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A BELEZA E A GLÓRIA DO CULTO LEVÍTICO

Texto áureo: Lv. 9.23 – Leitura Bíblica: Lv. 9.15-24

INTRODUÇÃO
Os levitas foram separados por Deus para o serviço ao Senhor, manifestado através do culto, e dos seus rituais. Na lição de hoje estudaremos a respeito da beleza e glória desse culto, ressaltando seu simbolismo em relação ao culto cristão. Ao longo da aula, é importante destacar que a beleza e a glória do culto cristão não se comparam com a glória revelada em Cristo Jesus, pois nEle habita a plenitude da divindade, e nEle o Pai manifestou a Sua glória.

1. O CULTO NA ANTIGA ALIANÇA
O culto divino foi realizado antes mesmo da Antiga Aliança, dada a Deus por Moisés. Os patriarcas adoraram a Deus, com destaque para o sacrifício de Abel, que foi recebido pelo Senhor, em detrimento do sacrifício de Caim, rejeitado por Deus (Gn. 4.3-7). Depois de Abel, outros construírem altares, como símbolo de culto e adoração ao Senhor, dentre eles, Noé e Abraão (Gn. 8.20;12.7; 26.5). No período mosaico, o povo de Israel recebeu instruções expressas a respeito de como deveria ser o culto levítico (Ex. 12.21-26). A adoração ao Deus que havia retirado o povo do Egito fazia parte da aliança estabelecida entre YHWH e Israel. Por sua vez, o culto não poderia ser realizado de qualquer maneira, antes deveria seguir os procedimentos determinados pelo Senhor. Inicialmente, esse culto era prestado no Tabernáculo, a estrutura móvel construída por Moisés, e posteriormente, no governo de Salomão, um templo foi edificado para esse fim (I Cr. 23.5; II Cr. 7.6). Salomão ofereceu a Deus aquele templo, destacando que a glória não estava naquela edificação, mas no próprio Senhor que ali estaria presente. Depois de Salomão vários reis governaram tanto em Israel quanto em Judá, alguns deles consolidaram e fortaleceram o culto, no contexto da monarquia teocrática. Mas a maioria deles preferiu seguir seus próprios caminhos, por isso Deus levantou seus profetas, a fim de reestabelecer o culto, em conformidade com a Palavra de Deus. Após o cativeiro babilônico, quando os judeus retornaram para sua terra, Esdras e Neemias revitalizaram o culto ao Senhor, através da exposição da Torah (Ne. 12.22-30).

2. O CULTO NA NOVA ALIANÇA
Na Nova Aliança, o culto a Deus é realizado por meio de Jesus Cristo, que é o próprio fundamento do culto. O autor da Epístola aos Hebreus, ao longo de sua exposição apologética, destaca que a glória do culto da Antiga Aliança feneceu, diante da glória do sacerdócio eterno de Cristo, sendo esse superior ao levítico (Hb. 7.17-24). Por esse motivo, não temos mais razões para imitar o culto levítico, ou como queriam fazer os cristãos hebreus do primeiro século, e retornarem as práticas litúrgicas da Antiga Aliança. Atualmente existem igrejas evangélicas que estão adorado ao culto judaico, algumas estão substituindo os elementos do culto cristão por utensílios e práticas judaicas. Esse caso se torna ainda mais grave quando o culto se torna judaizante, semelhante aquele que estava sendo inserido entre os gálatas, contra o qual Paulo se posicionou em sua Epístola (Gl. 1.8,9). É preciso ter cuidado para não inserir elementos judaico no culto cristão, pois mesmo reconhecendo que a fé vem dos judeus, não podemos aculturar nossa adoração, substituindo a liturgia da Nova Aliança pelos rudimentos da Antiga. É bem verdade que existem elementos semelhantes nos cultos Judaico e Cristão, dentre eles destacamos: os cânticos, a exposição da Palavra, a oração, a leitura bíblica e a benção final. O culto cristão deve ter esses elementos, com as devidas especificidades, sem esquecer que se trata de um culto espiritual, fundamentado na verdade divina (Jo. 4.23,24). Como nos tempos da Antiga Aliança, corremos o risco de perder a essência do culto, ao transferir glória para os elementos materiais, ao invés de compreender sua natureza espiritual, deixando de atentar para seu simbolismo, e em alguns casos, adorando os próprios objetos, ao invés da realidade para os quais apontam.

3. O CULTO CRISTÃO NOS PRIMÓRDIOS
O culto cristão, ainda nos primórdios da Igreja, tinha suas bases divinas. Em At. 2.42-47, compreendemos que o culto estava fundamentado na koinonia, e se alicerçava na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. A partilha, que também era manifestada na celebração da Ceia do Senhor (I Co. 11.20-22), é uma demonstração do espírito comunitária da igreja do primeiro século. Os cultos eram realizados tantos nas casas como no templo (At. 2.46; 5.42; 20.7), era importante que os cristãos estivessem unidos, e não deixassem de se congregar (Hb. 10.24,25). Não podemos desconsiderar o aspecto comunitária do culto cristão, é por meio deles que ressaltamos nossa unidade, e reforçamos nossa dependência mutua. É nesse espírito comunitário que podemos ler a pregar a Palavra de Deus (Cl. 3.16; II Tm. 4.2), explicando e aplicando as verdades da fé; também nos dirigimos a Deus em oração (Ef. 5.20; I Tm. 2.8; At. 2.42), pois a oração é uma demonstração de dependência divina, também podemos interceder pelos irmãos e agradecer pelas dádivas do Senhor. Há espaço para hinos e cânticos espirituais (Cl. 3.16; Hb. 13.15), mas esses devem glorificar a Deus, e não aos homens, devem servir para expressar nossa relação com Deus, e contribuir para a proclamação do evangelho (Ef. 5.19). Um dos aspectos mais importantes do culto cristão é a consagração a Deus, por isso devemos oferecer nossos corpos como sacrifício vivo ao Senhor, sendo esse o nosso culto racional, por meio do qual experimentamos a agradável, boa e perfeita vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

CONCLUSÃO
O culto levítico teve sua beleza e glória, que ainda resplandecem, mas não podem ser imitados pelos cristãos, a menos que seus elementos expressem a glória do culto cristão, cuja expressão maior é Cristo, o ápice da revelação divina (Jo. 1.1; Hb. 1.1,2). Por causa dEle, podemos nos achegar com ousadia ao trono do Pai, e adorá-lo na beleza da Sua santidade, tributando a Ele a glória e o louvor que lhe é devido: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap. 4.11).

BIBLIOGRAFIA
TIDBALL, D. The message of Leviticus. Leicester: Interversity-Press, 2005.
WIERSBE, W. Be holy: Leviticus. Colorado Springs: David Cook, 2010.