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PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR


Textos: Js. 24.14 - Js. 23.1-6
irmaoteinho@hotmail.com

OBJETIVO: Mostrar que a preservação da palavra do Senhor traz vida e saúde para o povo de Deus.

INTRODUÇÃO: Nesta Semana, estudaremos a respeito da importância de preservar a Palavra do Senhor. Essa é uma necessidade urgente nos dias atuais, marcados pela falta de sólida formação bíblica nas igrejas evangélicas. Veremos, inicialmente, como Josué, um líder comprometido com a Palavra, expôs os decretos do Senhor ao povo israelita. Em seguida, mostraremos como a falta de compromisso com a Palavra de Deus leva o povo à corrupção. Por fim, destacaremos a necessidade da preservação da Palavra a fim de que tenhamos igrejas que gozem de vida e saúde espiritual.

1. JOSUÉ EXPÕE A PALAVRA DE DEUS: Josué se encontrava próximo da morte quando resolveu convocar todo o povo para ouvir a Palavra do Senhor.A preocupação inicial desse líder era com o esquecimento que esse povo viesse a ter em relação às suas origens. Por isso, ressaltou que “o SENHOR, vosso Deus, é o que pelejou por vós” (Js. 23.3). A prosperidade pode levar as pessoas a pensar que são auto-suficientes que não mais precisar da intervenção divina. Por isso, Josué instrui o povo, com uma mensagem esclarecedora, para que viesse a se associar às nações idólatras vizinhas, servindo aos deuses daqueles povos (Js. 23.7). Eles deveriam ser santos para agradar ao Senhor em todas as circunstâncias da vida, atentando, a todo instante, para fazer o que estava escrito no livro da Lei de Moisés (Js. 23.6). Essa obediência, no entanto, não deveria ser forçada, mas em amor (v. 11), pois somente no amor podemos de fato obedecer à Palavra do Senhor. O amor é resultando de um relacionamento contínuo com Aquele que nos chama para andar com Ele. Caso contrário, o resultado de uma vida distanciada dos caminhos de Deus será à condenação (v. 23), a menos que nos arrependamos enquanto é tempo (I Jo. 1.9), reconhecendo que Jesus é o Advogado que por nós intervêm (I Jo. 2.1).

2. POR FALTA DA PALAVRA O POVO SE CORROMPE: Em Pv. 29.18 está escrito que por ausência de ensinamento profético o povo acaba se corrompendo. Josué sabia dessa verdade, por isso, convocou todo o povo de Israel para que ouvisse a Palavra do Senhor. Infelizmente isso não é o que acontece em muitos contextos eclesiásticos hoje em dia. Ao invés de conduzir o povo para a Palavra de Deus, alguns líderes, a fim de aumentar o número de adeptos, investem maciçamente em marketing ou coisas do tipo. O resultado é o que temos testemunhado no “crescimento” evangélico no país. Diferentemente de Paulo, muitos cristãos não sabem no que têm crido (II Tm. 1.12), não passam de massa de manobra, se deixam levar por qualquer movimento que surge. A maioria desses “crentes” não desenvolve o genuíno caráter cristão, resultante do fruto do Espírito (Gl. 5.22). Preferem seguir as “ondas da moda” e caminham léguas atrás de seus ídolos “evangélicos”. Essas pessoas fogem da exposição da palavra de Deus, dizem ser cansativa, não têm qualquer vergonha de afirmar que dormem no culto quando a palavra é pregada. Conforme antecipou o apóstolo Paulo, têm comichão nos ouvidos diante no ensinamento bíblico. Por isso, buscam “pastores” conforme agrado deles (II Tm. 4.3). Tais "pastores" enchem suas “igrejas” de “fiéis”, haja vista transformarem seus "cultos" em mera animação, perdendo, em alguns casos, para os programas televisivos de auditório. Nesses dias cruciais para a fé cristã no Brasil, precisamos retornar à Palavra de Deus. É hora de, como Josué e Esdras, convocar todo o povo para a oração e para a leitura da Bíblia (Ed. 7.10). Se não fizemos assim, o resultado será a corrupção espiritual pela qual muitas igrejas já passam.

3. PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR: Como líderes espirituais, precisamos separar, no culto, tempo suficiente para a exposição da Palavra de Deus. Todo tempo possível deve ser reservado para que a Palavra de Deus seja pregada. Para tanto, os seminários e escola bíblicas devem ser estimuladas. A Escola Bíblica Dominical deve sempre ter proeminência nos trabalhos da igreja. É uma pena que em determinadas igrejas ela tem sido relegada a segundo plano. Qualquer “festinha” é motivo suficiente para retirar o horário do estudo da Escola Dominical. A seqüência das lições da EBD precisa ser preservada, de modo que não haja interrupção do tema estudado no trimestre. Os clássicos cultos de ensinamento (ou de doutrina) também precisam ser estimulados e devem servir ao propósito para o qual foram destinados, à instrução na Palavra de Deus. Os seminários teológicos, ao invés de serem criticados, devem ser estimulados, contanto que estejam em conformidade com a ortodoxia bíblica. O estudo bíblico, em casa, na igreja ou num seminário não esfriará a fé dos crentes, na verdade lhes dará o fundamento necessário para enfrentar evangelizar, ensinar e, sobretudo, viver melhor para o Senhor. O crente verdadeiramente espiritual é aquele que tem equilíbrio, que busca, ao mesmo tempo, tanto o estudo quanto a oração. Muita oração e o pouco estudo conduzem ao fanatismo, por outro lado, o muito estudo sem oração leva ao mero intelectualismo.

CONCLUSÃO: Como Josué, devemos amar a Palavra de Deus, ela deva ser, como diz o Salmista (Sl. 1.1), nossa meditação dia e noite. Josué era sabedor dessa verdade, pois quando fora escolhido, o Senhor advertiu para que ele não se apartasse do livro da lei (Js. 1.8). Que o livro de Deus seja aberto em nossas igrejas, que o lugar reservado à Palavra de Deus seja preservado e não reduzido. Se assim não o fizermos, o resultado será a corrupção geral do povo. Portanto, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 2.29). PENSE NISSO!