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ORIGEM DA DIVERSIDADE CULTURAL DA HUMANIDADE

 
                         
   Textos:  Gn. 11.6  – Leitura Bíblica  Gn. 11.1-9


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito da construção da Torre de Babel. Essa foi mais uma tentativa humana de se voltar contra o Criador. Inicialmente destacaremos as características dessa rebeldia. Em seguida, mostraremos como Deus decidiu confundir as línguas dos homens, para que eles não se entendessem. E ao final, nos voltaremos para as implicações bíblico-teológicas dessa confusão, resultando na diversidade cultural da humanidade. Enfocaremos ainda o caráter supracultural do evangelho, que transforma pessoas caídas em novas criaturas em Cristo Jesus.

1. A CONSTRUÇÃO DA TORRE DE BABEL
Após o dilúvio, os descendentes de Noé, por deixarem de atentar para a revelação divina, decidiram arquitetar um plano, a fim de se proteger do juízo. Para tanto, construíram uma torre, que viria a ser reconhecida como Babel, ou confusão, com o intuito de tornarem seus nomes notórios na terra. Ao invés de se espalharem pelo mundo, em obediência ao mandamento divino, os novos habitantes optaram por se agregarem, habitando na cidade de Ninrode (Gn. 11.8-12). Ao optar pela cidade, os homens preferiram a comodidade ilusória do governo humano, sobretudo um domínio no que estivessem distanciados de Deus (Gn. 11.6). Nesse tempo eles falavam uma mesma língua, e a partir dela edificaram seus intentos humanos. A expressão maior dessa rebeldia se deu com a construção da famosa Torre de Babel. A palavra Babel vem do hebraico balal, que quer dizer “confusão” ou “porta dos deuses”. A babelização é uma consequência das realizações humanas, mas o Deus que se revela na Palavra não é de confusão (I Co. 14.33). Os grandes projetos da humanidade fracassam porque Deus foi substituído pelo secularismo. As pessoas não dependem mais de Deus, antes estão firmadas em seus desejos egoístas (Tg. 4.15). A política dos homens não passa de uma Torre de Babel. A democracia se tornou um mal necessário, graças a ela os seres humanos expressam suas diferentes ideologias. Sem ela seria muito pior, pois daria lugar aos governos totalitários. Mas o processo político é caracterizado, na maioria dos países, pela corrupção generalizada. Há políticos se elegem por meio de fontes escusas para as quais revertem seus mandatos, desconsiderando o bem para a população que o elegeu.

2. DEUS CONFUNDE A LÍNGUA DOS HOMENS
O ser humano caído anseia intensamente pelo totalitarismo e unilateralismo, seu maior desejo é o de governar sobre todos. O estudo da história da humanidade atesta essa verdade, alguns líderes quiseram impor seus modelos imperialistas sobre todos os povos. O fundamento desse desejo pecaminoso estava no próprio Lúcifer, o anjo caído que quis usurpar o trono de Deus (Is. 14.13,14). Os construtores da Torre de Babel também usaram a expressão: “subamos”, demonstrando, assim, altivez e soberba (Pv. 16.18). Babilônia é, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, um símbolo do orgulho humano, de rebeldia contra Deus (Ap. 18.5). A resposta de Deus a essa declaração arrogante foi: “desçamos e confundamos”. Deus zomba dos projetos humanos que não têm a participação dEle (Sl. 2.4). A intervenção divina restringe a propagação de um mal maior sobre a humanidade. Através da confusão das línguas Deus evitou que a humanidade se unisse em torno de um projeto por meio do qual se distanciariam mais ainda dEle. As várias vozes que dialogam na sociedade é o juízo protetor de Deus contra ideologias totalitárias e unilaterais. A verdade humana, enquanto construção social, não se encontra em um indivíduo, mas na coletividade, exercita através do diálogo. Somente a Palavra de Deus é a Verdade, é a inspira e infalível revelação do Espírito de Deus (II Tm. 3.16,17; Rm. 10.17). A igreja está debaixo do senhorio de Cristo, por isso se submete ao que o Espírito lhe revela pela Palavra (Ap. 2.7). O mundo jaz no Maligno (I Jo. 5.19), por isso não atenta para a revelação divina, por isso está ceifando o que tem plantado (Gl. 6.7). Quando Cristo for revelado como Rei dos reis e Senhor dos senhores, então a humanidade compreenderá a limitação dos seus projetos (Ap. 19.16).

3. A DIVERSIDADE CULTURAL DA HUMANIDADE
A cultura é uma produção humana, não necessariamente podemos afirmar que existe uma cultura superior. O fundamento cultural da humanidade está na linguagem, é por meio dela que transmitimos nossos valores e crenças de geração a geração. Depois do dilúvio, e da Torre de Babel, coube aos seres humanos se espalharem, e produzirem cultura. Apesar da Queda, a produção cultura da humanidade é criativa, reflexo da imagem do Criador, que permanece na criatura (Tg. 1.17). Por isso podemos nos deparar com textos primorosos da literatura mundial, melodias cativantes da música, e belas expressões de arte, até mesmo produzidas por pessoas que não são cristãs. Nessa perspectiva, as diversidades culturais devem ser respeitadas, sobretudo as línguas, que expressam concepções diferenciadas, contanto que essas não se revelem práticas pecaminosas. Temos a responsabilidade de comunicar, nas várias línguas e dialetos mundiais, a graça maravilhosa de Deus, revelada em Jesus Cristo. A missão da igreja da Igreja é anunciar o Reino de Deus, a todos os povos (Mt. 28.18-20; Mc. 16.15,16). Na eternidade encontraremos pessoas das várias tribos, povos e línguas, que foram alcançadas pelo evangelho de Cristo (Ap. 7.9). Para fazer missões com sabedoria, e anunciar Cristo para as nações, faz-se necessário investir em conhecimento antropológico, sobretudo para respeitar a diversidade cultural. A mensagem do evangelho é supracultural, pois propaga o amor gracioso de Deus e Sua misericórdia aos pecadores. É um equívoco missionário tentar impor padrões culturais, que são específicos de uma etnia, sobre os povos a serem alcançados.

CONCLUSÃO
No dia de Pentecostes estavam as diferentes culturas reunidas em Jerusalém. A mensagem Pedro levou quase três mil vidas se entregaram a Cristo (At. 2.41). O mesmo Deus que confundiu a língua dos homens na Torre de Babel tornou a mensagem inteligível pelo Espírito Santo (Sf. 3.9; At. 2.7,8). O evangelho de Jesus é a resposta de Deus para a confusão da humanidade, sua verdade simples e acolhedora transforma pecadores em novas criaturas (II Co. 5.17), tirando-os das trevas para Sua maravilhosa luz (I Pe. 2.9), a fim de aguardarem a Cidade Celestial, edificada pelo próprio Deus (Hb. 12.18; Ap. 21.2,10).