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* JESUS, O FILHO DE DAVI


Textos: Jo. 7.42 – Mt. 21.8-11; 22.41-46

OBJETIVO: Mostrar que, como Filho de Davi, Jesus é o Messias prometido pelos profetas, o Rei dos reis e Senhor dos Senhores.
INTRODUÇÃO: Quando nos referimos aos ofícios de Cristo, dizemos que Ele fora Profeta, Sacerdote e Rei. Estudamos, nas lições anteriores, a respeito dos dois primeiros, resta, para a lição de hoje, analisar esse último. O reinado de Jesus remete à monarquia davídica, e, para contemplar essa realidade, veremos, a princípio, como Deus relacionou Davi e Jesus. Em seguida, apresentaremos algumas dentre as muitas profecias messiânicas a respeito do reinado de Cristo. Por fim, mostraremos que, de certo modo, Jesus já reina, mas ainda chegará o dia em que seu reino será pleno.
1. O REINADO DE DAVI: Davi (amado, em hebraico) é o mais ilustre entre os reis de Israel, sendo conhecido como um homem segundo o coração de Deus (At. 13.22). Era o filho mais novo entre os oito de Jessé, o belemita (I Sm. 16.1-13). Foi ungido rei por Samuel em Belém (I Sm. 16.13). Após a morte de Saul, tornou-se rei em Israel (II Sm. 5.3). Graciosamente, Deus fizera uma aliança com Davi, prometendo-lhe uma dinastia perpétua (II Sm. 7.16). Essa promessa dizia respeito a Cristo, Aquele que viria a eternizar o trono daquele rei (Ap; 3.7; 5.5; 22.16), não, por acaso, Jesus é chamado de o Filho de Davi (Mt. 1.1; 9.27; 21.9). A superioridade de Jesus, em relação a Davi, pode ser destacada pelo fato de esse ter se referido a Ele como “Senhor” (Mt. 22.43). Por esse motivo, no Apocalipse, Jesus é reconhecido como “o Rei dos reis e o Senhor dos senhores” (Ap. 19.16).
2. AS PROFECIAS MESSIÂNICAS DE CRISTO: Israel sempre teve expectativas a respeito da vinda do Grande Rei, o Messias Prometido. Essa esperança advinha das várias profecias que vaticinavam a chegada dAquele que viria estabelecer o Seu reinado. Algumas dessas principais profecias, cumpridas em Cristo, são: 1) descendente da tribo de Judá (Gn. 49.10; Lc. 3.33); 2) herdeiro do trono de Davi (Is. 9.7; Mt. 1.1); 3) seu lugar de nascimento (Mq. 5.2; Mt. 2.1); 4) nascimento de uma virgem (Is. 7.14; Mt. 1.18); 5) fuga para o Egito (Os. 11.1; Mt. 2.14); 6) sua entrada triunfal em Jerusalém (Zq. 9.9; Jo. 12.13); 7) sofreria em substituição dos pecadores (Is. 53.4; Mt. 8.17); 8) seria escarnecido e insultado (Sl. 22.6; Mt. 27.39); 9) seria sepultado entre os ricos (Is. 53.9; Mt. 27.57); 10) ressuscitaria (Sl. 16.10; Mt. 28.9); e seria assunto aos céus (Sl. 68.18; Lc.24.51). Restam ainda muitas outras profecias que haverão de se cumprir por ocasião do reino Milenial de Cristo (Gn. 15.18; Ap. 20.1-6; I Cr. 16.15-18; Is. 11.10; Dn. 9.24; At. 3.20,21).
3. VIVENDO SOB O REINADO DE JESUS: Como se pode ver, das profecias cumpridas e de tantas outras que haverão de se cumprir, o reinado de Cristo, diferentemente do de Davi, não é temporário, mas perpétuo. Não podemos, no entanto, deixar de ressaltar que esse reinado já está em nosso meio, muito embora não tenha atingido sua plenitude (Mt. 12.28; Lc. 17.21). A célebre e antiga declaração, atualmente pouco compreendida por alguns segmentos evangélicos, de que “Jesus é o Senhor”, revela justamente isso, que quando nos submetemos ao poderio do Kurios (Senhor, em grego), nos colocamos debaixo da Sua Soberana Vontade. A resposta a esse reinado não é outra senão a obediência, a submissão, o sacrifício (Mt. 16.24). Tenhamos, portanto, o devido cuidado para nos deixar levar pelos poderes do presente século, pois, como bem acentuou o Senhor, o Seu reino não é deste mundo (Jo. 18.36). Por isso, os súditos de Cristo têm o desafio de enquanto estiverem neste mundo (Jo. 17.15), viverem em sintonia com a voz do Seu Pastor (Jo. 10.4). Tanto na oração quanto na ação, que seja feita a vontade de Deus, na terra, como é no céu (Mt. 6.10).
CONCLUSÃO: Davi é celebrado, entre os israelitas, como o mais expoente entre os reis de sua história. O relato bíblico, no entanto, nos mostra que seu reinado esteve repleto de imperfeições, para não falar nas injustiças. Mesmo assim, Davi recebeu, de Deus, a promessa da perpetuação de sua dinastia, o que viria acontecer por meio da entronização de Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Para aqueles que já o receberam como Senhor e Salvador, Ele já reina, mas esse reino alcançará sua plenitude por ocasião do Milênio (Ap. 20.4). Quando esse vier, então, não só o dos cristãos, mas todo o joelho se dobrará perante Ele (Fp. 2.10). PENSE NISSO!