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CORINTO – UMA IGREJA FERVOROSA, MAS NÃO ESPIRITUAL


Textos Base: I Co. 3.1 - I Co. 3.1-9
irmaoteinho@hotmail.com



OBJETIVO: Mostrar que a igreja de Corinto, como algumas igrejas atuais, deveria buscar o equilíbrio entre os dons espirituais e o fruto do Espírito.


INTRODUÇÃO: Estamos iniciando mais um trimestre, e, desta feita, teremos a oportunidade de estudar a Epístola de Paulo aos crentes de Corinto. Embora essa carta tenha mais de 2000 anos, seu teor continua atual para a igreja. Os temas abordados admoestam quanto aos problemas que a igreja contemporânea enfrenta ainda hoje: falta de espiritualidade e compromisso com a Palavra de Deus, ausência da pregação da mensagem da cruz, partidarismos na igreja, imoralidade sexual, demandas judiciais entre os irmãos, desconsideração do casamento, pouca atenção à celebração da Santa Ceia, descuido quanto ao uso dos dons espirituais, falta de esperança quanto à ressurreição, carência de cuidados para com os irmãos mais necessitados, e, por fim, tudo isso se traduz no pouco cultivo do amor ágape. No estudo desta semana, a primeira do trimestre, trataremos a respeito da falta de espiritualidade genuinamente cristã da igreja de Corinto.


1. CORINTO: A CIDADE E A I EPÍSTOLA DE PAULO: Corinto era uma esplêndida cidade comercial localizada ao sul do istmo de dezesseis quilômetros de largura que liga a Grécia central ao Peloponeso. O grego era a língua falada pelo povo e a cultura grega da qual o povo se orgulhava. O imperador Augusto fez de Corinto a capital da Acaia, que era governada por um procônsul (At. 18.12). Sua situação era de prosperidade o que atraiu grande multidão. No sudoeste da cidade antiga encontrava-se o monte Acrocorinto, numa altura de 574 metros, no qual fora construído um templo dedicado a Afrodite, a deusa do amor. Por isso, a cidade tinha uma moral pagã, corrupta, pautada no culto ao sexo. As competições também eram bastante comuns, não admira que Paulo tenha feito alusão aos prêmios dos atletas (I Co. 9.25). Paulo reconheceu nesse lugar um ponto estratégico para a difusão do evangelho. O Apóstolo chegou ali durante sua segunda viagem missionária, por volta de 50 d. C. Logo após a chegada, conheceu Áquila, um judeu nascido na província romana de Ponto, ao norte da Ásia Menor, e sua esposa Priscila (At. 18.2; I Co. 16.19). Após um ano e meio naquela cidade, Paulo partiu para outras missões, e, estando em Éfeso, durante sua terceira viagem missionária, escreveu uma epístola aos crentes de Corinto, que não nos chegou (I Co. 5.9) na qual ele aconselhava a evitar o companheirismo com pessoas imorais. Posteriormente, por volta do ano 55 d. C., Paulo escreveu uma outra carta aos crentes de Corinto, ainda Éfeso, a qual denominamos de Primeira Epístola aos Corintios.


2. UMA IGREJA FERVOROSA, MAS SEM ESPIRITUALIDADE: A igreja de Corinto era fervorosa, isto é, tinha os dons espirituais (I Co. 1.7), mas faltava-lhe a verdadeira espiritualidade, por isso, Paulo aqueles irmãos de carnais (I Co. 3.1-4). Semelhantemente a Igreja de Corinto, muitas igrejas atuais se encontram na mesma condição de muito fervor, mas de pouca ou nenhuma espiritualidade. Buscam os dons espirituais, falam muitas línguas, profetizam em todos os cultos, mas quando as pessoas saem da igreja, não dão um bom testemunho de fé professam dentro das quatro paredes do templo. Falta a esses crentes fervorosos o fruto da espiritualidade, pois é justamente através dos frutos que somos identificados como cristãos, não pelos dons espirituais (Mt. 5.13-16; 7.22). Os dons espirituais não refletem o nível de espiritualidade do cristão, na verdade, alguém pode ter dons espirituais, como acontecia com a igreja de Corinto, e mesmo assim não ser espiritual, agindo como meninos na fé (I Co. 14.20). Isso acontece porque os dons espirituais, em determinados contextos eclesiásticos, é visto individualmente, ou seja, não lhes é dado o valor coletivo que devam ter. Segundo Paulo, em I Co. 14.3-5,12,26, os dons são dádivas para a igreja, para o desenvolvimento, crescimento e amadurecimento do corpo de Cristo, não para alguém ostentar grandeza diante dos outros.


3. O CULTIVO DA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ NA IGREJA: O contrário das obras da carne, uma característica dos crentes de Corinto, é o fruto do Espírito (Gl. 5.22) e nele repousa a verdadeira espiritualidade (v. 19). A base do fruto é o amor – ágape - (I Co. 13; Rm. 5.5; Ef. 5.2; Cl. 3.14), sendo este o sustentáculo dos demais elementos do fruto, os quais são: alegria – chara – baseada nas promessas e na presença de Deus (II Co. 6.10; 12.9; I Pe. 1.8); a paz – eirene – quietude de coração e mente fundamentada em Cristo (Rm. 15.33; Fp. 4.7; I Ts. 5.23; Hb. 13.20); a longanimidade – makrothumia – que não se ira com facilidade ou não se desespera diante das adversidades (Ef. 4.2; II Tm. 3.10; Hb. 12.1); benignidade – chrestotes – indisposição para magoar os outros (Ef. 4.35; Cl. 3.12; I Pe. 2.3); bondade – agathosune – expressa em atos de bondade (Lc. 7.3-50); fé – pistis – confiança constante e inabalável na Palavra de Deus (Mt. 23.23; Rm. 3.3; I Tm. 6.12; II Tm. 2.2; 4.7; Tt. 2.10); mansidão – prautes – moderação para submeter-se a Deus e ao próximo (II Tm. 2.25; I Pe. 3.15); e temperança – agkrateia – domínio sobre os impulsos e paixões, disposição para a pureza (I Co. 7.9; Tt. 1.8; 2.5).


CONCLUSÃO: Muitas igrejas são fervorosas – isto é – têm os dons espirituais, em algumas outras, até mesmo os dons já se foram. Para evitar tais extremos, o caminho bíblico é o do equilíbrio, não podemos desprezar os dons, mas é preciso, também, saber que eles, por si sós, não garantem espiritualidade. Uma igreja genuinamente espiritual busca, além dos dons, o fruto do Espírito. Uma igreja que busca apenas os dons pode acabar como a de Corinto, com muitos dons (I Co. 1.9), mas cheia de problemas e carnalidades (I Co. 3.1-4). O equilíbrio entre fervor e espiritualidade está no contato contínuo com o Espírito Santo, o qual produz em nós, e conosco, o Seu fruto (Gl. 5.22). PENSE NISSO!


BIBLIOGRAFIA:

Bíblia de Estudos em Cores.