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O PERIGO DO ARDIL GIBEONITA


Textos: I Ts. 5.6 - Js. 9.1-6; 15,16.


OBJETIVO: Mostrar que precisamos estar vigilantes para que não sejamos levados por aqueles que, com seus artifícios ardilosos, infiltram-se em nosso meio, visando impedir a concretização das promessas de Deus e para que façamos conchavos com o mundo.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, estudaremos, a partir da infiltração gibeonita entre o povo de Israel, as conseqüências da falta de vigilância. A princípio, veremos que por causa daquele acordo, a autoridade do povo enfraqueceu. Em seguida, veremos as implicações imediatas da convivência com o engano, que solapa o caráter profético da igreja. Por fim, destacaremos alguns perigos diante dos quais a igreja atual está precisa estar alerta para não se deixar manipular.

1. A PROPOSTA ARDILOSA DOS GIBEONITAS: Os gibeonitas, temendo o poder do exército israelita, propuseram uma aliança amigável com o povo de Israel, a fim de preservar a vida. Eles ouviram falar das conquistas de Josué e imaginaram que, caso lutassem contra ele, seriam derrotados. Para evitar que isso acontecesse, se aproximaram de Israel para fazer um pacto, na verdade, tratava-se de uma manobra ardilosa, com o intuito de enganar o exército de Deus. Os gibeonitas, como os demais povos de Canaã, deveriam ser destruídos, conforme haviam recebido instrução divina (Dt. 7.1-6). Mesmo assim, Israel fez uma concessão, indo de encontra à Palavra de Deus, fizeram um acordo com os gibeonitas. Em Js. 9.4 e 5, está escrito que eles “tomaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho velhos, e rotos, e remendados; e nos pés sapatos velhos e remendados e vestes velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento”. Com essa falácia, queriam demonstrar que faziam parte de um povo distante, carente e desprovido de força. Na verdade, estavam ocultando sua verdadeira identidade a fim de tirar proveito do povo de Deus.

2. O PERIGO DO ACORDO COM O INIMIGO: Uma das principais estratégias do inimigo é provocar o enfraquecimento do seu oponente. Uma das formas de gerar essa condição é a mistura, isto é, a fragmentação do todo em partes. Os gibeonitas sabiam que não poderiam enfrentar o exército de Israel, por isso, propuseram um acordo, uma espécie de conchavo com Israel que enfraqueceu a autoridade do povo. Somente depois de três dias, após o fechamento do pacto, Israel apercebeu-se que havia sido enganado (Js. 9.16). Como conseqüência do acordo, por não mais poder quebrar a aliança feita em nome do Senhor (v. 15), os israelitas tiveram que honrar os inimigos, deixando de cumprir a ordenança de Deus. A união com aqueles que se opõem a Deus leva à desconcertante situação de abrir mão dos princípios bíblicos. Por isso, Paulo advertira aos crentes de Corinto, dizendo que um pouco de fermento levada toda massa (I Co. 5.6) e para que não estejamos em jugo desigual com os descrentes (II Co. 6.14). Isso não quer dizer que devamos nos privar do convívio com as pessoas que professam outra crença diferente da fé cristã. Jesus orou não para que os crentes fossem tirados do mundo, mas para que fossem libertados da influência do mal (Jo. 17.15). Um exemplo aplicável dessa situação é a presença de Daniel na Babilônia, ele não se deixou contaminar com as iguarias reais (Dn. 1.8). Mas, como Daniel, e principalmente, como Jesus, precisamos estar no mundo, mas não fazer alianças que ponham em risco nosso relacionamento com Deus (Jo. 7.7).

3. A IGREJA PRECISAR VIGIAR: A igreja contemporânea, como a de todos dos tempos antigos, se encontra em situação de risco. Os inimigos da fé cristã, em alguns momentos, afrontaram os discípulos de Jesus, como fizeram com os martes do coliseu romano ou na inquisição religiosa. Mas em certas circunstâncias, a estratégia tem sido outra, fazem o mesmo que os gibeonitas e tentam se infiltrar em nosso meio a fim de se misturar e nos enfraquecer. Precisamos estar vigilantes, atentos para que não venhamos a ser ludibriados. Não são poucos os “artistas” que se infiltram nas igrejas evangélicas, professando uma falsa conversão a fim de tirar proveito da boa fé dos crentes. Cobram cachês vultosos, engordam suas contas bancárias à custa dos irmãos necessitados. Alguns políticos também fazem o mesmo, se envolvem com as igrejas evangélicas, principalmente com os líderes, a fim de barganhar o voto dos irmãos, fazendo promessas descabidas para se elegerem e enriquecerem ilicitamente com o dinheiro público. A igreja não pode se vender a quem quer que seja. Sua função é profética, sua atuação deve ser em santidade a fim de denunciar o pecado. Quando faz algum conchavo, como aconteceu nos tempos de Josué, e mais recentemente, de Constantino, o resultado é a ausência de uma ortodoxia genuinamente bíblica. Pior que a perseguição é o acordo com o inimigo, isso, verdadeiramente, cala a voz da igreja e a descaracteriza enquanto igreja de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO: As portas do inferno não podem prevalecer contra a igreja de Jesus. Isso o Senhor nos revelou e se encontra registrado em Mt. 16.18. Ele está dizendo que não devemos ficar na defensiva, que precisamos ser mais agressivos – em amor – a fim de que os planos do diabo, que age através do mundo, sejam desvelados. Para tanto, evitemos todo e qualquer conchavo que venha a nos desqualificar enquanto igreja profética.
PENSE NISSO!