo em espírito e em verdade (como) (Jo. 4.24). Isso quer dizer que no culto cristão há espaço para os dons espirituais, mas esses devam ser equilibrados e julgados à luz da verdade bíblica (I Co. 14.29). Em muitas igrejas locais o culto é totalmente voltado aos dons espirituais enquanto que, em outras, esses são reprimidos. O ensinamento de Jesus é o de que o culto a Deus precisa de equilíbrio, de modo que tanto o espírito quanto a verdade sejam balanceados. O problema de Corinto era justamente os excessos, existiam muitas línguas estranhas e profecias, mas pouca doutrina, e certamente, essa era a causa de tantas divisões e carnalidades na igreja (I Co. 3.5-6).

CONCLUSÃO: O culto a Deus verdadeiramente espiritual está fundamentado no fruto do Espírito (Gl. 5.22). Os dons espirituais fazem parte do culto, o mais importante, no entanto, continua sendo o amor (I Co. 13). Os dons servem à edificação do corpo de Cristo, mas não revelam a verdadeira espiritualidade. Os encontros na igreja (Hb. 10.25), para cultuar a Deus, através da pregação, ensino, cânticos, etc. só fazem sentido se, de fato, os cristãos estiverem andando no Espírito (Gl. 5.16), no amor de Cristo (Rm. 12.10), caso contrário, todas as práticas não passarão de exterioridades, produto legalista das obras da carne (Gl. 5.19). PENSE NISSO!