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ESPERANDO A VOLTA DE JESUS


                           

 Textos:  I Ts. 5.23 – Mt. 24.42-46


INTRODUÇÃO
A igreja aguarda seu arrebatamento pelo Senhor a qualquer momento, quando se encontrará com Ele nos ares. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse evento, e destacaremos a necessidade de permanecer na expectativa dessa bendita esperança. Mostraremos que o arrebatamento é um evento iminente, que deve nos motivar à santificação, e a amar a vinda do Senhor. Destacaremos também que enquanto não acontece a igreja deve permanecer trabalhando em prol da expansão do Reino de Deus.

1. UM EVENTO IMINENTE
A igreja aguarda ser arrebatada para se encontra com o Senhor Jesus nos ares (I Ts. 4.13-18). Esse é um evento iminente, ou seja, que acontecerá a qualquer momento, sem sinais prévios. A esse respeito, é válido ressaltar que a doutrina do arrebatamento foi revelada com maior propriedade a Paulo (I Co. 15.51). Por esse motivo, encontramos várias passagens em suas epístolas que se referem a esse acontecimento. Para interpretar apropriadamente os textos que fazem referência ao arrebatamento é necessário distingui-lo da Segunda Vinda em glória, quando o Senhor virá para estabelecer seu reino milenial (Ap. 19). Nada impede que Jesus venha arrebatar Sua igreja a qualquer momento, nem mesmo que o evangelho seja pregado em todos os lugares, pois esse é o ensinamento paulino sobre o arrebatamento. Os crentes devem viver nessa expectativa, sabendo que a trombeta soará, e os mortos em Cristo ressuscitarem, e aqueles que estiverem vivos, serão transladados (I Ts. 4.13-18). Esse ensinamento era pregado com frequência nos anos que antecederam 2000, mas infelizmente algumas igrejas deixaram de acreditar no arrebatamento da igreja. Além disso, o materialismo, disseminado nas igrejas pela teologia da ganância, está fazendo com que os crentes percam o foco. A ênfase no temporal, em detrimento do eterno, está retirando dos púlpitos um assunto que é recorrente na teologia do Novo Testamento. Uma igreja compromissada com o Reino de Deus deve pregar e viver na expectativa escatológica, na convicção da vinda de Jesus para arrebatar Sua igreja, como Ele mesmo prometeu (Jo. 14.1).

2. QUE EXIGE SANTIFICAÇÃO DOS CRENTES
Enquanto Jesus não vem para buscar Sua igreja, essa deve viver em santificação, produzindo o fruto do Espírito (Gl. 5.22). Paulo, em sua Epístola aos Tessalonicenses, admoesta os crentes para que esses sejam integralmente santos (corpo, alma e espírito), enquanto aguardam a Vinda do Senhor (I Ts. 5.23). A santificação é uma condição para que se possa ver a Deus (Hb. 12.14), sendo necessário distinguir a santificação posicional e da progressiva. A primeira tem a ver com a condição dada por Deus a partir do momento que somos regenerados (I Co. 3.16). A segunda é um processo que inicia na conversão e segue até a glorificação, no momento do arrebatamento (II Co. 3.18). É preciso ter cuidado para não confundir santificação com perfeição, isso porque há crentes que pensam que somente serão arrebatados se estiverem perfeitos. A palavra traduzida por perfeito, no grego do Novo Testamento, é teleios, e tem a ver com maturidade, não com perfeição. As traduções para o português podem causar frustrações, e às vezes, pavor em alguns cristãos, por não se considerarem aptos para o arrebatamento. O fundamento para o arrebatamento da igreja é a santificação posicional, isto é, por causa do sacrifício de Cristo, podemos confiar que Ele nos arrebatará. Por outro lado, espera-se de um cristão que viva em santidade, sendo cada vez mais parecido com Cristo. Os cristãos carnais, porém, estão em situação de risco, não apenas de ficar após o arrebatamento, mas de apostatar da fé, e se deixar conduzir pelos padrões mundanos (I Jo. 2.16).

3. AMOR E ESPERANÇA
Por viverem em pecado, muitos crentes não conseguem amar a vinda de Jesus (II Tm. 4.8), e não têm a bendita esperança (Tt. 2.13). O arrebatamento para os crentes é tanto uma parousia (vinda) quanto uma epifaneia (manifestação). Essa revelação não deve ser motivo de medo, muito menos de pavor, mas de amor e esperança. Na medida em que o cristão trabalha em prol da expansão do Reino, sabe que a trombeta soará e que será levado para estar com Cristo. Esse viver na dimensão eterna traz gozo para o crente, pois esse sabe que a morte não é o fim, e mais que isso, que será transformado, recebendo um corpo glorioso (I Co. 15.54). O mundo vive sem essa esperança, e o resultado tem sido angústia e desespero, mas a igreja, que foi comprada pelo sangue de Cristo, aguarda a volta do seu Noivo (Ef. 5.26). A tribulação virá, dias trabalhosos sobrevirão sobre a terra, mas a igreja será preservada da ira vindoura (I Ts. 1.9,10). Uma igreja comprometida com a Palavra proclama que esse dia chegara, e que as pessoas precisam se arrepender dos seus pecados, e se voltar para Deus, para não ficarem na terra, sob o governo do Anticristo, e as calamidades do Apocalipse. Fazendo assim a igreja evitará o escapismo, tendência bastante comum em alguns círculos cristãos. Há evangélicos que celebram a volta de Cristo, mas fogem da realidade na qual estão inseridos. A vinda de Cristo para arrebatar a igreja deve ser um tema recorrente, mas não pode livrar o cristão da responsabilidade de difundir e viver a partir dos valores do Reino, enquanto permanecer na terra.

CONCLUSÃO
A igreja aguarda com expectativa, sobretudo com amor, a vinda de Cristo para arrebatar Sua igreja. Na verdade essa é a bendita esperança, a respeito da qual escreveu Paulo em suas epístolas. Enquanto Jesus não vem, devemos viver em santificação, buscando nos assemelhar ao caráter de Cristo, algo que acontecerá plenamente por ocasião da glorificação (I Jo. 3.2). Enquanto esse dia não chega, devemos continuar fazendo a obra de Deus, e trabalhando em prol da expansão do Seu reino.