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* O MINISTÉRIO DE ENSINO DE JESUS


Textos: Mc. 6.2 – Mt. 7.24-29

OBJETIVO: Mostrar como Jesus, o Mestre por Excelência, exerceu Seu ministério pedagógico com preparação e dedicação.
INTRODUÇÃO: A multidão dos tempos de Jesus admirava-se com a autoridade como Ele ensina, pois não ensinava como os escribas e fariseus. Sendo Jesus o Mestre por Excelência, não poderíamos deixar de estudar, a respeito de sua atuação pedagógica. Nesse estudo será proveitosa a todos, mas, principalmente, para todos nós que atuamos no ensino cristão.
1. O ENSINO NA BÍBLIA: No Antigo Testamento, o verbo hebraico “yarah”, tem o sentido de “ensinar” e “instruir”. Em referência a essa palavra, O Senhor, em Ex. 4.12, diz ser o ensinador de Moisés. Deus tem muito a nos ensinar, por isso, não só Moisés, mas todo o povo de Israel é conclamado a ouvir os ensinamentos de Deus (I Rs. 8.36; II Cr. 6.27; Jó. 36.22; Is. 2.3; Mq. 4.2). Em prosseguimento à instrução divina, na Antiga Aliança, muitas pessoas foram comissionadas a desenvolverem o ministério do ensino: Moisés (Ex. 24.12), Samuel (I Sm. 12.23), os juizes e sacerdotes (Dt. 17.11; 24.8; 33.10; II Rs. 12.2; 17.27; Ez. 44.23). No contexto familiar, os pais têm importância fundamental na instrução dos filhos (Pv. 4.4). No Novo Testamento, o verbo grego “didasko”, significa “instruir” e “ensinar”. Essa palavra, bem como o substantivo ensino “didaskalia”, está estreitamente relacionada ao ministério de Cristo (Mt. 4.23; 5.2; 13.54; Mc. 4.1; Lc. 13.22; 20.1; Jo. 6.59; 7.28; At. 1.1). Jesus, o Mestre por Excelência, orienta seus discípulos a levar adiante o ministério do ensino (Mt. 28.20). Em I Tm. 3.2 e II Tm. 2.24, Paulo insere, entre os requisitos para a escolha de obreiros eclesiásticos, que esses sejam hábeis para o ensino.
2. OS ENSINOS DE JESUS: Jesus fora chamado, por dezessete vezes, de “Rabi”, termo hebraico para Mestre (Mt. 23.7; Mc. 9.5; 14.65; Jo. 1.38,49; 4.31; 11.8), assim sendo, não podemos desconsiderar a relevância de Seu ministério como ensinador. O Senhor, na verdade, sempre demonstrou acreditar no ensino (Jo. 3.2), por isso, Ele mesmo chamou a si mesmo de Mestre (Jo. 13.13) e não perdia oportunidades de pregar nas sinagogas (Mt. 4.23), no templo (Jo. 8.2), nas ruas (Mc. 10.17) e nas casas (Lc. 14.1). Dentre os métodos que utilizava, destacamos: parábolas (Mc. 4.11; Mt. 13.13), declarações curtas (Mt. 10.16; 10.39; Jo. 11.25), lições experienciais (Mt. 18.1-6; Lc. 21.1-4; Mt. 4.19; Mt. 6.26,28) e perguntas (Mt. 9.5; 16.26; Mc. 8.29). Seus ensinamentos partiam, basicamente, das Escrituras (Mt. 4.1-11; Lc. 4.18; 24.27; Mt. 5.17-48; Jo. 3.14). Além do conhecimento bíblico, Jesus demonstrou também ter a capacidade de compreender o comportamento humano (Jo. 2.25; Mt. 9.4; Jo. 6.61,64). Os ensinamentos do Mestre tinham objetivos claros e definidos: 1) formar ideais justos (Mt. 5.48); Jo. 3.1-14); 2) firmar convicções fortes (Mt. 18.12; 22.42; Jo. 21.15-17); 3) levar os Seus ouvintes a se relacionarem com Deus (Mt. 6.33; Mc. 12.30; Lc. 15.18); 4) a amar o próximo (Mc. 12.31; Jo. 13.34); e 5) a preparar seus discípulos para o serviço (Mt. 4.19; 28.19-20; Mc. 3.14).
3. O ENSINO DA IGREJA: Quando consideramos a relevância que Jesus, o Mestre por Excelência, dava ao ensino, concluímos que a igreja local não pode se distanciar desse ministério. Os pastores precisam se envolver e estimular as atividades de ensino em suas igrejas, já que, conforme destacamos, esse é um dos requisitos para o pastorado (I Tm. 3.2; II Tm. 2.24). O reconhecimento do ministério dos mestres (Ef. 4.11) é condição essencial para a edificação do Corpo de Cristo. Esses, por sua vez, devem investir na formação, mantendo um programa continuado de leitura da Bíblia e de bons livros cristãos, fazendo cursos de atualização e conhecendo melhor os seus alunos (Rm. 12.7; II Tm. 2.2). Na prática, Hendricks aponta sete Leis do Ensino que poderão nos ser úteis na condução do ensino na igreja: 1) Lei do Professor – quem pára de crescer hoje, pára de ensinar amanhã; 2) Lei do Ensino – a maneira como os alunos aprendem deve determinar a maneira como ensinamos; 3) Lei da Atividade – quanto maior o nível de envolvimento no processo de aprendizagem, maior o volume de conteúdo apreendido; 4) Lei da Comunicação – para que haja comunicação, é preciso que haja pontos de ligação entre professor e aluno; 5) Lei do Coração – o ensino que causa impacto não passa apenas de mente para mente, mas de coração para coração; 6) Lei da Motivação – o ensino será mais eficiente se o aluno estiver adequadamente motivado; e 7) Lei da Preparação – o processo de ensino-aprendizagem será mais eficiente se tanto o professor quanto os alunos estiverem preparados.
CONCLUSÃO: Jesus, conforme vimos, é o Rabi, o Mestre dos mestres. Se Ele fora um forte defensor do ensino e devotou boa parte de sua estada na terra a esse ministério, não deveríamos nós fazer o mesmo? A igreja não pode esquecer do seu chamado para fazer discípulos, portanto, para ensinar a Palavra de Deus. PENSE NISSO!