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UMA HERANÇA CONQUISTADA PELA FÉ


Textos: Hb. 10.23 - Js. 14.6-10

OBJETIVO: Mostrar que Deus recompensa, de acordo com Sua soberana vontade, os servos que se mantêm fieis a Ele.

INTRODUÇÃO: No estudo desta semana, estudaremos a respeito de um dos principais aspectos do fruto do Espírito (Gl. 5.22), a fidelidade. Essa virtude pode ser exemplificada no caráter de Calebe que se manteve fiel ao Senhor por toda vida. Ao final do estudo, seremos instados a seguir o mesmo modelo, não abrindo mão dos princípios exarados na Palavra de Deus e confiando no Senhor em todas as circunstâncias da vida, mesmo as mais adversas.

1. A FIDELIDADE DE CALEBE: Calebe era filho de Jefoné, o quenezeu (Js. 14.16) e um dos espias enviados para Canaã (Nm. 13.6). Uma das características marcantes do ministério desse homem foi a fidelidade ao Senhor e bem como à liderança por Ele estabelecida. Para tanto se manteve leal aos princípios revelados pelo Senhor e deles não se afastou (Nm. 13.30; 14.6-9). Diante das adversidades da vida, quando se deparou com os gigantes da terra, não se assustou, antes confiou no Deus Maior (Nm. 14.7). Sua vida sempre foi direcionada pelas promessas de Deus, pois sabia que Ele seria fiel para cumpri-las, e, quando chegou à terra prometida, teve disposição e coragem suficiente para enfrentar os gigantes que o povo temeu (Js. 14.11-15). A força de Calebe, no entanto, não provinha dele mesmo, mas do Senhor (Is. 40.31) e, como resultado dessa fidelidade ao Deus de Israel, Calebe foi recompensado, recebendo a terra de Hebrom (Js. 14.6-15). Além disso, ele jamais se deixou acomodar, sua luta constante levou os inimigos do exército de Deus a serem subjugados na medida em que, também, alargava suas fronteiras e conquistava novas terras (Js. 15.13-19).

2. A FIDELIDADE E O FRUTO DO ESPÍRITO: A fidelidade, objeto do estudo desta semana, é um dos aspectos do fruto do Espírito (Gl. 5.22) e não deve ser confundida com a fé salvadora (Ef. 2.8,9; At. 16.30,31) ou com o dom espiritual da fé (I Co. 12.9) ainda que, em grego, o termo seja o mesmo. A fidelidade, enquanto virtude do fruto do Espírito, cresce dentro de nós (II Co. 10.15; II Ts. 1.3). A fidelidade é resultante de uma comunhão íntima com o Senhor. Por isso, “pistis” traz também o sentido de confiabilidade, ou seja, da nossa disposição para acreditar e viver crendo nas promessas de Deus. O fundamento da fidelidade está em Deus, pois Ele se reveste de fidelidade (Is. 11.5; II Tm. 2.13) e é fiel no cumprimento de suas promessas (Hb. 10.23; II Pe. 1.4). Por causa da fidelidade de Deus, que nos justificou em Cristo, temos motivos suficientes para mantermo-nos firmes, sempre constantes na obra do Senhor (Rm. 5.1,2; I Co. 15.58). A fidelidade está atrelada ao amor, pois somente é verdadeiramente fiel aquele que ama (Gl. 5.6), e quem ama está disposto a sofrer (Hb. 6.12) e a viver em coerência com a Palavra de Deus (II Tm. 4.2)

3. O DESENVOLVIMENTO DA FIDELIDADE: Calebe é apenas um dos muitos exemplos bíblicos de fidelidade ao Senhor. Poderíamos também destacar: José (Gn. 37-48), Moisés (Ex. Hb. 11.24), Daniel (Dn. 6) e os discípulos de Jesus (At. 4.18-20). A infidelidade, conforme lemos em Jr. 5.1,11, é pecado, pois leva o ser humano para distante do Senhor. Na verdade, essa fora a causa principal de Israel ter sido levado ao cativeiro babilônico. Por outro lado, aqueles que são fiéis ao Senhor serão galardoados (Pv. 28.20). Para o desenvolvimento da fidelidade a Deus, é preciso ouvir constantemente à Sua voz através da leitura da Bíblia, orar e a exercitar a confiança diuturnamente. A todos os momentos precisamos avaliar como se encontra nossa fidelidade ao Senhor. Para tanto, devemos fazer sempre as seguintes perguntas: 

1) a minha fidelidade a Deus é tão boa quanto a Sua fidelidade para comigo? 
2) Mostro-me fiel na expressão de meu amor por Ele e no cumprimento dos meus compromisssos? 
3) Sofro voluntária e pacientemente por amor ao evangelho de Cristo? 
A resposta a essas indagações deve servir de motivação para que sejamos mais fiéis ao Senhor que vela pela Sua palavra para a cumprir (Jr. 1.12).

CONCLUSÃO: Calebe, bem como um grande número de crentes na Bíblia e na História da Igreja, instiga-nos à fidelidade ao Senhor. Não foram poucos os que dedicaram sua existência ao Deus das preciosas promessas. Alguns foram fiéis ao ponto de entregarem suas próprias vidas em sacrifício a Cristo. De modo que, com o autor da Epístola aos Hebreus, “também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembarançando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb. 12.1). PENSE NISSO!