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A MALDIÇÃO DO PECADO


Textos: Rm. 6.23 - Js. 7.1,5-7, 11, 12
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que o pecado escondido é revelado pela palavra e pela santidade de Deus que o pune com reta justiça.

INTRODUÇÃO: Ao longo da Bíblia, nos deparemos com a dura realidade do pecado. O homem moderno tenta se desvencilhar dessa doutrina. Prefere acreditar que o pecado é invenção dos líderes religiosos. No estudo desta semana, veremos que, desde os tempos antigos, o pecado é real e sempre trouxe duras conseqüências à existência humana, basta lembrar-se de Adão e Eva (Gn. 3). Nos tempos de Josué, o pecado de Acã, conforme estudaremos adiante, provocou a derrota de Israel perante os seus inimigos. Na parte final do estudo refletiremos a respeito da doutrina do pecado no Novo Testamento, bem como os princípios bíblicos para ser liberto do seu poder escravizador.

1. O PECADO DE ACÃ E A DERROTA DE ISRAEL: Ao ler o capítulo 6 de Josué, versículos 17 e 18, observamos que Deus havia dado ordens expressas para que o povo não lançasse mão dos despojos de Jericó, pois se tratava de anátema ao Senhor. Mesmo assim, Acã, que era descendente de Judá, cujo nome significa “perturbação”, apropriou-se de uma capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma cunha de ouro (Js. 7.1,5, 21, 25). Seu pecado resultou em “perturbações” coletivas que levou Israel a derrota diante de seus inimigos (Js. 7.3-5). A principal lição que podemos extrair desse episódio é a de que o pecado é uma realidade e que esse traz conseqüências não apenas individuais, mas também coletivas (Js. 7.5). Por isso, faz-se necessário que o pecado seja descoberto (Js. 7.14, 15), que o pecador se arrependa de sua transgressão, o que não foi feito por Acã (Js. 7.21). Seguindo a instrução da Lei, aquele homem, e toda sua família, em decorrência do pecado, foi sentenciado à morte (Dt. 13.13-18; Js. 7.22-26).

2. A DOUTRINA BÍBLICA DO PECADO: Talvez seja angustiante para alguns pensar que o pecado de Acã pôde trazer conseqüências tão funestas não só para ele, mas para toda sua família. Isso, na verdade, revela a gravidade do pecado, e mais que isso, mostra que suas implicações envolvem outras pessoas, principalmente os membros da família. Ainda que nos dias atuais exista um forte movimento humanista que tenta negar a existência do pecado, fato é que ele está em toda a parte e em todas as camadas sociais. Paulo, em Rm. 3.23, diz que o pecado é universal, pois todos, indistintamente, pecaram, e por isso, foram distanciados da glória de Deus. Mais adiante, em Rm. 6.23, escreve que o salário do pecado é a morte, não apenas a física, também a espiritual. No Antigo Testamento, uma das palavras mais comuns para “pecado” é “pesa”, que é geralmente traduzida como rebelião, ofensa ou transgressão. Esse termo hebraico denota uma atitude de desobediência intencional, especialmente contra a lei de Deus (Am. 2.4-6). No Novo Testamento, o vocábulo grego “hamartia” é geralmente utilizado para referir-se à transgressão da lei (I Jo. 3.4). Paulo explica, em Rm. 5.12-13, que o pecado e a morte vieram através de um homem, a saber, Adão.

3. JESUS LIBERTA DO PECADO: A liberdade contra o pecado está em Jesus Cristo, pois Ele, mesmo tendo sido tentado de todas as formas, não pecou (Hb. 4.15; I Pe. 2.24). Deus fez com que Jesus, que não teve pecado, se fizesse pecado e maldição por nós (Gl. 3.10-13), a fim de que nos tornássemos justos (II Co. 5.21), de modo que somente o sangue de Jesus é capaz de nos purificar de todo pecado (Hb. 10.2-22). Por isso, se confessarmos os nossos pecados, Ele, Jesus, perdoa pecados e purifica de toda injustiça (Mt. 26.28; I Co. 15.3; Gl. 1.4; At. 4.12). Após o novo nascimento, o cristão não pode mais viver uma vida de pecado, pois a semente de Deus permanece nele (I Jo. 3.9). Por conseguinte, o pecado – hamartia – não pode mais ser uma característica da vida cristã. Ele passa a estar morto para o pecado e a viver para Deus em Cristo, a fim de oferecer a si mesmo a Deus, como aqueles que vieram da morte para a vida (Rm. 6.11-12; Hb. 12.1). A fé, e não mais o pecado, deve reinar na vida do cristão convertido (Rm. 14.23; I Jo. 5.17; Tg. 4.17), e não convensido.

CONCLUSÃO: No estudo desta semana, aprendemos, a partir do exemplo negativo de Acã, que o pecado é uma realidade com conseqüências reais, com implicações tanto individuais quanto coletivas. Para tanto, o pecador precisa se voltar para Cristo a fim de ser liberto da servidão do pecado (Jo. 8.36). A partir de então, a vida em santidade passa a fazer parte do caminhar do cristão, que não estará sozinho, mas contará com o auxílio do Espírito Santo que o ajudará a produzir nele, e com ele, o Seu fruto (Rm. 8.1-11; Gl. 5.22); Essa é a razão pela qual o cristão é admoestado a não mais pecar (I Jo. 2.1). Por outro lado, isso não quer dizer que ele é perfeito, por isso, caso venha a pecar, ainda que não tenha essa intenção, dispõe de um Advogado, Cristo Jesus, que é fiel e justo para perdoar os pecados e purificar de toda injustiça (I Jo. 1.9). PENSE NISSO!