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* RESISTINDO OS APELOS DO MUNDANISMO


Texto: Rm. 12.2 – Jo. 17.11-18
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Aprender a identificar os apelos do mundanismo e as resisti-los a partir de uma vida cristã autêntica e vitoriosa.

INTRODUÇÃO: Desde cedo o cristão é ensinado a não amar o mundo, e esse, de fato, é um princípio bíblico (Tg. 4.4). Mas o que a Bíblia quer dizer com a palavra “mundo”? Como podemos viver de modo a não sermos seduzidos pelo mundanismo? Essa são algumas das questões que trataremos no estudo desta semana. A princípio, definiremos o que significa “mundanismo”. Em seguida, mostraremos como o mundanismo predomina na sociedade atual e se instaura no seio da eclesiástico. E por fim, refletiremos a respeito da importância de uma vida consagrada a Deus para resistir aos apelos do mundanismo.

1. A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE MUNDO E MUNDANISMO: A palavra “mundo”, no grego do Novo Testamento, é “kosmos”. Na maioria das vezes, o mundo se refere ao universo criado por Deus (At. 17.24), e em alguns textos a esfera da vida humana e à própria humanidade (Mt. 4.8; Mc. 8.36; Jo. 3.19; II Co. 5.19). O mundo, de certo modo, é o lugar para o qual Deus veio para redimir e transformar a humanidade. O mundo, nesse sentido, tem uma conotação negativa, e se refere à era má que se opõe à Deus (I Co. 3.18-19; Ef. 2.2; Rm. 12.2). Uma parte fundamental da obra de Cristo na cruz do calvário foi destruir os elementos deste mundo (Cl. 2.8-20). Metade das ocorrências no Novo Testamento da palavra kosmos se encontra nos escritos Joaninos, 78 vezes no evangelho e 24 vezes nas epístolas. Em João, o mundo resiste a Deus que o criou e a Seu Filho (Jo. 1.9-11; 7.7). Por conseguinte, este mundo se encontra sob o governo do Mal (Jo. 12.31; 16.11). Enquanto os cristão viverem neste mundo, deverão manterem-se puros e cuidarem para não serem cooptados pelos sistema mundano (Jo. 17.15-17; I Jo. 2.15; Fp. 2.15; Tg. 1.27; 4.4).

2. O MUNDANISMO NA CULTURA MODERNA: A palavra “cultura”, em sua percepção antropológica, diz respeito a toda e qualquer produção humana. Para os dicionaristas, ela é o “conjunto das realizações materiais, filosóficas e espirituais de uma sociedade”. A produção cultural não é pecaminosa em si, a menos que esteja distanciada da Palavra de Deus. O Senhor ordenou a Adão, desde o princípio, que cultivasse a terra, desse nome aos seres, se relacionasse com seus pares, entre outras atribuições (Gn. 1.27-31; 2.15,16,18-24). Do mesmo modo, fomos chamados, por Deus, para o trabalho, para que atuássemos na sociedade em que estamos inseridos. Em razão da Queda, o ser humano se distanciou de Deus, e, conforme está escrito em Rm. 3.23, todos pecaram e se distanciaram de Deus. Como resultado do pecado, o ser humano passou a produzir cultura pecaminosa (Gn. 3.17-19,21,23; 4.7,19,23), contrária à vontade boa, perfeita e agradável de Deus (Rm. 12.1,2). A fim de fazer frente à cultura mundana, isto é, aos valores seculares que se opõem à revelação de Deus, precisamos desenvolver a mente de Cristo (I Co. 2.16). A produção cultural mundana, para aqueles que não têm a mente de Cristo, se concretiza por meio da política interesseira, de candidatos que buscam se eleger com vistas a tirar vantagem do dinheiro público, que deveria ser investido na saúde, educação e segurança. Além disso, fazem leis injustas para beneficiar os ricos e impor cargas pesadas aos pobres, os valores morais e éticos também são afetados, chamam o errado de certo e o amargo de doce (Is. 5.20). Na educação, predomina o materialismo e o relativismo ético, de modo que os estudantes são conduzidos a acreditar que resultam não de uma criação divina, mas da evolução casual, e, por fim, que não temos qualquer compromisso moral uns com os outros, a competitividade é estimulada aos extremos. Na família, os valores exarados na Palavra de Deus, do relacionamento monogâmico, entre macho e fêmea, é substituído por crenças humanas, propagadas, inclusive, por uma mídia anticristã, que nada quer com Deus, e, por causa disso, a sociedade vai de mal a pior. No entretenimento, os filmes e programas televisivos são produzidos com vistas à divulgação desses valores invertidos.

3. COMO RESISTIR OS APELOS MUNDANOS: Tiago, em Tg. 4.4, diz que todo aquele que se torna amigo do mundo se constitui inimigo de Deus. Por isso, Paulo, em Rm. 12.1,2, instrui a igreja cristã a não se conformar com o mundo, mas a ser transformado pela renovação da mente em Cristo. Do mesmo modo, João, em I Jo. 2.15-17, nos conclama a não amar o mundo. Para não nos envolvermos com o mundanismo e suas iscas satânicas, precisamos, inicialmente, discernir, pela Palavra e pelo Espírito, aquilo que, de fato, é mundanismo. Tenhamos cautela para, como os fariseus, não coarmos um mosquito e engolirmos um camelo, pois, infelizmente, muitas coisas que são tidas como mundanismo em algumas igreja, não passam de caprichos humanos (Mt. 23.24). Um equívoco comum em algumas agremiações cristãs é o de achar que mundanismo são apenas os pecados sexuais, a corrupção no trato com a política, por exemplo, é praticada e tida como normal. Feita essa advertência, destacamos, a princípio, que somente poderemos vencer o mundo por meio da fé em Cristo (I Jo. 5.4,5). E fé não vem de outro modo senão por meio do ouvir, e ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17). A igreja precisa ser saturada da Palavra de Deus, a exposição da Bíblia deva ser prática comum nos púlpitos. Caso contrário, seremos levados pelas ondas mundanas que levam as pessoas de um lado para outra, conforme as doutrinas da moda. Mas somente ouvir não é suficiente, faz-se necessário que pratiquemos aquilo que ouvimos (Tg. 1.21-27). Para tanto, temos o sublime auxílio do Espírito Santo, o qual produz em nós, e conosco, o fruto do Espírito, a fim de que não andamos na carne, mas no Espírito (Gl. 5.22). Contra essas coisas não há Lei, e, de certo modo, podemos parafrasear dizendo, não há mundanismo.

CONCLUSÃO: O mundo tem uma fôrma, por isso, Paulo, Rm. 12.1,2, diz que não devemos entrar na moldura desse século. Podemos fazer uma analogia, desse ensinamento, com as fôrmas de bolo que são usadas por aqueles que trabalham em confeitarias. Os bolos assumem a moldura das fôrmas nas quais a massa é colocada. Do mesmo modo, o cristão que não está fundamentado na Palavra de Deus, que desconhece a vontade do Senhor, assume a cultura mundana facilmente. Que o Espírito de Deus nos ajude, com a mente de Cristo, julgar os espíritos, a fim de que não sejamos condenados com o mundo (I Co. 11.32), pois este, de fato, jaz no maligno (I Jo. 5.19). PENSE NISSO!